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setembro 25, 2011

Imprensalão e oposição xexelentos dizem que comedida e tímida reposição de pessoal promovida por Lula é “inchaço da máquina”


MERA REPOSIÇÃO
Tentam transformar em escândalo o alegado ‘inchaço da máquina pública’ que teria ocorrido nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o que houve foi apenas uma reposição parcial de trabalhadores, de acordo com a lei [ grifo nosso ], o que inclui substituição de terceirizados ( ainda incompleta ) e de contratados informalmente ou via agências internacionais, tudo em consonância com o Tribunal de Contas da União e com o Ministério Público.
Escancara-se que nos oito anos de Lula ingressaram 155.534 servidores concursados – o triplo do mesmo período de Fernando Henrique Cardoso – , notícia que não pode ser avaliada corretamente quando omitidos antecedentes importantes, entre eles os três planos de demissões voluntárias, em 1991, entre 1995 e 1998 e em 2003.
O sucateamento do serviço público federal teve início nos governos Collor e Sarney, e acentuou-se na era FHC, especialmente no segundo mandato, durante o qual praticamente não houve admissões, nem mesmo para as carreiras estratégicas do Estado. Em 2002, por exemplo, ocorreram apenas 30 nomeações.
Era natural que Lula investisse no Estado forte, valorizando os servidores, na medida do possível, e ampliando os quadros, prestigiando a qualificação. Não há demérito nenhum nisso. Pelo contrário, essa política tira trabalhadores da precariedade e resulta em maior produtividade, com redução de custos, comparando com a terceirização, uma das portas escancaradas para a corrupção.
Note-se que apesar de todo esse avanço, no fim de 2010 o número de servidores ( 630.542 ) ainda era inferior ao de 1992 ( 683.618 ), apesar do crescimento populacional [ idem ] e da atuação do Estado.
Um problema é que essa recuperação parcial está sendo seriamente ameaçada pelas restrições impostas pelo atual governo. Outro, é o excessivo número de comissionados, sem exigência de concurso.
( Editorial, FOLHA DIRIGIDA, 19 a 25 de Setembro de 2011 )

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