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agosto 3, 2011

Shell reconhece ser responsável por derrame no Delta do Níger em 2008 e 2009


A Shell reconheceu a sua responsabilidade pelos dois gigantescos derrames petrolíferos no Delta do Níger, na região de Ogoniland, em 2008 e 2009. A petrolífera enfrenta processos legais com pedidos de indemnização que prometem ser astronómicos.
Os derrames num complexo de oleodutos destruíram uma comunidade de 69 mil pessoas que viviam essencialmente da pesca. A limpeza do derrame – que se julga ser duas vezes superior ao libertado no acidente com o petroleiro Exxon Valdez, em 1989, no Alasca – pode demorar duas décadas, diz o jornal britânico “The Guardian”.
Vinte quilómetros quadrados da rede de rios e ribeiros do Delta do Níger onde a comunidade Bodo pesca e do qual depende para ter água foram danificados pelo derrame. Até agora, não houve nenhuma tentativa para recolher o crude, que se tem infiltrado nas águas subterrâneas e nas terras de cultivo.
A comunidade Bodo, afectada pelo derrame na Nigéria, processou a Shell nos tribunais britânicos. A empresa de advogados Leigh Day representou a comunidade de Ogoniland e várias outras comunidades têm expressado interesse em processar a petrolífera nos tribunais do Reino Unido – em média, há três derrames por dia no Delta do Níger, tanto da Shell como de outras petrolíferas que ali operam. As empresas culpam os habitantes locais, em especial os jovens, que acusam de boicotar os seus oleodutos.
Esta semana ainda, diz o “Guardian”, um relatório do Programa de Ambiente das Nações Unidas deverá também responsabilizar a Shell por graves desastres ambientais no Delta do Níger, uma região pantanosa e de ricas terras agrícolas onde ocorreram mais de 7000 derrames petrolíferos. O relatório será apresentado pelo Presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, na quinta-feira, e em Londres na sexta-feira.
A Amnistia Internacional calcula que mais de 13 milhões de barris de petróleo tenham sido já derramados no Delta do Níger (onde há exploração petrolífera desde meados do século XX). Esta quantidade é duas vezes a deitada ao mar pela BP no derrame do ano passado no Golfo do México.
( Público.pt )

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