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agosto 3, 2011

Lula na ESG alerta contra agressão à Líbia: “Amanhã pode ser aqui” ( Hora do Povo )


Em palestra feita na Escola Superior de Guerra (ESG) na última sexta-feira, o ex-presidente Lula alertou contra a agressão que a Líbia está sofrendo. “Não temos e não podemos concordar com o que foi feito na Líbia. Hoje foi lá e amanhã pode ser aqui. Se tivesse um Conselho de Segurança forte não teria acontecido”, afirmou o ex-presidente, que voltou a reivindicar uma reforma do CS da ONU e defendeu maior equilíbrio nos organismos internacionais. Ele também defendeu mais esforços de cooperação com a África e a América Latina.
Na ESG, Lula critica a inoperância do CS da ONU
Em palestra na Escola Superior de Guerra (ESG) na última sexta-feira (29 de julho), o ex-presidente Lula defendeu mais esforços de cooperação com a África e a América Latina. “É uma pena que o Brasil não tenha enxergado a África como deveria enxergar”, disse o presidente. “O Oceano Atlântico não é um obstáculo, é um caminho”, acrescentou. Lula lembrou que o Brasil vivia de costas para os seus vizinhos da América do Sul, e o seu governo foi o primeiro a construir uma ponte para a Bolívia e o Peru.
Lula elogiou os investimentos feitos em infraestrutura pelo general Geisel na década de 70, mas observou que foi também nesta época que a dívida externa brasileira em dólar cresceu consideravelmente.
O ex-presidente defendeu o fortalecimento das Forças Armadas, com investimentos no seu armamento e equipamentos. “Quando eu cheguei no governo, o Batalhão de Engenharia do nosso Exército não tinha sequer uma betoneira. Hoje, está tão preparado que algumas empreiteiras já estão com medo. Os submarinos da Marinha e os helicópteros da Aeronáutica também estão perto de virar realidade. A gente não quer as Forças Armadas fazendo política, mas também não as quer subalternas e desacreditadas. Queremos Forças Armadas bem treinadas, preparadas, equipadas e respeitadas”.
Citando os recentes fatos ocorridos na Líbia, país que vem sendo agredido pelos covardes bombardeios da Otan, Lula defendeu maior equilíbrio nos organismos internacionais e a reforma do Conselho de Segurança da ONU. “Não temos e não podemos concordar com o que foi feito na Líbia. Hoje foi lá e amanhã pode ser aqui. Se tivesse um Conselho de Segurança forte não teria acontecido”, assinalou. “Se quisermos ter governança global séria e respeitada teremos que repensar o Conselho de Segurança”, disse.
Lula foi acompanhado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelos três ministros militares – general Enzo Peri (Exército), almirante Júlio de Moura Neto (Marinha) e brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica). A palestra, que teve como tema “o Brasil do futuro”, foi diversas vezes interrompida por aplausos.
Respondendo aos jornalistas sobre o governo Dilma, Lula fez críticas à oposição e disse que ela está torcendo para a inflação e o desemprego voltarem a aumentar. “Esse negócio de que a oposição vai contribuir, não acreditem. A oposição é que nem um jogador que está no banco de reservas. Você pensa que ele é amigo do que está jogando, mas ele está doidinho para o outro se contudir”, brincou. O ex-presidente ironizou o tucano José Serra que falou da candidatura do PT em 2014. “É demais, né? Ele não está conseguindo resolver o problema dele com Aécio e vem querer resolver o problema do PT? O Serra deve estar mais preocupado em saber se ele é candidato do que se eu sou. Ele que se incomode com ele e pode deixar que eu tomo minhas decisões. Já cumpri minha tarefa neste país”, afirmou.
Dirigindo-se ao comandante da Marinha, Lula lembrou que a indústria naval brasileira chegou a ser a segunda maior do mundo, mas foi sucateada no período neoliberal: “Em 2002, quando fui eleito, a indústria naval brasileira, que chegou a ter 50 mil trabalhadores nos anos setenta, tinha somente 1,9 mil trabalhadores. Travamos uma luta política para provar que era possível recuperar a indústria naval e, oito anos depois, voltamos a ter mais de 50 mil trabalhadores atuando em estaleiros espalhados por diversos estados do Brasil”, disse.
Ele citou os desafios que as Forças Armadas brasileiras têm pela frente. “O Brasil quer construir a paz na América do Sul, onde temos 16 mil quilômetros de fronteiras. Somos um país que hoje tem preocupação com a Amazônia, com seus oito mil quilômetros de costa marítima, que acaba de descobrir o pré-sal e quer defender a biodiversidade existente em nosso território. Por isso, a Estratégia Nacional de Defesa é extremamente importante para o Brasil que queremos criar para amanhã e depois de amanhã. É um modelo que queremos deixar para os nossos filhos”, disse.
( HORA DO POVO )

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