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julho 11, 2011

E Marina rompeu com o PV, Por Jasson de Oliveira Andrade


Marina rompeu com o PV

Marina Silva é uma política vencedora, tendo ocupado os cargos de senadora e de ex-ministra do Meio Ambiente, no governo Lula. Era do PT, mas rompeu com o partido. Filiou-se ao PV e se candidatou à Presidência da República. Nesta disputa, obteve uma surpreendente votação: 19,6 milhões, quase 20%. Recebeu votos, principalmente, dos evangélicos e dos jovens. Agora, em 7/7/ 2011, Marina saiu do PV. Esta atitude já era esperada. Em 29 de junho, Fernando de Barros e Silva, no artigo “Partido da Marina”, publicado na Folha, revelou: “Agora é certo, Marina Silva deixará o PV – o partido que gosta do verde… e das verdinhas”. Revela ainda o jornalista: “Passada a lua de mel eleitoral ( ela também sujeita a mais tapas do que beijos ), a disputa que se seguiu pelo controle dos rumos do partido levou à implosão do matrimônio”, explicando o motivo do divórcio: “[Marina] Acabou triturada pelos interesses pragmáticos ou fisiológicos da máquina presidida há mais de década pelo deputado José Luiz Penna”. Já a revista CartaCapital noticiou: “A candidata que forçou o 2º turno em 2010 perde a disputa no PV. (…) Venceram José Luiz Penna, presidente da legenda desde 1999, e o deputado Zequinha Sarney”. O professor José Álvaro Moisés, da USP, opinou: “O PV vai perder os eleitores que a Marina conseguiu agregar nas eleições de 2010. Os votos não foram por causa das propostas do PV, foram por causa das qualidades pessoais dela”. Realmente. Dificilmente o PV conseguirá ter uma candidata ou candidato à Presidência da República com as qualidades e ainda a popularidade dela. Obter cerca de 20 milhões de votos não é fácil!
Ao se desligar do partido, Marina declarou: “A experiência no PV serviu para sentir até que ponto o sistema político brasileiro está empedernido e sem capacidade de abrir-se para sua própria renovação”. Para ela, os partidos tornaram-se “máquinas obcecadas pelo poder em si e cada vez mais distantes do mandato de serviço que estão obrigados a prestar à população”. Marina revelou que em setembro vai criar um movimento que terá como tema o verde e a cidadania. Posteriormente, possivelmente depois das eleições de 2012, Marina vai pensar na criação de um novo partido. Geraldo Tadeu Monteiro, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), declarou ao Estadão: “Criar um novo partido seria a opção mais correta neste momento para o grupo de Marina, mas também a mais difícil. Eles vão ter que fazer um longo trabalho de mobilização, coletar assinaturas, constituir diretórios estaduais e municipais”. Essa burocracia eleitoral não é fácil. O prefeito de São Paulo, Kassab, criador do PSD, que o diga.
Qual será o futuro de Marina? Como se costuma dizer: o futuro a Deus pertence!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Julho de 2011

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