ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

julho 6, 2011

Memória: grevistas PARARAM São Paulo e não teve essa besteira de “atrapalharam o trânsito na Capital”


QUANDO SÃO PAULO PAROU
Vinte vezes menor que a de hoje, a população de São Paulo no início do século XX era de aproximadamente 550.000 habitantes. Cem mil deles ( 1 ) participaram da greve geral que fez a cidade parar no dia 12 de julho de 1917. Fábricas de todo tipo foram afetadas – inclusive a Companhia de Gás e a empresa de energia elétrica, a Light, o que provocou a paralisação do serviço de bondes, principal meio de transporte público da época.
A morte de um sapateiro espanhol de 21 anos, baleado em confronto com a polícia no início daquele mês, foi o ponto de partida para movimentos contra a violência policial. A mobilização popular culminou nas manifestações grevistas de 12 de julho. O confronto entre patrões e trabalhadores, representados pelo Comitê de Defesa Proletária, foi mediado por um grupo de jornalistas.
Durante os três dias seguintes, o grupo tentou chegar a uma solução conciliadora. No dia 16, o fim da greve foi votado, com a garantia de que seriam atendidas as principais reivindicações dos trabalhadores, como aumento salarial, jornada de trabalho de oito horas ( 3 ) e direito de associação. Apesar da curta duração, essa experiência incentivou outras greves por todo o país, da Paraíba ao Rio Grande do Sul, e foi um extraordinário exemplo da capacidade de organização dos operários na Primeira República.
( REVISTA DE HISTÓRIA, ED.70, JULHO 2011 )

NOTAS DESTE BLOG:
( 1 ) Faça as contas. Dá mais ou menos 1/5 da população
( 2 ) O equivalente aos ônibus e Metrô de hoje em dia
( 3 ) Então, se você não sabe porque trabalha apenas 8 horas por dia, e não 12, saiba que é porque alguém FEZ GREVE E PREJUDICOU O TRÂNSITO NA CAPITAL, em algum lugar do passado, e VOCÊ é quem se beneficiou disso, mesmo sendo um baita bundão, reclamão e puxa-sacos. Do céu ou da “bondade” do patrão é que não vem nada, panaca.

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