ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

julho 4, 2011

Do Palocci ao Mercadante, Por Jasson de Oliveira Andrade


O falecimento de Quércia teria sido “providencial” aos propósitos da imprensa alinhada ao tucanato?

Ao publicar o meu artigo “Queda de Palocci favoreceu o PMDB”, em seu site ENCALHE [ VER AQUI ], Humberto Capellari, como introdução, publicou um trecho da mensagem que lhe enviei. Entre outras coisas, escrevi: “O ‘caso’ Palocci poderá sair da mídia e do Congresso em poucos dias. É como age a imprensa escrita e falada, bem como os oposicionistas”, acrescentando: “Vamos agora esperar os dias passarem e depois voltarei ao assunto, caso a mídia e a oposição realmente esqueçam o Palocci”. Não deu outra. Logo depois da exoneração de Palocci, como por um passe de mágica, o nome dele foi “esquecido” [ grifo do blog ]. Ninguém mais falou do rápido aumento de seu patrimônio, nem exigiu que o ex-ministro revelasse a relação das empresas que eram suas clientes. Até hoje, 4 de julho, silêncio total. Então, a mídia e a oposição não estavam preocupadas com o patrimônio dele, que aumentou 20 vezes entre 2006 a 2010. O que pretendiam era a queda do ministro. Conseguido seu intento, mídia e oposição silenciaram [ idem ]. Um silêncio comprometedor. Agora estão preocupados com outra denúncia. Esta, contra o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, desenterrando o caso dos “aloprados”, acontecido em 2006.
Nas eleições para governador em 2006, o candidato José Serra era considerado favorito. Para conseguir derrotá-lo, quiseram vender um dossiê contra o candidato tucano. A venda foi frustrada com a apreensão de R$ 1,75 milhão, encontrado em setembro daquele ano num hotel de São Paulo. O dinheiro apreendido foi exibido à exaustão na televisão e publicado na imprensa escrita. A repercussão foi enorme. A culpa, segundo se apurou na época, foi de alguns petistas, que ficaram conhecidos como “aloprados”. Mercadante, candidato a governador naquela época, foi inocentado, inclusive na Justiça. Agora, em 18 de junho, a revista Veja publicou uma reportagem, baseada em uma gravação, na qual o petista Expedito Veloso, afirmaria a colegas de partido que o plano foi feito com “o conhecimento e a autorização” de Mercadante. Desta nova versão, segundo Dora Kramer, a “novidade é a revelação de que Orestes Quércia (falecido em 2010) foi um dos financiadores da operação e, portanto, dono ao menos em parte do dinheiro encontrado pela polícia com os petistas e de cuja origem nunca se soube”.
Em vista desta nova versão, Mercadante esteve no Senado e negou a sua participação. Dora Kramer assim relatou sobre o depoimento do ministro: “Contundente, como havia sido combinado com seus companheiros de partido, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, saiu-se razoavelmente bem da exposição que fez na manhã de ontem (28/6/2011) no Senado sobre as acusações de que teria sido mentor do chamado “dossiê dos aloprados” (Estadão, 29/6). Nesta exposição, Mercadante declarou: “Por que não jogaram isso na campanha há oito meses, quando eu era candidato? Porque o Quércia estava vivo e desmentiria”.
Tudo indica que desta vez a nova arremetida da oposição e da mídia não vai causar a exoneração do ministro Mercadante, mas poderá ter reflexo na campanha de prefeito em 2012, caso ele seja candidato a prefeito [ de São Paulo ], principalmente se o adversário for o Serra. A conferir.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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