ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

junho 6, 2011

Professora do RN além dos 15 minutos de fama


Todo mundo deve ter recebido de amigos e desonhecidos emails recomendando o vídeo em que a professora Amanda Gurgel desabafa e expõe a dureza da vida dos professores, diante duma platéia de parlamentares, não é?
As vezes que eu recebi, tais emails vinham precedidos de frases como “Gente como ela que o Brasil precisa” ou “A professora que fala a verdade sobre a educação do país”. Eu, sinceramente, quase não me dignei ver, não fosse ter recebido um texto de meu estimado Jasson para a publicação neste blog, em que tratou deste assunto. Assim, fui dar uma olhadinha, apreciei levemente, mas esqueci, pois o ranço de “classe-média denunciadora” ainda me vinha à mente, culpa dos tipos que não perdem a chance de descolar qualquer coisa que sirva para desancar o governo do Lula ( e agora, da Dilma ). Tips que ficam entulhando nossa caixa com emails intitulados, criativamente, “Acorda Brasil!”, “Até quando?” e besteiras desse gênero.
Depois, numa conversa com alguém da família que manja mais do riscado, perguntei: “E a professora?”
A resposta ( com as palavras as quais que consigo me expressar ):
– Bom, ela estava numa audiência na Assembléia Legislativa do Estado dela. Isso sempre acontece. Aqui em São Paulo, viviam fazendo isso, mas o Paulo Renato ficava 5 minutos e dava as costas, ia embora.
– Ah, então isso não é novo?, perguntei.
– Necas. O estranho foi alguém mostrar, desta vez. Tem gente que fala coisa pior, mais forte.

Sim. Estranho alguém ter mostrado. Acho que é por que serviu para ilustrar a revolta de um professor, “alguém de dentro”, contra a situação da Educação “no país” ( o velho método: o todo pela parte ). Se “o país” vai mal, os entes federativos ( o Estado de São Paulo, por exemplo ), não têm culpa. Simples assim, e nego engole. Não acho que a professora Amanda tenha intencionalmente se prestado ao papel de “líder nacional” denunciadora do descaso com a educação nacional sob o desgoverno petista. Apenas ela falou na Assembléia e alguém se apoderou e deu outra leitura pro episódio, descontextualizando tudo.

PORÉM OCORRE QUE… Ocorre que a moça tem, sim, algo mais a dizer. Algo maior, em termos nacionais, digamos assim. A prova disto está na entrevista que concedeu à revista ISTO É. A maior revelação, pra mim, é que, perguntada se teria vontade de alçar vôos eleitorais ( sempre preguntam isso a alguém que surge ) e a resposta foi que ela já é filiada a um partido político. Vejam qual:

ISTOÉ – Pensa em se candidatar a algum cargo público?
Amanda – Olha, não me vejo agora fazendo outra coisa. Sei que o meu lugar é na classe trabalhadora, no chão, na escola, junto com os meus colegas. Sou filiada ao PSTU desde o ano passado, mas sempre fui militante, primeiro no movimento estudantil, depois pela causa da educação. Mas, nunca pensei em me candidatar a nada. É uma discussão futura.

A moça é filiada à extrema-esquerda, ao PSTU. Juro por Deus, não lembro da imprensa, que tanto destaque deu à sua fala, como expressão da revolta dos mestres contra a má situação da educação “no país”, ter mencionado isso. Na hora do denunciasmo, até extrema-esquerda serve ao PIG, credo.

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