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maio 25, 2011

Wikileaks expõe conluio Uribe/EUA para forjar relação de Chávez e Correa as Farc


Uma série de despachos divulgados pelo Wikileaks, publicados pelo jornal colombiano El Espectador, informou que o governo do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe (2002-2010) entrou em conluio com a embaixada dos EUA para forjar implicações dos governos da Venezuela e do Equador com as Farc.
O pretexto usado foram os computadores encontrados no ataque colombiano ao acampamento dos guerrilheiros comandado por Raúl Reyes. Os documentos divulgados pelo site Wikileaks são cópias de despachos do embaixador norte-americano, William Brownfield, segundo o qual pretendia-se “vincular os presidentes Chávez e Correa e seus governos ao grupo terrorista”.
Um dos contatos entre o governo colombiano de Uribe e o embaixador era o vice-ministro da Defesa da Colômbia, Sergio Jaramillo, que tinha confirmado os planos ao embaixador. Para tanto, diz o despacho norte-americano, a administração Uribe fez chegar a vários países o material manipulado e “inclusive conseguiu fundos privados para que um organismo estrangeiro direcionasse as conclusões”. O trecho se refere ao relatório do Instituto de Estudos Estratégicos (IISS) intitulado: “Dossiê das Farc: os arquivos secretos de Venezuela, Equador e Raúl Reyes”, publicado agora.
“Obviamente, os temas que deviam se posicionar eram as Farc e o presidente Hugo Chávez, as Farc e o presidente Rafael Correa, as Farc e o tráfico de drogas e as Farc e os sequestrados”, continua o despacho e, adverte que “em cada caso, o governo devia ter o máximo cuidado para evitar que se filtrara informação que resultasse daninha para a administração Uribe”.
Jaramillo foi designado por Uribe para “desenvolver a estratégia”. Ele viajava a cada semana para mostrar informação a distintos governos, entre eles do México, Chile, Reino Unido e França. “O governo da Colômbia deseja que a Interpol, a Organização dos Estados Americanos ou alguma outra instituição internacional com reputação divulgue isto na Internet”, mas se não for possível, “alguma ONG poderá ser encarregada disto”, escreveu o embaixador ianque.
Os computadores usados na difamação foram obtidos em uma operação em que a Colômbia bombardeou o acampamento depois de entrar 1.800 metros em território equatoriano sem avisar o país vizinho. O ataque realizado por um governo que permitiu a instalação de bases norte-americanas em seu território, provocou a ruptura de relações entre a Venezuela e Colômbia e causou atritos com o do Equador. As relações se normalizaram depois da entrada do novo presidente, Manuel Santos.
( HORA DO POVO )

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