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março 4, 2011

Imprensalão golpista e alarmista comemora, indevidamente e muito cedo, suposto cancelamento de concursos públicos pelo governo Dilma


SEM ALARMISMO
O bicho-papão não é tão ruim como muitos pensam e como mostram meios de comunicação não especializados, alguns deles vítimas da desinformação ou de interpretação açodada, outros mal intencionados mesmo [ grifo deste blog ]. Os concursos do Executivo federal foram apenas adiados, enquanto a nova administração toma pé da situação e transmite confiança ao mercado financeiro.
Mas as seleções são inevitáveis [ grifo nosso ] , até mesmo a curto prazo, não só porque uma suspensão prolongada inviabilizaria o serviço público, mas também porque provocaria reações da Justiça [ grifo nosso ] e da sociedade, que não aceita recuo na democratização das oportunidades e na profissionalização da máquina pública. A própria presidente Dilma Rousseff, durante a campanha eleitoral, declarou-se favorável à meritocracia, aos concursos e à profissionalização do serviço público.
Além do mais, estão fora das restrições relativas aos concursos a administração indireta ( empresas estatais e de economia mista ), o Judiciário, o Legislativo, as Forças Armadas, os ministérios públicos, a Defensoria Pública e a Procuradoria. Nessas áreas, a programação de seleções não será alterada, como comprova o primeiro dos dois editais da Infraero, publicado dia 11 passado, 48 horas após o anúncio do corte orçamentário [ grifo nosso ].
Mesmo na administração direta, o Ministério do Planejamento admite exceções, entre outras, segundo fontes, para professores e auxiliares das escolas técnicas ( 6 mil vagas ).
Logo as restrições serão relaxadas, como aconteceu em outras oportunidades. Medidas de austeridade são essenciais ao equilíbrio das contas públicas, mas não podem prejudicar o serviço público, muito menos os projetos sociais e a infraestrutura, ainda mais levando em conta as demandas da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
Mas há muita gordura a cortar em outras áreas, como nos 22 mil cargos de confiança e a terceirização, que cresceu muito acima da inflação ( nos serviços de copa e cozinha, o aumento foi de 245% nos últimos oito anos ). Sem falar na corrupção, ralo por onde escoa boa parte do dinheiro suado dos contribuintes, o que requer reposição e ampliação nos quadros da fiscalização [ N do Blog: Ou seja, MAIS VAGAS E MAIS CONCURSOS, e não menos concursos ].
Os concursos não podem ser o bode expiatório. Pelo contrário, fazem parte da solução.
DÚVIDA DISSIPADA
Quando o governo federal anunciou maior rigor na autorização dos concursos, ficou evidente a exclusão da administração indireta, mas em muitos candidatos restou a dúvida, alimentada por informações equivocadas e desencontradas da mídia. Mas o esclarecimento definitivo veio logo em seguida, com o primeiro dos dois editais da Empresa Brasileira de InfraEstrutura Aeroportuária ( Infraero ) , que acabou tendo um significado muito superior às 99 vagas iniciais oferecidas.
Na seqüência, autoridades, professores especializados e dirigentes de empresas, órgãos públicos e associações profissionais trataram de esclarecer a situação, acalmando os ânimos e afastando o catastrofismo.
O concurso da Infraero, além de estar fora das restrições relativas ao corte orçamentário de R$50 bilhões, é indispensável, face não só às demandas atuais, mas também às originadas pela Copa do Mundo e pelas Olimpíadas. Para os candidatos, é uma ótima oportunidade, pois inclui cadastro de reserva e proporciona salário inicial de R$7.086, turbinado por ótimos benefícios, como programa-alimentação, cesta-alimentação, assistência-médica, auxílio-odontológico, auxílio-babá ou auxílio-creche e auxílio-combustível ou vale-transporte.
A Infraero, administradora dos principais aeroportos, tem outro concurso programado para maio, e não se pode esquecer que a empresa conta com muitos funcionários aptos à aposentadoria e 21 mil terceirizados. Portanto, há muita oportunidade de aproveitamento
( EDITORIAL, Jornal Folha Dirigida, 21/02/2011 )

JÁ VIMOS ESSE FILME ANTES, VÁRIAS VEZES
As restrições aos concursos do Executivo federal não serão tão drásticas nem duradouras, como foi difundido por boa parte da mídia, nem diferentes das dos anos anteriores. Aliás, as exceções já começaram: um dia após o anúncio dos cortes, o Diário Oficial publicou a nomeação de 100 especialistas em políticas públicas, para o Ministério do Planejamento.
Em seguida, no dia 14, saíram as nomeações de 92 aprovados no Ministério da Saúde e 80 no Inca ( Incra? ). Foram as primeiras de uma série de exceções, que também abrangem a administração indireta. A Infraero, por exemplo, publicou o primeiro dos seus editais dois dias após o anúncio do corte orçamentário.
A dona da caneta que autoriza os concursos e as nomeações é a mulher mais importante do governo Dilma, com quem trabalhou no PAC. Trata-se da ministra Míriam Belchior, que segue o estilo exigente da presidente. Aliás, dizem que os estados de espírito mais comuns de Dilma são brava, muito brava e superbrava.
( PONTO DE ENCONTRO, idem )

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