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setembro 20, 2010

Ciro Gomes vai pro pau contra caluniosa revista vEJA, a preferida das classes-médias ignaras do Brasil

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) mandou nota para o Blog do Eliomar rebatendo acusações feitas pela revista Veja sobre possível envolvimento seu e do seu irmão, Cid Gomes, num esquema “milionário” envolvendo prefeituras cearenses. Neste Blog, veiculamos nota do Blog de Reinaldo Azevedo dessa revista. Ciro acionará a Justiça contra “denncias fabricadas´a 15 dias das eleições”. Confira:

Certidão da Procuradoria Geral de Justiça atentando que a operação realizada pela PF não envolve autoridades estaduais ou federais do Estado.

NOTA À IMPRENSA

1. Nego e repudio, com veemência, qualquer acusação contra minha conduta, tanto no plano pessoal, como no exercício dos cargos que tive a honra de ocupar ao longo de 30 anos de vida
pública.

2. Tomarei todas as providências jurídicas cabíveis para resguardar minha reputação e para processar os autores dessa sórdida trama.

3. Peço aos eleitores que se mantenham alertas contra “denúncias” fabricadas a 15 dias das eleições. Elas representam
uma grave ameaça à Democracia, pois pretendem, com
acusações levianas e mentirosas, alterar a vontade popular que
se manifesta na preferência pelo Cid em todas as pesquisas.

Fortaleza, 18 de setembro de 2010

CIRO FERREIRA GOMES.

A mídia é Serra, Por Jasson de Oliveira Andrade

 

A mídia é Serra. Esta afirmativa pode parecer exagerada, mentirosa. No entanto, alguns fatos comprovam que a mesma pode ser verdadeira. Vamos aos fatos.
O jornalista Ricardo Kotscho, em seu Blog no Ig, no artigo “MANCHETES QUE VIRAM PROPAGANDA ELEITORAL”, analisa o que ocorre no Jornal Nacional. Cita em primeiro lugar o novo programa da TV Globo: o JN no Ar. Ele constata: “O JN no Ar, por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. (…) Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções. (…) Na outra metade do programa tucano, em tabelinha com os principais veículos de comunicação do país, são apresentadas as manchetes dos jornais e revistas com denúncias contra a candidata Dilma Rousseff, o governo Lula e o PT, numa sucessão de escândalos sem fim até o dia de disparar a tal “bala de prata”. (…) O esquema é sempre o mesmo: no sábado, a revista Veja lança uma nova denúncia, que repercute no JN de sábado e nos jornalões de domingo, avançando pelos dias seguintes. A partir daí, começa uma gincana para ver quem acrescenta novos ingredientes ao escândalo, não importa que os denunciantes tenham acabado de sair da cadeia ou fujam do país sem seguida. Vale tudo”. Kotscho explica qual é a estratégia política: “Como apenas 1,5 milhão de brasileiros lê jornal diariamente, num universo de 135 milhões de eleitores, ou seja, o que é quase nada, e a maioria destes leitores já tem posição firmada e candidato escolhido, reproduzir as manchetes e o noticiário dos impressos na televisão, seja no telejornal de maior audiência ou no horário de propaganda eleitoral, é fundamental para atingir o objetivo comum: levar o candidato da oposição [Serra] ao segundo turno, como aconteceu em 2006”. Como diz o ditado italiano: se não é verdade, é bem provável!
Se o fato citado anteriormente não diz diretamente que a mídia é serrista, a declaração do insuspeito Cláudio Lembo, ex-governador, pertencente ao DEM, partido que apóia o presidenciável tucano, confirma a suspeita. Na entrevista ao Terra Magazine, em 15 de setembro, Lembo enfatizou: “A mídia se engajou, a mídia tem um candidato”. Terra, então, perguntou: Qual candidato? Lembo respondeu: “O candidato do PSDB, o Serra”, acrescentando: “A mídia está engajada, tem um candidato que é o Serra e com isso se perdeu o equilíbrio, vem o desequilíbrio, é desse embate que nasce a intranqüilidade… mas ela é transitória”. Sem comentário!
Em vista dessa situação apresentada por Ricardo Kotscho e Cláudio Lembo, Lula declarou: “Nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partidos políticos”. Faltou o presidente acrescentar a televisão. Será? Repetindo-me: A CONFERIR.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Setembro de 2010

MP Eleitoral denuncia Tiririca por falsidade ideológica

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 4:47 pm

A Justiça da 1ª Zona Eleitoral da Capital denunciou o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR), conhecido como Tiririca, por falsidade ideológica. Em entrevista concedida a uma revista semanal, o candidato assumiu que não possui bem ou patrimônio em seu nome pessoal e que tudo foi transferido para nome de terceiros.

Leia mais:
Procuradoria de SP pede apuração de possível crime eleitoral cometido por Tiririca

O candidato teria feito isso por possuir ações trabalhistas, e de alimentos e de bens, movidas por sua ex-mulher. O promotor de Justiça Maurício Antonio Ribeiro Lopes requereu a quebra de sigilo fiscal e bancário do candidato, além de cópias de processos contra ele que tramitam em segredo de Justiça no Estado do Ceará, para completa elucidação dos fatos.

Publicado no ÙLTIMA INSTÂNCIA

Cidadão comum, desses que encantam a Promotora Mme. Cureau, toma a iniciativa que a vEJA não teve, e entra em contato com a farmacêutica Roche, pedindo esclarecimentos sobre o suposto escândalo do esquema!

Leitor foi ouvir o “outro lado” para a Veja
Publicado no site VIOMUNDO

Do leitor Gustavo Ferroni, que foi ouvir o outro lado da denúncia da Veja. O relato que ele fez:

As denúncias da Veja sobre a suposta corrupção na compra emergencial do remédio Tamiflu envolvem diretamente uma empresa multinacional gigante que é a única fornecedora deste remédio, a Roche. Acho que este é o único caso onde a “apuração” de uma denúncia não envolve uma das partes que supostamente estaria envolvida. Não tenho recursos para fazer nenhuma apuração então o que fiz foi entrar no site da Roche e conseguir ao menos o posicionamento oficial por meio do atendimento online deles.

O relato da conversa com o atendimento online esta abaixo:

Ana Karina 11:57:13 Olá Sr(a). Gustavo Ferroni, em que posso ajudar?

Gustavo Ferroni 11:58:31 Olá, Gostaria de saber se há algum posicionamento institucional da empresa em relação as acusações da revista Veja sobre corrupção na compra do remédio Tamiflu pelo governo. A Roche Br admite ter cometido corrupção ativa neste caso?

Ana Karina 11:59:27 Um momento, por gentileza, Sr. Gustavo

Gustavo Ferroni 12:00:42 Sem problemas

Ana Karina 12:02:38 Sr. Gustavo, a Roche informa que todos os processos de compra e venda do Oseltamivir (Tamiflu®) ao Ministério da Saúde foram conduzidos de forma direta e nunca houve a participação de nenhum intermediário. Além disso, as negociações da Roche com o governo seguem todas as normas aplicáveis, sejam legais ou administrativas. Todos os contratos decorrentes dessas negociações foram devidamente publicados no Diário Oficial da União. A empresa acredita que um comportamento ético nos negócios é essencial para a criação e manutenção de um ambiente saudável e justo, de forma a beneficiar a sociedade como um todo.

Gustavo Ferroni 12:03:52 Ok, este posicionamento esta no site ou em algum outro veículo de comunicação da empresa?

Ana Karina 12:04:58 Este posicionamento já foi enviado para a imprensa, Sr. Gustavo.

Ana Karina 12:05:01 Posso ajudá-lo em mais alguma dúvida?

Gustavo Ferroni 12:05:53 Era só isso, obrigado

Será que a Veja vai dizer que a Roche esta mentindo?

Um abraço,

Gustavo Ferroni

Como pensa um legítimo eleitor paulista, paulistano, de classe-média e leitor da vEJA. ( Post de preferência a ser lido pelo pessoal do NE )

A CAMISETA
Antes de qualquer coisa, deixa eu contar uma história de certa vez, quando eu pertencia a uma “bandinha” de rock. Em 92, vivia tendo “festivais” em escolas, com bandinhas de bairro, essas coisas. Numa delas, um cidadão, candidato a vereador pelo PMDB estaria “patrocinando” o evento. Na data da festa, os colegas do grupo [ todos votaríamos no PT, acho que a eleição era para a Prefeitura ( paulistana ) e, se lembro bem, o candidato petista era o Plínio de Arruda Sampaio ] concordaram em subir ao palco usando camisetas do PT. Mas não para fazer proselitismo político, e sim, sacanear o camarada. Foi algo como a camisa do Vasco exibindo o logotipo do SBT num jogo transmitido pela Globo. Pegaram o espírito da coisa?
Bom, eu também votaria no Plínio, mas não quis usar o uniforme. Não era por nada, já que estávamos todos no barco e seríamos desclassificados mesmo. Já sabíamos disso. Aliás, o importante mesmo era tocar nalgum local. De modo que fomos desclassificados, eu votei no PT, mas não enverguei a camiseta, pois queria manter-me meio à parte do troço. Eu detesto uniformes, camisetas com logotipo da empresa, etc. Eu não sou daqueles que vestem a camisa.
LOCAIS A SE EVITAR
Década e pouco depois disso, me encontrava trabalhando em banca de jornal, na região asquerosa da Av.Rebouças, em plena época em que a Marta era a prefeita.
Como qualquer comerciante sabe, discutir no estabelecimento, com as belezas de “clientes que têm sempre razão” é suicídio comercial e profissional. Pior, creio eu, é defender um lado de uma questão trabalhando justamente no local onde as pessoas vão para “comprar cultura e informação”. Tudo, tudo, tudo que a mídia escreve vira assunto, e nem sempre dá para sair pela tangente. Às vezes – difícil e raro – você encontra alguém que não abusa do papel de “cliente exigente”.
Mas, no geral, por “X” motivos, isso não é a regra. Lembrem: eu vendia as bostas tipo vEJA e Folha em plena avenida Rebouças. Classe-média, bairro onde Kassabes, Malufes e Serras dão banho eleitoral.
ALIENAÇÃO TOTAL
Mas, até meados de 2000 eu ligava mais pro rock e pra gibi do que prá política. Então eu me contentava com uma mezzo-alienação. Era só não votar naqueles que a classe-média gosta. É disso que eu falo. Se a classe-média gosta, eu odeio. A classe-média estraga o rock, cria “conservatórios de música rock” só pra não parecer um pobretão do blues – que dizem gostar. Gastam os tubos em guitarras carésimas e estimulam discussões yuppies do tipo competitivo, como “Quem toca guitarra melhor”.
Quando, meio de saco cheio de tudo, principalmente do “mergulho no rock” que tantas atitudes viciadas me trouxe, eu passei a prestar um pouco mais de atenção às coisas. Eu leio a Carta Capital desde quando ainda era mensal, depois passou a quinzenal e posteriormente, semanal. Tenho centenas. Um livro que me é caro, daqueles que se pudesse presentearia todo mundo, foi o Brasil Privatizado, que dispensa quaisquer qualificativos de minha parte. Eu lia o Biondi no Diário Popular, depois na Bundas, Pasquim21 e Caros Amigos.
BREVES REMINICÊNCIAS
Mas eu perdi muito de minha vida. Tentei recuperar o tempo que perdi no bar, escolaridade mediana. Fui acometido de síndrome de pânico, parei de beber, afastei-me de quase tudo e todos. Contrário à tecnologia, acabei descobrindo os blogs e fiz um, acho que em 2006. Mas nunca – até hoje – sinto-me preparado para coisa alguma. Por isso não defendo bandeiras, pois não tenho como as defender. Nunca estudei o suficiente. Não li o que devia ter lido. Não sou esquerdista, não li Marx.
Uma vez, num amigo-secreto da escola primária, os valores dos presentes seriam baixos, mas uma professora de matemática, compungida, me tirou e me deu um par de tênis, pois as pessoas sabiam das minhas condições. Juro que não vou esquecer disto nunca na vida. Esse presente me modelou um pouco.
Se tenho senso de humor, não sei donde surgiu. É cerebral, não emocional. Eu sei escrever e falar coisas que outros acham engraçadas, mas eu não sou divertido, não sou uma boa companhia, nem sequer sou uma boa pessoa.
Não tenho carro, celular, computador nem filhos. Nunca terei. Não preciso me preocupar com o “trânsito na Capital”, nem com a privataria da telefonia e nem com o “Apagão Educacional Continuado Tucano” propiciado a SEUS filhos. Seus, não meus.
MOTIVO DESTE POST, FINALMENTE.
Eu descobri que uma revistaria é melhor lugar para se filar um gibi, do que uma banca de rua. Na revistaria, dentro de mercados, as pessoas não incomodam perguntando endereços. Não ficam pedindo informações ou favores. Isso irrita e atrapalha a leitura. Você tá ali, concentrado num Tio Patinhas e o camarada vem, com um guia de ruas na mão, te cortar o barato. Perdido com um guia na mão, VTNC!
Hoje eu me encontrava numa revistaria, tentando prestar atenção na coluna da Xênia na Anamaria.
De repente, irrompe uma senhora baixinh, de óculos, meio gordinha, de uns 50 anos, cabelo médio liso, quase Chanel eu diria, se entendesse dessas coisas. Irrompe, e decreta:
- Isso é que é leitura boa…
Como eu detesto gente muito expansiva, já fiquei de bronca e perdi a concentração. Quem perguntou, porra? Ela estava, na verdade, começando a alugar o dono da revistaria. Pelas regras não-escritas do comércio, se você compra uma bala de amendoim, terá o direito divinamente concedido de emprestar os ouvidos do comerciante e despejar todo o tipo de besteira. Quem lhe conferiu tal direito? Ele, o próprio comerciante, que não quer polemizar e acabar perdendo o freguês sensível.
A madama continuou:
- Boa e barata, à disposição. Mas não, o povo quer saber de nada.
“Revista boa e barata”?, pensei.
Ela falava da vEJA.
Como se sabe, o cara que compra a vEJAsempre tem uma opinião a dar, principalmente quando você não pede. Nem Testemunha de Jeová consegue ser tão chato e intrusivo ( Marx usaria esse termo? “Chato”? ).
Bom, não era comigo mesmo, então o proprietário do estabelecimento que bajulasse a mulher e tanto faz.
A mulher passou à doutrinação forte, sem amarras. Uma chata, mesmo.
- Povo não quer saber, se eles [ os políticos ] estão lá [ em Brasília, supus ] e a gente pagando. Mas o povo…
Juro que, se as palavras não foram essas, o tom foi exatamente esse. Frise-se “o povo”, ou seja, “eles”, os ignorantes, não´”nós”, os que sabemos das coisas. Afinal, lemos a vEJA, não?
- Porisso o povo tá aí, vota errado e nós é que pagamos.
“Nós”, calculo, ela referia-se aos “paulistas, brancos, de classe-média, inteligentes, cultos, bonitos, bem-sucedidos pelo próprio esforço, consumidores exigentes, pagadores de impostos.” Em suma, a fina-flor do lixão. Autoindulgente, teu nome é “paulista, etc.”
Ela devia estar curtindo de montão aquele seu momento de brilho. Pois seu monólogo estridente não cessou. A pausa, ou era para respirar, ou para dar tempo da audiência processar a informação recebida. E para os apupos. Mas não só: ela queria a concordância dos presentes, principalmente dele, o dono da revistaria, que se limitava ao papel semi-correto de balançar a cabeça afirmativamente e proferir uns monossílabos.
Aquilo estava me irritando.
Só que eu conheço razoavelmente o jornaleiro, a ponto de saber que ele estava, sim, concordando com o conteúdo da conversa, mas não queria comprometer sua imagem junto a outros clientes.
Sem ninguém para confrontá-la, a patética figura leitora de vEJA não pestanejou e prossegiu com seu tratado político:
“Cadê a ética? É isso. Tão aí, os dois ( PT e PSDB ), que vá lá podem até ser meio iguais ( na roubalheira ), mas e a ética? É isso que eles ( o PT ) não têm. Vê a campanha milionária do PT. O que era governador ( o Serra ), pobrinho, podia ter usado a máquina ( para fazer campanha ) mas não…!”
Dela partiu essa beleza:
“Lá ( no Nordeste, amigos, onde mais? ) tem o Bolsa_Família ( tava demorando… ). Meu primo ( ou cunhado, amante, não lembro ) esteve no Sergipe, e você vê lá, aquele monte de casinhas, tudo com bandeira do PT…”
( Se fosse do Serra, então, podia? Isso prova o quê? Que vão votar no PT, oras. Ai-ai-ai-ai-ai… E esse povo nunca menciona as contrapartidas que o BF exige às famílias cadastradas. )
Concordando ( isentamente, do ponto de vista do “Manual do Comerciante” ) com tudo, de repente o jornaleiro parou de apenas assentir, e deu munição para a mulher:
- Sabe que lá ( no Nordeste, onde mais? ) os patrões estão tudo do lado do PT…
UAUUUU! Como é isso?
Ele prossegiu:
- … que é o seguinte: com o Bolsa-Família, o patrão dá o emprego mas NÃO REGISTRA. Por quê? Oras, porque o cara, se for registrado, perde o direito ao Bolsa-Família. Então ninguém registra, o patrão não recolhe e todo mundo fica feliz.
A velha concordou, mas acho que nem se preocupou em tentar entender o que o cara disse. Apenas pareceu algo contra o PT, por isso ela concordou. Mas eu gostaria de saber melhor disso.
Para responder essa, eu precisava iniciar um tratado, e não farei isso. Apenas pergunto aos botões: desde quando um patrão, em qualquer lugar do mundo, gosta de recolher o que quer que seja? Segundo: desde que finalmente caiu o reinado de FHC, o emprego com registro em carteira explodiu, enquanto, paralelamente o Bolsa-Família foi sendo espalhado pelo país. Simples. Terceiro: desde quando um eleitor do PSDB se preocupa com a saúde dos mecanismos de recolhimento e administração das contribuições trabalhistas dos brasileiros? A destruição da herança verguista, lembram? Se dependesse do Serra, de acordo com a cantilena e contabilidade tucanas, a Previdência tem “rombo”. Investimentos sociais ( para o povo, portanto ), são computados como “gastos” e “despesas”. Aposentadoria? Um desperdício nababesco.
Mas foi justamente neste ponto da conversa que eu fiquei meio “cego”, fervendo, queria responder, explodir. Oras, se o comerciante deseja ser “isento”, que seja. Se quiser evitar discussões, que evite. Eu queria ver se eu entrasse ali xingando o Serra e defendendo o PT. Tenho certeza que o cara ia, sim, tomar partido, o dele.
Aí entra uma questão, talvez a maior: quando era funcionário, eu era instruído a fugir de “discussões” com os clientes. Mas muitos queriam conhecer minha opinião. Só que não era a mesma dos mesmos e nem dos patrões. A pressão era enorme: se concordasse, as pessoas saberiam que eu estava concordando contra a vonntade, por mero interesse comercial. Se eu discordasse, estava entrando em “polêmicas”, principalmente quando ( ahahaha ) EU GANHAVA.
Aí, amigo, e as ameaças de que o “cliente” ia comprar em outro lugar, por minha causa?
Cadê a ética?
Sim, porque ali era o momento adequado de testar aquela víbora. É ética que você quer, senhora Leitora da Veja? Então eu, comerciante, te desafio a continuar comprando aqui em meu estabelecimento a partir de agora, quando lhe informo que acho o Serra o maior ladrão e incompetente, o FHC um psicopata e a classe-média paulistana uma corja de ignorantes. E aí, vai continuar comprando aqui, agora que dei mnha opinião que pode não ser a mais correta, mas é autêntica, e eu não tenho medo de sua posição duvidosamente favorável de “consumidora”. Quer comprar aqui, ótimo, se não, um abraço. Mas não pense que você, a senhora, virá aqui falar o que quiser só porque eu preciso do seu imundo dinheiro. Ou você só compra, eticamente, com quem concorda com você?
Obviamente não precisa ser essa agressividade toda, basta alguma assertividade.
Mas não aconteceu nada disso, e a velha continuou vomitando suas injúrias contra “aquele povo ignorante que recebe o Bolsa-Família por não ter ética nenhuma”. Nordestino bom é aquele que vota no sinhozinho ACM.
De repente, ele me percebeu, e continuou sua catilinária, mas olhando-me daquele jeito “não é verdade, senhor branco, alto, de olhos-azuis e com cara de europeu, logo uma pessoa de bem, e não um petralha nordestino?”.
Saquei seu olhar e respondi, lenta e mastigadamente:
- Eu…vou…votar…no…PT… ( tipo: “Não estou contigo, babaca.” )
Não se incomodou muito, mas parou de declamar suas babaquices: “Aí, cada um tem sua ideologia ( eu detestaria usar essa palavra, mas não ela, audaz Leitora de vEJA ) né? Cada um que vote em quem blablabla Etc…”
Continuou meio baixinho: “Mas esse mensalão ( tava demorando, e provavelmente ela quis me chamar de ladrão acumpliciado… ), etc, etc…”.
Eu, que não sou comerciante e nem um imbecil, retruquei, enquanto ela me dava as costas, talvez para não polemizar, não sei porquê:
- Dinheiro de pinga, se comparado com a LISTA DE FURNAS.
Eu, que até já votei no Covas.
 
P.S: Se lembrar de mais alguma coisa, eu volto ao assunto. Cheguei em casa com o texto fervendo na cabeça, mas na hora fui perdendo certas passagens ocorridas e coisas que iam surgindo na cabeça enquanto tentava guardar o máximo de impressões e pensamentos. Mas foi passando a raiva e esqueci um monte. É pena.
 
Publicado também no blog O CORREIO DA ELITE , do qual também sou sócio-fundador, conselheiro-vitalício e consultor gerencial, com foco em gestão de empenho e paradigmas globalizados 

Diretório do PV em bairro nobre de São Paulo é arrombado e dados contidos em CPU roubados. Partido desconfia que, por Serra estar perdendo votos para Marina Silva, coincidências são improváveis. Há uma semana comitê da rival de Serra, Dilma ( PT ), foi alvo de tiros.

Sede do PV é arrombada em São Paulo
20/09/2010
Três ou quatro homens, segundo uma testemunha, invadiram na madrugada de ontem a sede do diretório estadual do PV, na capital de São Paulo, e roubaram cinco processadores centrais de computador (CPUs), 15 celulares, o laptop do presidente do partido, Maurício Brusadin, oito monitores, um televisor de plasma, uma filmadora, talões de cheque da agremiação, fichas de filiação, atas de reuniões, fitas com gravação de programas da campanha e recibos eleitorais que seriam usados para justificar os gastos de campanha.
Os ladrões, que não levaram dinheiro, arrombaram duas portas, reviraram cômodos e gavetas, quebraram vidros e espalharam material de campanha pelo chão.
O secretário de Assuntos Jurídicos do PV, Laércio Benko, considera evidente a motivação política do crime.
“Garanto que o ladrão é bem politizado. Ele foi exatamente nas salas que tinham informações estratégicas, como cadastros de filiados e estratégias do partido”.
Esse é o segundo ataque a comitê eleitoral praticado no estado de São Paulo desde sexta-feira. Na madrugada daquele foi atacado a tiros, a 70 quilômetros da capital, o comitê da presidenciável Dilma Rousseff no centro da cidade de Mairinque.
O arrombamento e o roubo praticados na sede do PV coincidem com o crescimento de Marina em algumas pesquisas recentes de intenção de voto. Os resultados indicam que ela está tirando votos do candidato do PSDB, José Serra.
Publicado no site BRASÍLIA CONFIDENCIAL

A onda de denúncias, Por Marcos Coimbra

Por uma coincidência extraordinária, denúncias pipocam a toda hora nestes últimos dias de campanha eleitoral. Faltando duas semanas para a eleição do sucessor ou, pelo que parece, da sucessora de Lula, falar delas se tornou uma verdadeira obsessão para nossa grande imprensa.
Se contarmos o tempo transcorrido desde quando surgiu o “escândalo da Receita”, já faz quase um mês que os grandes jornais de São Paulo e Rio, as maiores revistas de informação e o noticiário da principal emissora de televisão dão cobertura máxima a denúncias de vários tipos contra Dilma, sua campanha, o PT e o governo Lula.
O caso da Receita e o mais recente, envolvendo o filho da ex-ministra Erenice Guerra, receberam a atenção de todos. Outros, como a bombástica revelação que uma “falha” de Dilma redundara em prejuízo de R$ 1 bilhão aos consumidores de energia elétrica, ficaram reduzidos ao esforço isolado de um veículo. Como ninguém a levou a sério (sequer o jornal que a havia patrocinado), foi logo esquecida.
Essa disposição para denunciar não atinge o universo da imprensa. Brasil afora, jornais e revistas regionais e estaduais mostram-se menos dispostos a fazer coro com os “grandes”. O mesmo vale na mídia eletrônica, onde o tom escandaloso não é o padrão de todas.
É curioso, mas nenhuma dessas denúncias nasceu na internet, contrariando tendência cada vez mais comum em outros países. Lá, é nos blogs e sites independentes que coisas assim começam e têm seu curso, muitas vezes enfrentando a inércia da mídia tradicional. Aqui, ao contrário, são os jornalões e os grupos de comunicação mais poderosos os mais afoitos na apresentação e apuração de denúncias.
Não se discute se são falsas ou verdadeiras. É certo que algumas, como o “escândalo da eletricidade”, são apenas bobagens. Outras são importantes e produzem consequências reais, como a que levou à saída de Erenice.
Existem as que estavam na geladeira, ao que parece aguardando um “bom momento” para vir à tona, como o “escândalo da Receita”. E há as que, aparentemente, apenas coincidiram com outras, como o “escândalo do caseiro”, que ressurgiu das cinzas agora que a Caixa Econômica foi condenada a indenizar a vítima.
Também não se discute o que fazer nos casos em que há suspeita fundamentada ou confirmação de que alguma irregularidade foi praticada. Partindo da premissa de que somos um país sério e que as instituições funcionam, qualquer denúncia com verossimilhança precisa ser apurada e os culpados punidos. Aliás, todas estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público, a Polícia Federal e a própria imprensa.
Mas só a velhinha de Taubaté acredita que a coincidência de tantos “escândalos” é obra do acaso. A onda nasceu em tal momento que é impossível não desconfiar que exista intencionalidade por trás dela.
Os segmentos na sociedade e na mídia insatisfeitos com a possibilidade de vitória de Dilma aguardavam ansiosos o começo da propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Sabe-se lá de onde, imaginavam que Serra reagiria a partir de 17 de agosto e que conseguiria reverter suas perspectivas muito desfavoráveis.
Não viam que o mais provável era o oposto, que Dilma crescesse quando Lula chegasse à televisão. Como resultado de mais um dos equívocos que cometeram na avaliação das eleições, se surpreenderam quando a vantagem da candidata do PT rapidamente aumentou.
Foi de repente, quando a decepção com a performance de Serra e o susto com o bom desempenho de Dilma se generalizaram, que começamos a ter uma denúncia atrás da outra. A temporada de escândalos teve sua largada na última semana de agosto, quando saíram as primeiras pesquisas públicas feitas após o inicio do horário gratuito, mostrando que a diferença entre eles passava de 20 pontos.
De lá para cá, nada mudou nas intenções de voto. Alguns comentaristas procuram indícios de oscilações, com lupas esperançosas, ansiosos para encontrar sinais de que tanto barulho produza efeitos. Até agora, nada.
Chega a ser engraçado, mas há países em que se proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais nos 30 dias que antecedem uma eleição. Tudo para não perturbar as pessoas na fase da campanha em que deveriam pensar mais. Eles acham que ninguém deveria interferir nesse momento de recolhimento e reflexão.
É por que não conhecem o que é capaz de fazer (ou de tentar fazer) nossa “grande imprensa”.
De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

( Texto que me foi enviado pelo sempre atento e atencioso Jasson de Oliveira Andrade, acrescido do/a comentário/previsão: “Se depois de 3 de outubro, caso Dilma vença mesmo no Primeiro Turno, as denúncias desaparecerem do noticiário dos grandes jornais, aí se confirmará a opinião exposta por Marcos Coimbra. Como costumo dizer: A CONFERIR! Jasson”

LEIA TAMBÉM:
Os jornalistas tucanos
por Marcos Coimbra, da Carta Capital, publicado no ESCREVINHADOR
Quando, no futuro, for escrita a crônica das eleições de 2010, procurando entender o desfecho que hoje parece mais provável, um capítulo terá de ser dedicado ao papel que nelas tiveram os jornalistas tucanos.
Foram muitas as causas que concorreram para provocar o resultado destas eleições. Algumas são internas aos partidos oposicionistas, suas lideranças, seu estilo de fazer política. É bem possível que se saíssem melhor se tivessem se renovado, mudado de comportamento. Se tivessem permitido que novos quadros assumissem o lugar dos antigos.
Por motivos difíceis de entender, as oposições aceitaram que sua velha elite determinasse o caminho que seguiriam na sucessão de Lula. Ao fazê-lo, concordaram em continuar com a cara que tinham em 2002, mostrando-se ao País como algo que permanecera no mesmo lugar, enquanto tudo mudara. A sociedade era outra, a economia tinha ficado diferente, o mundo estava modificado. Lula e o PT haviam se transformado. Só o que se mantinha intocada era a oposição brasileira: as mesmas pessoas, o mesmo discurso, o mesmo ar perplexo de quem não entende por que não está no poder.
Em nenhum momento isso ficou tão claro quanto na opção de conceder a José Serra uma espécie de direito natural à candidatura presidencial (e todo o tempo do mundo para que confirmasse se a desejava). Depois, para que resolvesse quando começaria a fazer campanha. Não se discutiu o que era melhor para os partidos, seus militantes, as pessoas que concordam com eles na sociedade. Deram-lhe um cheque em branco e deixaram a decisão em suas mãos, tornando-a uma questão de foro íntimo: ser ou não ser (candidato)?
Mas, por mais que as oposições tivessem sido capazes de se renovar, por mais que houvessem conseguido se libertar de lideranças ultrapassadas, a principal causa do resultado que devemos ter é externa. Seu adversário se mostrou tão superior que lhes deu um passeio.
Olhando-a da perspectiva de hoje, a habilidade de Lula na montagem do quadro eleitoral de 2010 só pode ser admirada. Fez tudo certo de seu lado e conseguiu antecipar com competência o que seus oponentes fariam. Ele se parece com um personagem de histórias infantis: construiu uma armadilha e conduziu os ingênuos carneirinhos (que continuavam a se achar muito espertos) a cair nela.
Se tivesse feito, nos últimos anos, um governo apenas sofrível, sua destreza já seria suficiente para colocá-lo em vantagem. Com o respaldo de um governo quase unanimemente aprovado, com indicadores de performance muito superiores aos de seus antecessores, a chance de que fizesse sua sucessora sempre foi altíssima, ainda que as oposições viessem com o que tinham de melhor.
Entre os erros que elas cometeram e os acertos de Lula, muito se explica do que vamos ter em 3 de outubro. Mas há uma parte da explicação que merece destaque: o quanto os jornalistas tucanos contribuíram para que isso ocorresse.
Foram eles que mais estimularam a noção de que Serra era o verdadeiro nome das oposições para disputar com Dilma Rousseff. Não apenas os jornalistas profissionais, mas também os intelectuais que os jornais recrutam para dar mais “amplitude” às suas análises e cobertura.
Não há ninguém tão dependente da opinião do jornalista tucano quanto o político tucano. Parece que acorda de manhã ansioso para saber o que colunistas e comentaristas tucanos (ou que, simplesmente, não gostam de Lula e do governo) escreveram. Sabe-se lá o motivo, os tucanos da política acham que os tucanos da imprensa são ótimos analistas. São, provavelmente, os únicos que acham isso.
Enquanto os bons políticos tucanos (especialmente os mais jovens) viam com clareza o abismo se abrir à sua frente, essa turma empurrava as oposições ladeira abaixo. Do alto de sua incapacidade de entender o eleitor, ela supunha que Serra estava fadado à vitória.
Quem acompanhou a cobertura que a “grande imprensa” fez destas eleições viu, do fim de 2009 até agora, uma sucessão de análises erradas, hipóteses furadas, teses sem pé nem cabeça. Todas inventadas para justificar o “favoritismo” de Serra, que só existia no desejo de quem as elaborava.
Se não fossem tão ineptas, essas pessoas poderiam, talvez, ter impulsionado as oposições na direção de projetos menos equivocados. Se não fossem tão arrogantes, teriam, quem sabe, poupado seus amigos políticos do fracasso quase inevitável que os espera.
Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.

Roteiro para a vitória (via Professor Hariovaldo Almeida Prado)

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