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novembro 25, 2008

Thierry Meyssan denuncia: França está sob a tutela dos serviços secretos dos EUA. Liberdades e direitos civis sofrem atentados diariamente.


Thierry Meyssan: um exílio forçado.
Por
Réseau Voltaire
O encerramento das atividades de Résau Voltaire e o exílio de seu presidente suscitam algumas questões. Alguns comentaristas viram o fim de uma aventura; outros, ao contrário, observando que tais decisões não diminuíram a força da rede, tentam descobrir os motivos. Thierry Meyssan os explica nessa entrevista. Ele descreve uma França sob o controle dos serviços secretos americanos, onde a opinião pública está adormecida. Segundo ele, era perigoso permanecer na França, e a ameaça que o fez deixar o país não tardará a cair sobre outras pessoas.
P – Você deixou a França há um ano, em setembro de 2007, mas você não é um expatriado comum: você é conhecido no mundo todo como o precursor do movimento de contestação da versão oficial dos atentados de 11 de setembro, como líder de um movimento anti-imperialista e, em alguns países, você é apresentado como o principal dissidente no mundo ocidental. Por que foi forçado a exilar-se?
Thierry Meyssan – Em dezembro de 2002, o secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, assinou a diretiva 3600.1 para desacreditar ou eliminar as personalidades francesas que se opunham à guerra global ao terrorismo. Esta lista implicava, em primeiro lugar, Jacques Chirac, depois grandes industriais, eu aparecia na lista devido ao meu trabalho sobre o 11 de setembro. Isso ocorreu três meses antes da invasão ao Iraque. Era a época da histeria antifrancesa em Washington. O serviço secreto francês informou que assassinatos haviam sido delegados pelo Pentágono ao Mossad, e me colocou sob proteção. Meus amigos e eu tentamos estabelecer contato com outros alvos. Um dos administradores de Réseau Voltaire era amigo de longa data de um desses alvos. Marcamos um encontro com ele, mas ele morreu alguns dias antes do encontro, em circunstâncias muito suspeitas segundo os investigadores do caso. O Estado reagiu imediatamente. O presidente Chirac contatou por telefone o primeiro-ministro israelense e o alertou de que toda ação, não apenas no território francês, mas em toda a União Européia, seria considerada como um ataque contra a França. Em todos os meus deslocamentos dentro da União Européia, o serviço secreto francês acionava seus agentes locais para pedir minha proteção. Eu já sabia quem era Nicolas Sarkozy, e duvidava muito de que mudaria alguma coisa com sua eleição. Quando cheguei de viagem, para votar, no dia 6 de maio de 2007, fui detido na saída do avião em Orly. Após ter sido associado com clandestinos e traficantes de toda espécie, um oficial da DST me liberou dizendo: bem vindo ao país, Sr. Meyssan, um país que logo vai mudar, e mudar muito. À noite, Sarkozy era eleito. Alguns dias depois, ele estava no Champs Elysées e começava a purga de eliminação de adversários. Durante o verão, Sarkozy foi visitar a família nos EUA. Estava acompanhado de vários colaboradores, que seguiram em seu avião oficial. Tiveram conversas com a administração Bush sobre uma série de temas, importantes e não tão importantes. Fui informado de que os EUA haviam pedido que fossem tomadas providências para me “neutralizar”, com a aplicação dos decretos presidenciais americanos 13.438 e 13.441. No começo acreditei que os decretos fossem fundamentados no Patriotic Act e não via como pudessem aplicá-los no Direito francês. Dizia a mim mesmo que os atlanticistas acabariam por inventar uma derivação jurídica, e que deveria me preparar para ir embora, mas achava que levaria um bom tempo ainda. Certifiquei-me de que aqueles decretos se fundamentavam no Trading with the Enemy Act de 1917 e seus desenvolvimentos posteriores. Em outras palavras, eu era considerado uma ameaça para a segurança dos EUA. O Pentágono, que pôs em cena a cláusula 5 da OTAN após os atentados de setembro, pediu ajuda de seus aliados. Logo, todos os serviços secretos dos estados membros da aliança do Atlântico poderiam ser solicitados para me neutralizar. Fui informado de que se tramava qualquer coisa contra mim. Fiz as malas e dois dias depois deixei a França. De fato, a ameaça não se limitou aos países membros da OTAN. Uma operação foi organizada contra mim em dezembro de 2007 em Caracas, que foi desfeita pela polícia venezuelana. Em agosto de 2008, tive que cancelar minha participação numa conferência internacional na Áustria, após ter sido avisado por um Estado amigo que uma operação havia sido preparada contra mim. Além disso, meus companheiros de luta do Oriente Médio, da América Latina e de países europeus sofreram pressões. Não posso fazer uma lista sem complicar ainda mais a situação. Jurgen Cain Kulbel foi detido na Alemanha e poderia ser novamente detido. Tecnicamente, a única acusação era a de ter linkado no seu site o Réseau Voltaire.
P – Você tem provas de que realmente corre perigo – como você mesmo o diz – na França e nos países membros da OTAN?
R – Não, as listas dos EUA são secretas, exceto no caso de ter tido os bens bloqueados nos EUA. Eu não os tive. Mas tenho o testemunho de vários contatos.
P – A França é uma democracia e é considerada o berço dos direitos humanos. Não é o Chile sob a ditadura de Pinochet . O fato de você ter deixado a França não é incompreensível, pelo menos para os franceses?
R – São situações diferentes. No Chile, os EUA instauraram uma ditadura militar. Na França eles colocam agentes na chefia do Estado e à frente dos vários serviços de segurança. Meus concidadãos deveriam estar atentos à repressão atual, que atinge, ao mesmo tempo, políticos importantes, altos funcionários e jornalistas. A equipe de Nicolas Sarkozy se apóia em magistrados corrompidos, para paralisar seus adversários políticos, e abusa de seu poder e de sua influência para calar jornalistas que não se submetem. Veja, para começar, o controle sobre os meios de comunicação. Sarkozy colocou os seus aliados na direção dos meios de comunicação privados e acabou com os meios de comunicação públicos. Há um ano, os sindicatos de jornalistas pediram a ajuda da opinião pública. Afirmavam que se tornara impossível falar de Nicolas Sarkozy e publicar críticas contra ele. Eles se preocupam com a possibilidade de perder a liberdade de expressão, estando limitados por um lado pelos juízes, que violam o segredo das fontes, e, de outro lado, pelos patrões da imprensa diretamente ligados à presidência. Ninguém acreditou, agora é tarde. Está tudo se fechando. Exemplos? A equipe do presidente se apossou da TF1 onde uma de suas antigas amantes apresenta o JT. A mídia estrangeira zomba dessa situação, mas a parte da mídia francesa, que faz alusão a essa situação, foi condenada pelo “atentado à vida privada”. É um desrespeito inacreditável à lei de imprensa de 1881. Agora, a corrupção e o nepotismo, quando diz respeito à equipe de Sarkozy, são temas tabus. Falar disso é ir direto para a cadeia. Sarkozy corrompeu publicamente uma dezena de editorialistas, oferecendo-lhes cargos no governo. Alguns obtiveram gabinetes ministeriais, comissões, ou foram reduzidos a cortesãos, eles contribuem para o esplendor da República. Luís XIV paralisava a nobreza deixando-a ocupada em Versailles. Sarkozy distrai os editorialistas, que deveriam analisar sua política, ocupando-os com banalidades e fazendo-os redigir relatórios que ele sequer lê. Nisso, o casal Kouchner-Ockrent despediu da RFI e da France24, e todos aqueles que resistiam à influência dos EUA. Depois Richard Labeviere, um redator-chefe conhecido, que tinha a mania terrível de dar a palavra aos anti-atlantistas. O último foi Gregoire Deniau por ter organizado um debate sobre o 11 de setembro, para o qual foi convidado, para a primeira parte, Issa El- Ayoubi, vice –presidente da Rede Voltaire; na segunda parte foi Atmoh, porta-voz do Reopen911. O problema não são os jornalistas. Há jornalistas notáveis na França. O problema é a mídia em si, que está sob o controle e a função de contra-poder não é mais garantida. Além disso, quando o grande público ouve falar de um crime implicando uma personalidade, ele consegue ver apenas um caso particular. Mas, colocando-se em perspectiva todos esses casos particulares, vê-se que há uma estratégia. Após uma queixa pessoal de Sarkozy, alguns juízes proibiram de viajar o antigo primeiro-ministro, Dominique de Villepin, e o obrigaram a pagar uma caução descomunal e humilhante. Ainda que não dispondo de nenhum elemento concreto para a acusação, acabou condenado. O affaire Clearstream oferece a Sarkozy um meio de eliminar um rival político. É uma maquinação totalmente forjada por seu sogro, Frank Wisner, através de uma de suas organizações londrinas, Hakluyt & Co. O objetivo é mandar Villepin para a prisão, para que todos vejam que não se desafia impunemente o secretário de Estado americano no Conselho de Segurança da ONU. Alguns magistrados fizeram uma busca na casa do antigo diretor de informações gerais, Yves Bertrand, para lhe arrancar segredos dos partidários de Chirac. Nesse mesmo dia, os documentos que foram pegos, chegaram, como que por milagre, às redações parisienses. Os semanários submissos ao poder publicaram trechos. Querem fazer com que documentos ordinários, anunciando uma hipótese, passem por relatórios definitivos, apresentando conclusões. E quiseram fazer acreditar que os RG perseguiam apenas os socialistas. É manipulação pura e simples. Sempre que se está na oposição, é necessário se proteger dessa polícia política, e quando se está no poder, esforçar-se para fazer obter cópias de suas contas. O poder exerce uma pressão incrível sobre os funcionários do RG para acabar com eles de uma vez. O que é absolutamente hipócrita. Pois, ao mesmo tempo, ao invés de dissolver os RG, eles o reorganizaram e incrementaram seus meios . Até o capitão Paul Barril, eles colocaram na prisão para obter os segredos de Mitterrand. Acusaram-no de ser um matador de aluguel e o maltrataram a tal ponto que ele teve que ser hospitalizado, antes de ter sido solto sob fiança. Permita-me uma digressão para falar do genocídio de Ruanda. Barril defendeu-se dos ataques lançados contra ele por conta do genocídio, trazendo à tona o presidente de Ruanda, Paul Kagamé. Kagamé ordenou que se fizesse um relatório sobre o envolvimento da França nesse drama histórico, no genocídio de Ruanda. Ao ler o relatório, entende-se que os oficiais superiores franceses, François Mitterrand, seu gabinete e o governo de coabitação em seu conjunto são os responsáveis pelo genocídio…exceto claro, o ministro das Finanças e o porta- voz do governo na época, Nicolas Sarkozy. É uma bobagem. É evidente a responsabilidade francesa, mas não há culpa coletiva. De fato, é impossível compreender e julgar esse crime, que matou mais de 800.000 pessoas, sem julgar também as guerras dos grandes lagos que fizeram mais de seis milhões de vítimas, e cujos responsáveis não estão em Paris, mas em Washington e Tel Aviv. Agora, os atlantistas forjaram um affaire contra Jacques Chirac, que eles acusam de ter organizado, há dez anos, o assassinato de um jornalista que se meteu nas suas contas bancárias no exterior. O poder desenvolve meios estranhos para essa nova conspiração. Um juiz ordenou uma busca no escritório do advogado de Chirac sob condições altamente duvidosas. Mas Washington não perdoou Chirac pelo fato deste ter se oposto à invasão do Iraque, e inventará qualquer coisa para derrubá-lo. Não digo que sejam santos, mas isso do que os acusam é grotesco e remete exclusivamente para a perseguição política. Não digo que a justiça esteja podre, mas que esses affaires foram confiados a juízes e advogados que foram comprados. Quando os atlantistas não conseguem implicar alguém em pseudo-acusações, eles espionam. Durante os meses de junho, julho e agosto de 2007, o escritório da Réseau Voltaire em Paris esteve sob vigilância. Todos que entravam e saíam eram fotografados. Até a casa de Ségolène Royal foi “visitada” várias vezes pelo serviço secreto, ou seja, ilegalmente revistada. Após 1° de julho de 2008, a nova direção central de informação interna deu prioridade ao arquivo Edvige, violando os acordos internacionais, especialmente o pacto da ONU sobre direitos civis e políticos. Esses arquivos guardam informações como origem étnica, opiniões políticas, filosóficas ou religiosas, participação sindical, estado de saúde e orientação sexual de todos os franceses. A DCRI não se limita a isso, ela utiliza as últimas técnicas americanas de estudo de “redes sociais”, para identificar as amizades, profissionais e políticas. Não apenas os indivíduos são visados, mas o meio no qual vivem, os grupos do qual participam. Foi movida uma ação no âmbito do Conselho de Estado pela SM, a LDH, o SAF, associações gays e sindicatos, que resultará, talvez, na anulação do decreto de dezembro. Nicolas Sarkozy entorpeceu a opinião pública, dizendo que era necessário rever o decreto, mas não o revogou. Um fato ocorrido no Reno revelou que, apesar das declarações apaziguantes do presidente, a polícia do Reno mantém arquivos sobre a religião dos funcionários da região. É uma imperícia que revela a amplitude do trabalho de informação em curso. É improvável que estes dados sejam destruídos, ainda que o juiz administrativo assim determine. Serão simplesmente integradas ao arquivo Cristina, e classificados como “segredo da defesa”. Finalmente, serão utilizados os ex-RG para constituir um arquivo para o DST, que é encarregado de contra-espionagem. Depois, por ocasião da suposta guerra contra o terror, esses dados serão transmitidos aos serviços americanos, pois Cristina foi concebido para ser compatível com os arquivos americanos. Isso lhe espanta? Vários dados individuais foram passados para os EUA, violando as leis francesas e convenções européias. Pelo menos no que concerne às transferências bancárias internacionais e deslocamentos aéreos. A França está sob uma forma de regime autoritário, sob a tutela dos EUA. Dizem que uma rã mergulhada na água morna e depois colocada na água fervente não reage, ela adormece e morre. Os franceses comportam-se da mesma forma. Toleram a destruição paulatina de sua liberdade. Há muito tempo pssaram dos limites do suportável e não reagem mais.
P – Com o apoio dos EUA, as ditaduras latino-americanas colocaram em ação, na década de 1970, um sistema de perseguição de opositores chamado Plano Condor. Você escreveu que esse sistema foi reativado e aplicado ao mundo através da OTAN. A comparação não é exagerada?
R – Não é uma comparação. É uma constatação. E foi confirmada por relatórios oficiais do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu. Os EUA estenderam à Europa ocidental os métodos que utilizaram há 40 anos na América Latina. Um grupo de repressão já está agindo. Centenas de pessoas já foram retiradas ilegalmente do território europeu e torturadas. Chirac protegeu o país contra esses crimes. O primeiro caso identificado foi o de Mohammad As-Siddik, desaparecido em Paris no dia 13 de março, quando a França devia apresentá-lo a um tribunal da ONU. Há talvez vários outros casos semelhantes. Mais de 80.000 pessoas já passaram pelas prisões secretas da CIA e da marinha americana. Atualmente, 26.000 estão seqüestradas.
P – São numerosos os exemplos de pessoas sobre as quais pairavam ameaças de assassinato e que morreram de outra forma: suicídio, ataque cardíaco, acidente… Você pensa em se matar? Tem problemas de saúde? Arrisca-se muito em suas viagens?
R – Não sofro de depressão e não tenho qualquer tendência suicida. Fiz exames médicos e não tenho nenhuma doença que possa me matar de repente. Tomo muito cuidado nas minhas viagens e nunca me desloco sozinho.
P – Quando as ameaças começaram, você foi apoiado na França? As organizações políticas o ajudaram? Outros jornalistas o defenderam?
R – Nenhuma organização me ajudou. A maioria dos meus “companheiros” jornalistas fugiu. Negando a tradição voltaireana da imprensa, eles se desobrigaram sob o pretexto de que não queriam se pronunciar sobre polêmicas a meu respeito, pois não sabiam onde isso levaria. É a desculpa clássica dos covardes quando a liberdade está em jogo. Alguns, no entanto, me ajudaram e eu não vou denunciá-los. Assim também foi entre os políticos e militares. E mais: aqueles que deveriam ter me defendido não o fizeram, mas pessoas comuns, que nada tinham a ver com tudo aquilo, me prestaram ajuda, sob vigilância. O banco utilizado pela Rede Voltaire (no caso, a agência Gare de l’Est du Credit Cooperatif) nos chamou para revelarmos o nome dos principais doadores, o que, evidentemente, não fizemos. Fechamos nossa conta e fundamos uma outra estrutura fora da zona de influência da OTAN. Mas esse procedimento ilegal foi estendido a pessoas próximas e meus companheiros de luta. Quando um deles recebe em sua conta um depósito de mais de 500 euros, ele é chamado pelo banco para esclarecer a origem do dinheiro. Para qualquer pessoa, é sufocante, para um comerciante ou um trabalhador independente, é um atentado.
P – Você deixou a França porque o país está sob um regime cada vez mais repressivo. Você abandonou seu país? Abandonou o combate político?
R – Claro que não. Pelo contrário. Deixei a França para prosseguir na minha luta. Os EUA tentaram vários ardis contra mim: primeiro me desacreditar, depois me arruinar e corromper, e depois me eliminar. Se eu tivesse me curvado, não teria sido obrigado a partir. Fui embora porque amo a França e o ideal que ela traz em si e do qual eu sou partidário. Minha situação parece incrível. Mas não é. Sou apenas o primeiro. Haverá outros.
P – Sente falta do seu país? Deseja voltar para a França?
R – Aqui estou entre amigos, mas a França é minha pátria. Tive que deixar os meus. Como é possível que eu não sinta falta?
Fonte: ViaPolítica/Tlaxcala/Thierry Meyssan Réseau Voltaire, em português: http://www.voltairenet.org/pt
Título original: “Si j’avais plié, je n’aurais pas eu à partir”
Artigo publicado em 13/10/2008 Fernando Esteves e Alexandre Leite são membros de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.
URL deste artigo em Tlaxcala: http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6343&lg=po
23.11.2008





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