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novembro 17, 2006

Sobre Barbara…

Filed under: WordPress — Humberto @ 1:36 am

O Capellari pediu, eu atendi. Pediu para eu falar sobre Barbara. Filha de Piero, obscuro piloto de automóveis. Ela, jornalista. Eu, jornaleiro. Ele, piloto. Eu chofer de táxi. Pois bem, vamos lá.

Barbara Gancia (veja bem, Dioguinho, dou o sobrenome das pessoas contra quem assaco inverdades e aleivosias, e uso texto próprio) é um ser esquisito. Diz ter como companhia um cão, denominado Pacheco Pafúncio, e uma empregada doméstica de nome Bucicleide. Criou uma personagem para escrever suas colunas na FSP e suas respostinhas ácidas para os trouxas que lhe escrevem na revista da Folha, aos domingos. Quando escreve na FSP, ousa abordar temas sérios, e neles externar opiniões também sérias. Nas respostinhas da revista, limita-se a ser engraçadinha. É uma cidadã de bem, que paga seus impostos e contribui para o desenvolvimento do país.

Mas, se assim se acha, por que, quando a banca do Ciro estava ameaçada de extinção do cenário jornaleirístico da cidade, a vetusta cidadã tomou partido explícito em sua coluna a favor da “flexibilização” da lei, em favor do magnata jornaleiro?
Para quem não está entendendo, explico: a tal banca do Ciro é uma aberração. Contraria quase todos os códigos existentes na Lei de Bancas: metragem superior à permitida, instalada em canteiro central, enfim, resultado de décadas de leniência do poder público municipal, conivente com a irregularidade. A prefeita anterior (Marta Suplicy) assumiu, e quis regularizar a situação, sendo sumariamente fuzilada pelo bando de Gancia, que incluía Fausto Silva e outros famosos, clientes da banca. Resultado: todas as bancas instaladas em canteiros centrais foram removidas, MENOS A DO CIRO, que tem até crachá da Rede Globo (não é chute, ele me mostrou), para lá mascatear suas publicações.

Barbara Gancia declarou balizar seu entendimento político pelos hieróglifos de Reinaldo Azevedo, o arauto liberal que, durante a campanha do segundo turno, escreveu em Veja e já está fora. Por aí se vê: enquanto os amigos dos petistas são os “sindicalistas encardidos”, os amigos desse povo (nunca usarei “raça”, Bornhausen…) são os “empreendedores de sucesso”. Cada um tem sua patota, né não?

AOS AMIGOS, TUDO. AOS INIMIGOS, A LETRA FRIA DA LEI.

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