ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

novembro 8, 2006

E falando em futebol

Filed under: WordPress — Humberto @ 2:49 pm

Embora instado várias vezes a assassinar o verbo neste glorioso e bem freqüentado espaço, no período de eleição, fiquei só na encolha. Essa patota me deu tanta gastura que queria era mais votar no Levi Fidélix (pena que o danado não saiu pra cargo executivo … com o voto pro legislativo não dá p’ra escrachar).
Agora, quando o meu irmão Vini retorna às coisas mais sérias das menos sérias, noves fora a patuscada geral reinante, não posso negar que, salvo meu Parmerinha, o ano até que foi auspicioso. Senão vejamos:
1. Essa trapalheira do Coringão … aliás, toda trapalheira no Coringão é divertida!
2. Copa do Mundo: caiu a casa do Parreira e do Zagallo, dois enganadores de peso, sem falar no micão da Globo e seu jornalismo galerístico, querendo até tirar quilos do Hommer Simpson Nazário (quem disse que americano não conhece futebol, hein?)
3. Mais recentemente, vejo nos blogs noticiosos da vida que o Émersão, esmerilhador da bola, tá de beicinho por causa da torcida do Real Madri, que não gosta de seu futebol tosco e grosseiro. Quer voltar p´ra Itália !!! Lá é reconhecido e amado. Ah, tá.
Prá quem tá (ou é !!!) azedão, até que são fatos divertidos.

Ah, e tem mais!

Filed under: WordPress — Humberto @ 2:23 am

Esqueci de uma coisa: se, em vez do Amaral, fosse o Mineiro o volante do Corinthians naquele jogo contra o Flamengo, no Pacaembu, quando o Romário deu aquele “elástico” incrível no defensor alvinegro, pra mim é certo: ELE NÃO COMPLETARIA NEM A PAU! O Mineiro voltaria, rapidinho, e desarmaria o baixinho.

MINERÔ, MINERÔ, MINERÔ!

Minerô, Minerô, Minerô!

Filed under: WordPress — Humberto @ 1:46 am

Chega de “realpolitik”, vamos ao que interessa!

Quando vou aos jogos do tricolor, existe aquela cerimônia de gritar os nomes dos jogadores, um a um, e esperar a retribuição do craque. Cético, crítico e azedo que sou, muitas vezes chego a sussurrar o nome de alguns. Mas, quando chega a vez do Mineiro, meus surrados e nicotinados pulmões são plenos: Minerô, Minerô, Minerô!
Conheci Mineiro quando ainda jogava na Ponte. Num jogo contra o SPFC, fiquei besta e falei ao Tomás (filho e amigo), indignado: “PQP, esse cara é foda! Nunca vi nada igual!”

Mineiro é guerreiro, sem ser sanguinário. Aos 32 anos, corre mais que um menino de 18. Quando pára à frente do adversário, a opção deste é sempre livrar-se da bola. Se tentar algo, sabe que será desarmado. Faz pouquíssimas faltas para um volante, e, quando driblado, tem um movimento inédito: dá a volta sobre o driblador, em sentido contrário ao do drible, e chega primeiro à bola. Passa bem, sempre em direção ao gol e com a bola rente à grama. Nunca o vi dar um chutão pra cima, daqueles de beque. E faz gols com uma calma impressionante (vide a final do mundial e este último contra o Santos)

Quando fala, é simples e tímido, sem ser tosco ou óbvio.

Uma jóia do futebol, descoberta pelos senhores do esporte no ocaso de sua carreira. Deve ganhar bem agora, no SPFC, mas a grama que comeu no passado deve ter sido indigesta. Makelele não serve pra engraxar a chuteira do Mineiro e teve vida bem mais mansa.

É um ser humano diferente, que aos meus distantes olhos não parece ter defeitos. Olho de torcedor, tudo bem. Mas um olho um tanto desiludido e calejado por tanta merda que tem visto nesses últimos anos de futebol.

MINERÔ, MINERÔ, MINERÔ!

A coisa está negra para Barjas ?

Filed under: WordPress — Humberto @ 1:33 am
Barjas Negri nega conhecer esquema das ‘sanguessugas’
Agência Câmara



O ex-ministro disse que o esquema de fraudes foi responsabilidade de prefeituras.
Em depoimento nesta terça-feira à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas, o ex-ministro da Saúde e atual prefeito de Piracicaba (SP), Barjas Negri, negou envolvimento com o esquema de irregularidades na saúde conhecido como “máfia das ambulâncias”.

Segundo ele, as fraudes, apesar de terem sido feitas com recursos liberados pelo ministério, ocorreram no âmbito das prefeituras que patrocinaram as compras superfaturadas de ambulâncias.”O Sistema Único de Saúde (SUS) adota uma linha descentralizada, e a maior parte dos recursos é transferida para os estados e municípios. No caso das unidades móveis, as fraudes aconteceram nas prefeituras. Na minha gestão o ministério não adquiriu nenhuma ambulância”, enfatizou Negri.
Ele ocupou o cargo de ministro em 2002, último ano do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Antes, foi secretário executivo do ministério, de 1997 a 2002. Segundo as investigações da CPMI, as fraudes começaram em 2001 — quando José Serra, o governador eleito de São Paulo, ocupava a pasta da Saúde — e continuaram até 2005.
O mentor do esquema foi o empresário Luiz Antônio Vedoin, que depôs nesta terça-feira no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Emendas
Em quase três horas e meia de depoimento, Barjas Negri procurou explicar aos deputados e senadores o sistema de liberação de recursos no ministério.
No caso das ambulâncias, reconheceu que a maioria foi adquirida pelos municípios a partir de emendas individuais e estaduais ao orçamento da União. Mesmo assim, segundo ele, a liberação só ocorria depois que a área técnica do ministério avaliava a necessidade para o município.
Ao todo, sua gestão financiou R$ 150 milhões para a compra de ambulâncias. Os recursos eram repassados às prefeituras depois que um convênio era assinado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão executor do ministério.
A partir daí, segundo Negri, cabia a cada prefeitura realizar a licitação para a compra do veículo. Restava ao ministério o papel de avaliar o resultado da compra e a sua conformidade com as normas técnicas.”Não fazíamos o papel de auditoria fiscal. Isso cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU)”, disse Negri, que durante o depoimento foi pressionado por parlamentares aliados ao atual governo para explicar porque o esquema não foi descoberto na sua gestão.
Segundo ele, como eram firmados muitos convênios por ano — “cerca de dois a três mil” —, o ministério fazia o acompanhamento por amostragem, e avaliava principalmente os contratos de maior porte.

Ligação com empresários
De acordo com o ex-ministro, durante a sua gestão a família Vedoin, que montou o esquema da máfia das ambulâncias, não fez nenhuma intermediação para a liberação de recursos de emendas.
Barjas Negri também negou que as emendas, que chegaram a representar 1,5% do orçamento da Saúde, tenham sido usadas politicamente pelo governo anterior.
O ex-ministro disse ainda que o número de emendas para a compra de ambulâncias cresceu depois que entraram em vigor a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) e a Emenda Constitucional 29/00. Ambas garantiram um suprimento regular de recursos para o SUS.
Barjas Negri negou ter relações pessoais com o empresário Abel Pereira, empreiteiro de Piracicaba apontado por Luiz Antônio Vedoin como o suposto intermediário da liberação de recursos da saúde. O ex-ministro disse que manteve apenas um encontro com Pereira, em 2002, quando este foi recebido pelo então ministro em uma audiência. Naquela ocasião, segundo Negri, Pereira estava com um prefeito do Mato Grosso que foi pedir recursos para o seu município. “Foi a única vez que nos encontramos enquanto fui ministro”, disse. Segundo ele, cabe a Vedoin provar o contrário.
Negri, porém, admitiu ter recebido doação de uma das empresas de Pereira na campanha para a prefeitura de Piracicaba, em 2004. “Foi um dinheiro legal, que está declarado na Justiça Eleitoral. Não foi caixa-dois”, afirmou.

Novos depoimentos
O ex-ministro da Saúde José Serra também foi convidado a depor nesta terça-feira na CPMI, mas não compareceu. O governador eleito de São Paulo está em Washington (EUA) e poderá comparecer em outra oportunidade.
Nesta quarta-feira, a partir das 11h30, os integrantes da CPMI vão ouvir os ex-ministros Humberto Costa e Saraiva Felipe, que comparecem também na condição de convidados. Os dois ocuparam a pasta da Saúde no atual governo.

Esquema da Máfia dos Sanguessugas ( apenas link )

Filed under: WordPress — Humberto @ 1:31 am

Lula e Requião: A parceria já começou (apenas link)

Filed under: WordPress — Humberto @ 1:28 am

Manifesto em solidariedade a Emir Sader

Filed under: WordPress — Humberto @ 1:24 am

Porque Alckmin perdeu

Filed under: WordPress — Humberto @ 1:11 am

Jasson de Oliveira Andrade
A derrota de Alckmin, por uma enorme margem de votos (mais de 21 pontos) , agora está sendo “explicada”. Neste artigo pretendo analisar alguns aspectos dos possíveis motivos porque o tucano perdeu.
O início se deu com a demora na escolha do candidato. José Serra, nas primeiras pesquisas, era o preferido e considerado o único que poderia derrotar Lula. Alckmin não pensava assim e resolveu sair candidato. Começava, então, a briga entre os dois. Um artigo que escrevi na época, mostra o que se passava: “Tucano bica tucano”. Alertei na mesma oportunidade, em fevereiro de 2006: “Lula em campanha: Oposição briga”.
Em recente texto (“E se os Chalitas da vida tivessem sido ouvidos?”) , o jornalista tucano, colaborador da Veja, Reinaldo Azevedo, mostra os bastidores da briga: “A zonzeira que tomou conta do PSDB e dos setores ligados a Alckmin no PSDB era tamanha, que se articularam manifestos para que José Serra ficasse na Prefeitura de Săo Paulo. A desculpa era o papelucho assinado [Azevedo se refere ao compromisso de Serra em não renunciar à Prefeitura de São Paulo] , aquele do Gilberto Dimenstein, que não servia nem para fazer avião de dobradura”.
E o que aconteceu? O jornalista revela: “Faixas foram colocadas na cidade cobrando que Serra não saísse candidato. E não foi coisa de petista, não. Mas de tucano metido a espertalhão. Que tal a gente escarafunchar os arquivos e ver o que andavam dizendo esses luminares à época? E se tivessem sido ouvidos? No dia 1º de janeiro, os petistas estariam tomando posse dos Palácios do Planalto e dos Bandeirantes”.
Depois de muito tempo de refrega, Alckmin finalmente foi escolhido e, após a faixas descritas por Azevedo, os alckmistas incentivaram Serra a sair ao governo do Estado, o que realmente ocorreu. Entretanto, ficou a mágoa dos serristas. Por esse motivo, estranhei que, ao votar a 29 de outubro, Alckmin estava acompanhado de Serra e Fernando Henrique. Foi uma pose para tentar demonstrar que nada havia entre eles. Outra briga que também prejudicou a campanha. Desta vez entre os pefelistas na escolha do vice de Alckmin. O senador José Jorge, de Pernambuco, derrotou o senador José Agripino, do Rio Grande do Norte, crítico mordaz do governo Lula. A escolha não trouxe um voto no Nordeste para o tucano. Como foi ministro de Energia de FHC, tornou-se conhecido como o “ministro do Apagão”. Do lado do presidente, o vice escolhido, José Alencar, de Minas Gerais, provavelmente tenha sido o responsável pela grande votação de Lula naquele Estado, apesar de Aécio Neves. Os mineiros, talvez, quisessem ter um Vice no governo!
O outro motivo da derrota, o principal, foi a propaganda de Alckmin na TV e no rádio. Era considerada como a esperança na virada. Pelo contrário, tirou pontos. E recebeu muitas criticas. José Nêumanne, em artigo no Estadão, sob o título “O incrível candidato que encolheu”, constatou que “foi o presidente [Lula] que protagonizou uma campanha eficiente do ponto de vista da comunicação, enquanto chamar a do ex-governador [Alckmin] de medíocre seria um exagero de otimismo, pois, de tăo fraquinha, a coitada não cabe sequer numa palavra que lembre meio”, criticando ainda “a fé [do candidato tucano] na capacidade de esmagar o adversário apelando para o “samba de uma nota só” do discurso da moralidade pública”.
A jornalista Vanda Vedovatto, de Mogi Guaçu, também não gostou desses programas: “Nos últimos dias fiquei observando a propaganda de Alckmin no rádio e na TV. “Vereador aos 19 anos, prefeito aos 23, deputado por duas vezes, vice de Mário Covas…” E eu ficava me perguntando: e daí? Alckmin ficou devendo – e muito – aos eleitores. Năo sei se foi Lula quem venceu ou se Alckmin é quem perdeu”.
Eu também não me conformava, como ex-marqueteiro, quando Alckmin, no final do programa, aparecia andando, de terno e gravata, todo empolado, pomposo, dando a impressăo de arrogante. Inacreditável. O Datafolha, em pesquisas dos programas dos dois presidenciáveis, assim os avaliou: Mais comovente: Lula 53; Alckmin, 28. Mais criativa: Lula, 52; Alckmin, 38. Mais clara quanto a propostas: Lula, 52; Alckmin, 39. Mais bem produzida: Lula, 51; Alckmin, 39. Mais verdadeira: Lula, 50; Alckmin, 35. Mais bem-humurada: Lula, 50; Alckmin, 27. Que faz mais crítica ao adversário: Lula, 26; Alckmin, 64.
A manchete da Folha, ao publicar esse resultado, reflete o que realmente aconteceu no dia 29 de outubro: “Eleitor repele críticas a rival na televisão”.
Foi o que aconteceu no debate na Band, quando Alckmin exagerou nas suas críticas, perdendo muitos pontos, que não recuperou. Resultado: Lula venceu a eleição por uma diferença de 21,6 pontos.
Existem outros motivos. Ficarei apenas nesses dois, fundamentais na vitória fácil de Lula e na derrota de Alckmin, encolhendo no segundo turno, fato inédito em nossa História.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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