ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

outubro 4, 2013

Rússia acusa tropas sauditas de ataque químico na Síria

O ataque químico nos arredores de Damasco, na Guta Oriental, a 21 de agosto, que matou centenas de pessoas, foi realizado como provocação para desestabilizar a situação por um grupo especial enviado pela Arábia Saudita, informa a Interfax citando fontes diplomáticas russas.

“Com base em dados obtidos de várias fontes, pode-se concluir que a provocação criminosa em Guta Oriental foi realizada por um grupo especial enviado pelos sauditas a partir do território da Jordânia e que agiram sob a proteção do grupo “Liba al-Islam”, precisou a fonte da agência russa.
Outra fonte citada pela Interfax declarou que “visto que o próprio ataque químico e a sua discussão revoltaram a opinião pública, os sírios dos mais diferentes quadrantes políticos, incluindo os guerrilheiros da oposição, tentam ativamente levar todas as informações a esse propósito aos diplomatas e funcionários de estruturas internacionais que operam na Síria”.
Hoje, o Presidente sírio Bashar Assad acusou, numa entrevista ao canal turco Halk, “grupos terroristas” dos ataques químicos, sublinhando que não é do interesse dele o seu emprego e que ele nunca deu ordem para o emprego de armas químicas.

P.S. E se as acusações russas se provarem, quem e como irá sancionar a Arábia Saudita? Ou será isto um aviso de Moscovo aos sauditas para que deixem de apoiar a guerrilha islâmica no Cáucaso do Norte?

Extraído do site JOSÉ MILHAZES – DA RÚSSIA 

Original: RT

outubro 2, 2013

Rússia já entregou à ONU provas das armas químicas dos contras

O chanceler Lavrov afirmou, em entrevista ao Canal 1 de televisão de Moscou, que a Rússia entregou “aos nossos parceiros norte-americanos e ao Secretariado da ONU” provas de que o gás sarin usado em Ghouta, em 21 de agosto, “tinha a mesma origem do gás usado em 19 de março, só que em maior concentração”. Ou seja, foi “produzido artesanalmente” pelos contras.

Como ficou estabelecido pela investigação russa sobre o ataque químico em Alepo (localidade de Khan Al Assal) de 19 de março, através de um relatório “altamente profissional” e que foi posto à disposição do Conselho de Segurança da ONU e que está acessível ao público em geral, salientou Lavrov.

O gás sarin produzido artesanalmente (“homemade”, “kitchen sarin”) difere, como é amplamente sabido, do gás de fabricação industrial, e que constitui o arsenal do exército sírio, construído ao longo de décadas como uma modesta deterrence contra as armas nucleares de Israel.

A declaração foi feita após a aprovação da resolução do Conselho de Segurança da ONU em apoio à ação da Organização pela Proibição das Armas Químicas (OPAC) para destruir todas as armas químicas na Síria e que responsabiliza quem quer que as venha a usar.

Lavrov assinalou, ainda, que o governo sírio entregou à Rússia os dados que tinha mostrando o envolvimento da “oposição” em vários incidentes em que armas químicas foram usadas – e que também foram entregues aos inspetores da ONU. O chanceler russo afirmou que “todos esses materiais requerem um exame cuidadoso”. Disse ainda “a oposição síria mais de uma vez” desencadeou “operações de bandeira trocada” com armas químicas, provocações, para acusar o governo sírio.
HORA DO POVO

setembro 28, 2013

Ministro russo Lavrov: oposição síria tem armas químicas

 

A oposição na Síria tem armas químicas, isso foi confirmado mais que uma vez, declarou o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em uma entrevista a jornalistas russos.

O ministro lembrou que, recentemente, foi interceptada uma conversa telefônica entre dois militantes islamitas sobre este tema.

“Nós apelamos aos países que apoiam a oposição de excluir qualquer possibilidade de novas tentativas do uso de armas químicas por parte de seus patrocinados. Sabemos que a oposição tem tentado repetidamente implementar tais provocações na Síria”, disse Lavrov.

“Aqueles que apoiam a oposição, têm uma responsabilidade especial”, disse o diplomata. ( VOZ DA RUSSIA )

setembro 27, 2013

Chanceler russo Lavrov: armas químicas em mãos dos contras devem ser destruídas

O chanceler russo Serguei Lavrov afirmou que é preciso destruir as armas químicas em posse dos contras na Síria. A declaração foi feita na terça-feira (24) após reunião com o secretário de Estado John Kerry, que discutiu a implementação do acordo de Genebra para controle e eliminação das armas químicas na Síria. Tanto os especialistas russos, como a inspetora da ONU Carla Del Ponte, já assinalaram que foram os contras que realizaram ataques com gás sarin, e Rússia e Síria pediram a investigação de mais quatro ataques com armas químicas em agosto.

“Tanto a parte russa como a norte-americana acentuamos que é necessário falar da destruição de todas as armas químicas que se encontram na Síria, porque há sérias preocupações de que parte dos componentes perigosos esteja em posse da oposição”, destacou Lavrov. “Nossas conversações foram produtivas e temos uma compreensão comum de como seguir adiante com base no acordo alcançado em Genebra”.

A reunião abrangeu a discussão sobre a preparação das decisões do Conselho Executivo da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) e a resolução do Conselho de Segurança da ONU em apoio à decisão de eliminar as armas químicas na Síria.

“Confirmamos a validade dos enfoques que estão estabelecidos nesse acordo. Estes enfoques foram respaldados pela esmaga-dora maioria dos países da ONU”, acrescentou o chanceler russo. “Esperamos poder chegar à Resolução dentro do acordo de Genebra. A resolução será aprovada enquanto os membros do Conselho Executivo da OPAC votem sua decisão. A OPAC desempenha um papel importante nesta questão”, finalizou. [ HORA DO POVO ]

setembro 26, 2013

A lei internacional contra o bandoleiro internacional, Por Mumia Abu-Jamal

Os Estados Unidos desempenham o seu mais recente papel de executor do direito internacional (à margem da ONU) e o faz a partir de uma posição de profunda fraqueza.

Isso não significa que o país esteja enfraquecido militarmente. Nem um pouco.

Mas, no campo do direito internacional, a sua fraqueza é a hipocrisia. Qualquer leitor da história sabe que existem poucas leis internacionais que os EUA não tenham violado.

Agora funciona um pouco como o bilionário vigarista Bernie Madoff reclamando de um ladrão de rua.

Quando os EUA agridem a Síria por supostamente usar armas químicas contra civis, parece conveniente esquecer o seu próprio uso de fósforo branco contra homens, mulheres e crianças em Faluja, no Iraque, forçando 300 mil pessoas a fugir aterrorizadas de suas casas.

Quando Israel usou as mesmas armas em Gaza, matando centenas de palestinos, os EUA não o denunciaram. Forneceram as armas!

Agora ameaçam violar o direito internacional mais uma vez, alegando que a Síria é que o teria feito. Será que isso faz sentido?

Parece que ser império significa nunca ter que pedir desculpas ou ter que obedecer à lei internacional.

Aplica-se a lei do forte contra o fraco.

É a lei da força.

Não é a lei da justiça.

A Síria, como o Iraque, é reduzida ao status de uma demonstração de poder imperial.

E isso não é justo!

* É o preso político mais antigo nos EUA

( HORA DO POVO )

setembro 20, 2013

Ataque com gás em Ghouta foi feito pelos contras, diz ex-diretor de Força-Tarefa antiterror dos EUA

O ex-diretor da Força-Tarefa Anti Terrorismo e Guerra Não-Convencional da Câmara dos Deputados dos EUA (1988-2004) e ex-assessor do Pentágono e do Departamento de Estado, Yossef Bodansky, afirmou que o ataque com gás em Ghouta do dia 21 de agosto na Síria “foi sem dúvida um ataque autoinfligido pela oposição síria a fim de provocar uma intervenção militar dos EUA e ocidental contra o governo baathista do presidente Bashar Assad”. Ele apontou, ainda, o papel saudita no ataque.

A afirmação chama a atenção, dada a ficha-corrida de Bodansky – como o apoio que prestou aos “mujahideens que combateram os soviéticos” e outras proezas do gênero -, e sua atuação posterior, como autor de livros e de artigos para a “Jane Defense Weekly” e outras publicações que não são propriamente conhecidas pelo viés progressista. Não estão claras as motivações de Bodansky, talvez a percepção de que atolar o país em mais uma guerra que não há como vencer seja contra os interesses de fundo dos EUA.

Em seu artigo, ele assinala que o agente químico usado no ataque não foi o sarin em aerosol do equipamento militar padrão do exército sírio, com origem soviética, mas um tipo líquido, “um sarin de cozinha, artesanal”, como pode ser visto nos vídeos, em que o pessoal que aparece para socorrer, sem máscaras e sem roupas de proteção, não é vitimado imediatamente, como seria o caso.

“As ogivas usadas em Damasco foram tanques cilíndricos que racharam permitindo uma mistura dos líquidos ao estilo do ataque do metrô de Tóquio, ao invés de mistura pressurizada e vaporização a nível molecular pela força da explosão do núcleo em uma ogiva química padrão de estilo soviético”, registrou o ex-diretor da Força Tarefa Antiterrorismo.

Bodansky se referiu a um vídeo do Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio (Memri, na sigla em inglês), dito ser do ataque de Goutha, mas que para ele mais provavelmente se trata de um teste à luz do dia do lançador. Ele observa que o lançador montado em um caminhão “incluía uma luva química para absorver vazamentos das ogivas improvisadas e não prejudicar a tripulação do lançador; precaução que dificilmente seria tomada com uma arma militar”.

QUEM FEZ?

“O mais importante, certamente, é a pergunta: “quem fez isso”, questiona o ex-assessor do Pentágono. “Evidências coletadas por numerosas fontes árabes no terreno na área da Grande Damasco apontam para comandantes específicos do Liwaa Al Islam e do Jabhat Al Nusra sabidamente cooperando no teatro oriental de Damasco”.
A Al Nusra é tida amplamente como filiada à Al Qaeda, e o Liwaa Al Islã, como o próprio Bodansky esclarece depois, é virtualmente um braço armado saudita operando na Síria, e sob controle do príncipe Bandar “Bush”. Foi o Liwaa Al Islã que em julho de 2012 explodiu o QG do Conselho de Segurança Nacional Sírio no centro de Damasco assassinando o ministro da Defesa e outros altos mandos.

Enquanto a entidade dos Veteranos da Inteligência pela Sanidade, dos EUA, aponta diretamente o ataque de Ghouta como uma provocação previamente montada pela CIA, sauditas e turcos para criar um pretexto para o bombardeio, Bodansky narra que o ataque foi realizado, embora com esse mesmo objetivo, no contexto da maior derrota sofrida pela “Frente de Libertação da Capital” da Al Nusra e do Liwaa Al Islã, diante do exército sírio, que se desenhou na noite de 20 para 21 de agosto, na véspera do ataque com gás. Foi o maior enfrentamento desde o começo do conflito, com “os jihadistas agrupando uma grande força de mais de 25 mil combatentes de 13 kitaeb [batalhões]”.

Os contras haviam ficado numa situação crítica. “A entrada de Jobar era uma das últimas áreas que restara à oposição com acesso ao coração de Damasco de onde poderiam lançar carros-bomba e investidas”. Era ainda, a única rota para reforços e suprimentos vindos da base dos EUA em Al Mafraq, na Jordânia. Segundo Bodansky, a chamada rota oriental “é tão importante que as operações ali são supervisionadas pessoalmente pelo príncipe Bandar ‘Bush’”.

Nesse quadro adverso, os chefes dos contras “deslocaram uma força de elite para bloquear a qualquer preço o acesso dos militares sírios à entrada da área de Joba”, constituída por integrantes do Liwaa Al Islã e da Al Nusra, e chefiada pelo saudita de nome de guerra Abu Ayesha. (O mesmo que foi identificado por um residente de Ghouta, Abdul Monein, como o responsável pelo armazenamento em túneis de armas com “estrutura do tipo tubos” e “grandes garrafas de gás”, que acabaram vazando e matando seu filho e mais outros 12 combatentes).

O “reforço” incluía a assim chamada “Frente de Armas Químicas”, encabeçada por Zahran Alloush, líder supremo do Liwaa Al Islã, e que é filho do sheik Abdullah Alloush, operativo da inteligência saudita no Afeganistão nos anos 1980.
“Quando a frente jihadista entrou em colapso, os líderes jihadistas decidiram que somente um ataque químico poderia barrar o avanço do exército sírio e provocar um ataque militar dos EUA que desfecharia uma vitória estratégica para os jihadistas. Os agentes químicos foram então carregados no que a inteligência russa definiu como ‘foguetes manufaturados artesanalmente para portar armas químicas’. Eles foram lançados de uma área controlada pelo Liwaa Al islã. A fonte a que Bodansky dá credibilidade é o analista militar libanês Brigadeiro Ali Maqsoud.

PROVOCAÇÃO

Para Bodansky, “o ataque químico visou provocar uma intervenção militar dos EUA para derrubar Bashar Assad e pôr no poder um governo islâmico em Damasco”. “Na primavera passada, os principais líderes da oposição síria e seus patrocinadores regionais pressionaram Washington sobre a gravidade da situação e advertiram que a menos que houvesse uma grande intervenção militar durante o verão, a luta pela Síria poderia estar perdida no outono”. A eles foi reiterado o compromisso da Casa Branca de intervir.

Conforme assinalou Bodansky, “dado o clima político nos EUA e no Ocidente, foi dito aos líderes árabes que era imperativo para os EUA ter um claro casus belli de absoluta característica humanitária”.

Bodansky encerra seu artigo relatando a “decepção” dos contras e patrocinadores regionais: “se sentem enganados, pois houve a catástrofe humanitária em Damasco com todas as características do procurado casus belli, e ainda, nada de bombardeio dos EUA contra a Síria”. ( HORA DO POVO )

Rússia levará à ONU provas de que mercenários lançaram o sarin

A Rússia está formalmente apresentando provas dos ataques químicos nos dias 22, 23 e 24 de agosto na Síria, cometidos pelos contras, e que já haviam sido entregues em Damasco aos inspetores da ONU, mas foram ignoradas no relatório.

HORA DO POVO

Rússia denuncia à ONU mais três ataques dos contras com sarin

“Temos provas suficientes de que os rebeldes armados recorrem com frequência a essas provocações [ataques com gás] para causar uma intervenção estrangeira”, disse o chanceler Lavrov

A Rússia anunciou que vai entregar ao Conselho de Segurança da ONU as provas que recebeu nesta quarta-feira (18) do governo sírio demostrando que o ataque com gás sarin em Ghouta no dia 21 de agosto, nos subúrbios de Damasco, foi cometido pelos contras.

O governo de Moscou tem sido taxativo em afirmar que o ataque foi uma “provocação” cometida pelos contras para propiciar a entrada direta dos EUA na guerra, bombardeando a Síria e salvando os mercenários da sua difícil situação militar atual.

“Temos provas suficientes de que os informes sobre armas químicas refletem o fato de que os rebeldes armados recorrem com freqüência a essas provocações para causar uma intervenção estrangeira”, ressaltou o chanceler russo Serguei Lavrov.

A Rússia também contestou em termos duros o relatório dos inspetores da ONU sobre Goutha, classificando-o de “tendencioso, parcial e unilateral”, e de ignorar as denúncias russas e do governo Assad sobre o comprovado uso de armas químicas pelos contras. “Estamos decepcionados com o enfoque da secretaria da ONU e dos inspetores da ONU que estavam na Síria, que prepararam seu relatório de forma seletiva e incompleta, sem levar em consideração elementos que havíamos destacado repetidas vezes”, afirmou o vice-chanceler Serguei Ryabkov. “Sem uma visão completa, o caráter das conclusões só pode ser descrito como politizado, parcial e unilateral”, disse.

Ryabkov denunciou que os inspetores da ONU ignoraram provas do uso de armas químicas pelos contras que lhes foi entregue pelo governo Assad, assim como evidências propiciadas por Moscou. É por isso que o relatório é “tendencioso e é necessário reinvestigação”, apontou, em entrevista ao site “Russia Today”.

“As autoridades sírias conduziram sua própria coleta de amostras, investigações e análises em termos de possíveis evidências de os rebeldes serem responsáveis pelos trágicos episódios do dia 21 de agosto, mas também dos dias 22, 23 e 24”, afirmou o vice-chanceler russo, que visitou Damasco.

“Este novo material – novo para nós – mas não é completamente um novo material para a ONU”, assinalou Ryabkov, acrescentando que na verdade ocorreram vários ataques químicos na Síria em agosto e que os inspetores da ONU, chefiados pelo cientista sueco Dr. Ake Salstrom, foram informados, mas ignoraram a informação em seu relatório”. Como reiterou o vice-chanceler, as provas entregues pelos sírios e pela Rússia “simplesmente foram anuladas e desconsideradas”.

Ryabkov acrescentou que esse material que a Rússia está reapresentando já havia sido “entregue com discrição a Ake Salstrom, a quem foi pedido que examinasse e eventualmente adicionasse essa nova evidência no relatório. O que nunca aconteceu”. “Essa é uma das razões pelas quais nós criticamos a velocidade com que o relatório foi lançado e também seu conteúdo incompleto”.

A Rússia quer que os inspetores da ONU retornem à Síria e prossigam com suas investigações a fim de determinar quem é responsável pelo ataque químico. “Esperamos que o Secretariado da ONU envie Salstrom e sua equipe de volta à Síria para continuar a investigação dos três incidentes remanescentes, e também para redigir um completo e extenso relatório que leve em conta toda a informação que eles receberam”, sublinhou Ryabkov. Ele acrescentou que “uma das poucas áreas” onde a missão da ONU “manteve sua palavra” foi o anúncio de que foram usadas armas químicas sem especificar quem as lançou.

O diplomata russo conclamou os inspetores da ONU a seguirem o enfoque da análise feita pelos especialistas russos do ataque químico que ocorreu na Síria em 19 de março (em Khan Al Assal), “que foi profissional e continha a análise médica, química e biológica do incidente”.

ENFOQUE

“Este é o enfoque que deveria também ser perseguido pela equipe de Sellstrom. Nós os convidamos a fazer assim. Nós achamos que eles deveriam voltar à Síria, para continuar a investigação e então ter algo diferente do – sim, relatório inicial tendencioso”, finalizou Ryabkov.

Nos últimos dias, o chanceler russo tem se dedicado a intensa maratona de reuniões com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, para definir os termos do acordo para ingresso da Síria na Organização de Proibição de Armas Químicas e colocação do arsenal químico sob controle internacional e posterior destruição.

A Rússia tem barrado, com o apoio da China, no Conselho de Segurança da ONU, manobras dos EUA, França e Inglaterra para deixar aberta a porta para uma invasão da Síria por suposto “não cumprimento” – que poderia até mesmo ser uma operação de “bandeira trocada” com gás, pelos contras ou qualquer atraso na destruição do arsenal químico – através da inclusão, na resolução que está em discussão, de referência ao capítulo VII da Carta da ONU.
ANTONIO PIMENTA

setembro 18, 2013

Ex-refém de “rebeldes” sírios por 150 dias, veterano jornalista italiano diz que ” ‘revolução’ se tornou propriedade de fanáticos e bandidos sem compaixão”

Depois de libertado, Domenico Quirico diz que na Síria “a revolução perdeu a honra”
O jornalista italiano de 62 anos raptado por um grupo rebelde em Abril e libertado na semana passada relata os 152 dias de um cativeiro “desumano”.

Medo, fome e humilhações em pequenos quartos escuros de janelas fechadas sob um calor abrasador. Domenico Quirico viveu 152 dias em que foi tratado de forma desumana, conta ao seu jornal, o diário italiano La Stampa, depois de ter sido libertado, há dez dias. Sente-se “traído” por “uma revolução que se tornou propriedade de fanáticos e bandidos”. “A Síria transformou-se no País do Mal, a terra onde o mal triunfa”, diz.

Quirico foi libertado numa noite de domingo. O relato ao seu jornal, que o semanário britânico The Observer reproduz em parte, começa numa outra noite “doce como o vinho”, 8 de Abril, em Qusair, bastião dos rebeldes, a cerca de 30 quilómetros de Homs, norte de Damasco, quando ainda acreditava naquilo que o tinha levado à Síria.

“Vim para relatar mais um capítulo da guerra na Síria. Em vez disso, seguiram-se 152 dias de cativeiro. Enfrentei duas execuções fingidas, o silêncio de Deus, da minha família e do mundo”, escreve. Sofreu com a fome e a falta de compaixão. “Estávamos presos como animais.”

Chegou a Qusair, já devastada pela guerra, numa coluna dos rebeldes do Exército Livre da Síria e ao fim de um percurso feito no escuro por estradas controladas pelo regime. Estava com o professor belga Pierre Piccinin. Os dois foram raptados e libertados nos mesmos dias.

Os dois foram surpreendidos por homens de cara tapada saídos de duas carrinhas de caixa aberta, que os levaram para uma casa e os espancaram. Diziam trabalhar para a polícia do regime. Eram afinal fervorosos islamistas que às sextas-feiras ouviam sermões contra o Presidente Bashar al-Assad, conta Domenico Quirico. “A prova final foi quando foram bombardeados do ar. Era claro que tínhamos sido raptados pelas forças rebeldes.”

Não eram mais que um grupo de bandidos e não islamistas ou revolucionários. “O Ocidente confia neles mas aprendi a meu custo que estamos a falar de um novo e perturbante fenómeno na revolta: a emergência de bandidos ao estilo da Somália que, usam o islão e o contexto da revolução para controlarem pedações de território, extorquirem dinheiro da população, raptarem pessoas e encherem os bolsos”, diz. “Na Síria, a revolução perdeu a honra”, acrescenta numa entrevista ao jornal francês Le Figaro.

Nenhuma compaixão
O chefe era um autodenominado emir, Abu Omar, que várias vezes sorria perante a crueldade infligida sobre outros. Neste caso, sobre Domenico Quirico. Uma vez, “sentado como um lorde” e “rodeado dos seus combatentes” chamou o jornalista para se sentar a seu lado. E permaneceu impávido perante a súplica deste: “Pedi-lhe [que me emprestasse] o seu telefone, disse-lhe que os meus familiares provavelmente pensavam que eu estava morto e que ele estava a destruir a minha vida e a da minha família. Riu-se, e disse que não havia rede na zona. Não era verdade.”

Uma única vez, diz, ele e Pierre Piccinin foram tratados de forma humana: quando, devido aos bombardeamentos, tiveram de ser entregues, por uma semana, ao grupo Jabhat al-Nusra, “a Al-Qaeda da Síria”. “Foi a única vez em que fomos tratados como seres humanos. Davam-nos por exemplo da mesma comida que eles comiam”, conta. “São fanáticos que esperam construir um Estado islâmico na Síria e por todo o Médio Oriente. Mas em relação aos seus inimigos – e sendo brancos, cristãos e ocidentais, nós eramos seus inimigos – têm um sentido de honra e de respeito.”

Tentativas de fuga falhadas
Duas vezes tentou fugir com o professor belga, raptado pelo mesmo grupo. E duas vezes foram apanhados para serem depois violentamente castigados, mas não mortos. “O nosso valor para eles era como o de uma mercadoria. (…). Podem agredir-te mas não matar-te porque se acabam contigo não poderão vender-te”, diz Quirico.

O jornalista veterano, de 62 anos de idade e acumulada experiência em cenários de guerra, acreditou que ia ser morto. Esse medo sentiu-o pelo menos duas vezes, quando o encostaram à parede com uma arma colada à cabeça. “Longos momentos seguiram. [Nessa situação] Sentimos vergonha de nós mesmos. Sentimo-nos zangados e com medo”, confessa. E quando o largaram (a ele e ao companheiro de sequestro) no escuro, junto à fronteira, e disseram para os dois caminharem. “Pensei que iam disparar sobre nós por trás. Estava escuro, era um domingo à noite, depois do pôr-do-sol. (…) Tinha a certeza de que nos iam eliminar. Eu tinha visto as suas caras, sabia os seus nomes. Mas nenhum deles usou a sua kalashnikov. Inshallah (se deus quiser), este era o momento da nossa libertação.” ( PUBLICO )

Síria entregou aos russos provas sobre uso de armas químicas pela oposição

Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo considerou relatório da ONU “politizado” e “tendencioso”.

A Síria deu à Rússia provas sobre o uso de armas químicas por parte da oposição, anunciou nesta quarta-feira o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Riabkov, que considerou que o relatório das Nações Unidas sobre o tema está “politizado e é tendencioso”.

O relatório concluiu que foram usadas armas químicas na guerra síria e debruça-se sobre o ataque de Agosto nos arredores de Damasco em que terão morrido mais de 1400 pessoas, muitas delas crianças. O relatório não atribuiu culpas claramente a um dos lados do conflito – não era esse o mandato dos investigadores de armas químicas.

Mas o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, não hesitou em dizer que foi cometido “um crime de guerra”. Estados Unidos, França e Reino Unido, analisando os pormenores técnicos do relatório, atribuíram claramente a responsabilidade do ataque, afirmaram claramente que, pelo tipo de armamento usado, pela trajectória seguida pelos projécteis usados para o bombardeamento com gás sarin dos subúrbios de Damasco na madrugada de 21 de Agosto é indesmentível que as tropas de Bashar al-Assad estão por trás do ataque.

A Rússia, no entanto, recusa-se a aceitar esta leitura. Riabkov denunciou o relatório, que considerou ter manipulado as provas para apontar a culpa a um dos lados do conflito que dura há já dois anos e meio — em guerra estão o Exército governamental e a oposição armada, que tenta derrubar o regime, tendo-se juntado à guerra civil milícias com uma grande quantidade de estrangeiros, com objectivos distintos (islamistas, por exemplo).

O vice-ministro russo disse que os inspectores da ONU só verificaram as provas relativas ao ataque de 21 de Agosto e ignoraram os outros três ataques com armas químicas que aconteceram antes dessa data. O Governo sírio, disse, tem provas materiais sobre estes ataques anteriores que atribuem a responsabilidade à oposição. Os inspectores da ONU frisaram sempre, no entanto, que querem voltar à Síria para investigar outros locais onde houve denúncias de ter havido ataques químicos.

A Síria aceitou entregar as armas químicas para destruição, de acordo com um plano russo que impediu uma intervenção punitiva americana contra o Governo de Assad. Mas o chefe da missão de inspectores da ONU, Ake Sellstrom, disse à BBC que será muito difícil encontrar e destruir o arsenal químico do Governo sírio. Esse trabalho, explicou, dependerá da vontade de cooperar e negociar do Governo e da oposição. “Vai ser um trabalho de muito stress”, disse. ( PUBLICO )

Rússia acusa de parcialidade inspectores da ONU na Síria

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo garante que a Rússia recebeu “elementos” enviados pela Síria para apoiar a tese de uma provocação dos rebeldes

A Rússia acusou hoje de parcialidade os inspetores da ONU que realizaram um inquérito sobre um ataque químico na Síria e afirmou ter recebido de Damasco elementos que reforçam a tese de uma provocação dos rebeldes.

“Estamos desiludidos, é o mínimo que podemos dizer, com a abordagem do secretariado da ONU e dos inspetores da ONU que se deslocaram à Síria, que prepararam o seu relatório de forma seletiva e incompleta, sem terem em conta os elementos que tínhamos assinalado várias vezes”, declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Riabkov, citado pelas agências desde Damasco.

“Sem um quadro completo do que se passa aqui, não podemos considerar as conclusões dos inspetores da ONU senão como conclusões politizadas, parciais e unilaterais”, declarou.

O diplomata russo, que chegou a Damasco na terça-feira à noite, sublinhou que os inspetores redigiram o relatório sobre o ataque de 21 de agosto “sem procurar elementos sobre três outros casos, como pedia a parte síria” e como pedia a própria Rússia.

Acrescentou que a Rússia recebeu “elementos” enviados pela Síria para apoiar a tese de uma provocação dos rebeldes.

“Elementos (de prova) correspondentes foram transmitidos à parte russa”, disse Riabkov, acrescentando: “Foi-nos dito que testemunham que os rebeldes estão implicados no ataque químico”.

“A Rússia começou a análise destas informações complementares. Não podemos para já tirar conclusões, mas (…) estamos inclinados a considerar com a maior seriedade os elementos da parte síria sobre a implicação dos rebeldes no ataque de 21 de agosto”, afirmou ainda.

Os inspetores das Nações Unidas que investigaram o ataque de 21 de agosto, que segundo os EUA fez 1.400 mortos, concluíram que existem provas “claras e convincentes” do uso de armas químicas, que têm sido usadas “numa escala relativamente grande”.

O relatório dos inspetores das Nações Unidas nada diz sobre os responsáveis pelo ataque, mas este não será um caso isolado, já que a comissão de inquérito da ONU sobre as violações de direitos humanos na Síria anunciou estar a investigar outros presumíveis 14 ataques químicos, registados desde setembro de 2011.

O conflito na Síria – em que a contestação popular ao regime degenerou em guerra civil – já causou mais de 110 mil mortos e perto de dois milhões de refugiados, de acordo com dados das Nações Unidas. ( INOLINE )

Os vídeos manipulados do «massacre» de Goutha

O Instituto presidido pela Madre Agnes-Mariam de la Croix estabeleceu uma lista dos primeiros vídeos sobre o massacre de Ghuta, e conseguiu determinar tanto as horas a que foram captadas as imagens, codificadas pelos aparelhos utilizados, como as horas da sua inserção no YouTube. O estudo de toda essa informação apresentada como prova do massacre permite comprovar a existência de incoerências e manipulações :

- Ghuta (na cintura agrícola que rodeia Damasco–ndT) está despovoada há bastante tempo. Só permanecem nela as pessoas que ainda apoiam os « rebeldes » e um punhado de pessoas idosas que não tinham possibilidades de fugir. Os apoiantes dos « rebeldes » são quase exclusivamente adolescentes e homens, enquanto a presença lá de mulheres e crianças é ínfima.
- Nos vídeos, as vítimas apresentadas são principalmente crianças, alguns adultos e praticamente nenhumas mulheres, apesar do Gabinete Médico Unificado de Ghuta falar de uma quantidade grande de mulheres mortas.
- Nas imagens vê-se uma mulher que busca os seus filhos. Mas essa mesma mulher aparece em vídeos gravados em 5 localidades diferentes e parece encontrar os « seus meninos » em 2 localidades distintas.
- Uma testemunha descreve as reacções da sua família ante o cheiro do gaz, apesar de uma das características fundamentais do gás sarín ser a de não ter cheiro.
- Pelo menos uma fotografia da revolução egípcia foi inserida pelo Comité Revolucionário de Masaken Barzeh como prova do massacre de Ghuta.
- Dois vídeos, um publicado pelo Comité Revolucionário de Jobar e outro pelo Comité Revolucionário de Hamouria, mostram dois cenários diferentes, incompatíveis, da morte de uma mesma criança.
- A comparação entre vários dos vídeos permite distinguir um trabalho de encenação, dada a difícil e absurda maneira como os corpos são movidos de um lado para outro dentro do mesmo local, onde supostamente se prestam cuidados médicos de urgência.
- Enquanto os « rebeldes » anunciam mais de 1.466 mortos, os vídeos não mostram mais que 8 enterros.

The Chemical Attacks on East Ghouta to Justify Military Right to Protect Intervention in Syria, ( em Inglês, Os ataques com químicos na Ghuta Leste para justificar o direito militar a intervir na Síria -ndT ) pela Madre Agnès-Mariam da Cruz, Institut international pour la Paix, la Justice et les Droits de l’homme, ( Instituto internacional para a Paz, a Justiça e os Direitos do Homem ) 11 de Setembro de 2013, 43 pp.

Tradução
Alva

VOLTAIRENET

Mercenários confessam limpeza étnica na Síria

Em declaração postada na internet e reproduzida pela Associated Press, a Frente Al Nusra – organização ligada à Al Qaeda que integra os contras que tentam derrubar o presidente Bashar Al Assad -, anunciou ter assassinado pelo menos “30 alauitas”, como eles se referiram aos cidadãos sírios que chacinaram, de três aldeias na província de Homs, Maksar Al Hasan, Jab Al Jarrah e Al Massoudiyh.

A matança em Maksar Al Hasan durou dez horas, o tempo necessário para serem expulsos pelas tropas legalistas. Alauitas, de fé xiita, sunitas, cristãos, curdos e outros grupos étnicos sempre conviveram na Síria sob o governo secular instaurado pela revolução baasista.

O autointitulado “Observatório Sírio dos Direitos Humanos, pró-mercenários, e que opera desde Londres, na Inglaterra, confirmou a morte de 22 aldeãos de Maksar Al Hasan.

HORA DO POVO

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