ENCALHE

março 22, 2013

10 anos da invasão do Iraque: A fracassada jornada do ‘sangue por petróleo’

1067É praticamente consenso nos EUA nos dias de hoje que a invasão do Iraque, há dez anos desencadeada pelo presidente W. Bush com base numa mentira, a das inexistentes “armas de destruição em massa”, e contra a ONU, foi “um dos maiores erros estratégicos da história dos EUA”. Para quem pretendia dar a volta por cima da derrota no Vietnã, as coisas não saíram como programado.
Ao bater em retirada em 2009, os EUA estavam imersos na maior crise econômica desde os anos 1930, e a invasão, a ser “paga com petróleo iraquiano”, havia custado mais de US$ 2 trilhões de dólares, o que foi um dos estopins do débâcle. Internacionalmente o país vivia um isolamento sem precedentes. A retirada das tropas inglesas de Basra havia sido ainda mais inglória, sob cobertura da escuridão e se escondendo no deserto para esperar o resgate.
Os nomes de W. Bush, Tony Blair, Donald Rumsfeld e Dick Cheney passaram à história como o de maiores criminosos de guerra pós-Vietnã. De acordo com o site costsofwar.org, só de mortes diretas, foram 189.000 iraquianos, sendo 134 mil civis e 36.400 da Resistência. Um número ainda subestimado, com a Organização Mundial de Saúde falando em 223.000. A pesquisa da revista médica Lance estabeleceu, para os três primeiros anos de guerra, quase 655.000 “mortes em excesso” – quando são comparadas as taxas de mortalidade antes da invasão e as que passaram a prevalecer depois. Há uma estimativa de mais de 1 milhão, da organização de pesquisa ORB.
O “passeio” de Rumsfeld acabou acarretando a morte de 4.488 soldados dos EUA, mais 3.418 mercenários contratados do Pentágono, mais dezenas de milhares de feridos, grande parte mutilados pelas bombas improvisadas. Também foram mortos 10.819 soldados e policiais fantoches. Os satélites dos EUA perderam 318 soldados. As grandes bases que os EUA haviam construído para ocupar no Iraque por décadas tiveram de ser abandonadas; a maior embaixada dos EUA do mundo virou um elefante branco.
O roubo do petróleo nem de perto chegou ao planejado, sob o fogo incessante da Resistência, e as majors dos EUA agora negociam principalmente com os separatistas curdos na tentativa de assegurarem um naco do que já achavam que era seu, só seu. O governo fantoche que promoveram não esconde os amores pelo Irã.
O escândalo da tortura em Abu Graib logo se tornou o símbolo da invasão, só suplantado pela carnificina montada pelo Pentágono ao trazer a “solução salvadorenha”, a “guerra suja”, a criação de esquadrões da morte e a proliferação dos centros de tortura para tentar deter a Resistência, sob coordenação estreita do coronel James Steele e do general Petraeus. Essa política sistemática de limpeza étnica causou 4 milhões de refugiados iraquianos.
A cidade de Faluja, devastada pelos invasores por seu papel de liderança na Resistência, jamais se rendeu e hoje continua sendo um dos maiores centros da luta contra os fantoches. Os invasores assassinaram o presidente iraquiano Sadam Hussein, após um julgamento-farsa, montado pelo Departamento de Justiça dos EUA, assim como dezenas de líderes iraquianos. Mas fracassaram em capturar o novo líder do partido Baas, Izzat Ibrahim Al Douri, vice de Sadam no Conselho da Revolução.
O Iraque pagou um enorme preço pela invasão. Sua infra-estrutura foi destruída pelos bombardeios dos EUA, o país passou a viver sob apagões diários, falta água tratada, o desemprego ultrapassa os 30%, e a corrupção se espalhou com os fantoches e suas negociatas. Sob o urânio depletado deixado pelos bombardeios dos EUA, as taxas de câncer e de defeitos congênitos explodiram. A invasão abriu espaço para a Al Qaeda e seus carros-bomba, que não tinha o menor espaço no Iraque sob Sadam.
Com Sadam, o Iraque havia nacionalizado o petróleo e usado essa riqueza para emancipar o país, elevar as condições de vida do povo, instruí-lo em universidades, criar um dos maiores desenvolvimentos humanos, senão o maior, do Oriente Médio, que nem mesmo as agruras extremas dos dez anos de bloqueio haviam logrado destruir. Agora, o país se depara com a herança maldita da invasão e com a tarefa de derrubar o governo fantoche, e pôr no lugar um regime popular que restaure a democracia, a unidade nacional e a soberania. É uma situação muito dura, mas o mais difícil, botar para fora os ianques, já foi feito.
A.P.
HORA DO POVO

E MAIS:

Para as mulheres Iraquianas a promessa dos EUA de democracia é tudo menos libertação
Haifa Zangana
Fonte: guardian.co.uk | Tradução de F. Macias
Uma década depois da invasão do Iraque pelos EUA, a destruição causada pela ocupação estrangeira e o regime que se seguiu tem tido um enorme impacto na vida diária dos Iraquianos – sendo o exemplo mais inquietante a violência contra as mulheres. Ao mesmo tempo, a política sectária do regime está a forçar as mulheres a abdicar dos seus direitos, arduamente adquiridos, em todos os domínios: emprego, liberdade de circulação, casamento civil, benefícios sociais, e o direito à educação e aos serviços de saúde.
Hoje, as mulheres iraquianas estão a lutar pela sobrevivência e segurança de si próprias e de suas famílias. Mas para muitas, a violência que enfrentam vem da própria instituição que deveria garantir a sua segurança: o Governo. As entidades iraquianas repetem muitas vezes as falsas declarações das autoridades ocupantes dos EUA/RU, dizendo que há poucas ou nenhumas mulheres presas. Um número cada vez maior de organizações de direitos humanos internacionais e iraquianas denunciam o contrário.
As condições das mulheres detidas foi o ponto de partida para os protestos em massa que se expandiram por muitas regiões do Iraque desde 25 de Dezembro de 2012. Os maus-tratos a que são sujeitas pelas forças de segurança são uma grave humilhação – e envolvidos em segredo especialmente desde 2003. Habitualmente há mulheres que são presas como reféns – uma táctica para forçar os seus companheiros a renderem-se e confessarem crimes que lhes foram atribuídos. Faixas e cartazes transportados por centenas de milhares de manifestantes retratam imagens de mulheres atrás de grades exigindo justiça.
Segundo Mohamed al-Dainy, um MP iraquiano, houve 1.053 casos de estupro documentados, pelas tropas ocupantes e forças iraquianas, entre 2003 e 2007. Advogados representando ex-presos dizem que as práticas de detenção do Reino Unido entre 2003 e 2008 incluíam assassinatos, espancamentos, dissimulações, privação do sono, nudez forçada e humilhação sexual, às vezes envolvendo mulheres e crianças. Os abusos eram endémicos, alegam os advogados dos prisioneiros e tinham origem nos “sistemas, controlo e treino” do exército britânico.
Estas mesmas forças de ocupação treinaram as forças iraquianas. Muitas vezes os abusos ocorriam sob a supervisão de comandos norte-americanos que não se dispunham a intervir, como relatou o Washington Post:
“De todas as carnificinas no Iraque, nenhuma é mais impressionante do que a campanha de tortura e homicídios executada pelas forças policiais governamentais treinadas pelos EUA.”
No rescaldo de Abu Ghraib, os prisioneiros foram entregues às forças iraquianas: Isto permitiu que eles fossem torturados enquanto as tropas de ocupação negavam qualquer responsabilidade.
Hoje o Iraque pode vangloriar-se de ter uma das mais altas taxas de execuções do mundo. Num único dia, em 19 de Janeiro 2012, 34 pessoas incluindo duas mulheres, foram executadas – um acto descrito como chocante, por Navi Pillay, do Alto Comissariado para os Direitos Humanos na ONU: “Dada a falta de transparência dos processos judiciais, as maiores preocupações são devidas ao processo e justiça dos julgamentos, e à vastíssima gama de crimes para os quais a pena de morte pode ser imposta no Iraque.”
Não admira que dez anos após a invasão as autoridades iraquianas sejam acusadas pela Human Rights Watch, sedeada nos EUA, de “violarem impunemente os direitos dos cidadãos iraquianos mais vulneráveis, especialmente mulheres e prisioneiros”. Esta acusação da H.R.W. foi divulgada por um relatório dos comités de mulheres famílias e filhos pelos direitos humanos do próprio parlamento iraquiano, os quais descobriram que há 1.030 mulheres detidas a sofrer de múltiplos abusos, incluindo ameaças de violação.
Em resposta a estes dados, o Primeiro Ministro Nouri al-Maliki ameaçou “prender aqueles membros do parlamento que tinham questionado a violência contra as mulheres presas”. Entretanto, o Vice Primeiro ministro Hussain al-Shahristani reconheceu que há 13.000 prisioneiros sob custódia acusados de terrorismo, mas ele só mencionou mulheres detidas incidentalmente:
“Nós transferimos todas as mulheres para prisões das suas áreas de residência”
A declaração de Al-Shahristani é uma de uma longa lista de declarações contraditórias e ilusórias feitas pelos mais altos funcionários do regime – desde al-Maliki a falar de “não mais do que um punhado de mulheres terroristas”, até à sua promessa incoerente que perdoará “ todas as mulheres que foram presas sem uma ordem judicial ou em lugar de algum familiar que cometeu um crime”. A essa promessa seguiu-se um desfile de nove mulheres com uma capa preta da cabeça aos pés, no canal oficial da TV estatal al-Iraqiya, como um gesto “de boa vontade” do regime.
Manifestantes e organizações iraquianas de direitos humanos estimam que há 5.000 mulheres detidas. A verdade tem vindo a ser conhecida pouco a pouco. Há algumas semanas, foram libertadas 168 mulheres e houve promessas de que outras 32 seriam libertadas. Ninguém acusado de tortura, violações ou abusos foi ainda levado à justiça.
E era suposto tudo ser muito diferente. Como foi prometido às mulheres Iraquianas. Um sistema político de quotas, criado no Iraque pós-invasão, foi concebido para garantir que pelo menos 25% dos membros do parlamento fossem mulheres. Isso foi aclamado como uma grande conquista do “Novo Iraque” – em comparação com os 8% de representação feminina no regime Baathista. Mas essa estatística não tem sido senão um pretexto para encobrirem os crimes do regime contra as mulheres.
Na verdade, o Governo de al-Maliki desde então prescindiu das quotas para os cargos no Governo: Há apenas uma ministra entre 44 lugares. Mas mesmo esta nomeação contém uma enorme ironia: o ministro dos assuntos da mulher, Ibtihal al-Zaidi, não hesitou em declarar:
“Eu estou contra a igualdade entre homens e mulheres. Se as mulheres fossem iguais aos homens iriam perder muito”.
Talvez sem surpresa, muitas organizações de mulheres exigiram a abolição do ministério dos assuntos da mulher, depois do ministro adoptar uma posição contra e não a favor, dos direitos da mulher.
Os direitos humanos, incluindo os direitos da mulher, são um teste decisivo para a democracia. As declarações de altos funcionários, incluindo o próprio Primeiro- Ministro, mostram que de facto – ao contrário do que alguns Iraquianos esperavam – os “libertadores” definiram as condições para a continuação da injustiça. E essa, por sua vez, dá origem ao extremismo. ( TRIBUNAL IRAQUE )

agosto 29, 2012

Por crimes de guerra: manifestantes queriam prender Condoleezza Rice durante Convenção Republicana

A polícia de Tampa, cidade norte-americana onde se está a realizar a convenção do partido republicano, impediu hoje cerca de uma dúzia de originais manifestantes de entrarem num evento com a antiga secretária de Estado da administração Bush. Tudo porque tencionavam prendê-la por crimes de guerra.
As protestantes do grupo Code Pink (Código Rosa, em português) tinham consigo algemas e vários cartazes em que pediam a sua prisão e acusam de crimes de guerra, pois era secretária de Estado quando começou a guerra do Iraque.
No entanto, a polícia disse-lhes que tinham de abandonar o local, pois encontravam-se em propriedade privada. O grupo acatou as ordens, mas já anunciou que irá tentar prender outros elementos que fizeram parte da administração de George W. Bush. ( DN )

novembro 27, 2011

Tribunal Kuala Lumpur declara culpados Bush e Blair por crimes de guerra no Iraque

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Qui, 24 de Novembro de 2011
Camila Queiroz
Jornalista da ADITAL
Culpados por crimes contra a Paz na guerra do Iraque, por terem planejado a invasão de março de 2003 desde setembro de 2001, mesmo que o país atingido não tivesse armas de destruição em massa, como se argumentou à época. Esta é a sentença proferida contra George W. Bush, ex-presidente dos Estados Unidos, e Anthony L. Blair, ex-primeiro ministro do Reino Unido. A decisão é do Tribunal de Crimes de Guerra Kuala Lumpur, ocorrido em Kuala Lumpur, capital da Malásia, entre os dias 19 e 22.
Organizado pela Comissão de Crimes de Guerra Kuala Lumpur, da ONG Fundação Kuala Lumpur de Criminalização da Guerra, o julgamento não tem validade real, porém se baseou em investigações concretas, por meio de entrevistas feitas com vítimas da guerra no ano de 2009, e foi realizado com a estrutura de um tribunal comum.
“As evidências demonstraram que ainda em 15 de setembro de 2001 o acusado havia planejado invadir o Iraque. Há documentos que mostram que este plano foi transmitido pelo primeiro acusado ao segundo acusado. O acusado havia tentado buscar a aprovação das Nações Unidas para a invasão. Em 2 de novembro de 2002, a Resolução 1441 desautoriza o uso da força contra Iraque. Pesquisadores das armas haviam confirmado que não havia armas de destruição em massa”, sustenta o veredito.
O texto argumenta que a “intervenção humanitária”, propósito alegado pelos dois países envolvidos – diziam querer livrar o povo iraquiano do ditador Saddam Hussein –, não constitui base para uma invasão. Além disso, o uso da força deve ser autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU, aponta o Tribunal. “A invasão para a mudança de um regime não tem nenhuma base jurídica no direito internacional”, afirma.
“O Tribunal ordena que os nomes dos dois criminosos sejam incluídos no registro de guerra da Comissão de Crimes de Kuala Lumpur. E as conclusões deste Tribunal se darão a conhecer em todas as nações que são firmantes do Estatuto de Roma”, conclui.
Kuala Lumpur considera também que ainda hoje há ameaças de guerra por parte dos países citados e, portanto,”um veredito de culpa servirá como um aviso ao mundo de que os criminosos de guerra podem fugir, mas não podem, em última instância, esconder-se da verdade e da justiça”.

Sobre o Tribunal
Além de julgar crimes contra o paz, o Tribunal de Crimes de Guerra Kuala Lumpur julga crimes contra a humanidade e de genocídio, “especialmente quando órgãos judiciais internacionais relevantes deixam de fazê-lo”.

setembro 17, 2011

Bush usou o 11/09 como pretexto para atacar direitos constitucionais nos EUA

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Os direitos do indivíduo e as liberdades democráticas que ( em um país onde a economia é dominada por monopólios ) já não eram grande coisa, foram pisoteados e a Constituição do país reduzida a farrapos pelo então presidente Bush que fez uso do 11 de setembro para, além de atacar os demais países, tentar silenciar as vozes discordantes e as organizações opositoras à cruzada terrorista contra um país soberano. A seguir publicamos trechos de um artigo que trata da questão, escrito por Vince Warren, Diretor Executivo do Centro de Direitos Constitucionais, intitulado “11 de Setembro e a Década de Declínio da Democracia dos EUA”. ( HORA DO POVO )
“George W. Bush, retalhou a Constituição dos EUA, pisou em cima da Lei dos Direitos Civis (Bill of Rights), descartou as Convenções de Genebra e fez pouco caso dos Estatutos sobre Tortura do país, da Convenção da ONU sobre torturas e punições.
“Estes dez anos foi o mais constante período de decadência constitucional em nossa história. Além disso, ainda que George W. Bush tenha entrado na primeira década do Século 21 desmontando os direitos fundamentais e segurança do povo norte-americano, Barack Obama terminou a década deixando de repor plenamente estes direitos. Seja através de sua própria indecisão, seja pela feroz oposição no Congresso, ele tem sido incapaz de fechar a prisão infame de Guantânamo, como prometeu, e muito menos pensar em fazer qualquer um no governo Bush responsável por seus crimes.
“Esta década de decadência constitucional não aconteceu da noite para o dia, ainda que muito dela tenha sido escondido. Fomos levados a um nevoeiro de segredo, subterfúgio e, em alguns casos, mentiras abertas.
“Nossos princípios constitucionais e democráticos entraram em colapso de forma a tirar o fôlego. Uma eliminação da nossa capacidade de definir o país no qual queremos viver e o qual queremos formar em torno de valores que são cruciais para nossa sobrevivência como uma sociedade dirigida pelo povo e que a ele presta contas.
“O Departamento de Justiça, durante o governo Bush, declarou que a lei simplesmente não se aplica ao presidente. Assim sendo os advogados que o cercavam e ao vice Dick Cheney os aconselharam a ignorar o fato de que o Congresso passara uma lei declarando a tortura ilegal ou a gravação de conversas telefônicas sem mandado judicial.
“O governo Bush criou o paradigma da “Guerra ao terror” não para proteger os EUA de ataques futuros, ainda que este tenha sido o motivo alegado, mas para colocar em vigor uma expansão radical de poder à disposição do presidente acima da lei doméstica ou internacional.
“Sob o Artigo 1 da Constituição, Seção 8, somente o Congresso pode declarar guerra, não o presidente. Isso de fato aconteceu, pela última vez, em 8 de dezembro de 1941 depois que o Japão atacou Pearl Harbor [governo de Franklin Roosevelt]. Portanto todas as guerras subseqüentes dos EUA foram ilegais, incluindo as de Obama contra o Iraque, Afeganistão, Paquistão, Líbia e outros.

fevereiro 17, 2011

Colin Powell quer que CIA e Pentágono “se expliquem” sobre fonte furada que inventou armas de Saddam e levou EUA a destruir Iraque, assassinar indivíduos e massacrar pessoas

Colin Powell pede contas à CIA e ao Pentágono
O ex-secretário de Estado norte-americano admite que deu como credível a fonte iraquiana que mais recentemente veio mentiu sobre a existência de armas de biológicas de destruição maciça para derrubar o ditador
Ex-secretário de Estado Colin Powell pediu à CIA e ao Pentágono para se explicarem, porque foram os serviços de inteligência que lhe passaram informação confiável que se revelou fundamental para a invasão do Iraque, notícia The Guardian .
No discurso decisivo de Powell nas Nações Unidas, a 5 de Fevereiro de 2003, o então secretário de Estado norte-americano afirma que os serviços de inteligência dos Estados Unidos estavam seguros que líder do Iraque, Saddam Hussein, promovia um programa armas biológicas de destruição maciça e que a informação foi obtida a partir de um desertor, com o nome de código Curveball
Esse desertor, um engenheiro químico, admitiu entretanto que mentiu com o objectivo de provocar a queda do ditador Hussein.
No entanto, Powell afirma ao jornal britânico: «Sabe-se há vários anos que a fonte designada por Curveball era totalmente confiável».
«A questão deve ser posta à CIA e do DIA – Defense Intelligence Agency – que desconheciam que se tratava a informação falsa o que escreverem no relatório enviado ao Congresso», diz Powell.
O desertor, cujo nome verdadeiro é Rafid Ahmed Alwan al-Janabi, disse ao The Guardian que mentiu aos BND – serviços secretos da Alemães, em 2000, quando disse que o Iraque construía armas biológicas em fábricas clandestinas.
Durante discurso de Powell nas Nações Unidas, Janabi foi descrito como «um engenheiro químico do Iraque», que terá «supervisionado uma dessas instalações».
Janabi foi exposto como uma fonte não fiável quando os alemães se encontraram com Bassil Latif, o seu ex-chefe na Comissão Militar da Indústria no Iraque, que desmentiu o que ele afirmava.
No entanto, os serviços secretos alemães continuaram a cooperar com o engenheiro químico e as falsas declarações acabaram por ser transferidas para os principais responsáveis políticos dos Estados Unidos pelos serviços de inteligência.
A invasão do Iraque já causou a morte a mais de 100 mil civis [ ???????http://www.justforeignpolicy.org/iraq/iraqdeaths_pg.html  ] e arruinou e condenou o então presidente dos EUA, George W. Bush e seu secretário de Defesa Donald Rumsfeld.
( TVI24 )

fevereiro 16, 2011

Al-Janabi confessa que inventou armas químicas no Iraque

Opositor de Saddam Hussein deixou o Iraque em 1995.
Rafid Ahmed Alwan al-Janabi admitiu pela primeira fez em público que inventou que o Iraque tinha armas químicas apenas para se vingar do ditador Saddam Hussein.
Numa entrevista do Guardian, Al-Janabi, que se tornou informador da CIA depois de fugir do Iraque em 1995, disse: “Tive a oportunidade de me livrar dele e aproveitei”.
“Curveball”, em português bola curva, nome por que é conhecido no mundo dos serviços de informações secretas, diz ter-lhe sido prometida a reunião com a mulher e os filhos na Alemanha, que era onde vivia na altura.
Agora, com Saddam morto, tal como milhares de iraquianos que perderam a vida desde a guerra de 2003, Al-Jabani diz-se horrorizado com as consequências do seu acto.
As suas declarações foram usadas como argumento pela Administração de George W. Bush para invadir aquele país do golfo Pérsico em Março daquele ano.
( DIÁRIO DE NOTÍCIAS )

dezembro 30, 2010

Turquia: Jornalista curda condenada a 138 anos de prisão

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 4:13 pm

Uma ex-jornalista de um diário curdo da Turquia, Emine Demir, foi condenada hoje por um tribunal de Diyarbakir (sudeste) a 138 anos de prisão por propaganda aos separatistas curdos, noticiou a agência Anatólia
A jornalista do “Azadiya Welat” (País Livre) foi considerada culpada de ter defendido nos seus artigos a causa do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), organização considerada terrorista por vários países e pela Turquia. A pena foi mais pesada, segundo o tribunal, porque Demir infringiu reiteradamente a lei entre 2008 e 2009.
A ex-jornalista pode recorrer da sentença, lida no mesmo dia em que o presidente turco, Abdullah Gul, iniciou uma visita a Diyarbakir, a cidade mais importante da região de maioria curda do sudeste da Turquia.
A comunidade curda da Turquia conta 10 a 15 milhões de pessoas. Depois de anos de combate aos separatistas, que culminaram em 1999 com a detenção do líder do PKK Abdullah Ocalan, a Turquia tem adotado várias leis concedendo direitos culturais aos curdos, no âmbito das reformas necessárias para uma futura adesão à União Europeia. Mantém-se no entanto a pressão sobre os media curdos, havendo vários jornalistas detidos por fazerem a apologia do PKK ou de Ocalan.
( LUSA )

 

agosto 6, 2010

Tareq Aziz: “Barack Obama é ‘hipócrita’!”

Ex-chanceler de Saddam diz que Obama é hipócrita
O ex-vice-primeiro-ministro e ex-chanceler do Iraque, Tariq Aziz disse que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é um “hipócrita” e que os EUA e a Grã-Bretanha “deixaram o Iraque aos lobos”. Aziz deu as declarações em entrevista exclusiva ao jornal britânico The Guardian, que publicou o conteúdo na internet.
Aziz, que era um dos mais próximos conselheiros do presidente do Iraque, Saddam Hussein (1937-2006), foi também chanceler do Iraque entre 1983 e 1991. Preso em 2003 após a invasão norte-americana do país, essa foi a primeira entrevista concedida por Aziz desde então.
“Nós somos todos vítimas da América e da Grã-Bretanha”, disse Aziz. Segundo ele, a retirada precipitada das tropas de combate norte-americanas, num momento em que ocorre o aumento da violência no país, provocará a “morte” do Iraque.
“Por 30 anos Saddam Hussein construiu o Iraque e agora está tudo destruído”, disse. “Existe mais fome, existem mais doenças que antes, as pessoas não têm mais serviços”, completou. “Eu me senti encorajado quando (Obama) foi eleito, porque pensei que ele iria corrigir alguns erros de Bush”, afirmou.
Aziz, atualmente encarcerado numa prisão perto de Bagdá, evitou criticar Saddam e o regime do qual foi uma das lideranças por mais de 20 anos. Na época, o Iraque atacou o Irã (em 1980), iniciando uma guerra que durou oito anos e dizimou centenas de milhares de vidas, e em seguida invadiu o Kuwait, no final de 1990 (Guerra do Golfo). “Guerras são guerras, existem razões para elas”, justificou. “Saddam não mentiu e não distorcia os fatos”, completou Aziz, que cumpre sentença de 15 anos de prisão.
( Publicado em REPORTER DIÁRIO )

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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