ENCALHE

março 30, 2013

Globo consegue fechar blog de seu ex-jornalista que, um dia, teve sua matéria mostrando que Serra foi o mais generoso com a Máfia de Ambulâncias censurado pela própria emissora

Luiz Carlos Azenha anuncia o fim do blog Viomundo

O jornalista Luiz Carlos Azenha anunciou na sexta-feira 29 que deixará de editar o blog Viomundo. Ele se despediu dos leitores em sua página do Facebook e justificou a decisão: a série de processos movidos contra ele em razão de críticas direcionadas à Rede Globo e ao diretor de Jornalismo Ali Kamel. “Eu estou no limite”, escreveu.
No blog, Azenha escreveu detalhes sobre a decisão. “Por mais que isso me doa profundamente no coração e na alma, devo admitir que perdemos. Não no campo político, mas no financeiro. Perdi. Ali Kamel e a Globo venceram. Calaram, pelo bolso, o Viomundo”.

Leia abaixo a íntegra da despedida, originalmente publicada em Viomundo:

Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa
por Luiz Carlos Azenha

Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.
No facebook, leitores manifestam apoio ao blog e ao jornalista Luiz Carlos Azenha. Foto: Militância de Esquerda
Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da emissora em Nova York. Fui o repórter destacado para cobrir o candidato tucano Geraldo Alckmin durante a campanha de 2006. Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser “esquecidas”– tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula.
Vi colegas, como Mariana Kotscho e Cecília Negrão, reclamando que a cobertura da emissora nas eleições presidenciais não era imparcial.
Um importante repórter da emissora ligava para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dizendo que a Globo pretendia entregar a eleição para o tucano Geraldo Alckmin. Ouvi o telefonema. Mais tarde, instado pelo próprio ministro, confirmei o que era também minha impressão.
Pessoalmente, tive uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada. A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras. [ grifo do ENCALHE ]
Quando uma produtora localizou no interior de Minas Gerais o ex-assessor do ministro da Saúde Serra, Platão Fischer-Puller, que poderia esclarecer aspectos obscuros sobre a gestão do ministro no governo FHC, ela foi desencorajada a persegui-lo, enquanto todos os recursos da emissora foram destinados a denunciar o contador do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, este posteriormente absolvido de todas as acusações.
Tive reportagem sobre Carlinhos Cachoeira — muito mais tarde revelado como fonte da revista Veja para escândalos do governo Lula — ‘deslocada’ de telejornal mais nobre da emissora para o Bom Dia Brasil, como pode atestar o então editor Marco Aurélio Mello.
Num episódio específico, fui perseguido na redação por um feitor munido de um rádio de comunicação com o qual falava diretamente com o Rio de Janeiro: tratava-se de obter minha assinatura para um abaixo-assinado em apoio a Ali Kamel sobre a cobertura das eleições de 2006.
Considero que isso caracteriza assédio moral, já que o beneficiado pelo abaixo-assinado era chefe e poderia promover ou prejudicar subordinados de acordo com a adesão.
Argumentei, então, que o comentarista de política da Globo, Arnaldo Jabor, havia dito em plena campanha eleitoral que Lula era comparável ao ditador da Coréia do Norte, Kim Il-Sung, e que não acreditava ser essa postura compatível com a suposta imparcialidade da emissora. Resposta do editor, que hoje ocupa importante cargo na hierarquia da Globo: Jabor era o “palhaço” da casa, não deveria ser levado a sério.
No dia do primeiro turno das eleições, alertado por colega, ouvi uma gravação entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e um grupo de jornalistas, na qual eles combinavam como deveria ser feito o vazamento das fotos do dinheiro que teria sido usado pelo PT para comprar um dossiê contra o candidato Serra.
Achei o assunto relevante e reproduzi uma transcrição — confesso, defeituosa pela pressa – no Viomundo.
Fui advertido por telefone pelo atual chefão da Globo, Carlos Henrique Schroeder, de que não deveria ter revelado em meu blog pessoal, hospedado na Globo.com, informações levantadas durante meu trabalho como repórter da emissora.
Contestei: a gravação, em minha opinião, era jornalisticamente relevante para o entendimento de todo o contexto do vazamento, que se deu exatamente na véspera do primeiro turno.
Enojado com o que havia testemunhado ao longo de 2006, inclusive com a represália exercida contra colegas — dentre os quais Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e Carlos Dornelles — e interessado especialmente em conhecer o mundo da blogosfera — pedi antecipadamente a rescisão de meu contrato com a emissora, na qual ganhava salário de alto executivo, com mais de um ano de antecedência, assumindo o compromisso de não trabalhar para outra emissora antes do vencimento do contrato pelo qual já não recebia salário.
Ou seja, fiz isso apesar dos grandes danos para minha carreira profissional e meu sustento pessoal.
Apesar das mentiras, ilações e tentativas de assassinato de caráter, perpretradas pelo jornal O Globo* e colunistas associados de Veja, friso: sempre vivi de meu salário. Este site sempre foi mantido graças a meu próprio salário de jornalista-trabalhador.
O objetivo do Viomundo sempre foi o de defender o interesse público e os movimentos sociais, sub-representados na mídia corporativa. Declaramos oficialmente: não recebemos patrocínio de governos ou empresas públicas ou estatais, ao contrário da Folha, de O Globo ou do Estadão. Nem do governo federal, nem de governos estaduais ou municipais.
Porém, para tudo existe um limite. A ação que me foi movida pela TV Globo ( nominalmente por Ali Kamel ) me custou R$ 30 mil reais em honorários advocatícios.
Fora o que eventualmente terei de gastar para derrotá-la. Agora, pensem comigo: qual é o limite das Organizações Globo para gastar com advogados?
O objetivo da emissora, ainda que por vias tortas, é claro: intimidar e calar aqueles que são capazes de desvendar o que se passa nos bastidores dela, justamente por terem fontes e conhecimento das engrenagens globais.
Sou arrimo de família: sustento mãe, irmão, ajudo irmã, filhas e mantenho este site graças a dinheiro de meu próprio bolso e da valiosa colaboração gratuita de milhares de leitores.
Cheguei ao extremo de meu limite financeiro, o que obviamente não é o caso das Organizações Globo, que concentram pelo menos 50% de todas as verbas publicitárias do Brasil, com o equivalente poder político, midiático e lobístico.
Durante a ditadura militar, implantada com o apoio das Organizações Globo, da Folha e do Estadão — entre outros que teriam se beneficiado do regime de força — houve uma forte tentativa de sufocar os meios alternativos de informação, dentre os quais destaco os jornais Movimento e Pasquim.
Hoje, através da judicialização de debate político, de um confronto que leva para a Justiça uma disputa entre desiguais, estamos fadados ao sufoco lento e gradual.
E, por mais que isso me doa profundamente no coração e na alma, devo admitir que perdemos. Não no campo político, mas no financeiro. Perdi. Ali Kamel e a Globo venceram. Calaram, pelo bolso, o Viomundo.
Estou certo de que meus queridíssimos leitores e apoiadores encontrarão alternativas à altura. O certo é que as Organizações Globo, uma das maiores empresas de jornalismo do mundo, nominalmente representadas aqui por Ali Kamel, mais uma vez impuseram seu monopólio informativo ao Brasil.
Eu os vejo por aí.

PS do Viomundo: Vem aí um livro escrito por mim com Rodrigo Vianna, Marco Aurelio Mello e outras testemunhas — identificadas ou não — narrando os bastidores da cobertura da eleição presidencial de 2006 na Globo, além de retratar tudo o que vocês testemunharam pessoalmente em 2010 e 2012.

PS do Viomundo 2: *Descreverei detalhadamente, em breve, como O Globo e associados tentaram praticar comigo o tradicional assassinato de caráter da mídia corporativa brasileira.

CARTA CAPITAL

março 20, 2013

Dinheiro da Privataria Tucana voltando em forma de picolé?

Por que Lemann e Verônica pagaram tanto pelo  picolé?
Tomando como  exemplo a compra da gigante americana Heinz, pelo fundo 3G, de Jorge Paulo  Lemann, há pouco mais de um mês, o negócio foi fechado por duas vezes o  faturamento e 19 vezes o lucro da companhia. No caso da minúscula sorveteria  Diletto, adquirida por Verônica Serra, filha de José Serra, e o bilionário  Lemann, os parâmetros foram totalmente distintos, numa aquisição precificada em  17 vezes o faturamento de uma sorveteria que talvez ainda nem tenha começado a  lucrar. Ou há muita confiança ou algo ainda permanece misterioso na  transação

Brasil 247 – No dia 14 de março deste ano, o fundo 3G,  do bilionário Jorge Paulo Lemann, protagonizou a maior aquisição da história da  indústria alimentícia. Por US$ 23 bilhões, ele e seus sócios compraram a  gigantesca empresa norte-americana Heinz, dona da principal marca de ketchups do  mundo.
Negócios desse porte sempre obedecem a  critérios claros e objetivos. No caso da Heinz, o 3G pagou o equivalente a duas  vezes o faturamento da Heinz, de US$ 11,5 bilhões no ano passado, e 19 vezes o  lucro da companhia. Essa relação preço/lucro, o chamado P/E (price/earnings), é  o principal parâmetro utilizado em avaliações de empresas. Uma relação de dez  vezes o lucro, muitas vezes, é adequada numa aquisição, mas há também casos em  que se pagam prêmios, como no caso da Heinz.
Nada, no entanto, é comparável ao negócio  fechado por Lemann e Verônica Serra, sócios do fundo Innova, na compra de 20% da  minúscula sorveteria Diletto, de Cotia (SP), por R$ 100 milhões. A empresa, que  tem dois anos de vida e fatura R$ 30 milhões por ano, foi avaliada em R$ 500  milhões. Ou seja: 17 vezes o faturamento. Se o critério utilizado na Heinz fosse  semelhante, a empresa americana valeria US$ 195,5 bilhões, e não os US$ 23  bilhões pagos pelo 3G. A relação preço/lucro da Diletto é desconhecida, uma vez  que seus números não são públicos e não se sabe sequer se a companhia começou a  lucrar.
Procurados pela reportagem do 247, nem o fundo  Innova nem o bilionário Lemann informaram quais foram os critérios que embasaram  a aquisição. Por exemplo, quem fez a avaliação e quais foram os parâmetros  utilizados?
Verônica, como se sabe, é filha de José Serra  e teve seus negócios esquadrinhados no livro “Privataria Tucana”, um best-seller  publicado pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior.  Depois de uma bolsa de  estudos em Harvard, concedida pelo próprio Jorge Paulo Lemann, ela se tornou  gestora de fundos de investimento, ao lado do marido Alexandre Bourgeois.
Lemann, por sua vez, foi diretamente  beneficiado no governo FHC, pela decisão mais importante de sua trajetória  empresarial: a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o  Cade, da fusão entre Brahma e Antarctica, ocorrida em 1999, que lhe deu 70% do  mercado brasileiro e musculatura monopolista para crescer em outros  países.
Naquele momento, o Cade era presidido por  Gesner Oliveira e José Serra era candidato à sucessão de FHC. Serrista de  carteirinha, Gesner se tornou presidente da Sabesp, estatal de saneamento, no  governo tucano. E, depois da fusão Brahma-Antarctica, o Cade jamais voltou a  permitir a realização de outros atos de concentração de mercado tão intensos.  Por exemplo, ao comprar a Sadia, a Perdigão se viu forçada a vender vários  ativos.
Leis que restringem monopólios existem nos  Estados Unidos desde o início do século passado para proteger indivíduos e  consumidores do poder das grandes corporações. Recentemente, ao tentar comprar a  cervejaria mexicana Modelo, Lemann teve suas pretensões barradas por autoridades  regulatórias dos Estados Unidos, país onde ele também enfrenta a acusação de  aguar a cervejaria Budweiser, prejudicando a qualidade de um ícone americano, em  favor do lucro.
O caso Diletto é tão fora dos padrões que  gerou até uma movimentação atípica, nos meios de comunicação, para preservar as  imagens de Lemann e de Verônica. Nas reportagens, o nome da filha de Serra  aparece no fim, quase escondido. Além disso, embora a transação tivesse sido  anunciada na noite de segunda-feira, uma reportagem-exaltação já aparecia  impressa, na manhã do dia seguinte, na versão brasileira da revista Forbes,  sobre o “estilo Lemann” e o porquê da decisão de entrar no mercado de  sorvetes.
Em reportagem anterior do 247 sobre o caso  (leia mais aqui), diversos leitores levantaram uma questão  intrigante: será que, por meio de uma aquisição totalmente fora dos parâmetros  tradicionais, recursos oriundos da chamada “privataria” estariam sendo  internalizados no Brasil?

EXTRAÍDO DO Blog Sujo  == > Dinheiro da Privataria voltando em forma de picolé?

novembro 1, 2012

Hipocrisia eleitoral do José Serra: um dia depois do segundo turno eleitoral, Favela de Paraisópolis passou de menina dos olhos de José Serra para monturo repleto de bandidos malévolos e malditos

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 6:10 pm

Passado o segundo turno, Paraisópolis vai de bairro-modelo de Serra a favela-pesadelo de Alckmin
Poucas horas haviam se passado desde a derrota do tucano quando o governo estadual anunciou que da comunidade da zona sul paulistana haviam partido as ordens para os ataques contra policiais
São Paulo – “Conjuntos habitacionais caprichados, com toda a infraestrutura, lazer. Trabalho do Serra, que deu um duro danado para botar ordem na bagunça deixada na habitação pelo PT.” Esta era a favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, até a meia-noite de segunda-feira (29), quando a cidade debatia propostas para o futuro e a comunidade era um modelo que o candidato do PSDB à prefeitura, José Serra, prometia estender para todas as áreas do município.
Serra amargurava as primeiras horas da derrota para Fernando Haddad (PT) quando a Secretaria de Segurança Pública do governador Geraldo Alckmin (PSDB), também tucano, determinou que a Polícia Militar promovesse um cerco à favela – “um bairro, não uma favela”, nas palavras do ex-candidato. “Moradia não é apenas casa construída. Moradia é asfaltamento, água, luz, energia elétrica, escola, saúde. É só olhar o que foi feito em Paraisópolis, o que foi feito em Heliópolis”, vangloriava-se Serra durante o debate eleitoral no SBT, menos de uma semana antes da ocupação policial.
O retrato pintado por Valdemir Marcondes, da Associação Filhos de Paraisópolis, em entrevista à Rádio Brasil Atual, é um pouco diferente. “A polícia chega sem mandato que permita a entrada nas casas, ela já chega invadindo. Para as mães que deixam as crianças em casa isso é bem complicado”, diz.
Também para o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, Paraisópolis é diferente do mar de tranquilidade mostrado na propaganda eleitoral. Foi de lá, disse o secretário, que partiram as ordens para os primeiro ataques contra policiais – 88 haviam sido mortos este ano até ontem. Aquela é a área de atuação do traficante Antonio Cesário da Silva, o Piauí, que recentemente deixou a cadeia. Seria ele, segundo o governo estadual, o responsável por ordenar os crimes. De acordo com dados da Secretaria de Segurança, as ocorrências de tráfico de entorpecentes na região do Morumbi, onde fica a favela do Paraisópolis, subiram de duas, em julho, para quatro, em agosto, número que se repetiu em setembro. No ano passado foram 15 ocorrências no local. Nos primeiros nove meses deste ano, o número já chegou a 17.
“É um momento de dificuldades pelo número de mortes, que impressiona, mas não é crise”, disse Ferreira. “Estamos buscando a motivação desses crimes e não vamos descansar enquanto não encontrarmos todos os autores”, acrescentou. O governo federal diz que ofereceu ajuda antes de a situação se complicar, mas a gestão estadual nega esta versão.
Enquanto isso, os moradores de Paraisópolis deixam claro que preferem ser algo mais que o cenário da propaganda eleitoral. Eles entendem que a comunidade deve receber mais atenção do poder público por meio de políticas sociais, e não policiais, como lembra Marcondes. “As ações pontuais não resolverão os problemas. Precisamos de mais ação social por parte do governo, com mais creches, áreas de lazer, e muitas outras coisas.” ( REDE BRASIL ATUAL  )

outubro 26, 2012

Serra pagou R$ 500 mil a falsificador por falso site de Haddad. Responsável se diz assessor do deputado Arnaldo Faria de Sá

Falsificador recebeu mais de R$ 500 mil da campanha de Serra
Luis Nassif
Os advogados da coligação Para Mudar e Renovar São Paulo acusaram frontalmente a campanha de José Serra pela confeção do site falso atacando o adversário.
O responsável é Huayana Batista Tejo, presidente da empresa Soluções Originais em Desenvolvimento e Arte Ltda., ou SODA Virtual, contratada por R$ 250 mil pela campanha de Serra. Até 2a feira, a empresa já havia recebido R$ 531 mil da campanha de Serra.
A empresa foi responsável tanto pelo site falso quanto pelo jogo “Missão Impossível”, veiculado no Facebook.
No cache do Google, é possível saber mais sobre Huayana. Ele atuou também na campanha de 2010, para presidência da República.
Na Rede do PSDB, nas mensagens dirigidas a Huayana, lê-se as seguintes:
◦ Casado gestor público,com Leandra pedagoga e pai de Marianna, Gastronoma , todos SERRISTAS, assessor do Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá,evangélicos, crentes que devemos banir a maior quadrilha de todos os tempos e eleger Serra Presidente do Brasil.
◦ Sou SERRA 45! E NO DIA 31 NÃO DEIXEM A BRUXA VENCER! DIGA SIM A VIDA E SIM AO BRASIL! VOTE 45!

http://www.advivo.com.br/node/1113903

Mandaram a lei e o direito para o espaço: STF declara guerra contra democracia e a justiça social

Acatar autoridade de um quisto fascista é abusar do direito à ingenuidade
O relator Barbosa, no seu frenesi persecutório, não se ateve aos limites do Código Penal (e, portanto, da Constituição) ao propor penas para os réus da Ação Penal 470. Sem provas contra os réus, por pouco não manda alguém para a Ilha do Diabo, apesar desta ficar numa colônia francesa – e do presídio estar fechado há alguns anos… Foi de um ridículo atroz, comprometendo o Supremo, cuja autoridade repousava na aplicação da lei, num aborto jurídico e moral, golpista até os cueiros. Ao desprezar a única fonte de sua autoridade, quem respeitará o STF? Aliás, por que respeitá-lo?
HORA DO POVO
No afã de condenar, Joaquim Barbosa ignora Código Penal
Para ele, o que vale agora é a culpa presumida. Com a decisão do Supremo, a autoridade moral do tribunal vaporiza-se
O afã do ministro Barbosa era tanto, para condenar os réus, que na terça-feira esqueceu-se de que, exceto quando se está numa monarquia ou ditadura absolutas, não é possível condenar alguém a uma pena que não esteja prevista no Código Penal. Em Espanha, na década de 30 do século passado, Franco estabeleceu – evidentemente, contra a lei – que, nas condenações à morte, os pedidos de clemência não poderiam ser apreciados antes da execução da pena. Porém, Barbosa não tem as tropas de Hitler e Mussolini para sustentar sua propensão de colocar-se acima do Código Penal (e, aliás, da Constituição)…
Por isso, foi de um ridículo atroz. Mas a isso chegou a histeria, subproduto inevitável da submissão a um torpe esquema, de resto golpista até os cueiros.
Já se sabe há muito, a histeria é uma manifestação de impotência, nesse caso auto-infligida por ilusão de que os refletores da mídia serão eternos – quando nem mesmo essa mídia golpista é eterna. Menos ainda, os seus refletores.
Longe de ser uma demonstração de sua ignorância – o que, provavelmente, também é – o festival de erros fornecido por Barbosa ao público, mostrou, sem pundonor algum, o espírito que presidiu ao julgamento da Ação Penal nº 470 (AP 470): o desprezo pelas leis, a começar pela Constituição, o desrespeito aos mínimos procedimentos civilizados do que se chama Justiça – por exemplo, a dispensa de provas para condenar alguém – e a parcialidade, o partidarismo e a raivosa perseguição política, no mesmo nível, infinitamente baixo, das teorias nazistas a que se recorreu (e só podia ser a elas) para consumar esse aborto jurídico e moral.
Se o leitor não gosta do José Dirceu ou do José Genoino – ou do PT -, isso não tem a menor importância: nem por isso, certamente, será a favor de um esbulho. Basta colocar-se no lugar deles. Como escreveu Martin Luther King em sua Carta da Prisão de Birmingham, “a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todos os lugares” (“injustice anywhere is a threat to justice everywhere”).
Um dos perpetradores, o sr. Ayres de Britto, nada menos que o presidente do STF, declarou, há dias, que as condenações lhe deixavam com um “gosto amargo na boca. Gosto de jiló, mandioca roxa, berinjela crua”.
Ninguém que esteja fazendo justiça sente-se com uma mandioca roxa na boca – muito menos uma berinjela crua ou um jiló. Mas, é forçoso reconhecer, há quem goste de um jiló – quem sabe se de uma mandioca roxa ou de uma berinjela crua? Mas, seja como for, esse não é o gosto da justiça…
Alexis de Tocqueville, o historiador francês do século XIX, escreveu – se não nos falha a memória, em seu livro sobre o sistema penitenciário dos EUA – que “o grande objetivo da Justiça é substituir a ideia da violência pelo Direito”.
Parece tão óbvio que somente agora, diante dessa substituição do Direito pela violência, percebemos que a frase de Tocqueville é algo mais profunda do que até então havíamos considerado. Pelo menos, não é uma banalidade. Realmente, não é por acaso que o fascismo jamais conseguiu conviver com o Direito, exceto com suas caricaturas e simulacros horrendos – e, aliás, a rigor, nem com estes.
Sem dúvida, os que desempenharam esse lastimável papel ganharam alguns editoriais, o mais das vezes de um nazismo meia-tigela – porque sem força para se impor sobre a nação. Naturalmente, não existem odes escritas em homenagem a Pilatos. Mas, antes não tivessem ganho nem esses editoriais: acabaram por obter um documento próprio para a sua execração pública – e histórica. O que pensará um descendente, ao saber que o grande apoio que seu antepassado angariou foi o de um certo Cabeção, que exibe seus dotes amestrados no canil – quer dizer, no órgão oficial – da quadrilha Cachoeira?
Antes a morte do que tal notoriedade.
No entanto, é inevitável que os atentados à democracia – ao povo e a seus interesses – tenham esse fim.
Os integrantes do STF que colocaram sua instituição nessa triste situação que arquem com as consequências. A única força que o Supremo tinha era a sua autoridade moral – isto é, nas palavras de Rui Barbosa, a de ser o “guardião das leis”, o tribunal máximo que garantia a aplicação das leis. Sua autoridade provinha, exatamente, da lei e de sua fidelidade a ela. Nas palavras de um dos ministros que mais honraram o Supremo, Evandro Lins e Silva, citando outro (Pedro Lessa, que foi, precisamente, o primeiro negro na história do STF):
“O grande Ministro Pedro Lessa já estigmatizara a figura do ‘juiz legislador’, não prevista ‘pelos que organizaram e limitaram os nossos poderes políticos’. (….) Em nosso sistema, a fonte primária do direito é sempre a lei, emanada do Poder Legislativo, para isso eleito pelo povo diretamente. Os juízes não têm legitimidade democrática para criar o direito, porque o povo não lhes delegou esse poder. A sua função precípua, na organização estatal, é a de funcionar como árbitros supremos dos conflitos de interesse na aplicação da lei” (Evandro Lins e Silva, “Crime de hermenêutica e súmula vinculante”, Consulex nº 5, 1997).
Se a figura do “juiz legislador” é um estigma desde os tempos de Pedro Lessa (ministro do STF de 1907 a 1921), pior ainda o “juiz executor” – aquele que serve aos poderosos no delírio de que está exercendo algo parecido com uma ditadura judicial. Cícero tinha razão ao dizer que “um juiz iníquo é pior do que um carrasco”.
O problema é que, se a maioria atual dos membros do STF desbarata a própria fonte do que até então constituía a sua autoridade, quem respeitará essa autoridade? Em toda a História, a obrigação dos homens e mulheres decentes sempre foi a de não coonestar e não se submeter à iniquidade e à injustiça.

E MAIS:

Amigos que lutaram com Dirceu e Genoino contra a ditadura preparam reação à decisão do STF
Amigos antigos de militância de José Dirceu e José Genoino articulam uma reação política à condenação deles pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O grupo “Os Amigos de 68″, que reúne ex-presos políticos, realizou um almoço de solidariedade aos dois no domingo (21), na casa de Ana Corbisier, que militou com o ex-ministro no Movimento de Libertação Popular (Molipo).
Para os presentes, os petistas foram injustiça-dos e o rigor da condenação está, de alguma forma, relacionado ao passado deles. “Deve haver uma reação. Esse processo foi muito desigual. É complicado quando a Justiça se politiza”, avaliou José Luiz Del Roio, ex-militante contra a ditadura e ex-senador na Itália.
Os “amigos de 68″ não descartam iniciar um movimento político mais amplo, que inclua o tema da reforma política e uma análise do Judiciário, ou organizar uma mobilização de apoio direto aos ex-guerrilheiros.
Segundo o cineasta Cláudio Kahns, Genoino e Dirceu “estão empenhados em continuar se defendendo”. “Alguma reação deve ter. Ninguém está satisfeito”, disse, referindo-se a uma mobilização dos “Amigos de 68″ em prol de Genoino e Dirceu.
O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Paulo Vannuchi, que participou do encontro anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, em Águas de Lindoia, interior de São Paulo, disse que o PT vai acatar a decisão do STF, mas, em caso de prisão, os integrantes do partido vão se declarar prisioneiros políticos de um julgamento de exceção.
“Se (o STF) determinar prisão, as pessoas vão para a prisão. Agora, as pessoas não vão admitir que são corruptas, elas vão declarar que são prisioneiras políticas de um julgamento de exceção. Vai ser a razão de viver do Genoino e do Dirceu demonstrar que foram condenados sem provas”, afirmou.

Genoino: não aceito essa condenação de viés autoritário
O ex-presidente do PT, José Genoino, afirmou que sua condenação no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo crime de formação de quadrilha teve “viés autoritário”. “Não me sinto condenado porque sou inocente. Essa condenação política não me atinge”, disse na terça (23), em entrevista à rádio Estadão ESPN.
“Esse julgamento não apresentou provas concretas. Foi feito na base do indício, da dedução, do domínio do fato, que são teses que têm um viés autoritário”, ressaltou Genoino, assinalando que foi condenado sem provas. “É a tirania da tese preestabelecida. Enquanto tiver vida, voz, vou lutar”, completou.
“Os empréstimos são atos jurídicos perfeitos. O PT os declarou ao Tribunal Superior Eleitoral. Os bancos cobravam, o juiz executou as dívidas, bloquearam minhas contas”, argumentou.
“Não houve compra de votos, não houve compra de deputados. Houve debate político e franco”, frisou. “Eu fiz alianças, fiz acordos, participei de debates. Isso é da natureza política. Não existe política sem negociação. O STF não pode querer ser uma espécie de poder moderador”, observou

outubro 19, 2012

Aliada de Serra, Soninha xinga Haddad de FILHA DA PUTA em blog e se arrepende

Share photos on twitter with TwitpicA ex-candidata à prefeitura de São Paulo, Soninha Francine (PPS), que apoia o tucano José Serra no segundo turno, xingou o petista Fernando Haddad em seu blog e depois se arrependeu. Após fazer críticas à gestão de Haddad como Ministro da Educação, Soninha criticou o “cinismo” do candidato no debate de quinta-feira o xingou de “filha da p…”.
Após a repercussão do xingamento na internet, Soninha retirou o palavrão do blog e se retratou: “Pra quem veio aqui (ao blog) procurando um palavrão xingando o Haddad: apaguei. Estava com muita raiva e escrevi como falo (falo muito palavrão). Podia ter dito simplesmente ‘sujo’. No fim, substituí por ‘muito cinismo’. Era lá que estava o ‘filha da p…’”
TERRA

SP: as baixarias do Rejeitado não rendem pontos no Ibope

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 4:17 pm

As agressões e ofensas distribuídos pelo candidato a prefeito José Serra (PSDB) no horário eleitoral gratuito estão fazendo a campanha do tucano afundar mais ainda. Nem o Ibope está conseguindo segurar a queda tucana em São Paulo. Pelo contrário, os últimos números do instituto, divulgados na quarta-feira, mostram Serra caindo de 37% para 33% e Haddad subindo de 48% para 49%. A diferença já chega a 16 pontos percentuais, confirmando que ele é o candidato mais rejeitado pela população, uma rejeição recorde, em torno de 40%. Pelo menos até agora, se já não aumentou mais ainda. Com isso, o mau humor do candidato cresceu e tem sobrado insultos para jornalistas e até para eleitores, como foi o caso da pensionista Nilza Franze, de 58 anos, que reclamou do atendimento do Hospital Heliópolis e foi destratada pelo candidato do PSDB.
HORA DO POVO
Agressões de Serra se voltam contra ele e ampliam rejeição
Em baixa, tucano insulta jornalistas e ofende eleitora que não aceitou sua falsa propaganda sobre o Hospital de Heliópolis
O candidato a prefeito José Serra (PSDB) vem colhendo péssimos resultados com o que planta na sua propaganda eleitoral, seja na TV ou no rádio, recheada de ataques e baixarias contra o candidato do PT, Fernando Haddad.
O resultado de toda essa baixaria da campanha tucana tem sido desastrosa para Serra. Ele tem dissabores atrás do outro e vem despencando nas pesquisas eleitorais. Nem o Ibope está conseguindo segurar a débâcle tucana em São Paulo. Pelo contrário, os últimos números do instituto, divulgados nesta quarta-feira (17), mostram Serra caindo de 37% para 33% e Haddad subindo de 48% para 49%. A diferença já chega a 16 pontos percentuais, confirmando que ele é o candidato mais rejeitado pela população, uma rejeição recorde, em torno de 40%. Pelo menos até agora, se já não aumentou mais ainda.
Há duas semanas, o pastor Silas Malafaia iniciou a campanha rasteira, atacando o material de combate à homofobia do Ministério da Educação. Os ataques começaram depois de uma reunião do pastor com Serra. Para azar do tucano, descobriu-se que em 2009, quando ele estava à frente do governo paulista, material idêntico ao do Ministério da Educação foi distribuído por ele. A descoberta do kit-gay do candidato tucano tirou o Rejeitado do sério e o deixou sem espaço para continuar instigando a baixaria que ele terceirizou (sempre é assim), utilizando o pastor, e açulando a histeria.
A queda nas pesquisas e a queda da máscara de parte suas baixarias o colocaram numa situação complicada, e, como sempre quando se vê nessa posição, vem se destemperando e se irritando com quase todos os repórteres que o questionaram sobre suas incoerências e farsa. Seu mau humor também foi estendido para eleitores que o cobrarm nas ruas de São Paulo. Sua irritação e as baixarias contra jornalistas e populares agravam ainda mais o seu desgaste. Em suma, a carinha postiça risonha e de bom moço que ele se esforça para exibir na propaganda eleitoral não resistiu ao mínimo revés.
O primeiro jornalista, no segundo turno, a ser agredido pelo tucano foi o conhecido Kennedy Alencar, da CBN, que na segunda-feira perguntou ao candidato sobre um “kit gay” semelhante ao que esteve em estudos no Ministério da Educação e que o tucano também havia implementado quando foi governador. Kennedy perguntou se as críticas de Serra ao material de Haddad eram apenas “conveniência eleitoral”. Em vez de responder, Serra bateu boca, impediu o repórter de falar, disse que o jornalista estava mentindo e o acusou de fazer campanha para “outro candidato”. A mediadora do programa, Fabíola Cidral, teve que intervir no bate-boca para impedir as agressões de Serra contra o jornalista da CBN.
Logo depois, Serra foi ao bairro do Ipiranga onde foi abordado por uma pensionista, Nilza Franze, de 58 anos. Quando a eleitora viu o candidato, resolveu fazer reclamações sobre o atendimento que havias recebido no Hospital Heliópolis. Ao ouvir Serra falando que a saúde de São Paulo está uma maravilha, a cidadã não se conteve. “Isso é uma sem-vergonhice. Filma o hospital. Vamos lá comigo agora”, disse ela para o tucano. Serra tentou desconversar e refutou a ideia de ir junto com ela ao hospital. O candidato foi agressivo e afirmou que a eleitora estava sendo “mal educada”. A resposta foi pronta: “Princípio elementar de educação é um político atender a gente bem”.
Diante do chilique de Serra, o deputado estadual Orlando Morando (PSDB-SP) tentou tirá-lo da confusão e começou também a bater boca com a eleitora. Ele acusou a popular de estar “fazendo show”. A reposta veio de imediato: “Show não. Mande a sua mãe ir no hospital e pergunta para ela”, replicou a pensionista. “Eu queria que vocês vissem. O inferno é muito melhor do que aquilo. O descaso com o ser humano é enorme”, arrematou a eleitora, indignada. Aos repórteres, Nilza disse que está desiludida com a política após esses anos todos de gestão tucana.
Ainda no mesmo dia, Serra destratou a repórter do UOL, do Grupo Folha, Débora Melo. Após caminhada no bairro Cidade Ademar, no extremo da Zona Sul da capital, ela perguntou-lhe se o tom agressivo do primeiro programa eleitoral do segundo turno, que recorreu ao julgamento do suposto “mensalão”, seria uma estratégia da campanha tucana para diminuir a vantagem de Haddad nas pesquisas de intenção de voto. Serra não gostou e reagiu: “Não sei, eu não vi. Vai lá para o Haddad. É a pauta dele. Não precisa ter uma assessora a mais para ele. Vai lá direto”.
Outro ponto de desgaste para Serra, foi a sua encenação sobre o estrondoso lançamento do seu suposto programa. Foi muito barulho por nada, porque até mesmo a mídia que lhe é simpática pôde deixar de notar que o que chamou pomposamente de “programa” é um compilação de enunciados genéricos – que o tucano teve que admitir que não detalha nada – e, além do mais, é uma reciclagem de coisas antigas que ele nunca cumpriu quando esteve no governo, da prefeitura ou do Estado.

outubro 18, 2012

‘Agressões de Serra são uma forma de censura’, diz Sindicato dos Jornalistas

São Paulo – As recentes investidas de José Serra contra profissionais da imprensa são uma forma de censura, pois tentam impedir o trabalho dos jornalistas e a livre circulação da informação, avalia o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, José Augusto Camargo, sobre a postura hostil do candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo frente às perguntas que lhe são dirigidas por repórteres de distintos meios de comunicação durante sua campanha.

“É importante salientar que todas essas tentativas de calar e impedir a imprensa de fazer seu trabalho precisam ser encaradas como uma forma de censura. Não é uma censura praticada pelo uso direto da violência, mas é censura, porque tenta impedir a livre circulação de informação”, define José Augusto Camargo. “Devemos entender isso pra que não achemos que se trata de apenas um chilique ou uma posição pessoal, um costume. Se entendermos que é uma maneira de impedir a circulação de informação, vamos dar a importância que merece. Se não, fica no folclore.”

Com um novo ato de hostilidade ontem contra uma repórter do portal de notícias UOL, José Serra soma seis agressões contra a imprensa em menos de 20 dias, todas ocorridas durante sua campanha para a prefeitura de São Paulo. A primeira da série ocorreu no dia 28 de setembro, quando o tucano chamou um repórter da RBA de “sem-vergonha” após ser questionado sobre seu plano de governo. Depois, ao analisar a repercussão negativa que teve a declaração de seu candidato, o PSDB divulgou nota acusando o profissional de ter sido enviado pelo PT para tumultuar a coletiva.

Na semana passada, dois repórteres da TVT foram ignorados pelo candidato do PSDB, em duas ocasiões diferentes, única e exclusivamente pelo fato de trabalharem para a emissora, sediada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Nesta semana, o tucano já foi agressivo com a reportagem da rádio CBN e, por duas vezes, com a profissional do UOL. Ou seja, foram três agressões em três dias. A tática é sempre a mesma: menosprezar a pergunta e vincular o jornalista ao PT.

Nesta entrevista, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo repudia a atitude de José Serra, explica que o papel do repórter não é fazer apenas perguntas que agradem aos candidatos e atenta para o perigo de a agressividade contra a imprensa se transformar numa política de governo.

Como o Sindicato dos Jornalistas tem recebido as sucessivas agressões de José Serra contra repórteres que cobrem o dia a dia de sua campanha?

É claro que a gente condena qualquer agressão e qualquer tentativa de impedir o trabalho da imprensa e de qualquer jornal. O trabalho do jornalista é confrontar. O repórter não está lá para agradar os candidatos, mas para levantar informações e repassá-las ao cidadão. Os políticos não podem achar que o repórter está lá para ajudar na campanha dele, perguntar o que ele quer e divulgar o que ele quer. A função do jornalista não é essa. O problema de José Serra é que ele não gosta muito de enfrentar o outro lado, e o jornalista, por dever de ofício, tem de oferecer o outro lado para o leitor refletir. Impedir que o jornalista faça isso é um absurdo. Essa posição é maluca e inimaginável para uma pessoa que é candidata e quer ocupar um cargo público. Ele tem de prestar satisfação à opinião pública. Seu comportamento é completamente anormal – e ele sabe disso. Acho que tem um pouco de destempero da parte dele.

Como você avalia o fato de Serra tentar desqualificar os jornalistas dizendo que trabalham para o PT?

É um recurso absurdo. Ele quer fugir do contraditório e evitar situações em que não se sente confortável. Mas é função do jornalista procurar o contraditório pra fazer suas matérias, e uma pessoa na posição dele deve responder. Chega a ser infantil.

Que tipo de medidas o Sindicato dos Jornalistas pretende tomar para combater essa situação?

O tipo de situação que ele está criando tem de ser alvo de crítica e protesto dos jornalistas, sindicatos e entidades que defendem liberdade de expressão. Ainda não é tão grave como o caso do coronel Telhada, que já parte para a agressão e violência contra um profissional da imprensa. A postura de Serra merece repúdio público da sociedade, protestos, e tem de ser alvo de ação política porque está obstruindo a livre circulação de ideias, o trabalho de profissionais. Sua atitude deve ser repudiada. Se a coisa degringolar para outro tipo de ação, aí sim podemos pensar numa medida mais crítica, e procurar a Justiça. No momento, parece que ainda não chegamos a esse ponto – e espero que não cheguemos.

Que riscos podem existir para a liberdade de imprensa se um candidato com esse tipo de postura agressiva contra os jornalistas assume a prefeitura de São Paulo?

As autoridades públicas têm de dar satisfação ao cidadão sobre suas atividades. Isso é um preceito constitucional. É obrigação do poder público prestar contas ao cidadão. Se um agente público se recusa ou procura prejudicar essa prestação de contas, que acontece pela imprensa, ele está prevaricando, porque não está cumprindo com sua função. Aí sim tem de ser alvo de uma sanção penal, inclusive, porque descumpre a lei e prescinde de prestar contas do que é público. Mas enquanto é candidato, tudo fica ainda no nível do protesto político contra a bobagem que ele está fazendo. É importante salientar que todas essas tentativas de calar e impedir a imprensa de trabalhar precisam ser encaradas como forma de censura, porque impede a circulação de informação. Devemos entender isso para que não achemos que se trata de apenas um chilique ou uma posição pessoal. Se entendermos que é uma maneira de impedir a circulação de informação, vamos dar a importância que merece. Se não fica no folclore. É necessário que as pessoas entendam a gravidade da situação.

REDE BRASIL ATUAL

Truculência e desequilíbrio: hostilidade de Serra vira tradição em campanha. Relembre episódios

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 8:05 am

Nesta semana, o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, se irritou três vezes com dois jornalistas durante entrevistas. Nas três oportunidades, o tucano acusou os repórteres de serem ligados ao PT e ao candidato petista à prefeitura, Fernando Haddad.
Os episódios desta semana foram três dos muitos momentos da campanha eleitoral em que Serra não respondeu perguntas e hostilizou jornalistas que cumpriam seu ofício. Abaixo, relembre os casos que ocorreram ao longo da eleição:

1) Serra chama repórter de “sem vergonha”
O tucano chamou um repórter da Rede Brasil Atual, veículo ligado ao movimento sindical, de “sem vergonha”, no dia 28 de setembro. Abaixo, a transcrição do diálogo:
Serra: Vamos aumentar em dezenas de milhares o número de alunos em parceria com o governador do estado, Geraldo Alckmin. É uma chance para crianças de famílias mais humildes subirem na vida. Isso me veio agora à cabeça lembrando de minha infância e juventude aqui.
Jornalista: A ideia veio agora à cabeça ou é seu projeto de governo?
Serra: De onde você é?
Jornalista: Não interessa. O senhor vai responder à minha pergunta ou não?
Serra: Eu quero saber de onde.
Jornalista: Da Rede Brasil Atual.
Serra ignorou a pergunta. O jornalista voltou a abordá-lo quando o tucano estava indo embora.
Jornalista: Por que você só responde perguntas favoráveis?
Serra: Não, eu não respondo pergunta de sem vergonha.

2) Serra não responde pergunta do Portal Aprendiz
O Portal Aprendiz perguntou a todos os candidatos no primeiro turno as suas propostas para o Plano Municipal de Educação. Serra foi o único a não responder. Posteriormente, a assessoria do candidato enviou novas respostas por e-mail. Abaixo, o relato do portal publicado no dia 3 de outubro.
Serra: Você é de onde?
Jornalista: Portal Aprendiz.
Serra: Quem [ sic ] é o Portal Aprendiz?
[ Jornalista repete pergunta sobre o plano ]
Serra: Tem um, eu vou olhar, vou olhar.

3) Serra não responde TV dos Trabalhadores
O tucano não quis responder uma pergunta sobre o uso do “mensalão” em sua campanha feita por uma jornalista da TVT no dia 11 de outubro (aqui, o vídeo). Abaixo, o diálogo entre os dois:
Jornalista: O assunto do mensalão vai ser bastante explorado pelo senhor no segundo turno?
Serra: Perdão, o que é a TVT?
Jornalista: O assunto do mensalão vai ser bastante explorado pelo senhor no segundo turno?
Serra: O que é TVT? Que é TVT?
Jornalista: TV dos Trabalhadores
Serra: De onde?
Jornalista: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Serra: Tá bom.
Em seguida, Serra virou de costas para a repórter e encerrou a entrevista.

4) Serra diz que jornalista é assessora de Haddad
Serra não quis responder pergunta sobre o tom agressivo que adotou em sua campanha eleitoral em 15 de outubro. No dia em que levou o “mensalão” ao horário eleitoral, ele foi questionado por uma repórter do portal UOL se isso era uma estratégia por estar atrás nas pesquisas de intenção de voto.
Serra: Esse tom mais agressivo que o senhor coloca no primeiro programa é por que o senhor está dez pontos abaixo nas pesquisas?
Jornalista: Vai lá para o Haddad, é a pauta dele, você não precisa trabalhar para ele. Ele já tem bastante assessores, não precisa ter umas assessoras a mais para ele. Vai lá direto.

5) No dia seguinte, Serra voltou a hostilizar a mesma repórter após uma pergunta sobre o kit anti-homofobia feito quando ele era governador de São Paulo em 2009.
Jornalista: Sobre o kit gay, está faltando esclarecer se o senhor concorda com a distribuição nas escolas desse tipo de material.
Serra: Eu acho que não está faltando esclarecer nada. Você leu?
Jornalista: Eu li.
Serra: Se você leu, acho que está tudo clarinho.
Jornalista: Mas o senhor concorda com a distribuição do material?
Serra: Que material?
Jornalista: De orientação sexual nas escolas…
Jornalista: Foi feito em 2009, no meu governo, o resto é brincadeira.
Ao final da entrevista, Serra voltou a se dirigir à repórter:
Serra: Vai lá com o Haddad e trabalha com ele, é mais eficiente.
Serra insinua que jornalista mente e vota em Haddad

6) Serra se irritou na manhã de 16 de outubro em entrevista à rádio CBN após ser questionado sobre o apoio que recebe do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus.
A pergunta foi feita pelo jornalista Kennedy Alencar. Ele falou da semelhança entre um material feito pelo governo de São Paulo em 2009, quando Serra era governador, e o kit anti-homofobia que seria distribuído pelo Ministério da Educação durante a gestão de Haddad.
O jornalista falou que Serra teria apoio da “direita intolerante, como o pastor Silas Malafaia, que diz que a homossexualidade é doença e não orientação”. Ao final, Alencar perguntou: “é uma contradição por uma conveniência eleitoral ou o senhor se tornou um político conservador e mudou de ideia?”
Serra não respondeu a pergunta e repetiu diversas vezes: “você leu a cartilha do estado?”. Depois, disse “de duas uma: se você viu está mentindo. Se você não leu, eu até aceito, porque o que está falando é mentira.” Serra ainda insinuou que o jornalista votasse em Fernando Haddad. “Mais modéstia, você está na CBN, não pode fazer campanha eleitoral aqui na CBN”, disse o candidato. “Eu sei que você tem um candidato. Modere. Você que é um jornalista tem que ser mais comportado.”
CARTA CAPITAL

LEIA TAMBÉM:
Janio de Freitas acusa Serra de homicídio verbal
Segundo o jornalista, tucano marcou sua campanha por um kit composto de “insultos, desdizer-se, agressões verbais e mania de perseguição”
BRASIL 247
Colunista da Folha de S. Paulo, Janio de Freitas aponta como o “Kit Serra”, mais ainda do que o kit-gay, colocou sua campanha a perder. Leia:
Kit Serra
Tentativa de homicídio verbal é própria de campanhas, mas desde que seja sobre questões preocupantes do eleitorado
OS INCIDENTES entre José Serra e repórteres multiplicam-se. O repórter brasileiro está entre os mais mansos. Mesmo quando suscita tema delicado, mantém-se distante, muito distante, dos modos incisivos dos repórteres americanos e europeus, que não admitem a função profissional condicionada a cuidados com ares hierárquicos, muito menos a ares intimidatórios.
José Serra conviveu bastante em jornal, no grupo de formulação de editoriais da Folha [ grifo deste blog ENCALHE ]. Como político, pôde ver a maneira quase dócil do repórter brasileiro na abordagem e na relação funcional com políticos, empresários de porte e ocupantes de cargos de relevo em governo. Como frequentador de Redação, José Serra pôde ver que a transposição do trabalho dos repórteres no jornal depende do trabalho interno de edição. Este, sim, definidor dos realces, do tom, das localizações, do uso de fotos ( e das legendas do tipo “Fulano segura um copo”, para a foto do fulano segurando um copo ).
Apesar daquelas oportunidades de aprendizado e compreensão, José Serra mantém um clima hostil e intimidatório na proximidade de repórteres. Daí seguem-se agressões verbais em direção errada e às quais não falta um componente de covardia, dada a improbabilidade da resposta adequada.
Mas é indispensável reconhecer que os jornalistas não são alvos exclusivos da agressividade verbal de Serra. Sua prometida campanha na base de paz e amor é mensurável pela sucessão de artigos que cobram menos ataques pessoais e alguma abordagem de temas paulistanos. Nessa deformação da campanha Fernando Haddad tem sua cota de responsabilidade.
Se Haddad tem ideais a propor a São Paulo, não se justifica que adira à troca de agressões alheia à razão de ser de eleições. Não falta matéria-prima – na campanha, na política, na vida – para uns dois tarugos que deem resposta a Serra, e pronto. A partir disso, é olhar para o que interessa ao eleitor.
A tentativa de homicídio verbal é própria de campanhas eleitorais. Mas desde que seja em torno de posições quanto aos problemas preocupantes do eleitorado, desde que se dê motivada pelo confronto conservadorismo administrativo ( predominante em São Paulo ) ou de buscas inovadoras. Chega de jogo sujo nas campanhas. Rebaixá-las assim é trapaça.
Não tenho capacidade de imaginar como é a cabeça de um prefeito e a de governador que esbanjam fortunas em festividades, obras de engodo, dia disso e daquilo, futebol, tudo onde “a espera por atendimento de um endocrinologista é de dez meses”, “pacientes reclamam que exames mais específicos, como densitometria, chegam a demorar até dois anos”, revelação do jornalista Nilson Camargo sobre medicina em certas áreas da capital ( Folha, pág. A2, 13/10/12 ).
A meu ver, não menos doentes do que tais necessitados são o prefeito e o governo de sua rica São Paulo. Mas doentes de outros males. Cabeças razoavelmente sensatas, ou medianamente sadias, não tolerariam desperdiçar nem um minuto e nem um centavo dos seus poderes enquanto não exterminassem realidades revoltantes como a da perversidade exposta por Nilson Camargo.
Diante disso, a disputa eleitoral em São Paulo-capital volta a ser submetida ao “kit Serra”, composto de insultos, desdizer-se, agressões verbais e mania de perseguição.

outubro 17, 2012

Completamente desequilibrado, Serra ofende outro jornalista e manda: “Vai trabalhar com o Haddad”

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 5:44 pm

Serra manda jornalista da UOL trabalhar para Haddad
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, está mesmo descontrolado com a imprensa. Depois de ignorar a A TV dos Trabalhadores (TVT), chamar o jornalista Kennedy Alencar de mentiroso ao vivo na CBN, agora ele mandou a jornalista Débora Melo, da UOL, que cobre a campanha do tucano, trabalhar para a campanha do adversário Fernando Haddad (PT).
Nesta terça-feira (16), Serra se irritou com a pergunta da reportagem sobre o material anti-homofobia distribuído em escolas estaduais, em 2009, quando o tucano era governador do Estado. O material é semelhante ao chamado “kit gay” do MEC ( Ministério da Educação ), que é alvo de criticas de Serra e foi elaborado na gestão de Haddad na pasta.
“Vai lá com o Haddad e trabalha com ele. É mais eficiente”, disse o candidato ao ser questionado sobre o fato de concordar ou não com ações de combate à homofobia em escolas.
No dia anterior, Serra também se irritou após a jornalista perguntar se o tom agressivo do programa do tucano na TV e no rádio se justifica pelo fato de Serra estar atrás de Haddad nas pesquisas. “Vai lá para o Haddad. É a pauta dele. Você não precisa trabalhar para ele. Ele já tem bastante assessores. Não precisa ter uma assessora a mais para ele. Vai lá direto”, disse o tucano.
O candidato do PSDB também mostrou irritação durante entrevista à rádio “CBN”, na manhã de terça (16), com a pergunta feita pelo jornalista Kennedy Alencar sobre a semelhança entre a cartilha anti-homofobia elaborada durante a gestão do PSDB no governo do Estado, e o material feito pelo MEC. Serra foi irônico com o jornalista.
“Eu sei que você tem suas preferências políticas, mas modere-se, Kennedy. Você está na CBN, não pode fazer campanha eleitoral aqui”, disse Serra.
Fonte: VERMELHO, com informações do UOL

PUBLICADO NO Oni Presente

outubro 5, 2012

Mídia frauda pesquisa para criar um 2º turno entre Serra e Haddad

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 6:40 pm

Operação curral visa tanger voto do eleitor
Garfaram Russomanno e os demais candidatos para inflar o rejeitado
De repente, Russomanno caiu 10 pontos no Datafolha e sete pontos no Ibope. Serra, que estava 14 pontos atrás de Russomanno, de repente empatou com este em primeiro lugar… Na quinta-feira, o pasquim serrista “Folha de S. Paulo”, dona do Datafolha, saiu com reclames sobre a “desidratação abrupta” de Russomanno e conselhos para Haddad e outros candidatos “baterem mais” no candidato do PRB, que pertence à base aliada do governo Dilma [ grifo do ENCALHE ]. Querem impor um segundo turno com Serra e Haddad – o candidato que eles acham, com bons motivos, mais fácil de vencer.
HORA DO POVO
Mídia fabrica “empate técnico” entre José Serra e Russomanno
Milagre aconteceu em menos de uma semana de uma pesquisa para outra
Os leitores – aliás, os eleitores – sabem que nas eleições municipais de São Paulo há, entre os concorrentes, um cadáver político, quase sepultado nas últimas eleições presidenciais. Antes que o sr. Serra se sinta ofendido, esclarecemos que essa nossa consideração é puramente política – e não seremos nós que ignoraremos os cadáveres só porque eles são cadáveres.
O sr. Serra, certamente, esperava dessas eleições a sua ressurreição. No máximo, está obtendo uma exumação. Mas está difícil. Até antigos e, supostamente, empedernidos serristas demonstram grande rejeição ao seu nome, depois da promessa não cumprida, na campanha de 2004, de, se eleito, ficar na Prefeitura ou devido à sua administração, continuada por seu pupilo, Gilberto Kassab – o prefeito que, finalmente, fez São Paulo parar.
Como sempre, a eleição em São Paulo tem importância nacional – fenômeno que não precisamos explicar. O fato é que, de 12 candidatos, nada menos que sete são da base aliada do governo da presidente Dilma, inclusive o líder nas pesquisas, Celso Russomanno, do PRB.
Logo, para Serra, não é fácil uma eleição em que seu nível de rejeição se aproxima dos 50% – ou até mais – e com sete candidatos da base aliada mirando-lhe o quengo (politicamente falando, é claro), mais uns três que não são da base, mas também são propensos a acertar o fígado serrista (politicamente, como de costume).
Mas, no Brasil, desde a eleição de Collor, de funestas consequências, a campanha da direita é sempre pela mídia imparcial e pelas pesquisas isentas. Mais ou menos como aquele suposto amor que, segundo Oscar Wilde, não ousava dizer seu nome, a campanha desse lado sombrio da vida política nunca se apresenta como tal – e tira sua eficiência dos incautos que acreditam nessa imparcialidade e isenção.
Assim, na quinta-feira, o órgão mais serrista do país, a “Folha de S. Paulo”, dona do instituto de pesquisas Datafolha, paramentou a sua nova “pesquisa” com reclames sobre a “desidratação abrupta” (sic) de Russomanno, “inédita em intensidade na história eleitoral do município”, “os pontos perdidos se pulverizam entre os outros nomes”, “o quadro ainda mais indefinido” – e garantindo que “leva vantagem quem mais bate no candidato do PRB. Se na semana passada, Fernando Haddad (PT) foi o grande beneficiado. Agora, quem mais cresce é Gabriel Chalita (PMDB)” (sic).
Não é surpreendente que Serra e os serristas tentem colocar uma cunha entre os candidatos da base do governo – nada os alegra mais do que ver os partidos que apoiam a presidente Dilma ocupados num engalfinhamento estéril e mesquinho [ idem ]. Mas está claro quem eles querem açular.
Mas, o que aconteceu? O que mudou?
Nada, exceto as pesquisas dos próprios serristas. O que não quer dizer que essas pesquisas enganosas não possam influenciar o eleitorado.
Quinze dias antes, segundo o Datafolha, Russomanno estava com 35% das preferências, Serra tinha 21% e o candidato do PT, Fernando Haddad, tinha 15%, na sondagem terminada no dia 19 de setembro.
Apenas cinco dias depois, o Ibope saiu com resultados semelhantes – Russomanno: 34%; Serra: 19%; e Haddad: 18%. A diferença era em relação a Serra e Haddad. Quanto à Russomanno, a posição era a mesma.
Pois, de repente, em duas rodadas de pesquisa, Russomanno caiu 10 pontos no Datafolha e sete pontos no Ibope.
Assim, na pesquisa do Datafolha divulgada na quinta-feira, Russomanno estava com 25%, Serra com 23% e Haddad com 19%.
Em resumo: em 15 dias, segundo o Datafolha, Serra foi do amargo ostracismo – com perspectiva, no máximo, de uma acachapante derrota no segundo turno – ao “empate técnico” em primeiro lugar (pois a margem de erro da pesquisa é +2 ou -2).
Tudo isso sem sair de onde estava – os dois pontos percentuais ganhos por Serra nesses 15 dias (um aumento de 10%) são, exatamente, a margem de erro da pesquisa.
Portanto, o negócio é derreter Russomano, roubando ele e os outros candidatos nas pesquisas – e martelando esse roubo, até a náusea, na mídia.
Os serristas consideram, com razão, que a única forma (ou, pelo menos, a mais fácil numa eleição que tem tudo de difícil para eles) de emplacar seu candidato é colocá-lo junto com Haddad no segundo turno. O resto, esperam eles, o ministro Joaquim Barbosa fará.
Assim, Serra seria exumado, e estaria pronto para a próxima eleição, com a perspectiva de passar a rasteira em Aécio, numa situação econômica que eles acham que vai favorecê-los (v., por exemplo, o recente calhamaço do autor do programa econômico de Serra nas eleições presidenciais, Samuel Pessoa, onde ele discute planos eleitorais diante do “baixo crescimento” da economia no governo Dilma).
Quanto à rejeição (percentagem dos que não votariam em hipótese alguma em determinado candidato), há 15 dias Serra era o campeão disparado (44% dos entrevistados) e até aumentou essa rejeição agora (45%) – mas isso é apenas 1 ponto percentual contra um aumento de dois pontos (23% para 25%) na rejeição de Hadadd e de sete pontos (19% para 26%) na rejeição de Russomanno. O que este fez, nesse intervalo de tempo, para decepcionar tanta gente? Apesar de não ser o nosso candidato favorito, devemos convir que ele não fez nada que provocasse tal irrupção de antipatia. O negócio é induzir o eleitor a votar em quem ele não quer votar.
CARLOS LOPES

setembro 16, 2012

Isto é Imprensalão: Serra deu uma mega-sena por mês à mídia demotucana

Na campanha presidencial de 2010, Serra deu R$17,6 milhões por mês ao dispositivo midiático demotucano para veicular publicidade do governo de São Paulo. É como se o tucano transferisse 980 salários mínimos por dia (40 salários por hora), uma Mega-Sena por mês (a deste sábado é de R$ 17 milhões) aos veículos que o apóiam.
Durante a gestão Serra em SP (2007/2011), o governo do Estado transferiu R$ 608,9 milhões à mídia ‘isenta’ para comprar espaço publicitário. Significa que Serra, sozinho, repassou aos veículos que formam o dispositivo midiático conservador um valor equivalente a 30% dos gastos totais com publicidade do governo federal no mesmo período. Os valores absolutos foram publicados pela Folha deste sábado.
O auge da generosidade tucana foi no ciclo eleitoral de 2009/2010:R$ 246 milhões. A Globo foi a mais aquinhoada na gestão Serra: R$ 210 milhões, 50% do total destinado a TVs, embora sua fatia na audiência seja declinante no período: caiu de 41% para 38% do total. Serra destinou às TVs religiosas mais recursos do que à TV Cultura, cuja audiência é superior.
A empresa de publicidade que intermediou a maioria dos contratos, ficando com 20% de comissão –como acontecia com o Valerioduto- foi a ‘Lua’, cujo proprietário é Rodrigo Gonzales. Rodrigo vem a ser filho do publicitário Luiz Gonzales,o marqueteiro de Serra e Alckmin, que fez a campanha presidencial do tucano em 2010 e comanda a atual, à prefeitura de SP. A agencia Lua também tem a conta publicitária da Dersa e do programa Nota Fiscal Paulista.( valores divulgados pela Folha; 15-09)
Saul Leblon

Older Posts »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.