ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

março 12, 2013

Grande e democrática aliada dos EUA, Arábia Saudita condena ativistas dos direitos humanos a dez anos de prisão

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Um tribunal da Arábia Saudita condenou dois activistas políticos, fundadores da Associação Saudita dos Direitos Cívicos e Políticos, uma organização proibida pela monarquia saudita, a penas de dez anos de prisão.
Mohammed Fahd al-Qahtani e Abdullah Hamad foram considerados culpados dos crimes de insubordinação e tumulto, e ainda por terem fornecido informações erradas à imprensa estrangeira.
O julgamento dos dois activistas decorreu, pela primeira vez, à porta aberta: a imprensa e o público puderam assistir às audiências e ouvir proferir a sentença. Confirmada a condenação, os apoiantes dos dois arguidos gritaram que a decisão era “politicamente motivada”
De acordo com a Reuters, al-Qahtani e Hamad assinaram e divulgaram um comunicado exigindo a demissão do príncipe Nayef, ministro do Interior e herdeiro do rei Abdullah, acusado de cumplicidade com abusos dos direitos humanos.
Abdullah Hamad, que já se encontrava detido e condenado a uma pena de seis anos de prisão pelas suas actividades políticas, viu o tribunal acrescentar mais cinco anos de encarceramento no âmbito deste novo processo.
O regime de Riad não autoriza protestos, partidos políticos ou sindicatos. A Associação Saudita dos Direitos Cívicos e Políticos, que se dedica à documentação de abusos dos direitos humanos, defende a transição do regime para uma monarquia constitucional e a convocação de eleições. ( Público )

janeiro 15, 2013

Vale do Rio Doce recebe prêmio de pior empresa do mundo

BRASILIA/BRASIL – A mineradora Vale – antiga Companhia Vale do Rio Doce – foi eleita a pior empresa do mundo por causa do seu histórico de violações dos direitos socioambientais, credenciais que a colocam no status de “Inimiga Número Um da Humanidade” e verdadeiro tsunami ambiental do planeta.
Por ANTONIO CARLOS LACERDA
PRAVDA.RU

O prêmio Public Eye Awards foi entregue pessoalmente ao presidente da Vale, Murilo Ferreira, pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, pelas numerosas violações dos direitos socioambientais que a Vale promove nas regiões onde estão instalados seus projetos, bem como acusações de evasão fiscal e dívidas bilionárias.
A Vale foi indicada e ganhou o prêmio de pior empresa do mundo por violar direitos fundamentais no Brasil e em mais 39 países, provocando danos aos seres humanos e ao meio ambiente. Ela teve 25.043 votos, no site da Public Eye Awards, concorrendo com as empresas Tepco – responsável acidente nuclear de Fukushima – (24.245), Sansung (19.014), Barclays (11.107), Syngenta (6.052) e Freeport (3.308).
Ao receber o prêmio, o presidente da Vale afirmou não considerar a premiação, por envolver organizações estrangeiras, que, na opinião de Murilo Ferreira, “querem bloquear o desenvolvimento do Brasil”.
Ao ser questionado sobre a participação da Vale nas violações cometidas por Belo Monte e TKCSA, Murilo Ferreira se desresponsabilizou das acusações, alegando que embora as reconheça – as violações – a Vale não teria controle sobre esses projetos. “TKCSA e Belo Monte estão fora do meu controle. Somos sócios minoritários. Dentro da TKCSA só podemos ir ao banheiro, quando podemos”.
A entidade afirmou que Murilo Ferreira se omitiu diante das questões levantadas sobre a duplicação da estrada de ferro Carajás, violação dos direitos trabalhistas e sobre a preservação dos recursos hídricos. No caso da Serra da Gandarela, o presidente da Vale informou que o projeto Apolo está parado por falta de recursos, mas sua assessora confirmou que a Companhia continua realizando prospecções e pesquisa na última serra intacta de Minas Gerais.
Ele disse ainda que são infundadas as acusações de envolvimento da Vale nos assassinatos de trabalhadores, na Guiné. Quanto a Moçambique, o presidente da Vale se limitou a reconhecer que haveria problemas com os assentamentos de Moatize e não especificou que medidas a empresa vem tomando para solucioná-los.
Murilo Ferreira se omitiu diante as questões levantadas sobre a duplicação da estrada de ferro Carajás, violação dos direitos trabalhistas e sobre a preservação dos recursos hídricos.
Denúncias
Em Piquiá, no município de Açailândia, no Maranhão, a população sofre com vínculo ambíguo e predatório da Vale com as guseiras, envolvidas em trabalho escravo, desmatamento e poluição. Há indícios de um aumento significativo no número de mortes devido a câncer nos pulmões na região.
Em Minas Gerais, no quadrilátero ferrífero, a Vale já destruiu a maior parte das áreas de cangas ferruginosas que, associadas à formação geomorfológica, protegem os mananciais de água. A atividade predatória põe em risco a segurança do abastecimento público de água, no Estado.
Foram apresentadas também denúncias de práticas antissindicais da Vale e o descumprimento do Termo de Acordo de Conduta (TAC), junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT), na unidade de Araucária, no Paraná.
No Estado do Espírito Santo, Sudeste do Brasil, além da poluição que inclui a emissão de material particulado, inclusive de gases cancerígenos, a Vale é acusada de despejar minério no mar, formando uma jazida de 150 mil metros cúbicos no mar de Camburi, litoral da capital, Vitória, contaminando a região.
No Sul do Estado, em Anchieta, a empresa se esforça para retirar da localidade de Chapada do A 73 famílias descendentes de indígenas para construir a Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU).
Em âmbito internacional, a Vale é responsável pelo processo de expropriação e deslocamento compulsório de mais de 1300 famílias em Moçambique, segundo a Justiça Global. ” Recentemente, seis pessoas foram assassinadas em uma mobilização de operários que reclamavam a falta de cumprimento da Companhia de acordos trabalhistas. Lideranças locais acusam a Vale de ter fornecido veículos usados para reprimir os manifestantes”.
O prêmio internacional Public Eye Awards é conhecido como o Nobel da vergonha corporativa mundial, e concedido a empresas com graves passivos sociais e ambientais por voto popular. O prêmio foi anunciado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Reivindicações
Dentre as reivindicações da Articulação estavam a solicitação de que as obras de duplicação da ferrovia Carajás aconteçam, como previsto em lei, somente após a realização de audiências públicas em todos os municípios afetados pela construção, e com a consulta prévia das comunidades tradicionais diretamente impactadas.
Também foi solicitado que a empresa se retirasse do consócio de Belo Monte. Em Altamira e na região do Xingu, as populações indígenas e ribeirinhas têm sofrido diversas violações de direitos por conta da construção da hidrelétrica. Além disso, a região sofre com a intensificação do tráfico e exploração sexual e violência de mulheres, crianças e adolescentes.
Vale e TKCSA
A Vale é sócia da TKCSA e fornecedora exclusiva do minério de ferro. Desde 2010, os moradores do entorno da TKCSA são obrigadas a conviver e respirar partículas derivados do funcionamento da empresa que até hoje funciona sem licença de operação. São muitos os relatos de problemas dermatológicos e respiratórios (constatados em relatório da Fiocruz.).
Esses mesmos moradores convivem com o barulho frequente dos trens, rachaduras nas casas pela trepidação e a poeira de minério deixada pelos trens. Além disso, os pescadores estão proibidos de pescar desde 2006, por conta das áreas de exclusão de pesca criadas com o funcionamento do porto.
Internacional
Em âmbito internacional, a Vale é responsável no processo de expropriação e deslocamento compulsório de mais de 1300 famílias, em Moçambique. Recentemente, seis pessoas foram assassinados em uma mobilização de operários que reclamavam a falta de cumprimento da Companhia de acordo trabalhistas.
Lideranças locais acusam a Vale de ter fornecido veículos usados para reprimir os manifestantes.
Public Eye Awards
Em 2012, a Vale venceu o prêmio internacional Public Eye Awards, conhecido como o Nobel da vergonha corporativa mundial e concedido a empresas com graves passivos sociais e ambientais por voto popular. O prêmio foi anunciado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A Vale foi a vencedora com 25.041 votos, ficando à frente da japonesa TEPCO, responsável acidente nuclear de Fukushima.
Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale
A Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale é composta por populações e comunidades atingidas, movimentos sociais, organizações e centrais sindicais de diversos países que sofrem violações de direitos cometidos pela Vale.
Estiveram presentes: a Sociedade Paraense de Direitos Humanos, o Sind-Química-PR, Pacs, Justiça nos Trilhos, Movimentos pelas Serras e Águas de Minas e Justiça Global.

ANTONIO CARLOS LACERDA é correspondente internacional do PRAVDA.RU no Brasil.

outubro 18, 2012

“Só o suficiente para manter a estrutura básica de vida”: Israel contou as calorias necessárias para evitar malnutrição em Gaza

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Estudo do Exército israelita foi agora divulgado por decisão judicial
Apenas 2279 calorias diárias por pessoa, ou 106 camiões de bens essenciais, bastariam para evitar a malnutrição em Gaza, concluiu o Exército israelita num estudo realizado quando o Hamas assumiu o controlo do território, em 2007, mas que só agora foi divulgado por ordem do tribunal.
As contas foram feitas ao pormenor para se saber o que era preciso para evitar situações críticas de malnutrição em Gaza durante o bloqueio israelita imposto ao território em 2007, quando o movimento Hamas assumiu o poder. No relatório “Consumo de alimentos em Gaza – As linhas vermelhas”, que agora acaba de ser divulgado, fica a saber-se como foi preparado o bloqueio imposto a 1,6 milhões de palestinianos que só acabou por ser aliviado em 2010.
Para trás fica uma já longa batalha legal. O documento acabou por ser divulgado nesta quarta-feira por ordem do Supremo Tribunal israelita, que obrigou o Governo a publicá-lo após uma forte pressão do Gisha, um grupo israelita de defesa dos direitos humanos. Um porta-voz do Ministério da Defesa israelita, Guy Inbar, admitiu em declarações aos jornalistas que o documento foi elaborado e discutido, mas garantiu que “nunca foi aplicado”. Terá sido, no entanto, um estudo que ajudou a preparar o bloqueio que deixou milhares de palestinianos em Gaza sem acesso aos bens mais essenciais e que suscitou duras críticas de vários países e organizações internacionais.
O estudo tem a data de Janeiro de 2008, pouco após o Hamas ter tomado o poder, e refere que, por dia, deveriam entrar em Gaza apenas 2279 calorias por pessoa “para manter a estrutura básica de vida”, um cálculo que terá sido feito com base num modelo elaborado pelo Ministério da Saúde israelita. Segundo esses cálculos, Israel permitiria a entrada de 106 camiões em Gaza com bens essenciais, por dia. Mas, segundo o Gisha, na altura em que o documento foi elaborado só entravam em Gaza cerca de 67 camiões com alimentos ou medicamentos, muito menos do que os cerca de 400 que chegavam ao território antes do bloqueio e do que os cerca de 935 camiões que entraram em Gaza na semana passada com alimentos e materiais de construção.
“Como é que Israel pode afirmar que não é responsável pela vida dos civis em Gaza quando controla inclusivamente a quantidade de alimentos que os residentes palestinianos podem consumir”, perguntou Sari Bashi, um dos directores do Gisha. O director em Gaza da agência da ONU para os refugiados, Robert Turner, sublinhou, por outro lado, que o estudo agora divulgado “vai contra os princípios humanitários”.
No documento é feita uma lista de produtos – são proibidos os coentros mas permitida a canela, por exemplo –, e há também referências a medicamentos, equipamentos médicos ou produtos de higiene. ( PUBLICO )

agosto 25, 2012

Em apoio a palestinos: igrejas canadenses se unem em boicote a produtos israelenses

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Igrejas do Canadá se unem para boicotar produtos israelenses em apoio dos cristãos palestinos
A Igreja Unida do Canadá aprovou na semana passada um boicote a todos os produtos fabricados na disputa entre territórios israelenses e palestinos em protesto contra os assentamentos israelenses supostamente indo para o território palestino.
A recomendação foi aprovada em 15 de agosto pelo conselho geral da igreja em Ottawa, depois de um evento de oito dias, que incluiu mais de 350 delegados.
Bruce Gregersen, Diretor Geral Conselho da UCC, compartilhou com o The Christian Post algumas informações sobre a situação, revelando que a história de engajamento da Igreja Unida com a região remonta ao final dos anos 1940, quando um moderador passado da igreja era um médico-missionário em Gaza.
“Desde então, temos aprofundado o nosso relacionamento com os parceiros da região, incluindo os dois grupos israelenses e palestinos”, disse Gregersen. “No entanto, nós nos relacionamos mais diretamente com os cristãos palestinos. Eles pediram que os cristãos ao redor do mundo os apoiassem no boicote dos produtos da ocupação.”
O Diretor Conselho Geral observou que a UCC está se concentrando em boicotar os produtos que tenham sido produzidos em supostos assentamentos ilegais no território disputado. É parte de uma iniciativa maior, onde um número de grupos considerou ou está pensando em entrar no boicote, incluindo a Metodista Unida, a Igreja Presbiteriana (EUA), a Igreja Metodista britânica, e uma série de grupos judaicos sionistas liberais.
Em um comunicado, os canadenses de Justiça e Paz no Oriente Médio revelou que a proposta de boicote “passou por uma ampla margem, refletindo o amplo apoio dentro da igreja para direitos humanos palestinos”. Ela também reconheceu que a decisão “também reconheceu a ocupação israelense de 45 anos como o principal contribuinte para a injustiça que sustenta a violência na região e apelou a Israel para desmantelar as suas colônias e o seu muro.” [ grifo deste blog ]
A organização acrescentou que eles esperam que esta resolução force Israel a respeitar o direito internacional ao invés de avançar com os assentamentos.
“Nossa pequena ação não é susceptível de ser significativa. O que vai fazer a diferença é a opinião pública generalizada. Isso está mudando”, Gregersen continuou a CP.
Ele admitiu que a questão Palestina-Israel tem muitas conotações políticas, mas que está relacionada a questões morais e religiosas que a igreja se sente inclinada a abordar.
“Os cristãos palestinos pediram-nos para agir, porque eles estão profundamente preocupados com a justiça para todas as pessoas da região”, salientou Gregersen. “Eles estão preocupados que a ocupação e os assentamentos são prejudiciais tanto para israelenses e palestinos. Eles também veem muitos aspectos religiosos para a situação com sionistas cristãos apoiando os assentamentos e se envolvendo em pressão política significativa para mantê-los.”
Grupos pró-Israel reagiram com acusações de anti-semitismo sobre a decisão, dizendo que o boicote da UCC só aumenta as tensões no conflito do Oriente Médio.
“Isso distingue Israel de uma maneira que é tão fundamentalmente inútil”, disse o Centro de Israel e Assuntos judaica CEO Shimon Fogel. “Ao realizar esta ação, a Igreja Unida tem absolutamente se desqualificado de desempenhar um papel construtivo na promoção da paz e da reconciliação entre israelenses e palestinos.”
A Igreja Unida do Canadá continua a ser a maior denominação protestante no Canadá, com mais de 3 milhões de membros. ( Christian Post )

maio 4, 2012

Peruanas acusam ex-presidente Fujimori de esterilizá-las à força

Movimento das Mulheres Afectadas Pelas Esterilizações em Cuzco entrega dossiê com provas
O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, que cumpre pena de prisão por corrupção, enfrenta uma nova e grave acusação. Mulheres da região de Cuzco acusam o ex-chefe de estado de tê-las forçado a fazerem cirurgia para se tornarem estéreis.
Reunidas no Movimento das Mulheres Afectadas Pelas Esterilizações em Cuzco, as alegadas vítimas há muitos anos lutam pelo reconhecimento da violência que sofreram. Depois de há 10 anos, quando as primeiras denúncias surgiram, as autoridades não terem dado muita atenção ao caso, voltaram agora à carga e instauraram uma acção na justiça contra o ex-presidente.
Com o apoio da deputada Hilaria Supa, que faz parte da base de apoio do novo presidente do país, Olanta Umala, as mulheres reuniram um dossiê, com cerca de 3000 páginas, que entregaram à justiça. Segundo o movimento, nessa pasta estão reunidas provas dos crimes atribuídos a Fujimori.
As signatárias da acção afirmam que, entre as 300 mil mulheres que se submeteram a cirurgias de esterilização entre os anos de 1996 e 2000, durante acções nesse sentido promovidas pelo governo de Fujimori, pelo menos 2074 foram forçadas. Essas mulheres, todas de comunidades muito pobres, não aceitaram a proposta governamental e recusaram fazer a cirugia que as impediria de ter filhos, mas, garante o movimento, foram submetidas à esterilização à força por homens de Fujimori. ( CM )

abril 21, 2012

Delegações da UE condenam construção sem precedentes de colonatos judeus em bairro árabe de Jerusalém

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As delegações da União Europeia em Jerusalém e Ramallah, em Israel, condenaram hoje a construção sem precedentes de colonatos judeus no bairro árabe de Beit Hanina, na parte Este de Jerusalém, conquistada e anexada em Israel em 1967.
Em comunicado, as delegações da União Europeia “condenam o despejo a 18 de abril de membros da famílias Natsché das suas casas no bairro de Beit Hanina”, estando as delegações “profundamente preocupadas com os projetos que visam a construção de um novo colonato [israelita] no centro do bairro tradicionalmente palestiniano”.
As delegações escrevem ainda que a colonização de territórios ocupados é ilegal à luz do direito internacional. ( Destak )

dezembro 16, 2011

Governo pró-mulher da Arábia Saudita ( diferente do Irã, que é o maior machismo baixo-astral ) decapita Sakineh, digo, mulher, acusada de praticar bruxaria. Mundo ficou horrorizado, OPS!, quer dizer, mundo não ficou sabendo.

Arábia Saudita decapita mulher por “bruxaria”
A Arábia Saudita decapitou uma mulher de 60 anos sob a acusação de prática de “bruxaria e feitiçaria”, segundo comunicado do Ministério do Interior, do governo pró-americano dos Saud.
Governo aliado dos EUA no Oriente Médio decapita por “bruxaria”
A Arábia Saudita decapitou uma mulher acusada de praticar “bruxaria e feitiçaria”, segundo informou agência de notícias estatal do país, com base em um comunicado do Ministério do Interior saudita. Amina bint Abdul Halim bin Salem Nasser, de 60 anos, foi executada na segunda-feira na província de Jawf, norte da Arábia Saudita.
Segundo o jornal árabe Al-Hayat, baseado em Londres, citando um membro da polícia religiosa saudita, a mulher, presa em 2009, convencia as pessoas de que podia curar doenças e recebia pagamento por suas rezas.
Um libanês, que previa o futuro na TV, chegou a ser condenado a morte por feitiçaria foi libertado depois que a Suprema Corte achou que suas ações não causaram dano.
Tal postura que remete à Idade Média é recorrente no país, dos principais aliados dos EUA no Oriente Médio e um dos que defendem os “dirietos humanos” na Síria. È por isso que a Arábia Saudita conta com a vista grossa de madame Hillary e com o silêncio dos governos de capachos do império ianque na Europa.
Em 2007, um cidadão egípcio foi decapitado depois de ter sido acusado de usar feitiçaria para provocar a separação de um casal. ( HORA DO POVO )

julho 18, 2011

BBC: Israel prende crianças palestinas e as leva a tribunais militares, diz ONG

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Um grupo de direitos humanos israelense criticou o governo de Israel por supostamente prender crianças palestinas acusadas de jogar pedras em militares.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o grupo B’Tselem diz que cerca de 93% dos menores palestinos apreendidos na Cisjordânia foram julgados em tribunais militares e condenados a penas de até 20 meses.
Nos últimos seis anos, segundo o grupo, 19 crianças palestinas de 12 e 13 anos foram presas por até dois meses, por atirar pedras em soldados israelenses.
No entanto, os tribunais domésticos de Israel proíbem a detenção de qualquer criança menor de 14 anos.
Segundo o correspondente da BBC na Cisjordânia Jon Donnison, o Exército israelense disse em um comunicado que atirar pedras é uma “transgressão criminal séria” e que muitas crianças estavam sendo exploradas pelo que foram chamados de “grupos terroristas”.
Prisão
Para o relatório, pesquisadores do B’TSelem entrevistaram 50 menores palestinos, que descreveram as suas apreensões, desde o momento em que foram pegos até o momento em que foram libertados.
Destes jovens, 30 disseram que foram retirados de suas casas no meio da noite e que seus pais não puderam acompanhá-los. Mais de 20 disseram que não puderam dormir, ir ao banheiro ou comer enquanto esperavam pelo interrogatório, segundo o relatório.
De acordo com o levantamento, somente uma das mais de 800 crianças, entre 12 e 17 anos, apreendidas entre 2005 e 2010, foi libertada sem cumprir tempo de prisão.
O grupo diz ainda que muitas crianças são pressionadas para se declarar culpadas, para que obtenham sentenças menores e não precisem aguardar o julgamento na cadeia.
Jovens que tinham até 14 anos no dia da sentença não eram presas por mais de dois meses, segundo o relatório. No entanto, 26% dos menores de 14 e 15 anos cumpriram pena de quatro meses ou mais e 59% dos jovens de 16 e 17 anos cumpriram penas a partir de quatro meses, de acordo com o levantamento.
“Todos os oficiais envolvidos com os casos de menores palestinos que atiram pedras – policiais, juízes e soldados que servem na Cisjordânia – estão perfeitamente cientes da realidade deste relatório”, afirma a publicação.
“No entanto, o único pedido de mudança veio na forma de declarações de poucos juízes, e nenhuma ação foi tomada para pôr fim à infração dos direitos dos menores.”
Os territórios palestinos da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e do leste de Jerusalém são ocupados por Israel desde 1967. ( BBC BRASIL )

julho 12, 2011

Human Rights Watch exige julgamento de George W. Bush por tortura

A Human Rights Watch (HRW) exige a abertura de uma investigação e posterior julgamento de George W. Bush pelas responsabilidades do antigo Presidente dos EUA na tortura e maus tratos infligidos aos suspeitos de terrorismo. A organização não governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos critica a actual Administração norte-americana, de Barack Obama.
“O governo de Obama não cumpriu as obrigações dos EUA relativas à Convenção contra a tortura, porque não investigou os actos de tortura e outros maus tratos aos detidos”, afirma a HRW num relatório de 107 páginas intitulado “Tortura impune: o governo de Bush e o mau trato aos detidos”. De acordo com o El Mundo, a ONG insiste que o documento contém “informação substancial que justifica a investigação criminal a Bush e outros funcionários do seu governo, incluindo o ex-vice-presidente, Dick Cheney, o ex-chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, e o ex-director da Agência Central de Inteligência (CIA), George Tenet”.
A HRW acusa estes dirigentes de terem autorizado o uso de ‘waterboarding’ (simulação de afogamento) nas prisões secretas da CIA ou de países terceiros que receberam suspeitos de terrorismo. Mas esta não é a primeira vez que a ONG faz acusações deste género: já em 2005 a HRW apresentou um relatório apontando o dedo a estes dirigentes e ainda ao ex-comandante do Exército dos EUA no Iraque, Ricardo Sánchez, e o ex-comandante militar da prisão de Guantánamo, Geoffrey Miller.
Kenneth Roth, director executivo da HRW, diz haver “razões sólidas para investigar Bush, Cheney e Tenet” por crimes de guerra e tortura, mas a Administração Obama limitou-se a tratar “a tortura como uma selecção desafortunada de procedimentos, mais que como um delito”: o secretário da Justiça, Eric Holder, ordenou em 2009 uma investigação aos abusos contra os detidos, mas limitou o inquérito aos “actos não autorizados”. Quem autorizou o uso de tortura ficou fora do inquérito e, diz a HRW, ou se “reestabelece a proibição da tortura”, ou a decisão de Obama “em colocar um ponto final às técnicas abusivas de interrogatório continuará a ser reversível”.
( DN.PT )

CONTINUA AQUI: Obama não quer investigar George Bush

junho 10, 2011

Irã, OPS!, digo, Arábia Saudita: cinco mulheres presas apenas por dirigirem

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Cinco mulheres sauditas foram hoje detidas em Riade por terem sido apanhadas ao volante de um carro, afirmou uma das detidas, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, via telefone.
Na Arábia Saudita, as mulheres estão proibidas de conduzir.
As mulheres foram interpeladas por polícias em Hettein, um bairro da zona norte de Riade, referiu a mesma mulher.
A mulher explicou que ela e as suas amigas estavam a treinar a condução num terreno baldio.
“Nenhuma de nós violou a lei, não estávamos a conduzir em estradas”, alegou.
As mulheres, com idades compreendidas entre os 20 e os 30 anos, foram transportadas para uma esquadra de polícia e os guardiães [homens da família responsáveis pela mulher] foram chamados. Os respetivos telemóveis não foram confiscados.
No próximo dia 17 de junho, as mulheres sauditas vão realizar o protesto Mulheres ao Volante.
A campanha foi lançada na rede social Facebook e espera conseguir criar nas autoridades do reino saudita mais abertura relativamente a este direito.
O protesto foi impulsionado pelo caso de Mana al-Charif, uma mulher de 32 anos que foi detida por conduzir o seu veículo em Jobar, leste do país.
Mana al-Charif foi libertada pelas autoridades sauditas no passado dia 30 de maio.
( IOL )

As experiências “nazistas” dos EUA, Por Brizola Neto

Marta Orellana, uma das cobaias da Ciência norte-americana

Perdoem-me, é terrível e chocante. Por isso mesmo precisa ser lida esta reportagem publicada hoje pelo jornal inglês The Guardian.
Repugnante, enojante, mas real e até oficialmente reconhecida. Leiam, me perdoem a má tradução, mas era impossível deixar no silêncio.
“Marta Orellana diz que estava brincando com amigos no orfanato, quando o chamado soou: “Orellana à enfermaria Orellana para a enfermaria..”
Esperando por ela foram vários médicos que ela nunca tinha visto antes. Os homens altos, com pele clara, que falou que ela imaginou que seria inglês, além de um médico da Guatemala. Eles tinham seringas e frascos pequenos.
Eles ordenaram que ela se deitar e abrir as pernas. Constrangida, ela trancou joelhos unidos e abanou a cabeça. O médico guatemalteco deu um tapa em seu rosto e ela começou a chorar. “Eu fiz o que foi mandado”, lembra ela.
Hoje, a menina de nove anos de idade é uma bisavó de 74 anos e de olhos remelentos, mas a angústia do momento que perdura. Foi assim que tudo começou: a dor, a humilhação, o mistério.
Era 1946 e os órfãos na Cidade da Guatemala, juntamente com os prisioneiros, recrutas e prostitutas, tinham sido selecionados para um experimento médico que atormentam muitos, e permaneceu em segredo por mais de seis décadas.
Os EUA, preocupados com soldados voltando para casa (da 2ª Guerra) com doenças sexualmente transmissíveis, infectou cerca de 1.500 guatemaltecos com sífilis, gonorréia e cancro mole para testar um dos primeiros antibióticos, a penicilina.
“Eles nunca me disseram o que estavam fazendo, nunca me deram a chance de dizer não”, disse Orellana esta semana, sentada em seu barraco na Cidade da Guatemala. “Vivi quase minha vida inteira sem saber a verdade. Que Deus os perdoe.”
O governo dos EUA admitiu a experiência em outubro, quando a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, emitiram uma declaração conjunta pedindo desculpas por “pesquisas tão reprováveis” sob o pretexto da saúde pública. Barack Obama, telefonou para seu colega guatemalteco, Álvaro Colon, também para pedir desculpas.
Susan Reverby, professor da Faculdade Wellesley, em os EUA, descobriu a experiência enquanto pesquisava o “Estudo Tuskegee” sobre sífilis, em que centenas de homens afro-americanos não foram tratado,s durante 40 anos a partir da década de 1930.
O estudo da Guatemala foi mais longe por terem infectado deliberadamente estas pessoas. Não só violam o juramento de Hipócrates não causar males, mas aproximaram-se dos crimes nazistas expostos, nesta mesma época,nos julgamentos de Nuremberg.
As vítimas permaneceram em grande parte desconhecidas, mas o The Guardian entrevistou as famílias dos três sobreviventes identificados até agora pela Guatemala. Eles narraram suas vida,s destruídas por doenças, negligência e perguntas sem resposta.
“Meu pai não sabia ler e o tratavam como um animal”, disse Benjamin Ramos, 57, filho de Federico, 87, um ex-soldado. “Esta foi a experiência do diabo.”
Mateo Gudiel, 57, disse que seu pai, Manuel, 87, outro ex-recruta, tem infecções de sífilis ligadas à demência, e dores de cabeça. “Parte disso pode ter sido passada para mim, meus irmãos e nossos filhos.” As crianças podem herdar a sífilis congênita.
Mais da metade dos indivíduos eram soldados de baixa patente, entregues por seus superiores a médicos americanos, trabalhando a partir de uma base militar na capital. Os norte-americanos, inicialmente infectavam prostitutas ao manterem relações sexuais com os presos, antes de descobrirem que era mais “eficiente” para infectar soldados, pacientes psiquiátricos e órfãos com a bactéria da sífilis.
Na Guatemala, o inquérito oficial, chefiado pelo seu vice-presidente, deve publicar seu relatório em junho. “O que mais me impactou foi como pouco valor era dado a estas vidas humanas. Eles eram vistos como coisas a serem usadas”, disse Carlos Mejia, membro da comissão de inquérito e chefe do Colégio de Médicos da Guatemala.
Os cientistas dos EUA trataram 87% dos infectados com sífilis, mas perderam o rasto dos outros 13%. Dos tratados, um décimo teve uma infecção recorrente.(…)
“Eles não me disseram porque me escolheram”, disse Orellana, que tinha quatro anos quando foi enviados a uma instituição depois que seus pais morreram. Depois da sondagem ginecológica inicial, quando ela supõe que ela foi infectada,recebeu penicilina semanalmente. “Meu corpo doía e eu estava com sono, eu não queria brincar.” Pelo menos 10 outras meninas também foram escolhidas para o estudo, acrescentou.
O tratamento falha – e mesmo como adulta, quando ela trabalhava como empregada doméstica e nas fábricas, os médicos diziam apenas que ela tinha “sangue ruim”, deixando seus males como um mistério. Um marido “amoroso e paciente” a ajudou a superar problemas de intimidade. Ela tem cinco filhos, 20 netos e oito bisnetos.
Quando os EUA finalmente reconheceram o escândalo,em 2010, Maria Orellana estava muito lesada fisicamente , mas ainda que lúcida, estava como que hipnotizada. Ela testou positivo para a sífilis, disse Rudy Zuniga, um advogado que representa as alegadas vítimas de uma ação coletiva nos EUA. Apenas um punhado das 1500 pessoas originamente infectadas ainda podem estar vivas, mas pode haver dezenas se não centenas de crianças infectadas e netos, disse ele.”
( TIJOLAÇO)

maio 25, 2011

Relatório revela: bancos investem na produção de bombas de fragmentação

Filed under: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 4:38 pm

Mais de 160 instituições financeiras privadas e públicas, entre as quais grandes bancos europeus, continuam a investir em fabricantes de bombas de fragmentação, apesar da sua proibição, denunciaram hoje em Bruxelas uma ONG belga e outra holandesa.
Desde 1 de Maio de 2008, os bancos em causa, 73 dos quais norte-americanos, investiram um total de 39 mil milhões de dólares em oito empresas produtoras de bombas de fragmentação, afirmam a ONG belga Netwerk Vlaanderen e a holandesa IKV Pax Christi num relatório intitulado Os investimentos mundiais em bombas de fragmentação, uma responsabilidade partilhada. As bombas de fragmentação ao deflagrarem libertam centenas de pequenos engenhos explosivos que se dispersam por uma vasta área e representam um sério risco para os civis.
As duas organizações não governamentais assinalam ainda que 26 instituições financeiras da União Europeia têm interesses financeiros que ultrapassam os três mil milhões de dólares em actividades de produtores de bombas de fragmentação. Grandes bancos europeus, como o Deutsche Bank (Alemanha), o Royal Bank of Scotland (Reino Unido) e a Société Générale (França), financiam a produção daquelas armas proibidas, sublinha o relatório. Ao contrário, algumas instituições bancárias (num total de 23, das quais 22 europeias) abstêm-se de financiar bombas de fragmentação, congratulam-se as ONG. Entre estas estão a italiana Banca Ética e a neo-zelandesa NZ Superannuation Fund.
“Apelamos aos Estados membros da UE e aos líderes políticos para adoptarem uma lei que proíba este tipo de investimento mortífero”, afirmou Esther Vandenbroucke, autora do relatório, durante uma conferência de imprensa. O tratado internacional contra as bombas de fragmentação, que entrou em vigor a 1 de Agosto de 2010 e foi ratificado por 57 países, proíbe nomeadamente que se contribua para a produção de armas que visam sobretudo os civis. Um total de 128 instituições financeiras que investem em bombas de fragmentação são de países que não assinaram o tratado, como os Estados Unidos, a Rússia, China, Singapura, Coreia do Sul e Taiwan.
( DN.PT )

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