ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

março 12, 2013

Gurgel: quando se trata de Demóstenes “Mosqueteiro da Veja” ou de Azeredo “Pai do Mensalão”, procurador vira uma lesma.

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Gurgel insiste em prisão de petistas para prestar serviço à mídia golpista
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao invés de agilizar o julgamento do valerioduto tucano – cujos fatos foram anteriores aos da AP 470 -, voltou a pressionar nesta segunda-feira (11) para apressar a prisão dos dirigentes petistas. Ele já havia tentado antes impor mais essa arbitrariedade, mas foi derrotado. Agora voltou com a conversa que “a demora na execução das sentenças abala a credibilidade do julgamento realizado pelo STF”. O que está abalando a credibilidade da justiça é a impunidade do tucano Azeredo & Cia.
Numa clara confissão de que o julgamento da AP 470 foi político e uma farsa, Gurgel saiu-se com a seguinte pérola para tentar apressar a prisão de José Dirceu e outros. “Achávamos que os encastelados no poder não poderiam ser alcançados. [O julgamento] deixou essa grande esperança, mas é preciso que essa esperança se concretize. E vai se concretizar apenas com a execução das penas pelo Supremo Tribunal Federal”, disse.
Exalando sua encenação por todos os lados, Roberto Gurgel acrescentou que “é preciso que aquelas pessoas condenadas a penas privativas de liberdade tenham mandados de prisão expedidos e sejam recolhidas à prisão, a exemplo do que acontece com as pessoas pobres que são recolhidas à prisão”. Se Gurgel fosse mesmo o Vingador dos pobres e tivesse essa mesma pressa contra Eduardo Azeredo (PSDB) e contra Demóstenes Torres (DEM), o tucano estaria em maus lençóis e o ex-senador do Dem há muito já estaria longe do Senado. Pior, eles já estariam atrás das grades. Há muito tempo. Mas o procurador-geral engavetou o inquérito da PF por um ano em que Demóstenes é flagrado em sua participação na quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Quanto a Azeredo, igualmente nada.
Sua valentia só funciona contra o PT, pois é este que a mídia golpista quer criminalizar, sem ter provas, custe o que custar. Não é à toa que Gurgel disse que se não fosse por ele, não haveria julgamento do susposto “mensalão”, porque a Polícia Federal não estava “preparada” para esse caso. Realmente, a PF não poderia mesmo estar preparada para participar de uma farsa, como foi o processo da AP 470. Simplesmente porque não havia as irregularidades que se acusava. Não houve a tal compra de votos e nem “mensalão”. Apenas caixa 2. ( HORA DO POVO )

janeiro 17, 2013

Gurgel admite que não existe qualquer prova contra Dirceu

O procurador geral admitiu em entrevista que acusou o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, “a despeito da inexistência de prova direta”.”Em nenhum momento nós apresentamos ele passando recibo ( Nota do ENCALHE: Em casos envolvendo tucanos, existem “recibos” e documentos, que a imprensa pró-tucana tentou vender como “falsos”, o que não é bem verdade , já se sabe desde 2006 ) sobre uma determinada quantia ou uma ordem escrita dele para que tal pagamento fosse feito ao partido “X” com a finalidade de angariar apoio do governo”, disse Gurgel.
HORA DO POVO, 16 de Janeiro de 2013
Procurador-geral reconhece que acusou José Dirceu sem provas
Ele festejou como “um marco” a condenação do ex-ministro e outros membros do partido de Lula
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acabou confessando que não havia nenhuma prova contra José Dirceu no julgamento da Ação Penal 470, do suposto “mensalão”. “Em nenhum momento nós apresentamos ele [Dirceu] passando recibo ( Nota do blog: foi o mesmissimo entendimento da Ministra Carmen Lúcia ) sobre uma determinada quantia ou uma ordem escrita dele para que tal pagamento fosse feito ao partido ‘X’ com a finalidade de angariar apoio do governo”, disse Gurgel.
As declarações do procurador confirmam que o julgamento da AP 470 no Supremo Tribunal Federal (STF) não levou em conta os argumentos da defesa. Ele acabou revelando que já estava tudo decidido antes do julgamento começar. Não havia provas, mas eles tinham que condenar Dirceu e seus companheiros, como exigia a mídia golpista e a oposição tucana. Na tentativa de justificar o comportamento abjeto de parte do STF em todo o processo, Gurgel foi se complicando cada vez mais ao revelar que não tinham prova nenhuma para apresentar. “Havia uma série de elementos de prova que apontavam para a participação efetiva de Dirceu”, disse. Como assim, “elementos de prova?”. Ou tinha prova ou não tinha. “O que tinha não era prova direta”, admitiu o procurador.
Daí em diante ele começou a relatar o que eram os tais elementos de prova. “Fazia-se um determinado acerto com algum partido e dizia-se: quem tem que bater o martelo é o José Dirceu. Aí, ou ele dava uma entrada rápida na sala ou alguém dava um telefonema e ele dizia: ‘Está ok, pode fechar o acordo’”, disse.
É bom que se lembre que nesta época Dirceu era só o ministro da Casa Civil do governo Lula, ou seja, o coordenador político do governo. Avalizar acordos políticos da base aliada era sua tarefa. Mas, Gurgel concluiu que isso era uma prova de que ele “chefiava uma quadrilha”.
Além da falta de provas ou evidências contra Dirceu, confessada agora pelo próprio Gurgel, outro fato desmoraliza ainda mais as decisões do STF. É que a acusação central da AP 470, de que houve desvio de dinheiro público, através do Visanet, para a compra de votos em apoio às propostas do governo Lula, não tem fundamento. Em primeiro lugar porque a Visanet é uma empresa privada com matriz nos EUA. Ela repassava recursos para o Banco do Brasil e outros bancos associados para a divulgação do uso de seu cartão. Não eram, portanto, recursos públicos. Ora vejam, o ponto central da acusação – dinheiro público – não existe. E mais, uma ampla auditoria do Banco do Brasil comprovou que os recursos repassados ao banco pela empresa americana foram totalmente usados na propaganda do uso do cartão Visanet.
A farsa do mensalão tinha “jurado” que esse dinheiro foi usado para comprar votos. É que, segundo os golpistas, os empréstimos do PT, assinados por José Genoino, eram falsos. Para Gurgel e Joaquim Barbosa, atual presidente do STF e relator da AP 470, a tal “compra de votos”, chefiada por Dirceu, foi feita com os recursos que tinham sido repassados pela Visanet para o Banco do Brasil. “Esqueceram” de falar da auditoria que dizia o contrário, que tudo foi usado em propaganda. “Esqueceram” de ler o que constava dos autos. É neste contexto de falta do que dizer que apareceu a teoria do domínio do fato para dar sustentação à farsa promovida pela quadrilha togada.
Desprovido de “prova direta”, Gurgel citou a teoria do domínio do fato, segundo a qual “o autor não é só quem executa o crime, mas quem tem o poder de decidir sua realização”. “A teoria do domínio do fato vem para dizer que essas provas ‘indicam’ que ele [Dirceu] se encontrava numa posição de liderança nesse sistema criminoso. Então, é possível, sim, responsabilizá-lo a despeito da inexistência da prova direta. Prova havia bastante do envolvimento dele”, disse o procurador. Gurgel não deixa dúvida que o desenterro dessa teoria – que teve origem no regime nazista – foi realizado para encobrir “a inexistência de ‘prova direta’”.
“O grande desafio desse processo era provar a responsabilidade do chamado núcleo político. Porque essa prova é diferenciada. (…) Pessoas do topo da quadrilha têm sempre uma participação cuidadosa e provas diretas são praticamente impossíveis”, confessou o procurador. Mais claro do que isso impossível. Não havia prova, mas tinha que condenar.
Tinham que garantir a farsa jurídica. Aí nem o domínio do fato dava conta. Tiveram que fazer uma interpretação deformada da própria teoria do domínio do fato. Sim, porque mesmo o jurista social-democrata alemão, Claus Roxin, que revisou a teoria de Hanz Welzel, criada na Alemanha nazista em 1939, disse, em passagem pelo Brasil, que o domínio do fato não dispensa a necessidade de apresentação de provas. Mas, Gurgel não se preocupou com isso. Comemorou a farsa como “um marco, talvez um divisor de águas na história de responsabilizar pessoas envolvidas em esquema de corrupção no país”.
Concluindo a entrevista na “Folha de S. Paulo”, o procurador falou do resultado conseguido com o julgamento. Disse aquilo que vários juristas já vinham concluindo. Que tudo não passou de um julgamento político. “Era uma das primeiras vezes que se responsabilizava todo um grupo que dominava o partido do governo”, festejou Gurgel. “Quando nos defrontamos em qualquer investigação com um esquema criminoso muito amplo, você tem que optar, em determinado momento, por limitar essa investigação”. “Limitou” a investigação, claro, ao que exigia a mídia golpista: a criminalização do PT e do governo Lula. Já contra o apadrinhado da mídia golpista, o ex-senador do Dem, Demóstenes Torres, com provas abundantes de sua parceria com o contraventor Carlinhos Cachoeira, o comportamento do procurador foi de abafar e engavetar o escândalo.
Em suma, o procurador e o relator da AP 470 usaram a “teoria” para substituir a necessidade de investigação e de apresentação de provas. Como disseram alguns analistas, a entrevista de Gurgel foi um verdadeiro tiro no pé do STF. O próprio Dirceu já está se embasando nas palavras que o procurador deixou escapar para reafirmar ua defesa e sua inocência.
SÉRGIO CRUZ

Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite” –  Ministra do STF Rosa Weber

dezembro 29, 2012

Casamento de Cachoeira, Jornalismo à moda de Al Capone, Por Leandro Fortes

O que é mais incrível não é a Folha de S.Paulo mandar uma repórter “enviada especial” a Goiânia para cobrir o casamento de um mafioso com uma mulher indiciada por chantagear um juiz federal para tirá-lo da prisão, e sequer citar esse fato.
Carlinhos Cachoeira, vocês sabem, tem trânsito livre na imprensa brasileira. Dava ordens na redação da Veja, em Brasília, e sua turma de arapongas abastecia boa parte das demais coirmãs da mídia na capital federal.
Andressa, a noiva, foi indiciada por corrupção ativa pela Polícia Federal por ter tentado chantagear o juiz Alderico Rocha Santos.
Ela ameaçou o juiz, responsável pela condução da Operação Monte Carlo, com a publicação de um dossiê contra ele. O autor do dossiê, segundo a própria? Policarpo Jr., diretor da Veja em Brasília.
Mas nada disso foi sequer perguntado aos pombinhos. Para quê incomodar o casal com essas firulas, depois de um ano tão estressante?
O destaque da notícia foi o mafioso se postar de quatro e beijar os pés da noiva, duas vezes, a pedido dos fotógrafos.
No final, contudo, descobre-se a razão de tanto interesse da mídia neste sinistro matrimônio no seio do crime organizado nacional.
Assim, nos informa a Folha:
“Durante o casamento, o noivo recusou-se a falar sobre munição que afirma ter contra o PT: ‘Nada de política. Hoje, só falo de casamento. De política, só com orientação dos meus advogados’.”
É um gentleman, esse Cachoeira.
VIOMUNDO

novembro 29, 2012

Relator arrega e pombinhos Policarpo e Cachoeira podem voltar a se telefonar à vontade

Cachoeira: relator amarela e retira indiciamento de ‘Veja’ e Gurgel do relatório da CPI
Na quarta-feira, o relator da CPI do Cachoeira apresentou uma nova versão do seu relatório, retirando os pedidos de investigação sobre o procurador-geral Roberto Gurgel, e de indiciamento de Policarpo Jr, da sucursal da revista “Veja” no DF.
HORA DO POVO
Odair cede às pressões do lobby da Veja e retira indiciamento de Policarpo Júnior
O relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT/MG), alterou o texto de seu relatório final com a conclusão dos trabalhos da comissão. Na quarta-feira (28), ele apresentou uma nova versão, na qual retirou os pedidos de investigação da conduta do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e de indiciamento de cinco jornalistas, entre eles, Policarpo Júnior, da sucursal da revista “Veja” em Brasília.
Contrariando a versão divulgada dez dias antes, Cunha classificou esses dois itens de “secundários” e “acessórios”. “Se os partidos se comprometeram a aprovar o essencial, estou disposto a retirar o secundário. O encaminhamento do procurador-geral para o conselho e o indiciamento dos jornalistas é irrelevante; não é uma questão central. Se o procurador e os jornalistas são elementos que criam obstáculos à aprovação do relatório, abro mão deles”, afirmou.
Segundo o relator, a investigação destas questões poderiam ser excluídas do texto. “São questões importantes, mas o ponto central de nosso relatório é o núcleo da organização criminosa comandada por Cachoeira”, declarou.
Na primeira versão, o chamado núcleo de imprensa era descrito em 349 páginas, onde o relator destacou que não restavam dúvidas “de que o jornalista Policarpo Junior aderiu à organização criminosa de Carlos Cachoeira, colaborando intensamente para o êxito e a continuidade de suas atividades e a impunidade de seus líderes”.
Ele registrou, ainda, trecho do despacho do juiz da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, Paulo Augusto Moreira Lima, ao decretar a prisão de Cachoeira: “Os meios de proteção ao esquema criminoso alcançaram a utilização e manipulação da própria imprensa, sempre mediante pagamento, tudo com o escopo de tentar desqualificar o trabalho desenvolvido por órgãos sérios de persecução e preservar negócios espúrios”.
Sobre a conduta do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o relator destacou, em seu documento inicial, que o servidor teria incorrido na conduta de prevaricação, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
“Em hipótese alguma, ele poderia ter sobrestado – leia-se interrompido – a investigação em face da organização chefia por Carlos Cachoeira. Ao interromper as investigações sobre a Operação Vegas, o dr. Roberto Gurgel deixou que continuassem as ilicitudes cometidas pela organização criminosa liderada por Carlos Cachoeira”, frisou.
Odair Cunha manteve em seu novo texto o indiciamento de Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, e de Cláudio Abreu, ex-diretor da empreiteira no Centro-Oeste. Ele também propõe a responsabilização do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, em seis crimes, além do indiciamento do ex-senador Demóstenes Torres e do deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO).
No relatório, consta que a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 83 pessoas físicas e jurídicas revelou uma movimentação de R$ 84 bilhões, nos últimos dez anos. Segundo o relator, a maioria dessas transações ocorreu em períodos eleitorais.
O PSDB acusou Cunha de ter sido parcial por deixar de fora o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT). “Não foi comprovado que o Agnelo sucumbiu aos interesses da organização criminosa do Cachoeira. No caso do Perillo há encontros dele com o contraventor e até possível entrega de dinheiro”, rebateu o relator.
Com a apresentação de um pedido de vista coletivo, abriu-se prazo de cinco dias úteis, conforme o Regimento Interno do Senado, para que os parlamentares apresentem voto em separado ou mesmo sugestões para o relator. Com isso, a votação do relatório foi marcada para o próximo dia 5 de dezembro, às 10h15, na sala 2 da Ala Alexandre Costa do Senado.

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Abatido no nascedouro? – CARTA CAPITAL

Relações criminais entre Policarpo da Revista Veja e o contraventor Carlinhos Cachoeira são definidas por jornalistas como “mau jornalismo”

Policarpo não fez “mau jornalismo”; cometeu um crime

por Dr. Rosinha*

“Este é o retrato sem retoques de como se faz um jornalismo sem ética, um jornalismo que, para destruir determinado alvo ou determinado projeto político, não hesita em violar as leis, a Constituição e a própria dignidade dos cidadãos.”
É dessa forma que o incisivo texto do relatório final da CPI do Cachoeira define a relação de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha com tentáculos no poder público e na mídia.
O jornalista da CBN, Kennedy Alencar, em comentário sobre a CPI, disse que o relatório final não apresenta provas contra Policarpo. Para Alencar, Policarpo não cometeu nada além de “mau jornalismo”. “E mau jornalismo não é crime”, afirma.
De fato, não é, embora isso também seja bastante questionável. Mas o que emerge do relatório final é muito mais do que “mau jornalismo”. Só um corporativismo ancestral pode explicar a declaração de Kennedy Alencar. No relatório, Policarpo Jr. aparece encomendando grampos clandestinos e pedindo ajuda para devassar, sem autorização legal, a intimidade de um cidadão brasileiro (no caso, Zé Dirceu, quando hospedado em um hotel de Brasília). Em troca desses “pequenos favores”, Policarpo fazia o papel de assessor de imprensa da organização chefiada por Cachoeira: publicava o que lhes era conveniente e omitia o resto. Assassinava reputações e promovia jagunços de colarinho branco, como o ex-senador Demóstenes Torres, também integrante da organização, a exemplos éticos a serem seguidos pelas próximas gerações.
Quando a Delta não foi beneficiada por uma licitação para a pavimentação de uma rodovia federal, Cachoeira acionou Policarpo para, através de uma reportagem da Veja, “melar” a licitação. Posteriormente, como os interesses da Delta continuaram a ser negligenciados, Cachoeira e Policarpo montaram uma ofensiva para derrubar o ministro dos Transportes – o que acabaram por conseguir.
Em troca, quando lhe interessava, Policarpo solicitava à organização criminosa que, por exemplo, “levantasse” as ligações de um deputado. Tudo isso está no relatório final, provado através das ligações interceptadas pela PF com autorização judicial. Não é “mau jornalismo” apenas. É crime.
“Não se pode confundir a exigência do exercício da responsabilidade ética com cerceamento à liberdade de informar. Os diálogos revelam uma profícua, antiga e bem azeitada parceria entre Carlos Cachoeira e Policarpo Júnior”, diz o relatório.
Policarpo não é o único jornalista envolvido com a organização de Cachoeira, mas é sem dúvida o que mais fundo foi neste lodaçal. Durante a CPI, não foi possível convocá-lo para depor, porque não havia condições políticas para tanto. Agora, porém, as provas falavam alto.
Porém as questões políticas (necessidade de aprovar o relatório) mais uma vez se interpuseram. Assim como feito em relação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi necessário retirar as menções a Policarpo do documento. O relator entendeu, e eu o compreendo e defendo, que Policarpo, perto do governador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, é secundário. Mas, ser secundário não afasta a necessidade de a Polícia Federal continuar a investigá-lo, e espero que o faça, mesmo com seu nome não constando no relatório. Afinal, todo suspeito deve ser investigado.

*Deputado federal do PT-PR

Publicado no VIOMUNDO

novembro 23, 2012

Povo brasileiro exulta: relatório da CPI do Cachoeira indicia Policarpo Jr, da revista VEJA, e Gurgel

Para a felicidade maior da Nação. Falta agora o “Mensalão Tucano”, mais conhecido como “A Gênese”

Diretor da Veja cuidava de “destruir biografias” visando êxito de “sua organização criminosa
O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha , divulgou na terça-feira seu relatório que pede o indiciamento do diretor da revista Veja, Policarpo Júnior, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, entre outros. São 200 ligações entre Cachoeira e Policarpo Jr., cujas matérias serviam “como uma arma letal para (…) destruir personalidades, criar falsos moralistas (…) visando sempre alcançar o êxito político e econômico de sua organização criminosa”.
HORA DO POVO
CPMI: relator denuncia crimes de Policarpo Jr, Gurgel e Perillo
Ligação do diretor da Veja com o mafioso Cachoeira não era apenas relação de “jornalista e fonte”, apontou Odair Cunha
O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), divulgou na terça-feira (20) seu relatório que pede o indiciamento de 46 pessoas, entre elas, o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Júnior, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish. O relator ainda pede que o Conselho Nacional do Ministério Público investigue a conduta do procurador Roberto Gurgel, que suspendeu a investigação sobre Cachoeira sem uma explicação convincente.
A apresentação do relatório final está marcada para esta quinta-feira (22).
O diretor da Veja, Policarpo Júnior, que por pressões escusas não chegou a ser convocado para depor, foi flagrado em mais de duzentas ligações telefônicas com Carlos Cachoeira e foi indiciado no art. 288 do Código Penal (formação de quadrilha). Ele comandou diversas reportagens de Veja feitas a partir de grampos clandestinos produzidos por funcionários da quadrilha. O capítulo a respeito da mídia tem 348 páginas. Dessas, 86 são dedicadas ao relacionamento entre Cachoeira e Policarpo Júnior, “um dos profissionais da imprensa mais requisitados pelo líder da quadrilha”. Segundo o relator, o diretor de revista Veja manteve “constantes interlocuções com o chefe da Organização Criminosa, Carlos Cachoeira”. Ele não mantinha com o bicheiro “uma vinculação que se consubstanciava apenas na relação de jornalista e fonte”, ressalta Odair no documento.
O texto do relator sustenta que Cachoeira e sua organização alimentavam Policarpo Jr. com informações e usavam as matérias assinadas ou pautadas pelo jornalista ou sua equipe “como uma arma letal para prejudicar adversários, destruir personalidades e biografias, criar e promover falsos moralistas e paladinos da ética, visando sempre alcançar o êxito político e econômico de sua organização criminosa”. Segundo o relator, o diretor da sucursal de Brasília da revista também se abastecia de informações passadas pelo esquema do bicheiro. O relatório informa que, para conseguir seus objetivos, Policarpo cometeu crimes, infringiu o Código de Conduta dos Jornalistas e maculou a ética da profissão.
Várias reportagens, publicadas pela revista da Editora Abril por iniciativa de Policarpo Júnior, atendiam aos interesses diretos de Carlos Cachoeira, como as que trataram da derrubada de integrantes do Ministério dos Transportes – onde a empreiteira Delta enfrentava dificuldades. Segundo o relator da CPI, o esquema de Cachoeira não teria o mesmo êxito se não contasse com um braço midiático tão poderoso.
Odair Cunha escreveu ainda que Policarpo Júnior usava os serviços da quadrilha de Cachoeira para fazer “investigações” para a revista. Isso teria ocorrido, por exemplo, em agosto de 2011, com o deputado Jovair Arantes, envolvido em supostas irregularidades na Conab. No mesmo mês o ex-ministro José Dirceu também foi espionado pela quadrilha e o resultado desses grampos foi passado para o diretor de Veja. Segundo o relatório, Policarpo Junior procurou o araponga Jairo Martins, que trabalhava para Cachoeira, para obter imagens de um hotel onde José Dirceu estava hospedado em Brasília e mantinha encontros políticos. Cachoeira, afirma o relator, “a tudo acompanhava e controlava, sendo todo o tempo informado dos pedidos e solicitações de Policarpo Junior para Jairo Martins”.
Quanto ao governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, Odair Cunha aponta que ele cometeu seis crimes, entre eles corrupção passiva e formação de quadrilha.
Segundo o relatório, detalhado e recheado de provas nas suas mais de cinco mil páginas, o grupo de Cachoeira se infiltrou no governo de Goiás e há fortes indícios de que foram realizados pagamentos diretamente ao governador. Gravações da Polícia Federal autorizadas pela Justiça mostraram emissários da quadrilha entregando dinheiro em espécie ao esquema do governador dentro do próprio Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. O relatório também recomenda o indiciamento de oito secretários, ex-secretários, assessores e ex-assessores do governo do estado.
O documento também analisa a atuação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no caso da Operação Vegas, da Polícia Federal. Em 2009, a Vegas levantou as primeiras suspeitas do envolvimento de Cachoeira com políticos e empresários. Para a CPI, Gurgel praticou prevaricação ao suspender a investigação sem justificativa, possibilitando que a quadrilha continuasse atuando. Por mais de um ano as denúncias ficaram engavetadas pelo procurador e só foram investigadas quando vazaram para a opinião pública.
O relatório pede ainda o indiciamento do deputado Carlos Alberto Leréia, do PSDB de Goiás, e do ex-senador pelo Dem de Goiás, Demóstenes Torres, que teve o mandato cassado em julho, depois de serem reveladas dezenas de ligações telefônicas combinando ilícitos com o contraventor. Demóstenes Torres, que era pintado como “mosqueteiro da ética” pela revista Veja, foi desmascarado. Diversas vezes apareceu atuando em defesa dos interesses da quadrilha dos caça-níqueis no Senado e fora dele. A CPI recomendou, ainda, o indiciamento do prefeito de Palmas, Raul Filho, do PT, que apareceu em um vídeo conversando com Cachoeira.
O relator da comissão concluiu pelo farto material examinado que a quadrilha de Cachoeira tentou, mas não conseguiu penetrar na administração do Distrito Federal. O relator não encontrou nada que desabonasse a conduta do governador Agnelo Queiroz e o deixou de fora da lista de indiciados. “Havia” a “suspeita” de que Agnelo teria favorecido a quadrilha no negócio de coleta de lixo. Essa “suspeita” foi inflada pela mídia tucana com o objetivo de usar o governador do DF para desviar o foco sobre o envolvimento – esse, sim, demonstrado com várias provas – do governador tucano Marconi Perillo com o esquema de Cachoeira.
Também foi pedido o indiciamento de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Centro-Oeste. Ele era, segundo Odair Cunha, o contato de Cachoeira com a construtora.

novembro 3, 2012

Galeria dos Mosqueteiros da Ética do Brasil ( Edição Novíssima e Atualizada )

O MOSQUETEIRO DA ÉTICA DA SEMANA:
MARCOS VALÉRIO ( à direita, pois à esquerda, um amiguinho dele, da época em que financiar o PSDB não era crime. Até hoje, não é… ) O novo Rei da Cocada Preta

DEMÓSTENES TORRES: Rei morto, rei posto. Hoje, fogem dele assim como o Vampiro foge da cruz, da água benta e do nome “Ricardo Sérgio”. Foi, junto com o juiz do STF Gilmar Dantas, vítima de grampos paranormais.

JUIZ JOAQUIM BARBOSA: O novo herói da mídia e da classe-média. Cada martelada que deu, condenando mensaleiros com base na inovação jurídica trazida da Alemanha Nazista, ( TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO, DE Hans Welzel ) dava uma risadinha. Adorou os holofotes.

ROBERTO JEFFERSON: Disse que o Lula sabia, depois que não sabia. Entregou-se em Holocausto pelo bem do Brasil. Foi condenado como mensaleiro, mas a mídia não deu destaque. Disse que caixa 2 começou com PSDB, mas a mídia não deu destaque. Hoje doente, poucos fazem questão de lembrar de seu “heroísmo”.

POLICARPO JÚNIOR: Jornalista da Revista Veja, amigo de Demóstenes Torres e do contraventor Carlinhos Cachoeira. Exemplo da Liberdade de Imprensa que nossa Imprensa tanto reclama.

RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA: Ex-Caixa de Campanha de José Serra, condenado pela Justiça por sua atuação no Banco do Brasil. O imóvel em Minas onde funciona a SMP&B, do nosso herói Marcos Valério pertence a ele.

GILMAR DANTAS: Se não ganhasse um lugar nesse seleto rol de Mosqueteiros, a jagunçaiada ia trabalhar dobrado para reparar tal perfídia

outubro 19, 2012

Esquema criminoso de VEJA-Demóstenes–Perillo-Cachoeira movimentou R$ 84 bilhões em 10 anos, revela relator da CPI

O parecer que será apresentado pelo relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT/MG), aponta que a organização criminosa chefiada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira movimentou, nos últimos dez anos, mais de R$ 84 bilhões. Esse volume de recursos foi detectado nas quebras de sigilo fiscal e bancário de 75 pessoas físicas e jurídicas.
Uma nova “lavanderia” de dinheiro sujo do esquema, em conjunto com a Delta Construções, também veio à tona com a análise das quebras de sigilo. A empresa de fachada Adécio & Rafael Construções e Terraplanagem recebeu mais R$ 37 milhões da Delta sem que prestasse qualquer serviços para esta. Até então a Alberto & Pantoja Construções era apontada como principal instrumento de lavagem de dinheiro do esquema – com repasses feitos a ela pela Delta de R$ 31 milhões, entre 2010 e 2012.
Os novos documentos confirmariam ainda que a mansão do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), foi realmente comprada por Cachoeira. Perillo alega que vendeu a casa para Walter Paulo Santiago, que teria feito o pagamento de R$ 1,4 milhão com cheques da empresa Excitante Indústria e Comércio de Confecções. Mas a quebra de sigilo mostra que a Excitante fez os pagamentos após receber os valores da Adécio & Rafael.
Na quarta-feira (17), os integrantes da CPI do Cachoeira decidiram por unanimidade prorrogar os trabalhos da comissão. O prazo, no entanto, depende ainda de um acordo entre os representantes partidários no colegiado para ser definido. ( HORA DO POVO )

setembro 20, 2012

Serra, Andrea Matarazzo, Alckmin, Kassab, Paulo Preto… Por intermédio de PSDB/DEM, Carlinhos Cachoeira aportou em São Paulo ainda em 2002

Cachoeira e suas digitais em Sampa
Os técnicos da CPI do Cachoeira acabam de concluir um levantamento completo de todos os contratos firmados em São Paulo, governo estadual e prefeitura da capital, com a Delta Construções, ligada ao esquema criminoso comandado pelo bicheiro. É coisa de 1,2 bilhão de reais. O resultado, além de revelador sobre as relações dos governos do PSDB com a empresa-mãe da quadrilha de Cachoeira, trouxe à tona uma suspeita sobre os bastidores dos negócios milionários fechados na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), sob a influência do senador cassado Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.
Uma interceptação telefônica realizada pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo captou um diálogo entre Cachoeira e Cláudio Abreu, diretor da Delta na Região Centro-Oeste, onde ambos discutem contratos da empreiteira com a prefeitura de São Paulo. No grampo, de 31 de janeiro deste ano, o bicheiro pergunta a Abreu o resultado de uma conversa do ex-presidente da Delta Fernando Cavendish com Kassab sobre um contrato ainda não identificado. O diretor da construtora faz uma revelação: em consideração ao então senador Demóstenes Torres, o prefeito de São Paulo teria triplicado os valores do tal contrato. A conversa é a seguinte, retirado do áudio ao qual CartaCapital teve acesso:
Carlinhos Cachoeira: Outra coisa, Cláudio, você falou pro Fernando (Cavendish) do negócio lá do Kassab?
Cláudio Abreu: Ih, cara… Eu vou encontrar com ele mais tarde, eu vou voltar lá pra dar um retorno pra ele. Mas fala aí, o que é o negócio lá? Do contrato, né? Ele fez as coisas lá, né? Até pelo professor (Demóstenes Torres), né?
Cachoeira: Ele (Kassab) falou que triplicou o contrato por ele (Demóstenes).
De acordo com o levantamento feito pela CPI, a prefeitura de São Paulo tem três contratos com a Delta, firmados entre 2004 e 2012, num valor total de 307,6 milhões de reais. Um da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), de 93,7 milhões de reais. Um de urbanização da favela de Paraisópolis, via Secretaria de Habitação, de 15,4 milhões de reais. E um da São Paulo Transporte S.A. (SPTrans), de 12,2 milhões de reais. Pela data do grampo da PF, não é possível detectar exatamente qual dos contratos teria sido triplicado, pois todos abarcam também o ano fiscal de 2012. Segundo Emerson Figueiredo, assessor de imprensa da prefeitura, Kassab “desconhece o diálogo, seus supostos autores e considera improcedente o seu conteúdo”.
As relações entre a Delta e o governo estadual tratam de cifras maiores, cerca de 943 milhões de reais, em valores corrigidos, referentes a contratos firmados durante os governos tucanos de José Serra (765 milhões de reais) e Geraldo Alckmin (178 milhões de reais), entre 2002 e 2012 [ grifo do blog ]. Os negócios foram firmados a partir de demandas de cinco estatais: Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A principal obra contratada pelo governo estadual à Delta, na gestão de Alckmin, é o chamado Consórcio Nova Tietê, de ampliação da avenida marginal ao Rio Tietê, no valor de 149,9 milhões de reais. O contrato valeu de 22 de junho de 2009 a 10 de abril de 2012. Ao analisar a transferência de recursos do consórcio para a conta da Delta, os técnicos da CPI concluíram que as empresas envolvidas na obra não possuem controle de compensação de créditos e débitos. Dessa forma, uma empresa pode ter subcontratado a outra e pago o valor total pelo serviço. Por esse artifício, a diferença de eventual desvio de dinheiro público, por meio de superfaturamento ou pela falsa notificação de entrega real do serviço, é devolvida ao subcontratante, sem fiscalização alguma.
A Delta pode ter acertado um esquema de lavagem de dinheiro por meio de subterfúgios burocráticos. Além disso, segundo a avaliação da CPI, as empresas subcontratadas pela construtora possuem entre si contratos mútuos de diferentes obras, serviços ou negócios (lícitos ou ilícitos) e fazem pagamentos entre si sem compensar valores por meio de controle contábil (oficial ou não).
As informações da CPI a respeito dos contratos estaduais coincidem com um levantamento anterior feito pela repórter Conceição Lemes, do site Viomundo, com base em dados do blog Transparência São Paulo, especializado em análise de contas públicas. A partir dessas informações, foi possível detectar que o contrato da Dersa, referente às obras no Tietê (415 milhões de reais) foi assinado por Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, diretor de Engenharia do órgão até abril de 2010, e pelo presidente da estatal, Delson Amador, que acumulava a superintendência do DER.
Intimamente ligado aos tucanos, Paulo Preto foi apontado como arrecadador de campanha do PSDB e chegou a ser acusado de sumir com 4 milhões de reais supostamente destinados à campanha presidencial de Serra em 2010. Os nomes dele e de Amador aparecem ainda em outra investigação da Polícia Federal, a Operação Castelo de Areia, na qual executivos da construtora Camargo Corrêa foram acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas.
Em 1997, durante a presidência do tucano Andrea Matarazzo, Delson Amador virou diretor da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), depois privatizada. Era responsável pela fiscalização de obras tocadas pela Camargo Corrêa, como a Usina de Porto Primavera e a Ponte Pauliceia, construída sobre o Rio Paraná para ligar os municípios de Pauliceia, em São Paulo, e Brasilândia, em Mato Grosso do Sul. Amador foi chefe de gabinete de Matarazzo na subprefeitura da Sé, na capital paulista.
Uma certidão emitida pela Junta Comercial de São Paulo revela que Heraldo Puccini Neto, diretor da Delta para São Paulo e o Sul do Brasil, aparece como representante legal do Consórcio Nova Tietê. Escutas realizadas pela PF demonstram que Puccini é um dos interlocutores mais próximos de Carlinhos Cachoeira. Documentos da Operação Monte Carlo o apontam como um dos elementos da quadrilha que preparavam editais para ganhar licitações públicas. ( CARTA CAPITAL )

setembro 5, 2012

Mulher de Cachoeira disse a juiz que Policarpo Jr., diretor da revista Veja era um ‘empregado’ do contraventor

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Revelação consta do relato do juiz Alderico, que foi ameaçado pela mulher de Cachoeira, para a Justiça
O juiz federal Alderico Rocha Santos, magistrado que foi ameaçado pela namorada de Cachoeira, Andressa Mendonça, fez um relato por escrito à Justiça onde revelou que a relação entre o diretor da Sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e o contraventor Carlinhos Cachoeira é muito mais íntima e promíscua do que se imaginava. Ao que parece, Policarpo complementava o seu salário da revista fazendo bicos para a quadrilha de Cachoeira.
A descrição do juiz revela que Cachoeira não era apenas uma fonte de Policarpo como quiseram fazer crer tanto ele, quanto outros escribas contratados pela “famiglia” Civita. Veja o trecho da narrativa oficial, feita pelo juiz, divulgada na sexta-feira (31) pelo site Brasil 247: “Ato incontinenti à saída da servidora, a sra. Andressa falou que seu marido Carlos Augusto tem como empregado o jornalista Policarpo Jr., vinculado à revista Veja, e que este teria montado um dossiê contra a minha pessoa”.
No início do encontro, em julho, com receio do que poderia ser a conversa, Rocha Santos pediu a presença, durante a audiência, da funcionária Kleine. “Após meia hora em que a referida senhora insistia para que este juiz revogasse a prisão preventiva do seu marido Carlos Augusto de Almeida Ramos, a mesma começou a fazer gestos para que fosse retirada do recinto a referida servidora”.
Em sua narrativa, Rocha Santos afirma oficialmente, que só recebeu Andressa em seu gabinete, na 5ª Vara Federal, em Goiânia, após muita insistência da parte dela. Santos perguntou a Andressa por que ela queria ficar a sós com ele, obtendo como resposta, após nova insistência, que teria assuntos íntimos a relatar, concernentes às visitas feitas a Cachoeira, por ela, na penitenciária da Papuda. Neste momento, o juiz aceitou pedir para sua assistente sair da sala. Foi nesta hora que Andressa fez a ameaça de divulgar um dossiê contra ele, produzido por Policarpo Júnior.
Andressa disse que Policarpo tinha pronto um dossiê capaz de, no mínimo, constranger o juiz Rocha Santos, a partir de denúncias contra amigos dele. A mulher de Cachoeira escreveu o nome de três pessoas em um pedaço de papel e perguntou se o juíz os conhecia: o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda, que teve o mandato cassado em setembro de 2009 por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2006; um fazendeiro da região do Tocantins e Pará, conhecido como Maranhense; e Luiz, que seria um amigo de infância do juiz e supostamente responderia a processo por trabalho escravo. De acordo com o juiz, Andressa disse que Policarpo tinha fotos do magistrado com essas três pessoas. O juiz respondeu que não tinha nada a temer e ouviu a seguinte resposta: “O senhor tem certeza?”.
Laudo da Polícia Federal divulgado na semana passada confirma que a letra escrita no bilhete é mesmo a de Andressa Mendonça.
Ao perceber que estava sendo ameaçado, o magistrado respondeu que não iria conceder, em razão da pressão, a liberdade solicitada a Cachoeira. O caso rendeu a prisão de Andressa, que precisou pagar R$ 100 mil de fiança. A fiança foi paga em dinheiro. Outros juízes e promotores também estão recebendo ameaças depois que as operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, desbarataram a quadrilha chefiada por Carlos Cachoeira.
Esses novos detalhes da ameaça ao juiz Alderico foram conseguidos pela Rede Record, que entrou em contato com o juiz e este confirmou o teor do seu relatório. ( HORA DO POVO )

agosto 31, 2012

Fui derrubado por um complô entre bicheiro, Delta e Veja, diz Pagot à CPI

CPI já ouviu todos menos Policarpo
O objetivo da quadrilha era submeter DNIT para suspender fiscalização
Passando “um período triste, em que eu me sentia verdadeiramente um morto vivo, um fantasma, tenho essa brutal notícia de que um complô liderado por um contraventor e um agente de uma empresa tinham sido os responsáveis pela reportagem que gerou o afastamento e, posteriormente, a exoneração”, afirmou o ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, na CPI. Pagot se referia ao bicheiro Cachoeira, o diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e o redator-chefe da “Veja”, Policarpo Junior.
HORA DO POVO
Matéria da Veja foi decisiva para a minha exoneração, disse Pagot
Ex-diretor do Dnit declarou na CPMI que sua saída foi um complô para favorecer a Delta
O ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, afirmou que o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, armaram um complô em conluio com a “Veja” com o objetivo de derrubá-lo da direção do órgão, por ele ter contrariado interesses da construtora em obras de vários pontos do país.
Durante depoimento à CPI do Cachoeira (CPI), na terça-feira (28), ele disse ter ficado “extremamente estarrecido com o afastamento e, depois, com a exoneração”. “Passando um período triste, em que eu me sentia verdadeiramente um morto vivo, um fantasma, tenho essa brutal notícia de que um complô liderado por um contraventor e um agente de uma empresa tinham sido os responsáveis pela reportagem que gerou o afastamento e, posteriormente, a exoneração”, assinalou.
Pagot esclareceu que foi seu currículo como tocador de obras que o fez chegar ao Dnit, convidado pelo presidente Lula. “Quando da nomeação, em 3 de outubro de 2007, [Lula] sentenciou: “Não se aflija com as adversidades. Supere a burocracia e faça as obras que o Brasil espera. Apoio você vai ter”. “Muito obrigado, presidente Lula, principalmente pelo apoio que nunca me faltou”.
OBRAS
Pagot explicou que havia irregularidades em algumas obras e a exigência do órgão em corrigir os problemas provocou o descontentamento da Delta. “Acredito que esses fatos todos, se nós agimos no interesse de preservar a qualidade das obras e o cumprimento dos compromissos, provocaram dissabores a Cláudio Abreu, o que o levou, juntamente com Cachoeira, a patrocinar uma matéria jornalística que me tirou do Dnit”, afirmou.
O ex-diretor destacou que o órgão vinha tendo alguns problemas com a empreiteira em relação à execução de obras, irregularidades que foram apontadas em vários processos levantados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por levantamentos feitos pela rede de controle que o governo federal tinha colocado em funcionamento.
“Então, nesses levantamentos, nesses processos, nesses inquéritos, muitas vezes, fomos informados – tivemos conhecimento dos autos – de que a empresa Delta estava com problemas. No caso, por exemplo, da BR-116 no Ceará, ela tinha subcontratado uma empreiteira local sem autorização do Dnit. E nós, obviamente, abrimos um procedimento sobre isso”, relatou.
Ele acrescentou que, na BR-104, em Pernambuco, a empresa insistia em um aditivo de preços que não foi concedido. Em outra obra, no Rio de Janeiro, o Dnit tentava retirar a Delta por descumprimento de contrato. “Tínhamos um cronograma e a empresa sempre ficava dando desculpas. O que percebemos é que havia uma postergação da empresa em entrar na obra”, disse Pagot.
O ex-diretor lembrou ainda outro episódio em Mato Grosso, no qual a empreiteira usou placas de concreto fora da especificação e aquém da medida estabelecida no projeto. Segundo Pagot, Cláudio Abreu insistia em deixar a obra como estava.
VEJA
“Veja” tinha conhecimento, desde maio de 2011, ou seja, dois meses antes de iniciar uma campanha contra o então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, da associação entre Cachoeira e a Delta, porque o contraventor a revelou a seu redator-chefe em Brasília, Policarpo Jr. Cachoeira marcou um encontro de Policarpo Jr. com Cláudio Abreu, e depois disso começou a campanha, pois a empresa queria se livrar da fiscalização, que já tomara várias medidas para sanar as irregularidades.
As referências a Luiz Antonio Pagot aparecem em um telefonema entre Cachoeira e Cláudio Abreu, gravado pela Polícia Federal com autorização da Justiça:
Abreu: (…) Quem chamou?
Cachoeira: Policarpo, pô. (…) você lembra que eu te fiz umas perguntas do Pagot? Enfiei tudo no rabo do Pagot, aquela hora o Policarpo tava na minha frente. (…) o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Uma beleza agora, Pagot tá fudido com ele.
Essa conversa ocorreu no dia 10 de maio. Numa conversa posterior, no dia 11 de julho, o Dadá, apontado como araponga do bicheiro, diz a Cachoeira: “Tem mais de um ano que o tal do Pagot tá no grampo”. O objetivo, claramente, era derrubar a cúpula dos Transportes para favorecer a Delta.
Foi exatamente o que “Veja” fez: no dia 2 de julho, ela colocou em sua versão online uma suposta denúncia de que no Ministério cobrava-se uma propina das empreiteiras de 4% do valor das obras e 5% das empresas de consultoria. Na edição impressa de 6 de julho, falava-se num suposto “mensalão do PR”, que seria recolhido pelo deputado Valdemar Costa Neto.
Em consequência da cruzada movida por “Veja”, toda a cúpula do Ministério dos Transportes foi exonerada, fato comemorado pelos integrantes da organização criminosa, como mostra outro grampo feito pela Polícia Federal, no dia 7 de julho de 2011, que revela o seguinte diálogo entre Cláudio e Carlos Cachoeira:
Cláudio: Ô Carlinhos, que saudade de receber um chamado seu, amigo!
Cachoeira: Aí, caiu Pagot, caiu Juquinha, caiu todo mundo.
Cláudio (risos): Falei que seu amigo é mais forte que Alden 40, uai.
Perguntado pelo relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT/MG), por que os membros da quadrilha comemoraram sua demissão do cargo, Pagot respondeu que não dava “vida boa” a empresas com contrato com o Dnit. “Acredito que era pela atuação que vinha tendo no Dnit. Não dava vida boa a nenhuma empresa, empreiteira, nenhum prestador de serviço”, disse.
REPORTAGEM
O ex-diretor ressaltou ainda que não renegava sua gestão e poderia prestar esclarecimentos, inclusive, em uma eventual CPI do Dnit. “Tinha esperança de haver uma CPI do Dnit para passar a limpo a autarquia, principalmente a gestão de que participei. O momento de minha saída, sem qualquer possibilidade de defesa, sobre o prisma de absoluto isolamento, minha presença à frente do Dnit não era necessária, deixei a autarquia sem ter medo do passado e sem negar a minha gestão.”
O deputado Glauber Braga (PSB/RJ) indagou se ele achava que o fato determinante para sua saída do ministério tinha sido a articulação entre o Cláudio Abreu e Cachoeira, disse: “O fato determinante foi a reportagem. Articularam, sai a reportagem; e pela reportagem, posteriormente, é tomada a decisão da exoneração. Então, o fato determinante foi a reportagem articulada por eles”.
O deputado Ronaldo Fonseca, do PR do Distrito Federal, defendeu a convocação do diretor da sucursal da revista Veja no DF, Policarpo Jr. “Está chegando a hora de nós votarmos o requerimento da vinda do senhor jornalista Policarpo aqui”, disse. O deputado afirmou na sua intervenção estar clarou que “o Sr. [Antonio] Pagot foi vítima de uma quadrilha, que o Ministro Alfredo Nascimento foi vitima de uma quadrilha, sim, senhores. E isso, para uma democracia, é um perigo. É um perigo isso”.
Na quarta-feira (29), foi a vez da CPMI ouvir o depoimento do ex-diretor da empresa rodoviária do governo de São Paulo (Dersa) Paulo Vieira de Souza, conhecido como “Paulo Preto”. Ele disse que a empreiteira Delta era responsável pelo lote 2 da Marginal Tietê, em depoimento na CPMI do Cachoeira, na quarta-feira (29). Ao ser perguntado sobre as irregularidades da Dersa em sua gestão, ele afirmou que “quem determina as diretrizes da estatal é o governador”, referindo-se ao ex-governador José Serra. Ele disse que houve dois aditamentos, de 24,9% cada um, nas obras de revitalização da Marginal Tietê. A obra continha quatro lotes na Marginal Tietê, e a Dersa licitou dois, uma delas ganha pela empreiteira Delta. De acordo com Paulo Souza, o contrato inicial da Delta era de R$ 172 milhões e foi para R$ 215 milhões com o aditivo. A Sobrenco, empresa que participava do mesmo consórcio, subiu o contrato de R$ 114 milhões para R$ 143 milhões.

E MAIS:
Cachoeira pediu audiência com Serra em 2009, revela gravação
Um diálogo travado em 2009, entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-senador cassado Demóstenes Torres, gravado pela Polícia Federal com autorização da Justiça, durante as operações Vegas e Monte Carlo, e divulgado esta semana pelo site Brasil 247, revela que o contraventor e chefe da quadrilha da jogatina pediu uma audiência com o então governador tucano de São Paulo, José Serra.
“Ocê vai tá com o Serra aí hoje?”, pergunta Cachoeira. Com naturalidade, Demóstenes diz que não. “Marca uma audiência com ele”, pede o contraventor. “Vou marcar com ele e venho aqui”, atende o ex-senador. Na conversa, Demóstenes afirma ter estado na Companhia Siderúrgica Nacional, do empresário Benjamin Steinbruch. Cachoeira faz então uma brincadeira dizendo que quem gosta muito de Steinbruch é o atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Cachoeira referia-se ironicamente às notícias divulgadas na época de que Mercadante seria muito amigo de Benjamim Steinbruch. Há ainda outro diálogo em que um homem não identificado conversa com um certo Geovane, ligado ao grupo de Cachoeira, sobre o encontro com Serra.
Numa outra conversa, ainda em 2009, segundo ainda o Brasil 247, Cachoeira também liga para Demóstenes para tratar de negócios em São Paulo. O ex-senador estava no apartamento 1.105 do Hotel Meliá, no bairro do Itaim-Bibi de São Paulo. O contraventor, que fazia lobby para a Delta, pede para o senador se encontrar com um espanhol chamado Carlos Sanchez. Trata-se do chefe do Departamento de Engenharia do Metrô de Madri. Neste diálogo, Cachoeira sugere a Sanchez que entre na página da internet do Senado para reconhecer a face de Demóstenes. O espanhol, pelo tom de voz, já festeja um negócio que será “muy Bueno”. Posteriormente chegavam a São Paulo os trens espanhóis.
O atual candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, tentou, nesta quarta-feira (29), esquivar-se desse assunto. Sem conseguir despistar os repórteres, ele foi obrigado a dar explicações, ou melhor, a enrolar e não dar explicação nenhuma. Disse que não se lembrava de ter recebido do senador cassado Demóstenes Torres um pedido de reunião com o mafioso Carlinhos Cachoeira, preso em Brasília. Como de costume, ao invés de explicar, o tucano disse que quem gravou e divulgou o diálogo envolvendo seu nome, é que deveria ser investigado. O tucano, portanto, está acusando a Polícia Federal pelo fato de descobrir que Cachoeira pediu uma audiência com ele quando ele era governador de São Paulo.

Mulher de Cachoeira afirmou que Policarpo Jr, editor-chefe da “Veja” era empregado do contraventor, diz juiz

O juiz Alderico Rocha afirmou que Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, falou para ele que Policarpo Jr., editor-chefe da revista Veja em Brasília, foi empregado do bicheiro e recebia para fazer “serviços” para ele, informou o R7. As informações teriam sido passadas ao juiz quando Andressa o visitou na sede da Justiça Federal, em Goiânia, para pedir que o marido fosse solto.
Segundo o portal, Rocha confirmou as informações ao R7. “A sra. Andressa falou que seu marido Carlos Augusto tem como empregado o jornalista Policarpo Jr., vinculado à revista Veja, e que este teria montado um dossiê contra a minha pessoa”, afirma um trecho do ofício encaminhado pelo juiz ao Ministério Público Federal, ao qual o “Jornal da Record” teve acesso.
“Ela me perguntou se eu conhecia Policarpo, jornalista da Veja. Eu disse que não conhecia não, mas já tinha ouvido falar. Então ela disse assim: Sabia que ele trabalhou durante certo tempo para meu marido, Carlinhos? Durante um tempo o Carlinhos pagou ele para que fizesse uns serviços”, contou Rocha. ( Portal Imprensa )

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