ENCALHE

junho 7, 2007

Desengavetamento 2

O elo perdido

Ex-sócio de Serra, Vladimir Rioli foi responsável por operações fraudulentas em parceria com Ricardo Sérgio
IstoÉ, 24/05/2002
Os golpes dos sócios de Serra no Banespa
Sebastião Nery, Tribuna da Imprensa, 28/05/2002
Justiça recebe ação contra aliados de Serra
Folha, 18/092002

Desengavetamento

Estava limpando meu masouléu, e achei um recorte de um artigo de Marcelo Auler publicado no Pasquim21, no longínquo 28/05/02. Era sobre José Serra.
Vou resumir só o importante, na fórma de ítens, as informações bacanas:
- Marcelo Mendonça de Barros ( filho do homem ) , da corretora Link, faltou a uma audiência na Assembléia Legislativa de São Paulo, onde seria ouvido pela CPI do Banespa ( 2002 ). Sua corretora teria, meses antes da venda do banco estatal, enchido o bucho em ações do Banespa , tendo obtido excelente lucro após sua privatização;
- A Link Corretora não tinha autorização para atuar na Bolsa e, na hora de vender a papelada, encarregou a RMC Corretora para que esta realizasse a operação;
- A RMC Corretora tinha, entre seus sócios, o ex-caixa de campanha de José Serra e FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira ( recentemente condenado pela Justiça por gestão temerária referente a empréstimos à Encol, quando dirigente do Banco do Brasil ) ;
- Em 1993 o vice-presidente do Banespa, Wladimir Rioli autorizou o banco para que este participasse conjuntamente à mesma RMC de uma operação de venda de títulos da ( à época, em estado falimentar ) Calfat no exterior. A venda, realizada em Cayman, gerou um ganho de 3 milhões de dólares. Suspeitou-se de que tenha sido um teatro para repatriar dinheiro que estava ilegalmente no exterior;
- Rioli, de acordo com Auler, tinha sido arrecadador de campanha de José Serra na década de 80 e de acordo com a IstoÉ, também seu sócio em uma consultoria na época desta venda de papéis. Nessa data, Ricardo Sérgio era o arrecadador da campanha de Serra ao Senado ( 1994 ) ;
- O Banco Fator, dotado do mesmo faro para oportunidades que o Mendoncinha, comprou R$ 1,7 milhão em ações do Banespa antes da privatização e vendeu por R$ 3,1 milhões pouco depois do martelo ter sido batido;
- O Banco Fator foi contratado para, segundo o jornalista, desenhar o modelo de privatização do Banespa;
Eu não sei como terminou essa história toda, mas achei que pudesse ser didático postar esses dados aqui. Se alguém souber de algo, compartilhe conosco.

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