ENCALHE

março 20, 2009

"Calote dos Estados Unidos na China Comunista", por Jasson de Oliveira Andrade

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao não quer perder o sono e nem a grana
A gravíssima crise econômica dos Estados Unidos afeta o mundo todo, além disso, também está mudando conceitos que eram impensáveis até pouco tempo. Já abordei um desses conceitos. Os Estados Unidos, como líderes inconteste do capitalismo, são, por princípio, pela livre empresa, privativistas e anti-estatizantes, atualmente vive um dilema: estatiza ou não estatiza os bancos americanos? Nunca iria pensar que eles iriam viver tal dilema! Outro fato impensável: os Estados Unidos devedores à China comunista. Pior. Eles poderão dar o calote nos chineses. Custa-nos acreditar que essa situação esteja ocorrendo.
Antes de analisar o possível calote à China, vamos mostrar o que acontecia até pouco tempo. Os países, principalmente os sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, tomavam emprestado do FMI (Fundo Monetário Internacional). Foi o que aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso. Elio Gaspari, em artigo à Folha (15/3/2009), relata: “Fernando Henrique Cardoso criou a crise cambial em 1999 um ano antes, quando desistiu de tirar o economista Gustavo Franco da presidência do Banco Centro, perseverando na sobrevalorização do real”. Em vista dessa situação, o governo FHC se socorreu do FMI, com grande empréstimo, o qual foi pago pelo governo Lula. Este fato foi muito elogiado. No entanto, o que nos interessa é que a atuação do Fundo Monetário Internacional não é tão visível como acontecia na década 90. Tanto assim, que os Estados Unidos se socorreram da China comunista.
Clovis Rossi, no artigo “Pensando o impensável” (Folha, 14/3/2009), faz essa surpreendente revelação: “Teste para o leitor: se você ler que um importante líder político está dizendo que um determinado país deve “manter sua credibilidade, honrar seus compromissos e garantir os ativos de nosso país”, vai imediatamente pensar que alguém está falando em risco de calote no Brasil, na Argentina, na Venezuela ou em algum outro exótico país tropical, certo? (…) Era certo até uns anos atrás. Agora, a frase, literalmente reproduzida, é do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, e o alvo são, sim, os Estados Unidos da América. (…) “Nós emprestamos uma enorme quantia de dinheiro aos Estados Unidos e, naturalmente, estamos preocupados com a segurança de nossos ativos”, disse Wen”. Adiante o jornalista analisa: “Mas não pense que é apenas aquela velha história de que quem não dorme à noite é o credor, nunca o devedor. Desde que a crise global se agravou, a partir do último trimestre do ano passado [2008], a palavra calote, associada aos Estados Unidos, começou a aparecer aqui e ali, a princípio timidamente”. Segundo Clovis Rossi a possibilidade desse calote pelos norte-americanos “aí a coisa ficou realmente assustadora”. O jornalista foi além. E se a China comunista parar de financiar os EUA? Responde Rossi: “quem vai perder o sono somos todos nós”.
O economista Celso Ming, no artigo que escreveu ao Estadão (17/3/2009), sob o título “O calote do dólar”, também abordou o temor de Wen, primeiro-ministro chinês. O economista constatou: “A contundência de Wen não caiu no vazio”. Domingo [15/3], na entrevista à imprensa que se seguiu ao encontro com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Barack Obama se sentiu na obrigação de garantir a absoluta segurança dos títulos de dívida do seu país: “Cada investidor, e não apenas o governo chinês, pode ter absoluta confiança na saúde dos seus investimentos nos Estados Unidos”.
O possível calote do país líder do capitalismo a uma nação comunista era e ainda é impensável, como afirmou o jornalista Clovis Rossi. A responsabilidade do presidente Obama em manter os compromissos (dívidas) de seu país é grande. Ele não pode fracassar. Se falhar, perderemos o sono!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Calote dos Estados Unidos na China Comunista", por Jasson de Oliveira Andrade

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao não quer perder o sono e nem a grana
A gravíssima crise econômica dos Estados Unidos afeta o mundo todo, além disso, também está mudando conceitos que eram impensáveis até pouco tempo. Já abordei um desses conceitos. Os Estados Unidos, como líderes inconteste do capitalismo, são, por princípio, pela livre empresa, privativistas e anti-estatizantes, atualmente vive um dilema: estatiza ou não estatiza os bancos americanos? Nunca iria pensar que eles iriam viver tal dilema! Outro fato impensável: os Estados Unidos devedores à China comunista. Pior. Eles poderão dar o calote nos chineses. Custa-nos acreditar que essa situação esteja ocorrendo.
Antes de analisar o possível calote à China, vamos mostrar o que acontecia até pouco tempo. Os países, principalmente os sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, tomavam emprestado do FMI (Fundo Monetário Internacional). Foi o que aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso. Elio Gaspari, em artigo à Folha (15/3/2009), relata: “Fernando Henrique Cardoso criou a crise cambial em 1999 um ano antes, quando desistiu de tirar o economista Gustavo Franco da presidência do Banco Centro, perseverando na sobrevalorização do real”. Em vista dessa situação, o governo FHC se socorreu do FMI, com grande empréstimo, o qual foi pago pelo governo Lula. Este fato foi muito elogiado. No entanto, o que nos interessa é que a atuação do Fundo Monetário Internacional não é tão visível como acontecia na década 90. Tanto assim, que os Estados Unidos se socorreram da China comunista.
Clovis Rossi, no artigo “Pensando o impensável” (Folha, 14/3/2009), faz essa surpreendente revelação: “Teste para o leitor: se você ler que um importante líder político está dizendo que um determinado país deve “manter sua credibilidade, honrar seus compromissos e garantir os ativos de nosso país”, vai imediatamente pensar que alguém está falando em risco de calote no Brasil, na Argentina, na Venezuela ou em algum outro exótico país tropical, certo? (…) Era certo até uns anos atrás. Agora, a frase, literalmente reproduzida, é do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, e o alvo são, sim, os Estados Unidos da América. (…) “Nós emprestamos uma enorme quantia de dinheiro aos Estados Unidos e, naturalmente, estamos preocupados com a segurança de nossos ativos”, disse Wen”. Adiante o jornalista analisa: “Mas não pense que é apenas aquela velha história de que quem não dorme à noite é o credor, nunca o devedor. Desde que a crise global se agravou, a partir do último trimestre do ano passado [2008], a palavra calote, associada aos Estados Unidos, começou a aparecer aqui e ali, a princípio timidamente”. Segundo Clovis Rossi a possibilidade desse calote pelos norte-americanos “aí a coisa ficou realmente assustadora”. O jornalista foi além. E se a China comunista parar de financiar os EUA? Responde Rossi: “quem vai perder o sono somos todos nós”.
O economista Celso Ming, no artigo que escreveu ao Estadão (17/3/2009), sob o título “O calote do dólar”, também abordou o temor de Wen, primeiro-ministro chinês. O economista constatou: “A contundência de Wen não caiu no vazio”. Domingo [15/3], na entrevista à imprensa que se seguiu ao encontro com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Barack Obama se sentiu na obrigação de garantir a absoluta segurança dos títulos de dívida do seu país: “Cada investidor, e não apenas o governo chinês, pode ter absoluta confiança na saúde dos seus investimentos nos Estados Unidos”.
O possível calote do país líder do capitalismo a uma nação comunista era e ainda é impensável, como afirmou o jornalista Clovis Rossi. A responsabilidade do presidente Obama em manter os compromissos (dívidas) de seu país é grande. Ele não pode fracassar. Se falhar, perderemos o sono!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Calote dos Estados Unidos na China Comunista", por Jasson de Oliveira Andrade

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao não quer perder o sono e nem a grana
A gravíssima crise econômica dos Estados Unidos afeta o mundo todo, além disso, também está mudando conceitos que eram impensáveis até pouco tempo. Já abordei um desses conceitos. Os Estados Unidos, como líderes inconteste do capitalismo, são, por princípio, pela livre empresa, privativistas e anti-estatizantes, atualmente vive um dilema: estatiza ou não estatiza os bancos americanos? Nunca iria pensar que eles iriam viver tal dilema! Outro fato impensável: os Estados Unidos devedores à China comunista. Pior. Eles poderão dar o calote nos chineses. Custa-nos acreditar que essa situação esteja ocorrendo.
Antes de analisar o possível calote à China, vamos mostrar o que acontecia até pouco tempo. Os países, principalmente os sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, tomavam emprestado do FMI (Fundo Monetário Internacional). Foi o que aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso. Elio Gaspari, em artigo à Folha (15/3/2009), relata: “Fernando Henrique Cardoso criou a crise cambial em 1999 um ano antes, quando desistiu de tirar o economista Gustavo Franco da presidência do Banco Centro, perseverando na sobrevalorização do real”. Em vista dessa situação, o governo FHC se socorreu do FMI, com grande empréstimo, o qual foi pago pelo governo Lula. Este fato foi muito elogiado. No entanto, o que nos interessa é que a atuação do Fundo Monetário Internacional não é tão visível como acontecia na década 90. Tanto assim, que os Estados Unidos se socorreram da China comunista.
Clovis Rossi, no artigo “Pensando o impensável” (Folha, 14/3/2009), faz essa surpreendente revelação: “Teste para o leitor: se você ler que um importante líder político está dizendo que um determinado país deve “manter sua credibilidade, honrar seus compromissos e garantir os ativos de nosso país”, vai imediatamente pensar que alguém está falando em risco de calote no Brasil, na Argentina, na Venezuela ou em algum outro exótico país tropical, certo? (…) Era certo até uns anos atrás. Agora, a frase, literalmente reproduzida, é do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, e o alvo são, sim, os Estados Unidos da América. (…) “Nós emprestamos uma enorme quantia de dinheiro aos Estados Unidos e, naturalmente, estamos preocupados com a segurança de nossos ativos”, disse Wen”. Adiante o jornalista analisa: “Mas não pense que é apenas aquela velha história de que quem não dorme à noite é o credor, nunca o devedor. Desde que a crise global se agravou, a partir do último trimestre do ano passado [2008], a palavra calote, associada aos Estados Unidos, começou a aparecer aqui e ali, a princípio timidamente”. Segundo Clovis Rossi a possibilidade desse calote pelos norte-americanos “aí a coisa ficou realmente assustadora”. O jornalista foi além. E se a China comunista parar de financiar os EUA? Responde Rossi: “quem vai perder o sono somos todos nós”.
O economista Celso Ming, no artigo que escreveu ao Estadão (17/3/2009), sob o título “O calote do dólar”, também abordou o temor de Wen, primeiro-ministro chinês. O economista constatou: “A contundência de Wen não caiu no vazio”. Domingo [15/3], na entrevista à imprensa que se seguiu ao encontro com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Barack Obama se sentiu na obrigação de garantir a absoluta segurança dos títulos de dívida do seu país: “Cada investidor, e não apenas o governo chinês, pode ter absoluta confiança na saúde dos seus investimentos nos Estados Unidos”.
O possível calote do país líder do capitalismo a uma nação comunista era e ainda é impensável, como afirmou o jornalista Clovis Rossi. A responsabilidade do presidente Obama em manter os compromissos (dívidas) de seu país é grande. Ele não pode fracassar. Se falhar, perderemos o sono!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Calote dos Estados Unidos na China Comunista", por Jasson de Oliveira Andrade

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao não quer perder o sono e nem a grana
A gravíssima crise econômica dos Estados Unidos afeta o mundo todo, além disso, também está mudando conceitos que eram impensáveis até pouco tempo. Já abordei um desses conceitos. Os Estados Unidos, como líderes inconteste do capitalismo, são, por princípio, pela livre empresa, privativistas e anti-estatizantes, atualmente vive um dilema: estatiza ou não estatiza os bancos americanos? Nunca iria pensar que eles iriam viver tal dilema! Outro fato impensável: os Estados Unidos devedores à China comunista. Pior. Eles poderão dar o calote nos chineses. Custa-nos acreditar que essa situação esteja ocorrendo.
Antes de analisar o possível calote à China, vamos mostrar o que acontecia até pouco tempo. Os países, principalmente os sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, tomavam emprestado do FMI (Fundo Monetário Internacional). Foi o que aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso. Elio Gaspari, em artigo à Folha (15/3/2009), relata: “Fernando Henrique Cardoso criou a crise cambial em 1999 um ano antes, quando desistiu de tirar o economista Gustavo Franco da presidência do Banco Centro, perseverando na sobrevalorização do real”. Em vista dessa situação, o governo FHC se socorreu do FMI, com grande empréstimo, o qual foi pago pelo governo Lula. Este fato foi muito elogiado. No entanto, o que nos interessa é que a atuação do Fundo Monetário Internacional não é tão visível como acontecia na década 90. Tanto assim, que os Estados Unidos se socorreram da China comunista.
Clovis Rossi, no artigo “Pensando o impensável” (Folha, 14/3/2009), faz essa surpreendente revelação: “Teste para o leitor: se você ler que um importante líder político está dizendo que um determinado país deve “manter sua credibilidade, honrar seus compromissos e garantir os ativos de nosso país”, vai imediatamente pensar que alguém está falando em risco de calote no Brasil, na Argentina, na Venezuela ou em algum outro exótico país tropical, certo? (…) Era certo até uns anos atrás. Agora, a frase, literalmente reproduzida, é do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, e o alvo são, sim, os Estados Unidos da América. (…) “Nós emprestamos uma enorme quantia de dinheiro aos Estados Unidos e, naturalmente, estamos preocupados com a segurança de nossos ativos”, disse Wen”. Adiante o jornalista analisa: “Mas não pense que é apenas aquela velha história de que quem não dorme à noite é o credor, nunca o devedor. Desde que a crise global se agravou, a partir do último trimestre do ano passado [2008], a palavra calote, associada aos Estados Unidos, começou a aparecer aqui e ali, a princípio timidamente”. Segundo Clovis Rossi a possibilidade desse calote pelos norte-americanos “aí a coisa ficou realmente assustadora”. O jornalista foi além. E se a China comunista parar de financiar os EUA? Responde Rossi: “quem vai perder o sono somos todos nós”.
O economista Celso Ming, no artigo que escreveu ao Estadão (17/3/2009), sob o título “O calote do dólar”, também abordou o temor de Wen, primeiro-ministro chinês. O economista constatou: “A contundência de Wen não caiu no vazio”. Domingo [15/3], na entrevista à imprensa que se seguiu ao encontro com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Barack Obama se sentiu na obrigação de garantir a absoluta segurança dos títulos de dívida do seu país: “Cada investidor, e não apenas o governo chinês, pode ter absoluta confiança na saúde dos seus investimentos nos Estados Unidos”.
O possível calote do país líder do capitalismo a uma nação comunista era e ainda é impensável, como afirmou o jornalista Clovis Rossi. A responsabilidade do presidente Obama em manter os compromissos (dívidas) de seu país é grande. Ele não pode fracassar. Se falhar, perderemos o sono!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Calote dos Estados Unidos na China Comunista", por Jasson de Oliveira Andrade

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao não quer perder o sono e nem a grana
A gravíssima crise econômica dos Estados Unidos afeta o mundo todo, além disso, também está mudando conceitos que eram impensáveis até pouco tempo. Já abordei um desses conceitos. Os Estados Unidos, como líderes inconteste do capitalismo, são, por princípio, pela livre empresa, privativistas e anti-estatizantes, atualmente vive um dilema: estatiza ou não estatiza os bancos americanos? Nunca iria pensar que eles iriam viver tal dilema! Outro fato impensável: os Estados Unidos devedores à China comunista. Pior. Eles poderão dar o calote nos chineses. Custa-nos acreditar que essa situação esteja ocorrendo.
Antes de analisar o possível calote à China, vamos mostrar o que acontecia até pouco tempo. Os países, principalmente os sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, tomavam emprestado do FMI (Fundo Monetário Internacional). Foi o que aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso. Elio Gaspari, em artigo à Folha (15/3/2009), relata: “Fernando Henrique Cardoso criou a crise cambial em 1999 um ano antes, quando desistiu de tirar o economista Gustavo Franco da presidência do Banco Centro, perseverando na sobrevalorização do real”. Em vista dessa situação, o governo FHC se socorreu do FMI, com grande empréstimo, o qual foi pago pelo governo Lula. Este fato foi muito elogiado. No entanto, o que nos interessa é que a atuação do Fundo Monetário Internacional não é tão visível como acontecia na década 90. Tanto assim, que os Estados Unidos se socorreram da China comunista.
Clovis Rossi, no artigo “Pensando o impensável” (Folha, 14/3/2009), faz essa surpreendente revelação: “Teste para o leitor: se você ler que um importante líder político está dizendo que um determinado país deve “manter sua credibilidade, honrar seus compromissos e garantir os ativos de nosso país”, vai imediatamente pensar que alguém está falando em risco de calote no Brasil, na Argentina, na Venezuela ou em algum outro exótico país tropical, certo? (…) Era certo até uns anos atrás. Agora, a frase, literalmente reproduzida, é do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, e o alvo são, sim, os Estados Unidos da América. (…) “Nós emprestamos uma enorme quantia de dinheiro aos Estados Unidos e, naturalmente, estamos preocupados com a segurança de nossos ativos”, disse Wen”. Adiante o jornalista analisa: “Mas não pense que é apenas aquela velha história de que quem não dorme à noite é o credor, nunca o devedor. Desde que a crise global se agravou, a partir do último trimestre do ano passado [2008], a palavra calote, associada aos Estados Unidos, começou a aparecer aqui e ali, a princípio timidamente”. Segundo Clovis Rossi a possibilidade desse calote pelos norte-americanos “aí a coisa ficou realmente assustadora”. O jornalista foi além. E se a China comunista parar de financiar os EUA? Responde Rossi: “quem vai perder o sono somos todos nós”.
O economista Celso Ming, no artigo que escreveu ao Estadão (17/3/2009), sob o título “O calote do dólar”, também abordou o temor de Wen, primeiro-ministro chinês. O economista constatou: “A contundência de Wen não caiu no vazio”. Domingo [15/3], na entrevista à imprensa que se seguiu ao encontro com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Barack Obama se sentiu na obrigação de garantir a absoluta segurança dos títulos de dívida do seu país: “Cada investidor, e não apenas o governo chinês, pode ter absoluta confiança na saúde dos seus investimentos nos Estados Unidos”.
O possível calote do país líder do capitalismo a uma nação comunista era e ainda é impensável, como afirmou o jornalista Clovis Rossi. A responsabilidade do presidente Obama em manter os compromissos (dívidas) de seu país é grande. Ele não pode fracassar. Se falhar, perderemos o sono!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Calote dos Estados Unidos na China Comunista", por Jasson de Oliveira Andrade

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao não quer perder o sono e nem a grana
A gravíssima crise econômica dos Estados Unidos afeta o mundo todo, além disso, também está mudando conceitos que eram impensáveis até pouco tempo. Já abordei um desses conceitos. Os Estados Unidos, como líderes inconteste do capitalismo, são, por princípio, pela livre empresa, privativistas e anti-estatizantes, atualmente vive um dilema: estatiza ou não estatiza os bancos americanos? Nunca iria pensar que eles iriam viver tal dilema! Outro fato impensável: os Estados Unidos devedores à China comunista. Pior. Eles poderão dar o calote nos chineses. Custa-nos acreditar que essa situação esteja ocorrendo.
Antes de analisar o possível calote à China, vamos mostrar o que acontecia até pouco tempo. Os países, principalmente os sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, tomavam emprestado do FMI (Fundo Monetário Internacional). Foi o que aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso. Elio Gaspari, em artigo à Folha (15/3/2009), relata: “Fernando Henrique Cardoso criou a crise cambial em 1999 um ano antes, quando desistiu de tirar o economista Gustavo Franco da presidência do Banco Centro, perseverando na sobrevalorização do real”. Em vista dessa situação, o governo FHC se socorreu do FMI, com grande empréstimo, o qual foi pago pelo governo Lula. Este fato foi muito elogiado. No entanto, o que nos interessa é que a atuação do Fundo Monetário Internacional não é tão visível como acontecia na década 90. Tanto assim, que os Estados Unidos se socorreram da China comunista.
Clovis Rossi, no artigo “Pensando o impensável” (Folha, 14/3/2009), faz essa surpreendente revelação: “Teste para o leitor: se você ler que um importante líder político está dizendo que um determinado país deve “manter sua credibilidade, honrar seus compromissos e garantir os ativos de nosso país”, vai imediatamente pensar que alguém está falando em risco de calote no Brasil, na Argentina, na Venezuela ou em algum outro exótico país tropical, certo? (…) Era certo até uns anos atrás. Agora, a frase, literalmente reproduzida, é do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, e o alvo são, sim, os Estados Unidos da América. (…) “Nós emprestamos uma enorme quantia de dinheiro aos Estados Unidos e, naturalmente, estamos preocupados com a segurança de nossos ativos”, disse Wen”. Adiante o jornalista analisa: “Mas não pense que é apenas aquela velha história de que quem não dorme à noite é o credor, nunca o devedor. Desde que a crise global se agravou, a partir do último trimestre do ano passado [2008], a palavra calote, associada aos Estados Unidos, começou a aparecer aqui e ali, a princípio timidamente”. Segundo Clovis Rossi a possibilidade desse calote pelos norte-americanos “aí a coisa ficou realmente assustadora”. O jornalista foi além. E se a China comunista parar de financiar os EUA? Responde Rossi: “quem vai perder o sono somos todos nós”.
O economista Celso Ming, no artigo que escreveu ao Estadão (17/3/2009), sob o título “O calote do dólar”, também abordou o temor de Wen, primeiro-ministro chinês. O economista constatou: “A contundência de Wen não caiu no vazio”. Domingo [15/3], na entrevista à imprensa que se seguiu ao encontro com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Barack Obama se sentiu na obrigação de garantir a absoluta segurança dos títulos de dívida do seu país: “Cada investidor, e não apenas o governo chinês, pode ter absoluta confiança na saúde dos seus investimentos nos Estados Unidos”.
O possível calote do país líder do capitalismo a uma nação comunista era e ainda é impensável, como afirmou o jornalista Clovis Rossi. A responsabilidade do presidente Obama em manter os compromissos (dívidas) de seu país é grande. Ele não pode fracassar. Se falhar, perderemos o sono!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
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