ENCALHE

junho 13, 2008

Ação contra Azeredo é arquivada, mas investigação de "mensalão mineiro" continua

Último Segundo/Agência Brasil, 12.06.08
BRASÍLIA – Uma ação contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi arquivada nesta quinta-feira pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação ao suposto esquema de desvio de recursos públicos, conhecido como “mensalão mineiro”. Entretanto, o caso permanece sob investigação no Inquérito 2280, relatado pelo ministro Joaquim Barbosa.
O arquivamento se restringe a um novo pedido de investigação, apresentado por autor sem legitimidade para fazê-lo perante o Supremo.
No que se refere ao inquérito 2280, em novembro do ano passado o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou ao STF o senador e o ex-ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, por crimes de peculato e lavagem de dinheiro na campanha à reeleição de Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.
O chamado “mensalão mineiro” envolveria um caixa 2, que teria como arrecadador o empresário Marcos Valério de Souza, o mesmo envolvido no caso do chamado mensalão, no qual o STF aceitou denúncia e decidiu abrir processo penal contra 40 pessoas.

outubro 6, 2007

Azeredoduto ( mensalín ) foi alimentado por grana de estatais, diz Polícia Federal. Leia as últimas.

Azeredo desviou dinheiro das estatais Copasa, Cemig e Bemge para seu caixa 2, conclui PF
O relatório da Polícia Federal, que responsabilizou o senador Eduardo Azeredo (PSDB) pelo desvio de dinheiro público para alimentar o caixa 2 de sua campanha ao governo de Minas em 1998, identificou pelo menos dois métodos utilizados para tirar recursos do Estado, o patrocínio fictício para eventos esportivos e a simulação de gastos publicitários da Cemig. Além disso, a PF cita que recursos federais oriundos do Ministério do Trabalho também alimentaram o esquema que era operado por Marcos Valério. Segundo o tesoureiro da campanha de Azeredo, Cláudio Mourão, o caixa 2 do senador tucano movimentou a cifra de mais de R$ 90 milhões provenientes do Estado e de empresas privadas. Azeredo foi presidente nacional do PSDB.
“A estrutura político-eleitoral criada no ano de 1998 por Eduardo Brandão de Azeredo para disputar a reeleição ao governo do Estado de Minas Gerais precisava implementar um esquema que visasse a legitimar todo o capital reunido para custear a referida campanha. Assim, foi montada a estratégia para legitimar (lavar) os recursos que seriam empregados durante a dispendiosa campanha”, afirma a PF, destacando que “tratavam-se de fundos públicos desviados das administrações direta e indireta do Estado e de valores repassados à coligação eleitoral por empresários, empreiteiros e banqueiros com interesses econômicos junto ao poder público daquela unidade da Federação”.
O relatório destaca ainda três casos principais (Cemig, Copasa e Bemge) utilizados no esquema. Sobre estes temas, a PF conseguiu reunir provas robustas do desvio, além de mapear o caminho percorrido pelo dinheiro desde a sua saída dos cofres públicos, a passagem pelas contas de Valério e grande parte dos beneficiários finais, que se dividiam em fornecedores de campanha e candidatos da coligação de Azeredo.
“A Polícia Federal constatou materialmente que as cotas de patrocínio de dois órgãos da administração indireta do Estado de Minas Gerais, as estatais Copasa e Comig, fornecidas para o evento esportivo denominado Enduro da Independência, em 1998, foram utilizadas no custeio das despesas da campanha de reeleição do então governador do Estado de Minas Gerais, Sr. Eduardo Azeredo, bem como originou repasses financeiros para aliados políticos do candidato. Os exames também constataram que o Grupo Bemge repassou para a SMP&B a quantia de R$ 500.000,00 a título de patrocínio do evento de ciclismo denominado Iron Biker, cujos recursos também foram destinados à campanha de Eduardo Azeredo”, afirma o relatório. O atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), consta na lista de Cláudio Mourão, tendo recebido do “tucanoduto” R$ 110 mil para sua campanha a deputado em 1998.
Além de apontar uma série de irregularidades na concessão do patrocínio, os investigadores da PF desmontaram a alegação dos acusados de que os valores milionários estavam dentro do preço de mercado. Para tanto, compararam os preços pagos por patrocinadores privados e o espaço cedido a eles e às estatais. Enquanto a Comig e a Copasa teriam repassado R$ 3 milhões para o Enduro da Independência, a Honda, que tinha o mesmo espaço nos materiais do evento, repassou R$ 25 mil. Situação semelhante foi verificada no patrocínio do Bemge ao Iron Bike. A perícia nas contas da SMP&B mostrou que a empresa gastou apenas R$ 98 mil no evento.
Para Tasso Jereissati, escândalo de Azeredo “constrange o partido”
O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, disse que o escândalo envolvendo o seu correligionário, Eduardo Azeredo (MG), causa constrangimento ao partido. Segundo ele, “todo episódio como esse, num partido que prima pela ética, contra um senador, que eu acredito ser sério e honesto, constrange. Mas nós vamos esperar as acusações”.
Tasso e outros membros da direção do PSDB se reuniram na terça-feira para discutir a situação de Azeredo, mas em vez de tomar uma posição clara em defesa do senador e ex-presidente do partido tucano, já que o considera “sério e honesto”, o atual presidente do partido limitou-se a anunciar que vai “aguardar a manifestação do procurador (Antonio Fernando de Souza) para se pronunciar”.
Em recente entrevista, Eduardo Azeredo lembrou: “a campanha de 1998 não era só minha. Era de todo o partido, inclusive da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso no Estado. Acredito que vou ter o apoio total do partido. Eu sou fundador do PSDB. A bancada já disse que dará apoio”.
Mares Guia envia à Procuradoria-geral a comprovação de que tinha recursos para pagar dívida
O ministro da Coordenação Política, Walfrido dos Mares Guia, encaminhou à Procuradoria-Geral da República, na segunda-feira (01), uma auditoria em que comprova as suas condições para quitar a dívida junto ao Banco Rural contraída em 2002, no valor de R$ 511 mil, empréstimo tomado para liquidar uma dívida de campanha do senador Eduardo Azeredo em 1998 com Marcos Valério.
De acordo com os assessores do ministro, a auditoria realizada pela Princewaterhouse comprova que a origem da maior parte dos recursos é da venda da empresa produtora de insulina, Biobrás, para o grupo dinamarquês Novonordisk. A auditoria aponta que essa é a origem dos recursos que permitiram a abertura da empresa Samos, criada em 2002 para administrar o patrimônio familiar. Foi a Samos que fez o empréstimo de R$ 511 mil no Banco Rural.

HORA DO POVO
05/10/07

outubro 3, 2007

Quem deu a Azeredo o dinheiro da Cemig?

O bico afiado do tucano Azeredo
Marcos Valério no ninho tucano
Walfrido pouco sabia…
Quer ler os ( montes de ) detalhes? Então, é aqui:
http://www.tamoscomraiva.blogger.com.br/ ,
e em
COBERTURA ESPECIAL DO MENSALÃO TUCANO , NovaE.
Se prepara, que é muita informação, muitos dados. Tem que ler um monte de vezes cada artigo. Ou eu estou estressado e não consigo entender.

setembro 15, 2007

Um cadim di dinheiro, o "Mensalim": Revista IstoÉ revela denúncia de mensalão mineiro.

A revista IstoÉ desta semana publicou reportagem sobre o chamado “mensalão mineiro”, que incriminaria o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em um esquema de arrecadação de dinheiro muito “semelhante ao do PT” ( grifo e haspas do blog, que quer saber quem copiou quem ), descoberto em 2005.
O mensalão do PT resultou na abertura de processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 pessoas, entre elas os ex-ministros José Dirceu, Luiz Gushiken e Anderson Adauto. A IstoÉ afirma que teve acesso à papelada da Polícia Federal que servirá de base para a denúncia que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentará ao STF contra os envolvidos.
Assim como no mensalão do PT, seu antecessor ( Ahhh, tá… ) mineiro teve como um dos personagens principais o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. O mensalão mineiro foi qualificado pela PF de “organização criminosa” – termo usado pelo procurador-geral da República para designar o esquema do PT.
O caso mineiro
De acordo com as investigações da PF apresentadas pela IstoÉ, o “mensalão mineiro” surgiu na malsucedida campanha pela reeleição do então governador Eduardo Azeredo, em 1998. Com mais de cinco mil páginas, o inquérito, diz a revista, tem num relatório da PF a radiografia de como foi montado o esquema e quem se beneficiou dele.
A reportagem de IstoÉ afirma que, oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões, mas foram arrecadados no esquema do “mensalão mineiro” mais de R$ 100 milhões com o desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. O ministro Walfrido dos Mares Guia é acusado de ter movimentado mais de R$ 24 milhões para a campanha de Azeredo; o PT, de ter recebido R$ 880 mil; o governador Aécio Neves, que na época lutava pela reeleição à Câmara, de ter recebido R$ 110 mil do esquema.
Ainda de acordo com a IstoÉ, já mostrado a promotores próximos do procurador-geral, aos poucos assessores que freqüentam o gabinete do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, relator do mensalão do PT, e a um grupo seleto de policiais, o documento de Antonio Fernando de Souza sobre o “o mensalão mineiro” é demolidor.
Com base nas informações reveladas no relatório, a revista diz que “fica fácil entender por que houve tanta pressão dos tucanos e até a complacência do PT para não se abrir uma CPI exclusiva para esse caso”. Na ocasião, lembra a IstoÉ, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que presidia a CPI dos Correios, classificou de “documento apócrifo” a lista elaborada pelo então coordenador financeiro da campanha de Azeredo, Cláudio Mourão, e que serviu de base para o trabalho da PF.
A revista, no entanto, faz uma ressalva. “Com exceção dos 82 deputados federais ou estaduais que receberam, em nome próprio ou de assessores, depósitos feitos diretamente pelas empresas de Marcos Valério, não é possível por enquanto assegurar que os repasses ao restante dos 159 políticos, incluindo o então candidato a deputado federal Aécio Neves, tiveram origem no caixa 2 operado pelo publicitário e pelo núcleo central da campanha de Eduardo Azeredo”. Isto porque, segundo a IstoÉ, muitos dos saques foram em dinheiro vivo, o que dificulta o rastreamento.
ATarde Online
15/09/2007

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