ENCALHE

março 28, 2006

Punks udenistas votam nulo

Filed under: classe média, moralismo, voto nulo — Humberto @ 1:07 pm
Punks
Estão circulando e-mails cujo conteúdo prega o voto nulo.
Seu teor moralista evidencia a origem classe-média de seus idealizadores.A engenharia de certo processo, que culminaria na “vitória” eleitoral do voto nulo, forçaria a realização de novas eleições, mas os candidatos que participaram da malfadada não poderiam participar desta.
Sem entrar no mérito da viabilidade ou não de tal proposta, pergunte-se:
Por quê?
“Us pulítico é tudu ladrão!!”
(ditado popular)
É comum escutarmos o DIto acima. Apesar de parecer um mero lugar-comum ou frase-feita proferida de forma irrefletida, tem o efeito de criar um estado de espírito anti-democrático, caso não seja incansávelmente questionada em seu teor.
Sem maiores divagações teóricas ou históricas – somos leigos, lembram ? – queiramos ou não, o Brasil vive sob o regime da democracia representativa, e somos chamados a escolher nossos representantes para os cargos executivos e legislativos. Escolhemos os indivíduos que melhor representariam nossos anseios e interesses, filiados aos diversos partidos políticos de diversas ( nem tanto ) linhas ( ideológicas ) de pensamento.
Para poder ter o privilégio de nosso voto, o candidato deverá nos convencer da viabilidade de suas propostas, que deverão trazer os maiores benefícios para nossa sociedade.
Mesmo assim, delegando a terceiros a tarefa de conduzir nossos destinos cotidianamente, isso não nos permite “cochilar”, e assim, convenientemente, eximirmo-nos de responsabilidades que são, de fato, nossas.
Devemos acompanhar as ações de nossos representantes.
Mais que isso : Somos obrigados a nos aprimorar continuamente, como pessoas e cidadãos. Aprender.
Há uma infinidade de campos e assuntos que podemos tentar entender seus fundamentos.
O que realmente sabemos a respeito da Administração Pública? E sobre Economia? Já se perguntou o que seria balanço de pagamentos? Conseguiu responder?
Lemos nos jornais, ouvimos “especialistas”, somos influenciados pelas opiniões alheias, tudo bem.
Mas é certo tornarmo-nos “viciados”, a ponto de pensar que as mesmas fontes de informação de sempre são as melhores?
Guiados por manchetes, levados a pensar que a proposta “X” é boa para o país sem reconhecer, honestamente, que pouco sabemos a respeito da matéria em questão.
Ignoramos que os próprios veículos propagadores de certas idéias, muitas vezes, estão eles interessados na questão.

Voltarei ao assunto

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