ENCALHE

agosto 20, 2009

Problemas nas obras do Metrô Vila Prudente: o desfecho

Justiça seja feita, aqui nós mostramos o problema, mas agora o desfecho também deve ser informado. Vou transcrever a matéria da Folha de Vila Prudente – edição 896 – desta semana [ amanhã o portal muda o conteúdo, que fica online apenas durante a semana em que a edição circula ], que mostra, mais detalhadamente que os jornais grandes e médios, o que como terminou a história da interdição de alguns imóveis devido à problemas nas obras da linha 2 [ Verde ] do Metrô, onde ficará a Estação Vila Prudente. Mas alguns problemas ainda permanecem. A Folha, com certeza, continuará dando acompanhamento ao caso.

Obras do metrô: Imóveis são liberados e famílias retornam
Kátia Leite
Conforme a Folha publicou com exclusividade na última edição, os trabalhos de abertura do túnel que vai ligar as estações Tamanduateí e Vila Prudente, da Linha 2 – Verde do Metrô, foram suspensos na terça-feira retrasada, dia 4, depois que técnicos da construtora Odebrecht, responsável pela obra, constataram o rebaixamento de cerca de 4 centímetros no terreno sobre o túnel, além de acúmulo excessivo de água. Por medida preventiva de segurança, cinco imóveis das ruas Oliveira Gouveia e Pires Pimentel foram interditados e os moradores alojados em hotéis. A escavação do subsolo só foi retomada na última segunda-feira, dia 11, depois que as medições realizadas a cada duas horas no terreno não acusaram novas alterações. Na mesma data, as residências foram liberadas para o retorno das famílias.
A construtora Odebrecht informou ontem à Folha que a paralisação da obra não vai provocar atraso no cronograma estipulado porque os trabalhos estavam adiantados quando surgiu o problema. A previsão da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô é que as estações Tamanduateí e Vila Prudente entrem em operação no primeiro trimestre de 2010. Ainda de acordo com a Odebrecht a infiltração no subsolo foi solucionada com a execução de drenagens profundas adicionais a vácuo. O excesso de água pode ter sido decorrente das próprias condições do terreno, antiga várzea do córrego da Mooca ( hoje canalizado sob a avenida Anhaia Mello ) e que ainda hoje sofre com problemas de alagamentos. Vale lembrar que o mês de julho bateu recorde histórico de chuvas.
Faltam cerca de 40 metros para conclusão da escavação a cargo da Odebrecht. Este túnel vai se encontrar com o que será perfurado pela construtora Andrade Gutierrez a partir do poço da estação Vila Prudente. Os moradores começaram a retornar aos imóveis na tarde da segunda-feira e destacaram a pronta assessoria que receberam da construtora e do Metrô. “Nos detalharam o que estava acontecendo e entendemos a situação, antigamente aqui era só terra, argila, areia e água.
Garagem foi escorada na rua Pires Pimentel e dentro do imóvel, paredes chegam a ter buracos
Mas, foi um susto e estamos felizes por voltar para casa”, comentam os moradores do número 71 da rua Oliveira Gouveia, Valmir e Deise Marsola, que passaram uma semana em um hotel na Mooca.
No local eles ainda mantém um comércio e informaram que a construtora vai negociar a parte financeira. “Como tiveram que desligar a energia elétrica, perdi coisas no refrigerador, além dos dias que fiquei parado”, comenta Valmir cuja família é proprietária do imóvel há 50 anos.
Rachaduras
A vizinhança comenta que não são as residências do trecho interditado na semana passada que apresentam os piores problemas de rachaduras e portas emperradas.
No bar localizado na esquina oposta a das casas evacuadas, há um rasgo na parede e a porta do banheiro já não fecha direito por conta do desalinhamento do solo.
A sua vizinha na rua Oliveira Gouveia chega a ter buracos abertos na parede. “Os funcionários da construtora vêm olhar e fazem marcações na parede. Falam que preciso esperar a obra acabar para arrumar”, comenta a moradora Geraldina Amorim. Ela também teve que cortar parte da porta de entrada que não estava fechando.
Na Oliveira Gouveia moradora teve que cortar parte da porta
Na rua Pires Pimentel, o imóvel no número 222 está com a garagem escorada por madeiras e soma grande quantidade de rachaduras, que também chegam a formar buracos por toda residência. “Mudei para esta casa há três meses e estava em ordem. Fico assustada com esta situação, dá muito medo, mas os técnicos vêm fazendo visitas periódicas e falam que não tem risco”, comenta Gladis Montgomery Rubba que desde que veio do Uruguai há 40 anos, vive na região. Sua vizinha, Leila de Oliveira, também viu rasgos surgirem nos quartos e lavanderia, mas, o grande problema é a porta de passagem da cozinha para o quintal. “Ela emperra de tal forma que não tenho força para abrir. Também tive problema nos azulejos. Me garantiram que tudo isso será consertado no término da obra”, comenta.
A construtora Odebrecht informou em nota encaminhada à redação que “após a conclusão do túnel, os danos serão reparados, tendo como base a vistoria prévia realizada nos imóveis antes das obras”. A assessoria do Metrô também foi indagada, mas não se pronunciou até o fechamento desta edição.
PLUS:
Um trecho de matéria do outro jornal da região, O Paulistano, sobre o mesmo assunto. Que fique registrado aqui, esta pequena diferença de avaliações entre um engenheiro do Metrô e a assessoria [ de quê? ] da empresa.
” ( … ) Um engenheiro do Metrô entrevistado pelo Jornal Folha de São Paulo, disse – sob a condição de não ser identificado – que as fortes chuvas verificadas na capital paulista nas últimas semanas provocaram um deslocamento de terra que abriu uma brecha entre a capa de concreto que reveste o túnel do metrô e a camada de solo em que se assentam as casas. Segundo o técnico, essa brecha seria de quatro centímetros. A assessoria do Metrô admite a movimentação de solo, mas diz que foi da ordem de poucos milímetros ( … )”.

janeiro 20, 2009

Serra não apareceu de pronto no craterão do Metrô e nem no recente incêndio ocorrido na Favela de Vila Prudente ( 79 famílias desabrigadas )

O texto a seguir foi reproduzido do bravo jornal Folha de Vila Prudente, edição 866, 16 a 22 de Janeiro de 2009 e não há uma única linha mencionando que Serra tivesse deixado seu ataúde no castelo para acompanhar o episódio e confortar as vítimas. [ A matéria do jornal contém mais fotos, mas para economizar tempo tratei de deixá-las de fora; quem quiser acompanhar no site do próprio jornal, deverá fazê-lo até 21 de Janeiro, quando será substituído pela nova edição semanal ]

Incêndio atinge 63 moradias e deixa 79 famílias desabrigadas na favela de Vila Prudente
Rafael Gonçalo

Dois homens acompanham o incêndio após tentarem, em vão, contê-lo
No início da noite do último domingo, dia 11, um incêndio, ainda sem explicação oficial, tomou conta da favela de Vila Prudente. Os bombeiros foram acionados, mas não conseguiram adentrar com os carros até o local do foco, devido as estreitas vias de acesso. Com isso, as chamas se alastraram e alguns moradores tiveram que abandonar suas residências às pressas. Segundo informações da Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba, 63 moradias foram atingidas, deixando 79 famílias desabrigadas. Quatro pessoas ficaram levemente feridas.
Fogo começou por volta das 20h segundo populares
Por volta das 20h o primeiro barraco começou a incendiar. Três hipóteses são levantadas para o início do fogo: curto circuito na rede elétrica; explosão de butijão de gás e brincadeira infantil com fogos. Os vizinhos assustados tentaram ajudar, mas sem sucesso. Logo, um grande número de moradias estava em chamas. “Eu estava em casa quando o povo começou a falar que havia um incêndio. Olhei e vi que ainda estava longe, mas as chamas se espalharam rapidamente e meu barraco foi atingido. Saí correndo levando só a roupa do corpo, o resto foi destruído” explica Antonia Martins Vieira, que há 27 anos mora na comunidade.
Os bombeiros utilizaram 28 carros e grande efetivo humano, mas dada as dificuldades de acesso, a rapidez da operação ficou prejudicada. Moradores e populares ajudaram a carregar mangueiras até o local do fogo.
A Eletropaulo foi acionada para cortar a energia da favela, já que no local havia ligações clandestinas – o que pode ter causado um curto-circuíto e assim dado início à tragédia. A força só foi restabelecida às 11h da segunda-feira.
As chamas foram contidas por volta das 2h do dia 12. Após o final do incêndio, o que restou foi uma cena de destruição e desolação. “Moro com minha mulher e meus três filhos. Só fiquei com a roupa do corpo, perdi tudo que lutei para ter.
Um dos meus meninos tem leucemia e preciso pagar o tratamento para ele. Não sei o que fazer agora. Só resta procurar outro lugar para morar e recomeçar tudo de novo”, ressalta o autônomo Irineu de Souza Alencar.
A Subprefeitura de Vila Prudente / Sapopemba informou que através de cadastro, das 294 pessoas desabrigadas, 80 são crianças, 32 adolescentes e 182 adultos. Apesar da SUB-VP ter oferecido abrigo, todos os afetados conseguiram soluções próprias de acomodação na própria comunidade.

REFRESCANDO A MEMÓRIA:

” ( … ) Um deslizamento de terra no canteiro de obras da Estação Pinheiros, da Linha 4 do metrô, abriu ontem às 14h55 uma cratera de 80 metros de diâmetro por 30 metros de profundidade, que engoliu quatro caminhões, dois carros e uma van e provocou a interdição da Marginal do Pinheiros. Há pelo menos sete pessoas desaparecidas ( … )
( … ) ‘Estou impressionado. Olhando daqui parecem carrinhos de brinquedo’, disse o governador José Serra, que só apareceu à noite no local (… )”.

em: “Cratera no metrô engole van com passageiros e interdita Marginal”, Estado.com.br, 13.01.07

julho 4, 2008

Metrô paga pouco em indenizações por propriedades. Dersa paga muito.

Filed under: DERSA, indenizações, Metrô, propriedades, Rodoanel, Vila Prudente — Humberto @ 2:39 pm
Na praça Gonçalves Júnior uma casa resiste à desapropriação
Proprietária quer receber preço justo pelo imóvel
Folha de Vila Prudente , 30.06.08
Quem passa em frente à praça Gonçalves Júnior, na Vila Prudente, percebe uma cena inusitada. Em meio aos escombros dos imóveis desapropriados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, para obra de expansão da linha 2-Verde, uma residência ainda resiste intacta, a de número 49. Na casa reside Aderly Terezinha Tringoni, que ao não concordar com o valor ofertado pelos avaliadores do Metrô, entrou na Justiça e apesar de ter perdido em 1ª e 2ª instâncias, continua lutando para receber o preço que ela acha justo.
“As imobiliárias avaliaram minha casa em R$ 350 mil, já o Metrô falou que valia R$ 196,8 mil. O juiz mandou outro avaliador que estipulou R$ 228 mil. Não acho justo este preço. Onde conseguirei achar uma casa na Vila Prudente pelo valor que estão me pagando?”, comenta Aderly. “É duro competir com uma empresa grande. O juiz da primeira instância deu sentença favorável ao Metrô. Recorri. Na segunda instância, a mesma coisa. Porém, até agora não recebi nenhum dinheiro”, explica a moradora que também não foi avisada sobre um possível despejo.
A proprietária da casa ainda teme outro prejuízo. “Como parcelo o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o Metrô quer que eu pague o valor integral relativo a este ano. Onde já se viu? Eles querem a minha casa e eu ainda tenho que pagar o imposto até o fim do ano?”, reclama. Outro problema apontado por Aderly, é que devido às casas vizinhas estarem vazias, o local ficou perigoso. “Tiraram até a guarita do guarda por causa das obras. Algumas casas aqui da vizinhança já foram assaltadas e estou com medo. Sempre fica alguém da família em casa. Estou vivendo um verdadeiro inferno”, conclui.
A assessoria de imprensa do Metrô confirmou que o valor de R$ 228 mil foi apurado por um perito da confiança do juiz responsável pelo processo. Já no caso do IPTU, afirmou que o parcelamento do mesmo é entendido como faculdade da Prefeitura e como a cobrança é feita no primeiro dia do ano, o expropriado deve, por lei, pagar a integralidade do valor tributado, se estiver ocupando o imóvel na data. Sobre o recebimento do dinheiro, o Metrô alegou que o depósito foi feito em menos de um mês e que a proprietária não conseguir sacar por não ter quitado o IPTU.
Rodoanel (SP) Dersa dá R$ 90 mil por bananal de R$ 1.880, diz juiz
Folha de S.Paulo 26/06/2008
Magistrado afirma que a estatal oferece valores superiores aos preços médios por áreas desapropriadas no trecho sul do Rodoanel
Indícios de sobrepreço foram detectados em seis casos, que representam R$ 5 milhões; Ministério Público vai investigar
A Justiça de São Paulo identificou indícios de sobrepreço nos pagamentos de indenizações feitos pela Dersa, estatal do governo José Serra (PSDB), por áreas desapropriadas para o trecho sul do Rodoanel.
Em todos os seis casos analisados pela Justiça foram encontrados indícios de que a estatal pagou ou definiu valores de indenizações superiores ao preço médio da região. As seis áreas envolvem R$ 5 milhões.
No trecho sul, onde os casos foram encontrados, a Dersa deve desapropriar 1.452 propriedades -11,3 milhões de metros quadrados (cerca de R$ 420 milhões em indenizações). Um exemplo utilizado pela Justiça para descrever o “descompasso com a realidade” dos pagamentos feitos pelo governo está na oferta de pagamento de R$ 90 mil para indenizar um bananal que a perícia da Justiça estimou em R$ 1.880. Essa distorção foi descoberta pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Marcelo Sérgio, no julgamento de pedido de indenização feito pelo comerciante Hsieh Hsu Sheng.
Pela propriedade dele, a Dersa pretendia pagar R$ 245 mil por alqueire (24,5 mil metros quadrados), enquanto o perito avaliou em R$ 101 mil o preço mais justo (apenas pela terra).
A Dersa, segundo o juiz em documento, não explicou como chegou aos valores oferecidos (de R$ 10 por metro quadrado).
Com isso, a indenização caiu dos R$ 642,5 mil oferecidos para os R$ 424 mil estipulados pelo juiz – uma queda de R$ 217,9 mil, ou 34% a menos.
Os valores incluem as melhorias e as culturas da propriedade. Ao analisar o pedido de Sheng, o juiz se lembrou de um outro caso semelhante envolvendo indenização e solicitou, então, uma ampla investigação ao Ministério Público.
Segundo o magistrado informou à Promotoria, em outro processo, o valor oferecido pela Dersa caiu de R$ 30 mil para “pouco menos de R$ 10 mil” após uma avaliação pericial da Justiça.
Além disso, a defesa de Sheng anexou ao processo quatro casos em que os valores pagos por alqueire iam de R$ 367,5 mil a R$ 686 mil (não há informações sobre benfeitorias). Esses valores teriam sido pagos a vizinhos de Sheng e, por isso, o preço da indenização deveria ser maior. O juiz solicitou à Promotoria que apure também os casos listados por Sheng .
“Primeira”
O IEA (Instituto de Economia Agrícola) fixou em R$ 50,47 mil o alqueire para a chamada terra de “primeira”, a de melhor qualidade, na região de São Paulo, segundo pesquisa de junho de 2007, mesmo período em que a Dersa enviou a avaliação à Justiça. Ao colocar à venda uma gleba de 155,3 mil m2 remanescente do Rodoanel, no km 7 do trecho oeste, a Dersa estipulou o preço mínimo de R$ 27 o m2, mas ninguém se interessou. A área de Sheng é considerada de má qualidade. “A área (…), em Parelheiros, local que sabidamente não está classificado como sendo de boa qualidade de vida e de infra-estrutura, motivo pelo qual o perito notou a falta de “percepção do contexto imobiliário e ocupacional e equilíbrio/ponderação na análise” dos assistentes-técnicos”, diz o juiz.
Estatal afirma que bananal é produtivo e que avaliação foi feita por peritos
A Dersa afirmou que as indenizações foram fixadas com base em avaliações realizadas por peritos registrados no Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e que não há sobrepreço. A diferença nos valores, diz a empresa, ocorreu devido à forma de avaliar o bananal, que o perito da Dersa considerou como unidade produtora. “Cada laudo leva em conta um levantamento prévio sobre todo o trecho, além das benfeitorias de cada terreno, o que, obviamente, gera diferenças de preços”, afirmou a Dersa. Ainda segundo a empresa, em somente 17% das desapropriações o valor final foi estipulado pela Justiça. “Desse total, 75% tiveram na Justiça avaliação superior à do perito da Dersa.”
Além disso, a estatal destacou em nota enviada à Folha que o terreno foi avaliado por um perito oficial contratado por ela em R$ 612 mil, valor inferior ao que era pedido pelo proprietário. “O caso foi para o Poder Judiciário, onde o terreno foi avaliado em R$ 424 mil.” Por fim, a nota Dersa ressalta “que o valor [da indenização] foi depositado em juízo, conforme laudo de perito judicial” e que a decisão final caberá à Justiça.

Metrô: Acidente fere dois em obra da estação Vila Prudente

Filed under: acidentes, Folha de Vila Prudente, Metrô de SP, Vila Prudente — Humberto @ 2:37 pm
Folha de Vila Prudente, 04 a 10. 07. 08
No início da noite de anteontem, o rompimento de uma mangueira da rede de ar comprimido no canteiro de obras da futura estação Vila Prudente do Metrô, deixou dois operários feridos. Eles foram socorridos e encaminhados ao hospital estadual de Vila Alpina, onde ainda se encontravam em observação na tarde de ontem, conforme informações da assessoria de imprensa da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô.
Segundo bombeiros do posto de Vila Prudente, que estiveram no local, foi uma ocorrência sem gravidade e após as vítimas serem encaminhadas ao hospital, fizeram uma vistoria no local e não foram constatados outros problemas.
Um dos trabalhadores foi socorrido por uma viatura da própria construção e o outro foi atendido pelo serviço de emergência da Prefeitura, o Samu.
As obras da estação Vila Prudente, na confluência da avenida Anhaia Mello com as ruas Itamumbuca e Cavour, foram iniciadas na primeira quinzena de janeiro e estão a cargo da construtora Andrade Gutierrez. No local, serão abertos dois poços com cerca de 29 metros de profundidade.
A previsão de inauguração da estação é fevereiro de 2010. O valor do contrato firmado com o Estado é de R$ 116 milhões.

maio 12, 2008

Jaz São Paulo: Mais uma aberração a enfeitar a cidade!! Metrô no Sapopemba, que é bom…

Olhando a foto abaixo têm-se algo que parece um pregador de roupas gigante. Questão de ângulo. Não é esse o defeito da obra, seu visual. Esteticamente, não é do meu agrado, outros talvez gostem e tudo bem.

Pior que o horroroso Paulistão não acho que seja. A Marta Suplicy devia era ter feito um plebiscito e perguntado aos munícipes o que estes achavam que deveria ser feito com o esqueleto deixado por Celso Pitta para a cidade. A Marta pisou na bola. Os paulistanos já são bem grandinhos e poderiam muito bem se responsabilizar pelo destino do então denominado Fura-Fila. Que ela não carregasse a decisão solitariamente sobre seus ombros. Agora, aqui no jornal do bairro ( Vila Prudente – ZL ) tá escrito que pode ser que o Fura-Fila não seja mais extendido até a Cidade Tiradentes. Bom, que tenha ocupado uma parte da Avenida do Estado, do Centro até o Ipiranga, até se pode tentar compreender, vá-lá.

Entrementes, o que eu queria escrever, inicialmente, é o seguinte:

Haveria, no sábado às 14:00 horas, uma manifestação, promovida por várias entidades da região do Sapopemba, pedindo que o Metrô chegue ao bairro.

Isso não está previsto pela companhia, que – parece – prefere fazer com que a linha que virá até Vila Prudente, continue em direção do Tatuapé. Eu não tenho certeza, acho que já escrevi aqui [ Oba, descolei um link para este assunto, de meu outro blog ], a explicação dada em certa ocasião é que tenta-se evitar a especulação imobiliária naquele bairro. Mas não é só. Tem algo a ver com demanda local. Depois eu procuro, devo ter em algum lugar.

Bem, eu li os jornais de hoje, domingo 11 de maio, buscando presatar atenção àqueles que destacam assuntos locais ( Estado e cidade de São Paulo ), como o JT, Agora e Diário de São Paulo, além dos cadernos locais de Folhão e Estadão para ver o que falaram sobre a manifestação ocorrida em Sapopemba.

Pedindo – repito – a ida do Metrô até este superpopuloso bairro.

Sim, vocês adivinharam direitinho: NÃO SAIU NADA!! Ou seja, para o leitor da Rebouças e Higienópolis, o evento não ocorreu. E o apelo dos moradores do bairro tampouco existem, já que não saiu no jornal. Se bobear, o tal bairro nem deve existir.

Se eu fosse morador do lugar e das imediações, ou de locais até próximos, e que seriam favorecidos com a chegada do Metrô, eu entupiria o email destes jornais, perguntando o porquê de terem ignorado o fato. Ou isso não é notícia? Quer dizer, então, que o Metrô só é assunto quando trata de se falar sobre o aumento da tarifa, das panes – sem explicar em detalhes o processo de sucateamento, claro – paralisações, Pinheiros ( Ah! O CRATERÃO completa mais um desaniversário! ) , Av. Paulista ou quando há alguma inauguração? Aliás, até agora não há uma explicação razoável para o comparecimento de um ex-governador ( o Alckmin ) em inauguração de estações ( não lembro em qual ele esteve: Alto do Ipiranga ou Imigrantes ). Por quê não chamaram o Maluf, então?

Vamos lá, todos vocês que se importam ou estão diretamente envolvidos na briga pelo transporte metroviário em Sapopemba, sejam vocês de onde forem: PASSEM A BOICOTAR ESTES JORNAIS! Comuniquem-lhes sua insatisfação! Parem de lhes dar seu dinheiro! Ou eles continuarão a ignorar vocês.

Prosseguindo.

Abaixo, trecho do Colunão, assinado por Alceste Filinto, da Folha de Vila Prudente desta semana ( saiu na 6ª. feira, 09 de Maio ):

” Expresso Tiradentes
Pelo que conseguimos saber, corre nos bastidores da SPTrans que o Expresso Tiradentes está fadado a chegar somente a Vila Prudente e terminar no entroncamento com a Linha 2 do Metrô. O prosseguimento até a Cidade Tiradentes tem tudo para abortar. Aliás, esta seria a solução mais lógica e desejada pela população.
Com uma centena de semáforos ao longo da Avenida Anhaia Mello, o nome expresso é mera legenda de propaganda. O que a população deseja e exige é que a Linha 2 do Metrô siga de Vila Prudente até São Mateus. E estamos falados.
“Linha 2 do Metrô
O Fórum Social Leste, promove amanhã, dia 10, às 14h, um ato público em defesa da Linha 2 do Metrô até São Mateus. O movimento começa em frente à igreja Nossa Senhora de Fátima (Jardim Grimaldi) e percorrerá a Av. Sapopemba até o Hospital Sapopemba. O Fórum Social Leste congrega mais de três dezenas de entidades sociais da região. “
Viram só? Três dezenas de entidades!! E ZERO espaço nos jornais! Pois a ponte é mais importante.
Ops! Falando em ponte: já apelidaram a Estaiada de “Estilingão”.
Vou tentar dar outro: Gigantesca Harpa do Inferno !

abril 2, 2008

A outra pedra. A outra sabotagem. O lugar assombrado.

Caiu o Fura-Fila!!
Já posso escutar, bem ao fundo, a voz anasalada de Paulo Maluf: “O Minhocão não caiu!!! O Metrô de Paulo Maluf não caiu!! E a Paulopetro ainda vai reverter em benefícios!!”. No que está coberto de razão. Pelo menos ele jamais teve o imprensalão a seu favor, quando as coisas davam errado. O imprensalão, como se sabe, é capaz de apanhar José Serra ou FHC colocando farinha no cimento de alguma obra, e tentará nos convencer que é fermento, para a obra crescer mais e mais rápido. “Uma técnica gerencial de primeiro-mundo”, colocarão na manchete, para a classe média basbaque.
Não tenho muito o que dizer a respeito. Acidentes acontecem, exceto quando o governo é do PT. Aí é falta de competência, falta de gerenciamento com foco em resultado. Todo aquele manual de auto-ajuda gerencial que tanto sucesso faz na Exame ou Você SA. Tantos são os idiotas que acreditam nisso ( nas metas, no gerente pitbull, essas merdas ). O trabalho, de um castigo bíblico passou a ser um espetáculo que faria a mineiração em busca de carvão algo decente. Aliás, vejam esse artigo abaixo, que depois eu continuo. E não percam tempo nos jargões jurídicos. Os grifos são meus.
Empregada será indenizada por ser obrigada a fantasiar-se de palhaço
1/4/2008
Supervisora terceirizada da Telemar Norte Leste S.A., obrigada a vestir-se de palhaço, caipira, bruxa e baiana para incentivar os operadores a ela subordinados a cumprir metas estipuladas, vem ganhando na Justiça do Trabalho o direito a receber indenização por dano moral. Uma das empresas que a contratava para prestar serviços à Telemar, a TNL Contax S.A., recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho para tentar reverter a condenação. A Sétima Turma, no entanto, entendeu que uma decisão diferente necessitaria o reexame de fatos e provas, o que é expressamente impedido pela Súmula nº 126 do TST, e negou provimento ao agravo. A funcionária trabalhou na Telemar de Belo Horizonte no período de dezembro de 2003 a junho de 2005, contratada inicialmente pela BH Telecom Ltda. e depois pela TNL Contax S.A. Segundo testemunhas, a autora da ação e outros supervisores trabalhavam diariamente fantasiados para alegrar a equipe, por determinação do gerente da Telemar, e expunham-se às ironias dos colegas. Ao ajuizar ação trabalhista após sua demissão, a ex-supervisora pediu, entre outras coisas, reconhecimento de vínculo empregatício com a Telemar e indenização por assédio moral, estes deferidos pela 10ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. Ao analisar os recursos das empresas e da trabalhadora, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) avaliou que expor a funcionária a situações vexatórias resultou em violação a sua dignidade e integridade psíquica e emocional. Por essa razão, e considerando as circunstâncias específicas, as condições das partes envolvidas e o grau de culpa das empresas, decidiu aumentar a indenização de R$ 2 mil estipulada pela Vara do Trabalho para R$ 4 mil. Em sua decisão, o TRT entendeu que a situação causou sofrimento moral e violou o direito de personalidade da funcionária, fazendo-a sentir-se inferiorizada e ridicularizada perante os colegas. Julgou também comprovados a culpa da empresa, pois o procedimento era determinado pelo gerente, e o vínculo entre o ato ilícito e o dano moral. O relator do agravo de instrumento no TST, ministro Ives Gandra Martins Filho, observou que não há conflito de jurisprudência nem violação de dispositivos legais e constitucionais no acórdão regional. Segundo o relator, o TRT/MG decidiu a partir de fatos e provas que estabelecem os elementos da responsabilidade civil da empresa, não podendo ser reexaminado o conjunto fático-probatório dos autos pelo TST. (AIRR-309/2006-010-03-41.1) (Lourdes Tavares)
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Nota Dez/ TST
Terminaram a leitura? Ótimo. Faltou tutano à moça para se negar a tal papel, ou ela acreditava mesmo na “busca por metas de qualidade”? Claro que não excluo a simples busca pela sobrevivência.

Mas não é sobre isso que eu queria falar. É sobre a nova sabotagem petista.

Depois da imensa rocha que alguma célula petista transportou às obras da Linha Amarela do Metrô, causando toda aquela destruição e prejudicando o trânsito na Capital; depois dos agentes agitadores que furaram pneus de ônibus, quebraram carros e também ônibus nas principais vias de São Paulo, só para sabotar a Prefeitura e piorar o trânsito na Capital…

Agora eles derrubaram o Fura-Fila!!! Não há ainda informações sobre o que causou isso. Fotógrafos ouvidos pelo fabuloso blog ( este aqui mesmo, ô ) disseram ter visto algo como uma gigantesca e – por quê não? – descomunal rocha no local do acidente. Pesquisas geológicas poderão revelar a origem de tal monolito. Não está descartada a hipótese de ser da mesma formação da encontrada no túnel do Metrô que ruiu no ano passado. O que nos leva DIRETAMENTE ao PT, que deve ter feito toda essa lambança para desviar a atenção dos atentos e exigentes leitores de Veja e Estado, do dossiê nefasto que a Dilma Roussef mandou fazer, só para apagar o nosso Farol de Alexandria. Eu, pessoalmente, não descarto a possibilidade de que possa ser um monolito semelhante àquele que caiu em Goiás, sabe-se-lá de que lugar do espaço sideral, estes dias, e cuja origem ainda é desconhecida. Será alguma conspiração petista-reptiliana?

Também temos que considerar a hipótese de aquela região ( divisa de Ipiranga X Vila Prudente, Zona Sudeste da Capital ) ter sido, algum dia, um cemitério indígena e uma maldição está se abatendo sobre nós, moradores. Lembrem-se que, há não muito tempo, nossos bairros quase foram engolidos pelas enchentes que há muito não se viam por aqui. quase viramos Atlântida.

Sorte nossa que temos ( a região de Vila Prudente e Sapopemba, além de parte do Ipiranga ), para nos ajudar, a deputada estadual Vanessa Damo ( PV ), que está lutando como um leão para, além de obras viárias muito necessárias em Vila Zelina, levar o Metrô ao Sapopemba – apesar da Companhia ter dito que isto não ocorrerá e que o Metrô irá para uma região da Zona Leste mais necessitada: o Tatuapé – e que questionará intransigentemente os responsáveis pelo acidente no Fura-Fila.

janeiro 19, 2008

Jaz São Paulo/ Metrô: De Vila Prudente para o Tatuapé? Sem passar pelo Sapopemba? E mais…

Filed under: bairros de São Paulo, Metrô, Sapopemba ( SP ), Tatuapé, Vila Prudente — Humberto @ 1:16 pm
Em breve:
Moradores de imóveis desapropriados em Vila Prudente reclamam que não foram indenizados ainda. E outros não conseguem receber o suficiente para adquirir um imóvel no bairro, ou nas dimensões adequadas. O Metrô, por seu lado, diz querer evitar a especulação imobiliária no Sapopemba, e que, para isso, não levará a linha ao bairro. A-hã…

dezembro 4, 2007

Jaz São Paulo: Vila Zelina e seus comerciantes, aceitem meu boicote a vocês e seus produtos!!

Hoje comecei a minha campanha solitária e libertadora: não compro mais nada no bairro de Vila Zelina ( Subprefeitura de Vila Prudente – Z. Leste de São Paulo ).
Não entrarei em detalhes, mas que nos acompanha já deve saber minhas motivações. Talvez futuramente eu reproduza aqui algumas matérias de nosso estimado jornal de bairro “O Paulistano”, de propriedade de Wagner Salustiano ( ex-Revista de Fato, que dispensa apresentações ).
Bem. Agora a briga aqui no bairro é a seguinte: o Largo da Vila Zelina deverá passar por alguma remodelação, visando a “melhora no trânsito”. Um bairro há poucos anos tranquilo e bucólico virou uma Zona Verde, com direito a verticalização, assaltos, trânsito excessivo. Enfim, o progresso chegou.
E eis que, diretamente do riquíssimo e desenvolvido município de Mauá ( ABC ), pinta por aqui a deputada estadual do suspeitíssimo Partido Verde, e passa a “liderar” as mudanças e “exigências” feitas pelos moradores. Na vanguarda e na base das boas relações que tem com o governo estadual, baixou aqui para resolver nossos problemas. A base móvel da polícia, recentemente instalada no Largo, só foi mesmo implantada porque ela ameaçou espirrar em Serra ( segundo histórias que ouvi, o sujeito é meio hipocondríaco ). Sem ela, nosso bairro estaria parecendo aqueles filmes do Charles Bronson. E Mauá, um lugar plenamente desenvolvido, deve receber nossos agradecimentos, já que permitiu que Vanessa dividisse seu tempo entre a Suíça do ABC e a desconhecida Vila Zelina.
Prosseguindo. O supra-mencionado jornal “O Paulistano” saiu, na edição que chegou nesta 6a. Feira, com a seguinte informação, que trago aqui, mas não ipsis letteris: os comerciantes e moradores de Vila Zelina são “unânimes” ( SICCCC!!!! ) em afirmar que não gostaram do projeto proposto ( não sei se pela CET ou pela Subprefeitura ) pois isto implicaria na extinção de vagas para os carros estacionarem. Ou seja, todos os residentes no bairro foram ouvidos, e todos eles, sem exceção, são motorizados. Já mencionei aqui, em outra vez, que a cabine de polícia do Largo saiu pela culatra, já que os próprios moradores – aí, sim – mais antigos estavam acostumados a fazer certas coisas, só que agora estão sendo multados. O Estado de mão única que vocês desejam não existe.
A bem da verdade, a dona Vanessa Damo, poderia também, exigir por nós, vilazelinenses, que a polícia ou até a CET ( ou “Homens de Amarelo: limpando as ruas da corja automobilística” ) passassem também a circular por outras ruas daqui do bairro, como a Pinheiro Guimarães onde, simplesmente, dezenas de carros estacionam na calçada, no sentido Anhaia Mello-Av. Zelina. A estreita rua das Heras, via de mão dupla também tem suas calçadas tomadas, também no pedaço próximo à avenida Zelina.
Pois então. Os comerciantes e moradores do bairro, “unanimemente” não desejam que desapareçam vagas para os automóveis. Os comerciantes reclamam que perdem clientes com isso. O pedestre não é cliente.
Também alguém se queixou dos ônibus, e que estes teriam, digamos, “privilégios” espaciais. Talvez se retirássemos os ônibus, ou os proibíssemos de circular pelas ruas de nosso belo bairro. Que tal fecharmos as ruas? Tem uma pessoa que vive se queixando, na sessão de cartas do Diário de São Paulo, que moradores de uma rua no Campo Belo, sem permissão da Prefeitura, fecham o logradouro, tornando-o particular. Parece que a Prefeitura baixa lá, reabre, mas passa um tempo e eles incorrem no crime.
Aliás: já que a Prefeitura de Andrea Matarazzo e também – já ia me esquecendo – Kassab criaram a Lei Cidade Limpa – que muito comerciante detestou – que tal a minha sugestão: a Lei Calçada Legal!!!
É o seguinte: quando você anda, por exemplo, pela calçada da Avenida Zelina, tropeçará nela adoidado, já que os empreendedores que abriram suas casas ali cuidaram de construí-las, sem quaisquer preocupações com quem ali caminhará. Os níveis variam, de acordo com a visão empresarial do sujeito. É comum você levantar a perna uns 30 cm a mais do que o trecho referente ao imóvel ao lado. Um verdadeira prova de resistência e obstáculos. É só chegar na porta da Caixa Econômica Federal e comparar a calçada da agência, com a do Unibanco, por exemplo. Não quer se meter com um banco? OK. Atravesse a rua e veja a dificuldade que é andar na calçada da farmácia que abriu recentemente.
E o espaço público merece mais respeito-cidadão, e é isso que mostro. Tem uma banca de jornais na Avenida Zelina, ao lado da igreja, que parece um brexó. Quer um fax? Lá você encontra. Tá precisando de um 3 em 1? Sem problema. Aparelho de telefone? É só escolher o seu. Há grande variedade.
O fato deste comércio estar totalmente ilegal, e o dono já deveria ter sua TPU cassada há muito, me faz supor que não existe muita fiscalização da Prefeitura nesta cidade. Acho que dá para imaginar que ocorram coisas semelhantes nos outros bairros. O mesmo vale para as calçadas desniveladas, carros estacionados nas mesmas, bancas de jornais vendendo artigos não-previstos ( fax, telefone, sorvete ), bingos, caça-níqueis, festas em Subprefeituras pagas com dinheiro de exploradores de cassinos eletrônicos, etc.
E lembrei-me do bairro principal, a Vila Prudente: na mesma edição do Paulistano em que Vanessa aparece compenetrada, cuidando da gente boa de Vila Zelina, ficamos sabendo que uma das principais ruas de Vila Prudente, a Cap. Pacheco e Chavez, se encontra tétricamente às escuras, e não é de hoje. Perdõe-me srta. Damo, incomodá-la, mas poderia usar de seu poder e prestígio junto aos “gestores” do município, e pedir que arrumem a iluminação daquela rua? A senhora poderá capitalizar para si também esta conquista da comunidade e, com isso, reforçar sua imagem junto ao eleitorado. Até poderá sair na foto do Paulistano, que tão bem fala de você, ao contrário do que faz com o vereador Adilson Amadeu, não sei ainda porque a tal pirraça do jornal com o petebista.
Eu sei que tá faltando algo neste post, mas outra hora eu vejo.
Num futuro post:
Folha de Vila Prudente x O Paulistano
Em editorial, o Paulistano critica os jornais de bairro que possuem “vários anúncios, até mesmo na capa” ( clara alusão à Folha ), e pede que anunciem com ele. Ocorre que a natureza dos jornais de bairro é justamente a de viver dos pequenos anunciantes da comunidade em que circula. Estranho, mesmo, é um jornal novato e obscuro de bairro ter, entre seus anunciantes, uma rede de televisão, como é o caso da RedeTV. Nossa Caixa, nem pensar.
E também:
Saiu no Estadão: a Globo temia a queda de audiência, caso o Corínthians caísse para a Segundona. O Timão vai dar audiência à RedeTV, que detém os direitos de transmissão. Mas não é só torcedor do Corínthians que irá assistir a seus jogos, mas do Palmeiras, Vasco, nem que seja por um tempo. Logo, o IBOPE será maior ainda. Jornalistas esportivos da Globo debandarão?

novembro 9, 2007

Jaz São Paulo: Vila Zelina e trânsito caótico. Nunca imaginei que essas duas expressões viriam um dia na mesma frase. No entanto, parabéns à PM.

Quem acompanha nosso blog já percebeu que alguns dos temas preferidos são o trânsito, os automóveis e os bairros satélites de Vila Prudente, como Vila Zelina. E já perceberam, também, que cada linha escrita a esse respeito vem carregada do lamentar pelas “transformações” por que vem passando a Vila Zelina, recentemente tomada pela especulação imobiliária voraz. Não sou especialista, apenas um morador, e apenas posso supor que houve alguma mudança no Plano Diretor, e que isso resultou numa maior ocupação espacial deste bairro. As conseqüências são as mesmas pelas quais outros bairros já passaram. Também existe a sugestão de que o interesse por esta região se dá pela proximidade da vinda do Metrô para cá, algo prometido desde o governo Quércia. Então, se dá aquilo que os “investidores/corretores/especuladores” chamam de – puta, que termo infeliz – “valorização” de um local. Só o Metrô, apenas, traria esta “valorização”? Acho que não, mas é um fator importante. Acho que até mesmo os bairros da Zona Leste que receberam estações, como Itaquera, passaram por uma “valorização”, mas deve ter sido de fôlego curto. Existe a questão do perfil sócio-econômico dos locais e também dos potenciais compradores dos imóveis. De acordo com o noticiário, a economia brasileira vem passando, há alguns anos, por leve crescimento e o chamado mercado imobiliário, por um “boom” de construção e consumo, apoiado fortemente na oferta de crédito. Mas é assunto longo e complexo para mim. Volto à Terra.
Enfim, não sei muito bem reconhecer todos os elementos que contribuíram para isso, mas é algo fácil de perceber: o bairro de Vila Zelina ficou mais congestionado, mais murado e mais violento. Tornou-se um bairro comum. Ainda é muito melhor do que grande parte dos outros bairros, e é aí que reside o problema: sua força torna-se sua fraqueza. Os problemas do trânsito estão sendo minimizados pela firme e forte presença de um posto móvel da Polícia Militar, recentemente instalado no Largo de São José. A PM – HURRA!!! -, de acordo com relatos de moradores, passa o lápis sem dó. Esses moradores – se é que o são, mesmo – desejam, suponho, uma relação de mão-única com o Estado em que este apenas cuide de seus patrimônios, sem ônus. Querem, portanto, privilégios. Palmas para a PM. Falta apenas a CET.
Não tardou, e lá vieram os oportunistas eleitoreiros se “apoderar” da “liderança” do bairro, prometendo resolver “problemas” pelos quais este bairro jamais passara. Acho até que, em certa medida, tais “novos líderes” tenham responsabilidade direta no aparecimento destes “problemas”, mas preciso apurar melhor. Só que eu sou teimoso e não mudo de idéia fácil assim.
Houve, recentemente, uma festa – a primeira da história do bairro – comemorando os 80 anos de fundação de Vila Zelina. Não sei se foi fundada por Lituanos ou se, aqui, a presença de pessoas desta nacionalidade tenha sido superior à de outras, mas o fato é que aqui é um bairro de imigrantes europeus, provavelmente na sua maioria originários dos Balcãs e da Rússia.
Lá pelos anos 80, acho que na Administração Jânio Quadros, foi feito um plebiscito. Os moradores foram consultados sobre a mudança do nome do bairro para “Parque Lituânia”. Mas não passou, e o nome “Vila Zelina” permaneceu. Falava-se que tínhamos a segunda maior colônia de lituanos no mundo, atrás apenas da Califórnia.
Mas eu divago. Putz.
Bem, falei das comemorações de 80 anos.
Os dois principais jornais distribuídos aqui no bairro – já conhecidos pelos leitores do blog, mas não custa nada lembrar : A Folha de Vila Prudente ( a mais antiga ) e O Paulistano ( caçula, o jornal surgiu na seqüência do cancelamento da Revista de Fato, da propriedade de Wagner Salustiano – do PSDB e, se me recordo com exatidão, ex-malufista ) – cobriram o evento, que me abstenho de detalhar. Ocorre que, não é de hoje, há uma perceptível rivalidade, não sei se entre os dois veículos ou apenas entre colunistas, mas publicam-se alfinetadas de lá e de cá. A festa da Vila Zelina gerou novas alfinetadas. Tem algo a ver com exclusividade. Tipo, “sei-lá-quem, caiu de pára-quedas na região e já tomou prá si o papel de “dono” do evento”, ou então “o sujeito nem mora no bairro e quer aparecer mais do que todo mundo”, e coisas assim. Nem sei como foi essa festa. Teve danças típicas da Lituânia, acho que missa rezada pelo padre, também lituano. Algumas pessoas, antigas no bairro foram homenageadas. O doutor Fuad Kassab – grande ser humano, mesmo – não pôde comparecer ao evento, e o prêmio que receberia, foi entregue a seu filho, Fábio Kassab ( este, por sua vez – se estou correto- , deverá concorrer à Câmara dos Vereadores, pelo PPS ). Sim, são parentes do prefeito formal de São Paulo.
Não sei ao certo, mas acho que houve esquecimentos. Fiz uma pesquisa rápida, pois tinha um nome em mente: Antonio Danilevic, cujas fotos ilustravam as páginas de um antigo jornal da região, a Gazeta da Vila Prudente, que encerrou atividades na década de 90.
“Antonio Danilevic o “Rato”
Olhos azuis, chapéu de palha, andar cauteloso parando e observando todos acontecimentos. No rosto marcas do passado. Linhas de expressões demarcadas por manchas do sol e do tempo. Sorriso discreto. Fala contagiante, contando piadas, expressando-se com as mãos e com o corpo. Nos bolsos largos carrega a sua vida;seu trabalho e um pouco da história de nosso bairro. Quem não conhece este velhinho tão simpático, que caminha pelas ruas de Vila Zelina? Conversa com os comerciantes, brinca com os cachorros e com as crianças. Qual é o seu nome perguntei. Ele responde seriamente: “ Meu nome é Rato”. Nascido no bairro do Bom Retiro em São Paulo, Antonio Danilevic o “Rato” mudou-se para o bairro de Vila Zelina em 1940. Seus pais Fernando e Tofilha Danilevic queriam ficar próximos da comunidade lituana, na época a maioria em relação ao brasileiros. Em 1961 “Rato” durante um jogo de cartas entre amigos decide flagrar a ocasião do jogo, quando seu amigo o incentivou a fazer fotos da região. Comprou então uma máquina profissional , e começou a registrar acontecimentos de interesse público. Em 1970 foi contratado para fazer parte da imprensa local e em suas fotos guardadas até os dias atuais registrou enchentes, congestionamentos causados pela falta de vias de acesso para escolas, centros e cemitério, motivando a construção e planejamento de nossa região.”
Guia da Moóca
Como este, outros nomes parecem ter sido esquecidos. Numa rápida seqüência, minha mãe cita nomes de 10 pessoas em dois minutos. Ela também, nasceu aqui, há quase 70 anos.
Deve haver alguma meritocracia nisso tudo, algum fator excludente. Pois, apesar de eu ainda gostar daqui, reconheço que nem tudo foram flores.
Mas, como não estou envolvido nessa política, não sei direito. Apenas quis deixar registrado. A cidade, como um todo, é formada por suas partes, os bairros.
Agora, vamos ler esta matéria publicada na edição deste semana, da Folha de Vila Prudente. Vejam como o progresso chega, se instala, muda nossas vidas e hábitos e nos manda pro necrotério.
ANTES TARDE DO QUE NUNCA: CET DÁ INDÍCIOS DE VAI PROMOVER MELHORIAS NO CAÓTICO TRÂNSITO DO ENTORNO DO LARGO DA VILA ZELINA
Depois de anos de muito caos, um dos trechos viários mais críticos da região, o Largo da Vila Zelina, finalmente está recebendo atenção da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) – pelo menos, o órgão está desenvolvendo um estudo com melhorias. Nas imediações da praça República Lituana é bastante comum presenciar pedestres se arriscando entre veículos para fazer a travessia da avenida Zelina, conforme diversas denúncias já publicadas, várias delas pela Folha, sendo a última em junho deste ano. O ponto concentra intenso comércio, inclusive com agências bancárias e uma unidade dos Correios, no entanto, os semáforos são distantes e as faixas de sinalização há muito sumiram da via por falta de manutenção. Na manhã da última terça-feira, dia 6, técnicos da Companhia apresentaram ao subprefeito de Vila Prudente/Sapopemba, Felipe Sigollo, as propostas de mudanças para o trecho, antes de ser implantado posto da Polícia Militar. A deputada estadual Vanessa Damo (PV), que vem encabeçando a luta pela implantação da base policial, também esteve presente. O estudo em desenvolvimento prevê a construção de ilhas para pedestres, pintura de faixas de sinalização no chão e escolha de locais para estacionamento.
Pedestres x veículos: confronto é rotina no trecho
A idéia, segundo os técnicos, é não interferir no traçado original da praça, mas fazer uma readequação viária, melhorarando o fluxo viário naquele entorno que é bastante confuso, principalmente as sextas-feiras, dia de feira livre em uma das travessas.
O subprefeito ressaltou que são vitais algumas restrições quanto à circulação no largo do bairro, porque, segundo ele, ‘hoje, do jeito que está, é muito perigoso’. “Como os carros vêm de várias vias e convergem para um mesmo ponto, a praça, essas readequações vão ser necessárias”, afirmou. A deputada estadual garantiu que antes de qualquer mudança a comunidade será consultada. “São reformas muito necessárias, pois envolvem a segurança da população. Mas, para a obtenção dos resultados esperados, é preciso saber quais são as expectativas da comunidade, que é a principal envolvida”, declarou.
Festival de multas
Depois da aprovação das mudanças viárias, será apontado o ponto que abrigará a base fixa da Polícia Militar, que já está atuando na praça República Lituana por meio de uma viatura móvel. No entanto, a maior expectativa dos comerciantes é que os policiais se empenhem mais na segurança do que nas multas. Desde que a base móvel está no trecho, comerciantes e usuários do ponto vêm reclamando da freqüência de autuações de trânsito. “Muitos clientes aqui do comércio já foram multados, este trecho da avenida Zelina é uma total bagunça e os PMs, ao invés de auxiliar, já que querem se dedicar ao trânsito no lugar da segurança, só têm atenção para o talão de infrações”, comenta o funcionário de uma padaria. “As pessoas estacionam seus veículos nos locais onde sempre pararam, já que não há indicação correta de nada, e quando eles teimam, saem multando todo mundo”, completa um cliente.

outubro 27, 2007

O Cata-Milho chama a atenção de jornal de bairro de Wagner Salustiano

Redação_______________________________________________
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Sucesso na net 1
Tem um blog na internet, que se chama “Cata-Milho” (pelo menos, é assim que se apresenta), comandado por Humberto Capellari e Vinicius Duarte, que sempre se utiliza das matérias do PAULISTANO para repercutir ou opinar sobre os assuntos. Na última, eles abordaram o tema que foi capa de nossa edição nº 105, o qual aborda a instalação da base da polícia no Largo de Vila Zelina, que trouxe segurança e, além disso, está “canetando” várias infrações de trânsito.
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Sucesso na net 2
Agradecemos a divulgação do nosso jornal e o destaque para as matérias de interesse e relevância para a região. Temos lido sempre, até imprimido e guardado todos os comentários a nosso respeito.
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Jornal O Paulistano
edição 107
Coluna Direto para você
pg. 4
Comentários do Blog:
1. Cata-Milho é nosso nome. Eu sou lento na datilografia;
2. Leiam de novo os posts a que se referem, pois acho que não pegaram o espírito da coisa;
3. Sou eu quem agradece a gentileza. Entendi o recado;
4. Eu também guardo muita coisa, a meu respeito e também sobre outras pessoas. Eu nado em recortes de jornais velhos;
5. Se algum leitor ( Ei, você, acorde!! ) de nosso blog tiver novidades sobre as verbas publicitárias da Nossa Caixa, alguma informação relevante sobre práticas desagradáveis de especuladores imobiliários, alguma queixa sobre as calçadas de Vila Zelina, ou sobre bancas de jornais que vendem produtos que não estejam previstos na lei paulistana ( o que pode revelar mais que um simples desleixo da fiscalização a cargo das Subprefeituras ), mande para mim que eu publico. Nossa audiência é modesta ( ou, se preferirem, ridícula ) mas isso não nos incomoda. Talvez eu até crie um outro blog, que se chamará, obviamente “JAZ São Paulo”.

outubro 6, 2007

Notícias locais, mas podem atingir uma repercussão maior: Metrô em Vila Prudente anda de mãos dadas com os especuladores imobiliários!!!

No site do jornal de bairro Folha de Vila Prudente diz ser proibida a reprodução das matérias, mas vou reproduzir por uma boa causa – já que é um blog sem fins comerciais – e, humildemente, procurar ampliar o alcance da reportagem do bom jornal do bairro. É aquilo que não sai no JT ou no Estadão, mas ajuda a entender o processo e a lógica do mercado imobiliário. Em meu modo de ver, mesmo com o Metrô pagando o valor pecuniário “justo”, e que até permita ao cidadão que teve seu imóvel desapropriado continuar morando no bairro, já existe uma derrota, pois não será o mesmo bairro, “incrementado” pelos mesmos problemas que outrora não haviam, mas foram trazidos no pacote junto com o “progresso”. O principal já foi feito, ele é só um cliente a mais, um novato no bairro em que sempre morou. Além disso, é engraçada a terminologia usada e que não faria feio se colocada no dicionário de novilíngua: a “valorização” do lugar, significa, na verdade, inflacionamento de bens e serviços; “melhorias” é um termo que oculta a degradação : a presença de mais automóveis em ruas que não os comportam, com o consequente aumento de acidentes, poluição, roubos, aparecimento de congestionamentos, falta de espaço físico, etc.,- o que gera um paradoxo: se temos Metrô, temos mais transporte público “de qualidade” ( odeio essa expressão ) o que, por sua natureza, vem causando um boom imobiliário combinado de um maior adensamento populacional; isso traz, digo sem medo de errar, mais carros em circulação por estas ruas ( isso, desconsiderando o poder aquisitivo dos novos moradores; mas, se os que já estão aqui não vão poder ficar, por falta de recursos financeiros, dá para concluir que serão substituídos por pessoas com maiores recursos e que, por este perfil, são maiores consumidores, de todos o tipos de produtos, carros inclusive, e mais membros desta família do que a outra que está indo embora terão seu automóvel ); essas “melhorias” ( como se a simples presença de gente com maior poder aquisitivo ou a mera construção de prédios onde não havia nenhum pudessem ser entendidas como tal ) promovidas pelos novos e mais gastadores habitantes incluem, óbvio, mais assaltos, de que tanto se reclama ( menos para quem rouba; afinal, há um incremento do número de “clientes” e uma melhora no perfil do rating ).
Os negritos que aparecerem são do blog.
METRÔ RUMO À VILA PRUDENTE: DESAPROPRIAÇÕES NO BAIRRO PROMETEM ‘PARADA’ NA JUSTIÇA
O sonho do Metrô na Vila Prudente, literalmente, virou pesadelo para alguns dos declarados desapropriados pelo Governo do Estado. A negociação entre a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô e os proprietários de imóveis está apenas no início e já há caso concreto de contestação na Justiça. Se por um lado a queixa é a indenização ofertada, tida como baixa para os atuais valores de mercado do bairro, inflacionados com a ajuda do próprio Metrô, por outro, o motivo de descontentamento é a absoluta falta de qualquer tipo de informação. A seguir, relatos de dois xarás que estão perdendo o sono por conta da futura estação Vila Prudente, que segundo estimativas oficiais, deve ser inaugurada em maio de 2.010 no entroncamento das ruas Ibitirama, Cavour e avenida Anhaia Mello.
Empurrão para periferia
O advogado Osmar Lemes dos Santos nasceu na Vila Prudente e desde 1981, mora no número 355 da rua Pires Pimentel, onde hoje também vive a esposa e os dois filhos. Destaca, sem meias palavras, que “é vilaprudentino ‘da gema’, bem como sua família, mas, está sendo expulso do bairro pelo Metrô”. O grande problema é que a residência, instalada num terreno de 175 metros quadrados e separada por um quarteirão e a avenida Anhaia Mello do ponto exato da futura estação do transporte metroviário, teve avaliação de R$ 98.400 da técnica enviada pela Companhia. Para piorar a situação, Santos tem direito, assim como todo expropriado, a sacar apenas 80% desse valor, pouco mais de R$ 78 mil. “Parece ironia, mas, recebi um comunicado do Metrô informando que fui ‘contemplado com a desapropriação’. Esta avaliação não me dá condições de adquirir outro imóvel na Vila Prudente, nem nos arredores”, ressalta o advogado que está recorrendo do processo formalizado pelo Estado.
Santos conta ainda que o transtorno começou bem antes da definição da indenização. Uma das queixas, comum a outros moradores do bairro que estão entre os desapropriados, é que o Metrô não teve o cuidado de se reunir com os envolvidos antes da questão se tornar pública. “Quando soube que estava na lista, supostos técnicos já estavam batendo na minha porta e até advogados oferecendo seus serviços sem o menor pudor e ética“, comenta. Outra insatisfação é o desencontro de informações. Ele conta que numa manhã de sábado, a esposa e a filha chegaram até a ligar para a polícia porque, sem qualquer aviso prévio, um homem se apresentou no portão da residência como engenheiro do Metrô e queria entrar para fazer medições. “Em meio a tudo isso ainda há aqueles que tocam a campainha para nos oferecer caminhão de mudança”, desabafa.

A pedido da Folha dois corretores de tradicionais imobiliárias da região visitaram o imóvel da rua Pires Pimentel na semana passada. Os profissionais são de empresas distintas, promoveram a avaliação em dias separados, de forma que um não tinha conhecimento da ação do outro, e chegaram ao mesmo valor que oferta, no mínimo, R$ 71.600 a mais que a proposta da Companhia do Metropolitano.
A primeira vistoria foi efetuada pela corretora Ivani Aparecida Picolomini, da Torres & Picolomini. Partindo do fato do metro quadrado na Vila Prudente estar em torno de R$ 700, chegou-se a conclusão que apenas o terreno pode ser avaliado em R$ 120 mil.
Considerando a residência, foi proposto o valor mínimo de R$ 170 mil e máximo de R$ 200 mil. A segunda visita ficou a cargo do corretor Joaquim Candido, o Veloso, da Stasi Lar, que avaliou o imóvel em R$ 170.500. “Houve uma recente reforma de ampliação da casa e a localização é privilegiada, próxima de escolas, mercados e outros comércios“, ressaltou o corretor.
Os profissionais ouvidos pela Folha foram categóricos em afirmar que pela quantia proposta pelo Metrô, dificilmente a família Santos conseguirá se manter no bairro. A única opção, segundo eles, é tentar encontrar um apartamento usado de cerca de 50 metros quadrados, mas, adiantam que não será tarefa fácil.
Para comprovar o impacto do Metrô na valorização dos imóveis na região, Veloso dá um exemplo concreto. “Antes, um apartamento quitado no Cohab (Conjunto Habitacional) Cintra Gordinho, na Vila Prudente, valia de R$ 40 a 45 mil, agora, a mesma unidade é negociada por R$ 65 a R$ 70″, compara. “Estou sendo chamado por muitos proprietários de imóveis desapropriados para fazer avaliações e há muito descontentamento com os valores propostos pelo Metrô”, comenta Veloso.

Esperar sentado?
O imóvel adquirido há dois anos no número 406 da rua Cananéia, para fins de moradia da família ou até mesmo para fonte extra de renda, num eventual aluguel, se tornou uma grande incógnita para o morador da Mooca, Osmar Antonio Guinda Ribeiro.
A casa instalada em um terreno de 180 metros quadrados estava em meio a uma grande reforma, que incluiu até a troca do madeiramento e da manta do telhado, quando Ribeiro descobriu que seu imóvel constava na lista dos declarados de utilidade pública pelo Metrô. Sem saber que destino dava às obras em andamento na propriedade, correu atrás do Metrô e foi orientado a aguardar 90 dias.

Atualmente, passados quase 150 dias do decreto publicado, continua sem posicionamento. Nesse meio tempo diz ter ouvido de um funcionário da Companhia que “não deveria colocar sal em carne podre” e recentemente, notou que o imóvel ‘sumiu’ da lista do Metrô, bem como outros da vizinhança.
“Interrompi a reforma e por conta disto, tive um desgaste enorme com os pedreiros. Ainda fui obrigado a correr atrás dos fornecedores para tentar devolver o material comprado. Agora, estou com o imóvel inacabado e não tenho idéia de quando este impasse será resolvido. Já era até para as obras estarem finalizadas”, comenta Ribeiro que tinha a intenção imediata de abrigar no local a mãe e a avó, ambas viúvas, que vivem de aluguel no litoral.
Outra preocupação do proprietário é que a casa, vazia, possa ser alvo de invasões. “Gostaria de obter respostas sobre quanto vão pagar e quanto tempo ainda vai levar para que isso ocorra. Afinal, eu creio serem estas questões básicas que qualquer proprietário que vê o seu imóvel ‘comprado’ sem tê-lo colocado à venda, tem o direito de saber”, sintetiza sobre o seu dilema.

Metrô se pronuncia
Através da assessoria de imprensa do Metrô, foi informado, referente ao primeiro caso abordado, que “os procedimentos avaliatórios executados pelas empresas contratadas pelo Metrô seguiram os critérios normatizados para as avaliações imobiliárias, normalmente utilizados nas desapropriações”. A nota segue alegando que “por decisão da diretoria da Companhia fez-se o ajuizamento das ações de desapropriação, onde os expropriados poderão, com toda liberdade, contestar os valores ofertados”.
Ressalta ainda que o proprietário do imóvel na rua Pires Pimentel recebeu comunicado onde constam os procedimentos adotados nas avaliações, mas, que caso deseje conversar especificamente sobre o seu caso, inclusive valores, deve entrar em contato com a Gerência Jurídica do Metrô.
Sobre o imóvel na rua Cananéia, a explicação oficial é que “foi declarado de utilidade pública pelo decreto 51.795 de 9 de maio de 2007, com vigência pelo prazo de cinco anos, em função de necessidades construtivas constatadas durante o desenvolvimento do projeto preliminar da Linha 2- Verde.
Por fim, a assessoria esclarece que “atualmente, o Metrô está em fase de detalhamento deste projeto não estando definida a necessidade de utilização do referido imóvel”. A promessa é que havendo uma conclusão, os interessados diretos serão comunicados por carta.

Kátia Leite
FOLHA DE VILA PRUDENTE
Edição 803
05 a 10 de Outubro de 2007

abril 29, 2007

Abelhas X insetos inúteis

Filed under: Fausto Wolff, inseticida, polinização, Vila Prudente — Humberto @ 6:54 pm
Para esse post, vou ser obrigado a recorrer ( copiar ) a um artigo de Fausto Wolff publicado no JB, em 14/04. Provavelmente ( caso venha a saber que teve algo copiado sem sua permissão) ele não gostará, mas creiam: é por um bem meior. O artigo de Fausto estará seguido de outro escrito, que tirei de um jornal do bairro aqui, e acho que comprova e complementa o que o Lobo quis dizer. Fica, então, como uma homenagem a este jornalista/ escritor/ cronista.
Agora prestem atenção, pois vamos todos morrer
Depois de fragorosa derrota, nos anos 40, diante de uma tribo de abelhas da terra em Buriti,
no Rio Grande so Sul, e de ter o corpo besuntado de graxa para rodas de carroça a fim de não morrer tão jovem, confesso que passei a respeitar esses bichinhos a longa distância. Nossa intimidade limita-se ao mel que adiciono a alguma cachaça decente. Sabia que elas tinham alguma importância no modo como os pais explicam a vida sexual aos filhos e que eram melhores fabricantes de aparelhos de ar-condicionado que nós, aparentemente humanos.
O redator chefe do meu sítio na internet se chama Jean Scharlau. Politicamente, é dono de cândida ingenuidade que compensa com uma incrível sede de informações. Um abelhudo. Percebeu que a notória revista
Spiegel, da Alemanha, publicara no fim de março matéria que tratava da dizimação de populações de abelhas alemãs e americanas.
Já pensava em substituir o mel por outra matéria mais tóxica na minha cana quando fui informado de que se as abelhas desaparecerem do planeta restariam ao homem apenas quatro anos de vida. Coisa simples: acaba a abelha, acaba a polinização, acabam as plantas e acabamos nós, forever.
Por que as abelhas estariam se despedindo da gente? Por que não os banqueiros, por exemplo, que fazem muito mais mal a nossa saúde? Segundo o jornalista Gunther Latsch, o grande vilão seria o ácaro Varroa, oriundo da Ásia, secundado pelo homem, que adora espalhar herbicidas pelas plantas e prefere plantar combustível para máquinas a alimentos para o estômago.
Como todo mundo devia ter feito antes da resistível ascensão de Hitler em 1933, já há três anos as abelhas estão abandonando a mutterland alemã, o que até o momento só tem prejudicado os apicultores.
Já nos Estados Unidos, onde as coisas costumam ocorrer em maior escala, as abelhas estão morrendo aos milhões e as conseqüências poderão ser dramáticas. Seriam as plantas geneticamente modificadas que os gringos gostam de produzir para impressionar a família no fim de semana? Na Baviera, o número de abelhas diminuiu em 12% e em toda a Alemanha a queda foi de 25%.
A situação talvez mude porque os americanos atentaram para o detalhe de que o que mais morre por lá (no Iraque são jovens soldados) são as abelhas. Na Costa Oeste, 60%, contra 70% na Costa Leste. Segundo o
New York Times, os prejuízos para a agricultura já estão na casa de dezenas de milhões de dólares. Catástrofe nacional ainda não notada.
Milhões de abelhas desapareceram e deixaram nas colméias proles condenadas. As abelhas mortas, entretanto, não são encontradas nem nas colméias nem nas proximidades. As poucas sobreviventes apresentam cinco ou seis infecções ao mesmo tempo, além de estarem cheias de fungos.
Segundo os cientistas, parece que o sistema imunológico das abelhas entrou em colapso. Outra notícia para a reflexão de algum detetive entomológico: as colméias são largadas intactas mas nenhuma espécie de animal ou inseto ousa invadi-las. Há certamente algum repelente tóxico que permanece na colônia.
Recentemente, os pesquisadores examinaram o efeito do pólen de uma variante geneticamente modificada de milho transgênico chamada Milho B1 sobre as abelhas. Hans Kaatz, um professor da Universidade de Hale, na Alemanha, concluiu que a toxina bacteriana do milho geneticamente modificado pode ter alterado a superfície dos intestinos das abelhas o suficiente para enfraquecê-los e permitir a invasão de parasitas.
Temo que as notícias não sejam alvissareiras para as pessoas que gostam de gritar “alvíssaras”, pois se acabam as abelhas acabamos nós. Por outro lado, morrer em companhia é mais civilizado.
P.S.: Infelizmente, parece que as abelhas também estão sendo ameaçadas no Brasil. Trata-se das amazônicas, conhecidas como abelhas indígenas sem ferrão. Esse nome é dado porque têm o ferrão atrofiado e não podem aferroar. Criar abelhas sem ferrão é muito importante, pois coletam o néctar e o pólen de flor em flor, multiplicando as plantas. E trabalham, as coitadinhas. Para cada grama de néctar precisam passear por 25 mil flores.
As abelhas sem ferrão estão ameaçadas de desaparecer por causa do desmatamento que destrói suas colônias. Útil, belo e vivendo em colônias socializadas, é natural que o homem, que põe tanta destruição no ato de existir, queira acabar com elas. Façam seu jogo, com a ajuda de deputados e senadores da região: quem acabará antes? A abelha ou o índio amazonense?
Fausto Wolff, JB, 14/4/07
Agora, o artigo publicado no jornal “o Paulistano”, de propriedade de Wagner Salustiano, na edição que circulou entre 13 e 19 de Abril:
Abelhas na Praça
Leitor que pediu para permanecer no anonimato enviou a seguinte carta ao PAULISTANO: “Ao ler este jornal fico conhecendo um pouco mais dos bairros da região, pois estou morando há pouco tempo na Vila Prudente. Gostaria de saber se já houve alguma reclamação sobre uma praça que fica no cruzamento da Rua Fabiano Alves com a rua Armando Tarantino, no Parque Vila Prudente? Pois nesta praça tem um poste de iluminação com um furo, onde existe um ninho de abelhas. Sempre há abelhas em minha casa. Acho que esta praça precisa de uma restauração, como colocar alguns bancos e retirar essas abelhas, etc. Gostaria de não ser identificado, pois sou novo no bairro. Ficarei acompanhando sempre este jornal”
Nota da Redação: Em resposta a questão do leitor, a Assessoria Executiva de Comunicação encaminhou a seguinte informação: “Quanto à reclamação das abelhas na praça, a supervisão de Zoonoses da Subprefeitura de Vila Prudente/ Sapopemba aplicou hoje [ quarta-feira, dia 11 ] inseticida* para eliminar o problema no local”.
*Negrito do Blog
Bem, taí a solução dada ao “problema”: para as abelhas não incomodarem o ser humano e piorar o trânsito na Capital, joga-se inseticida. Na minha época, chamavam os bombeiros, que retiravam a colméia ( percebam que o anônimo leitor/ chorão/ reclamão escreveu “ninho” ) e as transferiam para outro lugar, talvez algum apiário. Até onde eu sei, elas não eram mortas, como ocorreu neste caso.

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