ENCALHE

dezembro 7, 2008

Escândalo de proporções catastóficas, maior que o grampo do Gilmar: CD com dados de 21 milhões de pessoas circula no mercado negro

CD com dados de 21 milhões de pessoas circula no mercado negro
Deutsche Welle, 06.12.08
Segundo informações da revista Wirtschaftswoche, está sendo oferecido no mercado negro um CD contendo dados bancários de 21 milhões de pessoas que vivem na Alemanha. O CD, segundo a revista, estaria sendo oferecido por 12 milhões de euros. Uma “amostra” do produto teria chegado às mãos de jornalistas da revista, contendo dados de 1,2 milhão de cidadãos.
Além de nome e data de nascimento, o CD contém registros de número de conta e agência de cada uma das pessoas listadas. Os responsáveis pelas cópias ilegais dos dados seriam funcionários de pequenos call centers, que são com freqüência contratados por grandes empresas para serviços de telemarketing, entre outros.
As autoridades acreditam que alguns dos funcionários desses call centers teriam copiado por muito tempo os dados armazenados no trabalho em pen drives ou CDs particulares e vendido os mesmos a interessados no mercado negro. (sv)
Leia mais:
DW-WORLD.DE
DW-WORLD: Escândalos de comércio ilegal de dados eclodem na Alemanha
DW-WORLD: Cronologia dos escândalos de pirataria de dados na Alemanha

Escândalo de proporções catastóficas, maior que o grampo do Gilmar: CD com dados de 21 milhões de pessoas circula no mercado negro

CD com dados de 21 milhões de pessoas circula no mercado negro
Deutsche Welle, 06.12.08
Segundo informações da revista Wirtschaftswoche, está sendo oferecido no mercado negro um CD contendo dados bancários de 21 milhões de pessoas que vivem na Alemanha. O CD, segundo a revista, estaria sendo oferecido por 12 milhões de euros. Uma “amostra” do produto teria chegado às mãos de jornalistas da revista, contendo dados de 1,2 milhão de cidadãos.
Além de nome e data de nascimento, o CD contém registros de número de conta e agência de cada uma das pessoas listadas. Os responsáveis pelas cópias ilegais dos dados seriam funcionários de pequenos call centers, que são com freqüência contratados por grandes empresas para serviços de telemarketing, entre outros.
As autoridades acreditam que alguns dos funcionários desses call centers teriam copiado por muito tempo os dados armazenados no trabalho em pen drives ou CDs particulares e vendido os mesmos a interessados no mercado negro. (sv)
Leia mais:
DW-WORLD.DE
DW-WORLD: Escândalos de comércio ilegal de dados eclodem na Alemanha
DW-WORLD: Cronologia dos escândalos de pirataria de dados na Alemanha

Escândalo de proporções catastóficas, maior que o grampo do Gilmar: CD com dados de 21 milhões de pessoas circula no mercado negro

CD com dados de 21 milhões de pessoas circula no mercado negro
Deutsche Welle, 06.12.08
Segundo informações da revista Wirtschaftswoche, está sendo oferecido no mercado negro um CD contendo dados bancários de 21 milhões de pessoas que vivem na Alemanha. O CD, segundo a revista, estaria sendo oferecido por 12 milhões de euros. Uma “amostra” do produto teria chegado às mãos de jornalistas da revista, contendo dados de 1,2 milhão de cidadãos.
Além de nome e data de nascimento, o CD contém registros de número de conta e agência de cada uma das pessoas listadas. Os responsáveis pelas cópias ilegais dos dados seriam funcionários de pequenos call centers, que são com freqüência contratados por grandes empresas para serviços de telemarketing, entre outros.
As autoridades acreditam que alguns dos funcionários desses call centers teriam copiado por muito tempo os dados armazenados no trabalho em pen drives ou CDs particulares e vendido os mesmos a interessados no mercado negro. (sv)
Leia mais:
DW-WORLD.DE
DW-WORLD: Escândalos de comércio ilegal de dados eclodem na Alemanha
DW-WORLD: Cronologia dos escândalos de pirataria de dados na Alemanha

outubro 5, 2008

17 milhões de clientes de operadora de celulares tiveram os dados roubados em 2006 e o roubo só agora foi divulgado!!!

Roubados dados de 17 milhões de clientes da Telekom
Em 2006 os cadastros da gigante de telecomunicações foram invadidos. O caso permaneceu encoberto até que o pacote contendo milhões de informações pessoais chegou às mãos de uma importante revista alemã.
DW, 04.10.08
O grupo alemão de telecomunicações Deutsche Telekom admitiu neste sábado (04/10) terem sido roubados de sua subsidiária de telefonia móvel, T-Mobile, os dados pessoais de mais de 17 milhões de clientes. O roubo ocorreu já em 2006, acrescentou a empresa, confirmando notícia da revista Der Spiegel.
A Promotoria Pública haveria tomado conhecimento do caso no segundo semestre do mesmo ano, e o governo federal também estaria informado. “Investigações na internet e em bolsas de dados, ao longo de meses, não forneceram qualquer indício de que as informações houvessem sido repassadas ou oferecidas no mercado negro”, declarou um porta-voz da empresa sediada em Bonn.
Assim, a Telekom “partiu do princípio de que não houve divulgação dos dados”. Entretanto ela atribui “extrema energia criminosa” aos autores do furto. “Estamos muito consternados de nos ocuparmos novamente com este caso de 2006″, comentou o diretor geral da T-Mobile Deutschland, Philipp Humm.
Apresentadores de TV e ex-presidentes
Através de terceiros, o Spiegel conseguiu acesso às informações, desencadeando o escândalo. O periódico alerta que a difusão dos dados ou sua utilização em meios criminosos constituiria grave risco para os implicados. Segundo a Telekom, trata-se apenas de nomes, endereços, números de celulares e, em alguns caso, datas de nascimento e endereços de correio eletrônico, não estando contidas informações mais sensíveis, como números de contas bancárias ou de cartões de crédito.
Mas, ainda segundo o Spiegel, o pacote clandestino inclui não apenas os dados pessoais de personalidades da cultura e mídia alemãs – como os apresentadores de TV Hape Kerkeling e Günther Jauch – como também grande quantidade de números de telefone confidenciais e endereços particulares de destacados políticos, ministros, ex-presidentes, altos empresários, bilionários e líderes religiosos. Para estes, o perigo potencial seria grande.
A Telekom não quis comentar esta afirmativa do órgão de imprensa. Ela alega haver reforçado seus padrões de segurança após o caso, limitando mais os direitos de acesso aos bancos de dados, entre outras medidas. Seu porta-voz atribuiu o fato de o público só agora estar sendo informado sobre o escândalo à intenção da empresa de, em colaboração estreita com a Promotoria Pública, capturar os criminosos.
Segundo escândalo em seis meses
A oposição alemã exige conseqüências jurídicas do escândalo. O político verde Volker Beck propôs que se revogue imediatamente a lei de 2007 que prevê o armazenamento, durante seis meses, de informações sobre todos os contatos por telefonia fixa, móvel e e-mail no país. Os dados dos cidadãos não estariam seguros nas mãos da Telekom. “Onde montanhas de dados se acumulam, existe, paralelo ao uso legal, o abuso negligente ou criminoso desses dados”, acusou Beck.
“Precisamos imediatamente de uma nova legislação de proteção de dados, restritiva”, argumentou a vice-presidente da bancada parlamentar do partido A Esquerda, Petra Pau. E isto seria tarefa do Bundestag (câmara baixa do Parlamento). “O mínimo que se poderia esperar é que esses 17 milhões de cidadãos sejam informados sobre o acontecido.”
Este é o segundo escândalo de violação de privacidade envolvendo a Telekom, no espaço de seis meses. Em abril chegou a público que, durante anos, a empresa haveria espionado jornalistas e sindicalistas incômodos. Desde então, a Promotoria Pública alemã investiga a empresa por utilização ilegal de dados de telecomunicações.
Agências (av)

17 milhões de clientes de operadora de celulares tiveram os dados roubados em 2006 e o roubo só agora foi divulgado!!!

Roubados dados de 17 milhões de clientes da Telekom
Em 2006 os cadastros da gigante de telecomunicações foram invadidos. O caso permaneceu encoberto até que o pacote contendo milhões de informações pessoais chegou às mãos de uma importante revista alemã.
DW, 04.10.08
O grupo alemão de telecomunicações Deutsche Telekom admitiu neste sábado (04/10) terem sido roubados de sua subsidiária de telefonia móvel, T-Mobile, os dados pessoais de mais de 17 milhões de clientes. O roubo ocorreu já em 2006, acrescentou a empresa, confirmando notícia da revista Der Spiegel.
A Promotoria Pública haveria tomado conhecimento do caso no segundo semestre do mesmo ano, e o governo federal também estaria informado. “Investigações na internet e em bolsas de dados, ao longo de meses, não forneceram qualquer indício de que as informações houvessem sido repassadas ou oferecidas no mercado negro”, declarou um porta-voz da empresa sediada em Bonn.
Assim, a Telekom “partiu do princípio de que não houve divulgação dos dados”. Entretanto ela atribui “extrema energia criminosa” aos autores do furto. “Estamos muito consternados de nos ocuparmos novamente com este caso de 2006″, comentou o diretor geral da T-Mobile Deutschland, Philipp Humm.
Apresentadores de TV e ex-presidentes
Através de terceiros, o Spiegel conseguiu acesso às informações, desencadeando o escândalo. O periódico alerta que a difusão dos dados ou sua utilização em meios criminosos constituiria grave risco para os implicados. Segundo a Telekom, trata-se apenas de nomes, endereços, números de celulares e, em alguns caso, datas de nascimento e endereços de correio eletrônico, não estando contidas informações mais sensíveis, como números de contas bancárias ou de cartões de crédito.
Mas, ainda segundo o Spiegel, o pacote clandestino inclui não apenas os dados pessoais de personalidades da cultura e mídia alemãs – como os apresentadores de TV Hape Kerkeling e Günther Jauch – como também grande quantidade de números de telefone confidenciais e endereços particulares de destacados políticos, ministros, ex-presidentes, altos empresários, bilionários e líderes religiosos. Para estes, o perigo potencial seria grande.
A Telekom não quis comentar esta afirmativa do órgão de imprensa. Ela alega haver reforçado seus padrões de segurança após o caso, limitando mais os direitos de acesso aos bancos de dados, entre outras medidas. Seu porta-voz atribuiu o fato de o público só agora estar sendo informado sobre o escândalo à intenção da empresa de, em colaboração estreita com a Promotoria Pública, capturar os criminosos.
Segundo escândalo em seis meses
A oposição alemã exige conseqüências jurídicas do escândalo. O político verde Volker Beck propôs que se revogue imediatamente a lei de 2007 que prevê o armazenamento, durante seis meses, de informações sobre todos os contatos por telefonia fixa, móvel e e-mail no país. Os dados dos cidadãos não estariam seguros nas mãos da Telekom. “Onde montanhas de dados se acumulam, existe, paralelo ao uso legal, o abuso negligente ou criminoso desses dados”, acusou Beck.
“Precisamos imediatamente de uma nova legislação de proteção de dados, restritiva”, argumentou a vice-presidente da bancada parlamentar do partido A Esquerda, Petra Pau. E isto seria tarefa do Bundestag (câmara baixa do Parlamento). “O mínimo que se poderia esperar é que esses 17 milhões de cidadãos sejam informados sobre o acontecido.”
Este é o segundo escândalo de violação de privacidade envolvendo a Telekom, no espaço de seis meses. Em abril chegou a público que, durante anos, a empresa haveria espionado jornalistas e sindicalistas incômodos. Desde então, a Promotoria Pública alemã investiga a empresa por utilização ilegal de dados de telecomunicações.
Agências (av)

17 milhões de clientes de operadora de celulares tiveram os dados roubados em 2006 e o roubo só agora foi divulgado!!!

Roubados dados de 17 milhões de clientes da Telekom
Em 2006 os cadastros da gigante de telecomunicações foram invadidos. O caso permaneceu encoberto até que o pacote contendo milhões de informações pessoais chegou às mãos de uma importante revista alemã.
DW, 04.10.08
O grupo alemão de telecomunicações Deutsche Telekom admitiu neste sábado (04/10) terem sido roubados de sua subsidiária de telefonia móvel, T-Mobile, os dados pessoais de mais de 17 milhões de clientes. O roubo ocorreu já em 2006, acrescentou a empresa, confirmando notícia da revista Der Spiegel.
A Promotoria Pública haveria tomado conhecimento do caso no segundo semestre do mesmo ano, e o governo federal também estaria informado. “Investigações na internet e em bolsas de dados, ao longo de meses, não forneceram qualquer indício de que as informações houvessem sido repassadas ou oferecidas no mercado negro”, declarou um porta-voz da empresa sediada em Bonn.
Assim, a Telekom “partiu do princípio de que não houve divulgação dos dados”. Entretanto ela atribui “extrema energia criminosa” aos autores do furto. “Estamos muito consternados de nos ocuparmos novamente com este caso de 2006″, comentou o diretor geral da T-Mobile Deutschland, Philipp Humm.
Apresentadores de TV e ex-presidentes
Através de terceiros, o Spiegel conseguiu acesso às informações, desencadeando o escândalo. O periódico alerta que a difusão dos dados ou sua utilização em meios criminosos constituiria grave risco para os implicados. Segundo a Telekom, trata-se apenas de nomes, endereços, números de celulares e, em alguns caso, datas de nascimento e endereços de correio eletrônico, não estando contidas informações mais sensíveis, como números de contas bancárias ou de cartões de crédito.
Mas, ainda segundo o Spiegel, o pacote clandestino inclui não apenas os dados pessoais de personalidades da cultura e mídia alemãs – como os apresentadores de TV Hape Kerkeling e Günther Jauch – como também grande quantidade de números de telefone confidenciais e endereços particulares de destacados políticos, ministros, ex-presidentes, altos empresários, bilionários e líderes religiosos. Para estes, o perigo potencial seria grande.
A Telekom não quis comentar esta afirmativa do órgão de imprensa. Ela alega haver reforçado seus padrões de segurança após o caso, limitando mais os direitos de acesso aos bancos de dados, entre outras medidas. Seu porta-voz atribuiu o fato de o público só agora estar sendo informado sobre o escândalo à intenção da empresa de, em colaboração estreita com a Promotoria Pública, capturar os criminosos.
Segundo escândalo em seis meses
A oposição alemã exige conseqüências jurídicas do escândalo. O político verde Volker Beck propôs que se revogue imediatamente a lei de 2007 que prevê o armazenamento, durante seis meses, de informações sobre todos os contatos por telefonia fixa, móvel e e-mail no país. Os dados dos cidadãos não estariam seguros nas mãos da Telekom. “Onde montanhas de dados se acumulam, existe, paralelo ao uso legal, o abuso negligente ou criminoso desses dados”, acusou Beck.
“Precisamos imediatamente de uma nova legislação de proteção de dados, restritiva”, argumentou a vice-presidente da bancada parlamentar do partido A Esquerda, Petra Pau. E isto seria tarefa do Bundestag (câmara baixa do Parlamento). “O mínimo que se poderia esperar é que esses 17 milhões de cidadãos sejam informados sobre o acontecido.”
Este é o segundo escândalo de violação de privacidade envolvendo a Telekom, no espaço de seis meses. Em abril chegou a público que, durante anos, a empresa haveria espionado jornalistas e sindicalistas incômodos. Desde então, a Promotoria Pública alemã investiga a empresa por utilização ilegal de dados de telecomunicações.
Agências (av)

17 milhões de clientes de operadora de celulares tiveram os dados roubados em 2006 e o roubo só agora foi divulgado!!!

Roubados dados de 17 milhões de clientes da Telekom
Em 2006 os cadastros da gigante de telecomunicações foram invadidos. O caso permaneceu encoberto até que o pacote contendo milhões de informações pessoais chegou às mãos de uma importante revista alemã.
DW, 04.10.08
O grupo alemão de telecomunicações Deutsche Telekom admitiu neste sábado (04/10) terem sido roubados de sua subsidiária de telefonia móvel, T-Mobile, os dados pessoais de mais de 17 milhões de clientes. O roubo ocorreu já em 2006, acrescentou a empresa, confirmando notícia da revista Der Spiegel.
A Promotoria Pública haveria tomado conhecimento do caso no segundo semestre do mesmo ano, e o governo federal também estaria informado. “Investigações na internet e em bolsas de dados, ao longo de meses, não forneceram qualquer indício de que as informações houvessem sido repassadas ou oferecidas no mercado negro”, declarou um porta-voz da empresa sediada em Bonn.
Assim, a Telekom “partiu do princípio de que não houve divulgação dos dados”. Entretanto ela atribui “extrema energia criminosa” aos autores do furto. “Estamos muito consternados de nos ocuparmos novamente com este caso de 2006″, comentou o diretor geral da T-Mobile Deutschland, Philipp Humm.
Apresentadores de TV e ex-presidentes
Através de terceiros, o Spiegel conseguiu acesso às informações, desencadeando o escândalo. O periódico alerta que a difusão dos dados ou sua utilização em meios criminosos constituiria grave risco para os implicados. Segundo a Telekom, trata-se apenas de nomes, endereços, números de celulares e, em alguns caso, datas de nascimento e endereços de correio eletrônico, não estando contidas informações mais sensíveis, como números de contas bancárias ou de cartões de crédito.
Mas, ainda segundo o Spiegel, o pacote clandestino inclui não apenas os dados pessoais de personalidades da cultura e mídia alemãs – como os apresentadores de TV Hape Kerkeling e Günther Jauch – como também grande quantidade de números de telefone confidenciais e endereços particulares de destacados políticos, ministros, ex-presidentes, altos empresários, bilionários e líderes religiosos. Para estes, o perigo potencial seria grande.
A Telekom não quis comentar esta afirmativa do órgão de imprensa. Ela alega haver reforçado seus padrões de segurança após o caso, limitando mais os direitos de acesso aos bancos de dados, entre outras medidas. Seu porta-voz atribuiu o fato de o público só agora estar sendo informado sobre o escândalo à intenção da empresa de, em colaboração estreita com a Promotoria Pública, capturar os criminosos.
Segundo escândalo em seis meses
A oposição alemã exige conseqüências jurídicas do escândalo. O político verde Volker Beck propôs que se revogue imediatamente a lei de 2007 que prevê o armazenamento, durante seis meses, de informações sobre todos os contatos por telefonia fixa, móvel e e-mail no país. Os dados dos cidadãos não estariam seguros nas mãos da Telekom. “Onde montanhas de dados se acumulam, existe, paralelo ao uso legal, o abuso negligente ou criminoso desses dados”, acusou Beck.
“Precisamos imediatamente de uma nova legislação de proteção de dados, restritiva”, argumentou a vice-presidente da bancada parlamentar do partido A Esquerda, Petra Pau. E isto seria tarefa do Bundestag (câmara baixa do Parlamento). “O mínimo que se poderia esperar é que esses 17 milhões de cidadãos sejam informados sobre o acontecido.”
Este é o segundo escândalo de violação de privacidade envolvendo a Telekom, no espaço de seis meses. Em abril chegou a público que, durante anos, a empresa haveria espionado jornalistas e sindicalistas incômodos. Desde então, a Promotoria Pública alemã investiga a empresa por utilização ilegal de dados de telecomunicações.
Agências (av)

17 milhões de clientes de operadora de celulares tiveram os dados roubados em 2006 e o roubo só agora foi divulgado!!!

Roubados dados de 17 milhões de clientes da Telekom
Em 2006 os cadastros da gigante de telecomunicações foram invadidos. O caso permaneceu encoberto até que o pacote contendo milhões de informações pessoais chegou às mãos de uma importante revista alemã.
DW, 04.10.08
O grupo alemão de telecomunicações Deutsche Telekom admitiu neste sábado (04/10) terem sido roubados de sua subsidiária de telefonia móvel, T-Mobile, os dados pessoais de mais de 17 milhões de clientes. O roubo ocorreu já em 2006, acrescentou a empresa, confirmando notícia da revista Der Spiegel.
A Promotoria Pública haveria tomado conhecimento do caso no segundo semestre do mesmo ano, e o governo federal também estaria informado. “Investigações na internet e em bolsas de dados, ao longo de meses, não forneceram qualquer indício de que as informações houvessem sido repassadas ou oferecidas no mercado negro”, declarou um porta-voz da empresa sediada em Bonn.
Assim, a Telekom “partiu do princípio de que não houve divulgação dos dados”. Entretanto ela atribui “extrema energia criminosa” aos autores do furto. “Estamos muito consternados de nos ocuparmos novamente com este caso de 2006″, comentou o diretor geral da T-Mobile Deutschland, Philipp Humm.
Apresentadores de TV e ex-presidentes
Através de terceiros, o Spiegel conseguiu acesso às informações, desencadeando o escândalo. O periódico alerta que a difusão dos dados ou sua utilização em meios criminosos constituiria grave risco para os implicados. Segundo a Telekom, trata-se apenas de nomes, endereços, números de celulares e, em alguns caso, datas de nascimento e endereços de correio eletrônico, não estando contidas informações mais sensíveis, como números de contas bancárias ou de cartões de crédito.
Mas, ainda segundo o Spiegel, o pacote clandestino inclui não apenas os dados pessoais de personalidades da cultura e mídia alemãs – como os apresentadores de TV Hape Kerkeling e Günther Jauch – como também grande quantidade de números de telefone confidenciais e endereços particulares de destacados políticos, ministros, ex-presidentes, altos empresários, bilionários e líderes religiosos. Para estes, o perigo potencial seria grande.
A Telekom não quis comentar esta afirmativa do órgão de imprensa. Ela alega haver reforçado seus padrões de segurança após o caso, limitando mais os direitos de acesso aos bancos de dados, entre outras medidas. Seu porta-voz atribuiu o fato de o público só agora estar sendo informado sobre o escândalo à intenção da empresa de, em colaboração estreita com a Promotoria Pública, capturar os criminosos.
Segundo escândalo em seis meses
A oposição alemã exige conseqüências jurídicas do escândalo. O político verde Volker Beck propôs que se revogue imediatamente a lei de 2007 que prevê o armazenamento, durante seis meses, de informações sobre todos os contatos por telefonia fixa, móvel e e-mail no país. Os dados dos cidadãos não estariam seguros nas mãos da Telekom. “Onde montanhas de dados se acumulam, existe, paralelo ao uso legal, o abuso negligente ou criminoso desses dados”, acusou Beck.
“Precisamos imediatamente de uma nova legislação de proteção de dados, restritiva”, argumentou a vice-presidente da bancada parlamentar do partido A Esquerda, Petra Pau. E isto seria tarefa do Bundestag (câmara baixa do Parlamento). “O mínimo que se poderia esperar é que esses 17 milhões de cidadãos sejam informados sobre o acontecido.”
Este é o segundo escândalo de violação de privacidade envolvendo a Telekom, no espaço de seis meses. Em abril chegou a público que, durante anos, a empresa haveria espionado jornalistas e sindicalistas incômodos. Desde então, a Promotoria Pública alemã investiga a empresa por utilização ilegal de dados de telecomunicações.
Agências (av)

agosto 19, 2008

Dados dos cidadãos são vendidos livremente na Alemanha!! Espionagem em larga escala faz Daniel Dantas parecer Inspetor Clouseau!!

Escândalos de comércio ilegal de dados eclodem na Alemanha
DW, 19.08.08

Comércio de dados de clientes toma proporções escandalosas na Alemanha. Associações de defesa do consumidor alertam que dados de empresas privadas no país são cada vez mais inseguros.
Especialistas alertam: negócios ilícitos envolvendo o comércio de dados se tornam cada vez mais freqüentes na Alemanha. A Confederação das Centrais de Defesa do Consumidor deu início a um debate, depois de ter conseguido, por meros 850 euros, comprar dados relacionados a 6 milhões de pessoas que vivem no país.
Envolvimento de call centers
O presidente da Confederação, Gerd Billen, deverá entregar um DVD e dois CDs contendo esses dados à Justiça. Também no estado de Schleswig-Holstein foi descoberto um CD com mais de 130 mil registros, colhidos por call centers no país. Aproximadamente 60 mil destes continham dados bancários, arquivados por companhias lotéricas e de telefonia.
De posse de tais dados, é possível às empresas sacar dinheiro de contas alheias. As associações de defesa do consumidor acreditam que casos de acesso ilícito a contas bancárias podem estar associados ao comércio de dados: nos últimos tempos, foram registrados vários casos de pessoas que se negaram, por telefone, a participar de rifas ou similares e tiveram os valores em questão retirados de suas contas. Isso sem que tenham fornecido quaisquer dados, exceto os próprios nomes.
Aliança contra abusos – Organizações de defesa do consumidor, aliadas a organismos de proteção à privacidade, ao encarregado do governo para o assunto e à polícia do país, selaram uma aliança pelo combate ao comércio de dados e em prol de punições mais severas para infratores. Billen afirmou em Berlim que a “fúria pelo acúmulo de dados” tem que ser cessada.
Bernd Carstensen, presidente da Federação dos Policiais, alertou para o fato de que “o comércio de dados privados envolve bilhões de euros e dispõe de estruturas mafiosas”. Peter Schaar, encarregado do governo federal para a proteção de dados, salientou que “tais dados só deveriam ser usados para fins de propaganda e marketing quando isso for explicitamente permitido pela pessoa em questão”.
Os principais suspeitos de comércio ilegal de dados no país são call centers. Segundo informações veiculadas pela televisão alemã, uma empresa do ramo de Bremerhaven teria tido acesso a dados de clientes da companhia telefônica Deutsche Telekom e repassado adiante. As proporções dos dados comercializados ainda não foram apuradas.
Verdes pedem legislação mais rigorosa - Renate Künast, líder da bancada do Partido Verde no Bundestag, sugeriu a criação de um apoio jurídico para que todo cidadão tenha o direito de saber e determinar o que acontece com os dados a seu respeito. “Tanto no direito civil quanto no empresarial precisamos nos abrir para o desenvolvimento tecnológico do século 21 no que diz respeito à proteção à privacidade”, diz Künast.
Vários escândalos - No decorrer dos últimos dias, foram vários os escândalos no país envolvendo a proteção de dados. Segundo informações divulgadas pela mídia, o informante que enviou anonimamente à Associação de Proteção ao Consumidor de Schleswig-Holstein um CD-Rom com informações pessoais (nome, endereço, telefone e contas bancárias) de aproximadamente 17 mil cidadãos, estaria em posse de aproximadamente 1,5 milhão de dados similares.
O tal informante, de 36 anos de idade, teria trabalhado, segundo o semanário Der Spiegel, em um call center da cidade de Lübeck, cuja direção permitia o acessos dos funcionários aos dados. A revista Focus informou que também no estado da Renânia do Norte-Vestfália um comerciante de dados ofereceu no mercado negro, há pouco, 50 mil nomes, com endereço, telefone e número de conta bancária. Os preços para a aquisição do material iam de 5 cents de euro a 1 euro por registro.
Agências/DW (sv)
E mais:

Descoberto comércio ilegal com dados de 17 mil pessoas

Serviços de proteção de dados e ao consumidor da Alemanha registraram comércio ilegal com informações pessoais em grande estilo. A Central do Consumidor do estado de Schleswig-Holstein interceptou um CD com nomes, datas de nascimento, endereços e números telefone de contas de banco de 17 mil cidadãos do país. Segundo primeiras informações, o CD era vendido por uma firma da Renânia do Norte-Vestfália a outras empresas. Os dados aparentemente provêm de uma operadora de loteria do sul do país. (av) – 12.08.08

Espionagem empresarial preocupa especialistas

Vários empresários de médio porte na Alemanha não têm consciência do risco que correm: espionar o know-how tecnológico alheio para produzir no próprio país vem sendo prática cada vez mais comum. – 06.11.07





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