ENCALHE

abril 7, 2008

Grande ABC: pré-candidato denuncia Damo ( PV ) e outros prefeitos da região de oferecerem cargos em troca da desistência de sua candidatura.

Grecco acusa: Salles, Dib, Volpi e Damo querem comprar o ABCD
Ex-prefeito de Ribeirão afirma que recebeu oferta de cargos públicos para desistir de ser candidato
ABCD Maior
05/04/08
Em entrevista ao ABCD MAIOR, o pré-candidato à Prefeitura de Ribeirão Pires, Luiz Carlos Grecco (PP), acusou diretamente Raimundo Salles (DEM), secretário de Comunicação de São Bernardo e pré-candidato em Santo André, os prefeitos de Mauá e Ribeirão Pires, Leonel Damo e Clóvis Volpi, ambos do PV, e Willian Dib (PSB), prefeito de São Bernardo, de tentarem impedir sua candidatura, através do oferecimento de cargos. Veja nesta página e na seguinte a íntegra da entrevista do ex-prefeito e suas declarações contra um dos mais fortes grupos políticos que atuam no ABCD.
ABCD MAIOR - O senhor acredita que a forma de se fazer política no ABCD passou por transformações nos últimos anos?
Luiz Carlos Grecco - Todos nós sabemos o que realmente acontece. Existe um grupo político que interfere diretamente na decisão dos rumos do ABCD. Isso vem desde as eleições municipais de 1996. Eles querem comprar a Região. Com o poder econômico que possuem, acreditam estar acima de tudo. Não tenho problema nenhum em dizer que esse grupo, formado por Raimundo Salles (DEM), pelos prefeitos de Mauá e Ribeirão Pires, Leonel Damo e Clóvis Volpi, e por Willian Dib (PSB), quer dominar o ABCD através de uma prática política da qual não concordo. Tentaram me comprar, mas não desistirei de minha candidatura.
ABCD MAIOR - O senhor pode relatar minuciosamente como esses personagens tentaram lhe comprar?
Grecco - Primeiramente foi o Salles. Ele intermediou uma conversa com o Dib, no gabinete do prefeito. Lá, me ofereceram o cargo de diretor da Agência de Desenvolvimento Econômico do Consórcio Intermunicipal, com a condição de que desistisse de minha candidatura em favor de Volpi. Não aceitei. Fazem de tudo para que as expectativas desse grupo sejam atendidas. Estão tentando entrar em Santo André agora. Também tentaram interferir diretamente no diretório estadual do PP. O secretário de Governo de Mauá, Antônio Carlos de Lima, que também é presidente do diretório do PP da cidade e sobrinho de Volpi, ofereceu durante a última reunião da executiva do partido, ao presidente estadual do PP, senhor Paulo Maluf, seu cargo de secretário para que eu desistisse de ser candidato. Mas não irei desistir nem pelo Maluf e nem pelo papa.
ABCD MAIOR - O senhor acredita que essas ações estariam a mando do prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi?
Grecco - O Volpi sabe de tudo, esse grupo é o maior investidor da campanha de Volpi. Foi o Volpi quem solicitou essa interferência junto ao Paulo Maluf, pois sabia que essa era a única condição para que eu desistisse.
ABCD MAIOR - Como este grupo começou a agir no ABCD?
Luiz Carlos Grecco - Em 1996. Neste ano eu poderia ser candidato à Prefeitura. Mas o Volpi, que era presidente do diretório estadual do PSDB de São Paulo e deputado federal, resolveu montar um grupo para fazer frente à candidatura de Maria Inês Soares (PT). Ele lançou o Valdirio Prisco como candidato. Aceitei a idéia. Não deu outra, o PT venceu a eleição. Em 2000, mais uma vez, eu poderia representar o grupo. Quiseram novamente bater o PT e buscaram a unificação em torno do nome de Roberto Tokuzumi. Mais do que isso, Volpi tentava colocar suas mãos na Prefeitura e também lançou sua mulher, Ligia Volpi, como vice. A Maria Inês se reelegeu. Mais uma vez os planos de Volpi não deram certo.
ABCD MAIOR - Como interferem atualmente na Região?
Grecco - Hoje, eles se fazem valer pelo seu poderio econômico e pelo poder de fogo que possuem em relação às Prefeituras aliadas a este grupo: São Bernardo, Mauá e Ribeirão Pires. Interferem diretamente no ABCD. O que aconteceu comigo, quando tentaram me impedir, é um exemplo disso. Quiseram me coagir a desistir de minha pré-candidatura à Prefeitura oferecendo-me cargos. Lancei a minha pré-candidatura e tenho o nome de meu filho, Anderson Grecco, como vice.
ABCD MAIOR - O senhor acredita que exista abuso de poder por parte dos políticos deste grupo?
Grecco - Eu vejo que o destino de Ribeirão Pires é decidido fora de nosso limite geográfico. Traçam os planos da cidade em São Bernardo e Mauá, o que é um absurdo, pois temos gente competente para administrar a cidade. O abuso dessas pessoas sempre existiu. Foi o que aconteceu nas últimas eleições. Se não fosse a intervenção deste grupo e o abuso do poder econômico e político que possuem, Volpi não seria o atual prefeito. A boca de urna e a prática da política não se faz mais como antigamente, tentando convencer o eleitor. Tudo é feito de acordo com interesses e nos bastidores. Infelizmente eles abusam do poder comprando os eleitores. Se eles tentam me comprar, imagine o que não fazem com a população.
ABCD MAIOR - Como o senhor avalia a ameaça de morte que o pré-candidato a vereador em Ribeirão Pires Manoel da Silva Gomes (PT) – noticiada pelo site do ABCD MAIOR -, recebeu de homens encapuzados e armados no bairro Jardim Caçula, o que fez com que Manoel desistisse de ser vereador?
Grecco - Essa é mais uma forma de coação. Querem o poder de qualquer forma e passam por cima de tudo, o que leva a esses abusos e absurdos. Um candidato ser coagido com uma arma na mão é o limite de nossa política. Parece que estamos na Nicarágua ou na Colômbia lutando contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Mas isso tudo não me intimida. Sou nascido e criado na cidade, tudo o que eu tenho está em Ribeirão Pires. Sou adversário deles na cidade, pois não concordo com a forma como fazem política.
ABCD MAIOR - Como caminha a sua pré-candidatura?
Grecco - Seremos submetidos à convenção do PP, que irá homologar minha candidatura e de meu filho, além da chapa de vereadores. Acredito que não irão tentar nos barrar no partido, mas em política tudo pode acontecer.
ABCD MAIOR - O senhor descarta a possibilidade de coligações?
Grecco - Ainda existe a possibilidade de termos outros partidos conosco. Iremos conversar com as legendas que ainda não foram compradas por este grupo político.

abril 2, 2008

A outra pedra. A outra sabotagem. O lugar assombrado.

Caiu o Fura-Fila!!
Já posso escutar, bem ao fundo, a voz anasalada de Paulo Maluf: “O Minhocão não caiu!!! O Metrô de Paulo Maluf não caiu!! E a Paulopetro ainda vai reverter em benefícios!!”. No que está coberto de razão. Pelo menos ele jamais teve o imprensalão a seu favor, quando as coisas davam errado. O imprensalão, como se sabe, é capaz de apanhar José Serra ou FHC colocando farinha no cimento de alguma obra, e tentará nos convencer que é fermento, para a obra crescer mais e mais rápido. “Uma técnica gerencial de primeiro-mundo”, colocarão na manchete, para a classe média basbaque.
Não tenho muito o que dizer a respeito. Acidentes acontecem, exceto quando o governo é do PT. Aí é falta de competência, falta de gerenciamento com foco em resultado. Todo aquele manual de auto-ajuda gerencial que tanto sucesso faz na Exame ou Você SA. Tantos são os idiotas que acreditam nisso ( nas metas, no gerente pitbull, essas merdas ). O trabalho, de um castigo bíblico passou a ser um espetáculo que faria a mineiração em busca de carvão algo decente. Aliás, vejam esse artigo abaixo, que depois eu continuo. E não percam tempo nos jargões jurídicos. Os grifos são meus.
Empregada será indenizada por ser obrigada a fantasiar-se de palhaço
1/4/2008
Supervisora terceirizada da Telemar Norte Leste S.A., obrigada a vestir-se de palhaço, caipira, bruxa e baiana para incentivar os operadores a ela subordinados a cumprir metas estipuladas, vem ganhando na Justiça do Trabalho o direito a receber indenização por dano moral. Uma das empresas que a contratava para prestar serviços à Telemar, a TNL Contax S.A., recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho para tentar reverter a condenação. A Sétima Turma, no entanto, entendeu que uma decisão diferente necessitaria o reexame de fatos e provas, o que é expressamente impedido pela Súmula nº 126 do TST, e negou provimento ao agravo. A funcionária trabalhou na Telemar de Belo Horizonte no período de dezembro de 2003 a junho de 2005, contratada inicialmente pela BH Telecom Ltda. e depois pela TNL Contax S.A. Segundo testemunhas, a autora da ação e outros supervisores trabalhavam diariamente fantasiados para alegrar a equipe, por determinação do gerente da Telemar, e expunham-se às ironias dos colegas. Ao ajuizar ação trabalhista após sua demissão, a ex-supervisora pediu, entre outras coisas, reconhecimento de vínculo empregatício com a Telemar e indenização por assédio moral, estes deferidos pela 10ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. Ao analisar os recursos das empresas e da trabalhadora, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) avaliou que expor a funcionária a situações vexatórias resultou em violação a sua dignidade e integridade psíquica e emocional. Por essa razão, e considerando as circunstâncias específicas, as condições das partes envolvidas e o grau de culpa das empresas, decidiu aumentar a indenização de R$ 2 mil estipulada pela Vara do Trabalho para R$ 4 mil. Em sua decisão, o TRT entendeu que a situação causou sofrimento moral e violou o direito de personalidade da funcionária, fazendo-a sentir-se inferiorizada e ridicularizada perante os colegas. Julgou também comprovados a culpa da empresa, pois o procedimento era determinado pelo gerente, e o vínculo entre o ato ilícito e o dano moral. O relator do agravo de instrumento no TST, ministro Ives Gandra Martins Filho, observou que não há conflito de jurisprudência nem violação de dispositivos legais e constitucionais no acórdão regional. Segundo o relator, o TRT/MG decidiu a partir de fatos e provas que estabelecem os elementos da responsabilidade civil da empresa, não podendo ser reexaminado o conjunto fático-probatório dos autos pelo TST. (AIRR-309/2006-010-03-41.1) (Lourdes Tavares)
Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial. Permitida a reprodução mediante citação da fonte
Assessoria de Comunicação Social Tribunal Superior do Trabalho Tel. (61) 3314-4404 imprensa@tst.gov.br
Nota Dez/ TST
Terminaram a leitura? Ótimo. Faltou tutano à moça para se negar a tal papel, ou ela acreditava mesmo na “busca por metas de qualidade”? Claro que não excluo a simples busca pela sobrevivência.

Mas não é sobre isso que eu queria falar. É sobre a nova sabotagem petista.

Depois da imensa rocha que alguma célula petista transportou às obras da Linha Amarela do Metrô, causando toda aquela destruição e prejudicando o trânsito na Capital; depois dos agentes agitadores que furaram pneus de ônibus, quebraram carros e também ônibus nas principais vias de São Paulo, só para sabotar a Prefeitura e piorar o trânsito na Capital…

Agora eles derrubaram o Fura-Fila!!! Não há ainda informações sobre o que causou isso. Fotógrafos ouvidos pelo fabuloso blog ( este aqui mesmo, ô ) disseram ter visto algo como uma gigantesca e – por quê não? – descomunal rocha no local do acidente. Pesquisas geológicas poderão revelar a origem de tal monolito. Não está descartada a hipótese de ser da mesma formação da encontrada no túnel do Metrô que ruiu no ano passado. O que nos leva DIRETAMENTE ao PT, que deve ter feito toda essa lambança para desviar a atenção dos atentos e exigentes leitores de Veja e Estado, do dossiê nefasto que a Dilma Roussef mandou fazer, só para apagar o nosso Farol de Alexandria. Eu, pessoalmente, não descarto a possibilidade de que possa ser um monolito semelhante àquele que caiu em Goiás, sabe-se-lá de que lugar do espaço sideral, estes dias, e cuja origem ainda é desconhecida. Será alguma conspiração petista-reptiliana?

Também temos que considerar a hipótese de aquela região ( divisa de Ipiranga X Vila Prudente, Zona Sudeste da Capital ) ter sido, algum dia, um cemitério indígena e uma maldição está se abatendo sobre nós, moradores. Lembrem-se que, há não muito tempo, nossos bairros quase foram engolidos pelas enchentes que há muito não se viam por aqui. quase viramos Atlântida.

Sorte nossa que temos ( a região de Vila Prudente e Sapopemba, além de parte do Ipiranga ), para nos ajudar, a deputada estadual Vanessa Damo ( PV ), que está lutando como um leão para, além de obras viárias muito necessárias em Vila Zelina, levar o Metrô ao Sapopemba – apesar da Companhia ter dito que isto não ocorrerá e que o Metrô irá para uma região da Zona Leste mais necessitada: o Tatuapé – e que questionará intransigentemente os responsáveis pelo acidente no Fura-Fila.

março 27, 2008

Denúncia: Pré-candidato a prefeito de município do ABC acusa adversários do DEM e PV de oferecerem-lhe cargos em troca de sua desistência à disputa

ABUSO DE PODER
Grecco: Salles, Dib, Volpi e Damo querem comprar o ABCD
ABCD Maior
26/03/2008
Pré-candidato em Ribeirão Pires afirma que grupo lhe ofereceu cargos em troca de apoio
Uma acusação contundente, que pode demonstrar os caminhos do abuso de poder por parte de alguns políticos do ABCD. O pré-candidato à Prefeitura de Ribeirão Pires, Luiz Carlos Grecco (PP), em entrevista ao ABCD MAIOR, acusou diretamente Raimundo Salles (DEM), secretário de Comunicação de São Bernardo e pré-candidato em Santo André, os prefeitos de Mauá e Ribeirão Pires, Leonel Damo e Clóvis Volpi, ambos do PV, e Willian Dib (PSB), prefeito de São Bernardo, de tentarem impedir sua candidatura, através do oferecimento de cargos.
Grecco garante: “Fui convidado por Salles para uma conversa com Dib no gabinete do prefeito. Lá, me ofereceram o cargo de diretor da Agência de Desenvolvimento Econômico do Consórcio Intermunicipal, com a condição de que desistisse de minha candidatura em favor de Volpi. Não aceitei”.
As denúncias não param em São Bernardo. Ainda de acordo com Grecco, o secretário de Governo de Mauá e presidente municipal do PP, Antônio Carlos de Lima, teria oferecido seu próprio cargo para que Grecco abrisse mão de disputar a Prefeitura de Ribeirão Pires.
“Em uma reunião da executiva do PP, que contou com a presença do presidente estadual do partido, Paulo Maluf, Antônio Carlos me ofereceu seu cargo. Sei que Maluf tem um carinho muito especial pelo ABCD, mas não abrirei mão de minha candidatura nem pelo papa e nem pelo Maluf. Volpi sabe de tudo, ele é amigo de Antônio Carlos, que foi o maior apoiador de sua candidatura”, enfatizou.
Ex-prefeito de Ribeirão Pires por duas vezes, Grecco tem como pré-candidato a vice-prefeito seu filho, Anderson Grecco, e já compôs uma chapa de vereadores, todos do PP. “Irei tentar conversar com os partidos que esse grupo ainda não comprou. Todos estão nessa, Salles, Volpi, Damo, entre outros”.
“Querem decidir o destino de Ribeirão Pires fora dos limites de nossa cidade. Querem o poder em todo o ABCD, estão tentando entrar até em Santo André agora. Isso é abuso de poder econômico, caso contrário, Volpi não seria o prefeito de Ribeirão Pires. Eles fazem a política nos bastidores, compram as pessoas com seu poder financeiro. Mas isso tudo não me intimida, eu nasci em Ribeirão, minha família é tradicional da cidade”, completou Grecco.
Todos os envolvidos nas denúncias de Grecco foram procurados, mas nenhum respondeu à reportagem.

março 19, 2008

Advogado de ex-prefeito petista de Mauá acusa atual prefeito ( Leonel Damo, do PV ) de esconder documentos vitais à defesa do cliente junto ao TCE

Porquê falar do Grande ABC? Simples. Foi dessa região que a tucanalha extraiu a teoria conspiratória – rapidamente aceita pelos “cidadãos de bem” – frequentemente usada contra Lula, com a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, um crime comum, de acordo com as investigações da polícia de São Paulo, estado governado há arrastados séculos pelo PSDB. Além disso, está no STF o processo em que são acusados o atual prefeito de Mauá e sua filha, deputada estadual ( ambos do PV ), por abuso de poder econômico e uso da máquina no favorecimento à sua ( dela ) campanha em 2006. Um outro caso interessante, diz respeito à denúncia de um empresário que acusou, ainda no ano passado, ter sido contratado dezenas de vezes sem licitação, pela prefeitura de São Caetano do Sul ( durante as administrações Tortorello e Dall’Annese, pelo PTB ), sob a condição de devolver de 15 a 20% de seus ganhos a um chamado “fundo de reserva”, administrado pelo então diretor municipal de Urbanismo, Obras e Habitação José Gaino. Esse montante, depois de dois anos deveria, então, ser-lhe devolvido. O que não ocorreu, de acordo com o empreiteiro e acusador do esquema. Houve pedido de CPI na Câmara municipal, mas a tentativa foi barrada pela situação.
Muitas das obras, ainda por cima, teriam sido pagas, mas não concluidas. E hoje, 18 de Março, saiu num portal de notícias que o “homem de confiança” da prefeitura, no período 93/96, e hoje em dia presidente municipal do PSDB, Cláudio Demambro – que veio a ser Subprefeito da Freguesia do Ó agora na gestão Kassab – prestaria depoimento ao Ministério Público. Cláudio estuda sua candidatura à prefeitura daquele município este ano.
Já que o presidente da República construiu sua carreira política a partir do ABC e se cogitava que um ex-prefeito de município daquela região exerceria um papel muito importante em sua administração – não fosse o seu assassinato – convém prestar atenção no que ocorre nesse pedaço.
ABCD MAIOR
18/03/08
Oswaldo teve direito de defesa cerceado 11 vezes por governistas
Advogado diz que Damo trancou documentos na Prefeitura e negou prazos para defesa
Representante do ex-prefeito Oswaldo Dias (PT) no pedido de liminar que barrou a votação na Câmara de parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado) contrário às contas da Prefeitura de Mauá de 2004, último ano da administração petista, o advogado Pedro Estevam Serrano acredita em conluio entre o Executivo e o Legislativo Mauaense para prejudicar Dias. “Para poder se defender, o Oswaldo precisava ter, no mínimo, acesso aos documentos do TCE para saber do que se tratava a acusação. Ele tentou por 11 vezes desde setembro do ano passado, e a Prefeitura barrou esse seu direito”, conta o advogado. “Até agora ainda estamos atrás de todos os papéis”.
A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo garante que todo o processo de votação, iniciado em setembro do ano passado, volte ao zero: a Prefeitura deve entregar os documentos necessários para que Dias componha sua defesa e, a partir dessa data, o ex-prefeito terá 30 dias para apresentar sua defesa. “A condenação no TCE aconteceu por diversos motivos técnicos que precisamos avaliar para poder rebater”, pondera Serrano.
Nem mesmo a bancada governista na Câmara de Mauá, que apoia o atual prefeito, Leonel Damo (PV), sabe dizer os motivos pelos quais está pronta a condenar as contas do ex-prefeito. “Não vamos fazer votação técnica aqui, isso o TCE já fez. Esta é obviamente uma votação política”, admite Luiz Simão (PSB), líder do governo na Casa. O presidente da Casa, Alberto “Betão” Justino (PSB) , chegou a negar a Dias uma prorrogação de prazo para que ele apresentasse sua defesa.
Para Serrano, essas posturas caracterizam a concentração de esforços para prejudicar a pré-candidatura de Dias a prefeito, já confirmada nas eleições internas do PT. “Claro que querem prejudicá-lo. Ele é o candidato com mais chance. Mas mesmo terminada a votação, podem não conseguir isso: uma votação dessas, hoje, no Brasil, pode levar até 10 anos. É imprevisível”, afirma o advogado.
ATUALIZAÇÃO:
18/03/2008
Trapalhada governista ajuda PT a adiar votação
Parecer do TCE que condena último ano de Oswaldo Dias como prefeito ficou para abril ou depois
Mais um balde de água fria para os adversários de Oswaldo Dias e do PT na Câmara Municipal de Mauá: os vereadores governistas acreditavam que conseguiriam votar o parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado) que rejeita as contas de 2004 da Prefeitura, último ano da administração Dias, nesta terça-feira (18/03), mas foram surpreendidos por uma liminar em favor do petista que cancelou a votação. O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que o ex-prefeito tem direito a receber da Prefeitura toda a documentação necessária para compor sua defesa e, a partir disso, 30 dias para analisar a papelada.
“Essa Prefeitura é um desgoverno. Não existe articulação, ninguém sabe o que faz aí. Eles já disseram que, independentemente do que o Oswaldo apresentar como defesa, vão votar pela condenação das contas. Essa é a posição do governo. Então entrega logo toda a papelada para ele, para não dar argumento. Desse jeito, o Oswaldo está nadando de braçada”, desabafou Diniz Lopes (PSDB), também pré-candidato a prefeito, como o próprio Dias.
O desespero pela condenação das contas do ex-prefeito do PT tem justamente a ver com as eleições: os adversários de Dias acreditam que, com a condenação das contas, podem tirá-lo do páreo pela Prefeitura. Hoje, o candidato petista é considerado franco favorito para as eleições de outubro deste ano. “A análise técnica já foi, foram os conselheiros do TCE que fizeram. Agora a votação aqui é obviamente política”, admite Luiz Simão (PSB), líder de governo na Casa e apoiador do pré-candidato governista Chiquinho do Zaíra (PSB).
Já o vereador Paulo Eugênio (PT), um dos nomes que concorrem pela vaga de vice na chapa de Dias, se diz tranqüilo com a apreciação da conta. “Olha, depois de aceitarem a condenação aqui, ainda tem investigação do Ministério Público, processo na Justiça, os recursos, se necessários… A última vez que isso aconteceu em Mauá, a condenação foi feita em 1994 e o processo todo só terminou em 2006, com decisão favorável para o ex-prefeito, ainda por cima”, compara. “Nada tira o Oswaldo dessa campanha”.
TJ-SP concede liminar ao ex-prefeito de Mauá Oswaldo Dias
Reporter Diário
18/03/08
O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) concedeu nesta terça-feira (18) liminar que garante ao ex-prefeito de Mauá Oswaldo Dias (PT) o direito de defesa na sessão da Câmara que irá votar a aprovação das contas do último ano de seu mandato (2004).Em sua decisão, o desembargador Sidney Romano dos Reis considerou que houve manipulação do processo administrativo que permitiria o acesso do ex-prefeito ao parecer prévio do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Segundo os advogados Pedro Estevam Serrano e Igor Tamasauskas, responsáveis pela defesa de Oswaldo Dias, os documentos ficaram retidos no gabinete do atual prefeito, Leonel Damo, ao invés de seguirem para os setores adequados, que seriam as secretarias de Educação, Finanças ou o setor de arquivo.
De acordo com Dias, ele compareceu à prefeitura da cidade 11 vezes para obter a documentação, mas não conseguiu ter acesso ao material. O presidente da Câmara de Mauá, Alberto Pereira Justino, o Betão, teria sido informado desse fato, mas não concedeu a prorrogação do prazo para defesa.
Devido essas novas informações, o Tribunal de Justiça determinou que o processo de aprovação das contas na Câmara seja reiniciado. O ex-prefeito de Mauá terá 30 dias, a contar da data de fornecimento dos documentos, para formular sua defesa. A Câmara, que votaria nesta terça-feira a aprovação das contas do ex-prefeito, já foi notificada da decisão do tribunal. Oswaldo Dias esteve à frente da prefeitura de Mauá de 1997 a 2004.

março 2, 2008

TCE multa Câmara e prefeitura de Mauá

29/02/08
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) multou a Câmara e a prefeitura de Mauá por conta por realizarem contratações sem licitações. A decisão foi tomada na última terça-feira (4). De acordo com o TCE, o Legislativo não realizou a licitação para a contratação da empresa Amil, que presta serviços de assistência médica. Já no Executivo, a irregularidade apontada foi a dispensa de licitação do contrato com a empresa Repress Distribuidora, responsável pelo fornecimento de medicamentos injetáveis para o Hospital Radamés Nardini e UBSs (Unidades Básicas de Saúde).

fevereiro 23, 2008

Vila Zelina: Pai de Vanessa Damo tem contrato considerado irregular pelo TCE

TCE julga irregular contrato de R$ 1,5 mi em Mauá
Repórter Diário
22/02/08
O TCE ( Tribunal de Contas do Estado ) julgou irregular o contrato de R$ 1,5 milhão assinado em 2006 entre a prefeitura de Mauá e a empresa Laft Comércio de Materiais para Diagnósticos Laboratoriais, de São Bernardo. O órgão também multou o prefeito Leonel Damo ( PV ) em R$ 7,4 mil por ter feito a contratação se utilizando da inexigibilidade de licitação, quando apenas uma empresa pode prestar o serviço contratado. Essa é a oitava vez que o prefeito de Mauá tem uma ação contestada pelo TCE desde que tomou posse.

fevereiro 3, 2008

Mauá, um dos municípios mais pobres do Grande ABC recebe R$ 926 mil do governo federal e só R$ 186 mil do estadual para entidades assistenciais.

Repórter Cidade
Mauá libera R$ 2,2 mi para entidades assistenciais
Da Redação
O prefeito de Mauá, Leonel Damo, e a secretária de Assistência Social e Cidadania, Silvia Regina Prin Grecco, assinaram nesta quinta-feira (31), convênio de cooperação técnica-financeira e subvenção municipal com 49 entidades assistenciais da cidade. O repasse é de R$ 2,2 milhões e envolve recursos municipais, estaduais e federais.
A prefeitura de Mauá vai repassar às instituições R$ 1,17 milhão de recursos municipais. Já o governo estadual vai repassar R$ 186 mil e o governo federal R$ 926 mil.

janeiro 17, 2008

Jaz São Paulo/ Mauá: papai de Vanessa Damo ( deputada [ PV ] influente da Vila Zelina ) é denunciado por falcatruas na merenda escolar!!!

Crime da prefeito
Prefeito de Mauá responde a ação penal pública
por Fernando Porfírio
O prefeito de Mauá, Leonel Damo dos Santos, virou réu por decisão da 15ª Câmara Criminal, turma especializada no julgamento de crimes de prefeitos, ex-prefeitos e servidores públicos. Damo é acusado pelo Ministério Público de dispensar licitação para contratar, em 2006, empresa para entrega de merenda escolar. Na terça-feira (15/1), a turma julgadora recebeu a denúncia. Agora o prefeito responde ação penal pública.
Em setembro de 2006, a Prefeitura assinou, por três meses, contrato de emergência com a Gourmaître Cozinha Industrial e Refeições Ltda para a entrega de merenda escolar. A empresa pertence ao grupo SP Alimentação. O contrato foi firmado sem licitação, com valor três vezes maior que o convênio anterior. Em dezembro, a mesma empresa venceu nova licitação para entrega da merenda no município pelo prazo de um ano. O custo foi de R$ 5,67 milhões.
A prática de terceirização de merenda escolar vem sendo investigada pelo Ministério Público. Em agosto do ano passado, o caso foi motivo de orientação do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Cidadania. O órgão mandou documento a todos os promotores do Estado para investigar licitações e contratos das prefeituras.
No caso de ser considerado culpado, o prefeito estará sujeito à perda do mandato, a ficar inelegível pelo prazo de cinco anos ou ser obrigado a devolver aos cofres públicos todo o valor do suposto desvio, acrescido de juros e correção monetária. A legislação prevê, ainda, pena de detenção de três a cinco anos, acrescida de multa.
A câmara julgadora de crimes de prefeitos foi criada em setembro do ano passado, por meio da Resolução 393. Ela é formada pelos desembargadores Aloísio de Toledo César, Walter Guilherme, Ribeiro dos Santos, Pedro Gagliardi e Roberto Mortari. Tem atribuição para julgar delitos de prefeitos e ex-prefeitos e crimes contra a administração pública, abuso de autoridade e licitações públicas.
A maior parte desses crimes está prevista no Decreto-lei 201/67, que disciplina a conduta de prefeitos e ex-prefeitos. Ela é complementada pela Lei nº 8666/93, que estabelece as normas para licitações e contratos no serviço público. De acordo com a legislação, todos os crimes cometidos durante o exercício do cargo serão julgados pelo Tribunal de Justiça.
Revista Consultor Jurídico
16 de janeiro de 2008
CAPIVARA:
Algo de podre ronda a SP Alimentação…
Blog Visgo de Jaca
De Novo a SP Alimentos
Crítica Independente
Empresa de merenda é envolvida em corrupção
UOL
Merenda: MP abre inquérito para apurar possível descumprimento de sentença
MP – Clipping
SP: merendeiras eram incentivadas a racionar comida em escolas
Blog do Rizzolo
E tem muito mais, basta procurar.

dezembro 4, 2007

Jaz São Paulo: Vila Zelina e seus comerciantes, aceitem meu boicote a vocês e seus produtos!!

Hoje comecei a minha campanha solitária e libertadora: não compro mais nada no bairro de Vila Zelina ( Subprefeitura de Vila Prudente – Z. Leste de São Paulo ).
Não entrarei em detalhes, mas que nos acompanha já deve saber minhas motivações. Talvez futuramente eu reproduza aqui algumas matérias de nosso estimado jornal de bairro “O Paulistano”, de propriedade de Wagner Salustiano ( ex-Revista de Fato, que dispensa apresentações ).
Bem. Agora a briga aqui no bairro é a seguinte: o Largo da Vila Zelina deverá passar por alguma remodelação, visando a “melhora no trânsito”. Um bairro há poucos anos tranquilo e bucólico virou uma Zona Verde, com direito a verticalização, assaltos, trânsito excessivo. Enfim, o progresso chegou.
E eis que, diretamente do riquíssimo e desenvolvido município de Mauá ( ABC ), pinta por aqui a deputada estadual do suspeitíssimo Partido Verde, e passa a “liderar” as mudanças e “exigências” feitas pelos moradores. Na vanguarda e na base das boas relações que tem com o governo estadual, baixou aqui para resolver nossos problemas. A base móvel da polícia, recentemente instalada no Largo, só foi mesmo implantada porque ela ameaçou espirrar em Serra ( segundo histórias que ouvi, o sujeito é meio hipocondríaco ). Sem ela, nosso bairro estaria parecendo aqueles filmes do Charles Bronson. E Mauá, um lugar plenamente desenvolvido, deve receber nossos agradecimentos, já que permitiu que Vanessa dividisse seu tempo entre a Suíça do ABC e a desconhecida Vila Zelina.
Prosseguindo. O supra-mencionado jornal “O Paulistano” saiu, na edição que chegou nesta 6a. Feira, com a seguinte informação, que trago aqui, mas não ipsis letteris: os comerciantes e moradores de Vila Zelina são “unânimes” ( SICCCC!!!! ) em afirmar que não gostaram do projeto proposto ( não sei se pela CET ou pela Subprefeitura ) pois isto implicaria na extinção de vagas para os carros estacionarem. Ou seja, todos os residentes no bairro foram ouvidos, e todos eles, sem exceção, são motorizados. Já mencionei aqui, em outra vez, que a cabine de polícia do Largo saiu pela culatra, já que os próprios moradores – aí, sim – mais antigos estavam acostumados a fazer certas coisas, só que agora estão sendo multados. O Estado de mão única que vocês desejam não existe.
A bem da verdade, a dona Vanessa Damo, poderia também, exigir por nós, vilazelinenses, que a polícia ou até a CET ( ou “Homens de Amarelo: limpando as ruas da corja automobilística” ) passassem também a circular por outras ruas daqui do bairro, como a Pinheiro Guimarães onde, simplesmente, dezenas de carros estacionam na calçada, no sentido Anhaia Mello-Av. Zelina. A estreita rua das Heras, via de mão dupla também tem suas calçadas tomadas, também no pedaço próximo à avenida Zelina.
Pois então. Os comerciantes e moradores do bairro, “unanimemente” não desejam que desapareçam vagas para os automóveis. Os comerciantes reclamam que perdem clientes com isso. O pedestre não é cliente.
Também alguém se queixou dos ônibus, e que estes teriam, digamos, “privilégios” espaciais. Talvez se retirássemos os ônibus, ou os proibíssemos de circular pelas ruas de nosso belo bairro. Que tal fecharmos as ruas? Tem uma pessoa que vive se queixando, na sessão de cartas do Diário de São Paulo, que moradores de uma rua no Campo Belo, sem permissão da Prefeitura, fecham o logradouro, tornando-o particular. Parece que a Prefeitura baixa lá, reabre, mas passa um tempo e eles incorrem no crime.
Aliás: já que a Prefeitura de Andrea Matarazzo e também – já ia me esquecendo – Kassab criaram a Lei Cidade Limpa – que muito comerciante detestou – que tal a minha sugestão: a Lei Calçada Legal!!!
É o seguinte: quando você anda, por exemplo, pela calçada da Avenida Zelina, tropeçará nela adoidado, já que os empreendedores que abriram suas casas ali cuidaram de construí-las, sem quaisquer preocupações com quem ali caminhará. Os níveis variam, de acordo com a visão empresarial do sujeito. É comum você levantar a perna uns 30 cm a mais do que o trecho referente ao imóvel ao lado. Um verdadeira prova de resistência e obstáculos. É só chegar na porta da Caixa Econômica Federal e comparar a calçada da agência, com a do Unibanco, por exemplo. Não quer se meter com um banco? OK. Atravesse a rua e veja a dificuldade que é andar na calçada da farmácia que abriu recentemente.
E o espaço público merece mais respeito-cidadão, e é isso que mostro. Tem uma banca de jornais na Avenida Zelina, ao lado da igreja, que parece um brexó. Quer um fax? Lá você encontra. Tá precisando de um 3 em 1? Sem problema. Aparelho de telefone? É só escolher o seu. Há grande variedade.
O fato deste comércio estar totalmente ilegal, e o dono já deveria ter sua TPU cassada há muito, me faz supor que não existe muita fiscalização da Prefeitura nesta cidade. Acho que dá para imaginar que ocorram coisas semelhantes nos outros bairros. O mesmo vale para as calçadas desniveladas, carros estacionados nas mesmas, bancas de jornais vendendo artigos não-previstos ( fax, telefone, sorvete ), bingos, caça-níqueis, festas em Subprefeituras pagas com dinheiro de exploradores de cassinos eletrônicos, etc.
E lembrei-me do bairro principal, a Vila Prudente: na mesma edição do Paulistano em que Vanessa aparece compenetrada, cuidando da gente boa de Vila Zelina, ficamos sabendo que uma das principais ruas de Vila Prudente, a Cap. Pacheco e Chavez, se encontra tétricamente às escuras, e não é de hoje. Perdõe-me srta. Damo, incomodá-la, mas poderia usar de seu poder e prestígio junto aos “gestores” do município, e pedir que arrumem a iluminação daquela rua? A senhora poderá capitalizar para si também esta conquista da comunidade e, com isso, reforçar sua imagem junto ao eleitorado. Até poderá sair na foto do Paulistano, que tão bem fala de você, ao contrário do que faz com o vereador Adilson Amadeu, não sei ainda porque a tal pirraça do jornal com o petebista.
Eu sei que tá faltando algo neste post, mas outra hora eu vejo.
Num futuro post:
Folha de Vila Prudente x O Paulistano
Em editorial, o Paulistano critica os jornais de bairro que possuem “vários anúncios, até mesmo na capa” ( clara alusão à Folha ), e pede que anunciem com ele. Ocorre que a natureza dos jornais de bairro é justamente a de viver dos pequenos anunciantes da comunidade em que circula. Estranho, mesmo, é um jornal novato e obscuro de bairro ter, entre seus anunciantes, uma rede de televisão, como é o caso da RedeTV. Nossa Caixa, nem pensar.
E também:
Saiu no Estadão: a Globo temia a queda de audiência, caso o Corínthians caísse para a Segundona. O Timão vai dar audiência à RedeTV, que detém os direitos de transmissão. Mas não é só torcedor do Corínthians que irá assistir a seus jogos, mas do Palmeiras, Vasco, nem que seja por um tempo. Logo, o IBOPE será maior ainda. Jornalistas esportivos da Globo debandarão?

novembro 12, 2007

Jaz São Paulo: Nunca antes na história desse país tantos se preocuparam com o destino de Vila Zelina!!!

Publicado em Folha de Vila Prudente
COLUNÃO – ed. 808 – 09 a 15/11/07

Trânsito na Vila Zelina
Há anos e em várias edições, a Folha vem reivindicando melhorias para o trânsito no centro de Vila Zelina e em todo seu entorno. O assunto já mereceu até reportagem de capa. Agora, depois de tanta bronca, parece que a Cia. Engenharia de Tráfego (CET) está se propondo a fazer um grande projeto de reestruturação da malha viária daquela comunidade.
Seguindo um nocivo hábito de antigos políticos da região, a jovem deputada estadual Vanessa Damo (PV) está mandando releases capitalizando as obras para si. No trotar da carruagem, a deputada vai entrar para o conselho gestor do trânsito da região.
Para quem não se lembra os conselhos gestores, assim como as comissões de festa do bairro, são useiros e vezeiros em botar ovos em ninhos dos outros.

novembro 9, 2007

Jaz São Paulo: Vila Zelina e trânsito caótico. Nunca imaginei que essas duas expressões viriam um dia na mesma frase. No entanto, parabéns à PM.

Quem acompanha nosso blog já percebeu que alguns dos temas preferidos são o trânsito, os automóveis e os bairros satélites de Vila Prudente, como Vila Zelina. E já perceberam, também, que cada linha escrita a esse respeito vem carregada do lamentar pelas “transformações” por que vem passando a Vila Zelina, recentemente tomada pela especulação imobiliária voraz. Não sou especialista, apenas um morador, e apenas posso supor que houve alguma mudança no Plano Diretor, e que isso resultou numa maior ocupação espacial deste bairro. As conseqüências são as mesmas pelas quais outros bairros já passaram. Também existe a sugestão de que o interesse por esta região se dá pela proximidade da vinda do Metrô para cá, algo prometido desde o governo Quércia. Então, se dá aquilo que os “investidores/corretores/especuladores” chamam de – puta, que termo infeliz – “valorização” de um local. Só o Metrô, apenas, traria esta “valorização”? Acho que não, mas é um fator importante. Acho que até mesmo os bairros da Zona Leste que receberam estações, como Itaquera, passaram por uma “valorização”, mas deve ter sido de fôlego curto. Existe a questão do perfil sócio-econômico dos locais e também dos potenciais compradores dos imóveis. De acordo com o noticiário, a economia brasileira vem passando, há alguns anos, por leve crescimento e o chamado mercado imobiliário, por um “boom” de construção e consumo, apoiado fortemente na oferta de crédito. Mas é assunto longo e complexo para mim. Volto à Terra.
Enfim, não sei muito bem reconhecer todos os elementos que contribuíram para isso, mas é algo fácil de perceber: o bairro de Vila Zelina ficou mais congestionado, mais murado e mais violento. Tornou-se um bairro comum. Ainda é muito melhor do que grande parte dos outros bairros, e é aí que reside o problema: sua força torna-se sua fraqueza. Os problemas do trânsito estão sendo minimizados pela firme e forte presença de um posto móvel da Polícia Militar, recentemente instalado no Largo de São José. A PM – HURRA!!! -, de acordo com relatos de moradores, passa o lápis sem dó. Esses moradores – se é que o são, mesmo – desejam, suponho, uma relação de mão-única com o Estado em que este apenas cuide de seus patrimônios, sem ônus. Querem, portanto, privilégios. Palmas para a PM. Falta apenas a CET.
Não tardou, e lá vieram os oportunistas eleitoreiros se “apoderar” da “liderança” do bairro, prometendo resolver “problemas” pelos quais este bairro jamais passara. Acho até que, em certa medida, tais “novos líderes” tenham responsabilidade direta no aparecimento destes “problemas”, mas preciso apurar melhor. Só que eu sou teimoso e não mudo de idéia fácil assim.
Houve, recentemente, uma festa – a primeira da história do bairro – comemorando os 80 anos de fundação de Vila Zelina. Não sei se foi fundada por Lituanos ou se, aqui, a presença de pessoas desta nacionalidade tenha sido superior à de outras, mas o fato é que aqui é um bairro de imigrantes europeus, provavelmente na sua maioria originários dos Balcãs e da Rússia.
Lá pelos anos 80, acho que na Administração Jânio Quadros, foi feito um plebiscito. Os moradores foram consultados sobre a mudança do nome do bairro para “Parque Lituânia”. Mas não passou, e o nome “Vila Zelina” permaneceu. Falava-se que tínhamos a segunda maior colônia de lituanos no mundo, atrás apenas da Califórnia.
Mas eu divago. Putz.
Bem, falei das comemorações de 80 anos.
Os dois principais jornais distribuídos aqui no bairro – já conhecidos pelos leitores do blog, mas não custa nada lembrar : A Folha de Vila Prudente ( a mais antiga ) e O Paulistano ( caçula, o jornal surgiu na seqüência do cancelamento da Revista de Fato, da propriedade de Wagner Salustiano – do PSDB e, se me recordo com exatidão, ex-malufista ) – cobriram o evento, que me abstenho de detalhar. Ocorre que, não é de hoje, há uma perceptível rivalidade, não sei se entre os dois veículos ou apenas entre colunistas, mas publicam-se alfinetadas de lá e de cá. A festa da Vila Zelina gerou novas alfinetadas. Tem algo a ver com exclusividade. Tipo, “sei-lá-quem, caiu de pára-quedas na região e já tomou prá si o papel de “dono” do evento”, ou então “o sujeito nem mora no bairro e quer aparecer mais do que todo mundo”, e coisas assim. Nem sei como foi essa festa. Teve danças típicas da Lituânia, acho que missa rezada pelo padre, também lituano. Algumas pessoas, antigas no bairro foram homenageadas. O doutor Fuad Kassab – grande ser humano, mesmo – não pôde comparecer ao evento, e o prêmio que receberia, foi entregue a seu filho, Fábio Kassab ( este, por sua vez – se estou correto- , deverá concorrer à Câmara dos Vereadores, pelo PPS ). Sim, são parentes do prefeito formal de São Paulo.
Não sei ao certo, mas acho que houve esquecimentos. Fiz uma pesquisa rápida, pois tinha um nome em mente: Antonio Danilevic, cujas fotos ilustravam as páginas de um antigo jornal da região, a Gazeta da Vila Prudente, que encerrou atividades na década de 90.
“Antonio Danilevic o “Rato”
Olhos azuis, chapéu de palha, andar cauteloso parando e observando todos acontecimentos. No rosto marcas do passado. Linhas de expressões demarcadas por manchas do sol e do tempo. Sorriso discreto. Fala contagiante, contando piadas, expressando-se com as mãos e com o corpo. Nos bolsos largos carrega a sua vida;seu trabalho e um pouco da história de nosso bairro. Quem não conhece este velhinho tão simpático, que caminha pelas ruas de Vila Zelina? Conversa com os comerciantes, brinca com os cachorros e com as crianças. Qual é o seu nome perguntei. Ele responde seriamente: “ Meu nome é Rato”. Nascido no bairro do Bom Retiro em São Paulo, Antonio Danilevic o “Rato” mudou-se para o bairro de Vila Zelina em 1940. Seus pais Fernando e Tofilha Danilevic queriam ficar próximos da comunidade lituana, na época a maioria em relação ao brasileiros. Em 1961 “Rato” durante um jogo de cartas entre amigos decide flagrar a ocasião do jogo, quando seu amigo o incentivou a fazer fotos da região. Comprou então uma máquina profissional , e começou a registrar acontecimentos de interesse público. Em 1970 foi contratado para fazer parte da imprensa local e em suas fotos guardadas até os dias atuais registrou enchentes, congestionamentos causados pela falta de vias de acesso para escolas, centros e cemitério, motivando a construção e planejamento de nossa região.”
Guia da Moóca
Como este, outros nomes parecem ter sido esquecidos. Numa rápida seqüência, minha mãe cita nomes de 10 pessoas em dois minutos. Ela também, nasceu aqui, há quase 70 anos.
Deve haver alguma meritocracia nisso tudo, algum fator excludente. Pois, apesar de eu ainda gostar daqui, reconheço que nem tudo foram flores.
Mas, como não estou envolvido nessa política, não sei direito. Apenas quis deixar registrado. A cidade, como um todo, é formada por suas partes, os bairros.
Agora, vamos ler esta matéria publicada na edição deste semana, da Folha de Vila Prudente. Vejam como o progresso chega, se instala, muda nossas vidas e hábitos e nos manda pro necrotério.
ANTES TARDE DO QUE NUNCA: CET DÁ INDÍCIOS DE VAI PROMOVER MELHORIAS NO CAÓTICO TRÂNSITO DO ENTORNO DO LARGO DA VILA ZELINA
Depois de anos de muito caos, um dos trechos viários mais críticos da região, o Largo da Vila Zelina, finalmente está recebendo atenção da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) – pelo menos, o órgão está desenvolvendo um estudo com melhorias. Nas imediações da praça República Lituana é bastante comum presenciar pedestres se arriscando entre veículos para fazer a travessia da avenida Zelina, conforme diversas denúncias já publicadas, várias delas pela Folha, sendo a última em junho deste ano. O ponto concentra intenso comércio, inclusive com agências bancárias e uma unidade dos Correios, no entanto, os semáforos são distantes e as faixas de sinalização há muito sumiram da via por falta de manutenção. Na manhã da última terça-feira, dia 6, técnicos da Companhia apresentaram ao subprefeito de Vila Prudente/Sapopemba, Felipe Sigollo, as propostas de mudanças para o trecho, antes de ser implantado posto da Polícia Militar. A deputada estadual Vanessa Damo (PV), que vem encabeçando a luta pela implantação da base policial, também esteve presente. O estudo em desenvolvimento prevê a construção de ilhas para pedestres, pintura de faixas de sinalização no chão e escolha de locais para estacionamento.
Pedestres x veículos: confronto é rotina no trecho
A idéia, segundo os técnicos, é não interferir no traçado original da praça, mas fazer uma readequação viária, melhorarando o fluxo viário naquele entorno que é bastante confuso, principalmente as sextas-feiras, dia de feira livre em uma das travessas.
O subprefeito ressaltou que são vitais algumas restrições quanto à circulação no largo do bairro, porque, segundo ele, ‘hoje, do jeito que está, é muito perigoso’. “Como os carros vêm de várias vias e convergem para um mesmo ponto, a praça, essas readequações vão ser necessárias”, afirmou. A deputada estadual garantiu que antes de qualquer mudança a comunidade será consultada. “São reformas muito necessárias, pois envolvem a segurança da população. Mas, para a obtenção dos resultados esperados, é preciso saber quais são as expectativas da comunidade, que é a principal envolvida”, declarou.
Festival de multas
Depois da aprovação das mudanças viárias, será apontado o ponto que abrigará a base fixa da Polícia Militar, que já está atuando na praça República Lituana por meio de uma viatura móvel. No entanto, a maior expectativa dos comerciantes é que os policiais se empenhem mais na segurança do que nas multas. Desde que a base móvel está no trecho, comerciantes e usuários do ponto vêm reclamando da freqüência de autuações de trânsito. “Muitos clientes aqui do comércio já foram multados, este trecho da avenida Zelina é uma total bagunça e os PMs, ao invés de auxiliar, já que querem se dedicar ao trânsito no lugar da segurança, só têm atenção para o talão de infrações”, comenta o funcionário de uma padaria. “As pessoas estacionam seus veículos nos locais onde sempre pararam, já que não há indicação correta de nada, e quando eles teimam, saem multando todo mundo”, completa um cliente.

outubro 4, 2007

Vila Zelina: eu sou CONTRA a instalação de um posto policial

É o seguinte: tem uma dama do Partido Verde que, até onde sei, tem ( ou teve ) seu curral eleitoral em Mauá. Amiguinha do PSDB, ela e mais um outro que nunca esteve morando aqui estão, aos poucos, tentando criar uma área de influência no bairro de Vila Prudente, e eu não entendo porquê, já que papai da dama é prefeito de Mauá e, até onde eu saiba, este município apresenta carências e desafios muito mais a ser enfrentados que o bairro de Vila Zelina.
Aqui, um bairro que, aos poucos e progressivamente vem sendo pilhado e saqueado pela especulação imobiliária.
Faz tempo que estou para escrever sobre isso, mas sempre acho que não sei o suficiente. Vai na raça, com o coração e com o fígado.
Este bairro ( leiam os posts anteriores ) já foi o bairro mais sossegado desta cidade, e não há muito. Residencial e sem prédios ( um ou dois ). Casas antigas, em bom estado, do tipo que tem mutos e portões baixos e jardins na frente do imóvel. Chegava a ser chato, até. Muitos idosos. Poucas casas comerciais.
E, de repente ( eu não sei como nem quando ) veio o progresso. Esqueci das aspas.
As ruas ficaram estreitas para tantos carros. Os jardins foram cimentados. As casas colocadas abaixo e em seus terrenos construídos dois ou três residências – extremamente apertadas, claro – e vagas para automóveis. Os muros cresceram. As belíssimas escolas modernas de arquitetura deram as caras e fizeram uma plástica no bairro.
Eu sei bem que está resumido, mas este é o aspecto mais aparente. Eu não faço idéia de quantas casas antigas foram derrubadas e nem quantos prédios apareceram, mas uma coisa é certa: isso aqui não é mais tão sossegado.
Vê só: um dos principais atrativos deste bairro é justamente o que está levando-o a perdê-lo: a tranquilidade ( inclua-se aí a tão procurada “segurança” ).
Já fui assaltado. Cerca de 5 ou 6 vezes, num comércio ( na região de Pinheiros/ Jd. América ) em que trabalhava ( sozinho, por sinal, e à noite ). Sempre à mão armada. Num destes eu reagi e, não fossem os dois sujeitos em nada parecidos com o que o Marcelo Rezende ou o Datena mostra toda noite, teriam me matado, só que não o fizeram. Acho que um pouco das crises de pânico que eu tive vieram daí. Bastaria terem me matado. Ponto final. Vivinho da Silva.
Conclusão: não tenho o perfil de “defensor dos direitos humanos para bandidos” ( se é que isso existe ) e, em tese, não teria motivos para isso. Pelo contrário, eu deveria ser o tipo paranóico e metido a valente, daqueles que chegam no lugar – tipo, na padaria – com seu jeito expansivo, falando alto e forte, sempre com uma notícia policial na ponta da língua e dando a entender que, quando tiver concurso público para isso, vai dormir na porta para pegar o melhor lugar na fila de admissão para carrasco. Vai assistir o “Tropa de Elite” umas dez vezes. Manja, aquele sujeito que tá sempre com um cano na cintura ou no porta-luvas, sempre exibindo pros amigos, com a desculpa de que tem que “se proteger de vagabundos”, mas acaba usando em briga de trânsito ou de bar, por causa de mulher. Entendeu, né? O cara que diz ser macho, só que precisa provar isso o tempo todo. O tal que é contra a restrição ao porte e uso de armas. Não se garante contra as ameaças que, na maioria das vezes, tá em sua cabeça.
Não é policial. Eu os chamo de paga-pau de polícia – apesar de que, curiosamente, têm o maior preconceito contra os caras ( os policiais ) que arriscam a vida para proteger seu patrimônio maior ( o carro, não é a vida, não ) – e mantém um discurso meio ambíguo, de acordo com a audiência e conveniência.
Muito parecidos com o camarada de classe-média que reclama do menor de rua mas não tá nem aí quando surgem denúncias que a Nestlé ou a Coca-Cola envenenam ou exaurem fontes de água potável, o típico paga-pau de patrão. Reclama do chefe mas quer, ardentemente virar chefe, e é capaz de quase tudo para atingir seu objetivo ambicioso. Grana manda.
Ambiciosos e extremamente apegados aos bens materiais, desejam que a roda do Estado gire sempre a seu favor e de sua mesquinhez. Votam por interesse, mas se queixam de que outro faça igual. Gastam 300 reais de conta do celular – que a filha usa durante as aulas ( eu disse DURANTE ) – desperdiçam água lavando o asfalto e o carro, fazem o diabo para sonegar e passar os outros para trás, mas são os primeiros a apontar o dedo acusador para o Governo, quando este se dispõe a suprir, minimamente, as necessidades de outros.
Ganhar e roubar, para eles têm o mesmo significado. Um Bolsa-Família, por exemplo, para este sujeito que descrevo, é um roubo.
Mas não só: receber uma multa merecida de trânsito é um roubo. Rodízio de automóveis é um roubo.
O Governo, os sem-terra, a CET e o PCC estão na esquina, escondidos, prestes a dar o bote. Vão tirar tudo o que ele tem de importante: carro, relógio, celular. Às vezes ele é morto pelos delinqüentes, e isso é notícia e deverá ser foco de todas as atenções do aparelho repressivo, já que quem morreu era um sujeito honesto, inteligente, trabalhador, pagador de impostos e tinha um futuro pela frente, uma família bonita.
Seus semelhantes vão cuidar de manter o assunto na pauta. Vão cobrar providências. Vão pressionar. Os bodes expiatórios que se cuidem – uma pessoa ou um monte delas – pois, ao contrário do sujeito acima, não têm nome, sobrenome, diploma superior ou Cursinho Universitário caro, família considerada, carreira profissional a ser mencionada como “prova” de inquestionável superioridade moral, estes destaques sociais todos que fazem a vítima merecer atenção especial do Governo. Já uma chacina, esta é espetacular ( no sentido de “espetáculo” ) mas só. Gado tem sempre a mesma cara e cai logo no esquecimento. A gente acostuma, tão comum se torna a morte no atacado de pessoas que moram na multidão. Mais um Silva morreu, mas qual? Tem tantos. Mas se um membro – ou a família inteira – Rodovalho de Mesquita Vergueiro – na ( mais que improvável ) hipótese de que seja vítima de uma chacina policial, a Cidade “ganhará” um Memorial em sua homenagem. Destaque. Lágrimas e editoriais.
Eu me distraio…
Pois bem, depois de tantas voltas, chego ao ponto: qual a razão de um posto policial no bairro ( Vila Zelina ) ? Moro aqui há mais de 30 anos. A região – majoritariamente a Vila Prudente, como Subdistrito – teve vários candidatos a diversos cargos eletivos. Cito, de memória: Anercides Valente, Manoel Sala, João Prando, Brasil Vita ( este acho que não morou aqui, mas aqui é seu curral eleitoral ), Adriano Diogo, mas jamais vi alguém se colocar à frente dos supostos interesses da Vila Zelina, como a Dama do PV. Um senhor que não está “morando” aqui também gosta de tirar uma casquinha do bairro. Não sei dizer ainda o porquê, mas meu palpite é que ( eu ainda não mencionei ) o perfil sócio-econômico do bairro e dos adjacentes teve uma mudança – para cima -, em termos aquisitivos e veio gente de “fora”, talvez fugindo da falta de “segurança” e excesso de trânsito de outros bairros da Capital e buscando, também, bons lugares, só que um pouco mais baratos. Quando encontram, tratam de transformá-lo naquilo que deixaram para trás… É o tipo de público que tem suas demandas e reclamações de classe-média alta prontamente acolhidos pelo poder público, ainda mais considerando que é o eleitor alvo do PSDB, o perfil padrão e entre suas demandas, a segurança ocupa lugar privilegiado, já que ( em sua própria opinião ), eles têm mais coisas importantes a perder que nós, proletas.
Mas eles não têm motivos, coitados? Esse lugar, a Vila Zelina, não é um local idílico?
Não, não é. Tá cheio de assalto. É direto.
Mas adivinha quem trouxe junto.
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