março 18, 2008
Professor Luizinho: acusações do mensalão são ficção
fevereiro 26, 2008
Conto do suposto mensalão: sócia de Marcos Valério disse nunca ter visto malas de dinheiro e que não houve uso de recursos públicos no suposto esquema
Interrogada nesta segunda-feira (25) no processo do mensalão, a ex-diretora-financeira da SMPB Comunicação, Simone Reis Vasconcelos, disse que apenas cumpria ordens do sócio Marcos Valério Fernandes de Souza e que acreditava que os empréstimos captados junto aos bancos Rural e BMG para o PT faziam parte de uma “prospecção de novos clientes, novos negócios”. Ela negou que o esquema tenha envolvido o desvio de recursos públicos e disse que nunca presenciou o transporte de malas de dinheiro da sede da agência, em Belo Horizonte, para Brasília.
fevereiro 14, 2008
Rodrigo Maia do Demo e Rede Globo são condenados a pagar indenização por fazerem acusações indevidas no caso do "suposto mensalão"!! Tome!!
TV Globo é condenada por ligar homônimo a mensalão
A TV Globo e o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) foram condenados a pagar R$ 100 mil de indenização por relacionar, indevidamente, o nome do assessor parlamentar Luiz Carlos da Silva ao mensalão. A condenação foi imposta pelo juiz da 4ª Vara Cível de Brasília, Robson Barbosa de Azevedo. Cabe recurso.
O autor do pedido teve seu nome divulgado pela Globo na lista de pessoas que estiveram na agência do Banco Rural, onde foram feitos os saques de mesadas pagas a deputados pelo empresário Marcos Valério. A lista fora encaminhada à emissora pelo deputado Rodrigo Maia.
Luiz Carlos da Silva afirmou que, segundo reportagem veiculada pela TV Globo no dia 15 de julho de 2005, a lista de nomes de pessoas que compareceram à agência bancária foi elaborada pelo deputado federal Rodrigo Maia, integrante da CPI do Mensalão. Alegou que a divulgação de seu nome e de sua qualificação lhe causou vexame e mal-estar porque o fato não é verdadeiro.
Destacou, ainda, que descobriu posteriormente se tratar de outra pessoa, um homônimo, que nunca exerceu cargo de assessor parlamentar, como era o seu caso. Assim, sustentou que a reportagem exorbitou os princípios da liberdade de imprensa, pois não houve cautela diante da dimensão da notícia, que atentou contra seus direitos de cidadão.
A TV Globo, para se defender, argumentou que se baseou em fatos verdadeiros, com informações e acusações de terceiros, sem qualquer manifestação de opinião. E ainda: que se limitou a narrar os fatos, sem ofensas. A emissora afirmou que o autor da ação era assessor parlamentar e que esteve na agência do Banco Rural, conforme indicação feita pela CPI do Mensalão.
A emissora sustentou, ainda, a impossibilidade jurídica do pedido e indenização. Motivo: o nome do autor foi citado por alguns segundos, sem qualquer insinuação nem utilização de sua imagem. Afirmou também que a divulgação dos fatos foi motivada pelo interesse público, com amparo na Lei de Imprensa e no direito constitucional à informação e à liberdade de imprensa.
Argumentos e fundamentos
O deputado federal Rodrigo Maia alegou que a lista divulgada consistia em nomes de pessoas que compareceram à agência do Banco Rural do Brasília Shopping, que constavam do rol de funcionários e ex-funcionários da Câmara dos Deputados. Ele afirmou que em momento algum foi dito que o autor efetuou saques bancários.
O deputado sustentou também que devido à imunidade parlamentar não lhe pode ser imputada responsabilidade pelo fato narrado pelo autor da ação judicial, tendo em vista que a menção ao nome deste na reportagem foi feita com a ressalva de que o mesmo não efetuou saques. Ele disse que preveniu a TV Globo de que os dados das listagens eram preliminares e avisou sobre possíveis ocorrências de homônimos.
Para o juiz, o modo como a notícia foi divulgada, vinculando a lista de nomes ao escândalo do mensalão, foi tendencioso, induzindo ao entendimento de que todas as pessoas citadas estavam envolvidas com o noticiado esquema de corrupção, apesar de ter-se ressaltado que Luiz Carlos da Silva não efetuou saques na data em que compareceu à agência bancária.
“Nesses termos, ainda que aplicável a Lei de Imprensa, não se pode olvidar o fato de que o interesse público e o direito à informação não podem subsidiar informações inverídicas e tendenciosas”, afirmou o juiz. Para ele, se não houve saques pelo autor, a divulgação de seu nome foi precipitada e desnecessária.
Conforme o juiz, a divulgação apressada da lista de nomes, sem a verificação dos motivos da presença das pessoas na agência bancária, que é local público, caracteriza dano de natureza extrapatrimonial, ainda que a imagem não tenha sido utilizada.
Para ele, a liberação da lista pelo deputado Rodrigo Maia, ainda que tenha ressalvado o caráter preliminar da mesma, demonstra a atitude culposa do parlamentar, a quem incumbia a discrição necessária no exercício do mandato que desempenha, tendo em vista sua participação na CPI para apuração dos fatos. Segundo o juiz, o mau uso da lista feito pela TV Globo decorreu da atitude inicial do deputado Rodrigo Maia, ao divulgá-la.
Assim, a TV Globo está obrigada também a divulgar o inteiro teor desta sentença nos mesmos programas nos quais foi publicada a lista que originou o dano moral, no prazo de 60 dias, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia de descumprimento da ordem judicial.
Revista
Consultor JurídicoEm depoimento, Roberto Jefferson acusa Ministério Público de "falar de quem quiser e destruir reputações"
Roberto Jefferson afirma ter recebido R$ 4 milhões do PT
O presidente do PTB e ex-deputado federal Roberto Jefferson recusou o benefício de delação premiada durante depoimento prestado na terça-feira (12/2). Jefferson é réu no processo do Mensalão e foi interrogado pelo juiz Marcelo Granado da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. As informações são da Agência Brasil.
Em seu depoimento, o deputado cassado afirmou ter recebido R$ 4 milhões do PT para seu partido. Jefferson disse que, como réu, só poderia falar sobre sua própria atuação. “Reitero, confirmo, ratifico todas as informações que dei no passado. Mas entendo que o momento era outro, era político. Agora nós temos a tribunalização dessas questões e a minha presença aqui não é como testemunha política, é de acusado. Como acusado, falarei sobre os fatos a mim imputados.”
Respondendo à pergunta do juiz sobre se José Dirceu chefiava o esquema do Mensalão, Jefferson disse que ele “era o ministro político do governo Lula e que todos os acordos políticos entre o PT e o PTB passavam por ele”.
Ele explicou que o acordo envolvendo o repasse de R$ 4 milhões era para as candidaturas de vereadores e prefeitos do PTB, em troca do apoio petebista aos petistas em algumas capitais. “O PT alardeava um caixa de R$ 120 milhões. Nós ajustamos o apoio do PT nessas capitais e a contrapartida de financiamento do PTB em outros estados: R$ 20 milhões. A primeira parcela foi cumprida, mas aí deu problema, porque não havia recibo. Os R$ 4 milhões iniciais foram cumpridos, os demais R$ 16 milhões, não.”
Jefferson afirmou ainda que, em campanhas partidárias, “é assim que funciona, infelizmente. Dinheiro de eleição nunca é totalmente declarado. Das eleições que eu participei, quero dar o meu testemunho pessoal, 20% do real são declarados e 80% não se consegue declarar”.
O deputado cassado atacou, por várias vezes durante o depoimento, o Ministério Público. “O Ministério Público aderiu a essa atitude policial mais barata, que não tem responsabilidade pela denúncia que faz. Fala de todo mundo que quer falar, vaza antes a notícia, destrói reputações. E os heróis são os meninos do Ministério Público. É triste o país em que seus heróis têm que ser os denunciadores da ação penal e os chefes de delegacia”.
A Justiça Federal tem interrogatórios marcados até o final deste mês para ouvir denunciados no processo do Mensalão. O ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ) será interrogado nesta quarta-feira (13/2). Na quinta-feira (14/2), está previsto o depoimento de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil.
Revista Consultor Jurídico
fevereiro 13, 2008
Jefferson depõe e assume tom surpreendentemente moderado
janeiro 25, 2008
Dirceu: "esquema é ficção"
Da Redação, com agências
janeiro 17, 2008
Depoimentos do mensalão: Duda Mendonça reafirma inocência em audiência
Duda disse que não sabia a origem do dinheiro com que o PT pagava seus serviços. “Não me arrependo de nada. As denúncias não têm cabimento, prestei contas de tudo.” Segundo Mendonça, abrir a conta no exterior foi a única forma de receber o pagamento pelos serviços prestados em campanha eleitoral. As informações são da Agência Estado
Segundo o marqueteiro, o PT pagou cerca de R$ 22 milhões dos R$ 32,5 milhões a que teria direito. O acordo foi feito com o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares. A sócia do publicitário, Zilmar Fernandes, confirmou à Justiça que cobrou de Soares, mas ele a teria orientado a procurar o empresário Marcos Valério.
O serviço prestado ao PT aconteceu entre 2001 e 2003, mas até 2005 o partido ainda não havia pagado o restante da dívida. Duda admitiu que teve contato com Valério, mas apenas para ouvir dele que precisava abrir a conta no exterior. O advogado de Duda, Tales Castelo Branco, afirmou que seu cliente agiu para defender seus interesses. “O PT exigiu que ele abrisse a conta ou então seria o calote, ele ficaria a ver navios”, sustentou.
Duda não pôde escapar, no entanto, da acusação de sonegação fiscal, mas disse já ter recolhido à Receita Federal o valor de R$ 4,3 milhões de multa por ter omitido os valores referentes a seus rendimentos no escândalo. Foi a primeira audiência de Duda e de Zilmar na Ação Penal que tramita no Supremo Tribunal Federal.
O STF rejeitou o argumento de que a conta estaria em nome de pessoa jurídica e não pessoa física o que, para a defesa de Duda, não o obrigaria a uma declaração formal à Receita. Na justificativa pela abertura do processo, segundo o ministro Joaquim Barbosa, “a utilização de pessoa jurídica como escudo para cometimento de ilícitos não tem acolhimento no ordenamento jurídico brasileiro”.
Revista Consultor Jurídico
novembro 29, 2007
Caixa 1 e Caixa 2 do verdadeiro mensalão ( o do PSDB ) vai levar a gangue,OPS, partido, prá caixa-prego
A análise financeira nas contas bancárias dos envolvidos no tucanoduto, citada no relatório apresentado pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando, ao Supremo Tribunal Federal (STF) revela que o dinheiro desviado dos cofres do Estado de Minas Gerais pelo então governador e atual senador Eduardo Azeredo (PSDB) alimentou não só o caixa 2 de sua campanha frustrada à reeleição em 1998, como já era notório, mas também o caixa 1.
Antônio Fernando, que denunciou Azeredo por peculato e lavagem de dinheiro, destacou que “no curso das análises referentes às quebras de sigilo bancário, localizamos, nos dados magnéticos encaminhados pelo banco Bradesco, transação bancária, ocorrida em 21/10/1998, que teve por beneficiário o atual senador Eduardo Azeredo, no valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), depositados na Caixa Econômica Federal”.
O depósito foi feito pela empresa Carbo, de propriedade do então candidato a vice-governador na chapa de Azeredo, Clésio Andrade, um dos sócios da SMP&B. O procurador assinalou que Clésio recebeu via Carbo dinheiro desviado do Estado e depois repassou parte do recurso para Azeredo. “Ele tinha ciência que recursos públicos alimentavam a engenharia delituosa”, afirma Antônio Fernando, ressaltando que “contudo, Clésio Andrade, por meio da Carbo, além de receber recursos do esquema, repassou, no dia 21 de outubro de 1998, R$ 200.000,00 para a conta bancária da campanha eleitoral, em nome de Eduardo Azeredo”.
Embora não enfatizado por Antônio Fernando, a transação mostra uma nova face do esquema de Azeredo, ou seja, a utilização de dinheiro público desviado do Estado também no caixa oficial de campanha. Os R$ 200 mil repassados via Carbo foram declarados por Azeredo na página oito de sua prestação de contas, feita no dia 24 de novembro de 1998, à justiça eleitoral.
A operação também traz consigo outras semelhanças reveladoras. O depósito foi feito no mesmo dia (21/10/98) em que a Cemig, sob o pretexto de custear a produção de revistas, cartazes e folhetos, depositou 1.673.981,90 na conta da SMP&B. No dia seguinte ao depósito, 22 de outubro, a mesma SMP&B distribuiu R$ 1.162.459,28 para os apoiadores de Azeredo, através de dezenas de transferências bancárias realizadas no Banco de Crédito Nacional (BCN). A conta bancária utilizada pela Carbo para repassar o dinheiro a Azeredo também era no BCN e na mesma agência da SMP&B.
Por estas e outras razões, conclui o procurador, que “é fato comprovado que [o senador e ex-presidente nacional do PSDB] Eduardo Azeredo foi um dos principais mentores de toda a gama de ilicitudes praticadas”.
O relatório de Antônio Fernando, baseado na minuciosa investigação feita pela Polícia Federal, cita também uma série de denúncias trazidas à tona pelo HP, como o relatório do conjunto do caixa 2 feito pelo tesoureiro Cláudio Mourão e até o fato do esquema ter comprado um juiz do TRE de Minas Gerais, Rogério Tolentino.
ALESSANDRO RODRIGUES
novembro 24, 2007
Advogado diz que Duda Mendonça não teme investigações sobre a campanha de Azeredo
A pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, o Ministério Público Federal de Minas Gerais vai apurar a origem dos pagamentos recebidos pela empresa do publicitário Duda Mendonça, por serviços prestados à campanha de reeleição do senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.
( Agência Brasil )
novembro 22, 2007
Eu explico porquê Azeredo não pode ter o mesmo tratamento dispensado a Lula
setembro 27, 2007
Mensalão Tucano
Na reportagem “Indignação com política atinge jovens”, Leandro César Martins entrevistou estudantes do Centro Educacional Litteral. Segundo o jornalista “todos se mostraram indignados com a enxurrada de denúncias de corrupção que atingiu parlamentares e integrantes DO GOVERNO FEDERAL ( destaque meu ) nos últimos anos”. Não me surpreendeu essa observação. Os grandes jornais e, principalmente, a televisão, além da internet, só falam e comentam sobre supostas irregularidades do governo federal. No estadual, em São Paulo, com o ex-governador Geraldo Alckmin, por exemplo, que impediu cerca de 70 CPIs não se comenta quase nada.
No Jornal Nacional (TV GLOBO), notícia ZERO. Enquanto isso TODOS os jornais, TODA a televisão, quase TODA internet, TODAS as revistas, principalmente a Veja, que fez mais de cinco reportagens, com fotos na capa, só falavam e ainda comentam o “caso” Renan. No artigo “Jornais de ontem e de hoje” (Folha Ilustrada, 21/9/2007), o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, após defender os jornais de hoje, reconhece: “Não cheguei a medir, mas acho que, por centímetro quadrado das páginas da imprensa que condenam o presidente do Senado, nunca houve cobertura unânime e VIOLENTA (destaque meu)”. Por que essa cobertura unânime e VIOLENTA (MASSACRANTE) contra Renan? Moralismo? A imprensa desejava e ainda deseja combater a suposta corrupção ou irregularidades dele? Não creio. O motivo verdadeiro foi porque ele era governista. Na maioria das notícias, procura-se culpar Lula e o PT pela absolvição de Renan. Na reportagem de capa de CartaCapital “Renan absolvido, mais um ato da tragicomédia política”, o jornalista Leandro Fortes constatou: “O apoio do Palácio do Planalto era segredo de polichinelo, mas não suficiente para garantir o placar pró-absolvição. Feitas as contas, nota-se que o bloco de oposição também contribuiu com alguns votos para salvar a pele do colega”. No entanto, não se comenta ou condena esses votos da oposição. Adiante Leandro Fortes informa: “Muitos [senadores] ficaram em silêncio, sobretudo quando Francisco Dornelles (PP-RJ) lembrou aos presentes das enrascadas fiscais comuns aos congressistas brasileiros. Punir Renan, insinuou Dornelles, abriria um precedente perigoso”.

setembro 22, 2007
"O" mensalão: PF conclui que Marcos Valério e governo de Azeredo desviaram recursos públicos em MG
“A estrutura político-eleitoral criada no ano de 1998 por Eduardo Brandão de Azeredo para disputar a reeleição ao governo do Estado de Minas Gerais precisava implementar um esquema que visasse a legitimar todo o capital reunido para custear a referida campanha. Assim, foi montada a estratégia para legitimar (lavar) os recursos que seriam empregados durante a dispendiosa campanha, tendo por base a utilização das empresas de publicidade de Marcos Valério”, afirma o relatório, destacando que “no caso analisado, tratavam-se de fundos públicos desviados das administrações direta e indireta do Estado de Minas Gerais e de valores repassados à coligação eleitoral por empresários, empreiteiros e banqueiros com interesses econômicos junto ao poder público daquela unidade da Federação”.
A Polícia Federal colheu dezenas de depoimentos, realizou uma série perícias contábeis e cruzou informações obtidas através de um relatório feito pelo caixa de campanha de Azeredo, Cláudio Mourão, com os depósitos feitos por estatais mineiras e empresas privadas nas contas de Marcos Valério até chegar aos beneficiários finais, muitos deles fornecedores de campanha e integrantes da coligação PSDB/PFL. O resultado foi um relatório de 172 páginas que contém provas robustas e confirmam muitas das denúncias feitas pelo HP ao longo de 2005.
Um delas foi de que Eduardo Azeredo utilizou um cheque de R$ 700 mil de Marcos Valério para comprar o silêncio de seu tesoureiro que ameaçava denunciar o caminho do esquema. Após citar que Cláudio Mourão produziu um relatório detalhado da origem e do destino dos recursos percorridos no caixa 2 de Azeredo com a intenção de obter vantagens dos envolvidos, o relatório afirma que “foi claramente identificado o fato que levou Cláudio Mourão” a ter “freado o seu ímpeto denuncista demonstrado temporariamente”. “Cláudio Mourão promoveu um ‘acordo extrajudicial’ com Eduardo Azeredo. Este acordo consistiu no pagamento de R$ 700 mil”, afirma o relatório.
O relatório da PF cita ainda que “constatou-se a existência de complexa organização criminosa que atuava a partir de uma divisão muito aprofundada de tarefas, disposta de estruturas herméticas e hierarquizadas, constituída de maneira metódica e duradoura, com o objetivo claro de obter ganhos os mais elevados possíveis, através da prática de ilícitos e do exercício de influência na política e economia locais”.
As investigações da PF comprovaram que “Marcos Valério obteve diversos empréstimos para simular a origem de recursos repassados para a campanha de Eduardo Azeredo, no total de R$ 28.515.000,00 (vinte e oito milhões quinhentos e quinze mil reais)” e que “a estratégia de financiamento envolvendo as empresas de Marcos Valério contava com o evidente conhecimento e beneplácito da coordenação da campanha formada por Carlos Eloy Guimarães, coordenador-geral e Carlos Alberto Cotta, coordenador de Belo Horizonte e de sua região metropolitana.
“Devido a esta forte ligação comercial existente entre as empresas de Marcos Valério e o governo de Eduardo Azeredo, a configurar uma possível dependência econômica, o mesmo ofereceu seus serviços à coordenação financeira da campanha de reeleição do candidato para atuar no processo de legitimação (lavagem) de recursos públicos desviados, bem como na dissimulação de fundos privados doados clandestinamente por empresas privadas, em sua maioria empreiteiras com grandes interesses comerciais junto ao governo do Estado de Minas Gerais”, destaca o relatório.
Carlos Eloy deixou a presidência da CEMIG para desempenhar tal função de coordenação, sendo que Carlos Alberto Cotta se licenciou da presidência da Companhia Mineradora de Minas Gerais – COMIG em junho de 1998 para também atuar na campanha. Tanto a CEMIG quanto a COPASA simularam a realização de serviços de propaganda e publicidade visando legitimar o repasses de recursos para a SMP&B”.
A PF também comprovou a veracidade do documento produzido e assinado pelo tesoureiro Cláudio Mourão relatando a origem e o destinos dos recursos do caixa 2 de Azeredo. O documento mostra que o atual governador de Minas, Aécio Neves, foi beneficiado com um repasse de R$ 110 mil.
Hora do Povo
21/09/2007

TRIVELA
Carta Maior
CASA VIDA
Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
HORA DO POVO
IBGF – Instituto Brasileiro Giovanni Falcone
NOSSA HAPPYLÂNDIA
Portal IBASE
PROFESSOR HARIOVALDO ALMEIDA PRADO
QUERO UM BICHO
REVISTA FÓRUM – Outro mundo em debate
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