ENCALHE

junho 12, 2009

Reitora da USP e Secretário de Segurança de SP são convocados por Gianazzi para darem explicações sobre quebra-quebra na Universidade

CUT-SP emite nota contra violência de Serra na USP
A CUT-SP emitiu nota em questiona a falta de diálogo do governador José Serra com os servidores públicos. Mais uma vez, a atitude do governador se expressa de forma de viôlência policial contra estudantes e servidores na USP.
Leia a nota:
Para José Serra, diálogo só com as balas de borracha
A Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo repudia a ação truculenta da Polícia Militar contra os trabalhadores e estudantes, na tarde dessa terça-feira, dia 09 de junho, diante da entrada principal da Universidade de São Paulo.
Lamentavelmente, o uso da força contra a proposta de diálogo é a marca registrada da gestão José Serra. O governador paulista jamais aceitou conversar com os servidores do Estado, mesmo após a aprovação na Assembléia Legislativa de uma data-base do funcionalismo, em 2006.
As audiências e reuniões públicas dos trabalhadores sempre são cercadas de forte aparato de segurança, meio que Serra utiliza para se manter isolado no Palácio dos Bandeirantes. Em outras ocasiões, o tucano prefere tentar manipular a mídia ao alegar caráter político a qualquer manifestação de insatisfação diante da intransigência de seu governo.Há mais de um mês os funcionários da USP exercem o direito constitucional de greve para exigir que o Estado apresente condições dignas de trabalho. O confronto que ocorreu já estava previsto desde que a PM passou a ocupar o campus da universidade, na semana passada, da forma que só aconteceu no período da ditadura militar brasileira.
Até quando as respostas às reivindicações do funcionalismo paulista virão em forma de balas de borracha e bombas de efeito moral? Até quando o governador utilizará dinheiro público para publicidade – inclusive em outros Estados, de olho na próxima eleição – ao invés de aplicar nos trabalhadores e na melhoria dos serviços públicos?
Adi Lima, presidente da CUT/SP
Quarta-feira, 10 de junho de 2009
Professores da USP-RP estão em greve
Professores da USP de Ribeirão decidiram em assembleia, na manhã de ontem, aderir à greve dos colegas de São Paulo. Na capital, os professores cruzaram os braços na última sexta-feira.
A paralisação é um protesto contra a presença de policias militares no campus paulistano, determinada pela reitoria em 1º de junho, além das reivindicações de reabertura nas negociações para o reajuste salarial.
“Esse é um fato extremamente grave. Em vez de dialogar, a reitoria demonstra a falta de capacidade de administrar”, disse José Marcelino de Rezende Pinto, diretor regional da Associação de Docentes da USP (Adusp).
De acordo com Plauto Watanabe, representante da Faculdade de Odontologia de Ribeirão, a adesão à greve dos 917 docentes de toda a universidade era parcial ontem, mas, nos próximos dias, outros profissionais deveriam se unir à categoria.
“A tendência é união de todas os setores – funcionários, alunos e professores – assim como está acontecendo em São Paulo. Por isso, na próxima terça-feira, faremos nova assembleia para decidir se continuamos ou não a greve.”

Na quarta-feira, os alunos de Filosofia do campus de Ribeirão também fazem uma paralisação, em solidariedade aos grevistas.
“Estamos marcando uma assembleia geral para a próxima semana para decidir o que vamos fazer”, disse o diretor do Diretório Central de Estudantes (DCE), Lucas Garcia Von Zuben.
Segundo Carlos Alberto Orlandin, do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), todos os serviços estão parados e, ontem, o estacionamento foi fechado.
“Tem até carro de pró-reitor lá dentro, mas não vamos deixar sair tão cedo. Depois dessa falta de respeito que fizeram, colocando a tropa de choque contra alunos e professores em São Paulo, nosso movimento cresceu ainda mais e vamos continuar, agora mais fortes”.
Os 1,8 mil funcionários da entidade estão em greve geral há 37 dias. Serviços como o refeitório central, biblioteca, transporte e até laboratórios da Faculdade de Medicina estão parados.
Reivindicações
A greve, que ocorre por tempo indeterminado, é para pedir reajuste salarial de 17% e incorporação de mais R$ 200 e a readmissão do diretor do Sintusp, Claudionor Brandão, demitido em dezembro do ano passado.
Já os professores pedem um reajuste de 10% nos salários, além de mais verba para as universidades. Ambos exigem a saída da tropa de choque do campus da USP em São Paulo.
Ribeirão faz churrasco enquanto São Paulo vive tensão
Um dia depois dos confrontos entre servidores, estudantes e policiais em São Paulo, funcionários da USP de Ribeirão fizeram um churrasco de confraternização, com direito a cerveja, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que fica dentro da universidade.
A festa começou na hora do almoço e, por volta das 16h, cerca de 20 funcionários permaneciam no local. Na mesma hora, chegava uma caixa de cervejas, com 24 unidades.
“Não é hora para entrevistas e muito menos para fotos. Estamos em um momento de descontração agora, disse Dulce Helena de Brito, do comando de greve.
Enquanto, isso em São Paulo, o clima continuava tenso.
Na terça-feira, balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta foram usados pela Polícia Militar contra manifestantes.
No início da tarde de anteontem, servidores e estudantes se reuniram em frente à reitoria e com carro de som e cartazes, eles reivindicavam a saída da PM da universidade e a reabertura de negociação salarial com o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp), interrompida no último dia 25.
Três manifestantes foram detidos e dezenas ficaram feridos. Devido à ação, alunos e docentes da Unicamp também aderiram à greve.


Reitora da USP e secretário de Segurança Pública são convocados por deputado
11 de Junho de 2009
O deputado e professor Carlos Giannazi protocolou, no dia 9 de junho, 3 requerimentos nas Comissões de Educação, Segurança Pública e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa pedindo a convocação da reitora da USP, Suely Vilela, e do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, para explicarem a invasão da Tropa de Choque da PM no campus da capital da Universidade de São Paulo.
Ele esteve na USP na tarde desta terça-feira onde foi recebido pelo vice-reitor, Franco Lajolo. Sua intenção foi convencer a reitoria a pedir a retirada das tropas policiais do campus e reabrir o diálogo com o movimento. Amplamente noticiada pela imprensa, a presença da polícia foi atendida a partir de uma solicitação da reitoria da USP.
Giannazi, que é membro titular da Comissão de Educação da ALESP e já participou de 3 reuniões com a reitoria para exigir a retirada das tropas e a abertura de negociação com os servidores e professores, disse que é inconcebível chamar a força policial para resolver questões trabalhistas. “As cenas de violência de hoje (ontem, dia 09/06), promovidas pela Tropa de Choque, maculam a imagem da universidade”, constata o parlamentar.

"Para Serra, invadir USP e dissolver greve na porrada é missão da PM", diz Hora do Povo

Para Serra, invadir USP e dissolver greve na porrada é missão da PM
Desde a semana passada, a polícia militar está dentro do campus da USP dissolvendo piquetes e reprimindo a greve dos funcionários – agora com a adesão de professores e alunos. Diante do protesto e da indignação geral da sociedade contra a repressão, o governador José Serra (PSDB) justificou a ação da polícia dizendo que ela estava ali “apenas garantindo uma ação de reintegração de posse”. Não há posse nenhuma a ser reintegrada, pois nenhum prédio público foi ocupado.
HORA DO POVO, ed. 2773
12.06.09
Serra reprime greve na USP com bomba de gás e alega “reintegração de posse”
A greve dos funcionários, professores e alunos da Universidade de São Paulo (USP) já dura quase um mês e ainda não se conseguiu chegar a um entendimento sobre as reivindicações apresentadas. A USP ofereceu apenas 6,05% de reposição salarial. Os funcionários pedem 17% de aumento e os professores reivindicam 10% de reposição. Os estudantes participam do movimento protestando contra a implantação do ensino à distância na universidade.
Sem conseguir reabrir as negociações, o movimento ainda passou a se deparar, nos últimos dias, com uma violência policial poucas vezes vista na história da USP. Desde a semana passada, a polícia militar está dentro do campus dissolvendo piquetes e reprimindo os líderes do movimento.
Na tarde da última terça-feira, a Tropa de Choque da Polícia Militar, a mando do governo do estado, invadiu ostensivamente a universidade e usou bombas de efeito moral e balas de borracha contra cerca de 1500 manifestantes que protestavam pacificamente dentro das dependências do campus, em Pinheiros. Vários estudantes foram parar no Hospital Universitário da USP, localizado na cidade universitária, com ferimentos e problemas respiratórios provocados pela ação policial.
A Tropa de Choque começou a lançar bombas contra os estudantes próximo ao portão 1 da USP e perseguiram os manifestantes até próximo da reitoria para onde diversos manifestantes se dirigiam a fim de ocupar o prédio em resposta contra a repressão. Estes se depararam com a rua da reitoria tomada por policiais que lançavam bombas de gás e também gás de pimenta contra os estudantes, dispersando a manifestação e iniciando uma perseguição aos estudantes que se refugiaram no prédio da faculdade de História e Geografia. A ação da PM foi tão violenta que chegou a jogar bombas dentro do prédio dos cursos de História e Geografia deixando encurralados dezenas de estudantes sob o efeito de gás lacrimogêneo.
As cenas de violência indignaram toda a comunidade universitária e a greve se ampliou. Os professores decidiram em assembléia que só voltam a dar aulas quando a polícia deixar a universidade. Diante do protesto e da indignação geral da sociedade contra a repressão, o governador José Serra (PSDB) justificou a ação da polícia dizendo que ela estava ali “apenas garantindo uma ação de reintegração de posse”.
Serra apresenta a presença ostensiva da PM no campus da USP desde o dia 1º de junho e a ação repressiva desta terça-feira, como uma medida judicial irreversível na qual ele, como principal representante do governo do estado, não teria nenhum poder de ação, a não ser seguir as ordens da justiça que determinou que a PM garantisse a reintegração.
Segundo os líderes da greve, o governador está mentindo. Não há posse nenhuma a ser reintegrada. Nenhum prédio público foi ocupado. O que os grevistas vinham fazendo eram os piquetes comuns em todas as greves. A polícia foi acionada não para garantir reintegração de posse, mas para tentar dissolver a greve com violência, informaram os funcionários Ao invés de negociar, o que Serra passou a fazer foi tentar acabar com a greve reprimindo os trabalhadores, denunciam os organizadores do movimento.
A violência com que a PM agiu sobre os estudantes e funcionários foi, ao contrário do apresentado pelo governador, não uma ação determinada pela Justiça, mas diretamente comandada por ele que implantou na USP um verdadeiro estado de sítio. A partir de agora, o movimento agrega às reivindicações iniciais, a exigência da saída da reitora, Suely Vilela, e do governador José Serra.

dezembro 9, 2007

Universitários denunciam, à Comissão dos Direitos Humanos da Câmara, a truculência da polícia de São Paulo nas invasões de faculdades.

Estudantes apontam autoritarismo em invasões a faculdades
Representantes do movimento estudantil reclamaram de autoritarismo nas invasões da Polícia Militar a faculdades de São Paulo, durante audiência pública realizada nesta quinta-feira pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias para debater o assunto.
A tropa de choque da PM invadiu a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco – da Universidade de São Paulo (USP) – em 21 de agosto, e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Centro Universitário Fundação Santo André em 13 de setembro. No caso da USP, estudantes protestavam em defesa da educação pública e ocuparam o prédio da Faculdade de Direito. Já em Santo André, cerca de 300 universitários participavam de protesto contra o reajuste da mensalidade e exigiam melhorias no ensino. Houve tumulto e confronto.
Caso de polícia
Para a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stump, é tradição tratar os movimentos populares como caso de polícia no Brasil. “A novidade é isso ocorrer em universidades públicas, que foram por muito tempo espaços resguardados de democracia, e que agora são invadidos pela polícia”, sustentou.
Já o diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto (órgão dos estudantes de Direito da USP), Walter de Andrade, destacou que a violência contra o povo que se organiza é freqüente “em uma sociedade autoritária como a brasileira”. O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Luiz Couto (PT-PB), destacou que as invasões fazem parte de “uma onda de conservadorismo”, que promove a criminalização dos movimentos sociais. “Precisamos trabalhar em conjunto – Ministério Público, Judiciário, Legislativo, Executivo – para abolir essa tendência”, afirmou.
A audiência foi solicitada por Luiz Couto e pelos deputados Pedro Wilson (PT-GO), Pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ), Reginaldo Lopes (PT-MG), Janete Rocha Pietá (PT-SP) e Janete Capiberibe (PSB-AP).
Democratização da mídia
Um aspecto que Luiz Couto considera importante para inverter essa situação é a democratização dos meios de comunicação. “Normalmente, os setores majoritários da mídia nacional ficam ao lado dos violadores. Daí a luta para que o governo federal convoque uma Conferência dos Direitos da Comunicação, para que tenhamos novo marco legal, que garanta o respeito à sociedade plural e aos valores democráticos”, reivindicou.
O deputado lamentou a ausência de representantes do governo de São Paulo na audiência. “Eles não gostam de debater aqui, já os convidamos outras vezes e eles não vieram. Fogem da raia”, declarou.
Exclusão
Lúcia Stump afirmou que os movimentos sociais ocuparam a Faculdade do Largo do São Francisco em agosto como forma de demonstrar que a universidade pública deve ser espaço de todos. “Os manifestantes escolheram a Faculdade de Direito da USP por saber tratar-se de uma das maiores ilhas de exclusão da sociedade brasileira, que recebe apenas os filhos da elite, e foram escorraçados pela PM a mando do diretor e com a complacência do governo do estado”, disse.
Ilegalidade
O diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto disse que as autoridades sempre justificam as ações violentas como defesa da legalidade. “Mas o que é a legalidade neste País? No andar de cima ela é suspensa, pela ineficácia da Constituição: o Brasil é um País inconstitucional. No andar de baixo, é constantemente subvertida contra o povo. A polícia de São Paulo é a que mais tortura a população”, argumentou.
No caso da invasão da Faculdade de Direito da USP, Walter Andrade afirmou que a polícia foi convocada de ofício pelo diretor e agiu sem ordem judicial. Segundo ele, o diretor da instituição, João Gaudino Rodas, disse ter agido para defender a instituição contra elementos externos. Para Andrade, não havia nenhuma razão para a ação da PM na faculdade, pois tratava-se de uma ocupação simbólica com hora marcada para terminar, 12 horas depois. “Nenhum risco de lápis foi feito nas paredes, não houve agressão, e os professores puderam continuar suas atividades”, ressaltou.
Prêmio
O deputado Pedro Wilson anunciou que, no próximo dia 12, a Comissão de Direitos Humanos vai lançar o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, em comemoração ao Dia Internacional de Direitos Humanos. Segundo ele, a primeira edição da premiação deve ocorrer no ano que vem, e as regras ainda não foram estabelecidas.
Agência Câmara
06/12/07

outubro 27, 2007

Biocombustível USP ganha prêmio da ONU com projeto de óleo de fritura

Filed under: óleo de cozinha, biobiesel, biocombustíveis, ONU, prêmios, USP — Humberto @ 3:52 pm
A pesquisa sobre produção de biocombustível a partir do óleo de cozinha da Universidade de São Paulo (USP) foi premiada na semana passada como um dos quatro programas vencedores da edição 2007 do projeto Jovens Embaixadores Ambientais, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com a Bayer. Escolhido entre 32 projetos, o “Biodiesel em casa e nas escolas” envolve universitários, escolas e empresas de 25 cidades do interior paulista. O óleo recolhido, ao invés de poluir o meio ambiente, é transformado em combustível 100% renovável, segundo o coordenador do programa, o professor Miguel Dabdoub.
A iniciativa nasceu em 2003, quando o “Biodiesel em casa e nas escolas” começou a recolher o óleo utilizado no restaurante do campus de Ribeirão Preto da USP. Aos poucos, cadeias de restaurantes fast food, de supermercados e escolas da rede pública aderiram ao programa – atualmente são 25 mil alunos participando na coleta. Hoje, segundo o professor, cerca de 100 toneladas que seriam despejados na natureza movem a frota usada na pesquisa e veículos de empresas parceiras.
O Jovens Embaixadores Ambientais é realizado desde 1996. Oito anos depois, foi feita uma parceria com o PNUMA. Segundo a empresa, o programa busca “incentivar lideranças jovens de 18 a 25 anos nas áreas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável”. Já foram premiados mais de 400 jovens em 22 países da Europa, Ásia, África e América Latina. No Brasil, o programa é realizado desde 2004 e 16 estudantes já conquistaram o prêmio. Os vencedores deste ano, receberão o prêmio na sede mundial da empresa, em Berlin, na Alemanha.
PROCESSO - Para ser transformado em energia renovável, o óleo de cozinha passa por um processo de filtragem que retira resíduos deixados pela fritura. Depois é retirado toda a água misturada. Se preciso, o óleo passa por uma “purificação” química, para retirar os últimos resíduos. Limpo, o óleo recebe a adição de álcool e uma substância catalisadora e no reator, agitado a temperaturas específicas, se transforma em biocombustível.
Para completar o processo, o produto passa ainda por um refino. Só então pode ser usado em motores capacitados para queimar o biocombustível. Dabdoub explica que da reação química, sobra glicerina, que pode ser usado na indústria de produtos de limpeza, de tabaco e na fabricação de explosivos. O professor conta que a pesquisa está na fase final dos testes, que ocorrem há três anos, do biocombustível em motores de tratores, máquinas e carros.
Dabdoub conta que o principal empecilho para a produção do biodiesel em escala industrial hoje ainda é o custo. Mas ele deslumbra um futuro promissor para o biocombustível feito a partir do óleo de cozinha. A legislação federal (Lei 11.097, de 13 de janeiro de 2005) determina que o todo diesel vendido no Brasil possua 2% de biocombustível misturado a partir de 1º de janeiro do ano que vem. “O biodiesel veio para ficar, não tenho dúvida. Só falta passar pela curva do aprendizado. Mas vai se consolidar como o álcool se consolidou”, diz.
Agência Estado
27/10/07

junho 13, 2007

Falta-me inspiração. O blog está abandonado.

Filed under: Fatecs, Governo do Estado de São Paulo, ICMS, PSDB/ DEM, USP — Humberto @ 11:35 pm
Eu guardo recortes de jornais. Eles têm um cômodo próprio onde, diariamente, costumam ceder-me algum espaço para eu dormir.
Nos meus raros momentos de folga, dou uma repassada, uma espanada, uma relida ( ou, na maioria dos casos, uma lida, a primeira ) . Na maior parte dos casos, eu separo o que pode me interessar, levo para casa, e o abandono em qualquer canto, esperando o dia em que possa lê-lo seriamente, como merece, guardá-lo e consultá-lo quando for exigido. Mesmo sendo jornal.
E aí, eu tento tecer um panorama do que deve estar acontecendo, a partir de um bocado de recortes desconexos, só que sem saber se terei sucesso na empreitada. Mesmo sendo jornal.
Não me agrada deixar este blog “ao Deus dará”, mas também não me soa melhor apenas visitar os sites e blogs que me agradam, copiar alguma coisa, e postar aqui só para mantê-lo atualizado. Sem detrimento dos blogs e sites a que me refiro, apenas quero forçar-me a criar e aprender.
Uma das coisas que me abatem é deitar os olhos num texto e perceber a profusão de dados, estatísticas, números, referências, leituras de referência, e perceber que eu não entendo daquilo, ou apenas parcialmente, e não tenho a quem consultar e trocar figurinhas. A minha própria limitação me faz sentir um verme.
Daí eu olho para aquele monte de jornal, depois para meus gibis e CDs, e fico com vontade de tocar fogo em toda aquela papelada amarelada e poeirenta e me dedicar ao ócio e ao consumo de entretenimento inofensivo fugaz, como o rock e o cinema.
Mas, quando estou prestes a consumar o fato, vejo um gráfico do Estadão “provando” que os professores da rede pública são os culpados pelos 12 anos do Apagão Educacional Continuado no Estado governado pelos tucanos do Demo durante esse tempo todo, ou uma matéria de 2 páginas da Folha celebrando orgásmicamente os lucros da Vale, mais até que o prórpio presidente da empresa faz.
E desisto da piromania.
Mas o processo se reinicia logo. E me vejo lotado de papéis com anotações nas laterais, marca-texto, interrogações aguardando mais esclarecimentos. Contudo, fica por isso mesmo, apenas alguns dados insuficientes coletados, esperando sabe-se-lá-o-quê, pois uma coisa é você coletar dados ( mesmo que de jornais ) e outra coisa é saber o que significam e o que fazer com eles.
Pois, às vezes, os jornais que costumam blindar o FHC e o Serra acabam deixando passar alguma coisa e é aí que a gente acaba conhecendo alguma faceta mais discreta, alguma atitude mais desabonadora dos queridinhos das redações.
Ou contradições dos próprios jornais, na sua sina de tentar equilibrar a mal-disfarçada proteção aos interesses de alguns e a sua autoproclamada isenção jornalística.
O caso das apostilas ( se não me engano, o Olavo de Carvalho falou delas há uns bons meses ) do COC ( serão “Cartilhas de Operações Comunistas” ? ) é um bom exemplo: algumas páginas foram gastas, há algum tempo, celebrando a introdução de aulas de agronegócio em Escolas Públicas de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo.
Matéria de interesse para os filhos de bóias-frias ou cortadores de cana? Nyet.
A dona que reclamou da doutrinação comunista na escola de sua filha tem a opção de tirá-la de lá. Como viu de cara o Vinícius, a escola é particular.
E essa história da autonomia das Universidades? Um monte de zé ruela “denunciando” que um aluno de faculdade “custa” X reais. Quem tem o domínio dessas informações, para saber se o valor que os jornais apresentam é esse mesmo, ou se a conta tem que ser feita daquela forma? Se o valor da destinação é “X”, isso é um resultado bruto que terá de ser usado, por exemplo, na manutenção tanto de 10 como de 15 alunos, e esses governos “gestores” dos tucanos do Demo fazem o possível para enfiar mais pessoas no sistema, sem a contrapartida financeira necessária; produz-se então, números enganosos: sob a rúbrica “Ensino Superior”, o Estado de São Paulo mantém tanto a USP quanto as Fatecs; perguntado a respeito, qualquer tucano declamará, de cabeça, que aumentou a quantidade de vagas de “ensino superior” nos governos do PSDB no estado de SP; só que o aumento de vagas se deu, efetivamente, nas Fatecs: em 2001 eram 3081 e em 2006 tínhamos 5680, um aumento de 84%; e nesse mesmo período, a UNESP passou de 5215 para 6879 vagas ( Valor, não tenho a data ) . Façam as contas.
A grana sai do ICMS, que terá uma redução substancial em 2007, já que não contará com os recursos que entraram em 2006, devido a um programa de anistia do Imposto. Menos ICMS, porcentagem fixa, e menos recursos para a Educação.
Isso aí que eu falei é um esboço malfeito de um assunto complexo, mas que não pode ser restrito ao público acadêmico e nem discutido como se fosse futebol.
Um dia eu volto ao assunto.

maio 24, 2007

Blog da Ocupação

Filed under: Governo do Estado de São Paulo, José Serra, USP — Humberto @ 11:32 pm
Eu não tive muito saco para escrever nada aqui, então vou fazer uma sugestão ( apesar de meio tarde ) : nem sei se já terminou a ocupação da USP, mas aqueles alunos mantém um blog, e o link para ele está aqui.
É o Blog da Ocupação.

maio 15, 2007

Como entrar na USP: método revolucionário

Filed under: cargos eletivos, escola pública, USP — Humberto @ 3:27 pm
Quem leu a vEJA, ficou sabendo que um aluno da USP custa quatro vezes mais que um aluno de Harvard, sem o retorno daquele. Isso pode ser medido pela quantidade de prêmios Nobel, arrematados pelas instituições citadas.
Já que a vEJA anda tão preocupada com o ensino superior, principalmente aquele mantido pelo Estado gastador, vou propor uma revolução, que resultará na melhora imediata tanto do superior público, como da própria escola pública: só terá permitido o acesso à universidade pública o aluno que tiver cumprido os graus primário e secundário integralmente na escola pública. A mesma regra que propuz que seja adotada para quem quiser concorrer a algum cargo eletivo.
Ponto final.

maio 14, 2007

vEJA desmascara USP!!!

Filed under: Nobel, revista Veja, USP — Humberto @ 12:57 am
Pois é!!!
Quem se deu o trabalho de ler esta publicação em seu exemplar desta semana se deparou com o verdadeiro papel de uma mídia comprometida com a verdade e a isenção.
Num espetacular trabalho de exaustiva pesquisa acadêmica, a revista vEJA revelou a caixa preta da USP: ela nunca ganhou um NOBEL!!! Uma universidade argentina mencionada na reportagem, cujo nome não lembro, já acumulou 5 prêmios Nobel.
E a USP, tadinha, ZERO!!!
É a ovelha negra das Faculdades e Universidades brasileiras, sejam públicas ou privadas ( as últimas, verdadeiras ilhas de excelência e vanguarda ) .

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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