ENCALHE

maio 15, 2009

USAID financiou grupos separatistas na Bolívia

Filed under: Bolívia, Evo Morales, separatismo, USAID — Humberto @ 4:16 am
USAID financiou grupos separatistas na Bolívia com US$ 97 milhões, revela pesquisa nos EUA
Documentos recentemente desclassificados e obtidos pelos pesquisadores Eva Golinger e Jeremy Bigwood revelam que a Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID) foi usada para repassar mais de US$ 97 milhões a grupos separatistas de oposição da Bolívia desde 2002.
Os documentos, solicitados pela advogada venezuelana-estadunidense sob a Lei de Acesso à Informação dos Estados Unidos (Freedom of Information Act “FOIA”), destacam que a USAID na Bolívia foi o “primeiro doador que apoiava os governos estaduais” e “os programas de descentralização” no país, evidenciando que a agência norte-americana foi um dos principais financiadores e promotores dos projetos separatistas promovidos pelos governos fascistas do oriente boliviano.
“Os documentos afirmam que a USAID manipulou aproximadamente US$ 85 milhões anualmente na Bolívia, divididos entre seus programas de ‘segurança’, ‘democracia’, ‘crescimento econômico’, e ‘investimento social’”, detalhou Eva, explicando que o programa ‘Democracia’ se dedicou durante os últimos anos a articular grupos marginais que com nomes de aparência palatável, como “Gover-nabilidade democrática descentralizada: Governos Estaduais e Municipais”, foram a base de ações criminosas e golpistas.
“Segundo um dos documentos classificado como ‘sensível’, este esquema da descentralização [em bom português separatismo] começou quando a USAID estabeleceu na Bolívia um Escritório para as Iniciativas de uma Transição (OTI) durante o ano de 2004”, prosseguiu a advogada, acrescentando que “as OTIs são pontos de resposta rápida para uma crise política num país considerado ‘estrategicamente importante’ para os interesses estadunidenses. As OTIs mexem com fundos líquidos de altas quantidades”.
Ou seja, operam como agências de inteligência, contratando empresas estadunidenses que abrem sedes locais nos países onde direcionam altas quantidades de financiamento a partidos políticos e ONG’s que fazem o que Washington manda. Depois do fracasso do golpe de Estado contra o presidente Chávez em abril de 2002, por exemplo, a USAID abriu uma OTI na Venezuela dois meses depois, em junho de 2002, que desde então injetou mais de US$ 50 milhões a mais de 450 ONGs, programas e grupos políticos da oposição, revelou Golinger.
“No caso da Bolívia, a OTI contratou a empresa estadunidense Casals & Associates para coordenar um programa de descentralização e autonomia nas zonas da ‘meia lua’ boliviana, com ênfase no departamento de Santa Cruz, e para realizar escritórios de capacitação para fortalecer os partidos políticos de oposição contra a então candidatura de Evo Morales.
( HORA DO POVO, ed. 2765, 15 de Maio de 2009 )

USAID financiou grupos separatistas na Bolívia

Filed under: Bolívia, Evo Morales, separatismo, USAID — Humberto @ 4:16 am
USAID financiou grupos separatistas na Bolívia com US$ 97 milhões, revela pesquisa nos EUA
Documentos recentemente desclassificados e obtidos pelos pesquisadores Eva Golinger e Jeremy Bigwood revelam que a Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID) foi usada para repassar mais de US$ 97 milhões a grupos separatistas de oposição da Bolívia desde 2002.
Os documentos, solicitados pela advogada venezuelana-estadunidense sob a Lei de Acesso à Informação dos Estados Unidos (Freedom of Information Act “FOIA”), destacam que a USAID na Bolívia foi o “primeiro doador que apoiava os governos estaduais” e “os programas de descentralização” no país, evidenciando que a agência norte-americana foi um dos principais financiadores e promotores dos projetos separatistas promovidos pelos governos fascistas do oriente boliviano.
“Os documentos afirmam que a USAID manipulou aproximadamente US$ 85 milhões anualmente na Bolívia, divididos entre seus programas de ‘segurança’, ‘democracia’, ‘crescimento econômico’, e ‘investimento social’”, detalhou Eva, explicando que o programa ‘Democracia’ se dedicou durante os últimos anos a articular grupos marginais que com nomes de aparência palatável, como “Gover-nabilidade democrática descentralizada: Governos Estaduais e Municipais”, foram a base de ações criminosas e golpistas.
“Segundo um dos documentos classificado como ‘sensível’, este esquema da descentralização [em bom português separatismo] começou quando a USAID estabeleceu na Bolívia um Escritório para as Iniciativas de uma Transição (OTI) durante o ano de 2004”, prosseguiu a advogada, acrescentando que “as OTIs são pontos de resposta rápida para uma crise política num país considerado ‘estrategicamente importante’ para os interesses estadunidenses. As OTIs mexem com fundos líquidos de altas quantidades”.
Ou seja, operam como agências de inteligência, contratando empresas estadunidenses que abrem sedes locais nos países onde direcionam altas quantidades de financiamento a partidos políticos e ONG’s que fazem o que Washington manda. Depois do fracasso do golpe de Estado contra o presidente Chávez em abril de 2002, por exemplo, a USAID abriu uma OTI na Venezuela dois meses depois, em junho de 2002, que desde então injetou mais de US$ 50 milhões a mais de 450 ONGs, programas e grupos políticos da oposição, revelou Golinger.
“No caso da Bolívia, a OTI contratou a empresa estadunidense Casals & Associates para coordenar um programa de descentralização e autonomia nas zonas da ‘meia lua’ boliviana, com ênfase no departamento de Santa Cruz, e para realizar escritórios de capacitação para fortalecer os partidos políticos de oposição contra a então candidatura de Evo Morales.
( HORA DO POVO, ed. 2765, 15 de Maio de 2009 )

junho 27, 2008

Pesquisa de embaixada dos EUA na Bolívia, revela que 7 dos 9 governadores de províncias perderão seus cargos no referendo popular de Agosto ( Esp ).

Informe de EEUU revela que siete prefectos bolivianos perderán referendo revocatorio
Los resultados de una serie de encuestas de intención de voto realizadas en todo el territorio boliviano por la Embajada de Estados Unidos en La paz también otorgan un alto apoyo popular al presidente Evo Morales.
TeleSURtv.net, 26.06.08
Un informe del Departamento de Estadísticas de la Embajada de Estados Unidos en Bolivia revela que siete de los nueve prefectos (gobernadores) del país andino perderán el referéndum revocatorio a realizarse el próximo 10 de agosto.
De acuerdo con la información suministrada por el periodista boliviano Marco Santiváñez y publicada este jueves por la Agencia Boliviana de Información (Abi), ésta es la razón por la cual los cuatro prefectos de la llamada “Media Luna”, así como el gobernante de Cochabamba, rechazaron someterse al voto popular.
Se trata de una serie de encuestas de intención de voto realizadas en todo el territorio boliviano por la Embajada de Estados Unidos en La paz, similares a las realizadas durante la campaña electoral de 2005.
Dichas encuestas dan la remoción de sus cargos a siete de los nueve prefectos, aunque con un mínimo porcentaje en el caso de los mandatarios de los departamentos de Santa Cruz y Beni, al agregar que “una campaña publicitaria y un cambio repentino de algunos cientos de votos podrían mantenerlos en su cargos”.
El pasado lunes, y tras el último referéndum ilegal propiciado por la prefectura de Tarija, los prefectos de la llamada “Media Luna” (que agrupa a los departamentos de Tarija, Beni, Pando y Santa Cruz), acompañados por el prefecto de Cochabamba, decidieron no aceptar la consulta revocatoria.
Evo Morales con alto apoyo
El estudio arroja un alto apoyo popular, del 62,3 por ciento, al presidente Evo Morales, que le garantiza mantener su cargo en el referendo.
La nota de Santiváñez añade que los resultados de esta encuesta sólo son conocidos por las altas esferas de la oposición boliviana y por los funcionarios de la embajada estadounidense.
El gobierno boliviano ha denunciado en reiteradas ocasiones el apoyo de la embajada de EEUU a la oposición política en Bolivia e incluso solicitó el retiro del embajador, Philip Goldberg, por esta causa.
El texto recuerda que “la encuesta de 2005, elaborada por la embajada norteamericana, le daba a Evo Morales el 49, 5 por ciento a 20 días de los comicios, y un 54, 2 por ciento a dos días de las elecciones nacionales, muy lejos de las encuestadoras tradicionales que vendieron un paquete del empate técnico entre Jorge Quiroga y Evo Morales”.
“En esta oportunidad no quieren correr más riesgos, y si bien continúan sacando encuestas en contra del Gobierno boliviano, saben que las estadísticas que maneja el ente norteamericano son las que más se acercan a al realidad del país”, asegura la nota publicada por la agencia oficial boliviana.
Salida de Usaid “no afectará relaciones”
Por otro lado el Gobierno boliviano afirmó este jueves que la decisión de los cocaleros y de cinco municipios del Trópico de Cochabamba de expulsar a la Agencia de Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (Usaid, por sus siglas en ingles) de la región, no afectarán las relaciones con Estados Unidos, aunque reconoció que “no ayuda” a que éstas mejoren.
El miércoles, organizaciones sociales expulsaron a la Usaid de la localidad de El Chapare, en el departamento de Cochabamba, por considerar que este organismo ejecutaba acciones conspiradoras contra el Gobierno del presidente Evo Morales.
El ministro boliviano de Relaciones Exteriores, David Choquehuanca, manifestó a la prensa que Usaid no es la primera institución que deja el país, por lo que afirmó que no hay razón para alarmarse.
“Seguramente los compañeros han tomado esa decisión porque tienen razones, (además) no es la primera institución que deja el país. No hay que preocuparse mucho, esto no es un tema grave que pueda afectar de manera definitiva las relaciones entre Estados Unidos y Bolivia”, aseveró el Canciller.
Sin embargo, reconoció que estos hechos, que se registran al margen de las relaciones diplomáticas, “no ayudan a tener relaciones constructivas” con Estados Unidos.
No obstante, pidió no magnificar las cosas, pues se trata de una decisión independiente que asume el sector cocalero y que no tiene que determinar la política exterior de la administración del presidente Morales.
Usaid pagaba salarios
Por su parte el viceministro de Defensa Social, Felipe Cáceres, denunció este jueves que el 90 por ciento de la cooperación de la Usaid está destinado a pagar los salarios de sus funcionarios y a las ONGs orientadas “a conspirar contra el gobierno”.
Cáceres declaró que “por dignidad y soberanía las seis federaciones de productores de coca del trópico cochabambino tomaron la decisión de que salgan los funcionarios de Usaid de esa región”.
El viceministro cuestionó a la Usaid porque tiene funcionarios de nacionalidad estadounidense que perciben un salario de 8 mil a 10 mil dólares y eso dijo “los bolivianos no podemos permitir por dignidad”.
Explicó que del 100 por ciento de la cooperación de Usaid, el 10 por ciento es para los programas de desarrollo alternativo de las zonas del trópico y “el 90 por ciento está destinado al pago de salarios y para financiar a ONGs encargadas de conspirar contra el gobierno”.
Finalmente, Cáceres destacó que Bolivia “lo que quiere con Estados Unidos son relaciones, pero respetando la soberanía y la dignidad de los bolivianos”.

TeleSUR – Abi / sb – MC

março 10, 2008

Brasil dá mau exemplo e exporta "mordomias aéreas" para outros países. Não tem jeito, mesmo!!

Esta é a capa da ISTOÉ desta semana. Capaz de abalar a República…
Agora, proletas, vejam um problema rigidamente igualzinho, só que quem paga a conta é o cidadão americano. Antes que me esqueça, está em inglês – o que vocês constatariam por si próprios, sem a necessidade de eu tê-los avisado. Trata-se de uma agência federal ( pequena, diz o texto, com cerca de 300 funcionários ) estabelecida em 2004, com a missão de combater a pobreza global, promover o desenvolvimento sustentado, a boa governança, o investimento nas pessoas, todo esse blábláblá…
Watchdog finds highest rate of premium travel at small agency
Government Executive
06/ 03/ 08
The Millennium Challenge Corporation, a small federal agency, logged the highest rate of premium-class travel governmentwide between 2005 and 2006, according to a recent report from the Government Accountability Office.
Despite being limited to no more than 300 employees, the agency’s premium-class travel program was the sixth largest in dollars spent. Millennium Challenge’s mission is to reduce global poverty by promoting sustainable economic development necessitates a large amount of international travel, but its premium travel ranks high even among other agencies with international programs.

Between July 1, 2005, and Sept. 30, 2006, the agency spent about $6.2 million in airfare, approximately $4.8 million of which included at least one leg of premium travel. About 77 percent of the agency’s air travel was in a premium class, compared with the governmentwide premium average of 7 percent.
Employees booked premium-class tickets for 83 percent of flights to certain locations in Africa, the Middle East and Europe that lasted longer than 14 hours. The Agency for International Development used premium travel for 25 percent of flights and the State Department for 72 percent to the same location.
GAO found that flights of more than 14 hours were particularly susceptible to inappropriate premium-class booking. Before February 2006, Millennium Challenge used blanket authorizations to approve premium travel for flights exceeding 14 hours, but GAO noted that blanket authorizations violated the federal travel regulation.
“Premium-class flights are not something travelers are entitled to simply because certain conditions exist, and judicious approvals of premium class can reduce unnecessary expenses,” wrote Gregory Kutz, managing director of GAO forensic audits and special investigations, in the
management letter.
In February 2006, Millennium Challenge set a policy requiring authorization for travel on a trip-by-trip basis. But most of the flights GAO reviewed, even after the policy change, were not specifically authorized.
According to the federal travel regulation, premium travel authorization requires employees to report directly to work after flights longer than 14 hours without a rest period en route or upon arrival. GAO reported that a more stringent approval process for premium travel would prevent instances in which employees flew business class despite having a rest period during their trip or when they arrived.
In GAO’s audit of governmentwide travel practices, the watchdog agency found “that internal policy can contribute to an overall control environment that substantially restricts premium-class travel.” Kutz cited the Defense and Homeland Security departments as agencies that traveled premium class on only 3 percent of flights of more than 14 hours during the audit period, and he credited restrictions and scheduling policies with the relatively low spending on travel.
Millennium Challenge had several qualms with GAO’s assessment of its travel program. In responding to the report, agency officials criticized GAO for failing to mention policy changes already made to limit premium class travel. Kutz countered that GAO determined the changes to be “ineffective in addressing the MCC internal control weaknesses we found.”
The agency said despite “a number of factual errors … in the GAO draft management letter, MCC agrees with many of the reports conclusions.” Millennium Challenge specifically concurred with the need to justify and authorize each premium-class trip and the need to clarify agency policy to ensure premium class is used only when a rest stop is not feasible for business or medical reasons.


The Millennium Challenge Corporation (MCC) is a United States Government corporation designed to work with some of the poorest countries in the world. Established in January 2004, MCC is based on the principle that aid is most effective when it reinforces good governance, economic freedom and investments in people. MCC’s mission is to reduce global poverty through the promotion of sustainable economic growth.
Before a country can become eligible to receive assistance, MCC looks at their performance on independent and transparent policy
indicators. MCC selects eligible countries for Compact Assistance.
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Board of Directors
The MCC Board of Directors is composed of the Secretary of State, the Secretary of Treasury, the U.S. Trade Representative, the Administrator of USAID, the CEO of the MCC and four public members appointed by the President of the United States with the advice and consent of the U.S. Senate.
The Secretary of State is the Chair of the Board and the Secretary of Treasury is the Vice Chair.
E qual é a bronca?
Se consegui entender direito, outras agências, ou departamentos governamentais americanos não gastaram tanto em viagens de primeira classe para seus quadros. A pequena agência ( cujo papel é, relembremos, combater a pobreza nalguns países ), atualmente comandada por dona Condolezza, teve 83% das viagens feitas a certas localidades da África, Oriente Médio e Europa, na primeira classe. O Departamento de Estado – olha o grau de importância – quando dirigiu-se, a estes mesmos lugares, em 72% do total, na primeira classe.
Se é legítimo ou não, isso eu não sei e nem discuto. Mas não creio que vire capa da TIME ou da Newsweek e, se virar, não terá por intenção primeira, suprema e principal, derrubar o Bush. Acho eu, sei lá.
E olha que eu nem questionei o papel real dessa agência, tipo, um disfarce para espionar um país ou promover sabotagens para derrubar governos, acusações que pesam sobre a USAID, por exemplo.

fevereiro 29, 2008

Bolívia denuncia novamente espionagem americana no país. E financiamento de opositores por meio da USAID.

Filed under: América do Sul, Bolívia, espionagem, EUA, Evo Morales, Hugo Chávez, imperialismo, USAID — Humberto @ 3:36 pm
S.O.S: mão estadunidense na Bolívia
Escrito por Mario Hubert Garrido
Correio da Cidadania
27-Fev-2008

Em um complexo panorama político, no qual prefeitos opositores atentam contra a gestão do governo do presidente Evo Morales, as mais recentes evidências de espionagem da Embaixada estadunidense na Bolívia constituem mais do mesmo.
Durante décadas de ditadura militar e em pouco mais de 20 anos de democracia para os governos neoliberais de turno, as “andanças” pela Paz dos agentes de Washington eram operações de rotina.
Então, o modelo de desenvolvimento se impunha de forma aberta, sobre o setor minero e os hidrocarbonetos, onde os lucros iam parar no país do norte ou nas transnacionais, com ou sem o visto do Congresso.

Desde o dia 22 de janeiro de 2006, após Evo Morales assumir a presidência, primeiro mandatário de origem aimara, as coisas se tornaram mais difíceis e, apesar de o atual governo ter prometido manter relações com todos os países, incluindo Estados Unidos, os obstáculos começaram a surgir.
USAID no banco dos acusados
Em agosto de 2007, o ministro da presidência, Juan Ramón Quintana, apresentou a primeira denúncia pública contra a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), por desconhecer leis nacionais.
Quintana confirmou desvios milionários de fundos para patrocinar ações de pessoas e grupos adversos ao presidente Morales, através de Organizações Não Governamentais.
Segundo a autoridade, até essa data, 89 de 134 milhões de dólares provenientes da cooperação dos Estados Unidos financiaram setores opositores. A resposta da USAID foi o silêncio cúmplice e a exposição de argumentos nos quais, segundo pesquisas, ninguém acreditou.
Outras interrogações a serem esclarecidas pelos Estados Unidos em sua relação com Bolívia têm a ver com uma polêmica fotografia, onde o embaixador Philip Goldberg aparece na feira comercial de Santa Cruz junto a um mafioso colombiano. A imagem foi apresentada pelo presidente Morales na XVI Cúpula Ibero-americana, realizada no Chile, para recalcar as denúncias dos nexos dos EUA com delinqüentes e desafetos ao processo de mudanças.
Grupos irregulares
Por outra parte, o ministro de Governo, Alfredo Rada, denunciou a atividade de grupos irregulares de inteligência como a denominada Organização de Estudos Policiais (ODEP), que realizava espionagem e armou campanhas de desprestígio para desestabilizar a Bolívia.
Rada adiantou que apresentará um informe à Fiscalia sobre essa agrupação anteriormente conhecida como Comando de Operações Especiais (COPES), financiada pela embaixada de EUA em seu país.
Em declarações à Prensa Latina, assinalou que convocará o embaixador Goldberg para que explique o apoio a essa organização.
Após uma denúncia anônima sobre o seguimento a políticos e jornalistas, a autoridade revelou a existência de três grupos paralelos de Inteligência da Polícia Nacional.
Entre essas organizações, mencionou a ODEP ou COPES, o Grupo de Tarefa de Investigação de Delitos Especiais (GTIDE) e o Grupo de Segurança Antiterrorista, encarregado da segurança da embaixada estadunidense.
Rada pôs como exemplo os seguimentos que esses grupos fizeram à delegação do Irã que visitou o país em setembro de 2007 para negociar com o governo boliviano.
Entre outras novas tentativas de espionagem dos Estados Unidos na Bolívia, verificou-se, atualmente, o emprego de estudantes.
Alex Shaick, um bolsista beneficiário do programa de intercâmbio estudantil Fullbright, denunciou que a embaixada norte-americana pediu-lhe informação sobre trabalhadores venezuelanos e cubanos que trabalham na Bolívia.
Segundo Shaick, o diplomático Vincent Cooper solicitou-lhe espionar para o governo dos Estados Unidos.
Especialistas locais estimam que o embaixador Philip Goldberg, célebre por seu papel sedicioso em Kosovo, deverá explicar esta denúncia em uma reunião com o governo pelo suposto financiamento a grupos irregulares de inteligência.
Por sua parte, o Departamento de Estado norte-americano negou as acusações e alegou que tais solicitações contrariam suas normas.
No entanto, Schaick assegurou que, durante uma reunião sobre as medidas de segurança para sua permanência na Bolívia, Cooper pediu-lhe reportar à embaixada os nomes e a localização dos cooperantes venezuelanos ou cubanos que conhecesse.
A embaixada estadunidense admitiu em uma declaração escrita que algumas reuniões sobre segurança incluíram “informação incorreta”, o que prometeu solucionar de imediato.
Na Bolívia, há, atualmente, seis bolsistas do programa Fullbright, que são proibidos de fazer declarações à imprensa.
ATPDEA, TLC e “COCA ZERO”
O próprio chefe de Estado reconheceu os benefícios que o mercado estadunidense traz ao Estado boliviano, sobretudo na indústria manufatureira. Nesse campo, a prorrogação de preferências tarifárias, segundo a chamada Lei de Promoção Comercial Andina e Erradicação da Droga (ATPDEA, por suas siglas em inglês), permitia a entrada dos produtos e a geração de milhares de empregos na nação andina.
Segundo estatísticas oficiais, em 2006, o comércio boliviano com Estados Unidos gerou 356 milhões de dólares para a economia local. No entanto, a Casa Branca deu luz verde somente para o Peru e para a Colômbia sobre a ampliação desse benefício, que vence no próximo dia 28 de fevereiro de 2008. Trata-se das únicas duas nações cujos governos assinaram os Tratados de Livre Comércio, fórmula à qual, entre os países andinos, se opõem Bolívia e Equador.
A esse respeito, Evo Morales reiterou que Washington não deve discriminar a ninguém e que a política deve buscar um comércio justo, a tempo de remarcar que, nas relações com os Estados Unidos, primará a dignidade dos bolivianos.
Em 2007, o Executivo aprovou um orçamento para que os exportadores possam obter créditos que os ajudem a ingressar nesse mercado. Também o governo central negocia alternativas comerciais com a Comunidade Andina de Nações, com a China e com o Mercado Comum do Sul, após a eventual perda das preferências tarifárias com os Estados Unidos.
A política de erradicação da folha de coca, cultivo milenar, realiza-se em consenso com os camponeses, segundo Morales, independentemente das pressões da potência do norte.

Texto originalmente publicado em www.adital.com.br

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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