ENCALHE

setembro 27, 2007

Soldado americano acusa superior de mandá-lo matar iraquiano desarmado ( or: 09/11 is a joke )

Filed under: assassinatos de civis, EUA, Fraude, George W.Bush, Iraque, massacres, US Army, USA — Humberto @ 10:22 pm
Um soldado de Estados Unidos declarou na quinta-feira que ele teve ordens para atirar em um iraquiano desarmado e então o seu sargento, da Carolina Norte, riu e disse ao soldado terminar o serviço com o homem que se convulsionava no chão.
Sargento Evan Vela gritou durante o seu testemunho na corte marcial de Spc. Jorge G. Sandoval, de Laredo, o Texas. Sandoval está sendo julgado por matar iraquianos intencionalmente e tentar encobrir as mortes plantando armas na cena.
Vela disse que Sandoval, não esteve presente durante a matança de 11 de Maio perto de Iskandariyah, uma cidade de predominância sunita a 30 milhas ao sul de Bagda. Sandoval declarou-se inocente de 5 acusações, inclusive o assassinato em 27 de Abril de um segundo homem iraquiano não identificado e a colocação de um arame de detonação no seu corpo.
Promotores insistem que o caso de 11 de Maio implicou no assassinato de um iraquiano com uma pistola de 9 mm, colocação de um rifle AK-47 pelo seu corpo e negligência em assegurar o tratamento humano a um detento — a vítima. Vela disse que o sargento Michael Hensley de Candler, N.C., mandou-o disparar no homem não obstante este se encontrasse desarmado e tivesse as suas mãos levantadas quando ele aproximou-se dos soldados. ( N.do.blog: a tradução deve estar meia-boca, mas acho que tratou-se da execução de um homem que se rendera ).
“Ele perguntou-me se estava pronto. ( Eu ) Tinha a pistola sacada. Ouvi a ordem “atirar”. Não me lembro de puxar o gatilho. Levou um segundo paraeu me dar conta que o tiro veio da pistola em minha mão,” ele disse, chorando e balbuciando.
Vela disse que como o iraquiano convulsionava no chão, “Hensley caçoou dele, baleou-o na garganta e disse ‘atirar’ novamente.” .
“Depois que ele (o homem iraquiano) foi acertado, o sargento Hensley tirou um AK-47 da sua mochila e disse, ‘isto é o que diremos que aconteceu’ “, Vela disse. Ele foi retirado do banco de testemunhas para recompor-se.
Sandoval foi levado à corte por assassinato premeditado, “wrongfully placing weapons with the remains of the Iraqis” ( que eu não consegui traduzir decentemente ) e obstrução da justiça. Se condenado, pode pegar prisão perpétua.
Ambos, Vela – de Rigby, Idaho – e Hensley também são réus no caso.
Os três soldados são parte da “Headquarters and Headquarters Company”, 1º. Batalhão, 501º. Regimento de Infantaria, 4a Brigada Divisão de Infantaria ( Airborne ), 25ª., baseada no Forte Richardson, Alasca.
Vela foi trazido do Kuweit para testemunhar, protegido por um acordo que garante que suas palavras sejam usadas contra ele quando estiver diante de uma corte marcial.
Os promotores militares disseram que as matanças nas quais os três homens são acusados ocorreram entre Abril e Junho perto de Iskandariyah.
A investigação começou depois que as autoridades militares receberam, de colegas, relatórios de supostos malfeitos , disse o Exército. Sandoval foi detido em Junho durante uma licença de duas semanas em que visitava a sua família. O advogado de defesa de Vela, Gary Myers disse, no início desta semana que os franco-atiradores do Exército que caçam insurgentes no Iraque receberam ordens “para iscar” os seus alvos com materiais suspeitos, como cordas de detonação, e então matar aqueles que buscaram os objetos ( N.do B: não me perguntem , que eu também não entendi. O link para o original em inglês virá a seguir ). Ele disse que o seu cliente agia “sob ordens”.
O Washington Post, quem primeiro revelou o programa “de isca”, disse que isso foi inventado pelo Grupo de Guerra Assimétrico do Exército de Estados Unidos, o qual assessora comandantes em conflitos não-convencionais.
Meses após a introdução do programa “de isca”, Sandoval, Vela e Hensley foram acusados de assassinato por usar aquelas táticas intencionalmente para simular tiroteios ( e assim, legitimar as mortes ) , segundo o Correio.
O Exército recusou a confirmar que tal programa existiu.
A guerra do Iraque mostra oficiais dos Estados Unidos sofrerem processos por envolvimento em vários incidentes importantes, inclusive o abuso de detentos em Abu Ghraib, as matanças de 24 civis por Fuzileiros Navais em Haditha, o estupro e assassinato de uma menina de 14 anos e o assassínio da sua família ao sul de Bagdad. Os iraquianos acusaram soldados americanos de matanças desnecessárias ou abuso.
FayObserver.com
27/09/07
Em inglês

setembro 26, 2007

Criminosos lutam por perdão e muito dinheiro na Guerra do Iraque

Filed under: El País, EUA, George W.Bush, Iraque, mercenários, USA, Via Política — Humberto @ 12:35 am
Daniel Herrera Lussich*
VIA POLÍTICA
25/09/07
Todo mundo fala dos 160.000 militares norte-americanos enviados ao Iraque pelo governo de George W. Bush. Mas pouco ou nada se diz sobre os mercenários, os contratos privados e, ultimamente, os quadrilheiros que engrossam essas forças. Esses quadrilheiros são, em geral, centro-americanos que alcançaram a “isenção moral”, que deixa de lado ou apaga longos prontuários de criminalidade. Em troca de altos salários, são enviados a somar-se às forças em luta no Iraque, e têm quase garantida a “residência” norte-americana ao retornar da guerra. Hoje, no que se converteu em um frutífero negócio para as 67 empresas particulares que operam no Iraque, a indústria privada militar conta com mais de 180.000 homens. E aí vale tudo. Contratos são firmados com veteranos de guerra norte-americanos, iraquianos, e de todas as nacionalidades do mundo, que se acercam para arriscar a vida e obter altas remunerações. Os soldos são três, quatro e até dez vezes superiores comparados com o que ganha um marine que parte com seu uniforme de qualquer cidade dos Estados Unidos. Um veterano que esteve na “elite” americana, ou de outro exército, é contratado por essas companhias por cifras que vão desde os 150.000 dólares a 250.000 dólares anuais. Entre elas encontra-se a questionada “Halliburton” que, em um determinado momento, teve Dick Cheney em suas hierarquias, antes que chegasse à vice-presidência, com 50.000 pessoas contratadas na zona. Cobre, especialmente, grande parte ou todas as tarefas de infra-estrutura, logística e segurança. Como os quadrilheiros conseguem se incorporar ao exército dos Estados Unidos? Assombrosamente, a cada dia, incorporam-se às fileiras mais centro-americanos para ir à frente de batalha, entre eles a temida “Mara Salvatrucha 13”, de origem salvadorenha. Nos EUA, a organização é implacavelmente perseguida em 30 dos 50 estados da União, onde atuam no tráfico de drogas, como pistoleiros contratados pela máfia, e mesmo na luta frontal entre diferentes bandos. O crime, a violação e o roubo cobrem as capas dos processos dos quadrilheiros que purgam pena quando são detidos, logo deportados, e, pouco tempo depois, na clandestinidade, retornam para delinqüir em território estadounidense. Agora, segundo relatórios do FBI e do Comando de Investigação Criminal, alistam-se nas forças americanas e demoram muito pouco tempo para fazer notar sua presença. Depósitos e equipamentos blindados aparecem à noite com grafittis, pintados com figuras nada agradáveis e inscrições ameaçadoras. A investigadora Jennifer Simon, do FBI, acaba de apontar que “não é um segredo que os membros das quadrilhas estão dentro das Forças Armadas, incluídas as de ultramar”. Estima-se que 11% dos incorporados às fileiras pertencem aos bandos e obtiveram isenções morais para serem admitidos. As empresas privadas, que trabalham com seu próprio pessoal, em geral em interesses norte-americanos, encarregam-se das tarefas de cozinha, recuperação de edifícios, atendimento a feridos, vigilância de edifícios públicos, segurança de chefes militares e civis, e também se somam às frentes de luta contra os insurgentes iraquianos. Cabe sublinhar que o pagamento dessa indústria sai, em grande parte, dos impostos dos cidadãos dos EUA, outra dos carregamentos especiais que chegam ao Iraque sem obrigações claras e fixas. O mesmo ocorreria com as armas; grandes partidas são enviadas para apetrechar os aliados iraquianos ou mercenários, e poucos se animam a assegurar que sempre chegam às mãos “leais” e não terminem nas inimigas. O antigo general do exército, William Nash, foi categórico ao descrever os riscos: “Não temos controle de todas as armas da coalizão no Iraque, o que é perigoso para nosso país.” Outras altas fontes militares, como descreveu há poucos dias o diário Los Angeles Times, manifestam sua desconfiança com clareza: “Os contratados por empresas privadas operam fora de todo controle militar e nem sempre se mantêm na frente ou aceitam ordens em situação de perigo.” Entretanto, o subsecretário do Pentágono, Gari Motsek, discorda dessas versões: “Recorre-se aos contratados para reduzir gastos e permitir que as tropas se concentrem em outras tarefas.” Sem dúvida, um quadro de caos e incerteza. Há quase quatro mil soldados americanos mortos no Iraque e, embora não apareçam nas listas oficiais, deveriam ser agregados 1.200 contratados privados, de nacionalidade incerta.
* Daniel Herrera Lussich é correspondente permanente em Washington do jornal El País, de Montevidéu, Uruguai.
Traduzido em 20/09/2007. Publicado na edição impressa de El País em 7/09/2007, sob o título original de EE.UU. tiene 180 mil “soldados privados e pandilleros” en Irak
Tradução do espanhol para o português de Omar L. de Barros Filho, editor de ViaPolítica e membro de Tlaxcala, a rede de tradutores para a diversidade lingüística.

setembro 25, 2007

A eleição americana de 2004 também foi roubada??

Filed under: EUA, golpe de Estado, Greg Palast, Hora do Povo, John Kerry, USA — Humberto @ 11:59 pm
Estou meio por fora, mas esse assunto está ana pauta do jornalista americano-exilado Greg Palast e, que eu saiba, só o glorioso Hora do Povo deu uma notícia a respeito, sobre o estudante que levou teaser nos mamilos para aprender a ficar d bico fechado.
Eu vou tentar traduzir uns artigos de Greg Palast, e publico aqui depois, quando der.
E, sem sacanagem, faz dois meses que não leio jornal,então não sei se o imprensalation falou algo sobre essa história.

junho 27, 2007

Camisetas anti-guerra são banidas nos EUA ( em inglês )

Filed under: Bush, censura, Iraque, USA — Humberto @ 4:58 pm

What is the story of these shirts? _ HOUSE PASSES BOREN-BOUSTANY AMENDMENT TO PROTECT TROOPS FROM COMMERCIAL EXPLOITATION _

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