ENCALHE

maio 13, 2009

Pesquisador da UFRGS é premiado em Cuba

A Academia de Ciências de Cuba premiou o projeto de pesquisa “Cimentos de fosfato de cálcio para regeneração óssea” realizado pela UFRGS, Universidade de Havana e Universidade de Catalunha
O trabalho trata da utilização de cimentos ósseos de fosfato de cálcio (COFC) para substituir partes danificadas nos tecidos ósseos humanos de forma eficaz e pouco invasiva.
Luís Alberto dos Santos, coordenador do Laboratório de Biomateriais da Engenharia de Materiais está entre os pesquisadores participantes do projeto premiado. O prêmio da Academia de Ciências de Cuba tem entre seus objetivos os de prestigiar a investigação científica em Cuba e estreitar os vínculos entre cientistas, suas organizações, a sociedade e outros países.
(Informações da Assessoria de Comunicação da UFRGS)

Pesquisador da UFRGS é premiado em Cuba

A Academia de Ciências de Cuba premiou o projeto de pesquisa “Cimentos de fosfato de cálcio para regeneração óssea” realizado pela UFRGS, Universidade de Havana e Universidade de Catalunha
O trabalho trata da utilização de cimentos ósseos de fosfato de cálcio (COFC) para substituir partes danificadas nos tecidos ósseos humanos de forma eficaz e pouco invasiva.
Luís Alberto dos Santos, coordenador do Laboratório de Biomateriais da Engenharia de Materiais está entre os pesquisadores participantes do projeto premiado. O prêmio da Academia de Ciências de Cuba tem entre seus objetivos os de prestigiar a investigação científica em Cuba e estreitar os vínculos entre cientistas, suas organizações, a sociedade e outros países.
(Informações da Assessoria de Comunicação da UFRGS)

fevereiro 6, 2009

Vinte e dois novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia são anunciados por Ministério

Em meio à preocupação com o orçamento de 2009, MCT anuncia 22 novos Institutos Nacionais de C&T
Com aporte adicional de recursos, o Programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), instituído no final do ano passado, aprovou mais 22 projetos, totalizando 123 institutos. O investimento no programa é de R$ 581 milhões
Daniela Oliveira escreve para o “Jornal da Ciência”:
Os 22 novos INCTs estão distribuídos por todas as regiões do país. Os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram contemplados com um novo instituto cada; Rio de Janeiro terá mais quatro institutos e São Paulo ganhou outros nove.
Assim, serão nove INCTs na Região Norte; 18 no Nordeste; quatro no Centro-Oeste; 77 no Sudeste e 15 no Sul.
O anúncio dos novos institutos acontece no momento de preocupação com o orçamento destinado à C&T para 2009, o qual sofreu importante corte no Congresso – R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 800 milhões em contingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
O ministro da C&T, Sergio Rezende, tem anunciado que os grandes programas do ministério estão garantidos. Após conversas com o Ministério do Planejamento, o MCT espera a recomposição de pelo menos R$ 800 milhões do orçamento proposto pelo Executivo. Além disso, está sendo estudada uma reorganização do cronograma de ações da pasta programadas para esse ano, com possibilidade de utilização de parte dos recursos previstos para 2010.
Em entrevista ao JC, o presidente do CNPq disse que sua última conversa com o ministro Sergio Rezende foi tranquilizadora, no sentido de que não faltarão recursos para o Programa dos INCTs. “Estamos confiantes. Tenho certeza de que as diferentes áreas governamentais serão sensíveis à importância da C&T como fator de desenvolvimento do país. É o que numerosos países estão fazendo, porque perceberam que apostar na C&T é apostar no desenvolvimento econômico”, disse Zago.
Abrangência
Com o anúncio dos novos institutos, o Ministério da C&T totaliza 123 projetos apoiados nesse primeiro edital, lançado no ano passado. De acordo com o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, dois aspectos definiram a aprovação dos novos projetos: a adequação das propostas aos objetivos e requisitos do edital e os recursos adicionais para aplicação no programa, advindos principalmente do BNDES, que entrou com R$ 24 milhões, e da Petrobras, que investe R$ 21 milhões no programa.
O restante dos recursos virá das Fundações de Amparo à Pesquisa do Piauí e do Rio Grande do Norte, que passaram a apoiar o programa, e das FAPs que já participavam com recursos e que aumentaram sua contrapartida, como a fundações do Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. O Ministério da Educação também entrou com aporte adicional para o Instituto de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, sediado na Universidade de Brasília (UnB).
Zago explicou ainda que algumas propostas precisaram ser repensadas, por conta da superposição de objetivos. É o caso do Instituto de Estudos do Espaço, resultado da fusão de dois projetos apresentados por grupos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São Paulo, e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Com os recursos adicionais, o total de investimento no Programa dos INCTs é de cerca de R$ 580 milhões. O programa é financiado com recursos do MCT (por meio do CNPq e da Finep), das Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados do Amazonas, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e, agora, Piauí e Rio Grande do Norte, BNDES, Petrobras, Ministério da Saúde, MEC e Capes, que concederá bolsas aos institutos.
Áreas
As propostas submetidas ao edital dos INCTs tinham que se encaixar em duas categorias: demanda espontânea, para qualquer área ou tema, ou demanda induzida, com temas ou áreas relacionadas diretamente com os setores estratégicos do Plano de Ação em CT&I. Esta última categoria recebeu um número muito maior de propostas, com um resultado final mais positivo.
“Esse é um sinal muito bom de que a comunidade científica e tecnológica está pronta para responder aos desafios que são colocados pela sociedade, pelo governo federal e governos estaduais”, observou o ministro Sergio Rezende durante a apresentação dos primeiros resultados do programa, em novembro do ano passado.
Entre os 123 aprovados, a área da Saúde teve o maior número de projetos contemplados (39), seguida por Engenharias, Física e Matemática, com 14 institutos. As demais áreas do conhecimento ficaram com a seguinte distribuição: Biotecnologia e Nanotecnologia, 11 institutos; Ciências Sociais, 10; Agronegócio, nove; Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs), sete; Amazônia, sete; Biodiversidade e Meio Ambiente, sete; Energia, sete; Antártica e Mar, três; Nuclear, dois; e outras áreas, sete.
Os novos institutos, além de incrementar áreas que já haviam sido contempladas anteriormente, possibilitou a inclusão de outros setores mencionados pelo ministro Sergio Rezende, no lançamento do Programa, como de interesse nacional.
É o caso do Instituto de Óleo e Gás, sediado na Universidade do Estado do RJ (Uerj), e do Instituto de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semi-Árido, vinculado à Fundação Museu do Homem Americano (Fundham) e apoiado pela FAP do Piauí. A outra fundação iniciante no financiamento dos INCTs, a FAP do Rio Grande do Norte, aportou recursos para o Instituto Interface Cérebro-Máquina, coordenado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, com sede em Natal.
Competência
Ao anunciar os primeiros 101 institutos, o ministro Sergio Rezende apontou como grande diferencial do programa a garantia de recursos para projetos desenvolvidos pela alta competência científica do país. “O Brasil tem hoje uma comunidade científica e tecnológica grande, com mais de 70 mil pesquisadores com doutorado em todo o país. Muitos desses pesquisadores passaram boa parte dos últimos anos fazendo projetos, tentando obter recursos, sem saber se conseguiriam. Esses institutos dão a eles a tranquilidade para trabalhar”, apontou Rezende.
Marco Antonio Zago destacou a amplitude do programa quanto à participação dos diferentes âmbitos. “Podemos dizer que este é o primeiro programa com uma participação tão ampla, reunindo não só diferentes órgãos do governo federal como, principalmente, as fundações estaduais de amparo à pesquisa. Isso é o mais importante deste projeto”, observou.
Acompanhamento
O programa dos Institutos Nacionais de C&T é reconhecidamente inspirado nos Institutos do Milênio, criado em 2001 com o mesmo objetivo de investir em pontos considerados estratégicos da ciência brasileira. Para Sergio Rezende, uma importante diferença está no volume de recursos. “Nesse novo programa, cada instituto recebe cerca de três vezes mais recursos que nos Institutos do Milênio”, destaca.
O ministro atentou também para o número muito maior de institutos que o novo programa contempla: com os novos aprovados são 123, contra apenas 34 no antigo modelo. A distribuição geográfica também melhorou; serão, por exemplo, nove institutos na Amazônia e 18 no Nordeste. No antigo Programa dos Institutos do Milênio houve apenas um em cada uma dessas regiões.
Entre as metas do programa estão a mobilização e agregação de grupos de pesquisa de alta excelência em áreas de fronteira da ciência e setores estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país; o incentivo à formação de recursos humanos qualificados nas áreas prioritárias ao desenvolvimento nacional e regional; o estímulo ao desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta com transferência de tecnologia e articulação com os setores inovadores; e a contribuição para a melhoria do ensino de ciências e a divulgação científica para a sociedade.
Segundo o MCT, haverá uma avaliação e um acompanhamento permanente dos Institutos Nacionais, para que cumpram os objetivos firmados com o ministério. “Os convênios serão feitos de tal maneira que, se o instituto não apresentar resultados no primeiro ano, ele receberá um sinal de alerta. Eventualmente, o convênio poderá ser interrompido. Vamos cobrar resultados, uma vez que estamos aportando recursos significativos”, advertiu o ministro de C&T.
====================================================

Vinte e dois novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia são anunciados por Ministério

Em meio à preocupação com o orçamento de 2009, MCT anuncia 22 novos Institutos Nacionais de C&T
Com aporte adicional de recursos, o Programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), instituído no final do ano passado, aprovou mais 22 projetos, totalizando 123 institutos. O investimento no programa é de R$ 581 milhões
Daniela Oliveira escreve para o “Jornal da Ciência”:
Os 22 novos INCTs estão distribuídos por todas as regiões do país. Os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram contemplados com um novo instituto cada; Rio de Janeiro terá mais quatro institutos e São Paulo ganhou outros nove.
Assim, serão nove INCTs na Região Norte; 18 no Nordeste; quatro no Centro-Oeste; 77 no Sudeste e 15 no Sul.
O anúncio dos novos institutos acontece no momento de preocupação com o orçamento destinado à C&T para 2009, o qual sofreu importante corte no Congresso – R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 800 milhões em contingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
O ministro da C&T, Sergio Rezende, tem anunciado que os grandes programas do ministério estão garantidos. Após conversas com o Ministério do Planejamento, o MCT espera a recomposição de pelo menos R$ 800 milhões do orçamento proposto pelo Executivo. Além disso, está sendo estudada uma reorganização do cronograma de ações da pasta programadas para esse ano, com possibilidade de utilização de parte dos recursos previstos para 2010.
Em entrevista ao JC, o presidente do CNPq disse que sua última conversa com o ministro Sergio Rezende foi tranquilizadora, no sentido de que não faltarão recursos para o Programa dos INCTs. “Estamos confiantes. Tenho certeza de que as diferentes áreas governamentais serão sensíveis à importância da C&T como fator de desenvolvimento do país. É o que numerosos países estão fazendo, porque perceberam que apostar na C&T é apostar no desenvolvimento econômico”, disse Zago.
Abrangência
Com o anúncio dos novos institutos, o Ministério da C&T totaliza 123 projetos apoiados nesse primeiro edital, lançado no ano passado. De acordo com o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, dois aspectos definiram a aprovação dos novos projetos: a adequação das propostas aos objetivos e requisitos do edital e os recursos adicionais para aplicação no programa, advindos principalmente do BNDES, que entrou com R$ 24 milhões, e da Petrobras, que investe R$ 21 milhões no programa.
O restante dos recursos virá das Fundações de Amparo à Pesquisa do Piauí e do Rio Grande do Norte, que passaram a apoiar o programa, e das FAPs que já participavam com recursos e que aumentaram sua contrapartida, como a fundações do Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. O Ministério da Educação também entrou com aporte adicional para o Instituto de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, sediado na Universidade de Brasília (UnB).
Zago explicou ainda que algumas propostas precisaram ser repensadas, por conta da superposição de objetivos. É o caso do Instituto de Estudos do Espaço, resultado da fusão de dois projetos apresentados por grupos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São Paulo, e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Com os recursos adicionais, o total de investimento no Programa dos INCTs é de cerca de R$ 580 milhões. O programa é financiado com recursos do MCT (por meio do CNPq e da Finep), das Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados do Amazonas, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e, agora, Piauí e Rio Grande do Norte, BNDES, Petrobras, Ministério da Saúde, MEC e Capes, que concederá bolsas aos institutos.
Áreas
As propostas submetidas ao edital dos INCTs tinham que se encaixar em duas categorias: demanda espontânea, para qualquer área ou tema, ou demanda induzida, com temas ou áreas relacionadas diretamente com os setores estratégicos do Plano de Ação em CT&I. Esta última categoria recebeu um número muito maior de propostas, com um resultado final mais positivo.
“Esse é um sinal muito bom de que a comunidade científica e tecnológica está pronta para responder aos desafios que são colocados pela sociedade, pelo governo federal e governos estaduais”, observou o ministro Sergio Rezende durante a apresentação dos primeiros resultados do programa, em novembro do ano passado.
Entre os 123 aprovados, a área da Saúde teve o maior número de projetos contemplados (39), seguida por Engenharias, Física e Matemática, com 14 institutos. As demais áreas do conhecimento ficaram com a seguinte distribuição: Biotecnologia e Nanotecnologia, 11 institutos; Ciências Sociais, 10; Agronegócio, nove; Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs), sete; Amazônia, sete; Biodiversidade e Meio Ambiente, sete; Energia, sete; Antártica e Mar, três; Nuclear, dois; e outras áreas, sete.
Os novos institutos, além de incrementar áreas que já haviam sido contempladas anteriormente, possibilitou a inclusão de outros setores mencionados pelo ministro Sergio Rezende, no lançamento do Programa, como de interesse nacional.
É o caso do Instituto de Óleo e Gás, sediado na Universidade do Estado do RJ (Uerj), e do Instituto de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semi-Árido, vinculado à Fundação Museu do Homem Americano (Fundham) e apoiado pela FAP do Piauí. A outra fundação iniciante no financiamento dos INCTs, a FAP do Rio Grande do Norte, aportou recursos para o Instituto Interface Cérebro-Máquina, coordenado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, com sede em Natal.
Competência
Ao anunciar os primeiros 101 institutos, o ministro Sergio Rezende apontou como grande diferencial do programa a garantia de recursos para projetos desenvolvidos pela alta competência científica do país. “O Brasil tem hoje uma comunidade científica e tecnológica grande, com mais de 70 mil pesquisadores com doutorado em todo o país. Muitos desses pesquisadores passaram boa parte dos últimos anos fazendo projetos, tentando obter recursos, sem saber se conseguiriam. Esses institutos dão a eles a tranquilidade para trabalhar”, apontou Rezende.
Marco Antonio Zago destacou a amplitude do programa quanto à participação dos diferentes âmbitos. “Podemos dizer que este é o primeiro programa com uma participação tão ampla, reunindo não só diferentes órgãos do governo federal como, principalmente, as fundações estaduais de amparo à pesquisa. Isso é o mais importante deste projeto”, observou.
Acompanhamento
O programa dos Institutos Nacionais de C&T é reconhecidamente inspirado nos Institutos do Milênio, criado em 2001 com o mesmo objetivo de investir em pontos considerados estratégicos da ciência brasileira. Para Sergio Rezende, uma importante diferença está no volume de recursos. “Nesse novo programa, cada instituto recebe cerca de três vezes mais recursos que nos Institutos do Milênio”, destaca.
O ministro atentou também para o número muito maior de institutos que o novo programa contempla: com os novos aprovados são 123, contra apenas 34 no antigo modelo. A distribuição geográfica também melhorou; serão, por exemplo, nove institutos na Amazônia e 18 no Nordeste. No antigo Programa dos Institutos do Milênio houve apenas um em cada uma dessas regiões.
Entre as metas do programa estão a mobilização e agregação de grupos de pesquisa de alta excelência em áreas de fronteira da ciência e setores estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país; o incentivo à formação de recursos humanos qualificados nas áreas prioritárias ao desenvolvimento nacional e regional; o estímulo ao desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta com transferência de tecnologia e articulação com os setores inovadores; e a contribuição para a melhoria do ensino de ciências e a divulgação científica para a sociedade.
Segundo o MCT, haverá uma avaliação e um acompanhamento permanente dos Institutos Nacionais, para que cumpram os objetivos firmados com o ministério. “Os convênios serão feitos de tal maneira que, se o instituto não apresentar resultados no primeiro ano, ele receberá um sinal de alerta. Eventualmente, o convênio poderá ser interrompido. Vamos cobrar resultados, uma vez que estamos aportando recursos significativos”, advertiu o ministro de C&T.
====================================================

Vinte e dois novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia são anunciados por Ministério

Em meio à preocupação com o orçamento de 2009, MCT anuncia 22 novos Institutos Nacionais de C&T
Com aporte adicional de recursos, o Programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), instituído no final do ano passado, aprovou mais 22 projetos, totalizando 123 institutos. O investimento no programa é de R$ 581 milhões
Daniela Oliveira escreve para o “Jornal da Ciência”:
Os 22 novos INCTs estão distribuídos por todas as regiões do país. Os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram contemplados com um novo instituto cada; Rio de Janeiro terá mais quatro institutos e São Paulo ganhou outros nove.
Assim, serão nove INCTs na Região Norte; 18 no Nordeste; quatro no Centro-Oeste; 77 no Sudeste e 15 no Sul.
O anúncio dos novos institutos acontece no momento de preocupação com o orçamento destinado à C&T para 2009, o qual sofreu importante corte no Congresso – R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 800 milhões em contingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
O ministro da C&T, Sergio Rezende, tem anunciado que os grandes programas do ministério estão garantidos. Após conversas com o Ministério do Planejamento, o MCT espera a recomposição de pelo menos R$ 800 milhões do orçamento proposto pelo Executivo. Além disso, está sendo estudada uma reorganização do cronograma de ações da pasta programadas para esse ano, com possibilidade de utilização de parte dos recursos previstos para 2010.
Em entrevista ao JC, o presidente do CNPq disse que sua última conversa com o ministro Sergio Rezende foi tranquilizadora, no sentido de que não faltarão recursos para o Programa dos INCTs. “Estamos confiantes. Tenho certeza de que as diferentes áreas governamentais serão sensíveis à importância da C&T como fator de desenvolvimento do país. É o que numerosos países estão fazendo, porque perceberam que apostar na C&T é apostar no desenvolvimento econômico”, disse Zago.
Abrangência
Com o anúncio dos novos institutos, o Ministério da C&T totaliza 123 projetos apoiados nesse primeiro edital, lançado no ano passado. De acordo com o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, dois aspectos definiram a aprovação dos novos projetos: a adequação das propostas aos objetivos e requisitos do edital e os recursos adicionais para aplicação no programa, advindos principalmente do BNDES, que entrou com R$ 24 milhões, e da Petrobras, que investe R$ 21 milhões no programa.
O restante dos recursos virá das Fundações de Amparo à Pesquisa do Piauí e do Rio Grande do Norte, que passaram a apoiar o programa, e das FAPs que já participavam com recursos e que aumentaram sua contrapartida, como a fundações do Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. O Ministério da Educação também entrou com aporte adicional para o Instituto de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, sediado na Universidade de Brasília (UnB).
Zago explicou ainda que algumas propostas precisaram ser repensadas, por conta da superposição de objetivos. É o caso do Instituto de Estudos do Espaço, resultado da fusão de dois projetos apresentados por grupos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São Paulo, e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Com os recursos adicionais, o total de investimento no Programa dos INCTs é de cerca de R$ 580 milhões. O programa é financiado com recursos do MCT (por meio do CNPq e da Finep), das Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados do Amazonas, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e, agora, Piauí e Rio Grande do Norte, BNDES, Petrobras, Ministério da Saúde, MEC e Capes, que concederá bolsas aos institutos.
Áreas
As propostas submetidas ao edital dos INCTs tinham que se encaixar em duas categorias: demanda espontânea, para qualquer área ou tema, ou demanda induzida, com temas ou áreas relacionadas diretamente com os setores estratégicos do Plano de Ação em CT&I. Esta última categoria recebeu um número muito maior de propostas, com um resultado final mais positivo.
“Esse é um sinal muito bom de que a comunidade científica e tecnológica está pronta para responder aos desafios que são colocados pela sociedade, pelo governo federal e governos estaduais”, observou o ministro Sergio Rezende durante a apresentação dos primeiros resultados do programa, em novembro do ano passado.
Entre os 123 aprovados, a área da Saúde teve o maior número de projetos contemplados (39), seguida por Engenharias, Física e Matemática, com 14 institutos. As demais áreas do conhecimento ficaram com a seguinte distribuição: Biotecnologia e Nanotecnologia, 11 institutos; Ciências Sociais, 10; Agronegócio, nove; Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs), sete; Amazônia, sete; Biodiversidade e Meio Ambiente, sete; Energia, sete; Antártica e Mar, três; Nuclear, dois; e outras áreas, sete.
Os novos institutos, além de incrementar áreas que já haviam sido contempladas anteriormente, possibilitou a inclusão de outros setores mencionados pelo ministro Sergio Rezende, no lançamento do Programa, como de interesse nacional.
É o caso do Instituto de Óleo e Gás, sediado na Universidade do Estado do RJ (Uerj), e do Instituto de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semi-Árido, vinculado à Fundação Museu do Homem Americano (Fundham) e apoiado pela FAP do Piauí. A outra fundação iniciante no financiamento dos INCTs, a FAP do Rio Grande do Norte, aportou recursos para o Instituto Interface Cérebro-Máquina, coordenado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, com sede em Natal.
Competência
Ao anunciar os primeiros 101 institutos, o ministro Sergio Rezende apontou como grande diferencial do programa a garantia de recursos para projetos desenvolvidos pela alta competência científica do país. “O Brasil tem hoje uma comunidade científica e tecnológica grande, com mais de 70 mil pesquisadores com doutorado em todo o país. Muitos desses pesquisadores passaram boa parte dos últimos anos fazendo projetos, tentando obter recursos, sem saber se conseguiriam. Esses institutos dão a eles a tranquilidade para trabalhar”, apontou Rezende.
Marco Antonio Zago destacou a amplitude do programa quanto à participação dos diferentes âmbitos. “Podemos dizer que este é o primeiro programa com uma participação tão ampla, reunindo não só diferentes órgãos do governo federal como, principalmente, as fundações estaduais de amparo à pesquisa. Isso é o mais importante deste projeto”, observou.
Acompanhamento
O programa dos Institutos Nacionais de C&T é reconhecidamente inspirado nos Institutos do Milênio, criado em 2001 com o mesmo objetivo de investir em pontos considerados estratégicos da ciência brasileira. Para Sergio Rezende, uma importante diferença está no volume de recursos. “Nesse novo programa, cada instituto recebe cerca de três vezes mais recursos que nos Institutos do Milênio”, destaca.
O ministro atentou também para o número muito maior de institutos que o novo programa contempla: com os novos aprovados são 123, contra apenas 34 no antigo modelo. A distribuição geográfica também melhorou; serão, por exemplo, nove institutos na Amazônia e 18 no Nordeste. No antigo Programa dos Institutos do Milênio houve apenas um em cada uma dessas regiões.
Entre as metas do programa estão a mobilização e agregação de grupos de pesquisa de alta excelência em áreas de fronteira da ciência e setores estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país; o incentivo à formação de recursos humanos qualificados nas áreas prioritárias ao desenvolvimento nacional e regional; o estímulo ao desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta com transferência de tecnologia e articulação com os setores inovadores; e a contribuição para a melhoria do ensino de ciências e a divulgação científica para a sociedade.
Segundo o MCT, haverá uma avaliação e um acompanhamento permanente dos Institutos Nacionais, para que cumpram os objetivos firmados com o ministério. “Os convênios serão feitos de tal maneira que, se o instituto não apresentar resultados no primeiro ano, ele receberá um sinal de alerta. Eventualmente, o convênio poderá ser interrompido. Vamos cobrar resultados, uma vez que estamos aportando recursos significativos”, advertiu o ministro de C&T.
====================================================

Vinte e dois novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia são anunciados por Ministério

Em meio à preocupação com o orçamento de 2009, MCT anuncia 22 novos Institutos Nacionais de C&T
Com aporte adicional de recursos, o Programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), instituído no final do ano passado, aprovou mais 22 projetos, totalizando 123 institutos. O investimento no programa é de R$ 581 milhões
Daniela Oliveira escreve para o “Jornal da Ciência”:
Os 22 novos INCTs estão distribuídos por todas as regiões do país. Os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram contemplados com um novo instituto cada; Rio de Janeiro terá mais quatro institutos e São Paulo ganhou outros nove.
Assim, serão nove INCTs na Região Norte; 18 no Nordeste; quatro no Centro-Oeste; 77 no Sudeste e 15 no Sul.
O anúncio dos novos institutos acontece no momento de preocupação com o orçamento destinado à C&T para 2009, o qual sofreu importante corte no Congresso – R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 800 milhões em contingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
O ministro da C&T, Sergio Rezende, tem anunciado que os grandes programas do ministério estão garantidos. Após conversas com o Ministério do Planejamento, o MCT espera a recomposição de pelo menos R$ 800 milhões do orçamento proposto pelo Executivo. Além disso, está sendo estudada uma reorganização do cronograma de ações da pasta programadas para esse ano, com possibilidade de utilização de parte dos recursos previstos para 2010.
Em entrevista ao JC, o presidente do CNPq disse que sua última conversa com o ministro Sergio Rezende foi tranquilizadora, no sentido de que não faltarão recursos para o Programa dos INCTs. “Estamos confiantes. Tenho certeza de que as diferentes áreas governamentais serão sensíveis à importância da C&T como fator de desenvolvimento do país. É o que numerosos países estão fazendo, porque perceberam que apostar na C&T é apostar no desenvolvimento econômico”, disse Zago.
Abrangência
Com o anúncio dos novos institutos, o Ministério da C&T totaliza 123 projetos apoiados nesse primeiro edital, lançado no ano passado. De acordo com o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, dois aspectos definiram a aprovação dos novos projetos: a adequação das propostas aos objetivos e requisitos do edital e os recursos adicionais para aplicação no programa, advindos principalmente do BNDES, que entrou com R$ 24 milhões, e da Petrobras, que investe R$ 21 milhões no programa.
O restante dos recursos virá das Fundações de Amparo à Pesquisa do Piauí e do Rio Grande do Norte, que passaram a apoiar o programa, e das FAPs que já participavam com recursos e que aumentaram sua contrapartida, como a fundações do Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. O Ministério da Educação também entrou com aporte adicional para o Instituto de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, sediado na Universidade de Brasília (UnB).
Zago explicou ainda que algumas propostas precisaram ser repensadas, por conta da superposição de objetivos. É o caso do Instituto de Estudos do Espaço, resultado da fusão de dois projetos apresentados por grupos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São Paulo, e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Com os recursos adicionais, o total de investimento no Programa dos INCTs é de cerca de R$ 580 milhões. O programa é financiado com recursos do MCT (por meio do CNPq e da Finep), das Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados do Amazonas, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e, agora, Piauí e Rio Grande do Norte, BNDES, Petrobras, Ministério da Saúde, MEC e Capes, que concederá bolsas aos institutos.
Áreas
As propostas submetidas ao edital dos INCTs tinham que se encaixar em duas categorias: demanda espontânea, para qualquer área ou tema, ou demanda induzida, com temas ou áreas relacionadas diretamente com os setores estratégicos do Plano de Ação em CT&I. Esta última categoria recebeu um número muito maior de propostas, com um resultado final mais positivo.
“Esse é um sinal muito bom de que a comunidade científica e tecnológica está pronta para responder aos desafios que são colocados pela sociedade, pelo governo federal e governos estaduais”, observou o ministro Sergio Rezende durante a apresentação dos primeiros resultados do programa, em novembro do ano passado.
Entre os 123 aprovados, a área da Saúde teve o maior número de projetos contemplados (39), seguida por Engenharias, Física e Matemática, com 14 institutos. As demais áreas do conhecimento ficaram com a seguinte distribuição: Biotecnologia e Nanotecnologia, 11 institutos; Ciências Sociais, 10; Agronegócio, nove; Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs), sete; Amazônia, sete; Biodiversidade e Meio Ambiente, sete; Energia, sete; Antártica e Mar, três; Nuclear, dois; e outras áreas, sete.
Os novos institutos, além de incrementar áreas que já haviam sido contempladas anteriormente, possibilitou a inclusão de outros setores mencionados pelo ministro Sergio Rezende, no lançamento do Programa, como de interesse nacional.
É o caso do Instituto de Óleo e Gás, sediado na Universidade do Estado do RJ (Uerj), e do Instituto de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semi-Árido, vinculado à Fundação Museu do Homem Americano (Fundham) e apoiado pela FAP do Piauí. A outra fundação iniciante no financiamento dos INCTs, a FAP do Rio Grande do Norte, aportou recursos para o Instituto Interface Cérebro-Máquina, coordenado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, com sede em Natal.
Competência
Ao anunciar os primeiros 101 institutos, o ministro Sergio Rezende apontou como grande diferencial do programa a garantia de recursos para projetos desenvolvidos pela alta competência científica do país. “O Brasil tem hoje uma comunidade científica e tecnológica grande, com mais de 70 mil pesquisadores com doutorado em todo o país. Muitos desses pesquisadores passaram boa parte dos últimos anos fazendo projetos, tentando obter recursos, sem saber se conseguiriam. Esses institutos dão a eles a tranquilidade para trabalhar”, apontou Rezende.
Marco Antonio Zago destacou a amplitude do programa quanto à participação dos diferentes âmbitos. “Podemos dizer que este é o primeiro programa com uma participação tão ampla, reunindo não só diferentes órgãos do governo federal como, principalmente, as fundações estaduais de amparo à pesquisa. Isso é o mais importante deste projeto”, observou.
Acompanhamento
O programa dos Institutos Nacionais de C&T é reconhecidamente inspirado nos Institutos do Milênio, criado em 2001 com o mesmo objetivo de investir em pontos considerados estratégicos da ciência brasileira. Para Sergio Rezende, uma importante diferença está no volume de recursos. “Nesse novo programa, cada instituto recebe cerca de três vezes mais recursos que nos Institutos do Milênio”, destaca.
O ministro atentou também para o número muito maior de institutos que o novo programa contempla: com os novos aprovados são 123, contra apenas 34 no antigo modelo. A distribuição geográfica também melhorou; serão, por exemplo, nove institutos na Amazônia e 18 no Nordeste. No antigo Programa dos Institutos do Milênio houve apenas um em cada uma dessas regiões.
Entre as metas do programa estão a mobilização e agregação de grupos de pesquisa de alta excelência em áreas de fronteira da ciência e setores estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país; o incentivo à formação de recursos humanos qualificados nas áreas prioritárias ao desenvolvimento nacional e regional; o estímulo ao desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta com transferência de tecnologia e articulação com os setores inovadores; e a contribuição para a melhoria do ensino de ciências e a divulgação científica para a sociedade.
Segundo o MCT, haverá uma avaliação e um acompanhamento permanente dos Institutos Nacionais, para que cumpram os objetivos firmados com o ministério. “Os convênios serão feitos de tal maneira que, se o instituto não apresentar resultados no primeiro ano, ele receberá um sinal de alerta. Eventualmente, o convênio poderá ser interrompido. Vamos cobrar resultados, uma vez que estamos aportando recursos significativos”, advertiu o ministro de C&T.
====================================================

Vinte e dois novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia são anunciados por Ministério

Em meio à preocupação com o orçamento de 2009, MCT anuncia 22 novos Institutos Nacionais de C&T
Com aporte adicional de recursos, o Programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), instituído no final do ano passado, aprovou mais 22 projetos, totalizando 123 institutos. O investimento no programa é de R$ 581 milhões
Daniela Oliveira escreve para o “Jornal da Ciência”:
Os 22 novos INCTs estão distribuídos por todas as regiões do país. Os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram contemplados com um novo instituto cada; Rio de Janeiro terá mais quatro institutos e São Paulo ganhou outros nove.
Assim, serão nove INCTs na Região Norte; 18 no Nordeste; quatro no Centro-Oeste; 77 no Sudeste e 15 no Sul.
O anúncio dos novos institutos acontece no momento de preocupação com o orçamento destinado à C&T para 2009, o qual sofreu importante corte no Congresso – R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 800 milhões em contingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
O ministro da C&T, Sergio Rezende, tem anunciado que os grandes programas do ministério estão garantidos. Após conversas com o Ministério do Planejamento, o MCT espera a recomposição de pelo menos R$ 800 milhões do orçamento proposto pelo Executivo. Além disso, está sendo estudada uma reorganização do cronograma de ações da pasta programadas para esse ano, com possibilidade de utilização de parte dos recursos previstos para 2010.
Em entrevista ao JC, o presidente do CNPq disse que sua última conversa com o ministro Sergio Rezende foi tranquilizadora, no sentido de que não faltarão recursos para o Programa dos INCTs. “Estamos confiantes. Tenho certeza de que as diferentes áreas governamentais serão sensíveis à importância da C&T como fator de desenvolvimento do país. É o que numerosos países estão fazendo, porque perceberam que apostar na C&T é apostar no desenvolvimento econômico”, disse Zago.
Abrangência
Com o anúncio dos novos institutos, o Ministério da C&T totaliza 123 projetos apoiados nesse primeiro edital, lançado no ano passado. De acordo com o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, dois aspectos definiram a aprovação dos novos projetos: a adequação das propostas aos objetivos e requisitos do edital e os recursos adicionais para aplicação no programa, advindos principalmente do BNDES, que entrou com R$ 24 milhões, e da Petrobras, que investe R$ 21 milhões no programa.
O restante dos recursos virá das Fundações de Amparo à Pesquisa do Piauí e do Rio Grande do Norte, que passaram a apoiar o programa, e das FAPs que já participavam com recursos e que aumentaram sua contrapartida, como a fundações do Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. O Ministério da Educação também entrou com aporte adicional para o Instituto de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, sediado na Universidade de Brasília (UnB).
Zago explicou ainda que algumas propostas precisaram ser repensadas, por conta da superposição de objetivos. É o caso do Instituto de Estudos do Espaço, resultado da fusão de dois projetos apresentados por grupos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São Paulo, e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Com os recursos adicionais, o total de investimento no Programa dos INCTs é de cerca de R$ 580 milhões. O programa é financiado com recursos do MCT (por meio do CNPq e da Finep), das Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados do Amazonas, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e, agora, Piauí e Rio Grande do Norte, BNDES, Petrobras, Ministério da Saúde, MEC e Capes, que concederá bolsas aos institutos.
Áreas
As propostas submetidas ao edital dos INCTs tinham que se encaixar em duas categorias: demanda espontânea, para qualquer área ou tema, ou demanda induzida, com temas ou áreas relacionadas diretamente com os setores estratégicos do Plano de Ação em CT&I. Esta última categoria recebeu um número muito maior de propostas, com um resultado final mais positivo.
“Esse é um sinal muito bom de que a comunidade científica e tecnológica está pronta para responder aos desafios que são colocados pela sociedade, pelo governo federal e governos estaduais”, observou o ministro Sergio Rezende durante a apresentação dos primeiros resultados do programa, em novembro do ano passado.
Entre os 123 aprovados, a área da Saúde teve o maior número de projetos contemplados (39), seguida por Engenharias, Física e Matemática, com 14 institutos. As demais áreas do conhecimento ficaram com a seguinte distribuição: Biotecnologia e Nanotecnologia, 11 institutos; Ciências Sociais, 10; Agronegócio, nove; Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs), sete; Amazônia, sete; Biodiversidade e Meio Ambiente, sete; Energia, sete; Antártica e Mar, três; Nuclear, dois; e outras áreas, sete.
Os novos institutos, além de incrementar áreas que já haviam sido contempladas anteriormente, possibilitou a inclusão de outros setores mencionados pelo ministro Sergio Rezende, no lançamento do Programa, como de interesse nacional.
É o caso do Instituto de Óleo e Gás, sediado na Universidade do Estado do RJ (Uerj), e do Instituto de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semi-Árido, vinculado à Fundação Museu do Homem Americano (Fundham) e apoiado pela FAP do Piauí. A outra fundação iniciante no financiamento dos INCTs, a FAP do Rio Grande do Norte, aportou recursos para o Instituto Interface Cérebro-Máquina, coordenado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, com sede em Natal.
Competência
Ao anunciar os primeiros 101 institutos, o ministro Sergio Rezende apontou como grande diferencial do programa a garantia de recursos para projetos desenvolvidos pela alta competência científica do país. “O Brasil tem hoje uma comunidade científica e tecnológica grande, com mais de 70 mil pesquisadores com doutorado em todo o país. Muitos desses pesquisadores passaram boa parte dos últimos anos fazendo projetos, tentando obter recursos, sem saber se conseguiriam. Esses institutos dão a eles a tranquilidade para trabalhar”, apontou Rezende.
Marco Antonio Zago destacou a amplitude do programa quanto à participação dos diferentes âmbitos. “Podemos dizer que este é o primeiro programa com uma participação tão ampla, reunindo não só diferentes órgãos do governo federal como, principalmente, as fundações estaduais de amparo à pesquisa. Isso é o mais importante deste projeto”, observou.
Acompanhamento
O programa dos Institutos Nacionais de C&T é reconhecidamente inspirado nos Institutos do Milênio, criado em 2001 com o mesmo objetivo de investir em pontos considerados estratégicos da ciência brasileira. Para Sergio Rezende, uma importante diferença está no volume de recursos. “Nesse novo programa, cada instituto recebe cerca de três vezes mais recursos que nos Institutos do Milênio”, destaca.
O ministro atentou também para o número muito maior de institutos que o novo programa contempla: com os novos aprovados são 123, contra apenas 34 no antigo modelo. A distribuição geográfica também melhorou; serão, por exemplo, nove institutos na Amazônia e 18 no Nordeste. No antigo Programa dos Institutos do Milênio houve apenas um em cada uma dessas regiões.
Entre as metas do programa estão a mobilização e agregação de grupos de pesquisa de alta excelência em áreas de fronteira da ciência e setores estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país; o incentivo à formação de recursos humanos qualificados nas áreas prioritárias ao desenvolvimento nacional e regional; o estímulo ao desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta com transferência de tecnologia e articulação com os setores inovadores; e a contribuição para a melhoria do ensino de ciências e a divulgação científica para a sociedade.
Segundo o MCT, haverá uma avaliação e um acompanhamento permanente dos Institutos Nacionais, para que cumpram os objetivos firmados com o ministério. “Os convênios serão feitos de tal maneira que, se o instituto não apresentar resultados no primeiro ano, ele receberá um sinal de alerta. Eventualmente, o convênio poderá ser interrompido. Vamos cobrar resultados, uma vez que estamos aportando recursos significativos”, advertiu o ministro de C&T.
====================================================

agosto 19, 2008

Educação de qualidade: no Reino Unido, universidades estão mais envolvidas em pesquisas militares; e Iraque enviará bolsistas aos EUA, RU e Austrália

Vocação militar

Pesquisa FAPESP
Edição Impressa 149 – Julho 2008

Pesquisa na área de defesa envolve universidades
Universidades do Reino Unido estão mais envolvidas em pesquisas com finalidades militares do que se estimava oficialmente, de acordo com reportagem da revista Nature. A entidade Scientists for Global Responsibility (SGR), que prega a redução de gastos militares no país, publicou um estudo mostrando que, de 13 universidades pesquisadas, 12 receberam em média US$ 4,7 milhões cada uma para se engajar em pesquisa militar e de defesa entre 2005 e 2006. Algumas instituições chegaram a receber quase US$ 10 milhões. Os números contrastam com as estimativas anteriores da SGR, feitas a partir de informações oficiais, segundo as quais cada universidade britânica recebeu em média US$ 800 mil para pesquisas na área de defesa em 2004. Em vários casos, o dinheiro vem de fontes governamentais e comerciais. Corporações da área de defesa sediadas no Reino Unido, como a BAE Systems, a Rolls Royce e a QinetiQ, além da norte-americana Lockheed Martin, foram os principais financiadores das instituições acadêmicas.
Renascer das cinzas

O “Iraque” [ aspas do blog ] planeja investir US$ 1 bilhão em educação superior para resgatar e ampliar a capacidade científica do país, destruída pela guerra civil. A Iniciativa pela Educação no Iraque, prevista para ser implantada de 2009 a 2013, foi anunciada por Zuhair A. G. Humadi, conselheiro do vice-presidente iraquiano Adil Abdul Mahdi. O programa será financiado com dividendos do comércio de petróleo [ OBS: "Já vi esse filme..." ] e prevê, entre outras medidas, a reconstrução da infra-estrutura universitária. Mas o ponto forte é o envio ao exterior de 10 mil estudantes para fazer cursos de graduação e pós-graduação em universidades da Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Para prevenir a fuga de cérebros, os jovens se comprometerão a retornar ao país no final do curso ou terão de devolver o investimento feito pelo governo. Fawzi Al Naima, ex-reitor do Colégio de Engenharia da Universidade Nahrain em Bagdá, elogiou o plano. “É urgente reabilitar as universidades e construir novas”, disse à agência de notícias SciDev.Net. Al Naima, que hoje trabalha na Universidade de Engenharia e Tecnologia Taxila, no Paquistão, diz que a iniciativa deveria incentivar o regresso de professores que, como ele, foram forçados a deixar o país.

EUA encabeçam contingente de 180 mil soldados de 20 países no Iraque ( trecho )
UOL Notícias
” (…) Hoje, os países que contribuem de forma mais significativa com os esforço bélico americano são Reino Unido, Austrália, Coréia do Sul, Polônia, Geórgia, Romênia e El Salvador (…)”.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.