junho 5, 2008
Fim da Censura: Justiça Federal extingue ação contra Requião
fevereiro 22, 2008
"Censurada" pela Universal, Folha – e o imprensalão, hipócrita e golpista em geral – não fala um "A" em favor de Requião, amordaçado por juiz-censor!!
fevereiro 20, 2008
Também vítima de censura, Roberto Requião não recebe manifestações de apoio por parte do imprensalão, que fica confraternizando entre si.
janeiro 25, 2008
Censura a Requião está dando o que falar!! Governador vai recorrer a tribunais internacionais.
Blog Boca Maldita
Íntegra do pronunciamento do presidente da Cohapar, Rafael Greca, contra a censura
Hoje pela manhã lia o poeta Ferreira Gullar, num trecho onde ele diz que ‘a escuridão é o estado primitivo do mundo, antes da luz havia a noite’. Depois lia o poeta Dante Alighieri que dizia que ‘a escuridão é o silêncio da luz’. E ao mesmo tempo minha Margarita lembrava que Deus criou o mundo pela palavra, a palavra criadora, o logos, a palavra que muda o mundo, a palavra que ensina, que fala antes, que constrói, que funda, que avança. A palavra essencial. Essa palavra que exercem as pessoas dotadas da missão de fazer o futuro. Leia na íntegra em Reportagens. Censura a Requião fere declaração universal dos direitos humanos, afirma reitor da UFPR.
O reitor da UFPR (Universidade Federal da Paraná), Carlos Moreira Júnior, disse nesta quinta-feira (24) que censura imposta ao governador Roberto Requião pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior fere a declaração universal dos direitos humanos. “Eu acho que temos mais do que nunca garantir que a liberdade de expressão esteja presente até por que ela faz parte declaração universal dos direitos humanos”, disse Moreira. Leia na íntegra em Reportagens.
Manifestação da Amunorpi contra a censura prévia no Paraná
“É uma afronta, falarmos em censura no Brasil em 2008. Pensávamos que isso fosse coisa do passado, da época da “Ditadura Militar”. Ninguém pode limitar o direito de qualquer cidadão a expressar sua opinião. A censura não vai, nem pode, prosperar. O direito a opinião está na Constituição Federal. A censura não cabe num País democrático, como acreditamos que seja este em que vivemos. A Escola de Governo é uma importante ferramenta de divulgação das ações do governo. Estamos vendo uma afronta à democracia, à liberdade de imprensa. A Escola de Governo é muito importante e deve ter continuidade. A democracia deve prevalecer, a ditadura acabou há algum tempo. Do mesmo modo que defendemos a liberdade de imprensa, defendemos a liberdade de um governador eleito de um Estado falar o que pensa num meio de comunicação oficial e de grande responsabilidade”. A Amunorpi – Associação dos Municípios do Norte Pioneiro se soma às inúmeras manifestações de repúdio a censura e ao apoio irrestrito ao Governador Roberto Requião.
Íntegra do pronunciamento do presidente do PV, Mello Viana, no ato de protesto contra a censura.
Meu caro Milton Alves (presidente do PCdoB) e os presidentes dos partidos que estão. Quero dizer ao Waldyr (Pugliesi, presidente do PMDB) que depois dessas palavras dele fica difícil fazer um discurso em defesa da liberdade. Eu me inspirei muito em você, Waldyr, na década de 70, onde eu militava jovem ainda no PMDB, antes da existência do partido que eu ajudei a fundar, e eu milito até hoje. Leia na integra em
ÍTALA NANDI DISCUTE CENSURA A REQUIÃO
Uma decisão do juiz do Tribunal Regional da 4ª Região, em Porto Alegre, Lippman Júnior, proíbe o Governador do Paraná, Roberto Requião, de usar a TV e a Rádio Educativa do Estado. O juiz obrigou também que a TV Educativa veiculasse, de 15 em 15 minutos, uma nota da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). Leia na íntegra em Reportagens.
PT apóia liberdade de expressão de Requião
A presidente do PT do Paraná, Gleisi Hoffmann, reiterou nesta quinta-feira (24) o apoio “a manifestação, à liberdade de manifestação do governador Roberto Requião”. “Nós lutamos por este princípio há muito tempo. Lutamos contra a ditadura. Muitos dos nossos companheiros morreram pela liberdade. Não podemos chegar num estado de direito, num regime democrático e permitir que alguém não possa expressar sua opinião, faz parte da democracia”, disse Gleisi, que assinou nesta quarta-feira (23) o manifesto contra a censura no estado e participou do ato de desagravo ao governador Roberto Requião. Leia na íntegra em Reportagens.
Íntegra do pronunciamento do presidente do PCdoB, Milton Alves, no ato em protesto contra a censura.
Como o Waldyr Pugliesi falou. Este é um ato do PMDB com seus partidos aliados desta jornada democrática. Estes partidos sempre tiveram ao lado, sempre estiveram lutando contra a ditadura, arbitrariedade, desmandos de diversos governos. Leia na integra em Reportagens.
Íntegra do pronunciamento do deputado estadual Waldyr Pugliesi, no ato em protesto contra a censura.
Companheiros: sou do MDB e do PMDB. Durante décadas construímos um partido para que ele, no seu trabalho, colocasse fim a ditadura que estava instalada neste país. Durante anos e anos, nós empenhamos a coragem cívica e moral do povo brasileiro através da nossa organização partidária para que pudéssemos ter um país livre, com as liberdades democráticas a disposição de toda a nossa população. Leia na íntegra em Reportagens.
Íntegra do pronunciamento do deputado Luiz Claudio Romanelli no ato contra a censura no Paraná.
Bom dia a todas e a todos. Eu quero saudar e manifestar com muita alegria e contentamento a presença da Gleisi Hoffmann, presidente do PT; do Milton Alves, presidente do PCdoB; do Mello Viana, presidente do PV e de Fábio Aguaio, presidente do PTC; e de tantos companheiros do movimento sindical e do movimento social, em especial, ao seu Jairo Graminho, é um exemplo e maior militante do movimento social que temos no Paraná…. Leia em
PMDB divulga manifesto contra a censura
Por Paulo Henrique Amorim
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.. O governador do Paraná, Roberto Requião, deu duas entrevistas ao Conversa Afiada sobre a batalha que trava contra a censura que, na opinião dele, o Judiciário lhe impôs. Leia em Reportagens a íntegra
Não à censura Requião
Esta é a terceira vez já, que me manifesto neste blog, em apoio ao governador do Paraná, Roberto Requião, vítima de censura prévia na TV em seu Estado. Desta vez, em minha solidariedade, tenho a companhia da ABI – Associação Brasileira de Imprensa – que, através de seu presidente, jornalista Maurício Azêdo, adverte não haver dúvidas de que a medida imposta ao governador é “inconstitucional.” – comentário do blog do Zé Dirceu. Leia sua íntegra em
O PMDB, partidos aliados e organizações sociais realizam diversas manifestações contra a censura ao governador Roberto Requião. Nesta sexta-feira (25), às 19h, militantes se reúnem no ferry-boat, em Guaratuba, para divulgar o manifesto das entidades a favor da liberdade de expressão.
O ato está sendo organizado pela Juventude do PMDB de Curitiba, Matinhos e Guaratuba. “A população precisa saber que esta decisão da justiça não atinge apenas o governador, mas toda a sociedade no seu direito à informação”, comenta o presidente da JPMDB de Curitiba Rafael Xavier. “Mesmo com censura, vamos ocupar todos os espaços alternativos para mostrar nossas posições”, afirma o dirigente.
O presidente do Diretório Municipal de Matinhos, José Maria Correia, lembra que os jovens de hoje não viveram o período da censura governamental durante a ditadura mas “têm plena consciência de que a liberdade é um bem imprescindível”.
Para o presidente do PMDB de Guaratuba, José Ananias dos Santos, “é inaceitável a volta da censura prévia que tentam impor no Paraná”.
O presidente do Diretório do PMDB de Paranaguá, deputado Mário Roque, e o vereador Arnaldo Maranhão, também estão divulgando o manifesto pela liberdade de expressão e têm recebido apoio de diversos políticos e entidades locais.
Os atos contra a censura ocorrem em todo Estado. Em Maringá, o presidente municipal Umberto Crispim está coletando assinaturas no manifesto e fará uma reunião do partido neste sábado (26) pela manhã para definir o encaminhamento da questão na cidade.
Requião — Estou censurado da forma mais absoluta e completa por iniciativa do Ministério Público Federal. Um juiz federal (
A diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep) enviou nesta quinta-feira (24) carta de apoio ao governador Roberto Requião, impedido por decisão do desembargador federal Edgar Lippmann Júnior de manifestar suas opiniões na programação da Paraná Educativa.Para a Fetaep, a Escola de Governo, cuja veiculação foi proibida por Lippmann, discute temas de interesse público, como a campanha de formalização de trabalhadores e o debate sobre a Emenda Três. Por isso, diz a nota, a Fetaep presta “apoio incondicional e repudia qualquer ataque ou mordaça” que retire “a liberdade dos cidadãos ao direito à expressão.”
Este é ato é muito maior do que uma reunião do PMDB, porque a causa é muito maior do que a causa que se limita a um partido político. Igualdade, fraternidade, liberdade. O reitor da UFPR, Carlos Moreira falou dos princípios da Revolução Francesa, que influenciaram a constituição americana e a constituição brasileira. O nosso manifesto não é para fazer nenhuma crítica direta ao promotor, ao judiciário. Pelo contrário, é para gerar harmonia entre os três poderes, é para promover a liberdade de expressão.
Meu pai era um homem de comunicação e dedicou a vida à televisão RPC, Rede Globo e sempre defendeu a ética dentro do jornalismo e da justiça. E nunca se expressou políticamente dentro daquele veículo de comunicação. Era cunhado do então candidato a governador, do então governador, do então senador e podia se expressar fora do canal de televisão, mas quando chegava em frente à sede tirava o adesivo do carro e interagia com os companheiros de trabalho como se não tivesse nenhum parentesco com nenhum político.
Falei da constituição americana e hoje entrei no site do governo americano que fala dos princípios da constituição e da liberdade de expressão e achei um parágrafo interessante: ‘nas democracias o governo é responsável pelos seus atos’. Os cidadãos esperam, portanto, serem informados sobre as decisões que os governos tomam em seu nome.
A imprensa facilita o direito de saber, agindo como supervisor do governo, ajudando os cidadãos a responsabilizar o governo e questionando às suas políticas. Os governos democráticos garantem acesso dos jornalistas a reuniões públicas e a documentos públicos, não colocam restrições prévias sobre aquilo que os jornalistas podem dizer ou escrever.
Pois se existe uma tevê pública, educativa que serve para educar e também expressar a sua opinião, o conteúdo da sua ideologia em relação às políticas públicas que estão sendo implantadas pelo governador eleito por todos os paranaenses já por três vezes.
Tenho certeza que seria implantada também neste país, que defende esta liberdade de prestação, que nada mais é que uma prestação de contas de quem é o governador e de suas políticas públicas. Mas na verdade quando parte um canal de uma rede privada, começa a ser censura.
Nós não concordamos com isto e por isto, junto com estes partidos que aqui estão, queremos levar este manifesto para todo o estado. Vejo aqui o vereador Lara, de Quatro Barras, que já iniciou um trabalho com os vereadores da região metropolitana, alguns prefeitos que estão aqui, o prefeito de Campo Magro, outros prefeitos e precisamos da ajuda de vocês. Como o Ênio Verri (secretário estadual de Planejamento) mesmo disse, é um momento de reflexão e quando cada pessoa pegar aqui este manifesto e ler este manifesto, vai ser um momento de livre expressão. Obrigado a todos!
janeiro 24, 2008
POVO ESTÁ DO LADO DE REQUIÃO, DIZ ROMANELLI
O líder do Governo na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), voltou a defender nesta quarta-feira (23) a liberdade de expressão do governador do Paraná, Roberto Requião, censurada por decisão do desembargador Edgar Lipmann Júnior. “É, na verdade, um atentado à democracia brasileira e ao estado democrático de direito. São conquistas de toda sociedade e que teve no Paraná a participação emblemática de Requião”, disse Romanelli.
“O Brasil já viveu períodos de restrição à liberdade de expressão. Foram anos em que as pessoas estavam impedidas de manifestar suas idéias, de criticar, de debater, discutir. Requião lutou pelo restabelecimento da democracia e hoje, na sua forma peculiar e de conhecimento de todos os paranaenses, promove um amplo debate sobre modelos de governos, projetos, programas e propostas para o bem comum. Isso se dá na Escola de Governo e na Paraná Educativa”, completou.
Romanelli destaca ainda que a Constituição estabelece que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. A Constituição – aponta o deputado – repudia de forma contundente qualquer decisão que ameace a liberdade de expressão, repelindo ainda toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. “Em síntese, a decisão do juiz fere sobremaneira a Constituição e atenta contra a democracia brasileira”.
A decisão do juiz, segundo Romanelli, traz na memória os 30 anos do Ato Institucional 5 que suspendeu garantias constitucionais, fechou o Congresso Nacional, censurou os veículos de comunicação, confiscou bens, suspendeu o habeas corpus e cassou políticos eleitos pela vontade popular. “Qualquer brasileiro com mais de 30 anos lembra muito bem desse período marcado pelo cerceamento das liberdades individuais e pela censura”.
“Não podemos admitir uma decisão como essa. Nenhuma democracia forte se faz sem que haja garantia de liberdade de expressão. Além de ser um desafio histórico, é uma conquista a ser permanentemente defendida e preservada”, completa.
O deputado destaca que Requião comanda o Paraná de forma paradigmática, exemplar, num enfrentamento histórico aos conceitos neoliberais. “Requião é um forte, faz sua luta de forma franca, aberta, sem medir palavras. É por isso que o povo do Paraná o elegeu por três vezes no governo e está ao seu lado neste momento”, disse Romanelli.
“Durante décadas construímos um partido para que ele, no seu trabalho, colocasse fim a ditadura que estava instalada neste país. Durante anos e anos nós empenhamos a coragem cívica e moral do povo brasileiro através da nossa organização partidária para que pudéssemos ter um país livre, com as liberdades democráticas a disposição de toda a nossa população”, disse Pugliesi
“Nós estamos no século 21, lutamos pela liberdade. Por isso afirmo que não aceitamos a censura prévia de jeito nenhum. De maneira nenhuma”. A declaração é do presidente estadual e líder do PMDB na Assembléia Legislativa, deputado Waldyr Pugliesi, ao participar do manifesto suprapartidário em apoio ao governador Roberto Requião e contra a censura imposta pela Justiça Federal. “Agora pergunto a vocês, quem é que tem mais força moral ou coragem cívica do que o nosso governador que faz um enfrentamento de tudo e de todos em defesa do interesse público, que é sagrado”.
O manifesto organizado pelo PMDB do Paraná, conta com apoio de diversos partidos políticos e instituições da sociedade civil organizada e de classes. “A decisão do desembargador federal Edgard Lippmann Júnior de proibir que o governador exponha suas opiniões na emissora atinge o direito de expressão e também o direito de todos à informação”, diz trecho do documento. “O retorno da censura é inadmissível e contra ele a sociedade civil deve estar atenta, inclusive contra suas manifestações mais sutis e com aparência de legalidade”.
Em seu discurso, Pugliesi lembrou sua trajetória de lutas desde a fundação do MDB, em meados da década de 1960 até o PMDB dos dias atuais. “Durante décadas construímos um partido para que ele, no seu trabalho, colocasse fim a ditadura que estava instalada neste país. Durante anos e anos nós empenhamos a coragem cívica e moral do povo brasileiro através da nossa organização partidária para que pudéssemos ter um país livre, com as liberdades democráticas a disposição de toda a nossa população”, informou o deputado.
“Portanto o PMDB, naquilo que ele tem de mais verdadeiro, o verdadeiro PMDB tem em todo país muita condição moral para fazer aquilo que estamos fazendo aqui hoje, um ato contra a censura que querem fazer com que volte ao nosso país”. De acordo com Pugliesi, é inaceitável que estas coisas possam acontecer.
MANIFESTAÇÕES – Pugliesi citou ainda matéria veiculada no maior jornal do Paraná, afirmando que o PMDB está ameaçando o juiz (Lippmann Júnior) com um suposto dossiê. “Sou presidente do PMDB do Paraná e não temos na nossa prática a mania de ameaçar quem quer que seja. Este ato é do PMDB em defesa do companheiro Roberto Requião, que está sendo molestado no direito que ele tem de fazer a defesa do interesse público”, destacou.
O líder do PMDB informou que o encontro não foi organizado como forma de ameaçar ninguém. O deputado, que participou da elaboração da Constituição Federal de 1988 lembrou do artigo 5º da normativa. “Em seu parágrafo 4º está garantida a livre manifestação de pensamento”, informou. Na avaliação de Pugliesi, o PMDB fez uma proposta ao povo do Paraná, que foi aceita através das urnas em outubro de 2006. “Ela foi aceita, foi vitoriosa”, disse.
“Nós somos defensores da liberdade, temos nojo da ditadura e daqueles que pregam a falta de liberdade. Não podemos, como peemedebistas, sermos fracos ou frouxos neste momento, na defesa das prerrogativas constitucionais”. Pugliesi voltou a frisar que o manifesto organizado pelo PMDB se trata de uma reunião de homens e mulheres “que não se conformam com a violência que está sendo praticada contra um dos seus membros”.
Pugliesi citou outra matéria veiculada nesta quarta-feira (23) pela imprensa do Estado, sobre a manifestação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), discordando das decisões tomadas pelo desembargador. “A própria OAB não concorda com aquilo que foi praticado por este juiz. Imagine se quiserem então agora agir contra a OAB porque está dizendo”, avaliou.
“PARTE INTERESSADA” – O presidente do PMDB destacou ainda a manifestação do presidente da Academia Brasileira de Direito Constitucional, Flávio Pansieri, que considerou exagerada as medidas adotadas pelo desembargador Lippmann contra Requião. “Esta Associação diz o seguinte ‘nós não aprovamos o ato praticado pelo desembargador, porque ele, parte interessada neste procedimento, determina que seja feita de 15 em 15 minutos na televisão Educativa do Paraná, a nota da Ajufe que lhe é favorável’. Então, vejam bem, os constitucionalistas estão discordando daquilo que foi feito pelo desembargador, a OAB está discordando e nós estamos aqui na defesa dos preceitos constitucionais de garantir as liberdades que precisam imperar acima de tudo”, completou.
Pugliesi afirma que a visão do PMDB é a de que a TV Educativa tem sim a obrigação de mostrar aquilo que está sendo feito ou se propondo fazer no Estado. “É preciso que todos tenhamos muito claro que isso é necessário porque temos muitos outros dias de comunicação totalmente interrompida”, alertou.
Assembléia Legislativa do Paraná
Liderança do PMDB
Deputado Waldyr Pugliesi
Paulo Henrique Amorim cobra posição da OAB sobre censura judicial no PR
23/01/2008
Em nova entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, do portal iG, nesta quarta-feira (23), o governador Roberto Requião diz sentir-se “censurado e impotente” pela censura prévia imposta a ele por decisão judicial solicitada pelo Ministério Público Federal. Amorim encaminhou a entrevista ao presidente do Conselho Federal da OAB, Raimundo Cezar Britto Aragão, perguntando o que ele “pretende fazer em relação a esse caso”.
Representantes de vários partidos políticos, sindicatos de trabalhadores e movimentos sociais participaram nesta quarta-feira (23) do lançamento de manifesto contra a censura e em solidariedade ao governador Roberto Requião. Participaram do lançamento a presidente do PT no Paraná, Gleisi Hoffman, os presidentes do PC do B/Pr, Milton Alves, do PV, Mello Viana, e do PTC, e Fabio Aguayo, além do reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Moreira Júnior, representantes de sindicatos de trabalhadores e de associações de bairros.
janeiro 23, 2008
Deputado federal petista critica juiz que censurou e multou Roberto Requião. "Ato de censura deve ser repudiado pela sociedade", diz dr. Rosinha
Censura a Requião: encontro na sede do PMDB e abaixo-assinado; TV Educativa fora do ar; mensagens de apoio de cidadãos, elogios de Pedro Simon, etc.
A sociedade brasileira e paranaense representada pelas organizações e cidadãos abaixo-assinados repudia veementemente a censura ao governador Roberto Requião e à TV Educativa.
A decisão do desembargador federal Edgard Lippmann Júnior de proibir que o governador exponha suas opiniões na emissora atinge o direito de expressão e também o direito de todos à informação.
A proibição é explícita em relação à reunião semanal do governador com secretários e diretores o que impede os cidadãos de tomar conhecimento de fatos relativos à administração do Paraná.
O despacho também é claro ao proibir o governador de fazer críticas à imprensa, instituições e adversários políticos. Mais um vez o prejuízo é do cidadão no seu direito de conhecer todas as visões e versões para poder tirar suas próprias conclusões.
Numa sociedade democrática que aspiramos e num Estado de Direito como o que está instituído no Brasil, as pessoas têm todos os instrumentos jurídicos para repararem eventuais danos a suas imagens. Mais ainda, instituições e adversários políticos têm todos os meios à disposição para manifestar opiniões e informações divergentes do governador.
O retorno da censura é inadmissível e contra ele a sociedade civil deve estar atenta, inclusive contra suas manifestações mais sutis e com aparência de legalidade.
LEIA MAIS:
CONVOCAÇÃO
O PMDB e partidos aliados de Curitiba e Região Metropolitina convidam a comunidade para um ato nesta quarta-feira (23), ao meio-dia, na sede do Diretório Estadual para manifestar repúdio à volta da censura representada na proibição ao governador Roberto Requião em expor suas opiniões na TV Educativa.
Na ocasião, os presentes poderão assinar um manifesto contra a censura que será encaminhado a todos os municípios do Paraná, começando pela Região Metropolitana.
Sua presença é de fundamental importância.
Diretório Estadual do PMDB do Paraná
Av. Vicente Machado, 988 – Batel
(41) 3322-7111
Sob censura prévia imposta por decisão judicial solicitada pelo Ministério Público, a TV Paraná Educativa tira do ar sua programação normal nesta terça-feira. Em protesto, o governador Roberto Requião suspendeu a reunião desta terça-feira ( 22 ) da Escola de Governo. “Na reunião de hoje falariam o ( secretário da Justiça ) desembargador Jair Ramos Braga, ( o secretário de Obras Públicas ) Júlio Araújo, mostrando o programa de obras do Estado para 2008, e o presidente da Cohapar, Rafael Greca, sobre os investimentos em moradia este ano. Mas com censura, não. Está desmobilizada este reunião, e sai do ar a TV Paraná Educativa”, disse Requião, no início do encontro realizado no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Após o fim de reunião, por volta das 9 horas, a Paraná Educativa exibiu por alguns minutos o auditório vazio, fruto da decisão de Lippmann. Pouco depois, saiu do ar. Durante todo o dia, a emissora transmite a cada 15 minutos nota da Associação dos Juízes Federais do Brasil ( Ajufe ) em desagravo ao desembargador Edgar Lippmann Júnior, autor da censura. A transmissão obrigatória da nota é uma determinação do próprio Lippmann. Após a nota, a Paraná Educativa leva ao ar pronunciamentos de Requião e do presidente da Associação Brasileira de Imprensa ( ABI ), Maurício Azêdo, que repudia o “teor draconiano” da “medida inconstitucional” que estabelece censura prévia no Paraná.
Mensagens de pessoas de todo o Estado chegam diariamente contra a decisão do desembargador Edgard Lippmann Júnior que proíbe o governador Roberto Requião de emitir críticas e opiniões na Rádio e TV Paraná Educativa.
“Estou me sentindo também cerceado e censurado, pois voto em Requião, como a maioria que o elegeu, para nos representar e combater a corrupção. Quero que o senhor desembargador devolva o meu sagrado direito de falar e, principalmente, de combater a corrupção em nosso País, através do senhor, a quem autorizei na urna e agora renovo esta autorização”, afirmou Rich Nei Moreira de Souza, de Curitiba.
“Estou perplexo diante de tamanha censura. O que estão fazendo é meramente político, uma perseguição, com o objetivo de desestabilizar o Governo, justamente a 10 meses das eleições de 2008. Governador, não entre nesta armadilha para prejudicarem o excelente Governo que se concretiza como o mais popular de todos os tempos. Eles querem barrar a sua candidatura para presidente num futuro próximo”, falou Luiz Celso Galino Cassi, de Curitiba.
“Esta multa, creio, é algo que não possui fundamento jurídico. Muitos órgãos de imprensa se queixam de liberdade de imprensa, mas, com grande incoerência, apóiam a que foi feita agora contra o senhor”, disse o professor Luciano Aparecido Demazzi, de Aripuana (MT).“Sua postura foi de coragem contra a intransigência do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário. Vamos dizer um grande basta aos desmandos, ao velho patrimonismo colonialista destes poderes”, afirmou Vladimir L. de Oliveira.
“Embora conheça pessoalmente o desembargador e o queira bem, eu, que confesso não ter votado no senhor, venho lhe dar o apoio com relação a Escola de Governo da forma como ela vinha sendo apresentada. Gosto de sua administração e sua postura forte frente ao nosso estado. Gostaria de poder vê-lo novamente frente à TV Educativa sem a censura que realmente foi imposta. Votaria no senhor se a eleição fosse hoje, nos dois turnos”, disse Grazielle Pelaquim, de São José dos Pinhais.
“Um canal que é usado para divulgar o Paraná, como a TV Educativa, que mostra coisas que realmente acrescentam para nossa juventude é duramente censurado. Obviamente que Requião tem que usar este canal para divulgar o que é feito, pois os outros canais não permitem isso. Não sei como falar sobre democracia e liberdade de expressão. Os magistrados acham que um governador falar o que pensa é pior do que um programa mostrar cenas de bebida e sexualidade, como o BBB8. Onde essas pessoas que se importam tanto com o que pode e o que não pode na TV está quando vemos tanta coisa que afeta realmente nossa família? A Escola de Governo é um programa que presta contas ao povo, o que poucos políticos são capazes de fazer no Brasil. Será que os valores mudaram e hoje o que era certo ficou errado? Tenho absoluta certeza que isso reverterá e o governador mais uma vez dará a volta por cima”, disse a professora Sandra Cecília Martins, da cidade de Abatiá (PR).
“Parabenizo o senhor pelas atitudes tomadas, pela coragem, dedicação, força de vontade, sinceridade e, acima de tudo, transparência na trajetória de Governo. Desejo ao senhor sucesso e que continue sempre assim, que com certeza terá o meu apoio e de todos que têm conhecimento do que é uma boa administração”, afirmou Cláudio Savian, de Cascavel (PR).
“Estou indignado com esta censura prévia. O pensamento é livre, pode-se concordar ou descordar, mas sempre deve se respeitar o direito de se manifestar. Governador, não deixe de se manifestar contra os canalhas do Paraná”, Marcos Antonio Jacinto, de Paranaguá (PR).
SIMON DESTACA IMPORTÂNCIA DA TRANSMISSÃO DA ESCOLA DE GOVERNO
Pedro Simon conta que participou de um encontro da Escola de Governo e pode ver de perto a capacidade de aglutinação e de unidade na ação que ela proporciona. “Pude acompanhar uma reunião sobre o problema da infância e dos menores infratores. Estavam ali representantes de todos os setores da sociedade, quando se decidiu substituir o tradicional sistema Febem por instituições mais modernas e civilizadas, capazes, realmente, de recuperar esses menores para o convívio social”, disse o senador.
Boicote
Uma coisa, porém, chamou a atenção de Simon, quando esteve em Curitiba para observar o funcionamento da Escola de Governo. “No dia seguinte, não vi nenhuma notícia na imprensa local sobre o assunto, apesar da importância da iniciativa. Isso me chamou a atenção”. O mesmo aconteceu, segundo o senador, com outra realização do governo do Paraná, o festival promovido pela Escola Sulamericana de Cinema e TV, criada pelo governo paranaense.
Nesse cenário, Simon considera importante que o governo eleito pelos paranaenses possa contar com um veículo de comunicação próprio para divulgar as ações de governo.
“O governador Requião é um dos políticos mais competentes que conheço. Ele é um apaixonado por tudo o que faz e, suas iniciativas no governo do Paraná, chamam a atenção de todo o Brasil, despertando a admiração de todos quantos conhecem sua administração revolucionária e corajosa”, acrescentou o senador.
Simon destacou a solidariedade recebida por Requião, por parte da intelectualidade paranaense e nacional, além dos movimentos sociais de todo o país, diante da ação movida pelo Ministério Público Federal, que, na opinião do senador gaúcho, “está agindo com dureza extrema”. Tanto é assim, que uma juíza federal negou o pedido do MPF de censura prévia às manifestações do governador.
“Estamos num momento de regressão da democracia ou o resultado disso será uma afirmação definitiva do direito de opinião no Brasil?”, questionou o governador Roberto Requião nesta terça-feira (22), em entrevista à imprensa concedida logo após o encerramento da reunião semanal da Escola de Governo, no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
Em nota oficial divulgada nesta terça-feira ( 22 ), os secretários de Estado e diretores de empresas públicas reforçaram o apoio ao governador Roberto Requião no combate à censura prévia imposta à Rádio e TV Paraná Educativa. Durante encontro com o governador, no Palácio das Araucárias, eles condenaram a decisão do desembargador Edgard Lippmann Júnior que proíbe Requião de emitir opiniões nas emissoras. “Nada justifica a conivência com a censura, assim como, sob qualquer pretexto, não se justificam novas agressões ao governador”, diz a nota. Requião comentou com os secretários o grande número de e-mails que está recebendo diariamente protestando contra a decisão judicial. O governador ressaltou ainda a importância da mobilização da sociedade em favor da liberdade de expressão.
Reagir é preciso.Não se trata de uma causa do Governador e sim de todo o cidadão com vergonha na cara e defensor das liberdades democráticas. Censura no Paraná, não.”
“Estou sendo censurado”, afirma Requião a Paulo Henrique Amorim
AEN
21/01/2008
janeiro 21, 2008
Censura a Roberto Requião: Grupo 23 de outubro analisa o caso juiz Edgar Lippmann
Quando tratamos de injustiça, o assunto diz respeito a todos os homens, e cada qual tem o dever de manifestar seu pensamento e seus critérios na análise dos fatos, sobremodo na análise de algo que julga injusto. É o caso da injusta medida aplicada pelo juiz Edgar Lippmann, paranaense de Guarapuava, conhecido aqui no Paraná como juiz “lippminar” contra o governador Requião e a TV Paraná Educativa. Vamos ao princípio de tudo. Poderemos ler na Constituição do Estado do Paraná, Título II, da Administração Pública, artigo 27, o seguinte e norteador texto: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes do Estado e dos Municípios, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e, também, o seguinte (…)”. Para o caso em questão e para possibilitar nosso julgamento, destaca-se o princípio da publicidade e o princípio constitucional da impessoalidade.
Ora, o que é a publicidade? A publicidade é dever e direito do Estado enquanto poder público. Um bom dicionário jurídico dirá: publicidade, derivado do latim, publicus, de publicare, ou seja, de publicar, dar a público ou expor ao público. Dirá mais: assim, a publicidade, dentro da sua finalidade jurídica, pretende tornar a coisa ou o fato de conhecimento geral, isto é, para que todos possam saber e conhecer o fato a que se refere. No regime democrático, como toda a autoridade constituída emana do povo ao povo, deve-se como obrigação constitucional, e por isso é dever, dar a conhecer a todos os atos de governo em antecipação ou a posterior, em prestação de contas ou também os demais atos normativos de Estado nos seus diversos poderes, pois ao povo o Estado representa. É direito porque o cerceamento desse dever do poder público de dar publicidade sonega ao povo o discernimento, a informação da coisa pública que é, enfim, o interesse de todos que, se sonegado ou falseado, prejudica incontestavelmente o bem comum. Prejudicar esse direito e dever da autoridade pública, em comentar, dar ciência, informar ou consultar a opinião pública denuncia um regime de exceção. Arbitrariedade, enfim.
Mas o que é a impessoalidade? No sentido constitucional, nos diz Plácido e Silva, nada mais é do que o reconhecimento do valor impessoal do voto. Ora, se todo o voto tem igual valor, a impessoalidade diz respeito a não discriminação de pessoas como emanantes e fontes do poder, determinando assim que os administrados (todo cidadão) sejam tratados em igualdade de condições pelo poder público. Assim sendo, poderemos ler: “impessoalidade é o princípio posto na constituição de 1988 como fundamentos da Administração Pública, determinando que os administrados sejam tratados em igualdade de condições, em atenção à situação em que se encontrem. Deriva tal princípio do interesse público como regente do poder, voltado à satisfação do interesse coletivo, sem distinção aos indivíduos que são, no regime democrático, os titulares do poder”.
O princípio não se confunde, portanto, com a personalização do administrador, que vem se impondo como uma obcecada despersonalização dos sucessos administrativos, como se eles não pudessem ser atribuídos a pessoas, partidos, equipes ou administrações. Foi nesse engodo, e tem sido nessa má interpretação do sentido constitucional da clara intenção do legislador constituinte, que juízes, muitos, têm esbarrado na errônea interpretação, atribuindo proibição da personalidade pública (individualização do ato público) e da autoridade (contrariando a Constituição Federal nos direitos individuais), confundindo o princípio constitucional da impessoalidade com o conceito amplo de “impessoal”, cerceando através desse erro a liberdade de expressão do poder público, através de impedimentos aos seus representantes legítimos, e de seus partidos políticos, de divulgarem a característica de seus projetos políticos e sucessos administrativos, além de cercear como censura a liberdade individual de expressão.
Como vemos, esse princípio da impessoalidade nada tem com a descaracterização dos governos, dos partidos políticos, das logomarcas de administrações, da sinalização de obras públicas que está se impondo morbidamente como mais uma subtração ao direito de informação, mais um controle e exigência de uma falsa uniformidade, despersonalizando as administrações, os partidos, os políticos, como se num país tudo fosse igual, uniforme, digno ou indigno, farinhas do mesmo saco. Essa proibição das diferenças das administrações ofende justamente o princípio da impessoalidade constitucional, pois boicota a personalização e autoria dos projetos, obras e ações, enquanto personaliza equivocadamente a responsabilização do ato público como ato individual. E dilui o sucesso, ou seja, engana o eleitor.
Se bem entendido o exposto, o “poder público” tem o dever da publicidade, e o instrumento de dar publicidade, pode-se sem erro dizer, são os diversos meios de comunicação social, além das Assembléias e Plenários ou ainda das obrigatórias publicações do Diário Oficial. Ora, como a legislação exige que os homens públicos participem de partido político, nada poderia proibir a identidade e identificação do partido que governa, suas marcas, logotipos e identificações e personalizações, pois isso identifica a continuidade ou não dos projetos e ações. Nesse preciso sentido, leremos na Constituição Estadual, no Título IV, da Comunicação Social, artigo 206, a insofismável defesa da liberdade de publicidade da coisa pública. Diz: o Estado, dando prioridade à cultura regional, estimulará a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação sob qualquer forma, processo ou veículo, os quais não sofrerão restrição, observado os princípios da Constituição Federal. O Estado não haveria de restringir a liberdade de expressão de seus representantes, nem do partido de seus representantes. Ele entraria em contradição irreconciliável.
Ora, sendo assim, antes de fazermos qualquer referência aos princípios da Constituição Federal, deixamos claro que o poder público, enquanto obrigado à publicidade, usando para isso dos meios de comunicação disponíveis, não estará sujeito à restrição de espécie alguma. Todavia, no princípio fundamental da moralidade pública e segundo o desejo do legislador constitucional, haveremos de ler no artigo 39 o seguinte e significativo quesito de moralidade pública: é vedada a contratação de serviços de terceiros para a realização de atividades que possam ser exercidas regularmente por servidores públicos. Ora, tendo o Governo do Paraná uma TV Pública e rádios, além do Diário Oficial, a meu ver, o Estado se obriga ao uso, para o cumprimento do dever de publicidade do Estado, das rádios e TV Educativa públicas, como todos sabem, dando, sem restrição ou censura, o tratamento igualitário exigido pela impessoalidade aos cidadãos, fazendo chegar a todos o direito de informação na ótica de quem exerce o governo, dos comentários e dos atos, todos do Governo. Como é dada voz ao Estado, e o Estado não fala, não se pode impedir que o governador, autoridade máxima do Executivo, ou outras autoridades, sejam impedidos de expressar-se, mesmo por que outras autoridades ali se expressam no preciso sentido da impessoalidade constitucional. A ofensa moral, por outro lado, tem foro apropriado para sua juridicidade. Por exemplo, a defesa do aborto é imoral, no entanto, ela é tratada como lícita defesa da liberdade de expressão, se sua defesa for feita com a civilidade necessária. Não será consentida a censura prévia e o interlocutor estará responsabilizado diante da ofensa moral. (Isso basta).
O que vem ocorrendo em todo o país, para nosso espanto, é que, em nome da urbanidade, civilidade e gentileza, encobrimos a verdade. E a impessoalidade (no seu sentido constitucional, ou seja, o trato igualitário dos homens) em vez de garantir direitos, na sua inversão de princípios, faz da civilidade e da despersonalização dos líderes instrumento de controle das autoridades públicas, mascarando as suas manifestações mais originais, espontâneas e retas indignações como se fora injúrias, calúnias ou difamações. Tratamos desigualmente os crimes de colarinho branco, os crimes financeiros, as “licenças” e licenciosidades na coisa pública em nome da moralidade da palavra, urbanidade e hipocrisia oficial com flagrante “valoração do criminoso de prática milenar da expropriação”. Tudo para esconder o incrível aparato de defesa do exercício vitalício e histórico das injustiças sociais.
Como é vedada (e isso é importante) aos poderes a “delegação de poder” (art.7, parágrafo único), cabe ao Poder Executivo determinar e colocar à disposição dos cidadãos o conteúdo das Rádios e TV que estão sob sua tutela e administração, seja para crítica, defesa ou esclarecimento, reservado o direito de resposta. E a autoridade no exercício do governo, enquanto representante eleito para exercer o Poder Executivo, é óbvio, e está clara, estende-se também sobre a administração e conteúdo das TVs públicas que estão sob sua tutela. Nesse sentido, o judiciário nada tem que, por meio de liminares, “tentar” a ingerência do desenrolar dos fatos políticos e administrativos, como se a ele fosse delegado esse poder. Ele é o mediador entre as partes. Posto que haja, ou houve, alguma denúncia, onde está o direito amplo e irrestrito de defesa? Quem poderá julgar juridicamente sem ouvir as partes?
1) A TV Paraná Educativa é instrumento adequado para o Governo dar devida publicidade de seus atos (artigo 39).
2) O governador Requião, enquanto representante legítimo da soberana autoridade popular, não pode ser cerceado no seu direito de expressão, seja pessoal individual ou enquanto autoridade máxima do Poder Executivo estadual.
3) A despersonalização da política e das políticas públicas, e dos políticos, é uma tendência mórbida e um engodo para confundir a opinião pública (despersonalizar é tirar a identidade, a identificação, a responsabilidade e, por extensão, a imputabilidade).
Finalizando, recorremos aos princípios da Constituição Federal. Dos direitos e garantias fundamentais: capítulo 1, artigo 5º, inciso IV: É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Inciso XVI: É assegurado a todos o direito à informação. Dos Direitos Sociais: artigo 6º, são direitos sociais: a educação (…) a Escola de Governo levada ao ar pela TV Educativa procura dar publicidade aos atos de governo e educar no sentido da cidadania. Da Administração Pública, artigo 37: a administração pública (…) obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade (etc.). Inciso XXI parágrafo 1º: a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas de órgãos públicos deverão ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção social de autoridade ou servidor público.
Criteriosamente, esse parágrafo impede a nomeação ou referência do governador em público ou nomeação de outras autoridades, impede referências em jornais do nome de autoridades, descaracteriza administrações, embola a consciência do cidadão, impede que se ensine nas escolas o nome dos governantes, impede a assinatura de autoridades em documentos públicos porque o critério de promoção pessoal é impreciso, arbitrário, dependendo de subjetividade para o julgamento e contraria a livre manifestação do pensamento e a vedação ao anonimato. Ou seja, esse parágrafo, desde muito, deveria ter sido extirpado, pois é a personalização dos atos públicos que garante a imputabilidade e responsabilidade jurídica. Não havendo essa, não haverá pessoa capaz de responder pelos atos públicos. O governante pode governar, mas não pode aparecer, não pode falar em público, não pode comentar ou defender seus ideais. Pode-se ler nas entrelinhas que ele deve pagar pessoas, jornalistas e órgãos de comunicação social que façam por ele o que um parágrafo contraditório do espírito geral da lei o impede maliciosamente.
No capítulo da Comunicação Social, artigo 220, contraditoriamente se garante a manifestação do pensamento (mas não do homem público porque ele representa o povo), a criação e informação sobre qualquer forma (símbolo, imagem, logomarca, porém, não se ela for pública), processo ou veículo que não sofrerão qualquer restrição (comento apenas: o poder público e seus representantes sofrem restrição, a mesma restrição que sofre o povo). O parágrafo 1º diz: nenhuma lei conterá dispositivo que constitua embaraço a plena liberdade de informação jornalística (salvo se for o estado em defesa de si mesmo ou autoridade pública, comento eu). Parágrafo 2º: é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. Donde concluímos que ao Estado está vedada a promoção de suas autoridades, salvo se pagar aos órgãos de comunicação social, que o façam por fora, livre e irrestritamente na forma de “notícias jornalísticas”, “hipocritamente e profissionalmente articulada”, para garantir o poder midiático desses órgãos e o ganha-pão dos órgãos de comunicação privados, forçando os governos, impedidos de ação, a bem mantê-los. Ou seja, a legislação impede o Estado de falar sobre si para obrigá-lo a pagar para que outros o façam, em seu nome.
Meu falecido pai, que foi um ou mesmo o primeiro psicólogo do Tribunal de Justiça do Paraná, ao fazer a avaliação dos juízes, comentava em particular: o homem que se julga capaz de julgar segundo a letra fria da lei é um débil afetivo, um perturbado emocional, incapaz de avaliar as circunstâncias dos fatos sociais, dos exemplos públicos e sua indução, das contingências e das conseqüências dos valores morais em absoluta transitoriedade e falência, que desequilibram o julgamento dos indivíduos, colocando-os a mercê dos interesses dos poderosos, que os expropriam de todos os valores, de toda a espontaneidade dos instintos, de toda rebeldia e, apropriando-se da mais valia de seus esforços, os condenam como expiatórios, peças defeituosas da sociedade, e o fazem em nome dessa mesma necessidade de manutenção de um estado de coisas que os permitem poderosos em tiranizar vitaliciamente bem acima dos interesses dos demais formadores da sociedade. O gado cercado por cercas invisíveis e regras incompreensíveis, até que alguém, na sua tirania, nos determine a morte, pois a liberdade já nos é relativa.
Ou seja, digo eu, para eles, a autoridade pública deve ser despersonalizada para que a mídia assim construa, dentro de seus interesses, o governo que lhe aprouver, a liderança que bem deseje e os valores que devem imperar na defesa dos interesses próprios ou dos grupos econômicos que as sustentam e que apitam a “Ganância Global”. Logo, logo, num governo mundial, seremos proibidos, enquanto Estado, enquanto União, de exibir as armas da República, a bandeira nacional, os símbolos nacionais ou ouvir líderes nacionais (que serão acusados de promoção pessoal), pois o macro capital governará sem nações, sem interferências, sem oposições. E nós seremos novamente escravos de governantes invisíveis e inacessíveis.
Wallace Requião de Mello e Silva.
Grupo 23 de Outubro.
janeiro 17, 2008
Requião é notificado de medida Judicial que “tenta restabelecer censura no Brasil”
16/01/2008
O governador Roberto Requião recebeu nesta quarta-feira (16), às 15 horas, em seu gabinete no Palácio das Araucárias, em Curitiba, citação da sentença judicial que na prática estabelece censura prévia na TV Paraná Educativa. A decisão do desembargador federal Edgar Lippmann Júnior proíbe a emissora de veicular opiniões de Requião em seus programas, a pedido do Ministério Público Federal.

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