ENCALHE

julho 12, 2009

Eu sou A FAVOR das pessoas despejarem móveis velhos ( sofás, cadeiras ) na rua em São Paulo!

Nada como um título bacana para despertar a atenção do navegante incauto…
Antes, umas considerações, uns apontamentos balizadores:
As ruas da Capital paulistana devem, obrigatoriamente – eu insisto! – ser reformadas, recapeadas, aprumadas etc constantemente. Sem perder tempo com cálculos de custos e delongas inúteis. Não importa o preço! O motivo é simples, e revela a alma paulistana, de sua sociedade: as calçadas, o local designado aos pedestres, são intransitáveis. As ruas, ou seja, por onde circulam os veículos, são o melhor lugar para o pedestre transitar. A chamada opinião pública fica revoltada por causa dos buracos, valas, crateras e costelas-de-vaca encontrados nas pistas, pois isso danfica os carros. A imprensa ecoa essa revolta. Os governantes são eleitos com promessas tais como construir mais ruas, asfaltar e pavimentar mais vias. Isso rende votos.
As calçadas, por sua vez, são mantidas pelos proprietários dos imóveis, a quem cabe fazer a sua manutenção. As prefeituras ( por meio das administrações regionais ) fiscalizam essa manutenção. Mas, no entanto, cada trecho de calçada é construído da forma que mais agradar o dono do imóvel. Como este, geralmente, possui um carro no mínimo, a calçada deverá ser projetada para facilitar a entrada do carro na garagem ou vaga no imóvel. Se este tiver sido construído num patamar muito mais alto que o nível da calçada que atravessa a frente da propriedade, então tem-se aí um problema. Assim, o sujeito vai dar um jeito nisso, construíndo na calçada uma espécie de degrau / declive ligando a entrada da garagem ao meio fio. O carro terá seu acesso garantido, o pedestre ganhará um obstáculo no caminho, e a prefeitura não fará coisa alguma. Sabem o segredo? A “opinião pública” a quem me referi acima, que exige reformas e manutenções constantes nas vias de São Paulo, para a melhor circulação de seus carros e motos é formada, EXATAMENTE, pelos cidadãos que constroem as calçadas repletas de obstáculos para pedestres pela cidade afora. Eis aí a formação geral da “opinião pública” combativa.
Os pedestres, por sua vez, são seus cúmplices, já que esperam não permanecer no papel de “seres andantes” eternamente. De modo que consideram as demandas dos motoristas como sendo mais importantes que as suas próprias.
Diante deste quadro, resta ao pedestre que não tem a mentalidade de “wanna be” motorista, caminhar pela rua, pois o asfalto, geralmente, é lisinho e uniforme. Ou seja: ruas asfaltadas e recapeadas são do mais puro interesse até para quem não anda de carro por elas. Logo, a prefeitura faz muito bem em dedicar recursos e esforços em sua manutenção.
MÓVEIS
Quando você depara com um sofá, cadeira, armário velho, abandonados na rua, há de se observar duas coisas:
- Tem gente que não parece se importar com a possibilidade daquilo causar um acidente ou, mais comum, ajudar a provocar uma inundação;
- O objeto foi abandonado numa calçada;
- A pessoa que abandonou esse objeto acredita em mágica, poder do pensamento positivo, gênio da lâmpada ou alguma outra entidade fantástica.
O ítem dois é o mais revelador: revela a índole do cidadão que abandonou aquela porcaria ali, e sua relação com a idéia do “trânsito na Capital”. Explico: da mesma forma que um automóvel estacionado ( ou semi- ) sobre uma calçada “rouba” a parte que caberia aos pedestres, também é isso que ocorre quando abandonamos objetos nas calçadas, na esperança de que alguma força mágica ( a “entidade fantástica” supra mencionada ) se encarregue de sumir com aquilo. Ou seja: “rouba-se” o espaço do pedestre.
Oras, isso significa que, mesmo fazendo uma merda dessas, nota-se que o sujeito ainda tem a preocupação de não atrapalhar a circulação dos carros. Acho que é um tipo de pensamento similar ao daquelas culturas que fazem oferendas a totens. Não se pode desrespeitar e nem desagradar o ídolo, sob pena de receber castigos horrendos. E espera-se que a obediência seja recompensada. Algo como um mortal ser convidado para uma festa no Olimpo, apenas para pessoas exclusivas.
Isso explica por quê não se jogam sofás velhos no meio da rua. Não se pode ofender os deuses, na esperança de sermos acolhidos em suas graças. Por isso, somos obedientes, “humildes”, servis, solícitos. Desde muito cedo, somos apresentados ao culto. Às orações que reforçam a nossa fé

( “Brasileiro adora carro! Hereges e ímpios, não!” ) e nos consolam, fazendo-nos acreditar que fomos aceitos pelo grupo e não estamos sós, que somos um rebanho unido, pro que der e vier.
Somos levados a crer que seremos ungidos e todas as graças recairão sobre nós, se escolhermos trilhar o caminho ( “Tá certo. Mas como é que faz pra comer mulher se não tiver carro? Estou em São Paulo tem 1 ano e descobri que a mulher paulistana só dá pra quem estiver motorizado. Elas dizem que homem de verdade tem que ter carro.” - Comentário publicado em “É O CARRO, ESTÚPIDO!”, publicado no portal do CMI ) e que somente se for assim nossa existência estará assegurada e garantida e tudo o mais fará sentido.

Eu sou A FAVOR das pessoas despejarem móveis velhos ( sofás, cadeiras ) na rua em São Paulo!

Nada como um título bacana para despertar a atenção do navegante incauto…
Antes, umas considerações, uns apontamentos balizadores:
As ruas da Capital paulistana devem, obrigatoriamente – eu insisto! – ser reformadas, recapeadas, aprumadas etc constantemente. Sem perder tempo com cálculos de custos e delongas inúteis. Não importa o preço! O motivo é simples, e revela a alma paulistana, de sua sociedade: as calçadas, o local designado aos pedestres, são intransitáveis. As ruas, ou seja, por onde circulam os veículos, são o melhor lugar para o pedestre transitar. A chamada opinião pública fica revoltada por causa dos buracos, valas, crateras e costelas-de-vaca encontrados nas pistas, pois isso danfica os carros. A imprensa ecoa essa revolta. Os governantes são eleitos com promessas tais como construir mais ruas, asfaltar e pavimentar mais vias. Isso rende votos.
As calçadas, por sua vez, são mantidas pelos proprietários dos imóveis, a quem cabe fazer a sua manutenção. As prefeituras ( por meio das administrações regionais ) fiscalizam essa manutenção. Mas, no entanto, cada trecho de calçada é construído da forma que mais agradar o dono do imóvel. Como este, geralmente, possui um carro no mínimo, a calçada deverá ser projetada para facilitar a entrada do carro na garagem ou vaga no imóvel. Se este tiver sido construído num patamar muito mais alto que o nível da calçada que atravessa a frente da propriedade, então tem-se aí um problema. Assim, o sujeito vai dar um jeito nisso, construíndo na calçada uma espécie de degrau / declive ligando a entrada da garagem ao meio fio. O carro terá seu acesso garantido, o pedestre ganhará um obstáculo no caminho, e a prefeitura não fará coisa alguma. Sabem o segredo? A “opinião pública” a quem me referi acima, que exige reformas e manutenções constantes nas vias de São Paulo, para a melhor circulação de seus carros e motos é formada, EXATAMENTE, pelos cidadãos que constroem as calçadas repletas de obstáculos para pedestres pela cidade afora. Eis aí a formação geral da “opinião pública” combativa.
Os pedestres, por sua vez, são seus cúmplices, já que esperam não permanecer no papel de “seres andantes” eternamente. De modo que consideram as demandas dos motoristas como sendo mais importantes que as suas próprias.
Diante deste quadro, resta ao pedestre que não tem a mentalidade de “wanna be” motorista, caminhar pela rua, pois o asfalto, geralmente, é lisinho e uniforme. Ou seja: ruas asfaltadas e recapeadas são do mais puro interesse até para quem não anda de carro por elas. Logo, a prefeitura faz muito bem em dedicar recursos e esforços em sua manutenção.
MÓVEIS
Quando você depara com um sofá, cadeira, armário velho, abandonados na rua, há de se observar duas coisas:
- Tem gente que não parece se importar com a possibilidade daquilo causar um acidente ou, mais comum, ajudar a provocar uma inundação;
- O objeto foi abandonado numa calçada;
- A pessoa que abandonou esse objeto acredita em mágica, poder do pensamento positivo, gênio da lâmpada ou alguma outra entidade fantástica.
O ítem dois é o mais revelador: revela a índole do cidadão que abandonou aquela porcaria ali, e sua relação com a idéia do “trânsito na Capital”. Explico: da mesma forma que um automóvel estacionado ( ou semi- ) sobre uma calçada “rouba” a parte que caberia aos pedestres, também é isso que ocorre quando abandonamos objetos nas calçadas, na esperança de que alguma força mágica ( a “entidade fantástica” supra mencionada ) se encarregue de sumir com aquilo. Ou seja: “rouba-se” o espaço do pedestre.
Oras, isso significa que, mesmo fazendo uma merda dessas, nota-se que o sujeito ainda tem a preocupação de não atrapalhar a circulação dos carros. Acho que é um tipo de pensamento similar ao daquelas culturas que fazem oferendas a totens. Não se pode desrespeitar e nem desagradar o ídolo, sob pena de receber castigos horrendos. E espera-se que a obediência seja recompensada. Algo como um mortal ser convidado para uma festa no Olimpo, apenas para pessoas exclusivas.
Isso explica por quê não se jogam sofás velhos no meio da rua. Não se pode ofender os deuses, na esperança de sermos acolhidos em suas graças. Por isso, somos obedientes, “humildes”, servis, solícitos. Desde muito cedo, somos apresentados ao culto. Às orações que reforçam a nossa fé

( “Brasileiro adora carro! Hereges e ímpios, não!” ) e nos consolam, fazendo-nos acreditar que fomos aceitos pelo grupo e não estamos sós, que somos um rebanho unido, pro que der e vier.
Somos levados a crer que seremos ungidos e todas as graças recairão sobre nós, se escolhermos trilhar o caminho ( “Tá certo. Mas como é que faz pra comer mulher se não tiver carro? Estou em São Paulo tem 1 ano e descobri que a mulher paulistana só dá pra quem estiver motorizado. Elas dizem que homem de verdade tem que ter carro.” - Comentário publicado em “É O CARRO, ESTÚPIDO!”, publicado no portal do CMI ) e que somente se for assim nossa existência estará assegurada e garantida e tudo o mais fará sentido.

maio 29, 2009

O automóvel exclui socialmente os idosos

O automóvel exclui socialmente os idosos
Site CIDADANIA LX ( Movimento Fórum Cidadania Lisboa ) , 04.05.09
Mais um excelente
vídeo da StreetFilms (no fim do post), desta vez sobre a exclusão social dos idosos devido à ditadura do automóvel sobre o espaço urbano. No vídeo gravado em Nova Iorque é inclusivé dito que há pessoas que ficam fechadas em casa durante o dia, porque não conseguem deslocar-se ao centro de dia. É no mínimo desumano haver pessoas presas na sua própria casa, apenas para que outros se possam deslocar no seu transporte favorito, o carro.
Lá como cá, os idosos têm medo de atravessar as ruas pelas velocidades praticadas, pelos semáforos curtos, pelo desrespeito à prioridade nas passadeiras. Obrigar quem já anda devagar a ter que
ziguezaguear a cidade em vez de fazer o percurso mais fácil, por o espaço urbano não estar pensado para o peão, não é também um grande convite. Aconselho a passarem meia hora numa qualquer rua da cidade, a ver a cara de aflição da velhota a tentar perceber se pode atravessar e a contornar o carro que ocupou o passeio. Exclusão social na sua máxima estupidez.
Ao contrário do que muitos
dizem, a culpa não é de quem anda devagar, mas de quem insiste em abusar do automóvel. Nas cidades onde o automóvel não é bem-vindo não há praticamente semáforos, desvios ou passadeiras, que são na realidade instrumentos ao serviço do automóvel. Nos países nórdicos é comum verem-se idosos em cadeiras/motas eléctricas a deslocarem-se autonomamente, porque as cidades assim o permitem.
Uma vez na Holanda fizeram-me um inquérito enquanto atravessava um semáforo a pé. A câmara local queria saber o que os peões achavam da facilidade de circulação. Claro que um país com menos recursos não pode fazer estudos destes, mas o mínimo de preocupação por parte de quem decide as cidades já seria uma revolução.
(Quem insiste em meter a “liberdade individual” de andar de carro na cidade à frente da inclusão social, só merece
isto)

OU: http://www.streetfilms.org/archives/nycseniors/

O automóvel exclui socialmente os idosos

O automóvel exclui socialmente os idosos
Site CIDADANIA LX ( Movimento Fórum Cidadania Lisboa ) , 04.05.09
Mais um excelente
vídeo da StreetFilms (no fim do post), desta vez sobre a exclusão social dos idosos devido à ditadura do automóvel sobre o espaço urbano. No vídeo gravado em Nova Iorque é inclusivé dito que há pessoas que ficam fechadas em casa durante o dia, porque não conseguem deslocar-se ao centro de dia. É no mínimo desumano haver pessoas presas na sua própria casa, apenas para que outros se possam deslocar no seu transporte favorito, o carro.
Lá como cá, os idosos têm medo de atravessar as ruas pelas velocidades praticadas, pelos semáforos curtos, pelo desrespeito à prioridade nas passadeiras. Obrigar quem já anda devagar a ter que
ziguezaguear a cidade em vez de fazer o percurso mais fácil, por o espaço urbano não estar pensado para o peão, não é também um grande convite. Aconselho a passarem meia hora numa qualquer rua da cidade, a ver a cara de aflição da velhota a tentar perceber se pode atravessar e a contornar o carro que ocupou o passeio. Exclusão social na sua máxima estupidez.
Ao contrário do que muitos
dizem, a culpa não é de quem anda devagar, mas de quem insiste em abusar do automóvel. Nas cidades onde o automóvel não é bem-vindo não há praticamente semáforos, desvios ou passadeiras, que são na realidade instrumentos ao serviço do automóvel. Nos países nórdicos é comum verem-se idosos em cadeiras/motas eléctricas a deslocarem-se autonomamente, porque as cidades assim o permitem.
Uma vez na Holanda fizeram-me um inquérito enquanto atravessava um semáforo a pé. A câmara local queria saber o que os peões achavam da facilidade de circulação. Claro que um país com menos recursos não pode fazer estudos destes, mas o mínimo de preocupação por parte de quem decide as cidades já seria uma revolução.
(Quem insiste em meter a “liberdade individual” de andar de carro na cidade à frente da inclusão social, só merece
isto)

OU: http://www.streetfilms.org/archives/nycseniors/

março 17, 2009

ATEUS E CICLISTAS PELADOS

Eu me considero um “agnóstico”, na falta de palavra melhor. O que não significa que eu tenha passado anos de minha vida tentando colar em mim um rótulo que servisse para eu pertencer a qualquer “tribo” ( pois para mim, é disso que se trata, bem na acepção daquele programa na TV a Cabo apresentado por uma japonesinha lindinha { eu ia escrever “gostosa”, num incomum – da minha parte – e súbito ataque de sexismo e machismo } . Desculpem por isso. Me refiro à Daniela Suzuki. ), fazer amigos e ficar social.
Quando fiquei sabendo daquele grupo de ateus, agnósticos e etc que fundaram uma associação, ONG, ou sei-lá-o-quê, eu logo pensei: “Sex and the City”!
Explico: já viram aquelas matérias, tipo na Revista da Folha? Eles pegam um assunto que “está na moda” [ que, de certo modo, eles tratam de fazer "ficar na moda" ] mas que diga respeito a “comportamento”. Quando saiu o longa metragem da série “Sex and the City” nos cinemas, bastou descolar algumas mulheres dispostas a aparecer numa “reportagem” cujo tema seria “Quem são as ‘Sex and the City” paulistanas?”. O mesmo deu-se com relação a série “Gossip Girl”: “Quem são as “Gossip Girls” paulistanas?”.
Por isso, ao saber dos ateus, pensei: “Ônibus em Londres…”. Bem, que eles se sintam vítimas de preconceito por declararem em seu círculo de amizades, profissional ou sei lá…acho que, por mais que o brasileiro se declare religioso, católico, umbandista, evangélico etc, penso ser meio difícil por aqui alguém se importar de verdade com alguém que não siga quaisquer credos. Talvez os Testemunhas de Geová, mas esses acham que até os católicos e evangélicos são coisa do Satanás. Estou exagerando?
Enfim. Quando li – bem de relance, confesso – que houve uma bicicletada pelada na Paulista pensei: “Ativismo morno e festivo, e que só poderia ser feito na Paulista, mesmo.”
Pros jornais, tudo não passou de um bando de pelados andando de bicicleta ( umas gostosas, claro, havia ), já que duvido que alguém tenha levado a “mensagem” dos ativistas a sério e abandonado seu automóvel para sempre. Hábitos não se mudam assim tão fácil.
Não levei a sério. Gostaria de vê-los com seu “protesto” na avenida Sapopemba ou na Ragueb Chofi. Gostaria de vê-los tentando convencer o suburbano que pega o fim-de-semana para ficar com seu carro para cima e para baixo, rodando nas ruas do bairro, usando boné e óculos de camelô e fazendo cara de mau, rodando por rodar; rap, samba, reggae ou funk carioca no talo, escapamento aberto, motor “fuçado”, fazendo um puta barulho, estacionando sobre as calçadas, dirigindo bebaço e gastando gasolina e poluíndo o ar. Rodando por rodar, repito. Exibindo sua “macheza” pro bairro.
Então, uma equação básica fica assim: um monte de gente morre das formas mais horríveis e desgraçadas no Oriente Médio para que o suburbano brasileiro – ou, sei lá, paulistano, que eu conheço melhor – ficar brincando por aí de “Velozes e Furiosos”. Não tem “chamado à cidadania” ou “à consciência” que se oponha ao “cada um, cada um”.

ATEUS E CICLISTAS PELADOS

Eu me considero um “agnóstico”, na falta de palavra melhor. O que não significa que eu tenha passado anos de minha vida tentando colar em mim um rótulo que servisse para eu pertencer a qualquer “tribo” ( pois para mim, é disso que se trata, bem na acepção daquele programa na TV a Cabo apresentado por uma japonesinha lindinha { eu ia escrever “gostosa”, num incomum – da minha parte – e súbito ataque de sexismo e machismo } . Desculpem por isso. Me refiro à Daniela Suzuki. ), fazer amigos e ficar social.
Quando fiquei sabendo daquele grupo de ateus, agnósticos e etc que fundaram uma associação, ONG, ou sei-lá-o-quê, eu logo pensei: “Sex and the City”!
Explico: já viram aquelas matérias, tipo na Revista da Folha? Eles pegam um assunto que “está na moda” [ que, de certo modo, eles tratam de fazer "ficar na moda" ] mas que diga respeito a “comportamento”. Quando saiu o longa metragem da série “Sex and the City” nos cinemas, bastou descolar algumas mulheres dispostas a aparecer numa “reportagem” cujo tema seria “Quem são as ‘Sex and the City” paulistanas?”. O mesmo deu-se com relação a série “Gossip Girl”: “Quem são as “Gossip Girls” paulistanas?”.
Por isso, ao saber dos ateus, pensei: “Ônibus em Londres…”. Bem, que eles se sintam vítimas de preconceito por declararem em seu círculo de amizades, profissional ou sei lá…acho que, por mais que o brasileiro se declare religioso, católico, umbandista, evangélico etc, penso ser meio difícil por aqui alguém se importar de verdade com alguém que não siga quaisquer credos. Talvez os Testemunhas de Geová, mas esses acham que até os católicos e evangélicos são coisa do Satanás. Estou exagerando?
Enfim. Quando li – bem de relance, confesso – que houve uma bicicletada pelada na Paulista pensei: “Ativismo morno e festivo, e que só poderia ser feito na Paulista, mesmo.”
Pros jornais, tudo não passou de um bando de pelados andando de bicicleta ( umas gostosas, claro, havia ), já que duvido que alguém tenha levado a “mensagem” dos ativistas a sério e abandonado seu automóvel para sempre. Hábitos não se mudam assim tão fácil.
Não levei a sério. Gostaria de vê-los com seu “protesto” na avenida Sapopemba ou na Ragueb Chofi. Gostaria de vê-los tentando convencer o suburbano que pega o fim-de-semana para ficar com seu carro para cima e para baixo, rodando nas ruas do bairro, usando boné e óculos de camelô e fazendo cara de mau, rodando por rodar; rap, samba, reggae ou funk carioca no talo, escapamento aberto, motor “fuçado”, fazendo um puta barulho, estacionando sobre as calçadas, dirigindo bebaço e gastando gasolina e poluíndo o ar. Rodando por rodar, repito. Exibindo sua “macheza” pro bairro.
Então, uma equação básica fica assim: um monte de gente morre das formas mais horríveis e desgraçadas no Oriente Médio para que o suburbano brasileiro – ou, sei lá, paulistano, que eu conheço melhor – ficar brincando por aí de “Velozes e Furiosos”. Não tem “chamado à cidadania” ou “à consciência” que se oponha ao “cada um, cada um”.

ATEUS E CICLISTAS PELADOS

Eu me considero um “agnóstico”, na falta de palavra melhor. O que não significa que eu tenha passado anos de minha vida tentando colar em mim um rótulo que servisse para eu pertencer a qualquer “tribo” ( pois para mim, é disso que se trata, bem na acepção daquele programa na TV a Cabo apresentado por uma japonesinha lindinha { eu ia escrever “gostosa”, num incomum – da minha parte – e súbito ataque de sexismo e machismo } . Desculpem por isso. Me refiro à Daniela Suzuki. ), fazer amigos e ficar social.
Quando fiquei sabendo daquele grupo de ateus, agnósticos e etc que fundaram uma associação, ONG, ou sei-lá-o-quê, eu logo pensei: “Sex and the City”!
Explico: já viram aquelas matérias, tipo na Revista da Folha? Eles pegam um assunto que “está na moda” [ que, de certo modo, eles tratam de fazer "ficar na moda" ] mas que diga respeito a “comportamento”. Quando saiu o longa metragem da série “Sex and the City” nos cinemas, bastou descolar algumas mulheres dispostas a aparecer numa “reportagem” cujo tema seria “Quem são as ‘Sex and the City” paulistanas?”. O mesmo deu-se com relação a série “Gossip Girl”: “Quem são as “Gossip Girls” paulistanas?”.
Por isso, ao saber dos ateus, pensei: “Ônibus em Londres…”. Bem, que eles se sintam vítimas de preconceito por declararem em seu círculo de amizades, profissional ou sei lá…acho que, por mais que o brasileiro se declare religioso, católico, umbandista, evangélico etc, penso ser meio difícil por aqui alguém se importar de verdade com alguém que não siga quaisquer credos. Talvez os Testemunhas de Geová, mas esses acham que até os católicos e evangélicos são coisa do Satanás. Estou exagerando?
Enfim. Quando li – bem de relance, confesso – que houve uma bicicletada pelada na Paulista pensei: “Ativismo morno e festivo, e que só poderia ser feito na Paulista, mesmo.”
Pros jornais, tudo não passou de um bando de pelados andando de bicicleta ( umas gostosas, claro, havia ), já que duvido que alguém tenha levado a “mensagem” dos ativistas a sério e abandonado seu automóvel para sempre. Hábitos não se mudam assim tão fácil.
Não levei a sério. Gostaria de vê-los com seu “protesto” na avenida Sapopemba ou na Ragueb Chofi. Gostaria de vê-los tentando convencer o suburbano que pega o fim-de-semana para ficar com seu carro para cima e para baixo, rodando nas ruas do bairro, usando boné e óculos de camelô e fazendo cara de mau, rodando por rodar; rap, samba, reggae ou funk carioca no talo, escapamento aberto, motor “fuçado”, fazendo um puta barulho, estacionando sobre as calçadas, dirigindo bebaço e gastando gasolina e poluíndo o ar. Rodando por rodar, repito. Exibindo sua “macheza” pro bairro.
Então, uma equação básica fica assim: um monte de gente morre das formas mais horríveis e desgraçadas no Oriente Médio para que o suburbano brasileiro – ou, sei lá, paulistano, que eu conheço melhor – ficar brincando por aí de “Velozes e Furiosos”. Não tem “chamado à cidadania” ou “à consciência” que se oponha ao “cada um, cada um”.

ATEUS E CICLISTAS PELADOS

Eu me considero um “agnóstico”, na falta de palavra melhor. O que não significa que eu tenha passado anos de minha vida tentando colar em mim um rótulo que servisse para eu pertencer a qualquer “tribo” ( pois para mim, é disso que se trata, bem na acepção daquele programa na TV a Cabo apresentado por uma japonesinha lindinha { eu ia escrever “gostosa”, num incomum – da minha parte – e súbito ataque de sexismo e machismo } . Desculpem por isso. Me refiro à Daniela Suzuki. ), fazer amigos e ficar social.
Quando fiquei sabendo daquele grupo de ateus, agnósticos e etc que fundaram uma associação, ONG, ou sei-lá-o-quê, eu logo pensei: “Sex and the City”!
Explico: já viram aquelas matérias, tipo na Revista da Folha? Eles pegam um assunto que “está na moda” [ que, de certo modo, eles tratam de fazer "ficar na moda" ] mas que diga respeito a “comportamento”. Quando saiu o longa metragem da série “Sex and the City” nos cinemas, bastou descolar algumas mulheres dispostas a aparecer numa “reportagem” cujo tema seria “Quem são as ‘Sex and the City” paulistanas?”. O mesmo deu-se com relação a série “Gossip Girl”: “Quem são as “Gossip Girls” paulistanas?”.
Por isso, ao saber dos ateus, pensei: “Ônibus em Londres…”. Bem, que eles se sintam vítimas de preconceito por declararem em seu círculo de amizades, profissional ou sei lá…acho que, por mais que o brasileiro se declare religioso, católico, umbandista, evangélico etc, penso ser meio difícil por aqui alguém se importar de verdade com alguém que não siga quaisquer credos. Talvez os Testemunhas de Geová, mas esses acham que até os católicos e evangélicos são coisa do Satanás. Estou exagerando?
Enfim. Quando li – bem de relance, confesso – que houve uma bicicletada pelada na Paulista pensei: “Ativismo morno e festivo, e que só poderia ser feito na Paulista, mesmo.”
Pros jornais, tudo não passou de um bando de pelados andando de bicicleta ( umas gostosas, claro, havia ), já que duvido que alguém tenha levado a “mensagem” dos ativistas a sério e abandonado seu automóvel para sempre. Hábitos não se mudam assim tão fácil.
Não levei a sério. Gostaria de vê-los com seu “protesto” na avenida Sapopemba ou na Ragueb Chofi. Gostaria de vê-los tentando convencer o suburbano que pega o fim-de-semana para ficar com seu carro para cima e para baixo, rodando nas ruas do bairro, usando boné e óculos de camelô e fazendo cara de mau, rodando por rodar; rap, samba, reggae ou funk carioca no talo, escapamento aberto, motor “fuçado”, fazendo um puta barulho, estacionando sobre as calçadas, dirigindo bebaço e gastando gasolina e poluíndo o ar. Rodando por rodar, repito. Exibindo sua “macheza” pro bairro.
Então, uma equação básica fica assim: um monte de gente morre das formas mais horríveis e desgraçadas no Oriente Médio para que o suburbano brasileiro – ou, sei lá, paulistano, que eu conheço melhor – ficar brincando por aí de “Velozes e Furiosos”. Não tem “chamado à cidadania” ou “à consciência” que se oponha ao “cada um, cada um”.

ATEUS E CICLISTAS PELADOS

Eu me considero um “agnóstico”, na falta de palavra melhor. O que não significa que eu tenha passado anos de minha vida tentando colar em mim um rótulo que servisse para eu pertencer a qualquer “tribo” ( pois para mim, é disso que se trata, bem na acepção daquele programa na TV a Cabo apresentado por uma japonesinha lindinha { eu ia escrever “gostosa”, num incomum – da minha parte – e súbito ataque de sexismo e machismo } . Desculpem por isso. Me refiro à Daniela Suzuki. ), fazer amigos e ficar social.
Quando fiquei sabendo daquele grupo de ateus, agnósticos e etc que fundaram uma associação, ONG, ou sei-lá-o-quê, eu logo pensei: “Sex and the City”!
Explico: já viram aquelas matérias, tipo na Revista da Folha? Eles pegam um assunto que “está na moda” [ que, de certo modo, eles tratam de fazer "ficar na moda" ] mas que diga respeito a “comportamento”. Quando saiu o longa metragem da série “Sex and the City” nos cinemas, bastou descolar algumas mulheres dispostas a aparecer numa “reportagem” cujo tema seria “Quem são as ‘Sex and the City” paulistanas?”. O mesmo deu-se com relação a série “Gossip Girl”: “Quem são as “Gossip Girls” paulistanas?”.
Por isso, ao saber dos ateus, pensei: “Ônibus em Londres…”. Bem, que eles se sintam vítimas de preconceito por declararem em seu círculo de amizades, profissional ou sei lá…acho que, por mais que o brasileiro se declare religioso, católico, umbandista, evangélico etc, penso ser meio difícil por aqui alguém se importar de verdade com alguém que não siga quaisquer credos. Talvez os Testemunhas de Geová, mas esses acham que até os católicos e evangélicos são coisa do Satanás. Estou exagerando?
Enfim. Quando li – bem de relance, confesso – que houve uma bicicletada pelada na Paulista pensei: “Ativismo morno e festivo, e que só poderia ser feito na Paulista, mesmo.”
Pros jornais, tudo não passou de um bando de pelados andando de bicicleta ( umas gostosas, claro, havia ), já que duvido que alguém tenha levado a “mensagem” dos ativistas a sério e abandonado seu automóvel para sempre. Hábitos não se mudam assim tão fácil.
Não levei a sério. Gostaria de vê-los com seu “protesto” na avenida Sapopemba ou na Ragueb Chofi. Gostaria de vê-los tentando convencer o suburbano que pega o fim-de-semana para ficar com seu carro para cima e para baixo, rodando nas ruas do bairro, usando boné e óculos de camelô e fazendo cara de mau, rodando por rodar; rap, samba, reggae ou funk carioca no talo, escapamento aberto, motor “fuçado”, fazendo um puta barulho, estacionando sobre as calçadas, dirigindo bebaço e gastando gasolina e poluíndo o ar. Rodando por rodar, repito. Exibindo sua “macheza” pro bairro.
Então, uma equação básica fica assim: um monte de gente morre das formas mais horríveis e desgraçadas no Oriente Médio para que o suburbano brasileiro – ou, sei lá, paulistano, que eu conheço melhor – ficar brincando por aí de “Velozes e Furiosos”. Não tem “chamado à cidadania” ou “à consciência” que se oponha ao “cada um, cada um”.

fevereiro 21, 2009

Anúncio de Velotrol** ensina crianças ( ou seja, futuros motoristas ) a falar ao celular enquanto guiam!! Que lixo!!

**Os trintões e quarentões sabem o que é ( era ) o VELOTROL…
Vejam a foto abaixo, meus amigos. Estava numa espécie de catálogo de ítens diversos, como também brinquedos. Tá comigo desde o Natal, e só agora eu consegui postar.
Percebam: os lixos adultos já vão ensinando a criançadinha a se comportarem como lixos adultos.
“Façam como o seu pai: enquanto dirigem seu automóvel pelas ruas de São Paulo, não há nada mais moderno e socialmente desejável a fazer, senão sacar seu indispensável celular e falar, falar, falar, sentindo a brisa em seus cabelos e admirando a paisagem ao redor.
Dane-se a lei de trânsito.
Dane-se o pedestre.
Dane-se o sinal vermelho.
Vamos lá, easy rider individualista, o Estado opressor e coletor de impostos para bancar Bolsas-esmolas e hospitais públicos não tem o direito de impedir que VOCÊ exerça o direito de agir como um imbecil mimado e intolerante e ferir os outros.

Prá quê comprar carro, se não podemos fazer tudo o que quisermos?

A propaganda não diz NÃO.
Tirania: cortaram nossa “breja”.
Indústria da Multa: não podemos estacionar sobre as calçadas.
Proibição é emasculação em massa.
Yipiie-Aiei, Yipiie-Ai-hou, cowboy!!
Pedestre bom é pedestre morto!”

Anúncio de Velotrol** ensina crianças ( ou seja, futuros motoristas ) a falar ao celular enquanto guiam!! Que lixo!!

**Os trintões e quarentões sabem o que é ( era ) o VELOTROL…
Vejam a foto abaixo, meus amigos. Estava numa espécie de catálogo de ítens diversos, como também brinquedos. Tá comigo desde o Natal, e só agora eu consegui postar.
Percebam: os lixos adultos já vão ensinando a criançadinha a se comportarem como lixos adultos.
“Façam como o seu pai: enquanto dirigem seu automóvel pelas ruas de São Paulo, não há nada mais moderno e socialmente desejável a fazer, senão sacar seu indispensável celular e falar, falar, falar, sentindo a brisa em seus cabelos e admirando a paisagem ao redor.
Dane-se a lei de trânsito.
Dane-se o pedestre.
Dane-se o sinal vermelho.
Vamos lá, easy rider individualista, o Estado opressor e coletor de impostos para bancar Bolsas-esmolas e hospitais públicos não tem o direito de impedir que VOCÊ exerça o direito de agir como um imbecil mimado e intolerante e ferir os outros.

Prá quê comprar carro, se não podemos fazer tudo o que quisermos?

A propaganda não diz NÃO.
Tirania: cortaram nossa “breja”.
Indústria da Multa: não podemos estacionar sobre as calçadas.
Proibição é emasculação em massa.
Yipiie-Aiei, Yipiie-Ai-hou, cowboy!!
Pedestre bom é pedestre morto!”

Anúncio de Velotrol** ensina crianças ( ou seja, futuros motoristas ) a falar ao celular enquanto guiam!! Que lixo!!

**Os trintões e quarentões sabem o que é ( era ) o VELOTROL…
Vejam a foto abaixo, meus amigos. Estava numa espécie de catálogo de ítens diversos, como também brinquedos. Tá comigo desde o Natal, e só agora eu consegui postar.
Percebam: os lixos adultos já vão ensinando a criançadinha a se comportarem como lixos adultos.
“Façam como o seu pai: enquanto dirigem seu automóvel pelas ruas de São Paulo, não há nada mais moderno e socialmente desejável a fazer, senão sacar seu indispensável celular e falar, falar, falar, sentindo a brisa em seus cabelos e admirando a paisagem ao redor.
Dane-se a lei de trânsito.
Dane-se o pedestre.
Dane-se o sinal vermelho.
Vamos lá, easy rider individualista, o Estado opressor e coletor de impostos para bancar Bolsas-esmolas e hospitais públicos não tem o direito de impedir que VOCÊ exerça o direito de agir como um imbecil mimado e intolerante e ferir os outros.

Prá quê comprar carro, se não podemos fazer tudo o que quisermos?

A propaganda não diz NÃO.
Tirania: cortaram nossa “breja”.
Indústria da Multa: não podemos estacionar sobre as calçadas.
Proibição é emasculação em massa.
Yipiie-Aiei, Yipiie-Ai-hou, cowboy!!
Pedestre bom é pedestre morto!”
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