ENCALHE

maio 15, 2009

"A volta da ‘Tribuna’ de Hélio Fernandes", por Argemiro Ferreira

Filed under: Argemiro Ferreira, Hélio Fernandes, Tribuna da Imprensa — Humberto @ 2:38 am
( OBS: postado sem as imagens constantes no original )
A volta da “Tribuna” de Helio Fernandes
Aos que têm reclamado – pessoalmente, por emails e em comentários ao blog – contra a ausência da Tribuna da Imprensa, cujo website desapareceu, creio que a 31 de março, mais de três meses depois da suspensão da edição impressa, aqui vai a esperada notícia. A Tribuna online está de volta desde ontem, respondendo no mesmo endereço eletrônico antigo (AQUI), como também num endereço novo (AQUI). Depois de clicar, basta incluir nos favoritos de seu navegador. Para tanto só me resta repetir, agora também por extenso: heliofernandes.blogspot.com ou www.tribunadaimprensa.com.br
Infelizmente, essa volta ainda é uma operação mais ou menos improvisada, de emergência, limitada a um artigo maior de Helio Fernandes e à sua coluna, atualizada várias vezes por dia (foram incluídos ainda links para este blog e o de Sebastião Nery, aparente homenagem dele a dois dos mais antigos colunistas do jornal). Mas ontem ouvi de Helio que a versão online completa da Tribuna, como era antes, com as notícias, as colunas, as cartas dos leitores e as respostas dele, pode ser o passo seguinte. Não está descartado o retorno da edição impressa, tão logo seja recebida a indenização já decidida pelo Supremo Tribunal Federal.
Seria então a vitória completa para o jornal que foi um alvo conspícuo da ditadura ao tempo em que a imprensa golpista dos jornalões, premiados na época com prédios suntuosos (em troca da submissão aos donos do poder, claro), hoje prefere chamar de “ditabranda” (saiba mais
AQUI, AQUI e AQUI, posts anteriores que escrevi neste blog sobre o assunto). Por enquanto a única explicação para o repentino desaparecimento da versão online é um mal-entendido da parte do hospedeiro do site. Agora há um novo hospedeiro.
Presença também no Jornal da ABI
Com 88 anos de idade, Helio Fernandes não parece ter descansado nesse período de ausência da Tribuna nas bancas e na Internet. Pelo menos é essa a minha conclusão, pois mais de duas páginas do Jornal da ABI que recebi ontem são ocupadas por uma longa reportagem histórica dele, “Os bastidores, antes e depois, da famosa entrevista de José Américo a Lacerda”. E tão surpreendente como esse texto, a propósito de outro saído antes sobre o episódio, é esta afirmação de Helio: “Há muito a contar e por coincidência eu estava no lugar certo e na hora certa; conheço episódios até hoje não contados”.
Chamo de reportagem porque o autor sempre se considerou um repórter. Uma das expressões mais repetidas no seu jornalismo é a referência a si mesmo como “este repórter”. Mas originalmente o texto de agora era, na verdade, um longo email enviado ao presidente da ABI. Maurício Azedo, também um repórter com muita estrada, identificou prontamente a reportagem, limitando-se a explicar aos leitores que mantinha o tom coloquial, até mesmo a despedida “com o abraço”, no final, seguida de um PS.
Os leitores que decidirem procurar o Jornal da ABI ( é a edição de março de 2009 ) vão encontrar ainda muito mais coisas, inclusive um destaque especial para os melhores tempos do Pasquim. Primeiro com uma entrevista de Jaguar exatamente naquele padrão que consagrou o jornal – até porque conduzida por Rick Goodwin, que era quase criança quando começou a gravar e, de certa forma, organizar, as entrevistas caóticas do passado, regadas a uísque. E, depois, por uma “lembrança” de Henfil, com depoimento do filho Ivan Consenza de Souza, alguns de seus melhores cartuns e uma excelente foto na capa, com o título “Henfil para sempre”. Para o acesso à edição em PDF, clique
AQUI.

"A volta da ‘Tribuna’ de Hélio Fernandes", por Argemiro Ferreira

Filed under: Argemiro Ferreira, Hélio Fernandes, Tribuna da Imprensa — Humberto @ 2:38 am
( OBS: postado sem as imagens constantes no original )
A volta da “Tribuna” de Helio Fernandes
Aos que têm reclamado – pessoalmente, por emails e em comentários ao blog – contra a ausência da Tribuna da Imprensa, cujo website desapareceu, creio que a 31 de março, mais de três meses depois da suspensão da edição impressa, aqui vai a esperada notícia. A Tribuna online está de volta desde ontem, respondendo no mesmo endereço eletrônico antigo (AQUI), como também num endereço novo (AQUI). Depois de clicar, basta incluir nos favoritos de seu navegador. Para tanto só me resta repetir, agora também por extenso: heliofernandes.blogspot.com ou www.tribunadaimprensa.com.br
Infelizmente, essa volta ainda é uma operação mais ou menos improvisada, de emergência, limitada a um artigo maior de Helio Fernandes e à sua coluna, atualizada várias vezes por dia (foram incluídos ainda links para este blog e o de Sebastião Nery, aparente homenagem dele a dois dos mais antigos colunistas do jornal). Mas ontem ouvi de Helio que a versão online completa da Tribuna, como era antes, com as notícias, as colunas, as cartas dos leitores e as respostas dele, pode ser o passo seguinte. Não está descartado o retorno da edição impressa, tão logo seja recebida a indenização já decidida pelo Supremo Tribunal Federal.
Seria então a vitória completa para o jornal que foi um alvo conspícuo da ditadura ao tempo em que a imprensa golpista dos jornalões, premiados na época com prédios suntuosos (em troca da submissão aos donos do poder, claro), hoje prefere chamar de “ditabranda” (saiba mais
AQUI, AQUI e AQUI, posts anteriores que escrevi neste blog sobre o assunto). Por enquanto a única explicação para o repentino desaparecimento da versão online é um mal-entendido da parte do hospedeiro do site. Agora há um novo hospedeiro.
Presença também no Jornal da ABI
Com 88 anos de idade, Helio Fernandes não parece ter descansado nesse período de ausência da Tribuna nas bancas e na Internet. Pelo menos é essa a minha conclusão, pois mais de duas páginas do Jornal da ABI que recebi ontem são ocupadas por uma longa reportagem histórica dele, “Os bastidores, antes e depois, da famosa entrevista de José Américo a Lacerda”. E tão surpreendente como esse texto, a propósito de outro saído antes sobre o episódio, é esta afirmação de Helio: “Há muito a contar e por coincidência eu estava no lugar certo e na hora certa; conheço episódios até hoje não contados”.
Chamo de reportagem porque o autor sempre se considerou um repórter. Uma das expressões mais repetidas no seu jornalismo é a referência a si mesmo como “este repórter”. Mas originalmente o texto de agora era, na verdade, um longo email enviado ao presidente da ABI. Maurício Azedo, também um repórter com muita estrada, identificou prontamente a reportagem, limitando-se a explicar aos leitores que mantinha o tom coloquial, até mesmo a despedida “com o abraço”, no final, seguida de um PS.
Os leitores que decidirem procurar o Jornal da ABI ( é a edição de março de 2009 ) vão encontrar ainda muito mais coisas, inclusive um destaque especial para os melhores tempos do Pasquim. Primeiro com uma entrevista de Jaguar exatamente naquele padrão que consagrou o jornal – até porque conduzida por Rick Goodwin, que era quase criança quando começou a gravar e, de certa forma, organizar, as entrevistas caóticas do passado, regadas a uísque. E, depois, por uma “lembrança” de Henfil, com depoimento do filho Ivan Consenza de Souza, alguns de seus melhores cartuns e uma excelente foto na capa, com o título “Henfil para sempre”. Para o acesso à edição em PDF, clique
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dezembro 5, 2008

"A Folha: subserviência e prosperidade na ditadura ", por Hélio Fernandes [ OBS: Sensacional!!! ]

Tribuna da Imprensa – 4/12/2008
Helio Fernandes
Sobre a suspensão MOMENTÂNEA da circulação desta Tribuna da Imprensa, a notícia mais falsa, covarde e mentirosa é a da Folha de S. Paulo. Nenhuma surpresa.
Esta Tribuna, é público e notório, sofreu barbaramente, que palavra, com a ditadura. A Folha, que não tinha a menor importância, cresceu com essa mesma ditadura.
As caminhonetes da Tribuna jamais transportaram presos para o DOI-Codi onde seriam torturados.
Esta Tribuna nunca teve negócios paralelos. Não provocou a morte do coronel Fontenelle, por causa da rodoviária da Folha.
Nomeado pelo governador Sodré, para disciplinar o trânsito de São Paulo, viu logo que o estrangulamento era provocado pela rodoviária do proprietário da Folha, que exigiu sua demissão.
Demitido no mesmo dia, Fontenelle deu entrevista, e morreu diante das câmeras de televisão , para horror de quem estava assistindo.
Este repórter jamais aceitou CONVERSAR com o general Hugo Abreu, chefe da Casa Militar do “presidente Geisel”. Era o responsável pela censura, que a Folha acatava de forma subserviente.
O episódio do jornalista Lourenço Diaferia, é humilhante para a Folha. O general Hugo Abreu EXIGIU a saída do jornalista, e a FOLHA, o tirou logo no primeiro dia, mas deixou o espaço em branco.
O general Hugo Abreu telefonou logo para a Folha, e disse textualmente: “Se o espaço em branco continuar, a Folha não sai”. É lógico que encheram o espaço em branco, até em terceira dimensão.
O general Hugo Abreu deixou a Casa Militar e logicamente a censura. Logo depois escreveu um, livro cujo título diz tudo: “O outro lado do Poder”.
A Folha jamais tocou nesse livro altamente elucidativo. Deveria ser mostrado, da escola primária até à universidade, pois é a verdadeira história jornalística de um período. Esta é a primeira tomada de posição deste repórter e da Tribuna. Já tivemos 64 páginas cheias de anúncios.
Para resistir, fizemos como Prometeu Acorrentado, que devorava as próprias vísceras para sobreviver.
A coletividade ganha mais com 10 mil exemplares de BRAVURA, do que com 282.182 exemplares de COVARDIA.
Ainda não acabamos. Mas por hoje chega. Perdão. Se quiserem um exemplar do livro do general Hugo Abreu, tenho à disposição.
Não será leitura agradável para a Folha. Mas nada no livro representa “menas” verdade. Como na Folha de ontem.
Daniel Dantas: Réu “primário” condenado, mas em liberdade
Daniel Dantas foi condena do a 10 anos de prisão. Já se esperava, apesar do juiz Fausto De Sanctis não ter conversado com ninguém. Ficou sempre num silêncio ético em relação ao caso.
Muitas surpresas na sentença.
1 – Ela é muito bem redigida, fundamentada, atualizada, sem hostilidade.
2 – Magistral a análise da “individualidade de Dantas”.
3 – Apesar da longa carreira de “crimes financeiros”, Daniel Dantas é réu primário, parece brincadeira mas é verdade.
4 – Por isso tinha direito a se defender em liberdade.
5 – De Sanctis não tentou nenhum “subterfúgio jurídico” para determinar a prisão.
6 – Ponto para o juiz federal de primeira instância. Se mandasse prender Daniel Dantas este seria imediata e justamente libertado.
7 – O que surpreendeu mesmo foi a decisão rápida. Quase todos esperavam que a sentença só fosse publicada em fevereiro.
8 – O Supremo entra em recesso no dia 17, estaria voltando depois de 60 dias, perto do Carnaval.
9 – De Sanctis decidiu logo.
10 – Esta prisão não pode ser anulada pelo Supremo. É diferente das outras duas. Agora a defesa tem que tentar outros caminhos ou vielas, o “engarrafamento” é grande.
As informações e as conclusões do repórter, registram mais surpresa e algumas incoerências e movimentos no tabuleiro de “xadrez”, nada a ver com o “xadrez” propriamente dito, disso Dantas está livre. E provavelmente por muito tempo. O advogado milionário do cliente bilionário, já se perdeu, logo que se arriscou na estrada da defesa.
Sabendo que agora tem que cumprir o roteiro, não pode ir direto para tribunais superiores de Brasília, ficou em São Paulo mesmo.
Mas foi radical de forma insolente, anunciando: “Vou pedir a extinção do processo”. Ele sabe que a afirmação é despropositada, o que fazer?
Deveria ter declarado o processo ILEGAL, ILEGÍTIMO, garantir que era PURA PERSEGUIÇÃO, desde o início. Agora o fato está consumado.
Só que não é erro, mas sim tática e estratégia no sentido de levar o processo a um prazo longo na chegada ao final.
Uma crise interna
Na noite da inauguração da deslumbrante árvore de Natal da Lagoa, uma coisa foi rigorosamente impossível: fotografar juntos o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, e o presidente da Bradesco Seguros, Luiz Carlos Trabuco. (Que pelo nome não se perca.) Vários fotógrafos tentavam, mas não conseguiam. Motivo: o Bradesco vive uma crise interna. Cypriano é o presidente do Bradesco, seu mandato está terminando, quer continuar.
Mas “seu” Brandão quer Cypriano “jogado” para cima, e Trabuco assumindo a presidência. Cypriano é simples sério e discreto.
Trabuco é terrivelmente exibicionista, fala alto, se julga indomável. Só que a cúpula do Bradesco prefere Cypriano. Mas “seu” Brandão do Bradesco parece invencível. Não quer recuar, pondera e não esconde: “O Bradesco sou eu”. Trabuco bate palmas e confirma: “Todos sabem disso”.
Otavio Mesquisa, que representava a Band, que transmitiu a inauguração com exclusividade, abraçava o Trabuco, passava indiscretamente a mão pela sua barriga, os dois riam.
Trabuco se julga um “homem muito bonito” não esconde. Mas Paula, sua mulher, muito mais bonita e menos exibicionista. E até podia ser.
Fato que ninguém explicava, não consegui descobrir: por que a TV-Globo foi abandonada e a Band ficou com o grande prêmio?
Disseram ao repórter: “A Band é de São Paulo”. Ora, a Globo é maior e mais importante, mesmo não sendo exclusivamente de São Paulo.
Foi um faturamento que a diretoria comercial da Band chamou “de um trabuco ou uma poderosa 9mm”.
Mantega, um dos “três patetas” (os outros são Meirelles e Paulo Bernardo) numa das tolices improvisadas: “Duvidar da liquidez da Petrobras é piada”. Ningém riu.
Este repórter, que defende a Petrobras antes deles nascerem, pode questionar a direção da empresa. Ela não é mais do povo, pertence à “CÚPULA ESBANJADORA”.
Aliás, em muitas administrações critiquei a caminhada ENRIQUECEDORA e não da empresa. Quantos fizeram fortunas com a Petrobras?
Já fiz matérias e mais matérias denunciando escândalos e com nomes. Agora não é diferente. São arrogantes fanfarrões, se julgam os donos do petróleo.
Para que a denúncia tenha sido feita pelo senador Jereissati, que está processado desde 2001, por FALÊNCIA FRAUDULENTA do Banco do Ceará. ERA GOVERNADOR.
A cada dia chegam mais comunicações de solidariedade. De todos os lados, com o maior carinho. A repercussão, sensacional.
Leitores permanentes da Tribuna da Imprensa, que já ACESSAVAM esta Tribuna on-line telefonam chorando, muitos perguntando quando o impresso voltará.
Os jornalões festejaram, com raríssimas execeções. Era esperado. Já os sites foram altamente elucidativos e serenos. Alguns que não posso deixar de citar, desculpem qualquer omissão, irei corrigindo. O “Consultor Jurídico”, o “Comunique-se, os jornalistas os mais diversos.
32 sites pediram autorização para “hospedar” minha coluna e artigo. E na Tribuna on-line estão todos que escreviam na Tribuna impressa.
Uma referência obrigatória para Hildegard Angel. Na sua coluna do Jornal do Brasil, transcrita na bonita página na internet.
Foi a mais correta simpática, elucidativa, justificando o fato de ter um enorme contingente de leitores, que seguem para onde ela vai.
O coronel Chávez tentará em janeiro ou fevereiro, aprovar reforma da Constituição, tornando seu mandato prorrogável por quantas vezes pretender.
XXX
Perdeu na primeira tentativa, por 0,23% praticamente nada.
XXX
Agora obterá a “vitória”. A não ser que fique com receio da reação dos EUA.
XXX
Embora acredite que possa haver entendimento entre a Venezuela e EUA, ele e o presidente eleito, Barack Obama.
XXX
Não acredito. De qualquer maneira temos que esperar, faltam 46 dias para a posse.
XXX
Enquanto Obama não toma posse, leiam o livro escrito por ele, ” AUDÁCIA DA ESPERANÇA”.
XXX
Este repórter que sempre acreditou na vitória de Obama, embora receasse o racismo enrustido, que palavra, e o puritanismo americano, recomenda seu livro, com entusiasmo.
XXX
É um libelo a favor, (existe isso?) I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L .
XXX
Garibaldi Alves foi generoso: deixou o senador Tião Viana presidir a sessão do Congresso em homenagem a Chico Mendes.
XXX

dezembro 2, 2008

A TRIBUNA interrompe momentamente a circulação

Li rapidamente pela manhã que a TRIBUNA DA IMPRENSA ficaria de molho “momentaneamente” [ tomara que seja breve]. Agora à noite, abro o email e vejo que Jasson gentilmente me enviou o texto de Hélio Fernandes em que este explica o caso.
Melhor [ se é que seja possível usar essa palavra - "melhor" - numa notícia má] ainda: Jasson mostra a relacão entre o artigo de Hélio Fernandes e o episódio da cassação de um dos líderes civis do golpe de 64 – o então dono da Tribuna, Carlos Lacerda – , citado em seu livro “O Golpe de 64 em São João da Boa Vista“. Aliás, quem não leu está perdendo.
Obrigado, Jasson.

No artigo A REVOLUÇÃO QUE DEVOROU SEUS FILHOS, que consta de meu livro (página 247), revelei que o líder civil do Golpe de 64, Carlos Lacerda, foi punido pela Ditadura Militar que colocou no Poder. Agora Hélio Fernandes, na Nota divulgada abaixo, revela as perseguições que o jornal dele e do Lacerda sofreu no tempo da Ditadura e que lhe causou enormes prejuízos. O tempo se encarregou de confirmar tudo aquilo que escrevi no citado artigo.
JASSON

A TRIBUNA [DA IMPRENSA] interrompe momentamente a circulação
POR CULPA DA JUSTIÇA MOROSA,TENDENCIOSA, DESCUIDADA, DISPLICENTE,VERDADEIRAMENTE INJUSTA E AUSENTE,TÃO DITATORIAL QUANTO A DITADURA
O douto procurador-geral da República, Claudio Fonteles, recusou o AGRAVO da União, identificando-o como PROTELATÓRIO.
O imodesto ministro Joaquim Barbosa recebeu o AGRAVO da União, sabendo que era PROTELATÓRIO. Levou 2 anos e meio para entender.
Com a mente revoltada e o coração sangrando, escrevo serenamente, mas com a certeza de que é um libelo que atinge, vai atingir e quero mesmo que atinja o sistema Judiciário. As palavras que coloquei como título desta comunicação representam a ignomínia judicial, que se considera poderosa e inatingível, mas é apenas covarde e insensível.
Retira-se dessa acusação global apenas a primeira instância. O juiz que em 1979 recebeu a ação desta Tribuna da Imprensa examinou imediatamente a questão e dividiu a ação em duas. Uma chamada de LÍQUIDA, que decidiu imediatamente e que, lógico, foi objeto de recursos indevidos, malévolos e protelatórios, que é a que está na mesa do ministro Joaquim Barbosa.
A outra, denominada de ILÍQUIDA, juntava e junta prejuízos ainda maiores, como desvalorização do título do jornal, lucros cessantes, páginas em branco durante 10 anos, perseguição aos anunciantes, que intimidados pessoalmente pelo então diretor da Receita deixavam de anunciar.
(Esse diretor da Receita Federal, Orlando Travancas, era feroz na perseguição e na intimidação. Não demorou muito, foi flagrado em crime de extorsão e corrupção, não quiseram prendê-lo, seria desmoralização para o regime. Foi aposentado luxuosamente, com proventos financeiros “generosos”).
A ação ILÍQUIDA dependia de PERÍCIA, que vem desde 1982, e não foi feita por irresponsabilidade e falta de interesse de dois lados. Acreditamos que agora andará em velocidade para recuperar o tempo perdido. Na ação dita LÍQUIDA, o competente juiz de primeira instância, cumprindo o seu dever, sem temor ou dificuldade, condenava a União ao pagamento da INDENIZAÇÃO devida a esta Tribuna.
Que sabendo dos obstáculos que enfrentaria, dos sacrifícios a que seria submetida, assumiu sem qualquer restrição a resistência ao autoritarismo e à permanente e intransigente defesa do interesse nacional, tão sacrificado. “Combatíamos o bom combate”, como disse o Apóstolo Paulo.
De 1982 (primeira e única sentença) até este ano de 2008 (26 anos), a decisão do competente juiz de primeira instância foi naufragando na impunidade, no descuido, na imprudência dos chamados MAGISTRADOS SUPERIORES.
Nesses 26 anos, desembargadores que não tinham nenhum adjetivo, mas lutavam arduamente para ganhar a complementação de DESEMBARGADORES FEDERAIS, nem ligavam para a justiça ou a injustiça. Importantes, se consideravam insubstituíveis e incomparáveis, não queriam que alguém pensasse ou admitisse que eram inferiores. Lógico, cuidando da ambição pessoal, não podiam perder tempo FAZENDO JUSTIÇA. Que era o que o juiz de primeira instância compreendeu e decidiu imediatamente.
Em 26 de março de 1981, a ditadura agonizante mas vingativa explodiu prédios, máquinas e demais dependências desta Tribuna. Podíamos acrescentar isso na própria ação ou começar nova, com mais esse prejuízo colossal. Não quisemos. É fato também facilmente comprovável, não protestamos nem reivindicamos judicialmente em relação a mais esse terrorismo. Financeiro, econômico, irreparável.
Outro fato que também é acusação contra DESEMBARGADORES FEDERAIS facilmente comprovável verificando o andamento, quer dizer, a paralisação do processo: vários DESEMBARGADORES FEDERAIS ficaram 2, 3 e até 4 anos com o processo engavetado. Alguns devolviam o processo pela razão maior de todas: caíam na EXPULSÓRIA. Mas continuavam fazendo parte do esquema e sistema de atrasar a eficácia da prestação jurisdicional. Necessária nova distribuição, isso era feito lentamente, esqueciam inteiramente da importância de fazer justiça.
E o próprio Supremo Tribunal Federal não pode ser considerado INOCENTE ou DESCONHECEDOR do processo. Pois há quase 3 anos ele está na mesa do ministro Joaquim Barbosa, “esperavam um negro subserviente, encontraram um magistrado que veio para fazer justiça”. Na prática está desmentindo a teoria. Negro ou branco, não importa a cor e sim a I-N-S-E-N-S-I-B-I-L-I-D-A-D-E como magistrado.
O ministro Joaquim Barbosa, do STF, com extrema boa vontade, recebeu o recurso inócuo da União, verdadeira litigância de má-fé, que sabia ser apenas PROTELATÓRIO. Os autos estão descansando em seu gabinete desde abril de 2006. Postura diferente adotou o douto procurador-geral da República, Cláudio Lemos Fonteles, que há mais de 2 anos já fulminara o teratológico recurso como INADMISSÍVEL, sem razão de ser, vez que almeja REDISCUTIR o que já tinha sido pacificado nas instâncias inferiores, ou seja, o direito líquido e certo desta Tribuna da Imprensa ser indenizada por conta de danos morais e prejuízos materiais de vulto que sofrera, em decorrência de atos truculentos e de censura permanente dos governantes dos anos de chumbo e que quase levaram o jornal à falência.
Inexplicavelmente, repita-se, o bravo (ou bravateiro?) Joaquim Barbosa aceitou o afrontoso apelo da União que nem deveria ser conhecido, por conta quem sabe de um cochilo, displicência ou então não tem a sabedoria jurídica que tanto apregoa.
Não quero ir mais longe, lembrar apenas o seguinte: a Tribuna da Imprensa não será FECHADA pela indolência da Justiça, que, sem perceber, a castiga tanto ou mais do que a ditadura, na medida em que por inaceitável MOROSIDADE está retardando a implementação da execução de sentença condenatória da ré, União Federal, e sua maior devedora.
ASSIM, suspenderemos por alguns meses a circulação deste jornal, que entra, coincidentemente, no ano 60 da sua existência. 14 com Carlos Lacerda, 46 com este repórter. Não transigimos, não conversamos, não negociamos a opinião aberta e franca pela recompensa escondida mas relevante. Poderíamos ter cedido, concedido, concordado, conquistaríamos a riqueza falsa e inconsciente, mas GLORIOSA E DURADOURA.
Vivemos num mundo dominado pela VISIBILIDADE e a RECIPROCIDADE. Como não nos entregamos nunca, como ninguém neste jornal distribui visibilidade para receber reciprocidade, estamos em situação dificílima.
Nesse quadro, já dissemos e reiteramos que essa primeira indenização será toda destinada ao pagamento de DÍVIDAS obrigatórias contraídas por causa da perseguição incessante comprovadamente sofrida.
Em matéria de tempo, uma parte do Judiciário foi mais ditatorial do que a ditadura. Esta perseguiu o jornal das mais variadas formas, por 20 anos. A Justiça quer ver se chega aos 30 anos, por conta de sua repugnante MOROSIDADE, TÃO RUINOSA e imoral quanto a ilimitada violência perpetrada pela ditadura.
Se vivo fosse, o jurista Ruy Barbosa por certo processaria os lenientes julgadores do processo indenizatório ajuizado pela Tribuna contra a União há quase 30 anos e sem pagamento algum até hoje, porque para Ruy, que é tão festejado e citado, mas não imitado, JUSTIÇA ATRASADA NÃO É JUSTIÇA, SENÃO INJUSTIÇA QUALIFICADA E MANIFESTA. Até breve. Muito breve.
PS – “A única coisa que devemos temer é o próprio medo. O medo inominável, injustificável, sem razão de ser. Medo que paralisa os esforços e transforma um avanço vitorioso numa derrota ou numa retirada desastrosa”. Franklin Delano Roosevelt, 4 de março de 1933. Um dia antes de tomar posse pela primeira vez como presidente e já pronto para lançar o New Deal.
Helio Fernandes

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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