Crianças são internadas por vício em celular
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Na Espanha, duas crianças estão internadas em tratamento há três meses contra o vício em celulares, algo que está sendo visto como o primeiro caso do gênero no país. Segundo o psiquiatra que acompanha o tratamento, as crianças perdiam a maior parte do dia usando seus aparelhos.
O site The Guardian informou que as crianças, de 12 e 13 anos, foram admitidas em uma clínica psiquiátrica por não conseguirem seguir a vida sem seus telefones.
Ambas passavam cerca de seis horas por dia interagindo com o aparelho, conversando, mandando mensagens e jogando, algo que impactou negativamente também em suas rotinas escolares.
Maite Utgés, psiquiatra e diretora do centro em que as crianças foram internadas, disse que esta é a primeira vez que um tratamento específico é utilizado na cura de dependência de celulares e recomendou aos pais que não dêem celulares aos seus filhos até que completem 16 anos.
As duas crianças mantinham seus telefones há mais de 18 meses e não eram controladas. “Uma pagou pelo telefone pegando dinheiro com a avó e outros membros da família, sem explicar o que fariam com ele”, explicou a psiquiatra, acrescentando que o tratamento pode levar ao menos mais um ano.
O especialista Dr. José Martínez-Raga, de um centro próximo à Valência, disse que esta pode ser apenas a “ponta do iceberg”. No Japão, pais estão sendo aconselhados a limitar o uso dos celulares, tendo em vista possíveis efeitos colaterais do uso contínuo do aparelho por crianças. Na Grã-Bretanha, foram divulgados dois casos de jovens obcecados por celulares que entraram em depressão por receberem menos chamadas ou mensagens em texto.
Um estudo realizado em 2007 em Madrid descobriu que 30% das crianças entre 11 e 17 anos se sentiam extremamente oprimidas quando tinham seus telefones confiscados. Em outra pesquisa, também na Espanha, foi revelado que 65% das crianças entre 10 e 15 anos possuíam celulares, comparado a 45,7% em 2004.
De acordo com o site Raising Kids, alguns psicólogos afirmam que o vício é hereditário: crianças cujos pais possuem comportamento obsessivo compulsivo têm 30% a mais de chance de desenvolver características similares. O uso obsessivo de celulares estaria ligado a problemas de timidez e baixa auto-estima.
junho 17, 2008
Crianças são internadas em clínica psiquiátrica por seu vício em celulares. Falta internar os adultos!!!
maio 24, 2008
Instituto de Psiquiatria discute depressão e transtorno bipolar
A medicação no tratamento de depressão e do transtorno bipolar: importância e dificuldades é o tema da palestra que será realizada no dia 30 de maio, das 13h às 15h, no Anfiteatro do Instituto de Psiquiatria – Rua Doutor Ovídio Pires de Campos, 785, São Paulo.
O evento gratuito é promovido pelo Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Destina-se aos portadores das doenças, familiares e demais interessados no assunto. Há quase oito anos o Gruda realiza encontros mensais, abertos ao público interno (pacientes e familiares) e à comunidade para explicar certos aspectos da depressão e do transtorno bipolar. Se você ou algum conhecido apresenta alteração de sono, falta de apetite, desmotivação para viver, perda de interesse generalizado, pensamentos negativos e mau humor, cuidado!
“Se estes sintomas persistirem por mais de duas semanas seguidas é recomendável procurar um psicólogo ou psiquiatra para analisar a possibilidade de depressão”, orienta o psiquiatra Frederico Navas Demetrio, coordenador do Gruda e um dos palestrantes. Ele conta que, ao longo da vida, 15% da população mundial manifesta o problema de saúde. A doença vai muito além de uma simples tristeza. Numa pessoa sadia, a melancolia é momentânea e surge por alguma situação desconfortável. Já no depressivo, a falta de alegria é mais intensa e acompanha outras alterações fisiológicas.
Suicídio - O problema psíquico provém de vários fatores: hereditários, ambientais ( submeter-se a situações que geram excessivo estresse ) e médicos. Contrair certas doenças geradoras de depressão como câncer, aids e aquelas que comprometem o desempenho do sistema nervoso central, dos hormônios e da tireóide, são causas médicas da moléstia. Demetrio explica ainda que otratamento quimioterápico e o consumo de alguns medicamentos (compostos de corticóide, por exemplo) também podem desencadear crises depressivas. A cura exige tratamento médico, pois não existe melhora espontânea da depressão. Para a maioria dos pacientes, o profissional recomenda medicamentos antidepressivos e psicoterapia. Casos graves são submetidos a eletroconvulsoterapia – anestesia com choques no cérebro para redução dos sintomas psíquicos. Quinze por cento dos depressivos cometem suicídio. “Isso sem contar as diversas tentativas”, alerta.
Poder da fé - “Os doentes que têm fé, independente da religião, melhoram progressivamente seu quadro clínico. Isto vale para qualquer doença”, avalia Demetrio. A crença religiosa associada ao tratamento médico beneficia o organismo: mais imunidade e melhor desempenho do sistema nervoso e das glândulas hormonais. As atividades físicas realizadas freqüentemente também ajudam.
Transtorno Bipolar atinge 1% da população
De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), a doença é caracterizada por alterações de humor e depressão alternando-se com euforia (denominada mania), em diversos graus de intensidade. O transtorno bipolar (TB) tipo I apresenta episódios de depressão e de mania e atinge 1% da população geral. Quadro mais brando, o TB tipo II, pode comprometer até 8% das pessoas no mundo. Estima-se que cerca de 1,8 a 15 milhões de brasileiros sejam portadores de transtorno bipolar. Dados da Organização Mundial de Saúde da década de 1990 apontam que a TB foi a sexta maior causa de incapacitação do mundo. A ABTB divulga também que o suicídio é a causa mais freqüente de morte, principalmente entre os jovens. Aproximadamente 50% dos portadores tentam suicídio ao menos uma vez e 15% efetivamente o cometem. Doenças clínicas como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares são mais freqüentes entre as pessoas portadoras de transtorno bipolar.
SERVIÇO: Inscrições para a palestra “A medicação no tratamento de depressão e do transtorno bipolar: importância e dificuldades” podem ser feitas pelo telefone (11) 3069-6648 até o dia 27 de maio. Há 100 vagas.
Mais informações no site www.hcnet.usp.br – link Cursos e Eventos
Fonte: Agência Imprensa Oficial.
Fonte: Agência Imprensa Oficial.

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