ENCALHE

maio 12, 2008

Jaz São Paulo: Mais uma aberração a enfeitar a cidade!! Metrô no Sapopemba, que é bom…

Olhando a foto abaixo têm-se algo que parece um pregador de roupas gigante. Questão de ângulo. Não é esse o defeito da obra, seu visual. Esteticamente, não é do meu agrado, outros talvez gostem e tudo bem.

Pior que o horroroso Paulistão não acho que seja. A Marta Suplicy devia era ter feito um plebiscito e perguntado aos munícipes o que estes achavam que deveria ser feito com o esqueleto deixado por Celso Pitta para a cidade. A Marta pisou na bola. Os paulistanos já são bem grandinhos e poderiam muito bem se responsabilizar pelo destino do então denominado Fura-Fila. Que ela não carregasse a decisão solitariamente sobre seus ombros. Agora, aqui no jornal do bairro ( Vila Prudente – ZL ) tá escrito que pode ser que o Fura-Fila não seja mais extendido até a Cidade Tiradentes. Bom, que tenha ocupado uma parte da Avenida do Estado, do Centro até o Ipiranga, até se pode tentar compreender, vá-lá.

Entrementes, o que eu queria escrever, inicialmente, é o seguinte:

Haveria, no sábado às 14:00 horas, uma manifestação, promovida por várias entidades da região do Sapopemba, pedindo que o Metrô chegue ao bairro.

Isso não está previsto pela companhia, que – parece – prefere fazer com que a linha que virá até Vila Prudente, continue em direção do Tatuapé. Eu não tenho certeza, acho que já escrevi aqui [ Oba, descolei um link para este assunto, de meu outro blog ], a explicação dada em certa ocasião é que tenta-se evitar a especulação imobiliária naquele bairro. Mas não é só. Tem algo a ver com demanda local. Depois eu procuro, devo ter em algum lugar.

Bem, eu li os jornais de hoje, domingo 11 de maio, buscando presatar atenção àqueles que destacam assuntos locais ( Estado e cidade de São Paulo ), como o JT, Agora e Diário de São Paulo, além dos cadernos locais de Folhão e Estadão para ver o que falaram sobre a manifestação ocorrida em Sapopemba.

Pedindo – repito – a ida do Metrô até este superpopuloso bairro.

Sim, vocês adivinharam direitinho: NÃO SAIU NADA!! Ou seja, para o leitor da Rebouças e Higienópolis, o evento não ocorreu. E o apelo dos moradores do bairro tampouco existem, já que não saiu no jornal. Se bobear, o tal bairro nem deve existir.

Se eu fosse morador do lugar e das imediações, ou de locais até próximos, e que seriam favorecidos com a chegada do Metrô, eu entupiria o email destes jornais, perguntando o porquê de terem ignorado o fato. Ou isso não é notícia? Quer dizer, então, que o Metrô só é assunto quando trata de se falar sobre o aumento da tarifa, das panes – sem explicar em detalhes o processo de sucateamento, claro – paralisações, Pinheiros ( Ah! O CRATERÃO completa mais um desaniversário! ) , Av. Paulista ou quando há alguma inauguração? Aliás, até agora não há uma explicação razoável para o comparecimento de um ex-governador ( o Alckmin ) em inauguração de estações ( não lembro em qual ele esteve: Alto do Ipiranga ou Imigrantes ). Por quê não chamaram o Maluf, então?

Vamos lá, todos vocês que se importam ou estão diretamente envolvidos na briga pelo transporte metroviário em Sapopemba, sejam vocês de onde forem: PASSEM A BOICOTAR ESTES JORNAIS! Comuniquem-lhes sua insatisfação! Parem de lhes dar seu dinheiro! Ou eles continuarão a ignorar vocês.

Prosseguindo.

Abaixo, trecho do Colunão, assinado por Alceste Filinto, da Folha de Vila Prudente desta semana ( saiu na 6ª. feira, 09 de Maio ):

” Expresso Tiradentes
Pelo que conseguimos saber, corre nos bastidores da SPTrans que o Expresso Tiradentes está fadado a chegar somente a Vila Prudente e terminar no entroncamento com a Linha 2 do Metrô. O prosseguimento até a Cidade Tiradentes tem tudo para abortar. Aliás, esta seria a solução mais lógica e desejada pela população.
Com uma centena de semáforos ao longo da Avenida Anhaia Mello, o nome expresso é mera legenda de propaganda. O que a população deseja e exige é que a Linha 2 do Metrô siga de Vila Prudente até São Mateus. E estamos falados.
“Linha 2 do Metrô
O Fórum Social Leste, promove amanhã, dia 10, às 14h, um ato público em defesa da Linha 2 do Metrô até São Mateus. O movimento começa em frente à igreja Nossa Senhora de Fátima (Jardim Grimaldi) e percorrerá a Av. Sapopemba até o Hospital Sapopemba. O Fórum Social Leste congrega mais de três dezenas de entidades sociais da região. “
Viram só? Três dezenas de entidades!! E ZERO espaço nos jornais! Pois a ponte é mais importante.
Ops! Falando em ponte: já apelidaram a Estaiada de “Estilingão”.
Vou tentar dar outro: Gigantesca Harpa do Inferno !

novembro 5, 2007

O Brasil tem mais a ganhar com acidentes de helicópteros do que com os de avião. Pergunte-me como.

Leia as matérias ( algumas antigas, é verdade, mas a distribuição de renda do Brasil permanece quase igual, há 500 anos, então… ) a seguir e veja o perfil dos passageiros ( digamos, mais claramente, os proprietários ) de helicópteros.
Trânsito nos céus
Frota de helicópteros cresce 20% ao ano graças a executivos dispostos a investir milhões de dólares para fugir do trânsito
Revista Época
10/07/2000
A grandiosidade de São Paulo atingiu o espaço aéreo. A cidade é a primeira no mundo em horas de vôos de helicópteros e ostenta a terceira frota do planeta. Os que podem preferem o ar a enfrentar 120 quilômetros diários de congestionamento nas ruas. É o caso do leiloeiro Luiz Fernando de Abreu Sodré Santoro, de 50 anos. Morador de Alphaville, condomínio a 20 quilômetros da capital, trabalha em Guarulhos, a 44 quilômetros dali. Investiu US$ 900 mil na compra de um Jet Ranger há quatro anos. Gasta 12 minutos no trajeto. De carro, levaria pelo menos uma hora. “Tenho de andar rápido, sou um prestador de serviços“, justifica.
Economizar tempo e fugir dos congestionamentos motivaram outros ricos e famosos a adotar o transporte aéreo. Com uma dose adicional de incentivo – evitar os seqüestros. Foi o que fez o empresário Abílio Diniz, dono da cadeia de supermercados Pão de Açúcar. Seqüestrado em 1989, costuma locomover-se pelo ar. O helicóptero, adquirido em nome da empresa, é utilizado também por parentes e amigos. Na semana passada, por exemplo, foi emprestado por João Paulo Diniz, filho de Abílio e dono de restaurantes, à top model Gisele Bündchen, sua ex-namorada. Ela o usou para evitar atrasos durante as concorridas aparições no MorumbiFashion, o maior evento de moda no país.
A geografia paulistana facilita os vôos dos aparelhos. A visão da cidade é ampla. A vantagem impulsiona o mercado. Cerca de 180 novas aeronaves somam-se à atual frota a cada 12 meses. O negócio é dominado por três empresas: a Helibrás, única montadora brasileira, a Audi Helicópteros, revendedora da americana Robinson, e a Líder Táxi Aéreo, representante da Bell. Da frota brasileira de 900 helicópteros, parte é composta do modelo Esquilo, montado pela Helibrás. Custa cerca de US$ 1,5 milhão. Um dos mais caros é o Dauphin, fabricado pelo consórcio franco-alemão Eurocopter. Nove deles sobrevoam os céus brasileiros. Valem, em média, US$ 6 milhões. Servem a uma casta dourada de empresários, como o investidor Jorge Paulo Lemann, o principal acionista do Garantia Partners, um banco de investimentos. O modelo mais sofisticado é o Sikorsky S76, avaliado em US$ 7 milhões. Há apenas três no Brasil, um deles em nome do banqueiro Júlio Bozano.
Espaço aéreo
O ranking das cidades com o maior número de aeronaves no mundo
Nova York: 2.000
Tóquio: 700
São Paulo: 450
Los Angeles: 250
Os altos valores em trânsito alimentam a oferta de trabalho no setor. Em 1999 foram cadastrados 230 novos pilotos privados e 90 comerciais no Departamento de Aviação Civil, órgão do Ministério da Aeronáutica responsável pela fiscalização do espaço aéreo. O aperfeiçoamento é atividade cansativa. São quatro meses de curso teórico, seguido de uma maratona de aulas práticas. Para tirar o brevê, o aviador privado precisa somar 35 horas no ar, e o comercial 100. Allan Totti Dias, de 23 anos, 120 horas de vôo, garante que o esforço de quase dois anos compensa: “Já tenho um bom salário”. O comandante Milton José Teixeira Rangel, proprietário da Tecplan, a maior escola de pilotos de helicópteros do Brasil, informa que o salário inicial vai de R$ 3.500, para os que controlam um Robinson R44, a R$ 12 mil, para os especialistas no Dauphin. Os números de pousos e decolagens de helicópteros confirmam o sucesso. Variam entre 350 e 400 por dia no Campo de Marte, em São Paulo. Em feriados prolongados, 120 aparelhos pousam no Rio de Janeiro. As ágeis aeronaves movimentam-se com preferência sobre os balneários de Angra dos Reis e Búzios. A socialite Vera Loyola não as dispensa depois que teve o pai e o filho seqüestrados. A apresentadora Xuxa Meneghel corta os céus para cumprir compromissos sociais e de trabalho. Usou uma delas para escapar do assédio da imprensa depois de submeter-se a uma plástica em São Paulo.Na capital paulista, empresários e banqueiros circulam nos ares entre a Avenida Paulista, as indústrias do ABC, o litoral e Campinas. Michel Klein, diretor e herdeiro das Casas Bahia, leva apenas nove minutos de casa, em Alphaville, a São Caetano do Sul, onde fica seu escritório. Helipontos não faltam. Há 81 na capital paulista. No país são 470. Pousos e decolagens tornaram-se parte da rotina do Rio e de São Paulo. Já não despertam a atenção nem levantam olhares curiosos para o céu.
Passageiros ilustres
Jogadores de futebol e políticos somam horas de vôo de helicóptero
Ronaldo
O atacante da Inter de Milão recupera-se, no Brasil, de uma cirurgia no joelho. Para evitar o assédio de fãs e garantir a privacidade, costuma voar
Romário
O jogador do Vasco recorre às aeronaves para ir aos treinos ou passar fins de semana na casa de veraneio em Angra dos Reis. Chegou a fazer um curso de pilotagem, mas não tirou o brevê
Fernando Henrique
O presidente da República costuma locomover-se nos aparelhos para cobrir trajetos curtos entre compromissos oficiais e viagens de descanso no sítio ou na praia

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.