( OBS: Ideal é que o post anterior seja lido antes deste, para melhor compreensão )
Corrupção: Brasil melhora nota e recebe 3,5
26/09/2007
No ranking geral, o Brasil caiu da 70ª para 72ª posição, mas esta mudança reflete a entrada de novos países na pesquisa.
Foi a primeira vez que a nota subiu no governo Lula, embora a pesquisa tenha sido feita antes de episódios como a decisão de processar os acusados pelo mensalão e a absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Congresso Nacional.
Além disso, o porta-voz da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Speck, ressaltou que a mudança é apenas um “passo para o lado” na percepção pública do combate à corrupção, já que se situa dentro da margem de erro da pesquisa – 0,2 ponto percentual para cima ou para baixo.
Os patamares da atual administração ficam abaixo do registrado no final do governo Fernando Henrique Cardoso, que foi melhorando do início para o fim, alcançando 4,1 em 1999 apesar das denúncias de compra de voto no Congresso Nacional para aprovação da emenda que permite a reeleição do Presidente da República.
“A tendência no governo FHC e Lula é inversa”, reconhece Speck, “mas ambos passaram por altos e baixos”. “Não dá para dizer que o Brasil mudou significativamente para melhor ou para pior. E isso confirma a percepção de quem vive no país e vivencia fatos que apontam em direções opostas.” Dois recentes exemplos contraditórios, disse ele, são a decisão do Supremo Tribunal Federal de processar os acusados no caso mensalão – um “sinal positivo” – e a absolvição do senador Renan Calheiros no processo de cassação.
Sobre o mensalão, Speck afirmou: “jamais o Judiciário tocou nos altos escalões da política de uma forma tão contundente como está fazendo agora. Embora não tenha julgado o caso, aceitou a denúncia”. “No entanto, duas semanas depois, há a absolvição do (senador) Renan Calheiros, que foi um sinal para o outro lado”.
“Existe uma percepção de que algumas coisas estão trazendo esperança de melhora, e outras que destacam o Brasil como o país da impunidade”. Para o analista, o Brasil pode melhorar seu desempenho atacando “demandas específicas em cada Poder”.
“O Poder Judiciário tem de se tornar mais transparente e mais ágil. A questão da transparência tem melhorado com a criação de conselhos externos. Mas não há acesso a dados básicos, como quantos processos de corrupção ativa e passiva existem no Brasil”. “No Poder Executivo, é preciso facilitar o acesso do cidadão ao Estado, e reduzir os intermediários na prestação de serviços públicos. Projetos como o Poupatempo, em São Paulo, e outros semelhantes, são positivos neste sentido”.
No ranking geral, o Brasil caiu da 70ª para 72ª posição – são 180 países – mas essa queda se explica pela entrada de 17 novos países no ranking deste ano, em relação ao ano passado. Para a Transparência Internacional, o “divisor de águas” é a nota 5, abaixo da qual estão países com problemas mais sérios de corrupção.
Na América do Sul, apenas o Chile (7,0) e o Uruguai (6,7) estão no grupo dos países com melhor desempenho. Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia (nota 9,4) dividem o topo do ranking. Somália e Mianmar (1,4), Iraque (1,5) e Haiti (1,6) – que muitos qualificam como “Estado-falidos” – estão no espectro oposto.
“A corrupção ( nos países com pior desempenho ) continua sendo um enorme ralo de recursos tão necessários para a educação, a saúde e a infra-estrutura”, disse em um comunicado de imprensa a presidente da Transparência Internacional, Huguette Labelle. “Governos de países divididos por conflitos pagam um preço alto em sua capacidade de governar”.
Fonte: BBC Brasil
Foi a primeira vez que a nota subiu no governo Lula, embora a pesquisa tenha sido feita antes de episódios como a decisão de processar os acusados pelo mensalão e a absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Congresso Nacional.
Além disso, o porta-voz da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Speck, ressaltou que a mudança é apenas um “passo para o lado” na percepção pública do combate à corrupção, já que se situa dentro da margem de erro da pesquisa – 0,2 ponto percentual para cima ou para baixo.
Os patamares da atual administração ficam abaixo do registrado no final do governo Fernando Henrique Cardoso, que foi melhorando do início para o fim, alcançando 4,1 em 1999 apesar das denúncias de compra de voto no Congresso Nacional para aprovação da emenda que permite a reeleição do Presidente da República.
“A tendência no governo FHC e Lula é inversa”, reconhece Speck, “mas ambos passaram por altos e baixos”. “Não dá para dizer que o Brasil mudou significativamente para melhor ou para pior. E isso confirma a percepção de quem vive no país e vivencia fatos que apontam em direções opostas.” Dois recentes exemplos contraditórios, disse ele, são a decisão do Supremo Tribunal Federal de processar os acusados no caso mensalão – um “sinal positivo” – e a absolvição do senador Renan Calheiros no processo de cassação.
Sobre o mensalão, Speck afirmou: “jamais o Judiciário tocou nos altos escalões da política de uma forma tão contundente como está fazendo agora. Embora não tenha julgado o caso, aceitou a denúncia”. “No entanto, duas semanas depois, há a absolvição do (senador) Renan Calheiros, que foi um sinal para o outro lado”.
“Existe uma percepção de que algumas coisas estão trazendo esperança de melhora, e outras que destacam o Brasil como o país da impunidade”. Para o analista, o Brasil pode melhorar seu desempenho atacando “demandas específicas em cada Poder”.
“O Poder Judiciário tem de se tornar mais transparente e mais ágil. A questão da transparência tem melhorado com a criação de conselhos externos. Mas não há acesso a dados básicos, como quantos processos de corrupção ativa e passiva existem no Brasil”. “No Poder Executivo, é preciso facilitar o acesso do cidadão ao Estado, e reduzir os intermediários na prestação de serviços públicos. Projetos como o Poupatempo, em São Paulo, e outros semelhantes, são positivos neste sentido”.
No ranking geral, o Brasil caiu da 70ª para 72ª posição – são 180 países – mas essa queda se explica pela entrada de 17 novos países no ranking deste ano, em relação ao ano passado. Para a Transparência Internacional, o “divisor de águas” é a nota 5, abaixo da qual estão países com problemas mais sérios de corrupção.
Na América do Sul, apenas o Chile (7,0) e o Uruguai (6,7) estão no grupo dos países com melhor desempenho. Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia (nota 9,4) dividem o topo do ranking. Somália e Mianmar (1,4), Iraque (1,5) e Haiti (1,6) – que muitos qualificam como “Estado-falidos” – estão no espectro oposto.
“A corrupção ( nos países com pior desempenho ) continua sendo um enorme ralo de recursos tão necessários para a educação, a saúde e a infra-estrutura”, disse em um comunicado de imprensa a presidente da Transparência Internacional, Huguette Labelle. “Governos de países divididos por conflitos pagam um preço alto em sua capacidade de governar”.
Fonte: BBC Brasil
COMENTÁRIOS
1 – No artigo do G1, o melhor colocado da América do Sul é o Chile ( nota 7,0), mas é curioso não mencionarem o segundo colocado ( Uruguay ) , já que sua nota é pouco menor em relação àquele ( 6,7 ) ;
2 – Difícil, sem saber quais os critérios utilizados pela pequisa, concluir algo. A polêmica absolvição de Renan poderia ser melhor trabalhada e apresentada, de modo a não parecer uma tragédia, aos olhos do povo, que um julgamento possa terminar com tal resultado.
A denúncia acolhida e processo contra os acusados de “mensaleiros” não deverão ser tratados da mesmo forma como vem sendo o caso Renan, sob o perigo de se promover um linchamento público e pré-julgamentos ainda durante a duração de todos os processos e, caso os réus sejam inocentados, resultar numa frustração coletiva ilegítima, a partir de uma ilusão fomentada pelo imprensalão – que, aliás, vem poupando Serra e Azeredo em seus noticiários direcionados. Que as acusações contra quem forem sejam, isso sim, melhor assentadas e provadas e dependam menos da cobertura midiática e dos holofotes políticos, para que a inocência conseguida nos tribunais não passe a ser motivo de surpresa ou alvo de novas suspeitas.
E não ter telhado de vidro também ajuda a ganhar credibilidade junto à opinião pública.

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