ENCALHE

maio 18, 2008

Da série "Onde está você?": Posição do manete contribuiu para acidente da TAM

Onde está você, Suposto Apagão Aéreo? Onde está você, “clamor popular”? Onde está você, “CANSEI”? Seus lixos golpistas.
Posição do manete contribuiu para acidente da TAM
Segundo investigadores, alavanca que controla a velocidade estava na posição errada
Globo.com
G1
17/05/2008
A posição do manete foi determinante para o acidente com o avião da TAM , que aconteceu em julho do ano passado, em São Paulo. A comprovação foi dada pelo delegado Antônio Barbosa, que comanda as investigações, neste sábado (17), em Porto Alegre. Parentes das vítimas do vôo 3054 se reuniram com o delegado na capital gaúcha. Segundo os investigadores, está comprovado que na hora do pouso, a manete – a alavanca que controla a velocidade do avião – estava na posição errada, de aceleração. A polícia não sabe se o erro aconteceu por falha humana ou defeito mecânico. Na tarde deste sábado, os parentes das vítimas fazem uma caminhada de protesto pelas ruas de Porto Alegre.
Acidente
A aeronave, um Airbus A320, vôo JJ 3054, partiu de Porto Alegre às 17h16 e pousou em São Paulo às 18h48 do dia 17 de julho de 2007. Percorreu toda a pista, virou à esquerda e atravessou uma avenida antes de bater no prédio, onde a empresa mantinha um depósito. O acidente foi o maior da aviação no país. No total, 199 pessoas morreram.
VAMOS RELEMBRAR. Quem usou a tragédia para acusar Lula de por o manete em posição errada só por maldade e comunismo petista?
“Cansei” encerra ato com discreto “fora Lula” SP
Terra, 17/08/07
Cerca de 2 mil pessoas participaram, nesta sexta-feira, do ato do movimento “Cansei” na Praça da Sé, em São Paulo. O evento foi realizado em memória às vítimas do acidente com o Airbus da TAM, que completa um mês hoje. Os presentes fizeram um minuto de silêncio às 13h e depois da interpretação do Hino Nacional pelo cantor Agnaldo Rayol, parte do público entoou um tímido “fora Lula”, que não foi seguido pela maioria. ( … )
Protesto leva milhares ao local do acidente com avião da TAM
G1, 29/07/07
Após minuto de silêncio, público grita ‘fora Lula’ em ato do Cansei
Parentes de vítimas do acidente da TAM participaram do ato, entre celebridades. Manifestação contra o governo foi contestada por participantes do ato.
G1, 17/08/07
Mais Lu Fernandes
Encalhe, 31/07/07
( … )
Lu Fernandes – Ligações antigas
A jornalista Lu Fernandes admite manter ligações antigas com José Serra, mas nega que tenha sido beneficiada pelo ex-sócio e secretário do prefeito ao ser contratada para fazer assessoria de imprensa a órgãos municipais. A seguir, trechos da entrevista que concedeu por telefone ao Correio:
Você é sócia do Sérgio Kobayashi?
Ele foi meu sócio, mas não no Escritório. Foi na editora ( Barcarolla ), que é uma editora pequena e absolutamente deficitária. Ficou sócio três ou quatro meses. Minha empresa é outra coisa, não tenho sócios, sou dona dela há 15 anos. Eu pessoalmente faço assessoria para o Serra em todas as campanhas desde 1987. Trabalhei com o Serra na campanha da prefeitura. E eu tenho duas contas, duas contas grandes, diga-se de passagem, de assessoria de comunicação e de imprensa.
Na prefeitura, Kobayashi dava a palavra final sobre a contratação das assessorias, não?
Não. Minha relação com o Andrea ( Matarazzo, subprefeito da Sé ), por exemplo, é anterior. Minha relação com o Fred ( Frederico Bussinger, secretário de Transportes ), também.
( … )

março 30, 2008

De monolitos e sabotagens: petistas tranportam gigantesca pedra até canteiro de obras do Metrô, só para fazê-lo ruir e piorar o trânsito na Capital!!

É isso mesmo!!
O glorioso blog “O Cata-Milho” foi o primeiro a revelar ao mundo o sórdido plano de sabotagem levado a cabo pela guerrilha petista ( vejam AQUI ), à ocasião entendido como tendo sido um suposto atentado, supostamente cometido conta o baluarte do jornalismo honesto, a Editora Abril. Erramos por pouco. O ataque foi contra o Metrô, mesmo. Para tornar a ação mais abjeta ainda, basta dizer que, de acordo com o manual internacional de competência gerencial, o consórcio teria que fazer de 4 a 5 perfurações no solo, para testes. Só que o Consórcio fez mais que isso: por excesso de zelo, e sem motivo algum que o justificasse, foram feitas cerca de 11 perfurações. Ou seja, quase o dobro. Sem motivo algum, só competência gerencial. Sem medir os gastos, só para garantir a qualidade da obra. E ainda assim deu errado. Graças, agora sabemos, à sabotagem da célula petista, acostumada também a fabricar dossiês.
Um ano depois, a verdade apareceu para nunca mais deixá-los ( os petistas ) em paz.
O Fontes ( meu informante ) garantiu-me que tratou-se, na verdade, de uma bem engendrada sabotagem , com o malévolo propósito de [ somado a diversos ( e aparentemente, sem-relação-entre-si ) eventos ] prejudicar o trânsito na Capital. O controverso e muito discutido legista inglês BadHam Palhares atestou que aloprados petistas colocaram uma inacreditavelmente monstruosa pedra* – extraída de uma pedreira localizada em Franco da Rocha – no interior da obra, na calada da noite, quando ninguém estava olhando.
Aí foi só esperar o aprendiz de meteoro fazer o estrago, e correr pro abraço.
*De acordo com BadHam, uma pedra de tal porte só pode ser encontrada nalgum campo de trabalhos forçados semelhante àqueles mantidos pelos governos comunistas. Nestes campos, os prisioneiros são obrigados a bater em imensas rochas com um martelo desses de Carnaval ( que assobiam quando batemos com ele ), até que elas virem areia. A areia é , então, depositada em ampulhetas que são dispostas à vista dos prisioneiros condenados, para que estes vejam seu tempo de vida escorrer, rolar buraco abaixo, junto com a areia. é isso que essa gente quer para o Brasil.

janeiro 13, 2008

Primeiro aniversário do CRATERÃO da Linha 4 do Metrô ( que surgiu por obra da Providência ) é lembrado com bolo na sede do CATA-MILHO! Fotos do evento

AVISO: Trata-se do tratamento crítico/humorístico dispensado a uma tragédia política e mediática, mas poderá ferir sensibilidades. Se você for do tipo que não aceita o humor negro, então aqui não é o seu lugar. Se você preferir o tipo de humor involuntário ( ou seja, feito para ser sério mas que, por suas próprias “qualidades” não pode ser levado mesmo a sério ), então vai até o Mainardi. Tá avisado.
CRATERÃO DA LINHA 4 COMEMORA 1 ANO, EM DISPUTADA NOITE CHIQUE-INTELECTUAL OCORRIDA EM SÃO PAULO. EVENTO, REGADO A ESPUMANTE E BUFFET GENEROSOS, LEMBROU AS VÍTIMAS DE MAIS ESTE DESCALABRO PETISTA.
Primeiro aniversário do CRATERÃO sem responsáveis é lembrado com bolo e Moët & Chandon na CataMilho Maison, em disputado evento que reuniu a nata da sociedade. Brado de indignação contra tudo isso que esta aí ( ou seja, Lula, o culpado disso tudo ) e clamor cívico deram as caras nas animadas rodas de discussões, envolvendo pessoas realmente muito importantes de verdade de nossa sociedade. Debates acalorados, regados a chamapgne, alegraram os convivas. O papel da imprensa e a pronta ação do governador do Estado no triste episódio foram esfusiantemente elogiados. Nem tudo está perdido.

GALLERY

( Quitutes e acepipes preparados pelos melhores chefs aguçaram o apetite dos convidados )
( Vista panorâmica da mesa, lindamente enfeitada por paisagistas de renome. O bolo foi encomendado junto a um dos melhores e mais renomados gourmands )

( Moët & Chandon borbulhante e geladérrimo! )

( A cadela Dara, heroína responsável por vários resgates, e posteriormente condecorada pelo governador foi um dos destaques da festa, como convidada de honra )

( Momento de acender a vela. Que, aliás, foi encomendada especialmente para o evento, à Galeria de Madame Troussard. Madame produziu, em pessoa, a peça. )

( Oba, bolo!! )

( A vela também foi tragada pela cratera. Um horror. Até quando a impunidade de Lula, Dirceu e seus cupinchas? Socorro, Serra! )

( Encenação teatral dos momentos fatais levou senhoras mais sensíveis às lágrimas de comoção )

( A trupe de atores deu um toque artístico-intelectual-cultural-chique ao evento, prestigiado pelos melhores e mais destacados homens e mulheres de nossa sociedade )

( Dramatização: os convidados choraram, sorriram e vibraram com a encenação e, após a apresentação aplaudiram muito e chacoalharam as jóias, em sinal de aprovação. Bis! )

( D. Júlia tenta se esconder dos numerosos paparazzi presentes ao evento, atrás de um pequeno e modesto canivete de bolso )

( Hora de degustar o delicioso bolo e bebericar o geloso e borbulhante espumante. Salut! )

( Mnham, mnham!! )

( Ao final do espetáculo, a trupe enfileira-se e recebe os aplausos da platéia, formada pelos melhores e mais importantes líderes e formadores de opinião de nossa sociedade. Estaríamos assistindo a formação do embrião de algum movimento cívico para conscientizar a população? )

( Dara agradece o reconhecimento por seu papel no resgate das vítimas de mais esse descaso petista, e posa ao lado dos atores. Uma imagem simbólica, um legado para a posteridade. Chega de impostos!!! )

[ Aí, Vinícius... Eu falei que ia fazer, não falei? ]

setembro 17, 2007

HAL A320: Computador de Airbus da TAM teve falha, diz mecânico

Filed under: Airbus, apagão aéreo, Congonhas, TAM, tragédia — Humberto @ 11:26 pm

Na madrugada anterior ao acidente com o Airbus A320 da TAM – que explodiu após varar a pista do Aeroporto de Congonhas, em 17 de julho, deixando 199 mortos -, o computador de bordo do avião emitiu um relatório chamado Post Flight Report (PFR), que sinalizava um possível problema na aeronave. Em depoimento ao titular do 27º Distrito da capital, Antonio Carlos Meneses Barbosa, o mecânico da TAM em Campo Grande Helvécio Salarini Junior contou que o computador emitiu o PFR durante a manutenção.
Segundo Salarini, foi feita uma checagem minuciosa, com ajuda do manual do Airbus, mas nenhum problema foi encontrado. A possibilidade, de acordo com o relato do mecânico, é de que tenha ocorrido uma “interface eletrônica” no computador, ou seja, foi indicado um “erro não constatado”.
O avião foi entregue aos mecânicos da TAM no Aeroporto Internacional de Campo Grande às 22 horas do dia 16. O comandante informou que o Airbus A320 estava com o reverso pinado. Os técnicos checaram todo o avião e nada foi detectado. Salarini Junior disse que a equipe fez a leitura do PFR. Depois de feita a revisão da aeronave e emitido outro tipo de relatório, o avião foi liberado.
Pela manhã, o Airbus A320 seguiu para Goiânia. Às 7h56, o mecânico da TAM Giovane Marques de Almeida, que trabalha no Aeroporto da cidade, fez a inspeção externa de rotina. Liberado 15 minutos depois, o avião foi para Brasília.

NTC Logística / O Estado de S. Paulo

14/09/07

setembro 13, 2007

SERRA E A CRATERA: 8 MESES DE SILÊNCIO

Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim
12/09/2007
Máximas e Mínimas 631
. Há oito meses abriu-se a cratera na Linha 4 do Metrô de São Paulo.
. Morreram sete pessoas.
. Até hoje, o presidente eleito, o governador José Serra, não emitiu uma única palavra, uma única sílaba, um único som sobre o assunto.
. Logo após a tragédia, o Conversa Afiada formulou 29 perguntas ao presidente eleito sobre o assunto.
. Uma trigésima pergunta era sobre como ele pretendia comprar ambulâncias para o Governo de São Paulo.
. O presidente eleito disse que não respondeu às perguntas porque achou que se tratava de “uma brincadeira”.
. (
Clique aqui para ler a única vez em que José Serra NÃO falou sobre o assunto, já que se tratava de “uma brincadeira”).
. O Conversa Afiada mandou, de novo, as 30 perguntas para o gabinete do presidente eleito.
. Leia a seguir as 30 perguntas que o Conversa Afiada formulou “de brincadeira”:
1) O Governo do Estado pretende processar o consórcio por provocar um acidente numa obra pública que resultou na morte de sete pessoas?
2) Por que o Governo do Estado não trocou de empreiteiros depois do acidente?
3) Por que até agora o contrato não foi suspenso e as obras interrompidas?
4) Por que o Metrô resiste em aceitar a proposta dos metroviários de paralisar as obras até que seja feita uma fiscalização em toda a Linha 4 para se certificar de que ela é segura?
5) O Metrô fiscalizava as obras? Como? Qual o nome do fiscal?
6) Havia um plano de evacuação da obra em caso de acidente? Onde está esse plano, se existe?
7) O Governo do Estado vai repetir esse tipo de contrato (“turn key”) (“porteira fechada”) em outras obras?
8) O Governo do Estado se sente responsável pelas vítimas do acidente?
9) Por que o governador do estado não recebeu a comissão de moradores do entorno da cratera do Metrô, que tentou falar com o governador na segunda-feira, dia 26 de março?
10) Antes de a obra começar, havia um estudo geológico da área que se tornou a cratera? O que diz esse estudo? Como ter acesso a ele?
11) Por que o Metrô “colocou” as empresas do consórcio perdedor no processo de licitação dentro do Via Amarela?
12) O consórcio Via Amarela não deveria ser excluído do processo de licitação, já que não atendia à especificação do edital que exigia dos concorrentes ter dois shields?
13) Por que, no início, a área de responsabilidade do Metrô era sobre um raio de 300 metros do local onde desabou a cratera e agora passou para 50 metros? (Vale lembrar que o consórcio interditou uma casa dentro desse raio de 300 metros e chegou a levar alguns moradores para o hotel)
14) Por que, até agora, não foi possível iniciar a perícia criminal na cratera do Metrô?
15) Quase três meses depois da tragédia, por que o consórcio Via Amarela ainda não autorizou o IPT a vistoriar o local exato do acidente?
16) Até quando o consórcio vai alegar que o terreno está instável e não pode haver ainda uma perícia?
17) E onde estão os “institutos internacionais” que seriam contratados pelo IPT para ajudar a fazer a perícia ?
18) Por que não foi pedida a perícia a outro órgão além do IPT – um órgão, em ultima análise subordinado ao Governo do Estado? O Governo do Estado vai deixar, por exemplo, o sindicato dos metroviários participar do trabalho de perícia?
19) De acordo com o morador Flávio Sato, a reconstrução da casa dele vai demorar um ano. Enquanto isso, ele vai ficar num hotel. Por que tanto tempo para construir uma casa?
20) Com o reinício do trabalho com o mega-tatuzão, o equipamento não demora muito para chegar aos pontos onde as obras estão paralisadas. E aí, o que vai acontecer?
21) Por que o Luiz Carlos David foi demitido? Só ele merecia?
22) Depois desse acidente, o Metrô vai passar a fiscalizar as obras da Linha 4?
23) O Metrô foi omisso ao autorizar as alterações contratuais, que modificaram o método construtivo?
24) Por que o consórcio não suspendeu as obras da futura estação Fradique Coutinho, após receber o laudo que mostrava a possibilidade de “acidentes de proporções imprevisíveis” no local?
25) O que o Governo do Estado acha da política do consórcio de baratear a obra à revelia do contrato?
26) O Metrô e o Governo do Estado sabiam que o consórcio Via Amarela pagava prêmio em dinheiro para quem acabasse a obra antes do prazo?
27) O Metrô e o Governo do Estado sabiam que o consórcio Via Amarela usava dinamite e não o mega-tatuzão no local onde se abriu a cratera?
28) A dinamite era o melhor método para aquele terreno?
29) Por que o então gerente de construção da linha 4 do Metrô, Marco Antonio Buoncompagno, não foi demitido no primeiro dia do atual Governo do Estado, já que Buoncompagno era processado por ter participado de esquema ilegal de contratação pública em parceria com uma das empreiteiras do Consórcio Via Amarela?
30) Por fim, para aproveitar a oportunidade, gostaríamos de saber qual será a política do governador do estado para comprar ambulâncias?

agosto 29, 2007

“Pilotos” do Legacy fogem de prestar depoimento e serão julgados à revelia

Filed under: apagão aéreo, Gol Linhas Aéreas, golpismo, imprensalão, Legacy, MPF, tragédia — Humberto @ 9:00 pm
O juiz federal Murilo Mendes, da Vara de Sinop, no Mato Grosso, determinou na segunda-feira (27) que os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino sejam julgados à revelia. Nenhum dos dois compareceu à primeira audiência brasileira nem pretendem estar presentes no processo que apura o acidente do jato Legacy com um Boeing da Gol em setembro de 2006.
De acordo com o procurador da República Thiago Lemos de Andrade a ausência dos dois norte-americanos não influenciará no andamento do processo. “A ausência, no entender o Ministério Público, não interfere no prosseguimento da ação. O interrogatório é um ato defensivo e cabe ao acusado decidir se pretende ou não se defender por meio dele. Na visão do Ministério Público o que ocorreu aqui foi uma recusa de prestação de depoimento”, disse.
Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal à Justiça eles são indiciados por “atentado contra a segurança de transporte aéreo”. As investigação da CPI do Setor Aéreo e da Polícia Federal apontaram que o transponder do Legacy – um dispositivo de comunicação eletrônico que complementa o sistema de localização da aeronave durante o vôo – estava desligado antes da aeronave se chocar contra o avião da Gol. Na tragédia, ocorrida em setembro do ano passado em uma fazenda no Norte do Mato Grosso, todas as 154 pessoas a bordo do avião da companhia brasileira morreram. A denúncia foi aceita em junho, e o depoimento estava marcado para acontecer na cidade matogrossense.
A defesa de Lepore e Paladino solicitou ao juiz que fossem ouvidos nos Estados Unidos. “Em território estrangeiro o juiz brasileiro não tem jurisdição, ou pelo menos não a tem plenamente como convém a um agente investido de poderes estatais para solucionar conflitos de interesse”, respondeu o magistrado ao negar o pedido. Além disso, “o réu deve vir ao juiz, não o juiz ir ao réu”, completou Mendes em repúdio ao descaso dos pilotos estadunidenses.
Lexi Hazam, que representa famílias de vítimas do acidente com o Boeing da Gol, também critica a tentativa dos pilotos de serem interrogados nos Estados Unidos. Para ela, o depoimento não teria a mesma validade se ocorresse fora do Brasil. “Julgamos inteiramente inadequada a sugestão de que seria adequado dar testemunho a partir dos Estados Unidos, em vez de perante o júri e do público do Brasil”, assinalou Hazam, que está movendo uma ação civil em um tribunal nova-iorquino contra a ExcelAire, proprietária do jato Legacy.
Hora do Povo
29/08/07

agosto 23, 2007

A maldição Cajun-bushiana que caiu sobre New Orleans ( em inglês, lamento )

Filed under: EUA, George W.Bush, Greg Palast, Katrina, New Orleans, tragédia — Humberto @ 11:53 pm
HURRICANE GEORGE: How the White House Drowned New Orleans
by Greg Palast
[Thursday, August 23] It’s been two years. And America’s media is about to have another tear-gasm over New Orleans. Maybe Anderson Cooper will weep again. The big networks will float into the moldering corpse of the city and give you uplifting stories about rebuilding and hope.
Now, let’s cut through the cry-baby crap. Here’s what happened two years ago – and what’s happening now. This is what an inside source me.
And it makes me sick:
“By midnight on Monday, the White House knew. Monday night I was at the state Emergency Operations Center and nobody was aware that the levees had breeched. Nobody.”
The charge is devastating: That, on August 29, 2005, the White House withheld from the state police the information that New Orleans was about to flood. From almost any other source, I would not have believed it. But this was not just any source. The whistle-blower is Dr. Ivor van Heerden, deputy director of the Louisiana State University Hurricane Center, the chief technician advising the state on saving lives during Katrina.
I’d come to van Heerden about another matter, but in our talks, it was clear he had something he wanted to say, and it was a big one. He charged that the White House, FEMA and the Army Corp hid, for critical hours, their discovery that the levees surrounding New Orleans were cracking, about to burst and drown the city.
Understand that Katrina never hit New Orleans. The hurricane swung east of the city, so the state evacuation directors assumed New Orleans was now safe – and evacuation could slow while emergency efforts moved east with the storm.
But unknown to the state, in those crucial hours on Monday, the federal government’s helicopters had filmed the cracks that would become walls of death by Tuesday.
Van Heerden revealed:
“FEMA knew at 11 o’clock on Monday that the levees had breeched. At 2p.m. they flew over he 17th Street Canal and took video of the breech.”
Question:
“So the White House wouldn’t tell you the levees had breeched?”
Dr. Van Heerden: “They didn’t tell anybody.”
Question:
“And you’re at the Emergency Center.’
Dr. Van Heerden:
“I mean nobody knew. The Corps of Engineers knew. FEMA knew. None of us knew.”
I could not get the White House gang to respond to the charges.
That leaves the big, big question: WHY? Why on earth would the White House not tell the state to get the remaining folks out of there?
The answer: cost. Political and financial cost. A hurricane is an act of God – but a catastrophic failure of the levees is a act of Bush. That is, under law dating back to 1935, a breech of the federal levee system makes the damage – and the deaths – a federal responsibility. That means, as van Heeden points out, that “these people must be compensated.” The federal government, by law, must build and maintain the Mississippi levees to withstand known dangers – or pay the price when they fail.
Indeed, that was the rule applied in the storms that hit Westhampton Dunes, New York, in 1992. There, when federal sea barriers failed, the flood waters wiped away 190 homes. The feds rebuilt them from the public treasury. But these were not just any homes. They are worth an average of $3 million apiece – the summer homes of movie stars and celebrity speculators. There were no movie stars floating face down in the Lower Ninth Ward nor in Lakeview nor in St. Bernard Parish. For the ‘luvvies’ of Westhampton Dunes, the federal government even trucked in sand to replace the beaches. But for New Orleans’ survivors, there’s the aluminum gulag of FEMA trailer parks. Today, two years later, 89,000 families still live in this mobile home Guantanamo – with no plan whatsoever for their return.
And what was the effect of the White House’s self-serving delay?
I spoke with van Heerden in his university office. The computer model of the hurricane flashed quietly as I waited for him to answer. Then he said, “Fifteen hundred people drowned. That’s the bottom line.”They could have survived Hurricane Katrina. But they got no mercy from Hurricane George.
**********
For the rest of the story, get the DVD, “BIG EASY TO BIG EMPTY: The Untold Story of the Drowning of New Orleans,” as reported by Greg Palast from Louisiana for Democracy Now – with Amy Goodman and the music of “the city that care forgot.” Watch a clip at http://www.youtube.com/GregPalastOffice
And read the full story of our investigation in the added chapter on New Orleans in the paperback edition of “Armed Madhouse: from Baghdad to New Orleans – Sordid Secrets and Strange Tales of a White House Gone Wild.”
Click here to donate to our Investigative Fund and receive a book signed by Greg Palast as a gift from us.

agosto 15, 2007

O Hora do Povo está impossível!!! Ali Kamel é o próximo a ser abatido!

Kamel e o teste das mentiras
“A grande imprensa está sob ataque” – assim começa o artigo de Ali Kamel, publicado há alguns dias em “O Globo”.
“Grande imprensa” é como Kamel, ex-editor assistente da “Veja” e atualmente diretor de jornalismo da Rede Globo, chama a mídia golpista. Parafraseando um dito célebre, essa imprensa só lhe parece “grande” porque Kamel vive em permanente genuflexão. No entanto, mesmo nessa posição incômoda, ele esforça-se por dar cambalhotas: tudo é invertido – naturalmente, o país é que esteve sob ataque dessa mídia. Por isso, ela levou a pior. É dessa última parte do negócio que Kamel está se queixando.
Porém, não é a imprensa, grande ou pequena, que Kamel quer defender. Ele está defendendo apenas a si próprio, ao seu lauto salário – e à sua incompetência, que levou a “Globo” a uma situação inédita de acelerado descrédito. Kamel é, sem dúvida, o mais inepto diretor de jornalismo que a “Globo” já teve. Inclusive, e sobretudo, do ponto de vista do ilusionismo e da prestidigitação que são chamados de jornalismo pela “Globo”. Kamel é incapaz de disfarçar os truques que está tentando fazer. Assim, o “jornalismo” torna-se inútil, e, pior que isso, um risco para a própria “Globo”, além de um estrupício para os anunciantes, que são associados, sem querer, à desonestidade flagrante do veículo onde anunciam.
Voltemos ao seu artigo. Diz ele: “na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim”.
Resumindo: a mídia não erra. Não mente. Não falseia nem falsifica. Ela apenas “testa hipóteses”. Não tem culpa se a hipótese é falsa. Para que ela noticiasse apenas os fatos, seria necessário que ela fosse “pitonisa” ou “adivinha” (o que, aliás, é a mesma coisa).
Kamel não explica porque o “testar hipóteses” que preconiza como o supra-sumo da atividade jornalística é sempre contra o mesmo lado e a favor do mesmo outro lado.
CALÚNIAS
Mas é interessante essa nova teoria jornalística. “Testando hipóteses”? Sim, leitor, foi isso o que o sujeito escreveu. Ao invés de noticiar os fatos, a imprensa tem que “testar hipóteses”. Será possível forma mais desastrada de confessar a mentira, ainda por cima defendendo que é muito justo mentir? Só se ele escrevesse algo como: “desde o primeiro instante a mídia golpista foi, honestamente, mentindo, montando um quebra-cabeça que está longe do fim”.
Mas, dessa honestidade o sr. Ali Kamel realmente não é capaz. Nem que um raio o atingisse no caminho para a Barra da Tijuca (lá é a central de novelas e não de jornalismo? Perdão, leitores, pela compreensível confusão).
Continuemos: jornalismo que, em vez de noticiar os fatos, fica “testando hipóteses” é mentira, calúnia, e não jornalismo. Pois é exatamente esse o “jornalismo” que Kamel defende. Não por acaso, seu primeiro cargo de importância foi na “Veja”, que não faz outra coisa: fica “testando hipóteses” que interessam aos seus donos. Kamel levou essa tecnologia para a “Globo” – que, desde que ele deu com os costados lá, não faz outra coisa senão seguir a “Veja” com alguns dias de atraso.
Porém, vejamos algumas hipóteses que ele testou recentemente:
1) Às vésperas do primeiro turno das eleições passadas, Kamel “testou a hipótese” de que não existia um avião da Gol, com 154 pessoas a bordo, que estava desaparecido. Todos os telejornais daquele dia divulgaram o desaparecimento, menos um: o “Jornal Nacional”. Kamel “testou essa hipótese” porque achou que a divulgação do desaparecimento do avião ofuscaria o “teste” de outra “hipótese”: a de atribuir, dois dias antes das eleições e com o programa eleitoral gratuito encerrado, ao presidente Lula a compra de um dossiê, com a exibição escandalosa das imagens do dinheiro com que alguns aloprados tentaram adquiri-lo – imagens, de resto, inteiramente ilegais. Tudo isso para “testar” outra “hipótese”: a de que o presidente Lula não fosse o eleito. As três “hipóteses” eram falsas, mas Kamel, segundo seu parecer, não errou. Estava apenas “testando hipóteses”. Afinal, o rapaz não é “pitonisa”.
2) Em seguida, Kamel “testou a hipótese” de que a queda do avião da Gol não havia sido provocada pelos dois irresponsáveis pilotos norte-americanos do Legacy, como era evidente, mas pelo controle de vôo da Aeronáutica. A hipótese também era falsa. Mas Kamel também não errou. O problema é que ele não “adivinha”. Por isso, estava “testando a hipótese” da realidade ser falsa e do falso ser realidade.
3) Mas Kamel não desanimou: arrumou uma nova hipótese para testar: a de que o irmão mais velho do presidente da República, Vavá, um homem idoso, pobre e doente, era um terrível gênio do tráfico de influência. Nada havia que indicasse qualquer influência de Vavá no governo ou na máquina administrativa, nenhum suposto pedido seu havia sido atendido – e, aliás, nem feito. Seria o primeiro cidadão a traficar influência sem ter influência. Mas isso são questões de somenos importância. Importante era “testar a hipótese” – que também era falsa, mas o importante é testar. A realidade, que se dane.
4) Convicto, Kamel continuou seus experimentos, sempre “testando hipóteses”: diante de uma vaia claramente armada pelo ilustre filósofo do factóide, César Maia, Kamel insistiu que eram “vaias espontâneas” ao presidente. Ele realmente estava bem informado: segundo vários relatos, Kamel participou de uma reunião onde a vaia espontânea foi discutida – e armada. Portanto, a vaia só poderia ser espontânea, ora essa. O problema é que todo mundo viu que não foi. Mas o importante é que a hipótese foi testada, isto é, a vaia apareceu no “Jornal Nacional”.
5) Por último, nesse resumo das atividades científicas de Kamel: menos de uma hora após a queda do avião da TAM, a “Globo” já tinha lançado a hipótese de que o problema era a pista que o governo reformara, que a falta de “grooving” causara o acidente, e que a culpa era do presidente Lula. Não se sabia nada sobre as condições do pouso, a caixa-preta não havia sido encontrada, não havia nem mesmo palpite de algum técnico, mas Kamel, dinâmico como sempre, já estava “testando” a sua hipótese: a culpa é do Lula. O teste deu errado. Ou, melhor, deu certo, porque, como se sabe, a mídia não erra. A “hipótese” é que era falsa.
FABRICAÇÃO
Referindo-se a estudos sobre a mídia que apontam a cavalar falta de isenção contra Lula nos meses anteriores às eleições, diz ele: “tais estudos se esquecem apenas de contar que todo o noticiário sobre o mensalão e outros escândalos foi considerado prova de desequilíbrio contra Lula. Ora, se é assim, qual seria a alternativa para que o estudo apontasse equilíbrio? Não noticiar os escândalos? Mas isso sim seria perder o equilíbrio e a isenção”.
Não é uma gracinha? Os caras fabricam um escândalo, não conseguem provar nada, passam por cima de todas as evidências e provas, tentam dar um golpe, difamam, insultam e caluniam, e depois acham uma injustiça que se aponte que essa porcaria toda era mera tentativa golpista. Segundo Kamel, se não divulgasse o que ele mesmo fabricou, “isso sim seria perder o equilíbrio e a isenção”. Ou seja, as hipóteses que Kamel testa são sempre contra Lula porque Lula é sempre culpado, não importa o que faça – ou deixe de fazer.
CARLOS LOPES
HORA DO POVO

julho 31, 2007

POR QUE VEJA CULPA O PILOTO?

Filed under: Congonhas, golpismo, governo Lula, imprensalão, José Serra, TAM, tragédia — Humberto @ 4:59 pm
LUIZ ANTONIO MAGALHÃES

Leitores [ do blog ENTRELINHAS ] perguntam por que a revista Veja desta semana deu capa para um suposto furo ( na verdade, já tinha saído nos jornais diários ) sobre o acidente com o Airbus da TAM, apontando um erro do comandante da aeronave como causa principal do desastre? Este blog não tem informação suficiente para uma resposta categórica, mas há uma boa hipótese para tão inusitado acontecimento – a revista poupar o presidente. Veja tem dois interesses fundamentais hoje em dia: desmoralizar Lula e garantir a sua própria $obrevivência. Se puder juntar as duas coisas em uma matéria só, tanto melhor. Às vezes, porém, é preciso optar. A versão do manete deixado em posição errada pelo piloto é boa para a TAM e excelente para a fabricante Airbus. Essa gente tem um punhado de recursos, como se sabe.
Ora, podem perguntar os leitores mais atentos, então por que Veja não comprou a versão de que a pista é a grande culpada, uma vez que neste caso a TAM e a Airbus também ficariam de cara limpa? Em primeiro lugar, porque o governador de São Paulo não estava gostando muito dessa história de execrar Congonhas – o fechamento do aeroporto em última análise implicaria em uma realocação bem radical das linhas e vôos, descentralizando o sistema aéreo. Descentralização, como se sabe, é palavra que não consta do vocabulário de José Serra. Do ponto de vista da TAM, Congonhas é uma verdadeira árvore de fazer dinheiro e isto poderia mudar se o aerporto viesse a ser fechado ou tivesse uma redução ainda mais drástica no número de vôos do que foi anunciado ontem, segunda-feira, pelo ministro Nelson Jobim.
Pois resta provado que para entender certas contradições da grande imprensa, é preciso mesmo ler nas entrelinhas… A munição de Veja contra Lula ficou guardada para a próxima edição, salvo, é claro outra ocorrência que afete tão diretamente os grandes amigo$ da revista.

ENTRELINHAS

julho 28, 2007

A eleição que não terminou

Filed under: "cidadãos de bem", golpismo, governo Lula, imprensalão, TAM, tragédia — Humberto @ 8:18 pm
Antonio Carlos Ribeiro *
Adital
A saída do ministro Waldir Pires trouxe à tona a verdade sobre a cobertura dita jornalística da tragédia de São Paulo: a imprensa não admite que perdeu as eleições. Não foi o candidato do PSDB, nem o partido que não o apoiou, nem o Estado que ele governou. Quem perdeu as eleições foi a mídia. E não assimilou a derrota. A cada tentativa de derrubar o presidente, euripidianamente, nova frustração. A cada expectativa de um índice que dê esperança à sanha, nova derrota com o resultado das pesquisas. Desesperada, abriu os microfones para a classe média contrariada, que usou o espaço com um discurso agressivo, vaiou na abertura dos Jogos e culpou o presidente pela tragédia. Aumentou a solidão.
Como se trata de paixão e a opinião pública não assumiu o discurso iconoclasta, pessoal e hidrofórico, a mídia ficou cada vez mais solitária, falando para menos gente e sem encontrar eco ao seu discurso. Com os déficits, o desespero aumentou, enquanto as verbas governamentais seguiram outro destino. O descontrole dos colunistas ganhou espaço em editoriais agressivos, em suspeitas infundadas, em acusações levianas. Algumas o governo sequer contestou, como demonstrou Mauro Carrara.
O “animus furiandi” resultante da rejeição afetiva a fez sofrer a ameaça de perda de espaço e de “status”, com a estruturação da TV pública. O caos está deixando o país sem alternativa. Emir Sader divulgou uma lista de jornais virtuais, em diversas línguas, inclusive espanhol, para quem quer se informar. Ou se cansou da ilusão de ética da mídia controlada pelas grandes empresas, preterida pelo grande público e sem verbas de comunicação do governo. Mesmo a informação democratizada pela internet não conteve a raiva da derrota acachapante.
O movimento migratório de telespectadores, ouvintes e leitores das emissoras de Rádio e TV comerciais para as públicas pode ser saudável. Esse fato que acontece aqui é o mesmo ocorrido com as TVs em diversos países da Europa. Ele se acentua com a internet e se alimenta do cansaço com o consumo de informação controlada, distorcida e maquiada. Sem saber, essa mídia está ajudando no amadurecimento do público consumidor de informação. A mais dura lição da derrota eleitoral da mídia, não foi a maior votação da história do país, dada pela população, mas quando ela, sentindo-se ofendida e usada, transferiu milhões de votos do seu candidato ao presidente eleito, no segundo turno.
A raiva intensa, explosiva como em qualquer paixão antiga quando a relação se esgarça, avança no mesmo ritmo da perda de credibilidade. Como em abraço de afogado, juntam-se as mídias concentradas no eixo Rio-São Paulo, para punir a sociedade por sua escolha. A última forma foi o acidente aéreo. Nem o momento de dor imensurável das famílias, da sociedade e de um setor da economia, obteve trégua. Pires tem razão, é uma sanha que não leva nada em consideração, um desejo indômito de atingir o governo, mesmo que acabe com a sociedade que o elegeu.
Aos 80 anos Pires sabe identificar a insanidade. Especialmente quem exerce funções públicas há 50. O humor do noticiário se altera com a acentuação da crise. Agora jornalistas de expressão precisam rir ao anunciar as vaias ao presidente, não escondem a raiva, mesmo sofrendo desgastes na imagem e enfrentando perda de credibilidade. Não se sabe se crêem no que escrevem. Nem na recompensa salarial.
Como no caso de amor não correspondido, a maior dor é o novo amor do ser amado. Mesmo que a rejeição cause dor intensa, que cresça com os gestos espetaculares em troca da atenção, em vão, e sofra tal desgaste no desespero da conquista impossível, por fim não suporta o sofrimento e acaba. Paixão é mortal. No caso dessa, o que a mídia não consegue aceitar é a popularidade do presidente, nem que os ciclos se encerrem e, mais desastroso, que surjam novos modelos de mídia e informação, e se inaugurem formas civilizadas de relacionamento com os poderes. Eis o drama, que a tragédia acabou por mostrar.
* Teólogo e jornalista

Ganância privada e omissão pública resultaram em caos aéreo

Filed under: apagão aéreo, Congonhas, golpismo, governo Lula, imprensalão, TAM, tragédia — Humberto @ 7:43 pm
Valéria Nader
27-Jul-2007

O último e trágico acontecimento no setor aéreo em Congonhas, na seqüência não somente de uma crise que se arrasta há tempos, mas também de outras ocorrências dramáticas, vem sendo alvo de uma série de análises com os mais variados enfoques.
Se é compreensível que a comoção pela tragédia enseje, especialmente em um primeiro momento, uma dispersão de opiniões na busca de sua explicação e também pelos culpados, chama atenção o maniqueísmo que vem predominando nas análises sobre o caos aéreo, tanto na imprensa como entre especialistas. O perigo é caminhar-se para uma esquizofrenia, que será tanto mais inócua na busca de qualquer solução quanto menos se fizer perceber.
O que está verdadeiramente acontecendo na aviação de nosso país? Essa é a pergunta que faz toda a população brasileira que acompanha os problemas aéreos desde que o acidente com a Gol, em setembro de 2006, abriu a caixa-preta da aviação no Brasil.

Gol: sem conspirações
O emergir à época de uma crise aguda em céu, até então, de brigadeiro, no país em que a aviação civil e a comercial se notabilizavam como pontuais, eficientes e portadoras de tecnologia de ponta, deixou atônitos todos os que assim se apercebiam da infra-estrutura aérea de que se utilizavam. Não poderiam pensar ou agir de outra forma os leigos, diante de uma imagem tão bem construída e também operante.
Mas já nesse momento começaram a emergir problemas reais que há anos vem enfrentando o setor e, para cuja explosão, o acidente da Gol fora somente a gota d’água. Analistas, especialistas e profissionais sérios, que antes do acidente não teriam, obviamente, a menor chance de furar o bloqueio das arraigadas estruturas de poder e dos meios de comunicação para expor as mazelas do setor, viram-se na contingência de o fazer em função das frestas que se abriram diante da gravidade do quadro.
Já no começo desse ano de 2007, não poderia mais restar dúvidas quanto às deficiências que há anos vêm sendo represadas. Em abril, Uébio José da Silva, presidente do Sindicato dos Aeroviários de São Paulo, em conversa com o Correio, constatava que “o acidente com o grupo Mamonas Assassinas, ocorrido há dez anos, foi um erro de controle do tráfego aéreo, que poderia ter corrigido a rota e evitado sua colisão”.
Especulações quanto a eventuais conspirações que estariam sendo tecidas pelos controladores do tráfego aéreo, ou outras quaisquer, já aí se desmascararam: “o que ocorreu é que os controladores se viram à mercê de serem responsabilizados penalmente por homicídio culposo devido ao acidente da Gol, e isso foi a gota d’água para que se abrisse a caixa-preta da aviação civil no Brasil”.
Especulações, ademais, quanto à responsabilidade da atual gestão já aí também ficaram delimitadas, vez que a derrocada aérea, sem dúvida alguma, transcende o governo Lula. No entanto, é também inegável, segundo narrou o próprio Uébio, que a atual gestão não ficou devendo nada às anteriores, na medida em que se perdeu por completo, empurrando os problemas com a barriga. Sem qualquer plano para implementar no setor, sem qualquer gestão conjunta entre o governo federal, o Ministério da Defesa, a Infraero e a ANAC (a Agência Nacional de Aviação Civil), envolvendo todos os seus atores, as soluções anunciadas não passaram de bravatas inconseqüentes.

Tam: quais os novos “sofismas”?
E agora, com mais um trágico acontecimento em menos de um ano, até agora o maior na história do país, e onde provavelmente mais de 200 vidas foram ceifadas, quais seriam as novas formulações? Há ainda margem para especulações, divagações, a exemplo daquelas que ainda ressoam?
Abriu-se, certamente, um cenário mais cristalino, que literalmente desabou sobre a cabeça da população, tornando-se difícil mascará-lo. Mas, por isso mesmo, um cenário mais intrincado, e onde “sofismas” podem aparecer, e já estão aparecendo, de forma mais sofisticada.
De um lado, mediante a realidade cabal, alguns dos maiores veículos de comunicação, os grandes sustentáculos do status quo, estampam daqui e dali análises questionadoras do enorme volume de recursos que vem sendo despendido no pagamento de juros da dívida pública – dos quais os maiores beneficiários são os especuladores -, em detrimento dos investimentos na infra-estrutura do país. Muito provavelmente não com esse propósito explícito, insinua-se aí um questionamento ao modelo econômico dominante, que não foi nem mesmo arranhado em suas linhas mestras pelo ex-operário e atual presidente Lula.
Por outro lado, vem sendo a cada dia mais freqüentes críticas à “esquerda” do espectro político, denunciando propósitos “golpistas” que estariam a caminho por parte da grande mídia e dos antigos grupos de poder, aproveitando-se do atual acidente para imputar culpas e desestabilizar o atual governo. Ainda que sejam cabíveis tais alertas, não se afiguram como essenciais. Tornam-se mesmo inócuos em um momento com a gravidade do atual, por pelo menos três fatos incontestáveis.
Em primeiro lugar, conforme já acima salientado, quaisquer análises minimamente sérias não deixam dúvidas quanto às origens remotas da atual crise, transcendendo a atual gestão. Além disso, não se trata da primeira e nem da última vez que a grande mídia se aproveita de um episódio para vingar a pedra no sapato que para ela representa a chegada de um homem de origem popular à presidência. Mas, por último, e preponderando sobre essa constatação, não se pode deixar de levar em conta a relação esquizofrênica que essa própria mídia mantém com um mandatário que – segundo reconhecido até entre as hostes políticas aliadas ao governo Lula – manteve até agora intactas as bases essenciais de sustentação das elites dominantes no país.
Seria, assim, no mínimo arriscado apostar no poder e na disposição “golpista” daqueles que são historicamente “poderosos”.
O que está em jogo
Para que se tenha um diagnóstico sério e, acima de tudo, efetivo da calamidade que vem atravessando o país no setor aéreo, importa buscar o reconhecimento de suas raízes mais profundas, que agora se projetaram de modo contundente e incontestável na conjuntura imediata.
O entrelaçamento dos interesses privados aos públicos, de forma quase sempre a usurpar os últimos, não constitui uma novidade no Brasil. Notoriamente presente desde que se intensificou o projeto nacional-desenvolvimentista, já fora largamente definido na ditadura como a “privatização do Estado”, na medida em que este assumia os ônus do crescente endividamento externo. Daí em diante, ao passo em que o projeto neoliberal assolou os quatro cantos do mundo, os países emergentes foram palco de benesses cada vez maiores do setor público em prol do setor privado, assumindo o último papel preponderante na condução das diversas economias.
Constituiriam, nesse sentido, meras coincidências, em nosso país especificamente, o apagão elétrico, a crise do racionamento de energia, o escândalo das termoelétricas – que se provaram desnecessárias e acabaram por ser assumidas pelo Estado, através da Petrobras -, a degringolada das rodovias e da infra-estrutura portuária, a cratera do metrô de São Paulo e, agora, o apagão aéreo? Seguindo-se quase ininterruptamente um ao outro, poderiam ser designados de fatalidades esses acontecimentos?
Se uma rápida retomada histórica sugere que pensar em fatalidade seria uma forma primária de encarar a situação, o diretor de Segurança do Vôo do Sindicato Nacional dos Aeronautas e comandante da Varig, Carlos Gilberto Camacho, em uma entrevista ao Correio sobre o último acidente da TAM em Congonhas, reforça essa apreensão, ao deixar claro com seu depoimento alguns determinantes básicos que concorreram para o caos atual.
Inadequação de Congonhas e/ou ganância das empresas?
Em face do atual acidente, a inadequação do aeroporto de Congonhas para a quantidade de operações a que vinha sendo submetido é uma das causas mais exploradas pela mídia – em um claro viés, deve-se admitir, de culpabilização das autoridades e suavização da responsabilidade das empresas aéreas.
Não há dúvidas, segundo ressalta Camacho, quanto à sobrecarga em Congonhas: “o aeroporto de Congonhas perdeu, ao longo do tempo, sua vocação, que era atender a vôos regionais com até duas horas de duração. No limite, uma aeronave poderia decolar de São Paulo, pousar em Salvador e retornar. Hoje, o aeroporto é um hub de distribuição de vôos nacionais e internacionais; há um excesso em sua utilização exatamente por conta da oferta e da demanda, uma equação que tem uma capacidade de equilíbrio incrível. Se for levado em consideração que o aeroporto tem limites e restrições, particularmente no que diz respeito à sua operacionalidade, é um aeroporto que pode sim ser utilizado. Porém, devem ser alterados os tipos e o peso das aeronaves que o utilizam e, em dias de chuva, o aeroporto sequer deve ser operado”.Ainda segundo Camacho, no ano de 2006, houve quatro grandes derrapagens no aeroporto, que foram a antecipação da tragédia. “Fomos avisados; a natureza não nos enganou”.
Por que então tamanha insistência em arriscar? O motivo não é nada gratuito. “A ganância das empresas aéreas é um complicador grande, pois, se pararmos para analisar, o aeroporto poderia muito bem atender às pontes aéreas de São Paulo até o Rio, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, por exemplo. Mas trata-se de um aeroporto que está saturado, e as autoridades responsáveis sofrem diversos tipos de pressões. Temos, basicamente, a lógica do lucro; se o capital não é contido ao ocupar o seu espaço e lugar, ele vai avançando. Ou seja, o capital tem a necessidade de aferir cada vez mais lucratividade e quem deve regular esse modelo é a sociedade. No aeroporto de Congonhas, que é um dos aeroportos mais lucrativos do mundo, logicamente iria haver, pela lógica do mercado, essa concentração de vôos. Quem tem o papel de regular isso são as autoridades, nossos representantes legais. Quando não o fazem, é necessário repúdio, através de medidas via Ministério Público, Justiça Federal, da sociedade etc. Estes instrumentos legais estão aí para coibir abusos e excessos. Foi exatamente isso o que aconteceu quando, no início deste ano, o Ministério Público Federal tentou interditar o aeroporto de Congonhas”, ressalta Camacho.
Uma lógica perversa e a ANAC
O relato de um experiente comandante do setor é uma evidência, portanto, de que estamos diante de uma lógica perversa, onde o que menos interessa é a busca de bodes expiatórios, o governo, a oposição, as empresas, a mídia etc. Afinal, se promíscuos interesses privados se fizeram valer é porque há anos não se faz devidamente presente o poder público.
“Nesse momento, a responsabilidade é de um conjunto de atores, não há um responsável isolado. As coisas foram acontecendo durante anos e anos. Não é culpa de um nem de dois governos, mas sim de uma falta de planejamento estratégico no país em relação ao transporte aéreo”, reitera o comandante da Varig.
A ANAC, mais uma das agências que vieram na onda da desregulamentação, é apenas uma das engrenagens desse processo: “trata-se de uma agência nova, que ainda está ganhando experiência, que ainda está aprendendo. Os capitalistas do setor, não; esses têm muito conhecimento de causa. O que houve foi uma dicotomia, um desencontro total. Se levarmos em conta que 92% do setor estão nas mãos de duas empresas, um duopólio, não tenha dúvidas de que essas empresas terão um peso muito grande nas decisões da Agência. O Conselho de Aviação Civil (CONAC) se reuniu várias vezes nos últimos anos, apresentando diversas propostas para o setor. No entanto, a ANAC não atendeu a nenhuma das resoluções. A agência serve sim aos interesses das empresas, em detrimento dos interesses da sociedade”.

Para ler a entrevista completa com Carlos Gilberto Camacho, clique aqui.

Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania.

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VOCÊS "ERRARAM"!!! SE F*U*D*E*U!!! TOP TOP!!!!

Filed under: Congonhas, golpismo, imprensalão, TAM, tragédia — Humberto @ 6:38 pm
( “Capa verdadeira da vEJA. Não se trata de montagem.”, ONIPRESENTE )

Ladys and gentleman’s….
Como fica agora?
Veja, teve acesso ao conteúdo reservado das caixas pretas e afirma: “FOI ERRO HUMANO”. os manetes ( sim aqueles que a Airbus soltou uma notinha dias atrás, lembram? ) o manete estava em posição discordante.
O esquerdo, na posição correta para desacelerar o avião e o direito (aquele que o reverso estava pinado) em posição de aceleração.
NÃO HOUVE AQUAPLANAGEM.
OS FREIOS FUNCIONARAM PERFEITAMENTE ( O ABS NÃO, REPITO, NÃO ACELEROU O AVIÃO ) O COMANDANTE ERA O PILOTO ESCALADO MESMO.
O avião teve a tendência de virar para a esquerda exatamente por que o reverso direito não podia ser acionado, e a turbina direita estava acelerada (o que seria normal se o reverso estivesse desbloqueado)
MESMO COM A PISTA MOLHADA, SEM GROOVING, NÃO HOUVE AQUAPLANAGEM.A VEJA QUEM IMPRIMIU ISSO.
E AGORA?? vEJA VIROU PETISTA?
Será que os discípulos da vEJA vão colar e copiar este fim de semana isso?
Ou vão buscar qualquer notinha que possa berrar: FORA LULÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ????
Ou, como já se esperava, vão mudar o discurso e dizer: Calma gente, os dados oficiais ainda não sairam…A vEJA está se precipitando…
A Veja acabou, sem querer, jogando água na pista da passeata do além ( essa passeata do dia 4 ), e acho que os passeatadores, irão aquaplanar de novo…e sem grooving, já que em shopping, grooving arranharia os pneus de seus carrões…
Mas, mesmo assim, não podemos deixar de cobrar as mudanças na infra-estrutura aeroviária.
Mesmo não podendo usar os mortos contra Lula.
Procuremos outros mortos antes da passeata né?
“Ei alguém aí, pode emprestar seus mortos contra Lula? Um só não dá. Os das rodovias são pobres…hummmm, onde acharemos mortos suficientes?”
Olha, foi a vEJA, aquela revista que vocês adoram e veneram como a verdade absoluta que escreveu tá?
Alguém aí poderia fazer algum comentário sobre as “mentiras” da vEJA?

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