ENCALHE

setembro 8, 2009

Oitavo ano da morte de Toninho do PT será lembrado com uma série de eventos em Campinas

8 ANOS SEM TONINHO
Por www.quemmatoutoninho.org
O dia dez de setembro de 2001 jamais sairá da memória do povo de Campinas, nesta data o prefeito Antônio da Costa Santos, com apenas oito meses e dez dias de governo, foi brutalmente assassinado sem que se saiba quem matou e principalmente quem mandou matar. Toninho, antes de ser eleito prefeito, dedicou sua vida política e acadêmica durante as décadas de 80 e 90 à militância contra a especulação imobiliária, que possui seu braço junto ao narcotráfico, a economia e a política. Quem não se lembra de suas ações em defesa do patrimônio histórico e ambiental da cidade, ou então em defesa do zelo e ética na coisa pública? Quando eleito, Toninho sob o lema “Coragem de Mudar”, com a caneta na mão e sem rabo preso com ninguém, deu início ao programa de governo democrático e popular efetuando mudanças estruturais na administração pública, contrariando os interesses dos históricos saqueadores do cofre público de nossa cidade. O inquérito policial, sobre o seu assassinato, conduzido pela polícia civil do Estado de São Paulo possui vícios e inúmeras contradições.
Por sua vez, o Ministério Público de São Paulo não levou em consideração as ações do prefeito em defesa da coisa pública, e simplesmente ignorou indícios concretos e a opinião da população, não investigando a tese de crime de mando, defendendo de forma inexplicável a frágil tese de que o Andinho foi o responsável pelo assassinato do prefeito, por motivo comum. Tal tese insustentável foi reprovada pelo Poder Judiciário de São Paulo, em primeira e segunda instância, na segunda por unanimidade. Sendo que a decisão judicial determina o imediato retorno das investigações. Será que a mesma polícia civil de São Paulo possui credibilidade para tal empreitada? Por que não federalizar as investigações?
Desde o assassinato, a família do prefeito e a população de Campinas vêm pedindo a intervenção federal no caso, com o ingresso da Polícia Federal nas investigações, e a decisão do Poder Judiciário de São Paulo só reforça tal necessidade.
A existência de indícios concretos de crime de mando atende perfeitamente os requisitos legais para a federalização das investigações. O pedido de intervenção federal encontra-se na mesa do procurador-geral da república desde 07 de julho de 2008, aguardando o seu parecer quanto à federalização.
A omissão do Estado, nos âmbitos federal e estadual, somente colabora para que a impunidade e a corrupção mais uma vez saiam vencedoras em detrimento daqueles que constroem a democracia.
Campinas, 10 de setembro de 2009.
QUEM MATOU TONINHO?
Programação 2009
10 de setembro de 2009 (quinta-feira)
- Culto Ecumênico ( serão plantadas oito rosas ao redor da cruz )
Local: Av. Mackenzie ( no local do assassinato )
Horário: 15h30m
-Ato Público contra a Omissão e a Impunidade
Apresentação do Grupo Amigos do Som ( grupo musical criado no período da Assembléia do Povo – década de 80 )
Local: Praça da Catedral Metropolitana de Campinas
Horário: 18h00
- Cortejo de Folia de Reis da Catedral até o Palácio dos Azulejos Grupo Ases do Brasil de Folia de Reis
Horário: 18h30m
-Apresentação do vídeo-documentário Ecos (Brasil/2008, aprox. 70 min.)
Dir. Pedro Henrique França e Guilherme Manechini.
Curadoria: João Zinclar – fotógrafo
Local: Palácio dos Azulejos – MIS – Museu da Imagem e Som de Campinas
Endereço: Rua Regente Feijó, n. 859 – Centro
Horário: 19h00 (após a apresentação do vídeo haverá debate)
11 de setembro de 2009 (sexta-feira)
- Apresentação do vídeo-documentário Ecos
Curadoria: Sra. Jove (ex-membro do Movimento Assembléia do Povo)
Local: Salão da Comunidade do Jardim Santa Monica (Região dos Amarais)
Endereço: Rua Reinaldo Bolliger, n. 450 – Bairro Jardim Santa Mônica
Horário: 19h30m (após a apresentação do vídeo haverá debate)
12 de setembro de 2009 (sábado)
-Apresentação do vídeo-documentário Ecos
Curadoria: Sr. Tião Mineiro (líder comunitário e ex-membro do movimento Assembléia do Povo
Local: Sede da Associação de Moradores do Núcleo Residencial Vila Brandina
Endereço: Rua Francisco de Mesquita, n. 106 – Vila Brandina
Horário: 15h00 (após a apresentação do vídeo haverá debate)
Haverá uma caminhada da Casa de Sapé até a sede da associação
Concentração às 14h40 – na Casa de Sapé
Endereço: Rua Francisco de Mesquita, n. 01-A – Vila Brandina
-Apresentação do vídeo-documentário Ecos
Curadoria: Sr. Chiquinho (líder comunitário e ex-membro do movimento Assembléia do Povo)
Local: Sede da Associação dos Moradores do bairro da Conquista
Endereço: Rua do Arquiteto, n. 47 – Bairro da Conquista
Horário: 19h30 (após a apresentação do vídeo haverá debate)
13 de setembro de 2009 (domingo)
- Missa em homenagem de Antônio da Costa Santos
Local: Igreja Nossa Senhora Aparecida
Endereço: Av. Arlindo Joaquim de Lemos, n. 1110 – Jardim Proença
Horário: 19h00
26 de setembro de 2009 (sábado)
- Apresentação do vídeo-documentário Ecos
Curadoria: Vera Faria (membro da Comunidade São Francisco)
Local: Salão da Comunidade São Francisco
Endereço: Rua José Caivani, n. 328 (p. ref. E.E. Eliseu Narcisio) – Bairro DIC III
Horário: 19h30m (após a apresentação do vídeo haverá debate).
Fonte: www.quemmatoutoninho.org



setembro 14, 2007

Viúva de Toninho do PT comemora nova decisão da Justiça. Investigações serão retomadas.

Justiça rejeita denúncia sobre morte do Toninho do PT
Repórter Diário
13/09/2007
O presidente do Tribunal de Júri de Campinas, interior de São Paulo, José Henrique Torres, decidiu nesta quinta-feira (13) não aceitar a denúncia do Ministério Público que apontava a quadrilha do seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, como responsável pelo assassinato do prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, há seis anos. Para o juiz, o processo não apresenta provas cabais.
A Promotoria de Justiça do Estado em Campinas vai recorrer amanhã da decisão, ao Tribunal de Justiça de São Paulo. “Essa decisão é um manifesto à impunidade, é antidemocrática porque subtrai do júri popular, do povo de Campinas, a possibilidade de olhar para este caso. E é ilegal porque exigiu que acrescentássemos provas cabais, enquanto o Código Penal fala de indício de autoria”, afirmou o promotor Fernando Vianna. “É uma decisão conservadora, anacrônica, que desconstrói as provas que produzimos. Estou indignado”, acrescentou.
Com a impronúncia da Justiça, a polícia deve retomar as investigações do caso. Hoje, a viúva de Toninho, a psicóloga Roseana Garcia, comemorou a decisão do juiz. “Ele (Torres) foi corajoso. E a gente fez um apelo ao Ministério Público para não recorrer, mas eles vão entrar com recurso, é lamentável. O Andinho está preso e os outros três homens, mortos. O resultado das investigações do Ministério Público é uma obra de ficção.” Torres não foi encontrado hoje para comentar sua decisão.
O Ministério Público em Campinas enviou à Vara do Júri em novembro de 2006 as alegações finais do processo que investigava a morte de Toninho do PT e pediu que Andinho fosse levado a júri popular. O suspeito está no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, a 589 quilômetros de São Paulo.
A Promotoria aponta Andinho como co-autor do crime. A autoria seria, segundo os promotores, de Anderson José Bastos, conhecido como Anso, suposto autor dos três disparos contra o carro do prefeito, morto na saída de um shopping da cidade por volta das 22h15 de 10 de setembro de 2001. Anso morreu em outubro de 2001, um mês após o assassinato do prefeito, em confronto com policiais. A Promotoria disse não ter elementos para associar as duas ocorrências.
A Polícia Civil de São Paulo classificou o crime como “comum” e atribuiu à quadrilha de Andinho a morte do prefeito. Para a corporação, o carro do prefeito teria atrapalhado uma fuga de Andinho, Anso, Valmir Conti (Valmirzinho) e Valdecir de Souza Moura (Fiínho). Assim como Anso, Valmirzinho morreu durante troca de tiros com a polícia em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, em outubro de 2001. Fiínho também foi morto em confronto com policiais, em fevereiro de 2002. (AE)

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