ENCALHE

julho 11, 2008

Foto de míssil iraniano foi alterada digitalmente

COMUNIQUE-SE
Nesta quinta-feira (10/07), jornais do mundo inteiro veicularam uma imagem do teste de mísseis iranianos capazes de transportar ogivas nucleares. O fato provocou temor na comunidade internacional, e a imagem, discussões sobre manipulação de informação.
A foto foi obtida, na quarta-feira, pela Agência France Press (AFP) no site Sepah News, mantido pela Guarda Revolucionária do Irã, responsável pelos lançamentos. No dia seguinte, a mesma fonte divulga para a The Associated Press uma imagem muito semelhante, mas com um míssil a menos.
De acordo com o New York Times, a AFP se desculpou afirmando que a imagem foi “aparentemente alterada digitalmente” pela mídia estatal iraniana. Provavelmente para “cobrir um míssil que pode ter falhado durante o teste”.
10/7/2008

maio 12, 2008

Pentágono treina analistas para mídia

Milton Coelho da Graça (*)
Comunique-se
09/05/08
150 mil militares americanos continuam atolados no Iraque e no Afeganistão, mas o Pentágono também luta num outro front – o da mídia, especialmente rádio e tevê -, no esforço cada vez mais penoso de explicar ao povo americano e ao mundo suas razões, meios e objetivos nessa “guerra ao terrorismo”.
O New York Times, em sua edição de 20 de abril, publicou longa matéria do repórter David Barstow, contando toda a história, desde que o Pentágono, preocupado com as denúncias da Anistia Internacional e outras organizações de defesa dos direitos humanos sobre as violências cometidas contra prisioneiros, juntou um grupo de militares já reformados “para um tour a Guantánamo cuidadosamente orquestrado”.
“Para o público, esses homens são membros de uma fraternidade familiar” – disse Barstow logo no início de sua matéria – “apresentada dezenas de milhares de vezes no rádio e na televisão como ´analistas militares´, cujo longo tempo de serviço os preparou para apresentar julgamentos respeitáveis sobre as questões mais candentes do mundo pós-setembro de 2001. Escondido, entretanto, atrás da aparência de objetividade, está um aparato de informação que usa esses analistas numa campanha para gerar cobertura noticiosa favorável à performance do governo em tempo de guerra, conforme The New York Times desvendou.”
A CNN informou a Barstow que, durante quase três anos, não sabia que um de seus principais analistas militares, general Marks, estava, segundo o repórter, “profundamente envolvido no negócio de procurar contratos com o governo, incluindo contratos relacionados com o Iraque”. Ele se esforçava para obter um contrato no valor de US$ 4,7 bilhões (que pagariam milhares de tradutores no Iraque)!
A CNN encerrou a relação com o general Marks depois disso.
Mas outras redes de televisão – Fox e CBS – recusaram-se a comentar o assunto.
É muito possível que essa reportagem de Barstow venha a ganhar o Pulitzer ou outro dos vários importantes prêmios conferidos nos Estados Unidos a trabalhos jornalísticos. Mas nenhum jornal brasileiro se interessou pela publicação, embora alguns tenham contratos com o NYT. Os interessados podem acessar o sítio do jornal (
www.nytimes.com.br) e fazer o necessário cadastro.
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(*) Milton Coelho da Graça, 77, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se

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