ENCALHE

junho 6, 2009

Coréia do Norte quer apenas intimidar, dizem especialistas, para quem o país tem o direito de se fortalecer militarmente

Filed under: Coréia do Norte, testes nucleares — Humberto @ 5:26 am
Coreia do Norte quer apenas intimidar
Especialistas defendem diplomacia e pressão econômica para acabar com a ameaça. Testes nucleares não foram registrados no Brasil
Secretaria de Comunicação da UnBA
Coreia do Norte persiste com os investimentos em testes nucleares e reafirma ameaça de guerra à vizinha Coreia do Sul. Para especialistas da UnB, o país quer acabar com pressões políticas e diplomáticas, e estreitar negociações. O intuito é intimidar a comunidade internacional. O fortalecimento militar é um direito do país, porém os testes nucleares são condenados internacionalmente e a instabilidade regional deve ser tratada com cautela.
O professor do Instituto de Relações Internacionais Alcides Costa Vaz não acredita que o país tenha uma intenção ofensiva. “O interesse é aumentar o poderio internacional”, diz. A Coreia do Norte é um país empobrecido, que mantém um regime comunista. A opção pelo armamento reflete uma forma de governo ditatorial. “É uma tentativa de preservar um regime isolado internacionalmente”, afirma o professor.
Para ele, as ações do conselho de segurança não serão capazes de retroceder o processo de investimento nuclear a curto prazo. A solução seria pressionar o país em ações diplomáticas e sanções de viés econômico. A diretora da Assessoria de Assuntos Internacionais da UnB, Ana Flávia Barros, defende cautela.
“O fato é mais regional que global, mas a Coreia do Norte sempre foi considerada um eixo do mal. É uma questão delicada, porque o país está em uma região que tem grande potencial de conflito armado”, afirma. Ana Flávia acredita na diplomacia como solução. “Acho que a Coreia quer ajuda econômica, investimentos, e negociar, principalmente, com a Coreia do Sul.”
ABALO SÍSMICO – Os testes nucleares na Coreia do Norte foram registrados por estações sismológicas da Ásia. Os impactos dos abalos serão avaliados pela rede internacional que compõe o Tratado para Proibição Completa de Testes Nucleares (Comprehensive Nuclear Test Ban Treaty – CTBT).
Relatórios técnicos serão produzidos pela rede, que detecta, monitora, localiza e identifica explosões nucleares a partir de informações obtidas em estações sismológicas em todo o mundo. Aqui no Brasil, nada foi registrado, mas o Observatório Sismológico da UnB vai preparar um relatório informativo, em português, sobre o ocorrido por lá.
“Vamos informar sobre a gravidade das explosões, estações que registraram os abalos, locais e horários. É importante mostrar que estamos engajados nesse tratado e temos condições de colaborar se necessário”, afirma o chefe do observatório, o professor George Sand França.
Segundo o professor, as explosões foram de magnitude 4,7 da escala Richter, correspondendo a uma intensidade aproximada 100 vezes menor que a das bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki. Caso uma bomba nuclear fosse lançada na região asiática, o observatório teria condições de registrar os impactos.

março 24, 2009

França vai indenizar vítimas de testes nucleares

Filed under: armas nucleares, França, indenizações, testes nucleares — Humberto @ 9:06 pm
A França finalmente assumiu a responsabilidade sobre as vítimas de seus testes nucleares. Realizados de 1960 a 1996 na Argélia e na Polinésia Francesa, os testes causaram graves doenças em cerca de 150 mil pessoas.
O ministro da Defesa da França, Hervé Morin, anunciou, nesta terça-feira (24/03), que o país vai pagar pelo menos 10 milhões de euros, inicialmente por um ano, para as vítimas de testes nucleares.
Isso beneficia 150 mil civis e funcionários militares expostos a radiações durante 210 testes realizados na Argélia e na Polinésia Francesa, entre 1960 e 1996. Desde então, o governo francês declarava que fez o possível para minimizar os riscos dos funcionários durante os testes.
Na Argélia, foram realizados 17 testes nucleares em fevereiro de 1966, entre eles, quatro experiências atmosféricas no Saara, no sul do país. Já na Polinésia Francesa, o governo francês fez mais de 193 testes perto das ilhas de Mururoa e em Fangataufa até 1996, quando Jacques Chirac suspendeu o programa nuclear.
Funcionários e moradores de áreas próximas às zonas de teste já reclamavam de problemas de saúde, como leucemia e doenças cardiovasculares e respiratórias. Porém, esta é a primeira vez que a França reconhece a ligação entre as doenças dos veteranos e sua exposição à radioatividade.
“O presidente da Associação dos Veteranos de Testes Nucleares (AVEN), Michel Leger, considera bem-vinda a indenização. Ele recorda estar no sul da Argélia, sem qualquer proteção, quando um teste sobre o solo foi realizado há 40 km de distância. “Depois disso, não houve nenhum exame médico”, contou o veterano afetado por doenças cardiovasculares
Virada política
Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, Horin afirmou que já era tempo de a França ser verdadeira perante sua consciência. Segundo ele, ao negar as consequências que os testes podem ter provocado abre espaço para temores irracionais, boatos e especulações.
Um projeto de lei será apresentado no próximo mês para a formação de uma comissão de nove médicos e um magistrado, que examinarão as pessoas afetadas pela radiação. Outra mudança será que as vítimas não terão de provar a ligação entre a radiação e a sua doença. Em vez disso, “o Estado terá de provar que a doença não está associada à radioatividade”, explicou Morin.
JBN/SM/afp/dpa

França vai indenizar vítimas de testes nucleares

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A França finalmente assumiu a responsabilidade sobre as vítimas de seus testes nucleares. Realizados de 1960 a 1996 na Argélia e na Polinésia Francesa, os testes causaram graves doenças em cerca de 150 mil pessoas.
O ministro da Defesa da França, Hervé Morin, anunciou, nesta terça-feira (24/03), que o país vai pagar pelo menos 10 milhões de euros, inicialmente por um ano, para as vítimas de testes nucleares.
Isso beneficia 150 mil civis e funcionários militares expostos a radiações durante 210 testes realizados na Argélia e na Polinésia Francesa, entre 1960 e 1996. Desde então, o governo francês declarava que fez o possível para minimizar os riscos dos funcionários durante os testes.
Na Argélia, foram realizados 17 testes nucleares em fevereiro de 1966, entre eles, quatro experiências atmosféricas no Saara, no sul do país. Já na Polinésia Francesa, o governo francês fez mais de 193 testes perto das ilhas de Mururoa e em Fangataufa até 1996, quando Jacques Chirac suspendeu o programa nuclear.
Funcionários e moradores de áreas próximas às zonas de teste já reclamavam de problemas de saúde, como leucemia e doenças cardiovasculares e respiratórias. Porém, esta é a primeira vez que a França reconhece a ligação entre as doenças dos veteranos e sua exposição à radioatividade.
“O presidente da Associação dos Veteranos de Testes Nucleares (AVEN), Michel Leger, considera bem-vinda a indenização. Ele recorda estar no sul da Argélia, sem qualquer proteção, quando um teste sobre o solo foi realizado há 40 km de distância. “Depois disso, não houve nenhum exame médico”, contou o veterano afetado por doenças cardiovasculares
Virada política
Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, Horin afirmou que já era tempo de a França ser verdadeira perante sua consciência. Segundo ele, ao negar as consequências que os testes podem ter provocado abre espaço para temores irracionais, boatos e especulações.
Um projeto de lei será apresentado no próximo mês para a formação de uma comissão de nove médicos e um magistrado, que examinarão as pessoas afetadas pela radiação. Outra mudança será que as vítimas não terão de provar a ligação entre a radiação e a sua doença. Em vez disso, “o Estado terá de provar que a doença não está associada à radioatividade”, explicou Morin.
JBN/SM/afp/dpa

França vai indenizar vítimas de testes nucleares

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A França finalmente assumiu a responsabilidade sobre as vítimas de seus testes nucleares. Realizados de 1960 a 1996 na Argélia e na Polinésia Francesa, os testes causaram graves doenças em cerca de 150 mil pessoas.
O ministro da Defesa da França, Hervé Morin, anunciou, nesta terça-feira (24/03), que o país vai pagar pelo menos 10 milhões de euros, inicialmente por um ano, para as vítimas de testes nucleares.
Isso beneficia 150 mil civis e funcionários militares expostos a radiações durante 210 testes realizados na Argélia e na Polinésia Francesa, entre 1960 e 1996. Desde então, o governo francês declarava que fez o possível para minimizar os riscos dos funcionários durante os testes.
Na Argélia, foram realizados 17 testes nucleares em fevereiro de 1966, entre eles, quatro experiências atmosféricas no Saara, no sul do país. Já na Polinésia Francesa, o governo francês fez mais de 193 testes perto das ilhas de Mururoa e em Fangataufa até 1996, quando Jacques Chirac suspendeu o programa nuclear.
Funcionários e moradores de áreas próximas às zonas de teste já reclamavam de problemas de saúde, como leucemia e doenças cardiovasculares e respiratórias. Porém, esta é a primeira vez que a França reconhece a ligação entre as doenças dos veteranos e sua exposição à radioatividade.
“O presidente da Associação dos Veteranos de Testes Nucleares (AVEN), Michel Leger, considera bem-vinda a indenização. Ele recorda estar no sul da Argélia, sem qualquer proteção, quando um teste sobre o solo foi realizado há 40 km de distância. “Depois disso, não houve nenhum exame médico”, contou o veterano afetado por doenças cardiovasculares
Virada política
Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, Horin afirmou que já era tempo de a França ser verdadeira perante sua consciência. Segundo ele, ao negar as consequências que os testes podem ter provocado abre espaço para temores irracionais, boatos e especulações.
Um projeto de lei será apresentado no próximo mês para a formação de uma comissão de nove médicos e um magistrado, que examinarão as pessoas afetadas pela radiação. Outra mudança será que as vítimas não terão de provar a ligação entre a radiação e a sua doença. Em vez disso, “o Estado terá de provar que a doença não está associada à radioatividade”, explicou Morin.
JBN/SM/afp/dpa

França vai indenizar vítimas de testes nucleares

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A França finalmente assumiu a responsabilidade sobre as vítimas de seus testes nucleares. Realizados de 1960 a 1996 na Argélia e na Polinésia Francesa, os testes causaram graves doenças em cerca de 150 mil pessoas.
O ministro da Defesa da França, Hervé Morin, anunciou, nesta terça-feira (24/03), que o país vai pagar pelo menos 10 milhões de euros, inicialmente por um ano, para as vítimas de testes nucleares.
Isso beneficia 150 mil civis e funcionários militares expostos a radiações durante 210 testes realizados na Argélia e na Polinésia Francesa, entre 1960 e 1996. Desde então, o governo francês declarava que fez o possível para minimizar os riscos dos funcionários durante os testes.
Na Argélia, foram realizados 17 testes nucleares em fevereiro de 1966, entre eles, quatro experiências atmosféricas no Saara, no sul do país. Já na Polinésia Francesa, o governo francês fez mais de 193 testes perto das ilhas de Mururoa e em Fangataufa até 1996, quando Jacques Chirac suspendeu o programa nuclear.
Funcionários e moradores de áreas próximas às zonas de teste já reclamavam de problemas de saúde, como leucemia e doenças cardiovasculares e respiratórias. Porém, esta é a primeira vez que a França reconhece a ligação entre as doenças dos veteranos e sua exposição à radioatividade.
“O presidente da Associação dos Veteranos de Testes Nucleares (AVEN), Michel Leger, considera bem-vinda a indenização. Ele recorda estar no sul da Argélia, sem qualquer proteção, quando um teste sobre o solo foi realizado há 40 km de distância. “Depois disso, não houve nenhum exame médico”, contou o veterano afetado por doenças cardiovasculares
Virada política
Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, Horin afirmou que já era tempo de a França ser verdadeira perante sua consciência. Segundo ele, ao negar as consequências que os testes podem ter provocado abre espaço para temores irracionais, boatos e especulações.
Um projeto de lei será apresentado no próximo mês para a formação de uma comissão de nove médicos e um magistrado, que examinarão as pessoas afetadas pela radiação. Outra mudança será que as vítimas não terão de provar a ligação entre a radiação e a sua doença. Em vez disso, “o Estado terá de provar que a doença não está associada à radioatividade”, explicou Morin.
JBN/SM/afp/dpa

França vai indenizar vítimas de testes nucleares

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A França finalmente assumiu a responsabilidade sobre as vítimas de seus testes nucleares. Realizados de 1960 a 1996 na Argélia e na Polinésia Francesa, os testes causaram graves doenças em cerca de 150 mil pessoas.
O ministro da Defesa da França, Hervé Morin, anunciou, nesta terça-feira (24/03), que o país vai pagar pelo menos 10 milhões de euros, inicialmente por um ano, para as vítimas de testes nucleares.
Isso beneficia 150 mil civis e funcionários militares expostos a radiações durante 210 testes realizados na Argélia e na Polinésia Francesa, entre 1960 e 1996. Desde então, o governo francês declarava que fez o possível para minimizar os riscos dos funcionários durante os testes.
Na Argélia, foram realizados 17 testes nucleares em fevereiro de 1966, entre eles, quatro experiências atmosféricas no Saara, no sul do país. Já na Polinésia Francesa, o governo francês fez mais de 193 testes perto das ilhas de Mururoa e em Fangataufa até 1996, quando Jacques Chirac suspendeu o programa nuclear.
Funcionários e moradores de áreas próximas às zonas de teste já reclamavam de problemas de saúde, como leucemia e doenças cardiovasculares e respiratórias. Porém, esta é a primeira vez que a França reconhece a ligação entre as doenças dos veteranos e sua exposição à radioatividade.
“O presidente da Associação dos Veteranos de Testes Nucleares (AVEN), Michel Leger, considera bem-vinda a indenização. Ele recorda estar no sul da Argélia, sem qualquer proteção, quando um teste sobre o solo foi realizado há 40 km de distância. “Depois disso, não houve nenhum exame médico”, contou o veterano afetado por doenças cardiovasculares
Virada política
Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, Horin afirmou que já era tempo de a França ser verdadeira perante sua consciência. Segundo ele, ao negar as consequências que os testes podem ter provocado abre espaço para temores irracionais, boatos e especulações.
Um projeto de lei será apresentado no próximo mês para a formação de uma comissão de nove médicos e um magistrado, que examinarão as pessoas afetadas pela radiação. Outra mudança será que as vítimas não terão de provar a ligação entre a radiação e a sua doença. Em vez disso, “o Estado terá de provar que a doença não está associada à radioatividade”, explicou Morin.
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