Coreia do Norte quer apenas intimidar
Especialistas defendem diplomacia e pressão econômica para acabar com a ameaça. Testes nucleares não foram registrados no Brasil
Especialistas defendem diplomacia e pressão econômica para acabar com a ameaça. Testes nucleares não foram registrados no Brasil
Coreia do Norte persiste com os investimentos em testes nucleares e reafirma ameaça de guerra à vizinha Coreia do Sul. Para especialistas da UnB, o país quer acabar com pressões políticas e diplomáticas, e estreitar negociações. O intuito é intimidar a comunidade internacional. O fortalecimento militar é um direito do país, porém os testes nucleares são condenados internacionalmente e a instabilidade regional deve ser tratada com cautela.
O professor do Instituto de Relações Internacionais Alcides Costa Vaz não acredita que o país tenha uma intenção ofensiva. “O interesse é aumentar o poderio internacional”, diz. A Coreia do Norte é um país empobrecido, que mantém um regime comunista. A opção pelo armamento reflete uma forma de governo ditatorial. “É uma tentativa de preservar um regime isolado internacionalmente”, afirma o professor.
Para ele, as ações do conselho de segurança não serão capazes de retroceder o processo de investimento nuclear a curto prazo. A solução seria pressionar o país em ações diplomáticas e sanções de viés econômico. A diretora da Assessoria de Assuntos Internacionais da UnB, Ana Flávia Barros, defende cautela.
“O fato é mais regional que global, mas a Coreia do Norte sempre foi considerada um eixo do mal. É uma questão delicada, porque o país está em uma região que tem grande potencial de conflito armado”, afirma. Ana Flávia acredita na diplomacia como solução. “Acho que a Coreia quer ajuda econômica, investimentos, e negociar, principalmente, com a Coreia do Sul.”
ABALO SÍSMICO – Os testes nucleares na Coreia do Norte foram registrados por estações sismológicas da Ásia. Os impactos dos abalos serão avaliados pela rede internacional que compõe o Tratado para Proibição Completa de Testes Nucleares (Comprehensive Nuclear Test Ban Treaty – CTBT).
Relatórios técnicos serão produzidos pela rede, que detecta, monitora, localiza e identifica explosões nucleares a partir de informações obtidas em estações sismológicas em todo o mundo. Aqui no Brasil, nada foi registrado, mas o Observatório Sismológico da UnB vai preparar um relatório informativo, em português, sobre o ocorrido por lá.
“Vamos informar sobre a gravidade das explosões, estações que registraram os abalos, locais e horários. É importante mostrar que estamos engajados nesse tratado e temos condições de colaborar se necessário”, afirma o chefe do observatório, o professor George Sand França.
Segundo o professor, as explosões foram de magnitude 4,7 da escala Richter, correspondendo a uma intensidade aproximada 100 vezes menor que a das bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki. Caso uma bomba nuclear fosse lançada na região asiática, o observatório teria condições de registrar os impactos.
O professor do Instituto de Relações Internacionais Alcides Costa Vaz não acredita que o país tenha uma intenção ofensiva. “O interesse é aumentar o poderio internacional”, diz. A Coreia do Norte é um país empobrecido, que mantém um regime comunista. A opção pelo armamento reflete uma forma de governo ditatorial. “É uma tentativa de preservar um regime isolado internacionalmente”, afirma o professor.
Para ele, as ações do conselho de segurança não serão capazes de retroceder o processo de investimento nuclear a curto prazo. A solução seria pressionar o país em ações diplomáticas e sanções de viés econômico. A diretora da Assessoria de Assuntos Internacionais da UnB, Ana Flávia Barros, defende cautela.
“O fato é mais regional que global, mas a Coreia do Norte sempre foi considerada um eixo do mal. É uma questão delicada, porque o país está em uma região que tem grande potencial de conflito armado”, afirma. Ana Flávia acredita na diplomacia como solução. “Acho que a Coreia quer ajuda econômica, investimentos, e negociar, principalmente, com a Coreia do Sul.”
ABALO SÍSMICO – Os testes nucleares na Coreia do Norte foram registrados por estações sismológicas da Ásia. Os impactos dos abalos serão avaliados pela rede internacional que compõe o Tratado para Proibição Completa de Testes Nucleares (Comprehensive Nuclear Test Ban Treaty – CTBT).
Relatórios técnicos serão produzidos pela rede, que detecta, monitora, localiza e identifica explosões nucleares a partir de informações obtidas em estações sismológicas em todo o mundo. Aqui no Brasil, nada foi registrado, mas o Observatório Sismológico da UnB vai preparar um relatório informativo, em português, sobre o ocorrido por lá.
“Vamos informar sobre a gravidade das explosões, estações que registraram os abalos, locais e horários. É importante mostrar que estamos engajados nesse tratado e temos condições de colaborar se necessário”, afirma o chefe do observatório, o professor George Sand França.
Segundo o professor, as explosões foram de magnitude 4,7 da escala Richter, correspondendo a uma intensidade aproximada 100 vezes menor que a das bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki. Caso uma bomba nuclear fosse lançada na região asiática, o observatório teria condições de registrar os impactos.

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