ENCALHE

junho 26, 2008

Conspiração: "Iron Mountain Plan" e a soberania da Amazônia. Gritantes semelhanças.

Leiam o texto que virá a seguir. Data de 2004.
Tem todo o aspecto de mais uma “teoria conspiratória”, que é como são chamadas as teorias que, válidas ou – às vezes – não, surgem quando as explicações oficiais sobre certos episódios se mostram insuficientes, no entender de algumas pessoas. Quando, para estas, ainda existem perguntas a serem feitas. Além, é claro, de respostas para estas perguntas. E, também, quando alguém um dia passa por um lugar, vê uma cerca, observa pessoas trabalhando, lê numa placa que aquela obra se destina a tal coisa, acha o movimento meio suspeito, vê coisas que não se encaixam, um detalhe qualquer – tipo, as botas dos operários terminam o dia de trabalho limpas, máquinas idem – que lhe chama a atenção e ele não consegue deixar de pensar nisso. A partir daí, pode-se surgir uma série de questionamentos que, respondidos, levarão a outros. A “teoria conspiratória” toma corpo quando ele passa a investigar por conta própria, descobre que realmente há coisas que não têm sido faladas, procura um jornalista para pedir que este, munido dos meios indispensáveis, leve a investigação adiante, e este responde negativamente, já que, se não é a Imprensa Livre que está à frente da pesquisa, então não existe o fato e não há o que se investigar. A Imprensa Livre, a partir daí, também passa à condição de suspeita, talvez estejam articulados. E por aí vai…
Bom, mudando um pouco de assunto, leiam o texto abaixo, e vejam se não há elementos comuns entre ele e as últimas sobre a “preservação da Amazônia”, a começar da frase inicial “Empresários que estão comprando a Patagônia”. Pensando bem, para nós é muito plausível que alguém queira comprar terras na região amazônica, sob a explicação de que estaria fazendo isso para “preservá-la”; mas, até onde eu sei, pouco se falou por aqui sobre alguém comprar áreas na Patagônia. Sei lá, a gente ia achar burrice: “fazer o quê, lá, que só tem pinguim?”, acho que seria nosso primeiro pensamento. Merecem especial atenção os trechos que mostram a relação entre as privatizações e a desnacionalização de territórios.
Eu destaquei algumas partes que considerei mais interessantes.
Empresarios que estão comprando a Patagônia
O extremo Sul latinoamericano na mira dos E.U.A
Por Martin Waserman Traducción: Luis Anders
Com uma estratégia hegemônica traçada na década ’60 o sistema poder liderado por Washington pretende o controle da Patagônia. Argentina hopoteca seu território.
Desde meados da década ’90, a Patagônia Argentina é o centro de uma complicada trama de operações que visa pasar as terras à mãos de empresas e particulares estrangeiros, peças do desenho estratégico dos Estados Unidos.
Este processo se acentuou com a chamada “abertura legal” impulsada pelas administrações peronistas, neo-liberais e corruptas do presidente Carlos Menem (1989-1999) e com ajuda de de alguns governos provinciais, como os de Neuquén e Rio Negro, que sob o pretexto de “diminuir o gasto publico”.
Vários milhionários estrangeiros, como a familia italiana Bennetton, o ecologo americano Douglas Tompkings e o magnata televisivo de mesma nacionalidade Tec Turner, compraram centos de milhares de hectáreas a preços irrisórios, a tal ponto que o primeiro deles transformouse no
maior latifundiário da Argentina, com cerca de 900.000 hectáreas de sua propiedade.
Este processo gerou uma série de conflitos entre os novos fazendeiros e setores da população ameaçados pelo novo cenário, dentre os quais se destaca a luta do povo Mapuche frente à famila italiana.
Mesmo que de maneira isolada estes acontecimentos geraram polêmicas e suspeitas em alguns setores da população, ja que muito pouco se investigou até agora sobre este assunto. Sem embargo, a informação à respeito é abundante mas a grande pergunta segue em pé: Eses acontecimentos são puramente casuais ou se incluem no marco de um projeto de hegemonía continental?
Para a estratégia regional dos Estados Unidos, a Patagônia Argentina têm uma importância especial. O motivo? Seu potencial em materia de recursos naturais e o valor estratégico de sua localização geografica.
Em um estudo titulado “Projeções para o ano 2015”, realizado por assessores da Casa Branca em meados dos anos ’90, se propõem de maneira clara que, para conservar e aumentar seu dominio durante as próximas décadas, os Estados Unidos devem exercer o controle territorial sobre três aspectos da economia “real”: A produção e a distribuição de energía (principalmente hidrocarburos), as reservas de agua potavel e as principais fontes de biodiversidade.
A tudo isso, podemos somar o famoso estudo Santa Fé IV, redigido por um grupo de assessores militares estreitamente vinculados ao partido Republicano dos Estados Unidos e ao clã dirigido pelo ex presidente George Bush, para quêm a ”segurança nacional” dese país depende do “controle dos estreitos Atlanticos, do uso do canl do Panamá, da posseção de uma rota surenha segura alrededor do Cabo de Hornos e de que os países do hemisfério não sejem hostis a nossas (E.U.A) preucupações à re4speito. Os recursos naturais da região devem responder às prioridades nacionais estadounidenses.”Veja-se que, a exeção do canal do Panamá, todos os demais pontos apontam, mesmo que não exclisivamente, à região patagônica.
Em uma reportagem publicada em janeiro passado pelo jornal Crónica, de Buenos Aires, é revelada a importância dada àos Andes Patagônicos durante o ultimo Congresso Mundial Minero, realizado a principios deste ano no Canada.
Segundo esse dado jornalístico, as principais companias mineiradoras do mundodiceram que “Os países estão no vermelho, não se podem dar ao luxo de serem verdes”, em uma clara refrencia aos problemas economicos e financeiros pelos que atravessa a Argentina.
Com 75 porcento das suas riquezas minerais inexploradas,”A Patagônia é a região mais virgem e com maior potencial do mundo, no que se refere à minerais”, acrescentou esa mesma nota. Entretanto, o olhar estratégico está pousado basicamente sobre as riquezas acuaticas. Tambem a principio deste ano,
a NASA (centro militar e científico espacial americano) realizou uma serie de estudos sobre o comportamento que terão os glaciais patagônicos durante o próximo seculo. Conforme com um estudo do departamento de Defesa dos Estados Unidos, divulgado em abril (“Uma mudança repentina no cenário climático e suas implicações para a segurança nacional Americana”) a NASA asegura uma longa vida para esta região estratégica do planeta.
Segundo eses mesmos documentos, a chave da questão é o acesso direto à Antartida, ja que ese continente é composto basicamente de agua doce. Desse modo se entende a movilização de tropas americanas na base de Tolhuin, Tierra del Fuego.
O governador desa provincia, Carlos Manfredotti, assinou em 26 de julio uma medida provisória pela qual autoriza a instalação de uma csede do “Sistema Internacional de Vigilancia para a prevenção e Proibição de ensaios e eExplosões Nucleares”, medida apoiada pelo governo americano.
Na prática, isso significa a instalação de uma base militar americana e a autorização para que tropas estrangeiras circulem livremente por todo o teritorio provincial.
Iniciativas como esas surgem a partir do desenvolvimento americano de uma maquinária intelectual dedicada exclusivamente ào projeto e implementação de táticase estratégias que le aseguren atingir seus objetivos de longo prazo. Segundo os especialistas dese país, as mesmas devem ser suficientemente dinâmicas, flexiveis e previsoras dos cenários e conflitos àos que deverá enfrentar num futuro não tão distante. Além do que devem reduzir ao mínimo o perigo daqueles contingentes e situações imprevisiveis. Esa tarefa é controlada da Central Americana de Inteligencia (CIA), dos departamentos de Estado e Defesa e da Agencia Nacional de Segurança.
Durante os anos 60, o governo de Jhom F. Kennedy propiciou uma reformulação da estratégia americana para assegurar a supremacia reduzindo ao mínimo posível os confrontos bélicos convencionais, ja que, como pôde ser observado no Vietnam e na Coreia, este tipo de conflito implicam um risco alto demais.
Com esse fim,
e graças ào financiamento do magnata David Rockfeller, varios dos melhores intelectuais e cientistas da época se reuniram na Universidade de Houston, Texas. O resultado foi o surgimento do pouco comentado “Iron Mountain Plan”, chave para entender o que está acontecendo atualmente na Patagônia.
A grosso modo,
permite a utilização da “defesa do meio ambiente” como um pretexto para ganhar presença em territorios estratégicos. Pelo que se comenta, a causa ëcológica” é muito bem vista pela população como para despertar suspeitas. Mesmo assim, para manterse resguardado, o projeto sería impulsado a travez de empresas “privadas”de bem público, como Organizações não Governamentais (ONGs) e fundações.
Vale lembrar que atualmente, David Rockfeller e o ex secretário de Estado Henry Kissinger presidem o “Council of Foreign Relations” (CFR) , organismo privado que acessora em geopolítica àos principais grupos financeiros do mundo.
Ja entrados nos anos ’70, esa proposta vinculouse com otra , que reprojetou o conceito americano dos conflitos armados para e com o terceiro mundo, tomando como novo eicho central a luta contra os movimentos revolucionarios.
Nos referimos à doutrina da “Gerra de Baixa Intensidade”, a qual, de acordo com um estudo da destacada jornalista argentina Stella Calloni en varias reportagens suas e livros especializados, têm como essência assegurar o controle regional e para evitar ser pegos de surpresa pelos fogos e estar no terreno antes que se iniciem os conflitos. Por “conflito” entendase qualquer ameaça direta ou indireta àos interesses americanos, como por exemplo; Os movimentos populares, indígenaws ou camponeses, assim como tambem protestas sociais de diversa natureza.
É possível que essas duas estratégias estejam confluindo na Patagônia? Os fatos indicam que sim.
Desde meados dos anos ’80, várias Fundações ecologicas puseram seus seus olhos na região. O lado visível disso, é o multimilhonario americano Douglas Tomkins, que por meio de diferentes caminhos comprou 300.000 hectáreas no sul do Chile e mais de 100.000 na Patagônia Argentina.
Curiosamente,
seu modus operandi encaixa prefeitamente com os mandamentos do Ïron Mountain Plan”. Como ocorreu no Chile, o que se pretende é tomar posse de terrirtórios virgens ou quase despovoados, para então transformálos em reservas naturai. Desde meados dos anos ’80, o magnata americano comprou sigilosamente fazendas ladeadas umas com outras a pequenos colonos, sem dar maiores explicações.
O objetivo, como se soube enseguida, era criar a reserva natural privada mais grande do mundo. O “Parque Pumalin”, actualmente reconhecido pelo governo chileno. Dito parque possui aproximadamente
300.000 hectáreas e praticamente atravessa todo o territorio chileno, desde o Pacífico até a fronteira com a Argentina.
Atualmente, Tompkins enfrenta uma batalha legal para terminar de se
apoderar de fazenda “Chacabuco”, tambem na décima região chilena, com 70.000 hectáreas de extensão. Novamente pretende “doar” as terras ao estado chileno com o propósito de criar uparque Nacional. O empresario fornecería o dinheiro nescessário para a infraestrutura.
Na Argentina, seu principal investimento é a fazenda Monte León, situada na provincia de Santa Cruz . A fazenda a 218 kilómetros de Rio Gallegos, foi anexada com a vezinha “Dor Aike” , somando mais de 65.000 hectáreas.
O processo para a sua aquisição é mais que suspeito. Mesmo com a posibilidade de comprar diretamente, graças a abertura legal proporcionada durante o governo de Carlos Menem, Tomkins usou como ponte a Fundação Vida Silvestre Argentina (FVSA).
Por meio da organização “Patagonia Land Trust”, liderada por sua esposa Kris Mc Divitt, Tomkins constituiu em beneficiario à FVSA, com os recursos suficientes para concretar a operação. Segundo informações as quias teve acesso APM, o Banco Mundial (BM) comprometeuse a financiar as obras de infraestrutura.
O BM e a “World Wildlife Fund” (a maior ONG do mundo dedicada a preservar o meio ambiente), identificaram a estepe patagônica (e tambem do Amazonas) como áreas de “Prioridade Maxima” de conservação.
Nesse sentido, ambas organizações proporam como meta conjunta incorporar 50 milhões de hectáreas como “’areas protegidas”. Segundo o jornalista da APM, Fernando Glenza, tal denominação implica que, ao serem declarados Santuarios Naturais, sob patrocínio da UNESCO (organização das nações unidas –ONU. Tambem presupõem o nescessário “despovoamento” dessas áreas. Em outras palavras, o que se opera com este mecanismo é um passe de parte do terrotório do estado nacional à esfera dos centros de poder mundial.
As recentes declarações do Cordenador Residente do Sistema de Nações Unidas na Argentina, Carmelo Barturen, ao jornal “La Mañana de Neuquén” são reveladoras “Buscamos agencias que acompanhem às provincias argentinas para uma melhor gestão pública, um desenvolvimento democrático e para que possam se ocupar do déficit social de maneira prioritária”
Se restam dúvidas sobre a estreita relação entre o Banco Mundial e o WWF, somente temos que lembrar daquele projeto dos anos ’80, pelo qual se deu a troca da dívida externa por terras do governo, para sua posterior preservação em mãos dos acredores.
O autor dessa proposta, Thomas Lovejoy, atual chefe de acessores em biodiversidade do BM, quem naquele momento ocupava o cargo de vicepresidente da WWF.
O Banco Mundial, por otro lado, foi um dos incentivadores da privatização dos dois grandes bancos públicos da Argentina. Com o pretexto de sempre, aquele que identifica a administração publica como intimamente relacionada com a corrupção e a falta de eficiência, presiona ao governo argentino a se desfazer do Banco Nación e do Banco Provincia, pertencendo éste último 1ª provincia de Buenos Aires, a mais povoada e economicamente ativa do país.
Fato é, que as duas entidades são acredoras de cuase 15 milhões de hectáreas produtivas em todo o país, mas, por pertencerem a pequenos e medios fazendeiros, as duas instituções abriram mão, por enquanto, de seus direitos de venda. Se eses bancos se privatizaram, os beneficiários, certamente estrangeiros, teríam a possibilidade de se apropiar dessa rica e extensa superficie territorial.
O perigo dessas propostasé obvio. Tanto o Banco Mundial como as Nações Unidas foram ferramentas a serviço das potências hegemônicas. No caso que nos compete, a criação de sanduarios ecológicos em áreas estratégicas formam parte da lógica implementada pelo conceito de Guerra de Baixa Intensidade.
A ja citada Stella Calloni, sustenta que o
“estabelecimento em zonas de fronteira, forma parte de um extenso plano militar, ja que possibilita a rapida movilização entre um país e outro, dentro do específico projeto de operações rapidas da guerra de baixa intensidade”. Dessa forma, a fusão em mãos estrangeiras de extensas fazendas cuase virgens e pouco povoadas, são o lugar ideal para um futuro assentamento de tropas americanas, longe do controle do Estado Nacional.
Se levamos em conta a ya citada base militar em Tolhuin , Tierra del Fuego, a presença certificada de “marines” americanos na provincia de Entre Rios (fronteira com o Uruguay), a vigência do plano Colombia e a multiplicação de exercicios militares conjuntos, que se repetem em toda a America Latina e Caribe, a possibilidade de um avanço massivo dos Estados Unidos no subcontinente não é nada distante. Pelo contrário, formaría parte do projeto estratégico de Washington para a região.
Frente a tudo isso, o Estado argentino brilha pela sua ausência, ou melhor, pela sua complicidade. Como foi dito anteriormente, durante a presidencia de Carlos Menem, se fizeram todas as modificações nescessárias para liberar a compra de territorios, que culminou com a venda a estrangeiros de boa parte do territorio nacional (recordemos que desde fazem ja varias décadas a Coroa Britânica figura entre os grandes propietarios “privados” de fazendas patagônicas).
Muitas das pessoas e empresas envolvidas nas manobras explicadas, têm estreita relação com o poder político nacional. Por exemplo, o ex presidente Eduardo Duhalde contratou como assessor ao americano Norman Balley, conhecido militante da proposta de troca de dívida por territorio.
Além do que, Duhalde encomendou a renegociação da dívida externa argentina a três conhenidas consultoras americanas. Entre elas “Zemi Comunications” da qual Henry Kissinger é o Diretor Emérito. Segundo consta nos registros de prensa da época, a decisão de contratar a “Zemi Comunications”, surgiu porque Kissinger se negou a aceitar esse trabalho a modo pessoal.
O prontuario de Kissinger é memoravel. Além de ter participado ativamente na instauação das mais sangrentas ditaduras Latinoamericanas, e ser, ao mesmo tempo, consultor dos maiores conglomerados financeiros do mundo, foi o impulsor do citado “Iron Mountain Plan* ”.
Entretanto, brilham algumas esperanças. Semanas atraz, o deputado argentino Jorge Daud deu um novo impulso a um velho projeto de ley presentado pela Federação Agrária Argentina (FAA). Esta iniciativa propõem um limite na compra de “propiedades rurais” por pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras [ Nota do Blog: Justamente o que está se tentando fazer hoje, no Brasil, com relação às posses de estrangeiros no Norte do Brasil ].
Em seu artigo segundo estabelece que as pessoas físicas estrangeiras residentes no país, as pessoas jurídicas estrangeiras autorizadas a funcionar na Republica, e as pessoas jurídicas argentinas que tenham a maio parte de ações em mãos estrangeiras, não poderão comprar territorios suiperiores a quatro unidades econômicas de produção, segundo regulamentação estebelecida em cada provincia.
Consultado pela APM, o deputado Daud, comentou que
a ideia do projeto “Têm uma dupla finalidade de preservar as riquezas e os recursos do solo, como tambem proporcionar o ingresso de investimentos genuinos”.
“Argentina podería ser um dos territorios da região de maior valor estratégico nos próximos anos, pela quantidade de reservas de agua e riquezas naturais sem explorar. Além de ter uma das maiores superficies cultivaveis [ Outra nota do blog: "Cultivável" é outra palavra que tem surgido com bastante freqüência ultimamamente, na esteira da "escassez mundial de alimentos" e os problemas causados pelos biocombustíveis à oferta de alimentos mundial ] do mundo, o que se precisa, é um maior controle sobre a propiedade da terra”, disse Daud.
Resta ver se a corporação política argentina reagirá frente a realidade que desponta e tomará medidas para evitar ser, no curto prazo, uma área ao serviço dos designios hegemônicos.
APM, 02092004
* Com o mesmo termo “Iron Mountain Plan”, encontra-se na Internet, uma história dum caso que foi levado aos tribunais americanos, por volta de 1993, 1994: uma pessoa, chamada Terry Smith Tyler – que aparece como “plaintiff” – alegava, entre outras coisas que, políticos como Bill Clinton e Ross Perot participavam de uma esquisitíssima conspiração envolvendo escravidão e confinação de mulheres negras em campos de concentração, escravidão sexual e de engravidamento, causando inclusive a morte de 10 milhões de mulheres, além de assédios diversos a dissidentes e oposicionistas políticos – incluída aí a própria reclamante, uma cyborg ; nessa conspiração, Jimmy Carter seria líder da Ku-Klux-Klan além de pai biológico de Bill Clinton; as mulheres mortas teriam como destino: a pele iria para a indústria de produtos de couro e seus corpos para os açougues.
Mas a conspirata vai mais além: Clinton teria mandado explodir o World Trade Center para justificar uma guerra contra o Iraque ( olha que original, só que em 1993 ); a Nasa, a American Cynamid ( ?? ) a DIA e a IBM patrocinavam programas de pesquisas de cyborgs humanos, que Noriega se opôs a exploração de indígenas da América Central como escravos sexuais por soldados americanos, e por isso é que foi deposto…a lista é enorme.
Mas a parte que me interessou: ” ( … ) Additionally, the defendants utilize weather control and earthquake technology to threaten other countries that object to the Iron Mountain plan (…)”, ou seja, que os acusados utilizam controle meteorológico e tecnologia de terremotos para ameaçar os países que se oponham ao Iron Mountain Plan. Até que essa última parte não me parece tão inverossímil.

março 18, 2008

Ganhadora do Oscar 2008 sofre ataques por ter opinado que a versão FOX-bushiana do 11/09 é conto de fadas difícil de engolir!!

É proibido divergir
Por
Juan Gelman
Pobre Marion Cotillard. Ganhou o Oscar 2008 como melhor atriz por sua personificação de Edith Piaf no filme La vie en rose, mas a revista Marianne começou a fazer circular declarações que a atriz francesa formulou há um ano: então, ela colocou em dúvida a versão oficial da Casa Branca sobre os atentados de 11/9. A velha notícia foi retomada pela mídia britânica e estadounidense, e já se especula que isso lhe custará a carreira em Hollywood e talvez na própria França, dado que a questão explode nos momentos em que o presidente Nicolas Sarkozy procura uma aproximação íntima com a Casa Branca. Os Oscar costumam estar envolvidos em escândalos que a imprensa norte-americana enfeita e seus leitores desfrutam, só que é a primeira vez que cobram de uma estrela a fatura com retroatividade. Cabe reparar em alguns detalhes. Uns 25 por cento das ações da promotora da campanha anti-Cotillard pertence ao Carlyle Group, um mega-consórcio presidido pelo ex-chefe do Pentágono, Frank Carlucci, e especializado no controle de meios de informação e de sociedades dedicadas à compra e vendas de armamento. É curioso: o Carlyle Group foi, durante anos, uma entidade para onde convergiam investimentos de Bush pai e da família bin Laden, além de George Soros, do ex-primeiro-ministro britânico John Major, do multimilionário russo convicto de fraude Mijail Jodorkovsky, e de outros personagens da mesma índole. Os ataques contra Cotillard não são gratuitos. Um cineasta que deita com sua filha adotiva é uma bolha que se dissipa no ar e não mais. Um diretor que questiona o pensamento único que Washington pretende impor ao mundo é imperdoável. Bem o sabe Jean-Luc Godard. A descrença sobre os verdadeiros autores do atentado contra as Torres Gêmeas não é nova. Demonstrou-se que houve insólitos e muitos lucrativos movimentos na Bolsa norte-americana uma semana antes, como se alguns soubessem. As fotos do anunciado choque de um avião contra o edifício do Pentágono gera não poucas dúvidas sobre se realmente existiu. Como exemplo, o senador japonês Yukihisa Fujita que, na sessão parlamentar de 11 de janeiro deste ano, criticou o primeiro-ministro Yasuo Fukuda e os ministros de Defesa, de Finanças e de Relações Exteriores do Japão, que ainda não haviam confirmado, seis anos depois do fato, que o 11/9 foi orquestrado por Osama bin Laden.
O jornalista e escritor Thierry Meyssan (www.voltaire.org) cedo advertiu de que se tratava de una ação terrorista fabricada pelos serviços secretos dos EUA e Israel. Serviu como uma luva a W. Bush para executar o plano que os “falcões-galinha” haviam preparado anos atrás a fim de controlar o petróleo do Oriente Médio, recurso indispensável para impor seu domínio no mundo inteiro. O ceticismo em relação à versão de Washington converteu-se em desmentido em vários círculos políticos europeus. O ex-presidente da Itália, Francesco Cossiga, um homem cuja honestidade até os adversários reconhecem, foi terminante: “Fizeram-nos acreditar que bin Laden haveria confessado ser o autor do ataque de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas de Nova York, enquanto que, na realidade, os serviços estadounidenses e europeus sabiam perfeitamente que esse atentado desastroso foi planificado e executado pela CIA e o Mossad, com o objetivo de acusar os países árabes de terrorismo, e justificar assim os ataques contra Iraque e Afeganistão” ( Corriere della Sera, 30-11-07 ). É notório que Cossiga é católico e nada terrorista. Giuletto Chiesa, jornalista e deputado do Parlamento Europeu, que considerou uma “fantasia ridícula e insustentável” a versão da Casa Branca sobre o 11/9, não vacilou em qualificar W. Bush e Dick Cheney de “mentirosos manifestos” (www.zerofilm.info, 10-07-07) nem em sublinhar que aqueles que formulavam objeções à versão oficial, inclusive as mais tímidas, “eram tratados por loucos, dementes ou de aliados perigosos desses terroristas islâmicos”. Pouco falta para isso ocorrer com Marion Cotillard. É público que os 16 serviços de espionagem dos EUA aprovaram por consenso a mais recente Estimativa Nacional de Inteligência, que deixa claro que o Irã suspendeu em 2003 seu programa nuclear com fins militares. Isto não é obstáculo para que W. Bush e seus acólitos insistam no perigo nuclear iraniano, nem impede o Pentágono de aperfeiçoar os planos de um ataque nuclear contra o governo de Teerã. O Centro pela Integridade Pública, de Washington, registrou em estudo recente que W. Bush, Dick Cheney, Condoleezza Rice, Donald Rumsfeld, Colin Powell e outros altos funcionários da Casa Branca haviam mentido sobre o Iraque ao menos 935 vezes nos dois anos que seguintes ao 11/9 (www.publicintegrity.org). O Número Um na matéria foi W. Bush: 232 afirmações falsas sobre as armas de destruição massiva em poder de Saddam Hussein e 28 sobre os presumíveis laços Bagdá-al Qaida. Sendo assim, uma mentira mais que diferença faria ao tigre?
Fonte: La Bitácora de Gelman/Artículos de Prensa
Link: www.juangelman.com/…
Mais sobre Juan Gelman
Tradução do espanhol para o português de Omar L. de Barros Filho, editor de ViaPolítica e membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística. Esta tradução pode ser livremente reproduzida, na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como citados o autor, o tradutor e as fontes.

16.03.2008

novembro 1, 2007

"Se é para não roubarem meu carro, pode até colocar um supositório com chip em mim e em minha família.", M.M.Meia, cidadão

Especial: Vigilância
O combate ao terrorismo serve de argumento para um controle cada vez maior do cidadão. Não bastassem as polêmicas sobre a espionagem de computadores pessoais ou o arquivamento de dados biométricos, há políticos querendo acabar com a premissa de que o cidadão é inocente até que se prove o contrário. Leia aqui o que publicamos sobre o tema.
DW-WORLD
DW-WORLD: Chip em passaporte alemão armazena impressões digitais
Objetivo é dificultar a falsificação e o mau uso do documento, além de facilitar e tornar mais seguro o controle de fronteiras. Oposição diz temer que criminosos tenham acesso às informações.
DW-WORLD: Caçadores de dados ameaçam direito à privacidade
Peritos alemães em proteção de dados criticam planos do governo de usar softwares espiões no combate ao terrorismo e de introduzir um cadastro eletrônico para desconto de impostos da folha de pagamento. (26.10.2007)
DW-WORLD: Uso de testes genéticos se propaga nos países europeus
Seja para comprovação da paternidade ou para investigação policial, o teste de DNA se torna um recurso cada vez mais usado pelas autoridades na Europa. A cada nova medida aventada, surgem novas restrições de ordem ética.
DW-WORLD: Vigilância aumenta nos países europeus
Enquanto a União Européia tenta desenvolver um sistema unificado de vigilância, cada país aplica seus próprios métodos.
DW-WORLD: Câmera ou telefone? Estratégias européias contra o terrorismo
Depois de cinco anos de luta contra o terrorismo, uma conferência em Estrasburgo discute os seus motivos. A controvérsia, no entanto, gira em torno dos meios de combatê-lo.
DW-WORLD: Opinião: Orwell manda lembranças
Em nome do combate ao terrorismo, ministro alemão do Interior defende fim da premissa de que o cidadão é inocente até que se prove o contrário. Marcel Fürstenau comenta.
DW-WORLD: Computadores de suspeitos são espionados desde 2005 na Alemanha
Vigilância virtual foi ordenada pelo ex-ministro do Interior e contraria decisão da Justiça. Oposição acusa serviço secreto de desrespeitar a Constituição e pede “suspensão das práticas ilegais”.
DW-WORLD: Críticas forçam ministro do Interior a proibir espionagem de computadores
O ministro alemão do Interior, Wolfgang Schäuble, curvou-se às críticas e proibiu temporariamente a espionagem, pelos serviços secretos, dos computadores de pessoas suspeitas. Uma porta-voz do Ministério do Interior disse que está sendo procurada uma base jurídica.
DW-WORLD: Conservadores alemães querem legalizar acesso do Estado a computadores pessoais
Os conservadores da coalizão de governo na Alemanha defendem uma nova mudança constitucional para viabilizar o acesso do Estado a computadores pessoais. UE, EUA e Rússia querem maior cooperação em política de segurança.
DW-WORLD: Planos de vigilância online desencadeiam polêmica
Ministro do Interior sugere permissão ao Estado para espionar computadores pessoais. A proposta, criticada por várias facções, chegou a ser taxada de “delírio de vigilância”. Acompanhe a reação da imprensa alemã.
DW-WORLD: Presidência alemã da UE quer tornar Europa mais segura
“Vida segura na Europa” é tema do programa de trabalho apresentado pelo ministro alemão do Interior, Wolfgang Schäuble, para política interna do continente europeu durante a presidência rotativa alemã da União Européia.
DW-WORLD: Europa discute medidas de combate ao terrorismo
Ministros do Interior da UE anunciam pacote antiterrorismo, que prevê intercâmbio mais intenso entre as instâncias policiais de diversos países.
DW-WORLD: Combate ao terrorismo e direitos humanos: difícil equilíbrio
Novo sistema de tecnologia de segurança deve reconhecer rostos em meio a multidões nas estações ferroviárias alemãs. Encontro em Berlim discute respeito aos direitos humanos na era do combate ao terrorismo.
DW-WORLD: Arquivo central antiterror será instalado na Alemanha
Um mês após os frustrados atentados a trens na Alemanha, o ministro e os secretários do Interior alemães chegaram a um acordo quanto à criação de um arquivo central de dados sobre o terrorismo.
DW-WORLD: Autoridades antiterror dos EUA receberão dados de passageiros europeus
Informações sobre passageiros de vôos da Europa serão fornecidas a todas as autoridades norte-americanas envolvidas no combate ao terrorismo. Estas, por sua vez, abrirão mão do acesso direto aos dados. (06.10.2006)
DW-WORLD: Estratégias antiterror dividem especialistas alemães
Apesar de os atentados planejados contra Londres terem sido evitados, ainda é cedo demais para relaxar. Especialistas refletem sobre outras estratégias contra o terrorismo.
DW-WORLD: Arquivo central antiterror será instalado na Alemanha
Um mês após os frustrados atentados a trens na Alemanha, o ministro e os secretários do Interior alemães chegaram a um acordo quanto à criação de um arquivo central de dados sobre o terrorismo.
DW-WORLD: Entre bombas e câmeras
Polícia alemã identifica segundo suspeito de atentado fracassado, que foge e consegue deixar o país. Bombas deixadas nos trens reavivam debate sobre a vigilância eletrônica no país.

Deutsche Welle
01/11/07

Vídeo mostra supostas detonações… dentro do WTC!!! ( em inglês )

Filed under: 1984, 9/11, Al-Qaida, Ato Patriótico, EUA, Osama Bin Laden, Teorias Conspiratórias, WTC — Humberto @ 8:22 pm

The Planned and obvious Demolition of the World Trade Center by explosives on 911….
Phil_Jayhan / 10/13/2007
This short video will help people to see the truth of 911, and is made for dummies, it is so simple. Just watch and see the truth of 911. All that is used and shown is the medias own footage from 911 to show the pre-planned and obvious intentional blowing of the World Trade Centers by explosives and demolition charges. Make sure you pass along this url and website to as many people as possible! America is in distress!

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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