Não sei se é uma boa, ou não, já que os números costumam dizer aquilo que queremos, não é não?
Cheques pagos atingem índice de 97,62% em dezembro
Além de garantirem as vendas no comércio mesmo em tempos de crise, os consumidores que pagaram com cheque honraram suas dívidas, segundo pesquisa da da TeleCheque, empresa de concessão de crédito no varejo. O número de cheques pagos no país cresceu 0,86% em dezembro ante o mês anterior. Do total de cheques emitidos, 97,62% foram honrados, informa a Folha Online.
“Com a crise financeira, o brasileiro não quer perder o poder de compra para manter o crédito que possui com essa forma de pagamento, que permite o relacionamento direto entre ele e o lojista”, avaliou José Antonio Praxedes Neto, vice-presidente da TeleCheque.
No ranking dos bons pagadores, o Estado de Goiás liderou com índice de 98,54% no mês de dezembro, um aumento de 0,33% quando comparado com novembro de 2008. Na sequência da lista estão Santa Catarina (98,46%), Minas Gerais (98,27%), Paraná e Rio Grande do Sul, ambos com 98,14%. Os gaúchos perdem a liderança após três meses consecutivos.
Fraudes
Em dezembro, o número de fraudes com cheques no Brasil caiu 23,53%, registrando o índice total de 0,13%.
No ranking por Estado, o Espírito Santo (0,31%) continua na liderança. Na segunda colocação está São Paulo (0,29%), seguido por Alagoas (0,26%).
E TAMBÉM:
27.01.09
As vendas no setor de supermercados cresceram 27,12% em dezembro de 2008, quando comparadas às registradas em novembro. De acordo com o Índice Nacional de Vendas, divulgado hoje (27) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as vendas em 2008 também superaram as de 2007 em 8,98%. Além disso, no mês de dezembro de 2008 houve alta de 6,07% nas vendas com relação ao mesmo período do ano anterior, informa a Agência Brasil.
De acordo com os dados, em novembro de 2008 se comparado a novembro de 2007 o aumento foi de 10,74%. De outubro para novembro de 2008 o crescimento foi de 0,84%.
Vendas no varejo cresceram 4,2% no Brasil em 2008PEGN, 22.01.09, do Valor Online
As vendas do comércio varejista no Brasil cresceram 4,2% em 2008, quando comparadas com os resultados do ano anterior. Apesar do avanço, a alta é menor do que a registrada em 2007, quando o crescimento foi de 6,3% sobre 2006, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Serasa Experian.
A pesquisa mostra que, no período, as vendas a prazo tiveram crescimento de 4,4% em 2008, ante 2007, enquanto as vendas à vista caíram 21,1% na mesma base de comparação. “O crédito foi o responsável pela alta do varejo em todo o Brasil”, afirmou a instituição em relatório.
No entanto, em 2007, as vendas a prazo tinham registrado crescimento maior, de 12,6%, na comparação com 2006, enquanto as vendas à vista, tiveram um recuo menor do que o verificado agora, de 19%. A Serasa explica que o menor crescimento das vendas no ano passado já refletiu principalmente o encolhimento do crédito, em relação a 2007, “por conta dos juros elevados e pelo maior endividamento de parte da população em prazos mais longos”.
Segundo a análise da entidade, esta situação é revelada nos dados mais recentes do Banco Central. De acordo com estes dados, o crédito ao consumidor cresceu 23,3% no acumulado janeiro a novembro de 2008, enquanto em 2007, o crescimento foi de 30,7%.
O Indicador Serasa Experian do Nível de Atividade do Comércio é baseado nas amostras das consultas ao banco de dados da entidade.
E…
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), aumentou 3% de dezembro para janeiro, passando de 97,4 para 100,3 pontos. De acordo com a FGV, o ritmo de alta foi superior ao verificado em períodos semelhantes nos últimos três anos, quando o índice havia subido em média 1,6%. O índice é composto por cinco quesitos contidos na Sondagem de Expectativas do Consumidor, informa a Agência Brasil.
Apesar da evolução considerada “relativamente favorável” pela FGV, a nota divulgada nesta terça-feira (27) destaca que o índice ainda está em um patamar baixo em termos históricos. A confiança do consumidor em dezembro de 2008 sofreu redução de 14,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Além disso, no bimestre dezembro-janeiro, o ICC acumulou variação de 3,5%, abaixo da média de 4,2% verificada no mesmo período dos três anos anteriores. Já no bimestre outubro-novembro, o índice havia recuado 14% contra uma média de crescimento de 4,6% registrada nos anos anteriores.
A avaliação do consumidor sobre a situação presente seguiu a tendência de melhoria experimentada pelo ICC, registrando 106,1 pontos, com crescimento de 1,2% em relação ao mês anterior, quando o índice ficou em 104,8 pontos.
Já a expectativa para o futuro (Índice de Expectativas) evoluiu “favoravelmente”, segundo o levantamento da FGV, atingindo 97,3 pontos em janeiro, depois de registrar em dezembro 93,5 pontos, o pior resultado da série histórica iniciada em setembro de 2005. Em janeiro, a parcela dos que prevêem melhora elevou-se de 18,3% para 22,5% do total. Por outro lado, a proporção dos que esperam piora da situação reduziu-se de 36,3% para 28,1%.
Ainda segundo o estudo, o quesito que mede a intenção de compra de bens duráveis manteve a tendência de desaceleração, registrando o menor resultado desde o início da série histórica. Entre dezembro e janeiro, a proporção de consumidores que planejam gastar mais com duráveis recuou de 14% para 11,%. Já a parcela dos que pretendem gastar menos aumentou de 34,5% para 35,9%.
A Sondagem de Expectativas do Consumidor é feita a partir de uma amostra de mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras.A coleta dos dados foi realizada entre os dias 2 e 22 de janeiro.
MAS…
Inadimplência é a maior desde setembro de 2002
Do G1 A taxa de inadimplência dos bancos em suas operações com pessoas físicas subiu de 7,8% do total das operações, em novembro, para 8,1% em dezembro de 2008, o maior valor desde setembro de 2002, informou nesta terça-feira (27) o Banco Central.
O aumento da inadimplência acontece em meio à crise financeira internacional, que tem elevado as taxas de juros bancárias no Brasil e, também, gerado demissões ao redor do país e do mundo.
Para as empresas, a taxa de inadimplência passou de 2,7% em novembro para 3% em dezembro – o valor mais alto desde abril de 2008. A taxa de inadimplência é calculada com base em empréstimos com mais de 90 dias de atraso.
CarrosSegundo o BC, a inadimplência no financiamento de veículos atingiu o maior nível da história em dezembro de 2008. De acordo com números divulgados, o percentual dos empréstimos com atraso superior a 90 dias passou de 4,1% em novembro a 4,3% no último mês de 2008.
Esse é o maior patamar da série histórica, iniciada em junho de 2000. O total das parcelas com atraso superior a três meses que bancos têm a receber já soma R$ 3,5 bilhões.
Crise financeira abala confiança de empresários
A crise financeira internacional abalou a confiança dos empresários e somente 365 ainda estão otimistas e esperam aumento de faturamento para o primeiro trimestre deste ano, segundo pesquisa da Serasa, informa a Folha Online.
É o menor percentual dos últimos quatro levantamentos. No ano passado, os otimistas somavam 61%. Em 2007, esse índice era de 53% e, em 2006, 47%.
Para o primeiro trimestre deste ano, 35% esperam estabilidade e 29% apostam em queda do faturamento.
A pesquisa foi realizada de 5 a 9 de janeiro deste ano com 1.024 executivos das empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras do país.
De acordo com a pesquisa, a indústria é o setor menos otimista em relação ao faturamento no primeiro trimestre de 2009. Apenas 30% dos empresários esperam elevação do faturamento, seguidos pelo setor de serviços e do comércio (ambos 38%). As empresas da região Norte são as menos otimistas: 32% esperam aumento. O Centro-Oeste é a região mais otimista, 39% apostam em alta, seguidas por Nordeste, Sul (ambas 37%) e Sudeste (35%).
Em relação aos investimentos, 57% das empresas disseram que não estão investindo no momento. Destas, 87% não pretendem investir no primeiro trimestre de 2009.
Das empresas que estão investindo hoje (43% do total), apenas a metade pretende aumentar seus investimentos em relação ao ano anterior. Em anos anteriores esse percentual era de 66% (2008), 63% (2007) e 31% (2006). Outras 36% vão manter e 14% vão diminuir o investimento no primeiro trimestre deste ano.
De acordo com a pesquisa da Serasa, 77% dos empresários esperam aumento do desemprego no primeiro trimestre de 2009. Em 2008, esse percentual era 24%, em 2007 33% e em 2006, era 38%.
As instituições financeiras são as mais pessimistas, 83% esperam desemprego. Outro setor pessimista é a indústria, 81% aguardam a alta do desemprego no primeiro trimestre deste ano. Em serviços, 79% dividem a mesma opinião. No comércio, os pessimistas são 75%.
A região mais pessimista em relação ao crescimento do desemprego para o primeiro trimestre do ano é a Sudeste (82%).
TERMINANDO COM ESSAS DUAS:
Aviso aos banqueiros
Antonio Delfim Netto
Sexta-feira – 23/01/2009
Há uma diferença abissal entre os problemas que levaram os bancos a restringir a oferta de crédito entre nós a partir de setembro de 2008 e a profunda crise de crédito que empurrou para a recessão as maiores economias do globo. Nos Estados Unidos, onde tudo começou, a patifaria contaminou o sistema bancário numa tal dimensão que terminou por levá-lo à falência. O sistema bancário americano quebrou e ainda arrastou quase uma centena de casas bancárias (e um país, pelo menos) à falência em todo o mundo. No Brasil temos um sistema bancário hígido, submetido a uma regulamentação que vem se aperfeiçoando desde a criação do PROER. Ele ficou longe das aventuras que produziram a tragédia dos mercados financeiros na atual década. A questão, então, é tentar entender por que os bancos brasileiros adotaram uma postura extremamente restritiva no crédito, como se fossem obrigados a importar os efeitos de uma crise para a qual não contribuíram e de cujos “benefícios” não participaram? É certo que houve um susto quando se suspenderam os financiamentos externos, o sistema bancário precisava redobrar os cuidados a partir de setembro, mas era do conhecimento de todos que tínhamos condições de substituí-los. O Banco Central, embora não tenha agido com a rapidez necessária, acabou mostrando que isso era possível e se necessário pode aumentar o crédito para fazer essa substituição. O crédito para manter o ritmo da atividade interna, para a produção e na ponta do consumo encolheu e está ameaçando a manutenção do emprego dos brasileiros por um excesso de cautela, em muitos casos por uma espécie de temor desprovido de racionalidade. É certo que temos um sistema bancário hígido, como tenho insistido em dizer todos esses anos, mas neste momento me parece que os banqueiros não estão dando a devida atenção a um problema capital: o sistema é hígido, mas só continuará a sê-lo enquanto os devedores forem hígidos. Se eu sou banqueiro e decido negar o empréstimo a um cliente que durante muitos anos honrou seus compromissos comigo, que cresceu junto com o Banco, mas por temor da conjuntura mundial estou cortando o seu crédito, eu vou transformá-lo num mau devedor. Atitudes míopes dessa natureza estão inoculando uma doença num sistema bancário de compleição reconhecidamente saudável. Cobrar mais juros de um bom cliente, também pelo temor de que a inadimplência vai aumentar devido à desaceleração da economia é promover a queda do ritmo da atividade econômica, o desemprego e o enfraquecimento do próprio setor. Tendo deixado passar uma oportunidade de ouro há 40 dias quando já podia sinalizar a redução dos custos financeiros para a atividade econômica, o Banco Central esta semana finalmente realizou o corte de um ponto percentual na taxa SELIC para 12,75% ao ano. Os juros precisam cair muito mais e rapidamente se queremos afastar as nuvens dessa crise importada. Este início de queda pode melhorar as expectativas em relação ao comportamento do mercado consumidor e da oferta de crédito para os próximos meses.
Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA/USP e ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento.
Fábula moral com toques de auto-ajuda empresarial: A CRISE
A crise
Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente.
Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região.
Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
E o negócio prosperava e prosperava…Seu cachorro quente era o melhor!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e teve uma séria conversa com o pai :
- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão? Não acessa a Internet e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou:
“Bem, se meu filho que estudou Economia na melhor faculdade, lê jornais, vê televisão e Internet, e acha isto, então só pode estar com a razão!”
Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato (e é claro, pior).
Começou a comprar a salsicha mais barata (que era, também, a pior).
Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas “providências”, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor faculdade…quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho:
- Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso: “Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise…”
( O texto original foi publicado em 24 de fevereiro de 1958 em um anúncio da Quaker State Metais Co. Em novembro de 1990 foi divulgado pela agência ELLCE, de São Paulo )