ENCALHE

junho 12, 2008

Corrupção tucana

Jasson de Oliveira Andrade
Portal Mogi Guaçu
Ultimamente as notícias sobre suposta corrupção tucana têm sido divulgadas pela mídia. A manchete do Estadão (30/5/2008) é arrasadora: “Para Suíça, Alstom usou offshores em propina a tucanos”. Os jornalistas Sônia Figueiras e Eduardo Reina revelam: “Seis empresas offshore, duas das quais controladas por brasileiros, teriam sido utilizadas pela multinacional francesa Alstom para supostamente repassar propinas a autoridades e políticos paulistas entre 1998 e 2001. Os pagamentos seriam feitos com base em trabalhos de consultoria de fachada”. Outra manchete, esta da Folha (21/5), diz: “TCE julga irregular compra de R$ 223 mi de estatal de SP – CPTM usou contrato de 1995 para adquirir 12 trens da francesa Alstom em 2005 [ governo Alckmin ]”. Ao ser entrevistado pelo jornalista Valdo Albuquerque, o deputado Simão Pedro, vice-líder do PT na Assembléia, declarou: “Vamos continuar com o pedido de CPI. As denúncias que estão vindo à tona são muito graves, como a compra de 12 trens da Alstom pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em 2005, utilizando contrato vencido cinco anos antes”.
Um dos tucanos citado em documentos que a Promotoria da Suíça enviou ao Brasil é Robson Marinho, o RM na citação e confirmado por ele. Robson foi Chefe da Casa Civil do governo Mário Covas, que posteriormente o nomeou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O jornal Estadão informou que a Alstom pagou viagem do conselheiro à Copa da França em 98. Esta ligação, ao que parece, favoreceu a empresa. Eis as manchetes, confirmando o favorecimento: “Membro do TCE investigado defendeu contrato da Alston – Robson Marinho foi o único voto favorável a um negócio de 13 anos com o Metrô (Folha, 4/6)”. “Robson Marinho deu parecer pró-Alstom no TCE em 3 meses – Análise de contrato com Eletropaulo foi um dos mais rápidos do tribunal (Estado, 5/6)”. “Voto de Marinho beneficiou Alstom – Conselheiro do TCE derrubou parecer que considerava ilegal reajuste de contrato entre grupo francês e Eletropaulo (Estado, 6/6)”.
Em vista dessa situação, os tucanos impedem a convocação de suspeitos. A Folha noticiou: “Base aliada de Serra abafa apuração do caso Alstom – Deputados estaduais ligados a tucano são maioria em CPI e rejeitam requerimentos”. O Estado também revelou em manchete: “Tucanos barram convocações no caso Alstom”. Já o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) declarou, segundo o Painel da Folha (9/6) – Tiroteio: “Para investigar o caso Alstom vamos ter que pedir ao Parlamento Europeu, porque em São Paulo é impossível vencer a blindagem tucana”.
Outra citação desagradável aos tucanos é essa notícia do Estadão (9/6): “Cúpula da polícia e do Detran sabia de fraudes em carteiras há 4 meses – Alerta foi dado pela Prodesp, que identificou irregularidades na coleta de digitais; ninguém foi afastado”. Depois de anunciar que Campos Machado (PTB) será o vice de Alckmin em São Paulo, o Estadão (10/10) faz essa revelação: “Nos últimos anos, [Campos Machado] defendeu o governo tucano e ajudou a barrar CPIs. No último dia 5[6], seu então chefe de gabinete, Carlos Alberto de Carvalho Thadeo, o Professor Thadeo, pediu exoneração após ter sido flagrado em escutas, intercedendo em favor de um funcionário da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ferraz de Vasconcelos, centro de esquema desarticulado neste mês”. Temos ainda o caso da Secretaria do Trabalho, dominado pelo PTB, com supostas irregularidades. O então secretário Walter Caveanha se defendeu. No entanto, esta é outra história, que provavelmente será relembrada neste ano eleitoral.
Poderíamos ainda citar a governadora tucana Yeda Crusius, a qual, devido à gravação do vice-governador com um secretário, contendo graves acusações de corrupção, exonerou (demitiu) quatro secretários. A grave crise gaúcha fica para outra vez.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor de “Golpe de 64 em São João da Boa Vista”
Junho de 2008

Sobre “Golpe de 64 em São João da Boa Vista”, visite:
“GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA”. Livro de Jasson de Oliveira Andrade.
“GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA”, de Jasson de Oliveira Andrade. A Guerra Fria sem CIA e KGB.

março 2, 2008

TCE multa Câmara e prefeitura de Mauá

29/02/08
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) multou a Câmara e a prefeitura de Mauá por conta por realizarem contratações sem licitações. A decisão foi tomada na última terça-feira (4). De acordo com o TCE, o Legislativo não realizou a licitação para a contratação da empresa Amil, que presta serviços de assistência médica. Já no Executivo, a irregularidade apontada foi a dispensa de licitação do contrato com a empresa Repress Distribuidora, responsável pelo fornecimento de medicamentos injetáveis para o Hospital Radamés Nardini e UBSs (Unidades Básicas de Saúde).

fevereiro 23, 2008

Vila Zelina: Pai de Vanessa Damo tem contrato considerado irregular pelo TCE

TCE julga irregular contrato de R$ 1,5 mi em Mauá
Repórter Diário
22/02/08
O TCE ( Tribunal de Contas do Estado ) julgou irregular o contrato de R$ 1,5 milhão assinado em 2006 entre a prefeitura de Mauá e a empresa Laft Comércio de Materiais para Diagnósticos Laboratoriais, de São Bernardo. O órgão também multou o prefeito Leonel Damo ( PV ) em R$ 7,4 mil por ter feito a contratação se utilizando da inexigibilidade de licitação, quando apenas uma empresa pode prestar o serviço contratado. Essa é a oitava vez que o prefeito de Mauá tem uma ação contestada pelo TCE desde que tomou posse.

outubro 14, 2007

Vem aí a revelação do mensalão tucano em SP !!!

Blog do Mello
12/10/07
Editorial da Folha hoje:
Mal contado
O contrato não era pequeno: envolvia R$ 671 milhões. Quem desembolsou a quantia foi a Nossa Caixa, durante o governo Alckmin, em 2003. Do outro lado estava a Asbace, entidade que congrega bancos estatais. O gasto se destinava à instalação de terminais de auto-atendimento da Nossa Caixa em todo o Estado.
A partir daí, tudo se cerca de graves suspeitas. Os R$ 671 milhões foram entregues à Asbace sem licitação. O argumento se baseava na “inquestionável reputação ético-profissional” da entidade, e no fato de que a Asbace não tem fins lucrativos.
Quaisquer que sejam a reputação e os fins da Asbace, o fato é que a entidade não tinha estrutura para realizar o serviço contratado. Repassou a tarefa para outras empresas, estas sim, com fins lucrativos e capazes de implantar a rede de auto-atendimento desejada.
Sete pareceres técnicos do Tribunal de Contas do Estado contestaram o contrato. Afinal, se outras empresas teriam de fazer o serviço, por que não realizar uma concorrência pública? O contrato foi a julgamento no TCE: graças ao voto de três conselheiros, terminou aprovado. Novos contratos entre a Nossa Caixa e a Asbace se firmaram durante a última gestão do governador tucano, somando cerca de R$ 740 milhões.
Provavelmente, teria tudo ficado por isso mesmo, não tivesse a Polícia Federal desencadeado em junho a Operação Aquarela: desta resultou a prisão de dois ex-dirigentes da Asbace, sob a acusação de terem lesado o BRB, banco estatal de Brasília, em R$ 50 milhões. O ocorrido em Brasília “não tem nada a ver” com os contratos paulistas, garantem o ex-governador Alckmin e seu ex-secretário da Fazenda.
Será? O caso Asbace ainda está por ser plenamente elucidado.
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