ENCALHE

junho 10, 2008

Entrevista de ex-presidente da Varig, publicada em site de aviação em JANEIRO de 2008, desmente vEJA e suas "falácias" ( a vEJA adora esse termo )!!!!

Os Amigos do Presidente Lula, 09.06.08
Aqui matamos a cobra e mostramos a cobra morta.
A revista Veja INVENTOU boa parte da reportagem que fez esta semana sobre a Varig.
Foi feita sem qualquer apuração maior, recheada de frases de efeito e meras zombarias.
É desmentida pela recente entrevista do ex-presidente da Varig ao jetsite (clique aqui para ver) em janeiro de 2008:
MENTIRA No. 1 da revista Veja:
A revista diz que a TAM tinha uma oferta para comprar a Varig maior (o dobro) do que a GOL e foi “preterida” ( acredito que a revista insinua que tenha sido preterida pelo governo federal, pois a matéria é muito mal escrita em termos de objetividade para entender claramente ).
Marco Antonio Audi – quem comprou e vendeu a Varig – desmente:
“A situação de caixa era tão apertada, que nós tínhamos que vender rápido, senão iríamos parar de voar. Na reta final, havia a TAM e da Gol [ interessadas em comprar ]. A da TAM era muito melhor, só que ela exigia mais tempo para fechar o negócio. E esse tempo nós não tínhamos. Afinal, no escritório dos advogados, assinamos o contrato com a GOL, à meia-noite de uma quarta-feira, de 28 para 29 de março de 2007.
Estávamos tão apertados que precisávamos de 4 milhões de reais somente para rodar o caixa da companhia até a segunda-feira seguinte, 2 de abril. Só que não tínhamos dinheiro para nada… Na segunda-feira, 2 de abril, a Gol assumiu a gestão do caixa da companhia. A Varig, em novas mãos, estava salva. Mais uma vez. Recebemos quase 100 milhões de dólares, em dinheiro e mais o equivalente a 177 milhões, em ações da Gol.”
A Veja mentiu duas vezes. A TAM não foi preterida e a venda foi por US$ 277 milhões e não US$ 320 milhões.
MENTIRA No. 2 da revista Veja:
A revista disse que a Varig foi comprada por apenas US$ 24 milhões.
Marco Antonio Audi, desmente:
“.. Assim iniciamos a captação dos empréstimos que seriam no valor de até 485 milhões de dólares como estabelecido no Business Plan [ Plano de investimentos necessários para comprar e reerguer a Varig ]… Até aquele dia, dos 485 milhões que necessitaríamos, havíamos obtido 211 milhões. Faltaram 270 milhões para captar, pois eles não cumpriram a parte deles e as empresas ficaram sem caixa. Naquele dia percebi que não teria escolha, a não ser vender a Varig. Caso contrário, iríamos quebrar. E ia levar tudo junto. Aí tivemos que vender a companhia.”
A Veja mentiu, pois a Varig foi ARREMATADA em leilão por US$ 24 milhões, e depois foram investidos na empresa pelo menos 211 milhões, antes da venda. Total: US$ 235 milhões.
Atualização: O Jornal Nacional entrevistou o representante do Fundo em Nova York, Lap Chan, e ele disse que foram cerca de US$ 250 milhões investidos antes da venda da Varig.
MENTIRA No. 3 da revista Veja e também do Estadão:
Diz que os sócios brasileiros eram “laranjas”. Marco Antonio Audi desmente:
“Jetsite: os recursos para a compra vinham dos sócios norte-americanos?
Marco Antonio Audi: Não. O fundo Mattlin Patterson não investiu um centavo na companhia. O fundo conseguiu empréstimos. Não era investimento deles. Está lá para quem quiser ver; Tudo registrado no Banco Central. Aquilo que se pode chamar de investimento foi feito por nós, pela Volo do Brasil. Eu e meus sócios brasileiros investimos 40%, e eles entraram com 60%.
O maior aporte de recursos vem de empréstimos. O nosso papel era arrumar a casa e tocar o negócio: o deles era arrumar os empréstimos. Com tudo isto entendido, começamos a vida assim em agosto de 2006.”
Além disso, o próprio fato de Marco Antonio Audi ter sido o presidente da Varig, é uma constatação inequívoca de que ele não era um “laranja”.
A CORRUPÇÃO TUCANA na ALSTOM deve ser maior de que pensamos, para publicarem QUALQUER COISA que faça cortina de fumaça ( até de charuto apagado serve )… a toque de caixa, sem qualquer apuração. Mesmo que seja este verdadeiro DEBOCHE DO LEITOR.
Continue lendo aqui…

maio 18, 2008

Da série "Onde está você?": Posição do manete contribuiu para acidente da TAM

Onde está você, Suposto Apagão Aéreo? Onde está você, “clamor popular”? Onde está você, “CANSEI”? Seus lixos golpistas.
Posição do manete contribuiu para acidente da TAM
Segundo investigadores, alavanca que controla a velocidade estava na posição errada
Globo.com
G1
17/05/2008
A posição do manete foi determinante para o acidente com o avião da TAM , que aconteceu em julho do ano passado, em São Paulo. A comprovação foi dada pelo delegado Antônio Barbosa, que comanda as investigações, neste sábado (17), em Porto Alegre. Parentes das vítimas do vôo 3054 se reuniram com o delegado na capital gaúcha. Segundo os investigadores, está comprovado que na hora do pouso, a manete – a alavanca que controla a velocidade do avião – estava na posição errada, de aceleração. A polícia não sabe se o erro aconteceu por falha humana ou defeito mecânico. Na tarde deste sábado, os parentes das vítimas fazem uma caminhada de protesto pelas ruas de Porto Alegre.
Acidente
A aeronave, um Airbus A320, vôo JJ 3054, partiu de Porto Alegre às 17h16 e pousou em São Paulo às 18h48 do dia 17 de julho de 2007. Percorreu toda a pista, virou à esquerda e atravessou uma avenida antes de bater no prédio, onde a empresa mantinha um depósito. O acidente foi o maior da aviação no país. No total, 199 pessoas morreram.
VAMOS RELEMBRAR. Quem usou a tragédia para acusar Lula de por o manete em posição errada só por maldade e comunismo petista?
“Cansei” encerra ato com discreto “fora Lula” SP
Terra, 17/08/07
Cerca de 2 mil pessoas participaram, nesta sexta-feira, do ato do movimento “Cansei” na Praça da Sé, em São Paulo. O evento foi realizado em memória às vítimas do acidente com o Airbus da TAM, que completa um mês hoje. Os presentes fizeram um minuto de silêncio às 13h e depois da interpretação do Hino Nacional pelo cantor Agnaldo Rayol, parte do público entoou um tímido “fora Lula”, que não foi seguido pela maioria. ( … )
Protesto leva milhares ao local do acidente com avião da TAM
G1, 29/07/07
Após minuto de silêncio, público grita ‘fora Lula’ em ato do Cansei
Parentes de vítimas do acidente da TAM participaram do ato, entre celebridades. Manifestação contra o governo foi contestada por participantes do ato.
G1, 17/08/07
Mais Lu Fernandes
Encalhe, 31/07/07
( … )
Lu Fernandes – Ligações antigas
A jornalista Lu Fernandes admite manter ligações antigas com José Serra, mas nega que tenha sido beneficiada pelo ex-sócio e secretário do prefeito ao ser contratada para fazer assessoria de imprensa a órgãos municipais. A seguir, trechos da entrevista que concedeu por telefone ao Correio:
Você é sócia do Sérgio Kobayashi?
Ele foi meu sócio, mas não no Escritório. Foi na editora ( Barcarolla ), que é uma editora pequena e absolutamente deficitária. Ficou sócio três ou quatro meses. Minha empresa é outra coisa, não tenho sócios, sou dona dela há 15 anos. Eu pessoalmente faço assessoria para o Serra em todas as campanhas desde 1987. Trabalhei com o Serra na campanha da prefeitura. E eu tenho duas contas, duas contas grandes, diga-se de passagem, de assessoria de comunicação e de imprensa.
Na prefeitura, Kobayashi dava a palavra final sobre a contratação das assessorias, não?
Não. Minha relação com o Andrea ( Matarazzo, subprefeito da Sé ), por exemplo, é anterior. Minha relação com o Fred ( Frederico Bussinger, secretário de Transportes ), também.
( … )

outubro 27, 2007

Relatório da CPI no Senado do suposto apagão aéreo: no apagar das luzes, ainda tenta faturar de algum jeito

Carlos Wilson para Demóstenes: “O tempo vai mostrar quem é o verdadeiro chefe de quadrilha”
O deputado federal Carlos Wilson (PT/PE) afirmou que recebeu com “surpresa e indignação” o relatório final da CPI do setor aéreo no Senado, elaborado pelo senador Demóstenes Torres (DEM-PFL/GO), que o acusa de chefiar um suposto esquema de desvio de recursos na Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária). Por meio de nota, o deputado disse na quarta-feira que o texto produzido pelo ex-pefelista é irresponsável e “baseado em meras ilações”.
“Não tenho nenhuma dúvida que o tempo e as provas irão revelar quem é o verdadeiro chefe de quadrilha e o que está por trás da CPI do Apagão Aéreo, comandada por Demóstenes Torres, um velho conhecido pela prática do espalhafato”, afirmou Carlos Wilson.
Na defensiva, Demóstenes respondeu que “Carlos Wilson é um São Jorge de prostíbulo: olha tudo e nada vê”.
No relatório, Demóstenes Torres recomenda ainda o indiciamento de 23 pessoas, alegando que 21 estariam envolvidas no superfaturamento de contratos da Infraero para obras em aeroportos e para gerenciamento de verbas publicitárias.
O relator admitiu que perdeu força a tese da pista de Congonhas como causa da tragédia da TAM que matou 199 pessoas, a qual utilizou tanto para fazer catilinárias contra Lula.

outubro 23, 2007

CPI do "suposto apagão aéreo" termina, sem a voragem do imprensalão. É que o Nelson Jobim, amigo de Serra, entrou e resolveu tudo num dia só

Relatório de Demóstenes abafa a tragédia da TAM
O relatório final da CPI do sistema aéreo feito pelo senador Demóstenes Torres (DEM/GO) ignorou as causas do acidente com o avião da Tam em São Paulo, que matou 199 pessoas, e se concentrou em tentar encontrar irregularidades na Infraero com o objetivo de propor a privatização dos principais aeroportos do país.
O relatório de Demóstenes, que poderá ser votado nesta quarta-feira, apenas reforça as denúncias de que a oposição fez um alarido em torno do acidente da Tam, utilizando a morte de dezenas de pessoas, para criar factóides contra o governo, denegrir o sistema aéreo brasileiro com a intenção de sustentar a pretensão final da oposição de entregar os aeroportos para a iniciativa privada.
Hora do Povo
ed. 2613
24/10/07

setembro 17, 2007

HAL A320: Computador de Airbus da TAM teve falha, diz mecânico

Filed under: Airbus, apagão aéreo, Congonhas, TAM, tragédia — Humberto @ 11:26 pm

Na madrugada anterior ao acidente com o Airbus A320 da TAM – que explodiu após varar a pista do Aeroporto de Congonhas, em 17 de julho, deixando 199 mortos -, o computador de bordo do avião emitiu um relatório chamado Post Flight Report (PFR), que sinalizava um possível problema na aeronave. Em depoimento ao titular do 27º Distrito da capital, Antonio Carlos Meneses Barbosa, o mecânico da TAM em Campo Grande Helvécio Salarini Junior contou que o computador emitiu o PFR durante a manutenção.
Segundo Salarini, foi feita uma checagem minuciosa, com ajuda do manual do Airbus, mas nenhum problema foi encontrado. A possibilidade, de acordo com o relato do mecânico, é de que tenha ocorrido uma “interface eletrônica” no computador, ou seja, foi indicado um “erro não constatado”.
O avião foi entregue aos mecânicos da TAM no Aeroporto Internacional de Campo Grande às 22 horas do dia 16. O comandante informou que o Airbus A320 estava com o reverso pinado. Os técnicos checaram todo o avião e nada foi detectado. Salarini Junior disse que a equipe fez a leitura do PFR. Depois de feita a revisão da aeronave e emitido outro tipo de relatório, o avião foi liberado.
Pela manhã, o Airbus A320 seguiu para Goiânia. Às 7h56, o mecânico da TAM Giovane Marques de Almeida, que trabalha no Aeroporto da cidade, fez a inspeção externa de rotina. Liberado 15 minutos depois, o avião foi para Brasília.

NTC Logística / O Estado de S. Paulo

14/09/07

setembro 8, 2007

A questão da nomenclatura

por Guilherme Scalzilli
Fórum Caros Amigos
A pauta política dos grandes veículos obedece à cronologia da conveniência. Os assuntos perdem relevância quando seus desdobramentos contrariam as motivações que inicialmente justificaram a exploração dos fatos. Portanto, antes que outros motes ocupem as atenções gerais, é necessário impedir que a cobertura jornalística sobre a aviação civil mergulhe na obsolescência. Talvez assim entendamos melhor um dos tantos episódios sombrios da história da imprensa brasileira.
Nasce uma crise – A propaganda maquiada de jornalismo inventou o esgotamento infra-estrutural fulminante. Enquanto no resto do planeta fenômenos semelhantes são processos longos e cumulativos, nossa crise aérea floresceu em apenas quatro anos. E o sucateamento do transporte ferroviário? E o Plano Diretor para a Infraero, de 1982, que já sugeria a ampliação de Cumbica e a limitação do movimento de Congonhas? Por que Viracopos foi subutilizado por duas décadas?Não importa. Antes dos gestores petistas, incompetentes e corruptos, voar no país era supimpa. No entanto, ainda que se concorde com a premissa do colapso, ele não explica todos os eventos identificados com o “caos aéreo”. Quem associou a paralisação dos aeroportos à administração federal foram os próprios controladores amotinados. A imprensa usou-os como bodes expiatórios para inaugurar a crise, legitimando suas reivindicações, e depois criticou a demora das autoridades em puni-los. O movimento acabou em março e o tráfego foi normalizado, mas a simbologia do infortúnio permaneceu. Quando rompemos as mistificações do noticiário, descobrimos que os problemas nos aeroportos são superdimensionados e embaralhados para transmitir a falsa impressão de uma crise generalizada e ininterrupta. A maioria dos vôos realizados nos últimos cinco meses transcorreu normalmente, exceto sob condições atmosféricas inadequadas. Entretanto, mesmo atrasos de poucos minutos e problemas causados por neblina ou tempestades entram na conta do “apagão”.
O governo criminoso – Para o colunista Ricardo Daudt, o governo “assassinou mais de duzentas pessoas”, porque “sabia” que os acidentes iriam ocorrer. Reinaldo Azevedo concordou: “As mortes têm mesmo a ver com o governo federal”, que é “assassino culposo”, pois fabricou “360 mortos”. Diogo Mainardi ressaltou o “descaso criminoso” e a “barbárie aérea”. Mesmo quando não chega a esse nível de insensatez, a maioria dos analistas afirma que as tragédias teriam sido evitadas em outro contexto administrativo. Mentira. O choque do Boeing da Gol com o jato Legacy foi causado por erros dos controladores de vôo e dos pilotos estadunidenses. A explosão do airbus da TAM originou-se numa falha mecânica, provavelmente agravada por imperícia do piloto. O governo federal não influenciou as fatalidades, cuja relação causal com um suposto “apagão” é nula. Crises aéreas não desligam transponders, não travam reversos nem pousam com manetes em posição errada. Apenas cínicos e insensíveis culpam governos por acidentes dessa natureza, politizando terríveis perdas humanas, manipulando a comoção pública e desprezando o rigor apurativo. Até desabafos indignados estão sujeitos aos limites dadecência e da legalidade – por isso nenhum idiota saiu gritando que FHC eseus tucanos eram culpados pela queda do Fokker 100 da Tam, em 1996. O mais preocupante dessas deturpações é que elas contribuem para a sobrevivênciados problemas reais. As empresas aéreas, eternas causadoras de transtornos, aproveitam a tolerância da mídia (afinal, são grandes anunciantes) para incrementar sua rotina de abusos e desrespeitos contra os passageiros. Funcionários grosseiros, overbooking, filas intermináveis e aeronaves defeituosas viraram sintomas da enfermidade petista. Previsivelmente, assim que as práticas lesivas receberem punições merecidas, o governo será acusado de planejar a falência das companhias.
Terminologias – Cerca de duas mil pessoas morreram nas estradas paulistas desde outubro, quando o tal “apagão” surgiu. Cinco vezes o número de mortos nos acidentes aéreos. Na capital, o trânsito vive em colapso permanente, escancarando a saturação dos transportes públicos. Há décadas, todo dia, milhões de cidadãos enfrentam congestionamentos gigantescos, com média de absurdos 111 km nos horários de pico. O excesso de veículos está para os congestionamentos como o aumento de passageiros para o caos nos aeroportos. A falta de verbas que justifica uma ridícula malha metroviária também explicaria a escassez de terminais e pistas. As mesmas chuvas que param o trânsito impedem pousos e decolagens. Mas por que ninguém enxerga um “apagão dos transportes” em São Paulo? Os defensores da mídia oposicionista argumentam que essa polêmica se resume a um estéril debate sobre nomenclaturas. E talvez estejam certos. A essência das coisas independe do vocabulário utilizado. Se existe quem equipare saguões tumultuados às sobretaxas, racionamentos e blecautes do governo FHC, é razoável que alguém veja na “crise aérea” uma invenção midiática. Se “apagão” não define uma calamidade que afeta diariamente uma população proporcional à da Bélgica, a prudência aconselha não ver apagões em lugar algum. “Golpista” representa apenas um adjetivo possível para uma imprensa que se desvia de suas atribuições constitucionais com o objetivo de ludibriar o (e) leitorado. Chamá-la “democrática” não modifica sua natureza. O mesmo vale para os comentaristas. Clóvis Rossi qualifica seus críticos como “debilóides do lulo-petismo”. Augusto Nunes prefere “subespécie”, “idiotas”e “cretinos”. Outros usam “chimpanzés”, “raça maldita” e “imbecis”. Se esse jargão demonstra independência ou ignorância, cabe ao público avaliar. O fato é que a expressão “apagão aéreo” encaixa-se perfeitamente no repertório dos seus divulgadores.
Guilherme Scalzilli, historiador e escritor. Autor do romance “Crisálida”( editora Casa Amarela ). www.guilhermescalzilli.nom.br.

agosto 15, 2007

O Hora do Povo está impossível!!! Ali Kamel é o próximo a ser abatido!

Kamel e o teste das mentiras
“A grande imprensa está sob ataque” – assim começa o artigo de Ali Kamel, publicado há alguns dias em “O Globo”.
“Grande imprensa” é como Kamel, ex-editor assistente da “Veja” e atualmente diretor de jornalismo da Rede Globo, chama a mídia golpista. Parafraseando um dito célebre, essa imprensa só lhe parece “grande” porque Kamel vive em permanente genuflexão. No entanto, mesmo nessa posição incômoda, ele esforça-se por dar cambalhotas: tudo é invertido – naturalmente, o país é que esteve sob ataque dessa mídia. Por isso, ela levou a pior. É dessa última parte do negócio que Kamel está se queixando.
Porém, não é a imprensa, grande ou pequena, que Kamel quer defender. Ele está defendendo apenas a si próprio, ao seu lauto salário – e à sua incompetência, que levou a “Globo” a uma situação inédita de acelerado descrédito. Kamel é, sem dúvida, o mais inepto diretor de jornalismo que a “Globo” já teve. Inclusive, e sobretudo, do ponto de vista do ilusionismo e da prestidigitação que são chamados de jornalismo pela “Globo”. Kamel é incapaz de disfarçar os truques que está tentando fazer. Assim, o “jornalismo” torna-se inútil, e, pior que isso, um risco para a própria “Globo”, além de um estrupício para os anunciantes, que são associados, sem querer, à desonestidade flagrante do veículo onde anunciam.
Voltemos ao seu artigo. Diz ele: “na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim”.
Resumindo: a mídia não erra. Não mente. Não falseia nem falsifica. Ela apenas “testa hipóteses”. Não tem culpa se a hipótese é falsa. Para que ela noticiasse apenas os fatos, seria necessário que ela fosse “pitonisa” ou “adivinha” (o que, aliás, é a mesma coisa).
Kamel não explica porque o “testar hipóteses” que preconiza como o supra-sumo da atividade jornalística é sempre contra o mesmo lado e a favor do mesmo outro lado.
CALÚNIAS
Mas é interessante essa nova teoria jornalística. “Testando hipóteses”? Sim, leitor, foi isso o que o sujeito escreveu. Ao invés de noticiar os fatos, a imprensa tem que “testar hipóteses”. Será possível forma mais desastrada de confessar a mentira, ainda por cima defendendo que é muito justo mentir? Só se ele escrevesse algo como: “desde o primeiro instante a mídia golpista foi, honestamente, mentindo, montando um quebra-cabeça que está longe do fim”.
Mas, dessa honestidade o sr. Ali Kamel realmente não é capaz. Nem que um raio o atingisse no caminho para a Barra da Tijuca (lá é a central de novelas e não de jornalismo? Perdão, leitores, pela compreensível confusão).
Continuemos: jornalismo que, em vez de noticiar os fatos, fica “testando hipóteses” é mentira, calúnia, e não jornalismo. Pois é exatamente esse o “jornalismo” que Kamel defende. Não por acaso, seu primeiro cargo de importância foi na “Veja”, que não faz outra coisa: fica “testando hipóteses” que interessam aos seus donos. Kamel levou essa tecnologia para a “Globo” – que, desde que ele deu com os costados lá, não faz outra coisa senão seguir a “Veja” com alguns dias de atraso.
Porém, vejamos algumas hipóteses que ele testou recentemente:
1) Às vésperas do primeiro turno das eleições passadas, Kamel “testou a hipótese” de que não existia um avião da Gol, com 154 pessoas a bordo, que estava desaparecido. Todos os telejornais daquele dia divulgaram o desaparecimento, menos um: o “Jornal Nacional”. Kamel “testou essa hipótese” porque achou que a divulgação do desaparecimento do avião ofuscaria o “teste” de outra “hipótese”: a de atribuir, dois dias antes das eleições e com o programa eleitoral gratuito encerrado, ao presidente Lula a compra de um dossiê, com a exibição escandalosa das imagens do dinheiro com que alguns aloprados tentaram adquiri-lo – imagens, de resto, inteiramente ilegais. Tudo isso para “testar” outra “hipótese”: a de que o presidente Lula não fosse o eleito. As três “hipóteses” eram falsas, mas Kamel, segundo seu parecer, não errou. Estava apenas “testando hipóteses”. Afinal, o rapaz não é “pitonisa”.
2) Em seguida, Kamel “testou a hipótese” de que a queda do avião da Gol não havia sido provocada pelos dois irresponsáveis pilotos norte-americanos do Legacy, como era evidente, mas pelo controle de vôo da Aeronáutica. A hipótese também era falsa. Mas Kamel também não errou. O problema é que ele não “adivinha”. Por isso, estava “testando a hipótese” da realidade ser falsa e do falso ser realidade.
3) Mas Kamel não desanimou: arrumou uma nova hipótese para testar: a de que o irmão mais velho do presidente da República, Vavá, um homem idoso, pobre e doente, era um terrível gênio do tráfico de influência. Nada havia que indicasse qualquer influência de Vavá no governo ou na máquina administrativa, nenhum suposto pedido seu havia sido atendido – e, aliás, nem feito. Seria o primeiro cidadão a traficar influência sem ter influência. Mas isso são questões de somenos importância. Importante era “testar a hipótese” – que também era falsa, mas o importante é testar. A realidade, que se dane.
4) Convicto, Kamel continuou seus experimentos, sempre “testando hipóteses”: diante de uma vaia claramente armada pelo ilustre filósofo do factóide, César Maia, Kamel insistiu que eram “vaias espontâneas” ao presidente. Ele realmente estava bem informado: segundo vários relatos, Kamel participou de uma reunião onde a vaia espontânea foi discutida – e armada. Portanto, a vaia só poderia ser espontânea, ora essa. O problema é que todo mundo viu que não foi. Mas o importante é que a hipótese foi testada, isto é, a vaia apareceu no “Jornal Nacional”.
5) Por último, nesse resumo das atividades científicas de Kamel: menos de uma hora após a queda do avião da TAM, a “Globo” já tinha lançado a hipótese de que o problema era a pista que o governo reformara, que a falta de “grooving” causara o acidente, e que a culpa era do presidente Lula. Não se sabia nada sobre as condições do pouso, a caixa-preta não havia sido encontrada, não havia nem mesmo palpite de algum técnico, mas Kamel, dinâmico como sempre, já estava “testando” a sua hipótese: a culpa é do Lula. O teste deu errado. Ou, melhor, deu certo, porque, como se sabe, a mídia não erra. A “hipótese” é que era falsa.
FABRICAÇÃO
Referindo-se a estudos sobre a mídia que apontam a cavalar falta de isenção contra Lula nos meses anteriores às eleições, diz ele: “tais estudos se esquecem apenas de contar que todo o noticiário sobre o mensalão e outros escândalos foi considerado prova de desequilíbrio contra Lula. Ora, se é assim, qual seria a alternativa para que o estudo apontasse equilíbrio? Não noticiar os escândalos? Mas isso sim seria perder o equilíbrio e a isenção”.
Não é uma gracinha? Os caras fabricam um escândalo, não conseguem provar nada, passam por cima de todas as evidências e provas, tentam dar um golpe, difamam, insultam e caluniam, e depois acham uma injustiça que se aponte que essa porcaria toda era mera tentativa golpista. Segundo Kamel, se não divulgasse o que ele mesmo fabricou, “isso sim seria perder o equilíbrio e a isenção”. Ou seja, as hipóteses que Kamel testa são sempre contra Lula porque Lula é sempre culpado, não importa o que faça – ou deixe de fazer.
CARLOS LOPES
HORA DO POVO

agosto 7, 2007

Médiuns golpistas já sabem antes mesmo que ocorra

Filed under: apagão aéreo, Congonhas, golpismo, governo Lula, imprensalão, TAM, tucanalha — Humberto @ 11:57 pm
As labaredas ainda ardiam no depósito de cargas da TAM e os “cansados da verdade” já afirmavam pelo rádio e televisão que o Airbus A 320 deslizara sobre uma lâmina d’água formada na pista de Congonhas, em virtude da falta do “grooving”.
O objetivo da fraude era acusar o governo federal de haver liberado uma pista sem condições de segurança e responsabilizar, com indignação estudada, o presidente Lula pelas mortes ocorridas.
Sem qualquer escrúpulo, compaixão ou respeito pelas vítimas da tragédia, repórteres e comentaristas procuravam transformar os mortos e seus familiares em massa de manobra do revanchismo golpista.
A Globo superou-se no exercício da canalhice, durante a cobertura do episódio. Mas, para sermos justos, é preciso reconhecer que neste caso não agiu sozinha.
A mídia das elites endinheiradas tem suas razões para não gostar do presidente Lula. Não foi para satisfazer à avidez egoísta dessa camada parasitária da sociedade que ele recebeu 58.295.042 votos.
No entanto, ela não tem o direito de manipular a opinião pública através de mentiras forjadas para promover um clima de confrontação que atropele as instituições democráticas.
Não têm esse direito os jornais, e muito menos as emissoras de rádio e televisão, pois todas são “concessões públicas” e como tal é de se presumir que estejam obrigadas a manter aquele mínimo de responsabilidade e decoro, que as impeça de desinformar intencionalmente o público.
É bem possível que os monopólios de mídia, desmoralizados e falidos quanto à credibilidade das informações que veiculam, já não reúnam mais capacidade de agir de outra forma. Seguramente, com o tipo de mercenários e dejetos que ora fazem carreiras em suas redações essa é uma missão impossível.
Por isso, a democratização da mídia se torna uma necessidade cada vez mais imperiosa na vida nacional.
Essa democratização se apóia em três pilares.
O primeiro é a constituição da Rede Pública Nacional de Rádio e Televisão – a TV Brasil.
O segundo é o reconhecimento pelo governo do inestimável papel dos órgãos de imprensa livres e independentes, entre os quais o HP se orgulha de estar incluído, e o conseqüente fim da discriminação desses veículos no acesso às verbas publicitárias oficiais.
O terceiro é garantir normas e fiscalização adequadas, que coíbam a atual farra do boi nas concessões públicas da área de radiodifusão.
Urge seguir avançando nas três frentes.
HORA DO POVO

agosto 2, 2007

Nem para embrulhar peixe, hein?

Filed under: Congonhas, CPIs, Diogo Mainardi e outros, golpismo, governo Lula, imprensalão, TAM — Humberto @ 12:21 am
Blogs de direita se calam sobre acidente
Não deixa de ser curioso: Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e outros nem tão direitosos, mas igualmente contrários ao presidente Lula, subitamente calaram sobre a divulgação dos dados da caixa-preta do avião da TAM acidentado em São Paulo no último dia 17. É chato para essa turma, mas a única coisa que os dados conhecidos até o momento provam é que a culpa não foi da pista nem do presidente Lula. O sonho dourado dessa gente era ouvir o piloto xingando o presidente nos últimos segundos antes da aeronave bater. Que pena, Reinaldo, não aconteceu…
Jornalismo ou chutômetro?
A CPI do Apagão da Câmara divulgou há pouco os diálogos dos pilotos gravados na caixa-preta do Airbus que se acidentou no mês passado, provocando duas centenas de mortes em São Paulo. A partir do que foi divulgado, não é possível concluir a causa do acidente, mas já há analistas afirmando “categoricamente” que a tragédia foi fruto de falha humana, na versão de uns, ou falha mecânica, na de outros. A verdade é que só a investigação completa vai desvendar a causa, que inclusive pode ser mais de uma. A manchete da Folha de S. Paulo desta quarta-feira (Caixa-preta indica erro do piloto) é malandra, pois não está errada – não banca a causa do acidente como erro humano, porém induz o leitor a pensar desta forma –, mas também não é rigorosa como a apuração de Fernando Rodrigues. O que o repórter diz, logo no lide, é que pode ter havido falha do piloto no manejo da alavanca de aceleração (manete) ou uma pane no computador do avião, de a travar o manete… Tudo somado, a verdade é que não há a menor condição, neste momento, de afirmar peremptoriamente a causa do desastre. Quem faz isto ou é irresponsável ou quer surfar nos quase 200 cadáveres para fazer política.
ENTRELINHAS

agosto 1, 2007

Deputado tucano diz que Veja pode ter feito jogo da Airbus

Filed under: Airbus, apagão aéreo, imprensalão, revista Veja, TAM — Humberto @ 11:24 pm

BLOG DO ROVAI
01/08/2007

São 24h. Ou seja meia-noite. Acabo de falar com Daniel Merli, nosso repórter especial em Brasília. Ele me disse (mas eu não posso dizer) o nome do deputado do PSDB que lhe afirmou com todas as letras o seguinte: “a revista Veja não deu essa capa à toa. Ela está fazendo o jogo da Airbus”. Este site respeita o off nesses casos. Independente do partido. Seja do PCdoB ou do PP. Do PT ou dos Demo. Ou do PSDB. A tese do deputado é a seguinte. O valor do seguro nesses casos é enorme. A Airbus teria tido acesso à caixa preta e resolveu jogar a bomba no colo da TAM. A Fórum considera a tese bastante factível. Daniel Merli estará amanhã ouvindo o que a CPI tem a dizer sobre a caixa preta. Aguardemos, pois. Quando eles brigam é melhor esperar para ver o resultado.

Tempos Aeronáuticos Modernos

Filed under: apagão aéreo, Ministério da Defesa, TAM, trabalho e labuta — Humberto @ 4:26 pm
Ritmo desumano
TAM dobra jornada de funcionários e dá pouco tempo para manutenção, apontam sindicatos
Vladimir Platonow/ Agência Brasil
CUT
01.08.2007
Os dirigentes do Sindicato Nacional dos Aeronautas e do Sindicato Nacional dos Aeroviários criticaram terça-feira (31) as políticas trabalhista e de manutenção de aeronaves da empresa TAM. A presidente do Sindicato dos Aeronautas (formado por comissários e pilotos), Graziella Baggio, disse ter recebido denúncias de que determinadas tripulações chegam a extrapolar em até seis horas a carga horária, o que significa dobrar a jornada de funcionários.
“Isso é extremamente preocupante, porque a regulamentação é exatamente o que garante a segurança de vôo. Nós temos inúmeras denúncias em relação à empresa [TAM], já encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho. Tentamos com a empresa a regularização de várias situações, mas não foram colocadas em prática. Agora cabe a nós aguardar que a Justiça trabalhista tome as iniciativas necessárias”, disse.
Segundo o sindicato, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) determina que a jornada dos trabalhadores do setor aéreo é de apenas seis horas, pelo nível de estresse a que são submetidos. Por isso, a extensão de horas de trabalho para essa categoria é proibida. A determinação estaria sendo desrespeitada pela TAM.
O tempo curto para que os mecânicos façam trabalho de manutenção também é criticada pelo presidente do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre (formado pelo pessoal de terra, incluindo atendentes e mecânicos), Celso Klafke. Segundo ele, a TAM dá apenas 15 minutos para fazer a inspeção em quase 100 itens das aeronaves, quando elas pousam. “Qualquer um sabe que isso é pouco tempo. Alguma coisa eles [os mecânicos] não vão fazer nesses 15 minutos”.
Klafke ressaltou que os mecânicos são bem capacitados, mas que o tempo ideal para a manutenção em solo é de 30 a 45 minutos: “O ritmo a que eles são submetidos é desumano – muita pressão, muita responsabilidade, e isso ocasiona problemas”.
Graziella Baggio afirma que há uma indefinição na escala de vôo dos tripulantes, que têm suas vidas prejudicadas, pois não conseguem programar compromissos e isso gera uma grande carga de tensão: “Esse é um dos maiores fatores de estresse, pois não pode garantir o que se vai fazer durante a folga. Isso interfere na saúde e na qualidade do trabalho”.
Ela também defendeu a criação de uma agência independente de investigação de acidentes, conforme projeto enviado ao Ministério da Defesa, em 2003.

julho 31, 2007

POR QUE VEJA CULPA O PILOTO?

Filed under: Congonhas, golpismo, governo Lula, imprensalão, José Serra, TAM, tragédia — Humberto @ 4:59 pm
LUIZ ANTONIO MAGALHÃES

Leitores [ do blog ENTRELINHAS ] perguntam por que a revista Veja desta semana deu capa para um suposto furo ( na verdade, já tinha saído nos jornais diários ) sobre o acidente com o Airbus da TAM, apontando um erro do comandante da aeronave como causa principal do desastre? Este blog não tem informação suficiente para uma resposta categórica, mas há uma boa hipótese para tão inusitado acontecimento – a revista poupar o presidente. Veja tem dois interesses fundamentais hoje em dia: desmoralizar Lula e garantir a sua própria $obrevivência. Se puder juntar as duas coisas em uma matéria só, tanto melhor. Às vezes, porém, é preciso optar. A versão do manete deixado em posição errada pelo piloto é boa para a TAM e excelente para a fabricante Airbus. Essa gente tem um punhado de recursos, como se sabe.
Ora, podem perguntar os leitores mais atentos, então por que Veja não comprou a versão de que a pista é a grande culpada, uma vez que neste caso a TAM e a Airbus também ficariam de cara limpa? Em primeiro lugar, porque o governador de São Paulo não estava gostando muito dessa história de execrar Congonhas – o fechamento do aeroporto em última análise implicaria em uma realocação bem radical das linhas e vôos, descentralizando o sistema aéreo. Descentralização, como se sabe, é palavra que não consta do vocabulário de José Serra. Do ponto de vista da TAM, Congonhas é uma verdadeira árvore de fazer dinheiro e isto poderia mudar se o aerporto viesse a ser fechado ou tivesse uma redução ainda mais drástica no número de vôos do que foi anunciado ontem, segunda-feira, pelo ministro Nelson Jobim.
Pois resta provado que para entender certas contradições da grande imprensa, é preciso mesmo ler nas entrelinhas… A munição de Veja contra Lula ficou guardada para a próxima edição, salvo, é claro outra ocorrência que afete tão diretamente os grandes amigo$ da revista.

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