ENCALHE

junho 10, 2008

Em nota oficial, advogado do Pe. Júlio Lancelotti afirma que liberdade concedida a acusados representa ameaça à segurança do religioso

Ainda inconformados com a absurda absolvição do mandante da morte da Irmã Doroty, recebemos agora mais esta notícia da lamentável “absolvição”.
Coragem, Pe. Júlio, conte com nossas orações e nossa luta.
José Tadeu Genaro

Nota oficial do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh
09/06/2008
Fomos surpreendidos pela decisão do Juízo Criminal de Primeira Instância – 31ª Vara Criminal, que absolveu os quatro acusados de extorsão contra o Pe. Júlio Lancellotti.
Aguardamos que o Ministério Público, titular da ação penal e responsável pela acusação, recorra da decisão ao Tribunal de Justiça, uma vez que nossa atuação no caso, como advogados do padre, é de assistência da acusação.
Confiamos que a decisão será reformada pelo Tribunal de Justiça, já que o inquérito policial que investigou o caso concluiu que os acusados praticaram extorsão contra Júlio Lancellotti. E o Ministério Público de São Paulo também considerou que o Pe. Júlio foi vítima de uma quadrilha e, após as provas produzidas no decorrer do processo judicial, pediu a condenação dos acusados por extorsão e formação de quadrilha.
Mais do que isso, os acusados tiveram a prisão preventiva decretada no curso das investigações e viram negados todos os pedidos de liberadade feitos ao Poder Judiciário.
No momento, nossa preocupação é com a segurança de Júlio Lancellotti, tendo em vista que os acusados, presos até hoje, por força de sentença serão colocados em liberdade.

fevereiro 26, 2008

Caso Padre Júlio Lancelotti X escória, classe média mau-caráter e imprensalão: difamadores poderão ser processados pela Igreja

Azenha: Igreja poderá processar difamadores do Padre Júlio
Por André Lux
26 de Fevereiro de 2008
por Luiz Carlos Azenha, no blog Vi o Mundo.
SÃO PAULO – Tudo indica que os quatro acusados de extorquir o padre Júlio Lancellotti serão julgados já na semana que vem, de acordo com duas fontes próximas ao religioso. Eles são Anderson Batista, de 25 anos, sua mulher Conceição Eleutério, de 44, e os irmãos Evandro e Everson Guimarães. Antes disso o padre não dará entrevistas.
A denúncia original partiu do próprio padre Júlio, em agosto de 2007. Ele afirmou à polícia que sofreu ameaças de agressão e de falsas denúncias de pedofilia caso não fizesse os pagamentos – que podem ter chegado a 150 mil reais. A defesa de Júlio Lancellotti acredita que houve uma combinação de fatores políticos e religiosos impulsionando a tentativa de transformar o acusador em réu, além da falta de rigor jornalístico, sensacionalismo e incompetência.
Em 2007 o padre Júlio se envolveu em uma polêmica pública com políticos ligados ao grupo que controla a Prefeitura de São Paulo. A polêmica se relacionava à implantação, pela prefeitura, de rampas antimendigo sob viadutos da cidade.
No início deste ano o cadeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, disse ao jornal O Globo: “Não afasto a possibilidade de a igreja ir à Justiça exigindo reparos. Nenhuma das acusações foi comprovada até agora. E já estamos no fim das investigações.”
As investigações foram concluídas sem a comprovação de que o padre tenha cometido crime.
O padre Júlio tem dito a amigos que ficou especialmente abalado pela atuação de representantes de um jornal que teriam pedido a Anderson, acusado de extorsão, “para procurar entre os meninos de rua outros que pudessem reforçar acusações de pedofilia contra ele”.
Suposições e ilações de colunistas abriram espaço para comentários anônimos como o que aparece abaixo:
“Anonymous
So cego nao enxerga que essas ONG’s sao sangue sugas do bolso co cidadao. Serve para lavar dinheiro, descivar recursos do governo. Sao verdadeiras quadrilhas estabelecidas ao rigor da lei. Acabem-se os Lancelottis da vidal, pervertidos que exploram a miseria humana e nada fazem. Sao verdadeiros pulhas da sociedade. Fora Lancelotti, voce foi descoberto na pratica de atos vis, sob a imunidade de uma batina. Que a Igreja saiba puni-lo, expulsando de seu meio. Que o MP acione e que a sentenca de condenacao seja de alto valor para desmontar esse falso caridoso.”

fevereiro 6, 2008

Padre Júlio, o desfecho

Pedro Venceslau
Portal Imprensa
30/01/08
No último dia 25 de janeiro, o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, estava se preparando para o início da missa em celebração ao aniversário de São Paulo, quando avistou, na entrada do clero, seu afilhado, padre Júlio Lancellotti. Apesar da saúde debilitada, fez questão de levantar para cumprimentar seu discípulo e amigo. Apenas uma jornalista presente notou este detalhe: a repórter Angélica Pinheiro, da revista IMPRENSA.
Definitivamente, o padre Júlio não estava entre as pautas dos setoristas escalados para trabalhar no feriado prolongado. Mas devia estar. A qualquer momento, o juiz Caio Farto Salles, da 31º Vara Criminal de São Paulo, na Barra Funda, pode promulgar a sentença que vai definir, de uma vez por todas, se o padre foi vítima de extorsão. Desde que foi encerrado, em 8 de novembro, o inquérito policial repousa na mesa do magistrado à espera de uma sentença. Para refrescar a memória: o inquérito policial concluiu que o padre foi, realmente, vítima de extorsão das quatro pessoas presas, preventivamente, após denúncia que o próprio Lancellotti fez, em agosto do ano passado, quando extorquido em cerca de R$ 80 mil. Concluído o inquérito, a polícia indiciou, portanto, o ex-interno da antiga Febem, Anderson Batista, 25; sua mulher, Conceição Eletério, 44; e os irmãos, Evandro e Everson Guimarães. Além desses, a polícia investiga Marcos José de Lima, conhecido de Batista, também acusado de chantagear o padre.
Angélica acompanhou todas as aparições públicas do padre desde 21 de dezembro, quando foi realizada a tradicional ceia anual que precede o “Encontro do Povo da Rua”. No dia seguinte, 22 de dezembro, o presidente Lula foi ao encontro, como faz desde que o evento foi criado, há cinco anos. A imprensa noticiou o fato, mas não mencionou o inquérito. Também não reparou que aquele foi o segundo evento, em menos de quatro meses, em que o padre foi recebido pelo presidente diante das câmeras. No entorno de Júlio Lancellotti, a expectativa é de que o juiz condene a quadrilha. Só quando isso acontecer, o padre, que nunca fugiu de jornalista, vai começar a falar. Será o momento, enfim, da reação.
Para IMPRENSA, Dom Odilo Scherer disse que a Igreja estuda pedir reparações após a conclusão do inquérito. Parou por aí. Não disse nem qual, nem quem. A posição de Dom Odilo, porém, tem um grande significado simbólico. Depois de resistir em silêncio – por orientação de seu advogado – durante seis meses, Júlio Lancellotti vai reaparecer mais forte do que nunca, cercado de amigos, fiéis, entidades, ONG´s. partidos políticos e jornalistas simpáticos à sua causa. Se isso acontecer – e eu aposto que sim – a imprensa sentará no banco dos réus: houve um linchamento? Uma segunda “Escola Base”?
Mas nem a vitória, nem a derrota encerrariam o caso. Existe um outro inquérito em andamento, no qual o padre é acusado, por uma suposta ex-funcionária da Casa Vida, que por ele é coordenada, de assédio sexual a um menor. Esse desfecho ainda vai demorar, ou pode nem acontecer, por falta de provas. Até lá, um grupo de trabalho cuidará da comunicação e da estratégia. A trincheira é um site (
www.padrejulio.com.br), que serve como referência para os fiéis e amigos. São as cenas dos próximos capítulo dessa história baseada em fatos reais.
Pedro Venceslau, 31, é jornalista, editor-executivo da Revista IMPRENSA e apresentador do programa “IMPRENSA na TV”, na ALLTV. veja mais

janeiro 21, 2008

O CATA-MILHO também elege os "pontos turísticos" e os personagens de São Paulo!!!

Prédio do Banespa: Marco da Privataria Tucana. Exemplo didático de como o crime compensa, e muito.
Craterão do Metrô: Marco da Engenharia de Resultados, deixaria os faraós boquiabertos, eles que calculavam e construíam suas imensas pirâmides bem longe da água, que esta costuma se infiltrar no solo. Ou um PIPE gigantesco para os praticantes de SKATE, o que colocaria São Paulo no circuito mundial. Encara essa, Tony Hawk!!

Rua Tabatinguera: um péssimo lugar para tirar um cochilo. Pior ainda para se morar.

Goldeinstein, o INIMIGO de São Paulo. Pergunte ao prefeito Andrea Matarazzo.Apesar de que que, sobrenomes como esse são bem vistos aqui em São Paulo. Por exemplo, em Higienópolis.

dezembro 11, 2007

Santo homem Júlio Lancelotti recebe, no Planalto, Prêmio de Direitos Humanos! Chuppaaa, Andrea Matarazzo!!!

Lancelotti recebe prêmio de direitos humanos no Planalto
Os presentes no Salão Oeste do Palácio do Planalto aplaudiram hoje o teólogo padre Júlio Renato Lancelotti no momento em que ele recebeu o Prêmio Alceu Amoroso Lima de Direitos Humanos por sua atuação no Vicariato do Povo de Rua e pelo trabalho como diretor da Casa Vida I e II, em São Paulo. Este ano, o padre processou um ex-interno da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) por tentativa de extorsão e foi acusado de pedofilia pelo rapaz, que acabou retirando a acusação.
Na cerimônia, da qual participaram o ministro Paulo Vannuchi, titular da Secretaria Especial de Direitos Humanos, o vice-presidente José Alencar e outros ministros, o prêmio foi entregue também ao presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, José Gregori, ex-secretário Nacional dos Direitos Humanos e ex-ministro da Justiça. Em seu discurso, Gregori também foi aplaudido ao falar em defesa do padre Lancelotti. Na mesma solenidade, o prêmio foi entregue ainda a várias outras pessoas e instituições.
Yahoo! Ag. Estado
11/12/07

dezembro 8, 2007

Caso Júlio Lancelotti: Detento voltou atrás e negou relação com padre. Jornalista denuncia: tema virou pé de página do imprensalão golpista e tucano!!

Padre Júlio Lancelotti, Greenhalg e o pé da página
“Detento recua e nega relação íntima com padre”. Apesar do título revelador, a matéria não mereceu chamada de capa. Escondida na parte de baixo do canto direito do caderno “Cidades”, da Folha de S.Paulo, e assinada como “Da reportagem local”, as últimas laudas referentes ao “Caso Julio” foram publicadas no final de novembro. Marcos José de Lima negou ter mantido relação íntima com o religioso em troca de dinheiro, como disse à Justiça. Negou, ainda, que sua prisão tenha sido “armada pelo padre Júlio”.
Falar em “mais uma Escola Base” seria um clichê. Mas quem lê jornal com lupa e tem memória sabe que a acusação do ex-menor Marcos José de Lima contra Júlio Lancelotti foi capa. Já o recuo do errático detento rendeu um discreto pé de página. Desde a primeira referência, venho acumulando recortes e anotações em uma pasta. Basta uma passagem de olhos cronológica pela cobertura impressa e eletrônica para perceber que a mídia foi, no mínimo, desleal com Júlio Lancelotti.
O caso ainda não foi encerrado, mas a sentença já foi dada. A vida de Júlio Lancelotti nunca mais será a mesma. Diante da dificuldade de falar com o próprio, entrei em contato com um amigo da família que se manteve próximo. A idéia é marcar uma entrevista com um foco muito definido; a cobertura da imprensa sob a ótica do personagem.
Aproveitei a oportunidade para coletar mais algumas anotações para esse projeto de matéria. Além de amiga da família e próxima ao padre, minha fonte foi uma conselheira. Pergunto, então, por que Julio Lancelotti demorou tanto para se defender publicamente. A imprensa pode ter errado a mão, mas ela bem que tentou ouvir o outro lado. E como tentou. Desde o começo, a casa do sacerdote, na Mooca ( que foi invadida duas vezes por marginais ) foi procurada por jornalistas de todas as partes e canais, inclusive da Record, responsável pela cobertura mais sórdida do caso ( grifo do blog ). “Ele queria falar. Eu e outros amigos o aconselhamos nesse sentido. Mas ele foi orientado pelo advogado a manter o silêncio.
Padre Júlio queria e devia ter se defendido logo. Alguém que está sempre dando a cara à tapa, não pode se encolher em uma hora destas”. O amigo da família prefere não criticar nominalmente o responsável por essa estratégia, mas ele se chama Luiz Eduardo Greenhalgh. Ao orientar seu cliente a manter distância dos jornalistas, o advogado deu, nas palavras deste amigo da família, “munição para todos aqueles que tiveram uma relação conflituosa com ele, especialmente a parte da mídia que opera como braço do PSDB”.
Se tivesse reagido de pronto, padre Júlio teria dado uma senha para seus amigos, aliados, simpatizantes, políticos, jornalistas, ativistas e todos que admiram seu trabalho. Receberia, portanto, uma ajuda valiosa naquele momento. O debate em torno do caso teria tomado outro rumo. Diante do silêncio, poucos se arriscaram a tomar posição, como fez o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. “O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, através de sua Comissão de Ética, manifesta solidariedade ao Padre Julio Lancelotti, que há anos dedica sua vida a ajudar os moradores de rua e crianças portadoras do vírus HIV e que nas últimas semanas vem sendo vítima de insidiosa campanha de difamação. Cumprindo seu papel de bem informar, a mídia acolhe e esmiúça as acusações. No entanto, isso ocorre antes que a Justiça julgue o caso. A forma sensacionalista como essas denúncias são apresentadas à mídia, e reproduzidas por ela, se caracterizam como um prévio linchamento moral. E quando essas acusações não são comprovadas, configura-se, ainda, em uma infração ao Código de Ética do jornalista”. Outros capítulos ainda estão por vir, provavelmente depois do natal, dor reveillon e do carnaval. Até lá, vou avolumando minha pasta de recortes. E torcendo para que o advogado do padre não continue sendo mais realista que o rei.
* Pedro Venceslau, 31, é jornalista, editor-executivo da Revista IMPRENSA e apresentador do programa “IMPRENSA na TV”, na ALLTV.
Portal Imprensa
05/12/07

novembro 9, 2007

Padre Júlio Lancellotti: o apedrejamento jornalístico

Gabriel Perissé
Correio da Cidadania
08-Nov-2007
Agora é tarde. As pedras já foram lançadas contra Júlio Lancellotti. Aqueles que por algum motivo discordam de sua maneira de ver e atuar estão secretamente felizes. Ou não tão secretamente. Aqueles que praticam o jornalismo do escancaramento, com ou sem evidências, já cumpriram sua missão.
Hermano Freitas, por exemplo, utilizando locuções verbais para exprimir fatos acontecidos, (ou não?), em época passada, escreveu: “ex-interno da Febem, Batista teria conhecido e iniciado um relacionamento amoroso com o padre na instituição, onde foi internado aos 16 anos por roubo” (Folha Online, 27/10/2007). A expressão “relacionamento amoroso” é o que interessa, sobretudo num momento em que casos registrados de pedofilia dentro da Igreja católica criaram e difundiram a sensação de que o mais provável é que se repitam sempre e em todo lugar.
O recurso das aspas funciona como pretexto para reproduzir a fala irresponsável de quem quer que seja sobre o que for. Na mesma
matéria de Hermano Freitas, lemos, com as aspas indicando (heróica objetividade…) as palavras de um outro: “‘Eles chegaram a ter relações sexuais dentro da igreja’, disse o advogado de Batista. [...] O advogado afirma que o valor dos bens recebidos por seu cliente foi de ‘quase 700 mil reais’ e que o relacionamento entre o padre e ex-detento acabou após Batista ter se casado, em outubro de 2006. Ainda de acordo com ele, o sacerdote mantinha relações sexuais com outros meninos”.
Diogo Mainardi, na Revista Veja (ed. 2031), adota outro expediente. O da pseudo-insinuação. Chamar o padre de “Michael Jackson da Mooca” é colocá-lo no banco dos réus por antecipação, e reduzir a figura do sacerdote à imagem de um astro pop tupiniquim.
Na Record, o programa “Fala que eu te escuto” emitiu seu veredicto. O problema de Júlio Lancellotti é o celibato. Se não houvesse celibato obrigatório para os padres, estes casos deixariam de existir. Não é bem uma pergunta, ou uma enquete… É condenação mesmo.
No dia 3 de novembro, divulgou-se na mídia o “desabafo público” de Pe. Lancellotti, depois das pedradas: “aquelas coisas todas, que foram ditas e colocadas nas manchetes dos jornais e dos noticiários, não aconteceram”.
A mídia não sente culpa. Ninguém admitirá que atirou a primeira, a segunda, todas as pedras. E sempre alimenta perversa esperança. De, antes do Natal, aplicar o golpe de misericórdia…

Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor. Web Site: www.perisse.com.br

outubro 28, 2007

Serra, Kassab e (PSDB) perseguem Padre Julio Lancelotti

Domingo, 28 de Outubro de 2007
Helena
Blog Amigos do Presidente Lula
Há mais de três décadas, o padre Júlio Lancelotti, de 58 anos, dá assistência à população marginalizada em São Paulo. Ele se dedica a ajudar moradores de rua, adolescentes em conflito com a lei e crianças abandonadas. É uma das referências brasileiras na defesa dos direitos humanos. Ao denunciar abusos e omissões do poder público, também passou a colecionar inimigos. Sua imagem de integridade foi maculada nos últimos dias.
A razão da perseguição ao Padre Julio Lancelotti é sua ligação com o PT , pelo trabalho e pelos moradores de rua,e por ter sido contra a rampa anti- mendigo fascista da dupla Serra/ Kassab.
À mando de Serra/ Kassab, no início de 2006, a “Veja” publicou um artigo do mais puro mau- jornalismo: matéria sem pesquisa e comprovação de dados.
A matéria é feita por uma jornalista que não faz mais nada da vida a não ser digitar o que o patrão manda no escritório da Veja.
A matéria em 96 tentava jogar por terra décadas de trabalho pelos menos favorecidos, atitude típica da Veja e seu partido de aluguel, o PSDB/DEM…
Só quem não conhece pessoalmente o Padre Júlio Lancelotti, pode acreditar nas infâmias contra um homem dedicado aos menos favorecidos. O que ele está sofrendo não deve ser brincadeira. Perseguido por que foi o primeiro a fazer muito pelas crianças com AIDS, ele se destacou também na luta pelos Sem Teto. Venceu na Justiça e pode manter a Casa que abriga centenas de crianças com HIV. Pe. Júlio é um ícone da bondade, do amor aos seres humanos e à vida. É um trabalhador da fé,e de amor ao próximo .
Quer ler mais sobre esse assunto? Veja uma matéria no blog Vi o Mundo do Azenha (aqui), lá você encontra a matéria da Veja detonando o Padre…
Comentário do Blog:
Acho que poucos de nós se deram conta que, o que pode ter começado com uma, digamos assim, mentira para uma quadrilha se safar, deverá atingir uma dimensão muitíssimo maior, pois é uma questão que envolve o Vaticano.

outubro 27, 2007

Júlio Lancelotti: A Pastoral com os Marginalizados

Domingos Zamagna*
ADITAL
25.10.07

“Veio João, que não come nem bebe, e dizem: ‘Um demônio está nele’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘Eis aí um glutão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores’. Mas a Sabedoria foi justificada pelas suas obras.” (Mt 11,18-20)



Ficamos felizes ao constatar que a Arquidiocese de São Paulo é pródiga de boas obras, empreendimentos úteis e conquistas significativas. Sob vários aspectos a Igreja de São Paulo é paradigmática para a pastoral de outras regiões.
Nossa cidade, porém, ainda abriga um sem-número de problemas de alta complexidade que, sobretudo se levarmos em conta a omissão, descaso ou incompetência de setores do poder público, fazem dela um tecido ainda frágil, incoerente, vulnerável. Seria esperar demais que tivéssemos poucos conflitos.
Dadas as nossas peculiaridades, a pastoral da Igreja obviamente não pode ser o arremedo de outras partes do mundo; para ser eficiente, deve ser criativa. As urgências pastorais da Igreja de São Paulo conduziram o nosso querido irmão Pe. Júlio Lancelotti a mais difícil missão: o trabalho com a parte mais excluída da população, o povo de rua.
Pe. Júlio e seus colaboradores vêm procurando estancar a realimentação dessa massa excluída, agindo junto aos migrantes, desempregados, doentes, jovens em situação de risco pessoal ou social. Atuam também junto às estruturas do Executivo, Legislativo e Judiciário que podem influir na solução de muitos problemas. Numa palavra: o combate às fontes da marginalização. Uma pastoral de vanguarda, que sempre contou com o apoio dos Arcebispos.
Se é verdade que a Igreja é de todos, mas especialmente dos pobres – predileção do amor de Deus -, é também verdade que o mundo dos pobres não pode ser idealizado. Os pobres também têm as suas contradições. O seu sofrimento não os torna imunes ao contágio da maldade, inclusive muitas vezes introjetando e potencializando a maldade dos poderosos.
A miséria nunca foi um bem, nem é virtude; deve ser combatida, porque embrutece as pessoas.
As vicissitudes pelas quais passa o Vigário do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, e que de fato poderiam atingir a qualquer um de nós se estivéssemos expostos aos perigos inerentes à natureza da ação de evangelização urbana, manifestam como é difícil essa pastoral especializada. Trabalhar com os empobrecidos supõe uma crença muito forte na sua capacidade de ressurgimento. Supõe a paciência histórica de acreditar neles, mesmo quando mais ninguém os valoriza. Supõe até mesmo aceitar ser eventual vítima de suas próprias contradições.
Ninguém deveria pretender julgar as atitudes desses irmãos que estão na frente de combate ou, como diz a Escritura, na “Galiléia das nações”. A mística do amor aos pobres pode nos conduzir ao misterioso e ousado caminho dos profetas: longe da indiferença dos reis, da prudência dos sábios, da ironia dos doutores, da inclemência dos juízes, do conforto dos escribas, da justiça dos fariseus, da pureza dos levitas, das filigranas dos diplomatas, da espetaculosidade da mídia. Foi, porém, com a vida desconcertante dos profetas que se identificaram João, o precursor, e Jesus, nosso Salvador. E tantos outros na história da Igreja.
A seu tempo, quem os entendeu? E com quem eles puderam contar?
* Jornalista e professor de Filosofia em São Paulo

julho 23, 2007

Oportunismo Memorial

Não me entendam mal, por favor, mas espero que não passe de uma idéia temporária, no calor da comoção.
Vi no SPTV que a Prefeitura de São Paulo cogitaria construir um memorial para as vítimas do vôo da TAM, no local onde ocorreu a tragédia.
Nada contra, eu não sei o que é necessário para que uma data ou evento seja digna de merecer um memorial ou uma celebração póstuma no calendário.
Vejam o que diz Eric Nepomuceno, autor de um livro sobre a chacina do Eldorado dos Carajás, em entrevista publicada na Carta Capital desta semana ( edição 454 ) :
“É curioso comparar a repercussão do massacre nos meios de comunicação no Brasil e no resto do mundo. O 17 de abril virou o Dia Mundial da Luta pela Terra [ Grifo do Blog ]. Duvido que muitos no Brasil saibam disso. Tornou-se por causa do massacre de Eldorado de Carajás [ Grifo do Blog ] . Qualquer pesquisa superficial na Internet enumera a quantidade de organizações que debatem o massacre mundo afora, enquanto o Brasil parece ter se acostumado com essas coisas ( … ) “.
Se não estou equivocado, o Dia do Trabalho tem origem numa ocorrência dramática. Bom, não importa.
O caso é que, se um acidente gravíssimo num meio de transporte é relevante historicamente a ponto de merecer um memorial, o que dizer de tragédias humanas, que mostram como tratamos os cidadãos de segunda classe e, no final das contas, as questões sociais ( mais próximas do evento que deu a origem ao Dia do Trabalho, comemorado mundialmente ) no país ?
Falando só de São Paulo, Capital, temos a famosa e esquecida Chacina da Tabatingüera e os policiais que foram caçados pelo crime organizado, naqueles ataques do PCC, prá ficar em dois casos “famosos”. Não estou nem considerando algum desastre ecológico que tenha vitimado uma coletividade, ou tantos outros assassinatos, agressões e execuções de sem-terra, homossexuais, menores ou moradores de rua, padres, fiscais da Receita ou do INSS ( que representam e simbolizam a presença do Estado ), advogados, promotores, juízes.
A lista seria enorme e igualmente merecedora de atenção quanto aos papéis representados pelos protagonistas e sua relevância, se inserida num contexto mais amplo, social.
Em resumo, tratá-los ou não como dignos de lembrança, mostraria o que pensamos a respeito da expressividade de certas coisas.
Não posso deixar passar a oportunidade de sugerir uma obviedade: a criação de um memorial para as vítima do craterão tucano da Linha 4 do Metrô, assunto sumido do noticiário de imprensalão.

fevereiro 17, 2007

Morte de criança não causa comoção

Isso aqui eu mandei como comentário do artigo “Culpados!” publicado no NovaE, artigo esse alvo de algumas críticas.

Saiu assim:

“Comoção fabricada: pauta-se a discussão a ser feita, e o rebanho segue o fluxo.Há poucos dias, saiu no jornal ( saiu, acreditem ) que uma indiazinha de dois anos morreu de desnutrição.Motivo: o governo estadual ( MT ou MS, não lembro ) cortou a distribuição de cestas básicas feitas a diversas tribos. Criança de 2 anos + fome + morte = Silêncio da classe média; Na Folha, num outro dia recente, saiu que está sendo abandonada a prática da pena de morte nos estados americanos, substituida por outras penas. Apenas o Texas segue mantendo a tradição. Repercussão da notícia? Zero. Há também alguns dias houve uma chacina – acho que em São Paulo – na qual morreram seis pessoas. Até onde acompanhei, nenhum deles com passagem pela polícia ( irônicamente, num box aparece destacada a fala da mãe de um deles: “(…) eram todos cidadãos de bem (…)”. Não, senhora: pelo silêncio que se seguiu, cidadão de bem tem que possuir trânsito na mídia e bens que façam justificar a atenção); O morticínio na rua Tabatingüera não causou essa campanha “Marcha do Cidadão de Bem pela Pena de Morte”, oportunisticamente como se vê agora.Eu não entendo nada desse Estatuto do Adolescente, mas, tendo sido assaltado no comércio em que trabalho por 5 ou 6 vezes, acho que posso opinar sobre segurança “pública”. Talvez as “premissas” da professora estejam equivocadas, como foi apontado aqui. Eu tenho uma “premissa” (é crença pessoal, mas eu divido): os motivos “sociais” alegados como causa para os crimes não servem como justificativa; eles servem, sim, como justificativa para o silêncio dos cidadãos de bem quando as vítimas de crimes hediondos vivem às voltas com os problemas sociais ( ficou meio enrolado, mas acho que dei conta do recado ) . “

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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