O “pioram o trânsito na Capital” é expressão tão manjada quanto “qualidade de vida” ou “choque de gestão”. Só que a primeira é usada como uma espécie de outdoor para cobrir a visão de uma favela. Geralmente, vem acompanhando alguma informação muito mais importante, como alguma greve, ou manifestação genuína e autêntica. Não a fraude que se chama “Cansei”. Algo real, tipo greve de professores e movimentos de moradores de rua ou sem-teto. Vai chegar um dia que leremos algum título em jornais assim: “Rebeldes xiitas saem às ruas de São Paulo para sabotar intervenção americana humanitária no Brasil. Trânsito em Higienópolis piora e cidadãos exigem respeito ao direito de ir e vir”. Só falta dar um jeito de incluir Hugo Chávez nisso aí.
Exagero meu? Veremos.
Pois bem. Economia, Finanças, essas coisas ( juntamente com muitas outras ), não são meu forte.
Outro dia, estava lendo o caderno Dinheiro ( Folha ) de 03 de Janeiro, e a chamada foi: “Balança tem primeira piora em 10 anos”.
Nós sabemos a mágica que as estatísticas fazem. Apesar de o superávit comercial se manter, ele teve uma diminuição em 2007, comparando com 2006. Consta aqui, que as “compras do exterior” tiveram alta de 32%. Tudo bem. Comércio é isso. Compra, venda e revenda. Especialistas ( no bom sentido ) apontam que, por exemplo, a importação dos chamados “bens de capital” – que não sei bem explicar – podem ser um dado positivo num certo contexto. Penso eu que ruim é quando temos que importar coisas que produzíamos, antes de FHC destruir o país. Como o trigo, sei lá.
Então. Vendo o gráfico.
A importação de”bens de capital”, tiveram uma variação média diária de 32,4%. Ou seja, dentro da média geral apontada. Não sei se é em valores monetários ou volume.
Mas o ítem “Automóveis”, dentro da categoria “Bens de Consumo”, responde por uma variação de 62,4%. Ou seja, o dobro da média. Mas quem está comprando tanto carro importado? Dentro do universo das “importações”, isso é um dado, apenas. Tem que pinçar este dado e descobrir as outras implicações disso. Não é tarefa para mim.
Um outro número ( ou cifra, sei lá ) sobre as importações, mostra que na categoria “Combustíveis e lubrificantes”, existiu a variação de 31,2% no ítem “Petróleo” e 32,0% nas “Demais”.
Não sei se tem alguma relevância neste caso, mas é bom lembrar que o preço do barril do ouro negro ( ou Black Juju? ) chegou a atingir US$ 100,00 um dia destes, ou seja, tem sofrido forte alta. Bom para quem exporta, né?

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