ENCALHE

maio 17, 2008

Se a Alstom pagou propina, alguém deve ter recebido, e eu explico.

Quer dizer, explico nada. Só acho deveras curiosa a mania que o PIG/ imprensalão tem de, quando se trata de mais uma dessas grandes, de costume arraigado e tradicionais falcatruas do PSDB, o sujeito não aparece na frase como deveria. Sai assim: “Alstom pagou suposta propina por contratos em São Paulo”, quando o certo seria ( é ): “Alstom pagou propina para governo do PSDB em São Paulo. Alckmin, Covas e Serra na mira do MPF”. Mas são apenas elucubrações de minha parte.
MPF instaura procedimento para investigar Alstom
Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo vai instaurar um procedimento para investigar a empresa francesa Alstom, suspeita de ter pago propinas em contratos assinados com o Metrô de São Paulo e outras empresas paulistas. Serão investigadas a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), a Eletropaulo (distribuidora de energia elétrica), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
De acordo com a assessoria do MPF, o processo vai correr sob sigilo e será conduzido pelo procurador da República Rodrigo de Grandis. O objetivo do Ministério Público é investigar se a empresa Alstom, que se define como especialista em energia, cometeu crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro dos quais está sendo acusada..
O Ministério Público estadual também já abriu uma investigação para apurar os contratos fechados entre a Alstom, Metrô, Sabesp, Cesp, CTEEP, CPTM e Eletropaulo, que está sendo conduzido pelo promotor Silvio Marques.
Em nota, a direção do Metrô disse ter tomado conhecimento da investigação, que está sendo conduzida pela Justiça da Suíça. De acordo com a empresa, “tão logo haja informações a respeito do assunto, elas serão tornadas públicas pelo Metrô”. Já a CTEEP se colocou “à disposição dos órgãos competentes para prestar quaisquer esclarecimentos a respeito de contratos com fornecedores da companhia quando for solicitada”.

janeiro 24, 2008

Igreja suíça encobriu padre pedófilo

Filed under: França, Igreja Católica, Justiça, padres pedófilos, pedofilia, religião, Suíça — Humberto @ 1:05 pm
A igreja católica suíça admitiu pela primeira vez responsabilidades num caso de pedofilia. Um padre implicado no abuso sexual de menores entre 1968 e 1972 foi enviado pelas chefias eclesiásticas para França onde permaneceu até 2005, sem que os responsáveis religiosos tivessem alertado a justiça.
Um porta voz eclesiástico suíço reconheceu em entrevista televisiva que a Igreja foi cúmplice ao ter encoberto o franciscano cujo nome não foi divulgado. “vai haver primeiro um inquérito canónico, é a igreja que se deve encarregar, a igreja tem o direito, e paralelamente nós vamos pedir a essa pessoa, a esse abusador, desde que os factos sejam verificados, que se apresente à justiça civil. E se essa pessoa não o fizer nós fazêmo-lo, porque nós precisamos do braço secular para poder contar a verdade”, declarou.
O padre, agora com 67 anos, já foi interrogado pela polícia suíça a pedido da justiça francesa depois de ter confessado a um jornal de Lyon ter reincidido em actos pedófilos em território francês.
O sacerdote estará efugiado num mosteiro na Suíça, em Delmont, capital do cantão de Jura.
Fonte: EuroNews/
Space Gospel
22/01/08

outubro 26, 2007

Privatizada, Vale faz "investimentos" em paraíso fiscal ( Ou: "A mesma notícia com outro título" )

Companhias do Brasil “descobrem” a Suíça
Valor Online
26/10/07
A Companhia Vale do Rio Doce, Aracruz, Votorantim Celulose e Papel (VCP), Suzano, Coimex e Vicunha Têxtil têm algo em comum: ampliam as operações internacionais a partir de subsidiárias na Suíça, paraíso fiscal por excelência para companhias.
A sede européia da Vale, instalada num vilarejo próximo de Genebra e de vinhedos, planeja triplicar seu quadro de funcionários, de 40 para 150, em futuro próximo, no rastro da aquisição da canadense Inco, que reforçou sua liderança no mercado global de minérios e metais, informam fontes do setor.
Mais empresas brasileiras demonstram interesse em fechar acordos de investimentos com o governo suíço para montar a sede internacional ou centro de distribuição, segundo um advogado que acompanha esse tipo de operações.
A Suíça permite que empresas ditas de domicílio (dominadas do estrangeiro sem atividade comercial no país) paguem pouco ou quase nada de impostos estadual ou local sobre os lucros obtidos fora do território helvético. As empresas são taxadas basicamente sobre sua fraca atividade direta no mercado suíço.
Por razões fiscais, todas as exportações da Votorantim Celulose e Papel (VCP) – desde venda para os vizinhos na América do Sul como para o outro lado do mundo – passam em termos contábeis pelo escritório de Zug, o maior dos paraísos fiscais na Suíça.
A empresa faturou US$ 1,3 bilhão no ano passado, dos quais 46% vem do mercado externo. Significa que quase metade do faturamento circulou por sua subsidiária em Zug.
Também no setor de papel e celulose, Aracruz e Suzano são quase vizinhas na cidade de Nyon, a dez minutos de Genebra.
A Coimex preferiu Genebra, um dos centros mundiais no financiamento de matérias-primas. A empresa capixaba diz ter instalado aqui a primeira trading brasileira no exterior para operacionalizar a comercialização de açúcar no mercado internacional como destinação final. Além de centralizar a venda internacional de etanol, a Coimex Suisse faz operações estruturadas de “trade finance”.
A Vicunha Europa transferiu sua sede da Bélgica para Gland, a trinta minutos de Genebra. É a única das empresas que fala abertamente de sua instalação e de seus planos a partir da Suíça. Seu diretor, Thomas Dislich, diz que está “longe de trabalhar num paraíso fiscal”, porque a estrutura comercial é diferente. O principal atrativo da Suíça, para Thomas, é a localização central, a facilidade para ir em direção dos clientes em poucas horas.
A VCP antes estava na Bélgica. A Vale do Rio Doce também abandonou Bruxelas e informa que decidiu reunir na Suíça estruturas antes espalhadas por vários países, porque o país oferece melhores condições de infra-estrutura e localização. A empresa recusa, porém, comentar as informações da expansão em Saint Prex, nas proximidades de Genebra, perto de vinhedos.
“O acordo de investimentos feito entre a Vale e o governo Suíço para a instalação da CVRD International está seguindo o cronograma normal”, diz um porta-voz da empresa. “‘Por respeito a confidencialidade com o governo, não podemos revelar os termos do acordo”, que inclui a expansão das operações.
As vésperas de uma grande reunião econômica entre os governos do Brasil e da Suíça, semana que vem em Berna, os comentários entre negociadores eram agora sobre fluxo de empresas brasileiras para o território suíço, e menos em direção do Brasil.
A questão é por quanto tempo as vantagens oferecidas pela Suíça a companhias estrangeiras serão mantidas, diante da batalha aberta pela União Européia, que denuncia vantagem competitiva desleal dada pelos cantões (estados) helvéticos.
Fontes suíças retrucam que a taxa de imposição no país é menos atrativa para as empresas estrangeiras do que na Irlanda, Luxemburgo e nos países do Leste, todos membros da própria UE. “Nosso sistema fiscal é a expressão do federalismo e resulta de uma escolha democrática”, diz o ministro suíço de finanças, Hans-Rudolf Merz.

outubro 23, 2007

Se deixar, a Sygenta contrata a Blackwater para proteger seus experimentos ilegais.

Filed under: Blackwater, Estado do Paraná, milícias, MST, Suíça, Sygenta, transgênicos, violência — Humberto @ 4:13 pm
Ação da Syngenta na desocupação de área extrapolou qualquer medida legal
AEN/ PR
22/10/2007
“A multinacional Syngenta, que utiliza terras do Paraná para experiências de transgenia, agora agride brasileiros em sua permanente afronta às questões que não lhes pertence”, declarou nesta segunda-feira (22) o presidente da Empresa de Classificação de Produtos do Paraná (Claspar), o agrônomo Valdir Isidoro Silveira, ao avaliar a ação dos seguranças particulares que, no fim de semana, trocaram tiros com sem-terra. Duas pessoas morreram e pelo menos seis ficaram feridas.
O conflito ocorreu porque agricultores voltaram a ocupar a fazenda experimental no cinturão de proteção ecológica do Parque Nacional do Iguaçu, em Santa Tereza do Oeste, no Oeste do Paraná. Segundo a Secretaria da Segurança, os seguranças particulares foram autuados por formação de quadrilha, homicídio e exercício arbitrário das próprias razões, na delegacia de Cascavel. A Secretaria também determinou que policiais fiquem de prontidão nas imediações da fazenda para evitar novos confrontos.“Esta multinacional suíça se acha dona de um pedaço do Paraná”, denuncia o presidente da Claspar. “Mantém um enclave em nosso território onde julga que está acima das leis brasileiras, desenvolvendo experiências transgênicas em área de preservação ambiental, mantendo uma força de segurança criminosa que agora está causando a morte de brasileiros”, acrescenta.
O agônomo Valdir Silveira ainda destaca: “A Syngenta não faz em sua sede, na cidade suíça de Basel, o que faz no Paraná porque lá todos os seus diretores seriam presos”. Os danos que os experimentos com produtos transgênicos podem ocasionar no Paraná, lembra Silveira, nunca seriam permitidos na Suíça. “A contaminação ambiental da biodiversidade paranaense pode ser irreversível, o que pouco importa para a multinacional”.
Ele também afirma que os diretores da Syngenta também deveriam ser responsabilizados criminalmente pelas mortes em sua fazenda. “Não basta indiciar os jagunços. Eles apertaram os gatilhos a mando de seus contratantes. A Syngenta contratava serviços de segurança que atuavam de forma irregular na região e estariam articulados com a Sociedade Rural da Região Oeste (SRO) e o Movimento dos Produtores Rurais (MPR)”, denuncia.
“É preciso dar um basta à impunidade desta empresa, que faz o que quer no Paraná e agora é responsável por perdas de vidas de brasileiros”, sentencia o presidente da Claspar, Valdir Isidoro Silveira
CONFLITO - A Polícia do Paraná prendeu domingo (21) sete seguranças particulares que trocaram tiros com sem-terra que voltaram a ocupar a fazenda experimental de transgênicos da multinacional Syngenta Seeds, no cinturão de proteção ecológica do Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Paraná.
A fazenda, que tinha sido desocupada em julho deste ano, foi reocupada na madrugada por homens e mulheres ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). À tarde, os seguranças particulares expulsos na madrugada pelo MST voltaram ao local. Houve, então, troca de tiros, na qual duas pessoas morreram e pelo menos seis ficaram feridas.
Os seguranças presos confirmaram ter participado da tentativa de reintegração. Eles afirmaram terem sido contratados pelo Movimento dos Produtores Rurais para retirar pessoas que tentassem invadir a área. Os seguranças, que teriam chegado num ônibus escolar à fazenda, teriam fugido a pé após o tiroteio. Eles foram encontrados e presos num barracão abandonado a cerca de seis quilômetros da fazenda.
No tiroteio morreram o segurança Fábio Ferreira de Souza, da empresa NF Segurança e o líder sem-terra Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Kenun. Ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Universitário os seguranças Vanderlei Giraldi, Rodrigo Oliveira Ambrósio e Marcelo Victor Stevens, e a integrante do MST Isabel Maria Nascimento Souza. Também receberam atendimento médico os integrantes do MST Adilson Alves Cartin, Jonas Gomes de Queiroz, Gentil Couto Vieira e Udson Alves Cardin.
O QUE ACONTECEU - Na ocupação ocorrida durante a madrugada, não houve confronto. Apenas um dos sem-terra, Domingos Barreto Junior, que tem mandado de prisão em aberto por furto pela comarca da Catanduvas, foi baleado. Ele teria sido ferido pelos próprios integrantes do movimento. De acordo com as informações levantadas pela polícia, no momento da invasão os seguranças que estavam na fazenda teriam sido expulsos da área. Por volta das 13 horas, um grupo de seguranças num ônibus escolar teria voltado para a frente da fazenda. A intenção deles seria reintegrar a área por conta própria. Foi quando aconteceu a troca de tiros entre os sem-terra e os seguranças. Da troca de tiros resultaram dois mortos e várias pessoas feridas. A Polícia Militar e o Siate foram acionados para prestar atendimento às vítimas e evitar a continuidade do tiroteio. Os feridos foram encaminhados para hospitais de Cascavel. Eles estão sob escolta policial e devem ser ouvidos na delegacia de Cascavel assim que forem liberados.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.