ENCALHE

março 18, 2008

Apagão Educaciona Continuado tucano: 5000 professores comparecem a manifestação, mas imprensalão não dá uma linha sequer! Puro Grande Irmão tucano!!

Leiam , logo a seguir, um comunicado que aparece no site da APEOESP. Enquanto a secretária de Educação estadual aparece dizendo que “num mundo ideal, ela fecharia as faculdades de pedagogia”, nós temos que ter em mente que, num mundo ideal, NÃO EXISTE PSDBISTA GOVERNANDO!!
Antes de qualquer coisa, é importante esfregar na cara de certos “cidadãos de bem” que se espalham nas seções de cartas de leitores nos jornais ( sim, pois estas são as pessoas próximas a nós, nosso cotidiano e convívio social ) que os professores, excetuando os de 1a. à 4a. Série ( por causa de uma lei antiga ) devem ter DIPLOMA DE NÍVEL SUPERIOR!! Ou seja, ficar repetindo o que os colunistas-lixo e editoriais cafeeiros escrevem, dizem, ou apenas reproduzem os press-releases tucanos – dissertando sobre a suposta “falta de capacidade” dos docentes – não lhes gabarita a ficar dando pitaco em questões que não entendem ou não fazem questão de estar certos.
Eu também não conheço muito bem esta questão mas, ao contrário destes vermes ( que bom, eu posso escrever do modo que me agradar), eu VOU PERGUNTAR A QUEM SABE, ou seja, um especialista ( como fazem os jornais e revistas ) ou a um consultor ( é só nomenclatura, não se impressionem ), como fazem os jornais e revistas. Qualquer um pode consultar um especialista ou consultor. É só apresentá-los dessa forma, e torcer para que o interlocutor seja destes tipos bem impressionáveis, como são os coprófagos leitores de jornais e revistas do imprensalão.
Olha só:
O Jornal da Tarde ( o “Mini-Me” do Estadão ) publicou o seguinte, no dia 16/03 [ OBS: dois dias seguintes à manifestação dos professores que os jornais prefiriram ignorar]: “R$ 1 bilhão para aposentadoria dos professores”
ESCÂNDALO!! ROMBO!! GASTOS!! BARNABÉS!!
Nada disso. Uma simples série de questões simples, formulada junto a meu consultor, revelou o escândalo que foi essa reportagem. Cheia de omissões ou ( e ) mentiras, pura e simplesmente.
Um exemplo?
O economista Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas do Rio, enumerou, como “problemas”, a “aposentadoria precoce” com “acúmulo de gratificações”, que seriam “atrativos” para a rede pública, mas que o “custo desta aposentadoria impediria maiores reajustes na folha dos ativos”.
Um economista. Uma autoridade.
Vejamos o que diz meu consultor:
Não existe “aposentadoria precoce”
Só aposenta quem atinge a idade obrigatória e tempo de contribuição. Isso, a partir de reformas promovidas pelo próprio governo Fernando Henrique Cardoso.
Sobre as “gratificações acumuladas”
É tão simples que, o simples fato de um economista ter afirmado aquilo, mereceria uma revisão de sua jornada universitária, e a suspensão de seu diploma [ palavras minhas, não foi meu consultor quem disse isso ], ou o fechamento da faculdade, seguindo a lógica da secretária estadual.
Os professores não cansam de dizer que, justamente, um dos problemas é justamente a intituição das gratificações que não são consideradas nos cálculos da aposentadoria. Por isso que, uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários, como elucida, algumas linhas seguintes ao economista, o presidente da APEOESP, Carlos Ramiro de Castro.
Repitam comigo: “Uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários”… “Uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários”…
VOCÊ AÍ DO FUNDO, LEITOR DE VEJA E ESTADÃO: “Uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários…”. O salário-base é com o qual o professor se aposenta. Para se ter uma idéia, na época de Franco Montoro no governo estadual, o salário-base dos professores equivalia a dez salários mínimos da época. Hoje está em DOIS E MEIO salários mínimos atuais.
Por isso, é apenas e levemente IMPOSSÍVEL a um professor se aposentar recebendo o valor que o Jornal da Tarde está dizendo a seu leitor ( eles usaram como exemplo uma hipotética professora que começaria a trabalhar aos 23 anos e aposentaria aos 48 – a idade mínima está entre 50 e 55 anos – recebendo, “em média”, R$ 1548,00 ). Mas, por outro lado, quem é que disse que o leitor de jornais liga para a verdade?
Uma grave – e proposital – omissão: todo funcionário público estadual ( ao menos em São Paulo ) recolhe 11% de seu salário-base ao IPESP ( um Instituto de Previdência do funcionalisto ), e não tem direito ao FGTS.
Eu poderia enumerar, aqui, todas as detalhadas informações e contra-argumentações que meu consultor me forneceu, e que não surgem nas páginas do imprensalão; mas isso requer uma concentração minuciosa e um dispêndio de energia que eu não possuo, já que, de certa maneira, cabe aos próprios interessados fazer isso.
Ou seja, os pais. Mas estes não ligam para os resultados do Saresp. Caso alguma fagulha de indignação surja, é só o governador reduzir as aliquotas e taxas que incidem sobre os telefones celulares, e a calma retorna aos níveis a que estamos – nós e, principalmente, os governos tucanos – acostumados.
Só quero garantir ( impossível, eu sei ) , escrevendo algo a respeito disso neste blog, que eu não seja importunado com chorumelas na longa e demorada fila do ônibus, já que, se por um lado eu adoraria ver a tucanalha longe do Poder, pelo outro eu não idealizo e nem romantizo a população. Podem estar certos disso.
Vejam só o desafio que está diante de nós, pessoas que desejamos, de verdade, nos informar: as categorias profissionais, as atividades diversas, o que for, todas têem as suas particularidades, suas regras, estatutos, regulações, etc. Para podermos dar uma opiniãozinha ( ou voto, afinal ), com alguma consistência, a quantidade de dados e informações que necessitamos é enorme. Não é possível ignorar isso. Existem dois caminhos: arriscar e deixar nossa compreensão de mundo a cargo dos outros – jornais e revistas, no caso dos mais preguiçosos – ou tentarmos, por nós mesmos, descobrir as coisas. Se me perguntarem, daqui a 5 minutos, sobre isso que eu escrevi, ou sobre a composição total e integral do quadro da Educação em São Paulo, eu jamais vou poder responder, pois não estou, exatamente, familiarizado com isso, e nem mesmo arranho a superfície da questão. Sou uma pessoa comum e curiosa, só isso. Estudei e completei o segundo grau, sempre em escolas públicas, li em bibliotecas públicas e fui atendido em postos de saúde públicos. Considerando as possíveis exceções, o ambiente escolar e a relação com os professores me foram amistosos, proveitosos e emocionalmente enriquecedores. Não sou de guardar gratidão mas, se fosse, os professores com os quais convivi estariam no topo da lista. Estes governos tucanos, tecnocratas e plutocratas insensíveis e ( ao contrário do que dizem os presses-releases transvestidos de jornais e revistas vendidos em bancas ) incompetentes de marca maior – que só enganam a classe-média, mau-caráter por natureza – quebraram toda a afetividade que poderia existir numa comunidade escolar. Na verdade fizeram isso com a sociedade brasileira, quando o mínimo denominador comum entre nossa população era o Estado, e este passou a ser desmantelado. Veio a cultura da “competitividade”, do “correr atrás”, da “produtividade gerencial”, do “cada um, cada um”, e do “Mercado de Trabalho cada vez mais disputado” e pronto: cada um,cada um. O cara na fila do ônibus é meu inimigo. Imagine isso em larga escala.
Se, entre os poucos leitores deste blog, existir algum professor, e que queira deixar algum recado, alguma informação, fique à vontade. Aqui o espaço é vosso, já que a escola deixou de ser. Se escrevo algo aqui, é por vocês, não pelos alunos e nem pelos pais e palpiteiros lambe-botas de tucanos enganadores. Pois eles se merecem.
Reunidos em assembléia, professores repudiam ataques da Secretaria da Educação e apontam indicativo de greve
Todos à Assembléia em 04 de abril, no Masp!
Reunidos em assembléia em frente à Secretaria da Educação nesta sexta-feira, 14, cerca de cinco mil professores aprovaram ampla campanha contra as medidas impostas pela secretária Maria Helena Guimarães de Castro.
“Contra as medidas de Serra; por emprego e salário; em defesa da escola pública” será o eixo norteador da campanha que deverá ser amplamente divulgada, envolvendo toda a comunidade escolar.
Em 21 de janeiro, a Diretoria da APEOESP entregou a pauta de reivindicações da categoria à secretária da Educação. Até o momento, não houve qualquer retorno por parte do governo.
Durante a assembléia desta sexta-feira, a categoria aprovou um ultimato ao governador: se as reivindicações não forem atendidas até o dia 04 de abril, data da nova assembléia, os professores iniciam greve por tempo indeterminado.
É imprescindível reforçar a mobilização e organização diante dos intensos ataques por parte do governo estadual: avaliação de desempenho, premiação,retirada do ALE de diversas unidades,aulas aos sábados, aprovação automática, demissão de centenas de professores, recuperação paralela, não cumprimento da data-base, baixos salários, salas superlotadas, péssimas condições de trabalho, investida contra a liberdade de cátedra e a autonomia das escolas, falta de estrutura para combater a violência, retirada e diminuição de disciplinas do currículo, entre outros.
Serra quer privatizar todos os serviços públicos A assembléia realizada nesta sexta-feira deixou patente que
a categoria não aceitará ser responsabilizada pela destruição da rede provocada pela política educacional deste governo. É claro e notório que o abandono da escola pública e a desvalorização dos profissionais fazem parte de um projeto que objetiva privatizar a rede pública de ensino.
Desde 1996, quando a secretária Rose Neubauer implantou a reorganização da rede, este cenário vem sendo construído. Os professores e demais trabalhadores devem resistir a esta ofensiva e convencer a população a participar das lutas em defesa da escola e dos demais serviços públicos. Não podemos permitir que nossa rede de ensino seja transformada em fábrica de mão-de-obra barata, tampouco vamos aceitar a política privatista do PSDB. A APEOESP ampliará a confecção de materiais (panfletos, adesivos, jornais) e matérias pagas contra as medidas da Secretaria.
É importante que os representantes de escola divulguem a campanha em todas as unidades escolares, convencendo os professores que ainda não participam da luta.Para impedir a implantação das propostas nefastas da secretária Maria Helena Guimarães precisaremos ampliar nossa mobilização e organização. Vamos denunciá-la como inimiga da Educação em São Paulo: Fora, Maria Helena!
Novas escolas devem receber o ALE
Após pressão da APEOESP, a Secretaria anunciou o acréscimo de mais 254 escolas nalista de unidades que receberão o Adicional Local de Exercício. Segundo release divulgado nesta sexta-feira, 14, a determinação será publicada no Diário Oficial em 18 de março.
A APEOESP continuará pres-sionando a Secretaria para estender o Adicional a todas asunidades da rede. Também reforçará a solicitação para que as escolas de alta vulnerabilidade que perderam o direito sejam contempladas novamente. Esta reivindicação está presente na pauta entregue à Secretária em janeiro deste ano.
Classificação PCP
Os professores interessados podem acessar a primeira classificação do Professor Coordenador Pedagógico no site www.educacao.sp.gov.br, link São Paulo Faz Escola. Os classificados estão organizados por Diretoria de Ensino.
Calendário de Luta
*Dia 26 de março, 8 horas – Largo São Bento: ato contra a privatização da CESP – Companhia Energética de São Paulo
*Dia 04 de abril, 14 horas Masp: assembléia dos professores com indicativo de greve
Pauta de Reivindicações
• Reajuste salarial imediato
• Piso do Dieese
• Incorporação das gratificações, com extensão aos aposentados
• Novo Plano de Carreira
• Fim da aprovação automática
• Contra a avaliação de desempenho
• Máximo 35 alunos por sala de aula
• Melhores condições de trabalho
• Estabilidade para os professores OFAs
• Extensão do ALE para todas as escolas
• Gestão democrática e autonomia da escola

março 7, 2008

O apagão de José Serra e da mídia

Vermelho
06/03/08
No início deste ano, a mídia venal fez o maior terrorismo sobre o risco de um apagão energético no país. O alvo era o presidente Lula. Na seqüência, choveu como é de costume nesta estação, os reservatórios voltaram ao normal, a imprensa mudou de assunto sem fazer qualquer autocrítica e passou a tratar de outro “risco iminente” – a febre amarela, que também era falso. Agora, porém, a capital do estado mais rico do Brasil fica sem luz por várias horas e a mesma mídia, sempre tão vigilante, não faz seu costumeiro escarcéu, confirmando que o governador Serra é seu protegido.
Na manhã de terça-feira, uma explosão na subestação Bandeirante da Companhia Transmissora de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) deixou quase 3 milhões de famílias sem luz. O incidente paralisou as estações do Metrô, desligou os semáforos da capital dos 6 milhões de automóveis e atingiu até o gerador do Hospital das Clínicas, o maior da América Latina. José Serra quase não foi incomodado pela mídia hegemônica, que também preferiu nada falar sobre os efeitos nefastos da criminosa privatização da energia promovida pelos 13 anos de reinado tucano em São Paulo.
A CTEEP foi leiloada no ano passado, sendo adquirida a preço de banana pelo grupo colombiano ISA, um dos maiores do setor na América Latina. Segundo Antonio Carlos dos Reis, o Salim, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, a privatização foi desastrosa e explica o apagão energético na capital. “A empresa privatizada reduziu o número de funcionários, de cerca de 3.200 para 1.200. Nas subestações não há quase ninguém trabalhando. Com o crescimento do PIB, a demanda de energia aumenta, mas não há investimentos em infra-estrutura para suportar”.
Salim avalia que novos incidentes devem ocorrer, causando transtornos à população. Denuncia que a multinacional não faz a manutenção preventiva dos equipamentos visando reduzir custos. Diante destes graves fatos, critica o processo em curso de privatização da Companhia de Energia de São Paulo (Cesp), a nova obsessão do governador José Serra. Para ele, é falso o discurso dos neoliberais sobre a maior eficiência do setor privado.”Quando a Eletropaulo era estatal, ganhava prêmios de empresa com melhor serviço. Hoje, privatizada, fica em décimo lugar no ranking”.
Apesar destas informações irretocáveis, os tucanos continuam com sua sanha privatista e ainda querem retornar ao comando do país, através do “vampiro” José Serra. A mídia hegemônica, por sua vez, faz terrorismo para atacar o governo Lula, inventando “riscos iminentes”, mas blinda o governador paulista. O apagão energético da capital paulista, porém, serve para desmascarar os neoliberais e sua mídia venal.
Comentário do blog: sabe como o imprensalão remedia esta situação? Simples. Joga a culpa na Prefeitura de Kassab. Quer dizer, não diretamente, é uma manobra diversionista. O Estadão de ontem ( 06/03 ) e o “Mini-Me” Jornal da Tarde, “denunciaram” ( ou “revelaram ) que “Faltam 20.000 pontos de luz” na Capital ( JT ), e que “Só 6% da taxa de luz é aplicada em expansão da rede” [ pontos de luz ] ( OESP ). E que a “Zona Norte [ da Capital ] tem 33% das queixas de iluminação” ( OESP ).
O que isso tem a ver com o apagão da CTEEP privatizada? Isso mesmo. nada. Só que o destaque foi dado a um assunto que diz respeito à Ilume. E não vou perder tempo analisando aqui estas matérias dos jornais, já que isto – a iluminação pública – exigiria remontar, diretamente – e também – , à privatização da Eletropaulo, e não tenho saco e nem tempo.

Nossa Caixa: Sindicato denuncia dirigente que, com suas decisões equivocadas, gerou altos prejuízos ao banco. De propósito?

Qual o custo-benefício de Itamar Mortagua?
Diretor de DGP da Nossa Caixa quer repetir mesmo erro de 2004
São Paulo - No ano de 2004, o diretor de DGP da Nossa Caixa, Itamar Mortagua, tomou a infeliz decisão de demitir cerca de 2 mil funcionários esperando que fosse melhorar o custo-benefício do banco ao extinguir salários. Infeliz porque sua estratégia acabou, na prática, gerando um enorme passivo trabalhista, além de eliminar dos quadros do banco centenas e centenas de profissionais capacitados a gerar lucros para a estatal.
E Itamar parece que não aprende. Após duas reuniões, uma entre o Comando e representantes do DGP, realizada no dia 15 de fevereiro, e a segunda com a DRD e um assessor da DGP, na quarta-feira, dia 5, ele insiste em voltar a fazer a mesma coisa, colocando em sua alça de mira os que ele chama de “improdutivos”. Os mais visados são justamente os aposentados. Aqueles que já acumulam anos de experiência e, portanto, têm grande capacidade de fazer a Nossa Caixa melhorar seus resultados.
Estiveram presentes na reunião de quarta os seguintes dirigentes da executiva do Comando: Sônia Zaia (Corep), Dejair Besson (Feeb), Raquel Kacelnikas (Sindicato de São Paulo), Aparecido Roverone (Feeb), Sandra Stefanovitz (Sindicato de Piracicaba), Antonio Sabóia (Sindicato de São Paulo) e Adriana Pizarro (Fetec).
“Se ele fala tanto em custo-benefício para avaliar os funcionários, ou seja, se, para ele, o que vale é se o funcionário traz para o banco mais do que custa, questionamos qual é o custo-benefício do próprio Itamar, pois ele já gerou um passivo trabalhista enorme da primeira vez e quer repetir o mesmo erro agora”, diz Raquel.
“Com esta decisão, ele fatalmente vai voltar a gerar perdas enormes para o banco, tanto em dinheiro quanto em qualidade de pessoal. Por isso, ele deveria estar em sua própria alça de mira, uma vez que seu custo-benefício para o banco é claramente negativo”, acrescenta.
O Comando tem informações de que já existe até grupos de advogados sondando as agências para propor ações trabalhistas contra o banco em caso de demissões.
O Comando exige uma negociação para tratar do assunto. “Qual o critério. Como é avaliado este custo-benefício que o DGP tanto fala? O que é ‘improdutivo’? Quem avalia a produtividade? Quem será avaliado?”, acrescenta Aparecido, que lembra: “Quando houve negociações em momentos de crise, como o PCS, questões de saúde e o licença-prêmio, não houve passivo”.
A solicitação de uma reunião específica com o presidente do banco, Milton Luiz de Melo Santos, para debater o assunto foi feita há duas semanas e até agora nenhuma resposta foi dada. “Vamos esperar até sexta-feira (7). Se o silêncio continuar, o Comando irá começar a mobilização”, diz Sabóia.
Um bom exemplo sobre a falta de critério está no TI. Recentemente, todos os aposentados foram avisados que serão demitidos.
“Quer dizer que após anos trabalhando duro pelo banco, eles passaram a ser ‘improdutivos’ de uma hora para a outra? Quem avaliou isso? Onde estão as razões para a falta de produtividade?”, questiona Dejair.
Assédio moral e metas abusivas - Na reunião de quarta o banco voltou a ser cobrado sobre os constantes relatos de assédio moral e pressão por metas abusivas recebidos recorrentemente pelo comando. Foi informado ainda que há uma sondagem da procuradoria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O banco disse que está confeccionando uma cartilha interna cobrando dos gerentes o fim da prática, que é vista pela legislação como crime.
Eles não quiseram fazer a cartilha conosco, fizeram sozinhos. Nós vamos avaliar seu impacto no dia-a-dia do bancário. O MTE está de olho, se não melhorar, vai gerar mais passivo e o custo-benefício dos assediadores irá cair. Será que eles entrarão na mira do Itamar?”, indaga Sandra.
Caixas - Os caixas estão vivendo um caos. Além de serem obrigados a vender e atender ao mesmo tempo, também fazem o papel de tesoureiros. E os substitutos não estão recebendo as gratificações de acordo com a CCT. O banco afirmou que vai orientar os caixas a apenas oferecer produtos e não efetivamente vendê-los e também garante que vai recolocar a função de comissionado na tesouraria.
Nas agências de primeira classe isso já está ocorrendo. Nas de segunda classe as vagas serão preenchidas através de concursos. O Comando insiste que o mesmo valha também para as de terceira e quarta classes. No caso das gratificações, se não mudar, serão mais passivos e nova queda do custo-benefício do diretor de DGP.
Horas extras - Há denúncias de irregularidades no pagamento do funcionário que faz horas extras e de fraudes na contabilização das mesmas. O banco se comprometeu a soltar um documento orientando a marcação correta do ponto. Caso continuem ocorrendo fraudes, o Comando orienta a denúncia para os sindicatos. “Se problema permanecer, vai gerar passivo também. Mais pontos negativos para o custo-benefício do DGP”, afirma Adriana.
Férias - Alguns funcionários são forçados a tirar o mês inteiro de férias para o banco não arcar com o pagamento de 10 dias de trabalho, caso o trabalhador opte em gozar somente 20 dias, direito previsto na CLT. É o funcionário quem opta, não pode ser forçado a nada. Fatalmente essa política trará passivo.
O banco alega que não está obrigando e sim apenas recomendando e acrescenta que irá reforçar que é uma recomendação e não uma obrigação.
Transferências - O Comando cobrou também um processo mais ágil nas transferências, com um sistema dinâmico de cruzamento de dados dos candidatos para que seja feito um casamento mais efetivo das necessidades tanto do empregado quanto da empresa, sem que sejam levadas em conta questões pessoais em detrimento das profissionais.
André Rossi
Sindicato dos Bancários
06/03/2008

dezembro 15, 2007

OOps!! Eu fiz de novo! Jornal SPTV faz jogo de cena "mostrando mensagens" de professores irados com reportagem pró-Serra e reitera o que já havia dito

Então, a Carla Vilhena sacou um belo maço de mensagens que, segundo ela, seriam de professores indignados com a matéria do SPTV rodada no dia anterior.
E revelou ( pois muita gente pensa saber muito sobre funcionalismo público, doutrinada que foi nessas últimas duas décadas ) que os professores não podem, em termos práticos, se defender publicamente das frequentes acusações, que os culpa ( claro que nem sempre de forma direta ) pelo fracasso a que o PSDB levou a educação em São Paulo.
A causa do silêncio dos servidores públicos em geral, contra supostos ou possíveis desmandos dos “gestores”, está numa lei da época da ditadura.
Só que, d. Vilhena, o fato de existir uma lei nesse sentido – e que, serve muito bem aos propósitos desmanteladores do PSDB – não explica e nem justifica o SPTV ter feito uma matéria tão vil e pró-governo estadual. A pauta deve ter saído dessa agência de comunicação dos amigos de Serra. A equação é: fracasso de SP = professores faltosos + lei estadual que lhes garante faltar “à vontade”.
Falta perguntar: por quê uma lei que “favorece os professores faltosos” é tão danosa, mas uma lei de 1968 ( que ajuda o governo estadual a calar os descontentes que poderiam constrangê-lo e cai como uma luva aos propósitos privatizantes de José Serra ) pode ser mantida sem questionamentos?
E, de mais a mais, o SPTV usou seu pedido de “desculpas”, apenas para reiterar o que havia dito no dia anterior.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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