ENCALHE

agosto 23, 2009

PAULISTAS E PAULISTANOS PAGAM MAIS IMPOSTOS COM SERRA, MAS RECLAMAVAM DE PAGAR IRRISÓRIA CPMF E TAXA DO LIXO

- “A taxa do lixo, atualmente cobrada em 2700 municípios brasileiros, era um valor ridículo à época de Marta”, diz cientista política [ BFI, 28 de Outubro de 2008 ]
- Prefeito do PSDB de Ribeirão Preto implanta “taxa do poste”! TAXAS criadas pelos tucanos não lhes rendem apelidos! [ BFI, 28 de Julho de 2008 ]

Desta vez, é a conta de luz que periga aumentar graças à “substituição tributária” implantada pelo governo paulista. Quem procurar, verá que há criticas a isso não é de hoje. Vários setores da economia têm reclamado [ porém, curiosamente, não aparece muito, apesar de estarmos falando de empresas, empresários e federações setoriais - tipo Fecomércio; não sei se é esse o nome ]. Neste blog, sempre que dá, eu posto alguma coisa sobre as peripécias arrecadatórias de Serra, Kassab e sua turma. Ocorre que eles fazem de uma forma muito sutil, que acaba passando despercebido pela “opinião pública”. Essa mesma opinião pública se lamuriava e arrancava os cabelos por causa da cobrança da taxa do lixo [ na capital paulista ] no governo Marta [ veja no link acima ]. Uma quantia ridícula. Só que era uma cobrança visível, perceptível e, para piorar, tinha toda a atenção do imprensalão. Este que, agora sob a administração Serra / Kassab, coloca nos cadernos de Economia – naquela terminologia técnica incompreensível – as manobras [ legais, até onde eu sei ] fiscais que estes governos fazem e que terminam por enfiar mais e mais custos no rabo dos consumidores.

Os outrora indignados consumidores/ contribuintes/ cidadãos, por sua vez, precisam de manchetes nos jornais para darem-se conta de que estão bancando a – olha que ironia – FÚRIA ARRECADATÓRIA DO SERRA! Bom, vejam só o caso do “alargamento da base” do IR, promovido pelo nefando governo FHC. Como parece que poucos entenderam o significado real da coisa, suavizada pela forma de expressão, deve ter gente que ficou feliz por passar a pagar Imposto de Renda.
Aneel: conta de luz pode subir em SP após mudança tributária
TERRA, 21 de agosto de 2009
Um decreto do governo de São Paulo que alterou as regras do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a energia elétrica pode trazer aumento nas tarifas para o consumidor residencial. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a exigência de que as distribuidoras cativas recolham, por meio da substituição tributária, o imposto pago em transações do mercado livre (não regulado) vai afetar os custos das empresas, o que pode gerar pedidos de revisão tarifária.
O decreto do governo paulista foi assinado pelo governador José Serra (PSDB) em 30 de março deste ano e prevê que as distribuidoras de energia para o mercado residencial terão que recolher o ICMS de transações realizadas no mercado livre, feitas entre os comercializadores e grandes consumidores, como empresas.
De acordo com a Aneel, caso haja inadimplência nos pagamentos, as distribuidoras podem ter problemas financeiros por já terem recolhido o ICMS da transação ao governo. Outra questão é o aumento do fluxo de caixa destas empresas, que passariam a adiantar imposto sobre transações que não participaram. Isto também poderia causar aumento no recolhimento de outros impostos. Segundo a agência, algumas vezes a energia comercializada no mercado livre passa pela rede da distribuidora, mas para isso há apenas a cobrança de um pedágio automático, não havendo interferência ou intermediação da dona da rede.
Como os custos tributários são parte da análise do preço da tarifa, a Aneel prevê que as distribuidoras que atuam no Estado peçam revisão nos valores que cobram de seus clientes. A validade do decreto paulista está sob análise na procuradoria do órgão.
Procurada para comentar a possibilidade de a medida gerar aumento de tarifas, a Secretaria da Fazenda de São Paulo não retornou a ligação.

O fisco paulista e a conta de luz - LUIZ NASSIF ONLINE, 21.08.09

Setor elétrico se une e entra no STF contra a substituição tarifária em SP
Interferência em atribuição da União e quebra de sigilo preocupam agentes e Aneel.
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios
13/07/2009
Mudança no ICMS pode encarecer remédio
Mercado Aberto
Folha de S. Paulo – 24/07/2009
A cobrança antecipada de ICMS para medicamentos adotada pelo governo paulista pode resultar em aumento nos preços de remédios em São Paulo, segundo fabricantes, distribuidores e redes de farmácias ouvidos pela Folha.
A alta nos preços dos medicamentos pode ocorrer se a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo mantiver índice de 68,59% aplicado sobre o preço de fábrica do remédio para calcular o ICMS. Esse índice, que ainda não está sendo aplicado, segundo informa a Fazenda paulista, foi obtido com base nas informações de contribuintes do setor.
Os índices aplicados hoje sobre os preços de fábrica dos medicamentos para cálculo do ICMS no Estado variam de 38,24% a 41,38% -as mesmas margens adotadas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que estabelece critérios para definição e ajuste de preços no setor.
Só que a Fazenda paulista concedeu prazo para o setor apresentar sua pesquisa de preços, que está sendo elaborada pela Fipe. Essa pesquisa vai verificar quais são as margens reais -se ao preço de fábrica é acrescido esse índice de 38,24% a 41,38% no preço para o consumidor. Na pesquisa da Fazenda paulista, feita no início deste ano, o índice médio aplicado era de 68,59%.
Guilherme Rodrigues Silva, coordenador-adjunto da Administração Tributária da Fazenda paulista, diz que o setor deve apresentar a sua pesquisa para cálculo de ICMS até final de setembro. “Vamos aguardar.”
“Se o índice adotado subir de 37%, por exemplo, para 68%, o remédio vai ficar mais caro ou a indústria vai ter de reduzir suas margens”, diz Luiz Fernando Buainain, presidente da Abafarma, associação dos atacadistas de medicamentos.
Fundador e presidente da rede de farmácias Pague Menos, Deusmar Queirós diz que a melhor forma de cobrar ICMS no setor de remédios é pelo sistema de crédito e débito, quando o imposto incide sobre todos os elos da cadeia pela qual o produto transita -da indústria até o consumidor final.
“O que acontece com esse regime de substituição tributária é que eu compro um remédio por R$ 100, pago imposto sobre R$ 130, mas vendo o produto por R$ 120. Isso não está certo. Se o governo paulista adotar margem acima de 30%, já prejudica o setor e os consumidores. A margem correta seria de 20%, já que o medicamento é um produto essencial”, afirma.

Blog do Chicão: ICMS antecipado, como é feito por Serra aqui em São Paulo, transfere alta de custos para o consumidor – [ BFI, 14 de Julho de 2009 ]

julho 16, 2009

É aquele tipo de coisa: todo mundo reclama "dos impostos" mas, quem sabe mesmo como é que funciona a coisa?

Não vou questionar se “os impostos” são altos ou não. Geralmente fala-se que sim. Eu penso que não fazemos a menor idéia. Muitos preferem repetir que “sim, são”, como um mantra, mas sem saber realmente. Acho que eles pulam as etapas, preferindo a presunção de que, se houvesse “menor carga tributária”, então teríamos mais dinheiro no bolso. As campanhas “educativas” que dizem que pagamos, demais geralmente nos induzem a concluir assim. A “transferência”, se houvesse, seria imediata. Ah, sim, claro. Quando empresários, gente de mercado financeiro e banqueiros se metem a dizer que “o povo paga demais”, como se estivessem realmente preocupados com com nossa integridade, ah meu, até parece.
Enfim, não é disso que eu quero falar.
É sobre o Serra. Sobre a questão da chamada “substituição tributária”. Sinceramente, eu não consigo entender este mecanismo. Não faço a menor idéia.
Pois bem, a parte que nos interessaria: muitos setores da economia estão chiando por causa da implantação, pelo governo de SP ( não é só aqui, mas o exemplo que apresentarei é sobre SP ), desse sistema. Como funciona? Sei lá. Mas alguns setores – às vezes por meio de suas associações – estão reclamando. Um dos argumentos ( ou: uma das acusações ) é que encarece os produtos ao consumidor. Parece que sim. Eu não parei ainda para buscar compreender.
A conveniência me manda concordar: “Serra aumenta os impostos!!!” Eu não escondo de ninguém que não quero que ele e a turma de seu partido e aliados voltem ao Planalto. E gostaria muito que eles saíssem do Palácio dos Bandeirantes.
Ainda que seja mesmo isso, a honestidade me manda reconhecer que eu não sei de nada. E esse “não-saber” dessa matéria me faz equivaler à grande parte de meus compatriotas. Tal condição me incomoda.
Enfim: a questão da substituição tributária implantada por José Serra em São Paulo está chegando no STF, aquele tribunal do Gilmar Mendes:
Setor elétrico se une e entra no STF contra a substituição tarifária em SP
Interferência em atribuição da União e quebra de sigilo preocupam agentes e Aneel. Envolvidos esperam liminar para a próxima semana – Agência CanalEnergia
Então: uma das alegações dos requerentes, a de que haveria interferência de uma unidade federativa ( Estado de SP ) em atribuição da União. Olha a oportunidade de aprendizado que se abre para nós. Ou, o caso de reconhecermos nossa ( a minha, pelo menos, comprovada ) ignorância sobre esta – e várias outras questões. Dá dor de cabeça só de imaginar a quantidade de informações que desconheço. Matérias constitucionais, fiscais, legais…Alguém aí sabe como funciona este “mercado” da energia elétrica? Eu não. Por isso, não posso dizer que a substituição tributária” ou não correta. Por isso, também não tenho condições de afirmar que eles passarão a recolher mais – ou menos – de ICMS. Isso também significa que eu não sei dizer se isso encarecerá qualquer coisa para o consumidor. Só a intuição não basta. Falar que haverá um custo para o consumidor ( ou: “cliente” ) é fácil. Até demais. É quase que um canto de sereia.
Claro que eu também não tenho razões para botar a mão no fogo pelo “mercado de energia”. Quem são? De onde vieram? Como chegaram lá? São eles que compraram as antigas empresas estatais ( já que essas últimas eram as responsáveis pela geração, transmissão e distribuição da energia, no antigo modelo )? Quanto ganharam com isso? Quanto a conta de luz ( uma preocupação mais “pé-no-chão” para a gente ) subiu desde que este “mercado” surgiu? Eles pagavam impostos? E eram valores justos? Recolhiam em dia? E quanto aos trabalhadores deste setor, seus direitos são garantidos? Dá pro Estado retomar estas empresas?
Essa nova modalidade de cobrança em SP configura um abuso? Contribui para a famosa “fúria arrecadatória do Governo”? Qual governo: o federal ou o estadual? E quantas dessas cobranças, aplicadas pelos governos locais, contribuem para difamar o governo federal, “caindo na conta” deste? A imprensa está cobrido corretamente esta discussão? A Aneel defende o consumidor ou as empresas? Essa zona tem alguma relação não muito clara ( sem trocadilhos ) com a “CPI da Conta de Luz”? E o Serra, pisou mesmo na bola, ou os caras da eletricidade estão exagerando?
Em resumo: até mesmo para fazer perguntas, temos que dispor de alguma compreensão sobre o objeto do qual se quer perguntar.
Fica aí a missão, para quem quiser. E vamos, na medida de nossos limites ( “Muita raça e pouca técnica.” ), acompanhar o desenrolar desta história.
Paulo Pedrosa, da Abraceel: A substituição tributária do ICMS no mercado livre de energia em SP
Não há dispositivo legal que permita aos governos estaduais atribuir às distribuidoras locais a cobrança do ICMS do mercado livre - Agência CanalEnergia
http://www.abraceel.com.br/
Presidente da Aneel fala sobre CPIs e tarifas de energia no Supremo - STF, 10.07.09
Setor elétrico se une contra decreto paulista
Josette Goulart Jornal Valor Econômico 14/07/2009
Uma rajada de ações coordenadas entre os agentes do setor elétrico tenta derrubar a substituição tributária estabelecida pelo governo paulista e que prevê que as distribuidoras recolham o ICMS da energia comercializada no mercado livre. O decreto entrou em vigor a partir da apuração dos impostos do mês de junho deste ano.

julho 15, 2009

Blog do Chicão: ICMS antecipado, como é feito por Serra aqui em São Paulo, transfere alta de custos para o consumidor!

Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Cobrança antecipada de ICMS está transferindo alta nos custos para o consumidor
Por: Gladys Ferraz Magalhães
15/06/09 – 13h19 InfoMoney
SÃO PAULO – O consumidor está pagando MAIS CARO por alguns produtos de grande circulação, como os dos segmentos de bebidas alcoólicas, farmacêutico, de perfumaria, ração animal, produtos de limpeza, fonográficos, autopeças, pilhas, baterias, lâmpadas elétricas, papel, materiais de construção, entre outros.
Isso porque, desde fevereiro do ano passado, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), anteriormente cobrado no momento da venda final, passou a ser recolhido pela indústria, o que acabou transferindo o aumento dos custos para o consumidor final. ( OBSERVEM QUE NÃO DÃO NOME AO BOI : JOSÉ SERRA. )
A medida, tomada para facilitar a fiscalização, pode ser interpretada de duas maneiras, conforme explica o palestrante da Contmatic Phoenix, Kleber Krepe.
“A primeira está relacionada à carga tributária, como sempre sendo repassada ao consumidor. A segunda refere-se à equiparação dos valores ao consumidor final. Um exemplo é o setor de perfumaria, que tinha grande diferença nos valores finais e, com a nova sistemática, terá uma equiparação de valores dos produtos importados.” ( O QUE SIGNIFICA AUMENTO DE IMPOSTOS. CADÊ O NOME DO SERRA E DO AÉCIO NEVES? )
Preços
Ainda segundo Krepe, para a cobrança antecipada, os valores das mercadorias poderão ser estabelecidos com base em quatro critérios: fixação de preço único ou máximo de venda, preço sugerido pelo fabricante ou importador, preço final ao consumidor e margem de valor agregado, a ser calculado sobre o próprio valor da operação.
Nota do Blog do Chicão:
Quem lê este blog já havia sido alertado para tal situação várias vezes.O governo estadual de vários estados conseguiu um fórmula de aumentar os impostos. Como a imprensa conservadora é conivente com a maioria deles este fao é pouco exposto.
Ao falar de carga tributária a imprensa conservadora e manipuladora sempre dá o nome do governo federal.
Leia aqui e saiba mais:
José Serra, mais aumento de impostos “disfarçado”
Serra diminui os impostos de iates e veleiros e se recusa a abaixar impostos do material de construção.
Donos de iates e veleiros agradecem ao governador José Serra por pagarem menos pelas suas embarcações
- – - – - LEITURAS COMPLEMENTARES:
CNI critica expansão do sistema de substituição tributária
Folha de S. Paulo – Mercado Aberto
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) engrossa o coro do ministro da Fazenda, Guido Mantega, contra a generalização do sistema de substituição tributária dos governos estaduais. A entidade está promovendo estudos para mensurar o impacto do sistema nos preços dos produtos, na concorrência e na carga tributária paga pelas empresas.
“O sistema pode representar um aumento da tributação para a indústria pelo custo da antecipação financeira de recursos por toda a cadeia produtiva”, afirma Flávio Castelo Branco, economista-chefe da CNI.
Segundo ele, a entidade tem recebido reclamações de associadas de todos os setores sobre o sistema. A substituição tributária promove o recolhimento antecipado do ICMS de toda a cadeia produtiva na indústria.
Castelo Branco afirma que a CNI não é contrária a todos os sistemas de substituição tributária, mas defende que eles deveriam se limitar a mercados concentrados.
“Essa forma de tributação deveria ser uma exceção à regra, e não o contrário. Há uma tendência hoje de disseminação desse sistema para aumentar a arrecadação dos Estados.
“Na semana passada, Mantega disse que a ampliação do sistema de substituição tributária vem em um momento inoportuno. O sistema entrou em vigor em São Paulo neste mês para o segmento de linha branca, que recebe desoneração de IPI pelo governo federal.
Mantega chegou a dizer que a substituição tributária era uma “contramedida” dos governos estaduais. O motivo, afirmou, é que leva a indústria a não repassar totalmente a desoneração do imposto federal pelo impacto que sofre no caixa por antecipar o pagamento de ICMS de toda a cadeia.
O presidente da Eletros (associação dos fabricantes de eletrodomésticos), Lourival Kiçula, não quis se posicionar sobre as afirmações do ministro. Ele disse apenas que não houve aumento de preços na indústria dos produtos da linha branca desde que o IPI foi reduzido.

( *** )

Fúria arrecadatória de Serra prejudica e EXPORTA atacadistas, encarce produtos, gera perda de arrecadação ( é…) e leva imprensalão ao silêncio - ENCALHE, 26 de Maio de 2009
“Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!”, diz Fecomércio-SPENCALHE, 01 de Fevereiro de 2009
- – - – - BÔNUS : “Gossips”
( *** ) Jantar no escuro marca encerramento da Casa Cor 2009 ( IG Gente)
José Serra participou do evento, que foi uma espécie de experiência sensorial e de sensibilização
Serra: olhos vendados ( Vogue RG )
14/07 por Redação
O governador José Serra vendou os olhos para provar as iguarias do restaurante Badebec temporário que- até essa segunda-feira (13.07) – ficava ali na Casa Cor de São Paulo. A cena aconteceu no jantar de encerramento do evento de decoração, numa degustação às escuras promovida por João Doria Jr e pela vereadora Mara Gabrilli.
RG passou por lá para conferir a coisa toda. Agora, você confere as cenas ali, na galeria…

Blog do Chicão: ICMS antecipado, como é feito por Serra aqui em São Paulo, transfere alta de custos para o consumidor!

Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Cobrança antecipada de ICMS está transferindo alta nos custos para o consumidor
Por: Gladys Ferraz Magalhães
15/06/09 – 13h19 InfoMoney
SÃO PAULO – O consumidor está pagando MAIS CARO por alguns produtos de grande circulação, como os dos segmentos de bebidas alcoólicas, farmacêutico, de perfumaria, ração animal, produtos de limpeza, fonográficos, autopeças, pilhas, baterias, lâmpadas elétricas, papel, materiais de construção, entre outros.
Isso porque, desde fevereiro do ano passado, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), anteriormente cobrado no momento da venda final, passou a ser recolhido pela indústria, o que acabou transferindo o aumento dos custos para o consumidor final. ( OBSERVEM QUE NÃO DÃO NOME AO BOI : JOSÉ SERRA. )
A medida, tomada para facilitar a fiscalização, pode ser interpretada de duas maneiras, conforme explica o palestrante da Contmatic Phoenix, Kleber Krepe.
“A primeira está relacionada à carga tributária, como sempre sendo repassada ao consumidor. A segunda refere-se à equiparação dos valores ao consumidor final. Um exemplo é o setor de perfumaria, que tinha grande diferença nos valores finais e, com a nova sistemática, terá uma equiparação de valores dos produtos importados.” ( O QUE SIGNIFICA AUMENTO DE IMPOSTOS. CADÊ O NOME DO SERRA E DO AÉCIO NEVES? )
Preços
Ainda segundo Krepe, para a cobrança antecipada, os valores das mercadorias poderão ser estabelecidos com base em quatro critérios: fixação de preço único ou máximo de venda, preço sugerido pelo fabricante ou importador, preço final ao consumidor e margem de valor agregado, a ser calculado sobre o próprio valor da operação.
Nota do Blog do Chicão:
Quem lê este blog já havia sido alertado para tal situação várias vezes.O governo estadual de vários estados conseguiu um fórmula de aumentar os impostos. Como a imprensa conservadora é conivente com a maioria deles este fao é pouco exposto.
Ao falar de carga tributária a imprensa conservadora e manipuladora sempre dá o nome do governo federal.
Leia aqui e saiba mais:
José Serra, mais aumento de impostos “disfarçado”
Serra diminui os impostos de iates e veleiros e se recusa a abaixar impostos do material de construção.
Donos de iates e veleiros agradecem ao governador José Serra por pagarem menos pelas suas embarcações
- – - – - LEITURAS COMPLEMENTARES:
CNI critica expansão do sistema de substituição tributária
Folha de S. Paulo – Mercado Aberto
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) engrossa o coro do ministro da Fazenda, Guido Mantega, contra a generalização do sistema de substituição tributária dos governos estaduais. A entidade está promovendo estudos para mensurar o impacto do sistema nos preços dos produtos, na concorrência e na carga tributária paga pelas empresas.
“O sistema pode representar um aumento da tributação para a indústria pelo custo da antecipação financeira de recursos por toda a cadeia produtiva”, afirma Flávio Castelo Branco, economista-chefe da CNI.
Segundo ele, a entidade tem recebido reclamações de associadas de todos os setores sobre o sistema. A substituição tributária promove o recolhimento antecipado do ICMS de toda a cadeia produtiva na indústria.
Castelo Branco afirma que a CNI não é contrária a todos os sistemas de substituição tributária, mas defende que eles deveriam se limitar a mercados concentrados.
“Essa forma de tributação deveria ser uma exceção à regra, e não o contrário. Há uma tendência hoje de disseminação desse sistema para aumentar a arrecadação dos Estados.
“Na semana passada, Mantega disse que a ampliação do sistema de substituição tributária vem em um momento inoportuno. O sistema entrou em vigor em São Paulo neste mês para o segmento de linha branca, que recebe desoneração de IPI pelo governo federal.
Mantega chegou a dizer que a substituição tributária era uma “contramedida” dos governos estaduais. O motivo, afirmou, é que leva a indústria a não repassar totalmente a desoneração do imposto federal pelo impacto que sofre no caixa por antecipar o pagamento de ICMS de toda a cadeia.
O presidente da Eletros (associação dos fabricantes de eletrodomésticos), Lourival Kiçula, não quis se posicionar sobre as afirmações do ministro. Ele disse apenas que não houve aumento de preços na indústria dos produtos da linha branca desde que o IPI foi reduzido.

( *** )

Fúria arrecadatória de Serra prejudica e EXPORTA atacadistas, encarce produtos, gera perda de arrecadação ( é…) e leva imprensalão ao silêncio - ENCALHE, 26 de Maio de 2009
“Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!”, diz Fecomércio-SPENCALHE, 01 de Fevereiro de 2009
- – - – - BÔNUS : “Gossips”
( *** ) Jantar no escuro marca encerramento da Casa Cor 2009 ( IG Gente)
José Serra participou do evento, que foi uma espécie de experiência sensorial e de sensibilização
Serra: olhos vendados ( Vogue RG )
14/07 por Redação
O governador José Serra vendou os olhos para provar as iguarias do restaurante Badebec temporário que- até essa segunda-feira (13.07) – ficava ali na Casa Cor de São Paulo. A cena aconteceu no jantar de encerramento do evento de decoração, numa degustação às escuras promovida por João Doria Jr e pela vereadora Mara Gabrilli.
RG passou por lá para conferir a coisa toda. Agora, você confere as cenas ali, na galeria…

maio 26, 2009

Fúria arrecadatória de Serra prejudica e EXPORTA atacadistas, encarce produtos, gera perda de arrecadação ( é…) e leva imprensalão ao silêncio

ICMS recolhido antes derruba atacadista em SP
Mudança no ICMS faz atacadista deixar SP
Folha de S. Paulo – 24/05/2009
A receita de atacadistas paulistas caiu 50% em média desde que, há um ano e meio, foi adotada a substituição tributária, regime de recolhimento antecipado do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Dezenas de empresas deixam São Paulo rumo a outros Estados.
Desde que novo regime foi adotado, receita do setor paulista caiu 50%, em média; empresas saem do Estado para não perder vendas
Atacadistas dizem que pagamento antecipado do imposto encarece produto ao varejista, que prefere comprar de outro Estado
A adoção do regime de substituição tributária ( pagamento antecipado do ICMS no início da cadeia produtiva ) no Estado de São Paulo, há cerca de um ano e meio, resultou na queda de 50%, em média, na receita de atacadistas paulistas e na transferência de dezenas de empresas, principalmente para Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais e Distrito Federal.
O pagamento antecipado do ICMS, dizem os atacadistas, encareceu para os varejistas os produtos dentro do Estado e levou comerciantes paulistas a buscar alimentos, produtos de higiene, beleza e limpeza, medicamentos e autopeças fora do território paulista, onde não há esse sistema de tributação.
O que está acontecendo, segundo os atacadistas, é que, ao comprar produtos em outros Estados, os comerciantes não estão recolhendo, para o Estado de São Paulo (onde estão sediados), a diferença entre as alíquotas do ICMS (em São Paulo é de 18% e, entre Estados, de 12%) e o ICMS correspondente à substituição tributária.
“Se os fiscais da Fazenda paulista estivessem nas estradas que ligam São Paulo a outros Estados, essa situação não estaria ocorrendo, pois os lojistas daqui teriam de recolher a diferença das alíquotas mais a substituição tributária, o que equalizaria a carga fiscal dessa operação interestadual com a que está submetido o fornecedor paulista. Sou defensor da substituição tributária, desde que haja fiscalização”, diz Sandoval de Araujo, presidente da Adasp (Associação de Distribuidores e Atacadistas de Produtos Industrializados do Estado de São Paulo). Pelos cálculos da Adasp, o Estado de São Paulo está perdendo entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão em ICMS por mês por conta da falta de fiscalização nas estradas.
Antes da adoção do regime de substituição tributária, segundo Araujo, o faturamento dos atacadistas paulistas beirava R$ 45 bilhões por ano (preços de varejo). Esse número deve ficar entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões neste ano, “se houver fiscalização nas estradas”, segundo cálculos de Araujo.
Como o fornecedor de fora do Estado paga alíquota de 12% ao vender para São Paulo, já havia, segundo os atacadistas, a tendência de os lojistas paulistas procurarem mercadorias fora do Estado. “Só que, com o sistema de substituição tributária, essa vantagem dos fornecedores de fora do Estado ficou ainda maior”, afirma Araújo.
“Essa prática não nasceu com a substituição tributária, mas se intensificou com o novo regime de tributação. Quem quer sonegar corre atrás de alternativas”, afirma Romeu Bueno de Camargo, assessor jurídico da Fecomercio SP.
Emir Arsego, diretor do Destro Macroatacado, diz que só a adoção do regime de substituição tributária em todo o país resolveria o problema do setor. “Micro e pequenos varejistas deixam de comprar dos atacadistas paulistas porque conseguem “economizar” de 6% a 12% no preço final cobrado pelos estabelecimentos de outros Estados que não têm de recolher o ICMS antecipadamente.”
Lá fora
Leandro Martinho Leite, advogado que assessora três entidades de distribuição e atacado de autopeças e rolamentos, diz que, no último ano, cerca de dez empresas do setor estão montando filiais fora do Estado, principalmente em Goiás e no Distrito Federal, para não perderem vendas para São Paulo.”[Essas empresas] Estão indo para fora [do Estado] para vender mais barato para o varejista daqui, que vai ter a responsabilidade de fazer o recolhimento do imposto”, diz Leite.
O regime de substituição tributária elevou entre 2% e 3% os preços dos produtos, segundo Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados).
“O fornecedor acabou colocando no preço um “índice de incerteza” porque tem medo de fazer cálculo errado”, diz.
Na avaliação de Melvyn Fox, presidente da Abramat (reúne a indústria de material de construção), o sistema de pagar o ICMS antes funciona bem para setores que têm poucas indústrias e distribuição pulverizada.
Consultores tributários ouvidos pela Folha dizem que há uma contradição na lógica do modelo paulista de substituição tributária. É que o regime foi adotado para evitar a sonegação e a fiscalização no varejo, que é pulverizado. Só que, se o lojista passa a comprar produtos em outros Estados com sistema de substituição tributária, é ele que tem de recolher a diferença de imposto.

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“Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!”, diz Fecomércio-SP ( Encalhe, 01.02.09 )

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ICMS recolhido antes derruba atacadista em SP
Mudança no ICMS faz atacadista deixar SP
Folha de S. Paulo – 24/05/2009
A receita de atacadistas paulistas caiu 50% em média desde que, há um ano e meio, foi adotada a substituição tributária, regime de recolhimento antecipado do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Dezenas de empresas deixam São Paulo rumo a outros Estados.
Desde que novo regime foi adotado, receita do setor paulista caiu 50%, em média; empresas saem do Estado para não perder vendas
Atacadistas dizem que pagamento antecipado do imposto encarece produto ao varejista, que prefere comprar de outro Estado
A adoção do regime de substituição tributária ( pagamento antecipado do ICMS no início da cadeia produtiva ) no Estado de São Paulo, há cerca de um ano e meio, resultou na queda de 50%, em média, na receita de atacadistas paulistas e na transferência de dezenas de empresas, principalmente para Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais e Distrito Federal.
O pagamento antecipado do ICMS, dizem os atacadistas, encareceu para os varejistas os produtos dentro do Estado e levou comerciantes paulistas a buscar alimentos, produtos de higiene, beleza e limpeza, medicamentos e autopeças fora do território paulista, onde não há esse sistema de tributação.
O que está acontecendo, segundo os atacadistas, é que, ao comprar produtos em outros Estados, os comerciantes não estão recolhendo, para o Estado de São Paulo (onde estão sediados), a diferença entre as alíquotas do ICMS (em São Paulo é de 18% e, entre Estados, de 12%) e o ICMS correspondente à substituição tributária.
“Se os fiscais da Fazenda paulista estivessem nas estradas que ligam São Paulo a outros Estados, essa situação não estaria ocorrendo, pois os lojistas daqui teriam de recolher a diferença das alíquotas mais a substituição tributária, o que equalizaria a carga fiscal dessa operação interestadual com a que está submetido o fornecedor paulista. Sou defensor da substituição tributária, desde que haja fiscalização”, diz Sandoval de Araujo, presidente da Adasp (Associação de Distribuidores e Atacadistas de Produtos Industrializados do Estado de São Paulo). Pelos cálculos da Adasp, o Estado de São Paulo está perdendo entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão em ICMS por mês por conta da falta de fiscalização nas estradas.
Antes da adoção do regime de substituição tributária, segundo Araujo, o faturamento dos atacadistas paulistas beirava R$ 45 bilhões por ano (preços de varejo). Esse número deve ficar entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões neste ano, “se houver fiscalização nas estradas”, segundo cálculos de Araujo.
Como o fornecedor de fora do Estado paga alíquota de 12% ao vender para São Paulo, já havia, segundo os atacadistas, a tendência de os lojistas paulistas procurarem mercadorias fora do Estado. “Só que, com o sistema de substituição tributária, essa vantagem dos fornecedores de fora do Estado ficou ainda maior”, afirma Araújo.
“Essa prática não nasceu com a substituição tributária, mas se intensificou com o novo regime de tributação. Quem quer sonegar corre atrás de alternativas”, afirma Romeu Bueno de Camargo, assessor jurídico da Fecomercio SP.
Emir Arsego, diretor do Destro Macroatacado, diz que só a adoção do regime de substituição tributária em todo o país resolveria o problema do setor. “Micro e pequenos varejistas deixam de comprar dos atacadistas paulistas porque conseguem “economizar” de 6% a 12% no preço final cobrado pelos estabelecimentos de outros Estados que não têm de recolher o ICMS antecipadamente.”
Lá fora
Leandro Martinho Leite, advogado que assessora três entidades de distribuição e atacado de autopeças e rolamentos, diz que, no último ano, cerca de dez empresas do setor estão montando filiais fora do Estado, principalmente em Goiás e no Distrito Federal, para não perderem vendas para São Paulo.”[Essas empresas] Estão indo para fora [do Estado] para vender mais barato para o varejista daqui, que vai ter a responsabilidade de fazer o recolhimento do imposto”, diz Leite.
O regime de substituição tributária elevou entre 2% e 3% os preços dos produtos, segundo Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados).
“O fornecedor acabou colocando no preço um “índice de incerteza” porque tem medo de fazer cálculo errado”, diz.
Na avaliação de Melvyn Fox, presidente da Abramat (reúne a indústria de material de construção), o sistema de pagar o ICMS antes funciona bem para setores que têm poucas indústrias e distribuição pulverizada.
Consultores tributários ouvidos pela Folha dizem que há uma contradição na lógica do modelo paulista de substituição tributária. É que o regime foi adotado para evitar a sonegação e a fiscalização no varejo, que é pulverizado. Só que, se o lojista passa a comprar produtos em outros Estados com sistema de substituição tributária, é ele que tem de recolher a diferença de imposto.

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