ENCALHE

junho 5, 2009

Máfia dos Fiscais Reloaded: Funcionário da Subprefeitura da Lapa, acusado de corrupção, diz a vereadores que não é corrupto, mas sim, alcoólatra!

Vereadores ouvem depoimento de funcionário acusado de cobrar propina de camelôs
AURELIOMIGUEL.COM.BR
03/06/2009
De acordo com reportagem, José Agenor cobrava até R$ 3 mil por uma TPU falsa
O agente de apoio José Agenor Magalhães de Oliveira, da Subprefeitura da Lapa, denunciado em reportagem da Rádio Bandeirante por cobrar propina de R$ 3 mil de camelôs que pretendiam adquirir espaço na calçada para montar suas barracas ou R$ 600,00 para alugar o ponto, compareceu, nesta quarta-feira (03/06), à Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara. Ele atendeu ao convite do vereador Aurélio Miguel (PR) para prestar esclarecimentos a respeito da reportagem.
Oliveira confirmou que trabalha no “rapa” da Subprefeitura da Lapa, onde é funcionário concursado há cinco anos, e sempre se identifica como fiscal, mas negou cobrar propina dos ambulantes.

“Estava num boteco, numa roda de amigos. Bebi várias Velho Barreiro [ NOTA DESTE BLOG: Veja promoção "Tampinhas de Velho Barreiro", abaixo ] e cervejas. Estava “chapado” quando o repórter apareceu e fez perguntas e falei muita besteira”, contou aos vereadores da Comissão. “Sempre bebi demais, mas depois que entrei na Subprefeitura passei a beber mais por causa do estresse”. O agente de apoio revelou que é alcoólatra e que está fazendo tratamento.
Indagado pelo vereador Gilson Barreto (PSDB) se ganhava “presentinhos” dos camelôs, Oliveira respondeu: “O presentinho que recebi foi uma paulada e sete pontos na cabeça”.
“Na verdade ele não está fazendo tratamento, pois negou que esteve internado ou fazendo desintoxicação. Não se pode acreditar que uma pessoa como ele esteja fazendo tratamento. Ele possivelmente quis enganar os vereadores dizendo que é alcoólatra.”, reagiu o vereador Wadih Mutran (PP), presidente da Comissão.
Gilson Barreto também disse a Oliveira que seu depoimento não o convenceu.
“Fiquei assustado, triste e preocupado com o depoimento desse servidor”, lamentou o vereador Aurélio Miguel.
“Verificamos que as condições desses servidores municipais são muito ruins, inclusive a sua qualificação. Tenho observado que há um grande número de funcionários públicos com dependência química, principalmente bebida, e temos de verificar porque isso acontece”.
Antes a subprefeita da Lapa, Sonia Francine, havia informado aos vereadores que determinou o afastamento do funcionário e que pediu a abertura de averiguação preliminar ao Departamento Jurídico da Subprefeitura. Caso seja comprovada a cobrança ilegal, o servidor será exonerado.
Podas
Soninha, como é mais conhecida, foi convidada a prestar esclarecimentos pelo vereador Aurélio Miguel. “A idéia do convite era esclarecer alguns fatos da reportagem publicada no Jornal da Tarde, de 16 de maio”, disse o parlamentar.
“Quando vi a reportagem notei que havia relação com os pedidos de poda de árvores e também pensei que havia alguma relação às medições dos serviços prestados à Subprefeitura, como tapa-buraco, varrição. O questionamento foi nesse sentido e a subprefeita deixou bem claro que o problema das podas se deve ao fato de que vários moradores faziam a reivindicação de poda de uma mesma árvore”.
A subprefeita informou que quando assumiu o cargo havia o registro de 5 mil pedidos de pode de árvores e, que depois de uma primeira triagem, foram eliminados mil pedidos, pois se referiam a mesma árvore.
A Comissão é composta pelos vereador Wadih Mutran (PP), Donato (PT), Floriano Pesaro (PSDB), Milton Leite (DEM), Roberto Trípoli (PV), Aurélio Miguel (PR), Arselino Tatto (PT), Adilson Amadeu (PTB) e Gilson Barreto (PSDB)
“MERCHAN” NA FAIXA: CAMPANHA TAMPINHA LEGAL DE “VELHO BARREIRO”

http://www.tatuzinho.com.br/promovb.htm

maio 3, 2009

Secretário de Kassab – já denunciado por agente de subprefeitura – é acusado por dona de boate de tentativa de extorsão! Que enredo…

Vereador quer ouvir dona de boate que acusa Almeida
A Comissão de Finanças da Câmara Municipal quer ouvir a dona da boate Romanza, Vailde Velloso, sobre a acusação feita por ela de que o secretário de Controle Urbano, Orlando Almeida, cobrou R$ 100 mil para não interditar o imóvel em que funciona a casa, na zona oeste. A suposta tentativa de extorsão, revelada ontem pelo JT, teria ocorrido na madrugada de 8 de abril. O secretário afirma que a denúncia é “caluniosa”.
O requerimento foi apresentado pelo vereador Aurélio Miguel (PR), integrante do Centrão ( bloco formado por PTB,PMDB, PR, PP e outras legendas ), que tem votado com o governo.
Aurélio pediu à Prefeitura o histórico de todos os processos referentes ao imóvel – a boate já foi interditada nove vezes – e disse que tentará obter cópia do boletim de ocorrência (B.O.) feito no 15º Distrito Policial. A 3ª Delegacia Seccional instaurou inquérito policial para investigar o secretário por suposto crime de concussão (extorsão ou vantagem obtida por funcionário público) e Vailde, pelos delitos de calúnia e exploração de casa de prostituição. Segundo o delegado seccional Jorge Carrasco, depoimentos seriam tomados nesta semana. O JT tentou, sem sucesso, falar com Vailde por telefone. À polícia, a dona da boate disse que Almeida estava “embriagado ou drogado” naquela noite. O secretário diz que a declaração é “totalmente infundada” e informou que fez exame de sangue e urina no Instituto Médico Legal após deixar o DP. “O resultado não poderá ser outro que não negativo para presença de álcool e drogas”, afirma.
Café Photo
Também na Comissão de Finanças, em 8 de abril, o agente vistor da Subprefeitura de Pinheiros Maurino Pereira acusou o secretário de “interferência política” pela liberação de obra embargada do futuro endereço da boate Café Photo. Almeida nega. Segundo o fiscal, a informação foi dada por Paulo da Matta, representante da boate. Os dois foram convidados para acareação na comissão. ( JT, 30.04 )
Interferências políticas de Sehab e Contru permitem que Café Photo funcione irregularmente
Do site da Câmara Municipal de São Paulo
08/04/2009
Comissões
Denúncia foi feita à Comissão de Finanças e Orçamento por agente vistor da Subprefeitura de Pinheiros
Durante 20 minutos, o agente vistor Maurino Dantas Pereira deu informações aos vereadores
Ao prestar esclarecimentos na Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (08/04), o agente vistor da Subprefeitura de Pinheiros, Maurino Dantas Pereira, confirmou que devido a interferência política de funcionários da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) não pode embargar as obras irregulares realizadas na casa noturna Café Photo, na Avenida Juscelino Kubitschek.
“Embora aplicasse multas e impedisse o prosseguimento das obras, o senhor Paulo da Mata, representante do proprietário Inácio Longo, me informou, no dia 24 de julho de 2008, que o Orlando, da Sehab, mandou prosseguir com as obras em total desrespeito ao embargo”, disse Pereira aos integrantes da comissão. Indagado pelo vereador Milton Leite (DEM) se se tratava de Orlando Almeida, o agente vistor respondeu; “É provável”.
Depois de algumas declarações, Pereira concordou em prestar o depoimento em sigilo.“Ele colocou a denúncia no papel, o que é raro o servidor público fazer isso. Nós estamos apurando”, disse o vereador Aurélio Miguel (PR), que fez o convite para que o agente vistor comparecesse à comissão.
Por desrespeito ao embargo, a casa noturna foi multada quatro vezes e o caso foi parar na polícia.
Ao ser informado que Café Photo estava funcionando sem licença e solicitando que seus clientes fizessem reservas para os próximos dias, Aurélio Miguel solicitou que Pereira fosse ao local e fechasse o estabelecimento.
A comissão aprovou requerimentos convidando Inácio Longo e Paulo da Mata a prestarem esclarecimentos aos vereadores e solicitando cópia do pedido do embargo policial da obra, que segundo o agente vistor não foi cumprido.


fevereiro 27, 2009

O incrível lago que sumiu

Filed under: Jaz São Paulo, o Boneco, Subprefeituras ( São Paulo ) — Humberto @ 2:10 am
*** Dizem as más línguas que a água do lago do parque da Aclimação sumiu, devido a uma “gambiarra” ( e a Sabesp que não faz nada para impedir esses “gatos” ), pois as águas teriam reaparecido do outro lado [ pobre ] da cidade, na Avenida Aricanduva. Só que o feitiço virou contra os feiticeiros, e a água não pode ser controlada, causando aquelas enchentes que vimos na TV. Ou seja, não se pode culpar a Prefeitura no caso da Aricanduva. No mínimo se pode fazer como a própria Prefeitura faz: culpe a chuva. Essa desculpa é altamente válida e inquestionável. Contanto que você seja o Serra, o Kassab ou o Alckmin.
*** Quem acompanha o mundo do insólito não se surpreende com esse “desaparecimento” do lago da Aclimação: em abril do ano passado, um lago desapareceu no Chile ( ” Lago desaparece e alerta cientistas no Chile “, Terra, 11.04.08 ).
*** Dizem ainda as más linguas que os administradores do parque não deram a devida atenção, quando a água começou a baixar. Testemunhas ouviram o seguinte diálogo:
- Seu ( … )! Olha, o “gato” tá “engolindo” os peixes!
- Deixa, Orozimbo, tem bastante peixe lá…
- Mas seu ( … ), não é melhor…
- Deixa, Orozimbo, a natureza é assim mesmo. É a chamada “cadeia alimentar”.
- Tá bom, senhor.
E os administradores só se deram conta de que algo estava mesmo errado quando o Orozimbo retornou com a informação de que o “gato” estava, agora, engolindo as tartarugas do lago.
*** Será que quem administra o parque da Aclimação é o Consórcio Via Amarela?
*** Só para constar: no segundo turno da eleição para prefeito, vencido por Kassab, ele teve:
- 70% dos votos válidos em Vila Matilde;
- 60% dos votos ” em Sapopemba;
- 68% dos votos ” na Ponte Rasa;
- 56% dos votos ” em Itaquera;
- 77% dos votos ” na Penha;
- 76% dos votos ” na Vila Formosa;
- 77% dos votos ” no Tatuapé, todas essas zonas eleitorais localizadas na Zona Leste e, além disso, teve:
- 80% dos votos válidos em Pinheiros ( Z. O. );
- 77% ” ” em Perdizes ( Z. O. );
- 84% ” ” ” no Jardim Paulista ( Z. S. – deve ser isso que chamam de “feudos eleitorais” );
- 82% ” ” na Saúde e Vila Mariana ( Z. S. ) ;
- 83% ” ” em Indianópolis ( Z. S. ) e , portanto, devem nadar, nadar e ficar quietos.
*** Subprefeituras e as verbas tesouradas:
Sub da Sé tem 44% da verba congelada ( assim apresenta o JT a informação que, aliás, no Estadão mereceu um quadrículo. Ocorre que, num gráfico – que não aparece aqui, e eu não tenho – algumas das mencionadas Subs da zona sul atingidos pela “serra” são bem pobres )
Maior parte do recurso é do Ação Centro, segundo governo. Zona sul lidera nos maiores ‘bloqueios’
Subprefeituras da zona sul estão entre as que mais tiveram verbas congeladas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). Das cinco com a maior contenção no orçamento de atividades (manutenção) e projetos (pequenas obras), três estão na região. O “bloqueio”, segundo a Prefeitura motivado pela crise mundial, atingiu, em média, 20% do orçamento das 31 subprefeituras, que totaliza R$ 1,1 bi. A Sé, apresentada como “cartão postal” da cidade nas campanhas de José Serra (PSDB), em 2005, e Kassab, é campeã do congelamento: 44%. A Prefeitura informa que as verbas devem ser liberadas até o final do ano.O secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, alega que o congelamento na zona sul atinge emendas de vereadores e, na Sé, o programa Ação Centro, parceria da administração com o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Segundo a secretaria, o total congelado, em média de 15% dos recursos para atividades e 50% de projetos, representa pequena parcela (4,2%) do Orçamento da Prefeitura. E não inclui construção e reforma de Centros Educacionais Unificados (CEUs), Assistências Médico Ambulatoriais (AMAs) e corredores de ônibus, por exemplo. Os serviços de zeladoria da cidade, diz Matarazzo, não serão afetados.De acordo com a secretaria, tiveram 100% de congelamento emendas feitas por vereadores – R$ 2 milhões de cada um dos 55 que aprovaram o Orçamento de 2009, em dezembro do ano passado, mais R$ 2 milhões dos 16 parlamentares eleitos em outubro e que assumiram em 1º de janeiro. “Na zona sul, há muitas emendas de parlamentares, por isso o resultado”, afirmou Matarazzo. “Não há conotação eleitoral no fato, tanto que grandes investimentos, como urbanização de favelas, foram mantidos na região, além de projetos estratégicos, como intervenções em áreas de risco.”Também houve congelamento integral no orçamento de convênios com o governo, União e outras fontes externas. “Na Sé, o grosso do congelamento está no convênio com o BID do Ação Centro”, diz Matarazzo. Segundo ele, quando licitações de obras forem concluídas, a verba será descongelada. Na eleição, Kassab foi alvo de crítica pelo baixo investimento da verba do BID no Ação Centro. Em sabatina no Grupo Estado, em setembro, ele admitiu atrasos, mas culpou a gestão anterior, alegando que teve de “refazer projetos”. Vereadores ouvidos pelo JT alegaram não ter sido consultados sobre o congelamento. “Pode ser problema para o prefeito. Mas os vereadores devem esperar até abril ou maio antes de cobrar descongelamento de suas emendas”, afirmou aliado. Outro vereador afirma que, se o dinheiro demora a ser liberado, resta pouco tempo para fazer licitação de obra, o que faz com que o serviço seja “empurrado” para o ano seguinte.
NO GELO
R$ 5,5 biforam congelados por Kassab no Orçamento previsto para 2009. A verba representa 20% do total de R$ 27,5 bilhões previstos para o ano.Antes, a Câmara Municipal já havia cortado R$ 1,9 bilhão da previsão de receitas para 2009 (R$ 29,4 bilhões). “Não há conotação eleitoral, tanto que grandes investimentos como urbanização de favelas foram mantidos na região (zona sul).”Andrea Matarazzo Secretário de Subprefeituras

novembro 7, 2008

Jaz São Paulo: coisas estranhas acontecem num lugar onde as coisas parecem estar tão bem…

Moradores do Butantã City querem transformar bairro em condomínio fechado
Moradores do Butantã City, na zona oeste, perto da USP, uma das áreas residenciais nobres de São Paulo, querem transformar o bairro em um bolsão semelhante a Alphaville, com portão e vigilância 24 horas, para aumentar a segurança e impedir a invasão de travestis e prostitutas. A idéia conta com o apoio do subprefeito do Butantã, Maurício de Oliveira Pinterich.
- Isso é possível sim. Até sugeri que desenvolvessem um projeto de comunidade protegida, em conjunto com a Companhia de Engenharia de Tráfego, para o caso ser analisado – diz Pinterich.
Enquanto o projeto não fica pronto, a medida já vem sendo adotada em diversas ruas do bairro, onde a população, por conta própria, colocou barricadas, cancela com câmera de monitoramento, grades, obstáculos e correntes. Em algumas vias há até cartazes informando que o acesso de carros e pedestres é controlado.
A principal reclamação é contra a presença de travestis e prostitutas.
- Ninguém agüenta mais essa situação. É barulho, droga, sujeira e confusão até amanhecer. Não se pode mais entrar ou sair de casa à noite porque a rua virou ponto de prostituição – reclama Carlos Wang, vice-presidente da Sociedade Amigos do Butantã City e da Cidade Universitária.
Uma comissão de moradores está sendo formada para elaborar a minuta do projeto para apresentar na Câmara Municipal. Se não for possível isolar tudo da prostituição, os moradores querem, pelo menos, trancar ruas e calçadas à noite, entre 19h e 6h.
- A lei permite o fechamento de ruas para o trânsito, mas determina que a calçada seja livre, mesmo quando se trata de um questão de segurança – afirma Eduardo Ferraz, um dos moradores.
O trecho onde Ferraz mora, na Avenida Moncorvo Filho com Rua Gaspar Moreira, havia sido fechado com grades à noite. Porém, por causa de denúncia, o Ministério Público exigiu a reabertura.
- Se não houvesse denúncia, a rua continuaria fechada, como outras vias do bairro. O pedestre não circula a pé durante a noite – reclama Ferraz.
Com medo de que a fiscalização destruísse as grades, a moradora Maria de Lourdes Pimentel Malta, “síndica” da rua, a guardou em sua casa, na esperança de poder reverter a situação.
- Bastou tirar as grades e alguns dias depois ladrões tentaram assaltar a casa da esquina – lamenta.
Carlos Wang afirma que os moradores também estudam a possibilidade de acionar o município, para obrigá-lo a tirar a prostituição do bairro.
- Essas pessoas estão ocupando as calçadas para praticar um comércio ilegal, porque não têm Termo de Permissão de Uso (TPU). Então a Prefeitura deveria agir como faz com os camelôs.
Para a maioria dos moradores, o problema são os travestis.
- Eles ficam pelados, praticam atos obscenos e ninguém faz nada – reclama Camila Mingione, que quer fechar a rua onde mora, como a de seus pais, a Valdomiro Guilherme de Campos, uma das três vias fechadas regularmente.
Leila, travesti assídua da região, afirma que eles não querem prejudicar os moradores ou desvalorizar o bairro.
- A rua é pública, porque nós também pagamos impostos. O IPTU que eles pagam só garante exclusividade no imóvel.
Carlos Wang, vice-presidente da Sociedade Amigos do Butantã City e da Cidade Universitária, afirma que os moradores já pensaram até em atacar a clientela de travestis e prostitutas para afastá-los.
- Nossa idéia é colocar câmeras nas ruas para filmar os carros dos clientes e depois divulgar as imagens pela internet. Quero ver se eles ( sic ) voltam – diz.
Comerciantes são contra
Comerciantes estabelecidos da região do Butantã estão revoltados com a campanha dos moradores para transformar o bairro em condomínio.
- Eles querem comandar tudo, se sentem donos da região. Foi por causa deles que eu e dezenas de outros lojistas quebramos – diz Enriqueta Pelegrina, dona da loja Girassol, há 13 anos estabelecida na Rua Alvarenga.
Enriqueta afirma que, desde 2004, quando os moradores decidiram transformar o bairro em zona estritamente residencial, os comerciantes estão sofrendo as conseqüências.
- É um absurdo o que vem acontecendo. Metade da rua Alvarenga é considerada zona de residências e a outra não. Por isso, tive de deixar a casa onde formei toda a minha clientela e mudar para outra maior, na mesma rua, mas com aluguel muito mais caro.
Segundo a comerciante, as multas mensais de R$ 4 mil começaram a chegar em novembro de 2007, porque sua loja estava instalada em área residencial.
- Agüentei até a metade do ano mas, como outros, também fui obrigada a ceder. Agora não sei como fazer, porque estou totalmente quebrada. E também quebrei diversas famílias que empregava. Enquanto eles querem fechar o bairro, nos queremos somente poder trabalhar.
Motoristas que são obrigados a passar pelo bairro a trabalho também estão irritados com as mudanças.
- Se a gente erra uma rua, tem que dar uma volta imensa para retornar porque está tudo fechado – reclama o taxista José Maciel.
Comentário: “Eles?”, os clientes dos travecos? Ninguém do “City” Butantã? Tá bom…

Polícia investiga morte de fiscal da Prefeitura de SP
Homem foi assassinado na noite de quarta, quando voltava para casa. Fiscal trabalhava na Zona Sul; suspeitos fugiram.
Do G1, com informações do SPTV

23.10.08
A polícia de São Paulo investiga o assassinato do chefe dos agentes de apoio da Subprefeitura de Santo Amaro,
morto a tiros dentro de seu carro na noite de quarta-feira (22). Claudemir dos Santos, de 44 anos, atuava na fiscalização de camelôs.
Veja o site do SPTV De acordo com testemunhas, um veículo parou do lado do carro em que seguia o fiscal, na Avenida Santo Amaro, Zona Sul da capital paulista, e um homem atirou várias vezes. A polícia foi chamada, mas não conseguiu encontrar os suspeitos.
As características do crime são semelhantes a casos de execução ou vingança. Não foi levado nada da vítima, atingida por mais de um disparo – um dos tiros atingiu o rosto e outro a lateral esquerda do corpo. Na opinião de colegas da vítima, o crime pode não ter relação com a função que ela desempenhava. O fiscal estava fora do seu horário de trabalho. Ele era contratado da subprefeitura, mas não era um funcionário concursado. Na hora do crime, estava voltando para casa. O homem chegou a ser levado para um pronto-socorro, mas não resistiu. O corpo foi levado para o Instituto Médico-Legal. O velório deve ser realizado na Zona Norte e, o enterro, em Lins, a 431 km de São Paulo.

Comentário: Execução foi mesmo. Agora, por quê a certeza de que o caso não tem a ver com sua atividade? E esses “colegas da vítima”, também seriam fiscais? Mais um caso envolvendo fiscais de Subprefeituras na Administração de Kassab.

Após 3 horas parados, ônibus deixam garagens na zona sul de SP
Motoristas e cobradores da Viação Campo Belo protestaram contra demissão de funcionários ligados a sindicato
Estadao.com.br , 06.11.08
Motoristas e cobradores deixaram as garagens três horas depois do previsto na zona sul

SÃO PAULO – Motoristas e cobradores das duas garagens da Viação Campo Belo iniciaram a liberação dos primeiros ônibus somente às 6h25 desta quinta-feira, 6, quase 3 horas depois do normal. Com a paralisação no início da manhã, moradores que dependem dos ônibus dos terminais da região central em direção a bairros e a terminais na zona sul da capital paulista foram muito prejudicados.
A paralisação foi em protesto à demissão de funcionários ligados ao sindicato da categoria. As duas garagens juntas possuem um total de 595 carros. Os primeiros ônibus deveriam ter saído da garagem às 3h30. Com a paralisação de quase 3 horas, usuários que tomam os ônibus no Largo São Francisco, e nos terminais Bandeiras e Parque Dom Pedro, no centro foram muito prejudicados.
Os terminais Capelinha, João Dias, Santo Amaro, Jardim Angela, Guarapiranga e Ana Rosa, na zona sul, também ficaram com a circulação de ônibus prejudicada na manhã desta quinta-feira.
Foram prejudicados também moradores do Itaim Bibi, Santo Amaro e Campo Limpo, e de bairros localizados próximo da divisa entre a capital e as cidades de Itapecerica da Serra e Embu, como Jardim Santo Eduardo, Jardim das Rosas, Valo Velho, Parque do Engenho, Jardim Angela, Chácara Santa Maria e Capão Redondo, entre outros.

Comentário: e por quê foram demitidos, o jornal não fala, e nem parece querer saber, já que a explicação é : “pertencem ao Sindicato”, e isso, pro Estadão, já é motivo. Só faltava ouvirem o Serra, pra este jogar a culpa no “Paulinho da Força”. Sério mesmo: qual a causa das tais demissões? A Prefeitura já garantiu que os subsídios serão mantidos e ampliados, para que não haja reajustes em 2009, uma típica jogada eleitoral.

setembro 29, 2008

Jaz São Paulo: Mais uma Subprefeitura paulistana é investigada por corrupção de fiscais. Empreendimento imobiliário rouba ruas do Mandaqui

Antes de ler, saiba que o título e o subtítulo da matéria do Estado, além de quase 95% do texto fazem o leitor achar que a feira irregular é o absurdo. Claro que não. A informação sobre o empreendimento que roubou ruas – de forma aparentemente regular – de um bairro é que é o verdadeiro escândalo. Eu chuto, com bastante confiança, que isso vem ocorrendo há anos aqui em São Paulo. Os “investidores” imobiliários tomaram posse do município. A que preço? Vai saber.
No horário eleitoral, acho que o único candidato que mencionou investigar a especulação imobiliária na Capital, foi a candidata LÍDIA CORREA, do PMDB que, apesar da coligação com o Kassab, apoia Marta Suplicy. Se eu decidir votar em alguém, talvez ela, Lídia, seja escolhida.
Isso se eu achar que devo votar, menos pelos políticos, e mais por esta população. Mas tratarei disso noutro post.
Subprefeitura é investigada por manutenção de feira irregular
Ex-funcionário diz que barracas, proibidas desde 2005, continuam funcionando por conivência da fiscalização
ESTADO ONLINE
25 de Setembro de 2008
A Polícia Civil e o Ministério Público investigam denúncias de irregularidades na Subprefeitura de Santana, na zona norte de São Paulo, principalmente no que se refere a uma feira livre, que deveria ter sido extinta em 2005, mas ainda funciona. O ex-chefe da Unidade Técnica de Fiscalização daquela subprefeitura, Marlone Silveira Diniz, denuncia irregularidades que envolvem o titular da Coordenadoria de Planejamento de Desenvolvimento Urbano, Emílio Romero, e agentes vistores.
Diniz cita o funcionamento da feira livre debaixo do Viaduto do Metrô Santana, na Avenida Cruzeiro do Sul, cujo pedido de funcionamento está indeferido desde 2005, quando foi declarada extinta. “Está lá, normalmente, por conivência da fiscalização”, disse o ex-chefe dos fiscais. O subprefeito Marcelo Bruni e Romero negam as irregularidades. São cerca de 12 barracas cobertas por plástico azul, que invadem o passeio público. Caixotes são espalhados, há sujeira e muito pó, diariamente. O comércio teve o pedido de regularização indeferido e foi declarado extinto pela própria Subprefeitura de Santana, em 25 de agosto de 2005. Relatório de vistoria aponta que a área não permite o estacionamento de veículos nas proximidades e diz que as calçadas são utilizadas para colocação de mercadorias e o armazenamento de alimentos é “extremamente inadequado”. Entre os problemas levantados, há a proibição por lei da existência de comércio ambulante no recinto de feiras livres. Para que os feirantes continuassem a exercer suas atividades, foram oferecidas alternativas, como a Praça dos Maçons, no fim da Cruzeiro do Sul. Diniz relatou à Polícia Civil a existência de recebimento de propina por Romero para facilitação das atividades de ambulantes, diminuição da fiscalização e conivência com infrações. O suborno seria de R$ 3 mil semanais. “Alguns ambulantes falam sobre isso abertamente na rua.”
Outra denúncia diz respeito ao empreendimento imobiliário Parque de Santana, na Rua Pestana, Mandaqui, zona norte, que incorporou duas pequenas ruas do bairro à área do edifício. Os locais eram usados pela comunidade para lazer.
As irregularidades, que teriam ocorrido com conhecimento de Romero, são parte de investigação do Ministério Público Estadual. A promotoria recebeu denúncias sobre os problemas em Santana, de propinas a inação de funcionários públicos em casos em que a lei determina autuação. Isso caracteriza prevaricação. Bruni teria reclamado ao MPE da dificuldade de exonerar Romero, apontado como indicação política do vereador Carlos Apolinário, líder do DEM na Câmara.
Por não concordar com o suposto esquema montado na subprefeitura, Diniz afirmou que vem sendo perseguido e até ameaçado de morte, o que teria ocorrido há cerca de três meses. A ameaça foi registrada no 13º DP (Casa Verde). “Tenho tudo gravado. Foi feita pelo presidente do sindicato dos ambulantes.” Em 22 de agosto, ele foi transferido para o Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Mudou de horário de expediente e parou de fazer fiscalização nas ruas.
OUTRA VERSÃO
Romero nega as denúncias. Diz que nunca recebeu propina e está à disposição do MPE e da Polícia Civil para colaborar nas investigações. Romero informou, por escrito, que atende os ambulantes e representantes do sindicato da categoria, juntamente com o subprefeito Marcelo Bruni, mas para organizar e regularizar o comércio ambulante em Santana.Romero disse que não está no cargo por indicação política.
“Ocupo o cargo desde 3 de maio de 2007, quando fui nomeado pelo prefeito Gilberto Kassab, e acredito me manter no cargo até hoje face à boa avaliação de meu desempenho”, justificou.
O coordenador disse que tomará “as devidas providências legais, cíveis e criminais, por causa das denúncias caluniosas”.
Bruni, por escrito, informou que não há problema com funcionários da repartição que administra, principalmente com respeito a propinas. Ressaltou, entretanto, que “é comum chegarem denúncias, entre elas de ambulantes irregulares que sofreram ação de fiscalização e querem se vingar”. “Todas as denúncias que parecem ter algum embasamento são encaminhadas para os DPs da região.” Ele negou uma “conversa informal” com a promotoria ou que tenha se queixado dos problemas com fiscalização. Sobre a feira livre, a subprefeitura alegou que não há impedimento legal para seu funcionamento. “São vendedores em feira permanente confinada e o processo (de regularização) está em andamento.”
Já o Condomínio Parque de Santana “teve seu projeto aprovado pela Secretaria de Habitação (Processo 2004-0293423-3)”. “As ruas que suscitaram a dúvida são de propriedade do empreendimento, conforme figura no processo aprovado pela Sehab. Ao tomar conhecimento do caso, a subprefeitura pediu manifestação da Sehab e verificou-se a regularidade da situação.”
Há dois meses, informou Bruni, foi recebida denúncia contra Romero e foi aberto processo de averiguação preliminar.
“O senhor Emílio encaminhou formalmente resposta ao questionamento à subprefeitura, que espontaneamente encaminhou-a para o Ministério Público. Não se constatou prova de qualquer irregularidade”.
A subprefeitura concluiu que “qualquer medida baseada apenas em boatos ou denúncias anônimas sem indícios pode resultar injusta, ineficaz ou, muito pior, induzir a erro, servindo aos interesses escusos do denunciante, para facilitá-lo a realizar as ilegalidades que falsamente denuncia”.
Apolinário disse conhecer Romero, pois mora e atua na zona norte, mas não fez nenhuma indicação para a Coordenação de Planejamento de Desenvolvimento Urbano e muito menos atua politicamente com o coordenador. Apolinário defende também a demissão de quem tenha cometido qualquer irregularidade.
CASO DA MOOCA
No dia 11 de julho, a Polícia Civil de São Paulo desarticulou um esquema de cobrança de propina de camelôs ilegais que atuam no Brás, zona leste, vitrine política da gestão Gilberto Kassab (DEM) no combate ao comércio clandestino. Duas quadrilhas agiam na Subprefeitura da Mooca, segundo as investigações. Uma era liderada pelo agente de fiscalização Edson Alves Mosquera e a outra por Georges Marcelo Eivazian, assessor político do subprefeito Eduardo Odloak. Além deles, outras nove pessoas foram presas – três fiscais, cinco ambulantes e um advogado. O Ministério Público estima que o grupo movimentasse R$ 500 mil por mês, cobrando propinas de 7 mil camelôs que atuam durante o dia no Brás. Em troca, a máfia oferecia proteção contra as próprias blitze, além de alertar os camelôs sobre as operações policiais na região. As investigações policiais ainda prosseguem.

agosto 13, 2008

A história da "Máfia dos Fiscais Reloaded" prossegue: vereador Paulo Fiorillo pede abertura de CPI

Máfia dos fiscais: Vereador da região pede abertura de CPI
Folha de Vila Prudente
Ed. 845 – 08 a 14.08.08
Na última terça-feira, dia 5, o vereador Paulo Fiorilo (PT) protocolou na Câmara Municipal proposta para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia dos Fiscais na Subprefeitura Mooca. O esquema de extorsão contra ambulantes, implantado no Brás por funcionários da unidade municipal, foi revelado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil há um mês.
O documento de Fiorilo conta com 19 assinaturas favoráveis, entre elas, a de outro vereador da região, Adilson Amadeu (PTB), que vem dando declarações públicas nas quais afirma que o subprefeito Eduardo Odloak também tinha conhecimento do esquema.
A expectativa é levar a proposta da CPI para votação já na próxima semana, possivelmente na terça-feira, dia 12, e para ser aprovada, depende dos votos favoráveis de 28 dos 55 vereadores da Casa.
“A partir das investigações ainda em curso no Ministério Público e na Polícia Civil, pretendemos, com a CPI, fazer um debate profundo do problema na Câmara e criar uma legislação que contribua não apenas com a situação atual, mas, evite que este sistema volte a se repetir no futuro”, destacou Fiorilo.
“Já vivenciamos este problema há dez anos (na gestão de Celso Pitta). Queremos apurar como foi naquela época e de que forma aconteceu agora. Cabe a CPI dar um passo a mais nesta questão que envolve R$ 1 milhão em arrecadação ilegal por mês. A Câmara não pode se furtar de apurar”, definiu o vereador.
Fiorilo adiantou que, independente da CPI, na próxima quarta-feira, dia 13, o promotor de Justiça, José Carlos Blat, responsável pelas investigações, será ouvido pela Comissão de Finanças da Câmara.
O vereador Adilson Amadeu, vice-presidente da Câmara, destaca que alguns dos funcionários da Subprefeitura Mooca envolvidos no esquema tinham nomeação política. “Temos que levantar de onde vieram estas indicações. Eles estavam a serviço de quem?”, indaga.
Sobre as duras acusações que vem fazendo ao subprefeito, afirma que Odloak estava sempre acompanhado do ex-assessor político Marcelo Eivazian (atualmente preso por ser um dos cabeças do esquema) e do ex- chefe de gabinete Rogério Lopes (que apesar de não ter seu nome envolvido no escândalo até o momento, foi afastado do cargo pelo secretário Andrea Matararrazo).
“O Eduardo tem que saber o que acontece com seus funcionários. O Marcelo foi preso em um motel em pleno horário de expediente”, acusa. Além de Marcelo Eivazian, seu irmão, Felipe, que era chefe de fiscalização, também foi preso na época, juntamente com outros três funcionários da Subprefeitura Mooca.
Outro lado
Eduardo Odloak encara a proposta da CPI na Câmara e as acusações de Amadeu como questões políticas. “Neste momento eleitoral é natural criar situações para ganhar espaço na mídia”, definiu. “O PT teve todo o governo passado e este também para tentar criar instrumentos que diminuam a vulnerabilidade da fiscalização nas ruas”, rebateu. “Não faltaram oportunidades para discutir esta questão”.
Sobre o trabalho do Ministério Público e da Polícia Civil, Odloak afirmou que os órgãos estão fazendo uma investigação bastante aprofundada e garantiu que está procurando fornecer subsídios para auxiliar no processo. “Também criamos uma comissão interna que vem agindo de forma acelerada para detectar se não sobrou nenhuma ponta do esquema. Até a entrada dos dois coronéis (da Polícia Militar) na estrutura funcional da Subprefeitura é uma busca por mais rigor na atuação interna e externa”, argumentou. O subprefeito lembrou ainda que colocou sua vida em risco nos diversos embates que travou com ambulantes do Brás. “Basta ver como era e como está agora. Não estou afirmando que resolvemos o problema, mas, avançamos muito. Se tivéssemos outras intenções, não teríamos enfrentado da forma como enfrentamos”.

julho 15, 2008

A Nova Máfia dos Fiscais, Dantas, Alstom…

Então eu escuto um bocado de coisas, e algumas têm o poder de me deixar mais irritado que a ingestão de meio bule de café. Uma que merece aparecer aqui: a ação da PF que prendeu Dantas e os outros teria por finalidade ” desviar a nossa atenção da inflação galopante” ( sic!!! )!!
Simplicity: investiga-se durante quatro anos, e espera-se o momento em que a inflação mundial começe a subir, subir, o Meirelles a aumentar os juros e aí, é só dar o bote numa ação espetaculosa!!! Aí ninguém lembra mais da inflação…
Entretanto, este caso do Opportunity fez sumir das páginas – eu, pelo menos, não tenho visto – o escândalo internacional ALSTOM-PDSB.
Outra que escutei/ li: as ações da Polícia Federal são um “espetáculo” de fogos, com cenas de pessoas algemadas e constrangidas ( bem ao estilo “stalinista” ). Bem, só faltariam os efeitos de raio laser, um dirigível gigante, tipo show do Pink Floyd em Pompéia.
Simplicity: a PF deve destinar a maior parte de seu orçamento para seu setor de relações públicas. Mas o que eu não consigo saber é o porquê desta afirmação, pois o caso dos fiscais da Moóca, até onde eu percebo, têm tido um tratamento, a meu ver, desproporcional. E olha que – irônico – até apareceu foto na capa do jornal com um sujeito algemado. Solta ele, Gilmar!! O máximo que o cara pode fazer é se esconder em Itaquaquecetuba. Já o Dantas deve ter um jatinho com o motor esquentando, e um passaporte zerinho, zerinho.
Nem preciso relembrar o que fizeram com o casal Nardoni. Ops, acabei relembrando!
E este caso ( da Moóca, meu ) tem algo que não me convence. Só que, ao contrário destes leitores do Estadão, eu prefiro apenas acompanhar e fazer ( aqui ) meus apontamentos. Que são:
- falei da ALSTOM; o caso já chegou no Andrea Matarazzo e cai, de bandeja, a cabeça de um subprefeito cujo nome não pára de ser mencionado. Pesquisas me mostraram que este subprefeito foi designado para o cargo pelo ex-prefeito José Serra , no começo de 2006. Eu já ia achando ( mas não excluí a hipótese, ainda ) que trata-se de uma rinha interna entre tucanos e tucanos, demos e tucanos e demos e demos. Como já postei, o jornal de bairro da Vila Prudente, pertencente a um deputado ( ex? ) do PSDB publicou um editorial similar a um míssil tele-guiado, tendo por alvo, justamente, o subprefeito Odloak. Envolve o Shopping Capital, na Moóca. E parece haver conflitos de interesses não muito claros.
- a antiga Máfia dos Fiscais, do Pitta, extorquia, também, comerciantes estabelecidos; por enquanto, só se falou de ambulantes.
- Já postei aqui, anteriormente, minhas suspeitas de que havia umas máfias funcionando em subprefeituras; os jornais mostraram casos isolados, é verdade. Mas aí, eu começo a lembrar daquela operação da PF, que teria chegado ao Paulinho da Força. Envolveria um puteirão de luxo, não é? Bem, existia um puteirão desses, na subprefeitura da Vila Mariana, que foi lacrado, acho que há cerca de um ano. Fica ( sim, eu mantive o tempo presente ) na rua Coronel Diogo. Hoje em dia, não há mais vestígios de lacre nos portões, mas toca-se, ali, uma obra que praticamente duplica área construída na propriedade; parece que está seguindo o roteiro manjado, e concluíndo um anexo, talvez um flat. Resta saber se o projeto ( o habite-se ) foi aprovado e se funcionará alguma atividade comercial adequada ao zoneamento do local; sabe como é, a gente tem que ficar de olho, se fosse só um megaputeiro de luxo, tudo bem, eu não quero estragar a festa de ninguém…mas vai que tem político ladrão envolvido. Aí não pode, né?
- recentemente, se cogitou uma anistia ampla, geral e irrestrita, para os comércios irregulares. A proposta mereceu até um editorial negativo por parte do Estadão ( juro!! ).
- a greve dos professores da rede estadual; pouco se falou, até a hora em que não se pôde mais ignorar; aí jogaram para o noticiário do trânsito na capital; o SPTV da Globo, não falou das assembléias que ocorriam às sextas-feiras, em seu noticiário do sábado;
- Repetindo: com o surgimento dos casos “fiscais da Moóca” e Daniel Dantas, não se fala da ALSTOM!! CADÊ A ALSTOM?

julho 12, 2008

A "nova" Máfia dos Fiscais da Moóca, meu!!

Apontamentos
- O Subprefeito da Moóca, Eduardo Odloak, é filiado ao PSDB.
- Georges Marcelo Eivazian é filiado ao Democratas (DEM)
- Jaz São Paulo: a metrópole anda menos corrupta?
O Cata-Milho, 27.11.07
- Vicente Viscome teve sua candidatura a vereador impugnada

Celso Pitta recebia dinheiro vivo de Naji Nahas
Seria justo eu concluir que parece que esperaram o Pitta ser colhido nesta operação da PF para surgir este “escândalo” da Nova Máfia dos Fiscais? E, só fiscais que achacam camelôs? E o shopping da Moóca, que funciona apenas por liminares? E por quê não tem sido relembrada a sociedade entre a irmã do Dantas e a filha do Serra? Que, aliás anda sumido. Nem apareceu muito durante a greve dos professores.

junho 22, 2008

Shopping na Moóca é alvo de disputas na Justiça. Subprefeitura lacra, Justiça reabre, jornal de bairro faz Editorial cujo valor está nas entrelinhas!

Leiam este curiosíssimo Editorial, publicado no famoso ( acho que este blog até contribui para isso, rsrsrs ) jornal de bairro “O Paulistano”, da WAS Comunicação. Como vocês sabem, o jornal pertence a Wagner Salustiano, do PSDB. Talvez esta última informação ( da propriedade do jornal ) não tivesse grande interesse, no geral. Mas acho que, sabendo disso, a leitura do editorial que vem a seguir, se torna mais instigante e ajuda a criar minhocas na cabeça. Minhocas na forma de pontos de interrogação. Apesar do editorial não conter assinatura quanto a sua autoria, entendo que o dono do jornal tenha o redigido. Há passagens em que o tom parece resvalar no pessoal. Vejam se não há ameaças veladas e entrelinhas esquisitas, passando longe de um editorial objetivo/ informativo. E vejam a avaliação que se faz sobre o “real poder” do prefeito Gilberto Kassab, à frente da Prefeitura. É algo muito esquisito, comprovem.
Haveriam interesses além do comercial, em questão? Revela-se, por exemplo, que o tal shopping foi construido de forma a possuir “quase o dobro” do estipulado na planta. Se o jornal sabe de algo, por quê não diz logo? Que jogo está rolando? Parece até aquela estória do Veríssimo: “Nicou!! Não Nicou!!!”. Quem tá de fora não entende.
Vale lembrar que a Subprefeitura da Moóca já apareceu várias vezes em denúncias de corrupção envolvendo alguns de seus fiscais. De olho, que a eleição é Municipal. Só para constar: detesto shoppings e quem os freqüenta, como se fossem algum templo religioso.
Shopping Capital
O que, na verdade, se esconde por trás da cortina preta, que nós [ Nota do blog: "Nós?" ] ainda não conseguimos descobrir? O Shopping Capital ocupa hoje um lugar de destaque na principal avenida da Mooca. Dentro dele, abriga-se parte de uma universidade onde estudam mais de 1.500 alunos. Lojistas pagam impostos, geram emprego, existe um centro de lazer seguro, sem contar que o próprio shopping paga quase R$ 1 milhão por ano de IPTU. Se a Prefeitura quer fechar, por que cobra o IPTU?

Na verdade, e com certeza concluímos isso, existe algo obscuro, para não dizer forças ocultas, que têm interesse em ver o shopping fechado. Porque, não sabemos ainda. Mas, com certeza, acreditamos que não há nada em oculto que não venha a ser revelado. Por enquanto, aqueles que têm telhado de vidro, e nós sabemos quem, e que é bem frágil, cerram fileiras com a minoria que torce (e até ajuda de forma indireta) pelo fechamento.
O mais engraçado é que o subprefeito da Mooca aproveita a oportunidade e cria a “solenidade de fechamento”, convocando a grande imprensa para presenciar o ato e, logo em seguida, dá uma entrevista coletiva para responder perguntas que melhor lhe convém. Digo isso porque o PAULISTANO o questionou, nesta entrevista, que se há algo errado com o shopping, houve, com certeza, conivência da própria Prefeitura. O subprefeito, meio que pego de surpresa e não pensou na resposta que estava dando naquele momento, disse que não era subprefeito na época da construção do shopping, caindo numa tremenda contradição ( conforme reportagem de capa ), pois o mesmo participou até da solenidade de inauguração, proferindo, inclusive, um discurso sobre a importância do empreendimento para a região.
Ora bolas, por que o senhor Eduardo Odloak promove hoje todo esse sensacionalismo? Estaria ele trabalhando contra ou a favor da comunidade? Ali não funciona uma casa de prostituição, ou de jogos ilícitos e muito menos se comercializa mercadorias contrabandeadas. Portanto, cabe o ditado: quem tem telhado de vidro, não atira pedras na vidraça dos outros. E, se amanhã, vier a receber pedradas, não terá autoridade alguma para reclamar, afinal de contas, chumbo trocado não dói. E não está longe o dia de vermos o feitiço virar contra o feiticeiro. Pensem bem.
Não temos nada contra o caráter e a honestidade do nosso “prefeito” Gilberto Kassab. Mas São Paulo precisa, ou melhor, necessita de um prefeito de verdade, com autoridade e com força política para tomar decisões importantes nesta grande metrópole. O atual prefeito não tem nenhum poder à frente da Prefeitura. É um boneco dirigido por um partido político que não é o seu, cujos secretários e funcionários de segundo e terceiro escalão, em sua maioria, pertencem ao PSDB.Vila Prudente/Sapopemba tem um novo subprefeito. Reinaldo Saccoman é um engenheiro de carreira que substituirá o fiel escudeiro de Geraldo Alckmin, Felipe Sigollo que, por enquanto, fica só na espera do resultado da convenção tucana deste domingo.Este é o Jornal PAULISTANO, que continua sendo um jornal transparente e verdadeiro. Afinal de contas, é um jornal informativo como muitos, sério como poucos.
Bom fim de semana e fique com Deus.

dezembro 4, 2007

Jaz São Paulo: Vila Zelina e seus comerciantes, aceitem meu boicote a vocês e seus produtos!!

Hoje comecei a minha campanha solitária e libertadora: não compro mais nada no bairro de Vila Zelina ( Subprefeitura de Vila Prudente – Z. Leste de São Paulo ).
Não entrarei em detalhes, mas que nos acompanha já deve saber minhas motivações. Talvez futuramente eu reproduza aqui algumas matérias de nosso estimado jornal de bairro “O Paulistano”, de propriedade de Wagner Salustiano ( ex-Revista de Fato, que dispensa apresentações ).
Bem. Agora a briga aqui no bairro é a seguinte: o Largo da Vila Zelina deverá passar por alguma remodelação, visando a “melhora no trânsito”. Um bairro há poucos anos tranquilo e bucólico virou uma Zona Verde, com direito a verticalização, assaltos, trânsito excessivo. Enfim, o progresso chegou.
E eis que, diretamente do riquíssimo e desenvolvido município de Mauá ( ABC ), pinta por aqui a deputada estadual do suspeitíssimo Partido Verde, e passa a “liderar” as mudanças e “exigências” feitas pelos moradores. Na vanguarda e na base das boas relações que tem com o governo estadual, baixou aqui para resolver nossos problemas. A base móvel da polícia, recentemente instalada no Largo, só foi mesmo implantada porque ela ameaçou espirrar em Serra ( segundo histórias que ouvi, o sujeito é meio hipocondríaco ). Sem ela, nosso bairro estaria parecendo aqueles filmes do Charles Bronson. E Mauá, um lugar plenamente desenvolvido, deve receber nossos agradecimentos, já que permitiu que Vanessa dividisse seu tempo entre a Suíça do ABC e a desconhecida Vila Zelina.
Prosseguindo. O supra-mencionado jornal “O Paulistano” saiu, na edição que chegou nesta 6a. Feira, com a seguinte informação, que trago aqui, mas não ipsis letteris: os comerciantes e moradores de Vila Zelina são “unânimes” ( SICCCC!!!! ) em afirmar que não gostaram do projeto proposto ( não sei se pela CET ou pela Subprefeitura ) pois isto implicaria na extinção de vagas para os carros estacionarem. Ou seja, todos os residentes no bairro foram ouvidos, e todos eles, sem exceção, são motorizados. Já mencionei aqui, em outra vez, que a cabine de polícia do Largo saiu pela culatra, já que os próprios moradores – aí, sim – mais antigos estavam acostumados a fazer certas coisas, só que agora estão sendo multados. O Estado de mão única que vocês desejam não existe.
A bem da verdade, a dona Vanessa Damo, poderia também, exigir por nós, vilazelinenses, que a polícia ou até a CET ( ou “Homens de Amarelo: limpando as ruas da corja automobilística” ) passassem também a circular por outras ruas daqui do bairro, como a Pinheiro Guimarães onde, simplesmente, dezenas de carros estacionam na calçada, no sentido Anhaia Mello-Av. Zelina. A estreita rua das Heras, via de mão dupla também tem suas calçadas tomadas, também no pedaço próximo à avenida Zelina.
Pois então. Os comerciantes e moradores do bairro, “unanimemente” não desejam que desapareçam vagas para os automóveis. Os comerciantes reclamam que perdem clientes com isso. O pedestre não é cliente.
Também alguém se queixou dos ônibus, e que estes teriam, digamos, “privilégios” espaciais. Talvez se retirássemos os ônibus, ou os proibíssemos de circular pelas ruas de nosso belo bairro. Que tal fecharmos as ruas? Tem uma pessoa que vive se queixando, na sessão de cartas do Diário de São Paulo, que moradores de uma rua no Campo Belo, sem permissão da Prefeitura, fecham o logradouro, tornando-o particular. Parece que a Prefeitura baixa lá, reabre, mas passa um tempo e eles incorrem no crime.
Aliás: já que a Prefeitura de Andrea Matarazzo e também – já ia me esquecendo – Kassab criaram a Lei Cidade Limpa – que muito comerciante detestou – que tal a minha sugestão: a Lei Calçada Legal!!!
É o seguinte: quando você anda, por exemplo, pela calçada da Avenida Zelina, tropeçará nela adoidado, já que os empreendedores que abriram suas casas ali cuidaram de construí-las, sem quaisquer preocupações com quem ali caminhará. Os níveis variam, de acordo com a visão empresarial do sujeito. É comum você levantar a perna uns 30 cm a mais do que o trecho referente ao imóvel ao lado. Um verdadeira prova de resistência e obstáculos. É só chegar na porta da Caixa Econômica Federal e comparar a calçada da agência, com a do Unibanco, por exemplo. Não quer se meter com um banco? OK. Atravesse a rua e veja a dificuldade que é andar na calçada da farmácia que abriu recentemente.
E o espaço público merece mais respeito-cidadão, e é isso que mostro. Tem uma banca de jornais na Avenida Zelina, ao lado da igreja, que parece um brexó. Quer um fax? Lá você encontra. Tá precisando de um 3 em 1? Sem problema. Aparelho de telefone? É só escolher o seu. Há grande variedade.
O fato deste comércio estar totalmente ilegal, e o dono já deveria ter sua TPU cassada há muito, me faz supor que não existe muita fiscalização da Prefeitura nesta cidade. Acho que dá para imaginar que ocorram coisas semelhantes nos outros bairros. O mesmo vale para as calçadas desniveladas, carros estacionados nas mesmas, bancas de jornais vendendo artigos não-previstos ( fax, telefone, sorvete ), bingos, caça-níqueis, festas em Subprefeituras pagas com dinheiro de exploradores de cassinos eletrônicos, etc.
E lembrei-me do bairro principal, a Vila Prudente: na mesma edição do Paulistano em que Vanessa aparece compenetrada, cuidando da gente boa de Vila Zelina, ficamos sabendo que uma das principais ruas de Vila Prudente, a Cap. Pacheco e Chavez, se encontra tétricamente às escuras, e não é de hoje. Perdõe-me srta. Damo, incomodá-la, mas poderia usar de seu poder e prestígio junto aos “gestores” do município, e pedir que arrumem a iluminação daquela rua? A senhora poderá capitalizar para si também esta conquista da comunidade e, com isso, reforçar sua imagem junto ao eleitorado. Até poderá sair na foto do Paulistano, que tão bem fala de você, ao contrário do que faz com o vereador Adilson Amadeu, não sei ainda porque a tal pirraça do jornal com o petebista.
Eu sei que tá faltando algo neste post, mas outra hora eu vejo.
Num futuro post:
Folha de Vila Prudente x O Paulistano
Em editorial, o Paulistano critica os jornais de bairro que possuem “vários anúncios, até mesmo na capa” ( clara alusão à Folha ), e pede que anunciem com ele. Ocorre que a natureza dos jornais de bairro é justamente a de viver dos pequenos anunciantes da comunidade em que circula. Estranho, mesmo, é um jornal novato e obscuro de bairro ter, entre seus anunciantes, uma rede de televisão, como é o caso da RedeTV. Nossa Caixa, nem pensar.
E também:
Saiu no Estadão: a Globo temia a queda de audiência, caso o Corínthians caísse para a Segundona. O Timão vai dar audiência à RedeTV, que detém os direitos de transmissão. Mas não é só torcedor do Corínthians que irá assistir a seus jogos, mas do Palmeiras, Vasco, nem que seja por um tempo. Logo, o IBOPE será maior ainda. Jornalistas esportivos da Globo debandarão?

novembro 28, 2007

Carroceiros em São Paulo: Cineclube exige documentário ( grátis ) – Só hoje

CINECLUBE PÓLIS EXIBE CARROCEIROS Como parte da programação do Encontro “Política Pública de Coleta Seletiva com Integração dos Catadores para a Cidade de São Paulo, promovido pelo Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo no Instituto Pólis, no dia 28 de novembro (quarta-feira), o Cineclube Pólis exibirá o documentário CARROCEIROS, produzido por Alexandre Rathsam, Hernandes Cunha e Jacques Demajorovic.
A exibição será realizada às 19:00 e a entrada é franca.
Confira a programação do Encontro no endreço: http://www.polis.org.br/noticias_interna.asp?codigo=492
Mais informações sobre o Cineclube Pólis estão em: http://www.polis.org.br/tematicas.asp?cd_camada1=22&cd_camada2=157
CARROCEIROS Brasil / SP 32 min, cor, DV, 2005
Argumento: Jacques Demajorovic Direção, roteiro e câmera: Alexandre Ratsham Produção: Alexandre Ratsham, Herdandes Cunha e Jacques Demajorovic Co-produção: Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro
O vídeo documentário Carroceiros apresenta um pouco da condição de vida desses trabalhadores do lix, que constituem hoje o principal agente da coleta seletiva na cidade de São Paulo. Os depoimentos e imagens revelam a história de vida, frustrações, anseios e as estratégias de sobrevivência destes trabalhadores, personagens cada vez mais presentes nas paisagens urbanas das cidades brasileiras.
Rua Araújo, 124, Vila Buarque próximo à estação de metrô República, esquina com a rua Gal. Jardim
Contato: 2174.6841 / luiseduardo@polis.org.br / cultura@polis.org.br

novembro 27, 2007

Jaz São Paulo: a metrópole anda menos corrupta?

Surgiu essa pergunta em minha cabeça, quando dava uma espanada nos recortes de jornais que se empilham no “Quarto Exclusivamente para Empilhar Jornais e Revistas” , que eu costumo usar para dormir à noite. Muito ácaro. A-A-t-Chimm!!!!!
Então, os papéis saltaram praticamente na minha cara: “Hei, Betão, lembra da Máfia dos Fiscais?”…
Quem não lembra? Vicente Viscome…
O atual prefeito Kassab fazia parte do governo Pitta, quando isso tudo saiu pelos bueiros. Mas parece que passou.
Mas aí, os papéis amarelados se mostraram impacientes: “E aí? Não tem lido muito, ultimamente? As caras aqui já são bem conhecidas. Traga algo novo. E aquela história das Subprefeituras e os bingos? Daquele advogado libanês ( ou turco, essa confusão é comum, desde a época da minha vó ) que pagaria “suposta” ( os jornais adoram o termo “suposto” ) propina a policiais?”.
Um recorte do Diário de São Paulo pulou na minha testa. Com a data de 21 de Junho, estava escrito: “Subprefeitura de Pinheiros na mira da CPI dos caça-níqueis”. Um Jornal do Commercio, de 02 de Julho, trazia o seguinte: “Bingos: escuta compromete subprefeito do Butantã”.
A-a-t-a–t-chimm! Snifff!!!
Nossa, que pó! Saía de um pedaço do JT, de oito de maio do ano passado ( 2006 ): “O mensalinho da Bresser”. Do que se trataria mesmo? Ah. Fiscais cobrando propina de camelôs, há mais de um ano ( ou seja , desde 2004 ). Parece que o fiscal foi afastado.
É bom o tratamento que o imprensalão dedica a tucanos e demagogos. O sujeito é afastado, e as notícias escasseiam.
Alguém pode me dizer: “Puta, cara. Você não tem nada para escrever, e fica aí trazendo coisas do passado, que já devem até ter sido resolvidas. Você quer porque quer achar alguma coisa contra o Serra, o Alckmin, o Kassab. Não tem nada, e por isso é que não sai nada. Não é que nem o mensalão, o maior roubo da história do mundo. Esse sim.”
Esse negócio de ‘deixar para o passado’ não acho que devesse ser assim. Um bom exemplo é esse do “Legitimo Valerioduto, o mineiro e tucano”. O passado não desapareceu e veio surgir, com outra pele, nestes dias. As coisas seguem um curso. No caso do “suposto mensalão”, o curso das coisas foi exposto até suas vísceras. A “Máfia dos Fiscais” também seguiu um curso, até a hora em que o esgoto começou a vazar.
O que eu quero perguntar é o porquê de certas vísceras serem expostas mais do que outras?
Olha só: o “Mensalinho da Bresser”. Esta região está sob a jurisdição da Subprefeitura da Moóca. Um recortezinho, vozinha bem fraca, proporcional ao seu tamanho, do Jornal do Commercio de 27/07/07, traz no último parágrafo ( a matéria era sobre “apitaço contra fiscalização” ) o seguinte: “(…) Hoje ( 27 ) os ambulantes fizeram um novo protesto. Eles acusam fiscais da subprefeitura de cobrança de propina para permitir que eles montem suas barracas na região. O órgão afirma que a denúncia não é verdadeira”(…).”
E fica por aí. O órgão disse que não era verdade, e pronto. Agora me digam: quantas pessoas, nos últimos anos, foram acusadas de algo, e se defenderam, dizendo que “não era verdade”?
Desse número, quantas não foram tratadas com ironias, subentendidos, insinuações, de modo que a sua palavra acabou não sendo a última? Quantos contam com a simpatia de algum veículo de comunicação?
Ora. Na época da “Máfia dos Fiscais”, se o próprio Pitta dissesse “não é verdade”, sobre acusações a ele ou a fiscais, ainda assim, os jornais não teriam deixado barato, como caso encerrado, e botado uma pedra em cima. Quantas coisas não foram negadas e deixadas de lado, até se provarem reais?
Agora, seleciono um pedaço do jornal aqui do bairro, a Folha da Vila Prudente. Colunão, desta semana:
“Muamba”
“O vereador Adilson Amadeu ( PTB )… apresentou na Câmara Municipal, um punhado de mercadorias piratas e contrabandeadas que ele comprou no chamado “Feirão da Madrugada”, que funciona na esquina das ruas São Caetano e Monsenhor de Andrade… O “empreendimento” já vem sendo motivo de crítica do edil há cerca de dois anos. Desde então, por amiores que sejam as denúncias de Amadeu, a Subprefeitura Mooca não tem tomado medidas para interromeper o comércio ilegal. Em vista disso, o vereador, para comprovar suas acusações, comprou produtos piratas e contarbandeados, que estão sendo enviados a SUB-MO.”
“Muamba II”
“A manifestação de Amadeu visa despertar as autoridades que no entender dele “tem feito vistas grossas para o Feirão, dando a impressão de estar complacente com um comércio que, além de ilegal, é extremamente prejudicial para a região(…)”.
Eu não quero, com isso, discutir questões relacionadas a camelôs, se é bom ou não, se suja ruas ou não. Não sou contra os camelôs, mas não compro nada deles. Não ligo para eles ficarem na calçada. Sou contra os automóveis.
Um vereador, pelo que parece, insinua ( ou “acusa”, diretamente ) que uma Subprefeitura estaria fazendo ‘vista grossa’ a comércio ilegal.
A “Máfia dos Fiscais” também se desenvolveu na base de “eventos isolados”, e nem por isso deixou de causar a maior dor de cabeça a Celso Pitta e a alguns administradores regionais e vereadores ( sem contar a população paulistana ). Quer dizer então que, uma somatória de “fatos isolados” envolvendo fiscais da Prefeitura de Celso Pitta, só se tornou algo digno de manchete do JT e do Estado, quendo estes jornais decidiram que dariam atenção aos eventos? Foi a partir daí, então, a impressão de que a cidade havia sido tomada por saúvas que extorquiam comerciantes, camelôs e jornaleiros, em uma escala ‘nunca antes vista’? Mas não eram apenas ‘casos isolados’?
Banca de jornais
Caiu na minha mão um Primeiramão de sábado, 24/11. Na seção de ‘Negócios e Oportunidades’ ( pág. 43 ) há um anúncio de alguém que quer vender uma banca de jornais em Vila Nova Conceição. Não está claro se se trata de uma ‘revistaria’ ( que não estaria estabelecida num logradouro e, assim, estaria sujeita a outra regulamentação ) ou de uma banca de lata, tradicional, na rua mesmo. Vou entender que se encaixa na segunda opção. O anúncio diz:
“BANCA DE JORNAL – Vl. Nova Conceição, 1.50 x 6.00m., próximo comércio, informatizada, com telefone e sorvete (…)”
Não pode. A lei municipal que regula a atividade de jornaleiros que estejam estabelecidos na rua, pagando TPU, etc não prevê o comércio de alimentos industrializados acima de 30 gramas, nem refrigerantes – a não ser os que trabalhem com fichas – e nem sorvetes.
Este é o cerne. O combustível, a graxa. A “Máfia dos Fiscais” do Pitta prosperou, e foi em cima desses impedimentos. O jornaleiro pagava para colocar sorvete e freezer e não ser importunado. E o dono desta banca anunciada deveria saber disso. Ele pode estar tentando tapear algum possível comprador que, após a aquisição, será obrigatoriamente visitado pela fiscalização – é praxe – e terá que retirar a geladeira, sob a pena de ter a TPU cassada. Perderá parte vital do faturamento e, se não for do ramo – e provavelmente não deve ser, pois um sujeito do ramo sabe da proibição – acabará, desesperadamente, sendo obrigado a vender seu estabelecimento. Em grande parte dos casos, para o mesmo sujeito de quem o comprou.
Vou dizer mais uma vez para você, principalmente ao paulistano que não achava que a Avenida Rebouças era mais importante para a cidade, do que o Apagão Educacional Continuado tucano: quando você estiver em uma banca, e nela tiver sorvete ou refrigerante, saiba que algo está errado. Está diante, ou de uma falha na fiscalização a cargo das Subprefeituras, ou de indícios de desonestidade, seja de fiscais ou de ambos. E, se a história for mais evidenciada, um fiscal será afastado e o Andrea Matarazzo dirá que ‘não é comum, que o responsável foi retirado de suas funções e isso é tudo’, e os jornais assim lidarão com o caso. As Senhoras da Rebouças concordarão e voltarão para seu tricô.
Termino de escrever essas linhas, e algumas notícias, sobre as Subprefeituras da Sé e Vila Mariana – o que significa 5 Subprefeituras sob suspeita ( Sé, Moóca, Vila Mariana, Butantã e Pinheiros – pulam em cima de mim, ciumentas, por não terem sido mencionadas.
A-A-a-t-tch-i-immm!!!!
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