ENCALHE

abril 12, 2009

PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR

VAI AÍ UM DIÁLOGO QUE NADA TEM A VER COM ESSA NOVA LEI, MAS ACOMPANHE:
- SPTRANS, BOM TARDE. EM QUE POSSO AJUDÁ-LO?
- Oi, meu nome é Zenóbio, e gostaria de fazer uma reclamação!?
- POIS NÃO. PODE FALAR.
- É o seguinte: eu viajava pelo coletivo da linha 666X/13 e um sujeito, que estava sentado atrás do meu banco começou a escutar música – não sei se pelo celular ou MP3 – e muito alto. A viagem seguia e aquilo não parava. E estava alto demais. As pessoas entravam, chegavam na catraca e já olhavam direto pro fundo do busão, já que dava para escutar ali na frente do veículo. E nem cobrador e nem motorista fizeram qualquer coisa a respeito. Depois – graças a Deus – o sujeito desceu. Quando parecia que o alívio chegara, OUTRO IMBECIL, que também estava ali atrás, começou a fazer o mesmo! E, o cobrador, NADA! Então eu quero reclamar dele e do motorista.
- SÓ UM MINUTO, POR FAVOR.
- Tá.
( … )
- SENHOR?!
- Hum?
- EU NÃO VOU PODER ANOTAR SUA RECLAMAÇÃO.
- Ué?! Mas por quê não?
- É QUE O COBRADOR E O MOTORISTA NÃO TÊM AUTONOMIA PARA FAZER NINGUÉM PARAR DE OUVIR SOM NO ÔNIBUS.
- Ah, é?
- É. NÃO PODEM.
- Então, vou te dizer uma coisa. Não, melhor…vou te fazer uma pergunta: é proibido fumar dentro do ônibus, não é?
- SIM.
- Tem até o aviso ali: “É proibido…”, né?
- SIM.
- E, digamos que eu acenda um cigarro dentro do ônibus. Quem vai me fazer parar?
- …OS PASSAGEIROS ( … ) O MOTORISTA, O COBRADOR…
- É? E como eles vão fazer isso?
- SE O SENHOR NÃO PARAR, ELES PARAM O ÔNIBUS E CHAMAM A VIATURA…
- É porquê é proibido, né? Tem até um adesivo colado na parede do ônibus: “É proibido fumar”…
- ISSO MESMO.
- Mas, só que também há um adesivo dentro do busão, PROIBINDO DE OUVIR APARELHO SONORO NO AMBIENTE. Então, a pergunta: quem é o responsável por manter essa lei sendo cumprida?
- ( Meio a contragôsto ): AHAM…O MOTORISTA…O COBRADOR…
- E então?
- MAS ELES VÃO CHAMAR A POLÍCIA PARA PRENDER ALGUÉM QUE ESTA OUVINDO SOM ALTO DENTRO DO ÔNIBUS?
- Assim como no caso do fumante: é a lei. E, por acaso, não sei o porquê, a lei que proíbe os aparelhos sonoros dentro do busão, é de 1965. ANTERIOR À DO CIGARRO, que é de 1981! E então?…
- SENHOR, UM MINUTO…QUE EU VOU ABRIR UM PROTOCOLO PRO SENHOR.
- Tá.
( Passa muito mais de um minuto, e o atendente retorna: )
- SENHOR, OS SEUS DADOS, POR FAVOR…
- Olha amigo, andei pensando… deixa quieto, vai. Desisto. Não sei se o objetivo era esse, o de me fazer desistir, mas esse monte de “senãos”, “poréns”, esses “obstáculos”…, deixa para lá. Fica para a próxima.
- SPTRANS AGRADECE SUA LIGAÇÃO…

PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR

VAI AÍ UM DIÁLOGO QUE NADA TEM A VER COM ESSA NOVA LEI, MAS ACOMPANHE:
- SPTRANS, BOM TARDE. EM QUE POSSO AJUDÁ-LO?
- Oi, meu nome é Zenóbio, e gostaria de fazer uma reclamação!?
- POIS NÃO. PODE FALAR.
- É o seguinte: eu viajava pelo coletivo da linha 666X/13 e um sujeito, que estava sentado atrás do meu banco começou a escutar música – não sei se pelo celular ou MP3 – e muito alto. A viagem seguia e aquilo não parava. E estava alto demais. As pessoas entravam, chegavam na catraca e já olhavam direto pro fundo do busão, já que dava para escutar ali na frente do veículo. E nem cobrador e nem motorista fizeram qualquer coisa a respeito. Depois – graças a Deus – o sujeito desceu. Quando parecia que o alívio chegara, OUTRO IMBECIL, que também estava ali atrás, começou a fazer o mesmo! E, o cobrador, NADA! Então eu quero reclamar dele e do motorista.
- SÓ UM MINUTO, POR FAVOR.
- Tá.
( … )
- SENHOR?!
- Hum?
- EU NÃO VOU PODER ANOTAR SUA RECLAMAÇÃO.
- Ué?! Mas por quê não?
- É QUE O COBRADOR E O MOTORISTA NÃO TÊM AUTONOMIA PARA FAZER NINGUÉM PARAR DE OUVIR SOM NO ÔNIBUS.
- Ah, é?
- É. NÃO PODEM.
- Então, vou te dizer uma coisa. Não, melhor…vou te fazer uma pergunta: é proibido fumar dentro do ônibus, não é?
- SIM.
- Tem até o aviso ali: “É proibido…”, né?
- SIM.
- E, digamos que eu acenda um cigarro dentro do ônibus. Quem vai me fazer parar?
- …OS PASSAGEIROS ( … ) O MOTORISTA, O COBRADOR…
- É? E como eles vão fazer isso?
- SE O SENHOR NÃO PARAR, ELES PARAM O ÔNIBUS E CHAMAM A VIATURA…
- É porquê é proibido, né? Tem até um adesivo colado na parede do ônibus: “É proibido fumar”…
- ISSO MESMO.
- Mas, só que também há um adesivo dentro do busão, PROIBINDO DE OUVIR APARELHO SONORO NO AMBIENTE. Então, a pergunta: quem é o responsável por manter essa lei sendo cumprida?
- ( Meio a contragôsto ): AHAM…O MOTORISTA…O COBRADOR…
- E então?
- MAS ELES VÃO CHAMAR A POLÍCIA PARA PRENDER ALGUÉM QUE ESTA OUVINDO SOM ALTO DENTRO DO ÔNIBUS?
- Assim como no caso do fumante: é a lei. E, por acaso, não sei o porquê, a lei que proíbe os aparelhos sonoros dentro do busão, é de 1965. ANTERIOR À DO CIGARRO, que é de 1981! E então?…
- SENHOR, UM MINUTO…QUE EU VOU ABRIR UM PROTOCOLO PRO SENHOR.
- Tá.
( Passa muito mais de um minuto, e o atendente retorna: )
- SENHOR, OS SEUS DADOS, POR FAVOR…
- Olha amigo, andei pensando… deixa quieto, vai. Desisto. Não sei se o objetivo era esse, o de me fazer desistir, mas esse monte de “senãos”, “poréns”, esses “obstáculos”…, deixa para lá. Fica para a próxima.
- SPTRANS AGRADECE SUA LIGAÇÃO…

PORQUÊ A "LEI ANTIFUMO" PAULISTA NÃO VAI PEGAR

VAI AÍ UM DIÁLOGO QUE NADA TEM A VER COM ESSA NOVA LEI, MAS ACOMPANHE:
- SPTRANS, BOM TARDE. EM QUE POSSO AJUDÁ-LO?
- Oi, meu nome é Zenóbio, e gostaria de fazer uma reclamação!?
- POIS NÃO. PODE FALAR.
- É o seguinte: eu viajava pelo coletivo da linha 666X/13 e um sujeito, que estava sentado atrás do meu banco começou a escutar música – não sei se pelo celular ou MP3 – e muito alto. A viagem seguia e aquilo não parava. E estava alto demais. As pessoas entravam, chegavam na catraca e já olhavam direto pro fundo do busão, já que dava para escutar ali na frente do veículo. E nem cobrador e nem motorista fizeram qualquer coisa a respeito. Depois – graças a Deus – o sujeito desceu. Quando parecia que o alívio chegara, OUTRO IMBECIL, que também estava ali atrás, começou a fazer o mesmo! E, o cobrador, NADA! Então eu quero reclamar dele e do motorista.
- SÓ UM MINUTO, POR FAVOR.
- Tá.
( … )
- SENHOR?!
- Hum?
- EU NÃO VOU PODER ANOTAR SUA RECLAMAÇÃO.
- Ué?! Mas por quê não?
- É QUE O COBRADOR E O MOTORISTA NÃO TÊM AUTONOMIA PARA FAZER NINGUÉM PARAR DE OUVIR SOM NO ÔNIBUS.
- Ah, é?
- É. NÃO PODEM.
- Então, vou te dizer uma coisa. Não, melhor…vou te fazer uma pergunta: é proibido fumar dentro do ônibus, não é?
- SIM.
- Tem até o aviso ali: “É proibido…”, né?
- SIM.
- E, digamos que eu acenda um cigarro dentro do ônibus. Quem vai me fazer parar?
- …OS PASSAGEIROS ( … ) O MOTORISTA, O COBRADOR…
- É? E como eles vão fazer isso?
- SE O SENHOR NÃO PARAR, ELES PARAM O ÔNIBUS E CHAMAM A VIATURA…
- É porquê é proibido, né? Tem até um adesivo colado na parede do ônibus: “É proibido fumar”…
- ISSO MESMO.
- Mas, só que também há um adesivo dentro do busão, PROIBINDO DE OUVIR APARELHO SONORO NO AMBIENTE. Então, a pergunta: quem é o responsável por manter essa lei sendo cumprida?
- ( Meio a contragôsto ): AHAM…O MOTORISTA…O COBRADOR…
- E então?
- MAS ELES VÃO CHAMAR A POLÍCIA PARA PRENDER ALGUÉM QUE ESTA OUVINDO SOM ALTO DENTRO DO ÔNIBUS?
- Assim como no caso do fumante: é a lei. E, por acaso, não sei o porquê, a lei que proíbe os aparelhos sonoros dentro do busão, é de 1965. ANTERIOR À DO CIGARRO, que é de 1981! E então?…
- SENHOR, UM MINUTO…QUE EU VOU ABRIR UM PROTOCOLO PRO SENHOR.
- Tá.
( Passa muito mais de um minuto, e o atendente retorna: )
- SENHOR, OS SEUS DADOS, POR FAVOR…
- Olha amigo, andei pensando… deixa quieto, vai. Desisto. Não sei se o objetivo era esse, o de me fazer desistir, mas esse monte de “senãos”, “poréns”, esses “obstáculos”…, deixa para lá. Fica para a próxima.
- SPTRANS AGRADECE SUA LIGAÇÃO…

fevereiro 6, 2009

Jaz São Paulo: Sindicato de motoristas suspeita de que as empresas estão deixando os ônibus nas garagens, colocando menos carros nas ruas.

Essa daqui saiu hoje na coluna TRÂNSITO LIVRE do Diário de São Paulo, coluna assinada por Gabriel Batista:
“MENOS ÔNIBUS NAS RUAS
O SINDICATO dos condutores de ônibus da Capital ( Sindmotoristas ) vai fazer visitas às garagens das empresas, a partir da semana que vem para verificar se as viações estão reduzindo a frota em circulação. A entidade apura se os empresários estão colocando menos coletivos nas ruas para economizar por causa da crise econômica [ sic ].”
Bom, eu fui até o site deste sindicato e não vi nada a respeito. Agora, por quê eu coloquei “sic” ali? É que eu percebo uma tendência de se usar a expressão “por causa [ ou 'devido a' ] da crise econômica” em toda e qualquer situação, não importando se tem algo a ver, diretamente. Oras, que os empresários de ônibus em São Paulo são um bando de { PIIIIIII… } que a Marta se ferrou para fazê-los entrar na linha, isso não tem porr****a nenhuma a ver com a crise. Será possível que os sindicalistas tiveram o seguinte diálogo:
- Aí, companheiros, vamos sair à ruas e visitar as garagens das empresas para conferir se elas estão colocando menos carros nas ruas por causa da crise econômica!!
Percebam: apesar de não ser de meu conhecimento, se os donos de empresas ( talvez nem devesse estar no plural ) TIRAM carros de circulação, não importa se é por causa da crise, já que ele fizeram ( e fazem, vamos reconhecer ) isso tantas vezes sob outras desculpas.
Além disso, e os tais subsídios bilionários que a Prefeitura tem pago às empresas ( eventualmente assessoradas, como já mostrei neste blog, por um irmão do próprio Kassab )? Sem contar que deve haver um contrato entre Prefeitura e empresas, e é razoável supor não haver a existência de qualquer cláusula tipo: “Em caso de crise econômica mundial, pânico nas Bolsas, Bailout e marolinha, os signatários [ doravante denominados "Empresas" ] poderão deixar os veículos nas garagens sem perda de quaisquer receitas.”
E para finalizar: desde quando isso é tarefa de algum sindicato? Pra que serve a SPTrans?
Para finalizar II: De repente surgem denúncias de fraudes nas catracas eletrônicas. Pelos jornais, que li de relance, a citada SPTrans disse que “não é seu problema” e quem estaria perdendo são as empresas. Ué…

fevereiro 3, 2009

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:

“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:

“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:

“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:

“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

CAMPANHA "FUTURAS GERAÇÕES" DA PREFEITURA PAULISTANA MOSTRA UM ÔNIBUS FREQUENTADO POR PESSOAS QUE NÃO DEVEM SER DESTA CIDADE!!

Tem gente que reclama dos gastos públicos, das verbas para propaganda estatal, mas parece que é só da boca para fora. O comercial – criado pela agência Agnelo Pacheco – em questão é, no mínimo, condescendente com os cidadãos paulistanos ( representados por crianças na propaganda ) e omite a verdadeira forma destas bestas-feras conviverem dentro do busão. Vou ficar só nos erros deste reclame referentes à população, já que os da Prefeitura são evidentes, a começar pela insinuação de uma pontualidade londrina inexistente. Cadê o Conar?

Então vamos lá: para refrescar a memória, podem assistir o reclame, que eu espero.

OK? Então, acompanhem-me. Antes de tudo, lembrando que são crianças representando os supostos personagens diversos que habitam a cidade e usam o ônibus : o médico ( o garoto do jaleco branco ), o policial de seriado americano, o turista, a garota fútil que se emboneca na viagem, a mãe com criança de colo…

Observem que não há atores-mirins representando idosos. Isso é muito importante, ainda mais se lembrarmos o que ocorre na vida real. “Adultos” não-idosos ocupam, no comercial, os assentos reservados ( aqueles distinguidos em AMARELO ). Ou seja, o comercial até acerta: é isso mesmo que ocorre no cotidiano de verdade. Idosos viajam em pé, enquanto seus assentos são ocupados -sob o olhar complacente do cobrador – por adultos e outros que não deveriam estar ali ( p.ex: adolescentes marombados, com cabelo pseudo-moicano e tatuagens ). Mas, como não há caracterização das idades ali contempladas, então passa batido. Se você for morador de fora da Cidade de São Paulo, saiba, antes de planejar uma viagem até aqui: não há respeito pelo idoso em nossos ônibus. AH! Já ia me esquecendo: os veículos são vazios apenas quando emprestados para algum comercial. E, mesmo quando estão cheios, nalgum comercial, é porque é propaganda de venda de carros ou motos.

Outra coisa IMPORTANTÍSSIMA que a agência omitiu/esqueceu: AO CONTRÁRIO DA VIDA REAL, não há ninguém escutando – sob o olhar complacente do cobrador – música alta no interior do veículo, o que é proibido por uma lei de 1965. É imperdoável esse esquecimento. A Prefeitura devia exigir o dinheiro de volta. Na vida real, o sujeito entra no busão, e já cata o celular ou MP3 e tasca no ouvido dos demais passageiros seu sensacional gosto musical: FUNK, RAP, POPERÔ, REGGAE ou PAGODE, OBRIGANDO A TODOS escutarem o que ele acha que é bom. Eu, como sou pouco afeito a controvérsias e discussões, deixo passar ( meu estômago, no entanto, ferve ) mas estou pensando seriamente em fazer a mesma coisa, só que o set list seria uma pouco diferente: VENOM, MINISTRY, ATARI TEENAGE RIOT, STOOGES ( L.A.BLUES, p.ex ). O cara chega no busão, liga o som, aquela beleza falando ao baixo-instinto, tipo: “Minha mãe é uma vadia, todo mundo já comeu, toda a rua marca ponto, agora só falta eu” e eu, sem perder tempo, ligo o MEU SOM na sequência. Ocorre que o gosto musical dos demais passageiros deve ser o mesmo que o do lixão mencionado. Acho que é por isso que ninguém reclama.

Outra coisa errada do comercial: um garoto cede o lugar a uma “mãe” com uma “criança” ( boneca ) no colo. Não dá para sacar qual a idade da boneca/criança. Aos domingos, principalmente, é rotineiro você pegar o ônibus e, ao procurar um lugar para sentar, percebe que todos os assentos que já não estão ocupados por algum adulto, o estão por crianças que deveriam estar no colo de algum parente. Ou seja: enquanto o pião pagante de condução viaja em pé, vinte assentos estão – sob o olhar complacente do cobrador e dos próprios pais – tomados por crianças ( cujos pais não pagaram suas passagens ) que deveriam estar no colo dos pais ou irmãos mais velhos. E você começa a pensar como Herodes. Bem, esta é a vida real.

Faltaram também as “vadias”. São aquelas garotas que, sabe-se-lá qual o xaveco que jogam nos motoristas, qual o tipo de promessa que fazem ( fato é que vendem-se por pouco ), e viajam gratuitamente, descendo – observadas atentamente pelo cobrador, só de zóio nos glúteos generosos das moçoilas – , pela porta da FRENTE sem pagar. Enquanto isso, o peão otário ( não está no comercial ) paga a passagem, viaja em pé, com a bolsa na mão e ouvindo FUNK/ PAGODE/AXÉ/ POPERÔ ( às vezes o som é colocado pelo próprio cobrador ou motorista ). Sem contar que, por vezes, também as mencionadas “vadias” ( entendam: tem gente que ESCOLHE agir de acordo com um script pré-estabelecido. Os programas da Globo costumam denominar certos comportamentos sob o rótulo “tribos”. Tem gente que vê um carro num filme e tenta copiar. Não fui eu quem inventou a “falta de personalidade” que os outros seguem ) costumam ocupar os assentos reservados aos idosos ( OPS! Esses assentos também são reservados a deficientes físicos, gestantes e mulheres com crianças de colo ).

Notei, também, a ausência de um personagem muito comum nos dias de hoje. Como todos sabemos, a nova moda entre os débeis mentais paulistanos é usar mochila escolar ( mesmo que você tenha uns 40 anos ) às costas, em toda e qualquer situação e local. Num busão, então, o negócio é trágico: falta espaço e um imbecil ( ou mais de um ) atrapalhando o corredor com uma mochila que parece ter dentro até a pia da cozinha. E pensar que um amigo meu, há alguns anos, teve a carteira com os documentos “subtraídos” por algum punguista, justamente dentro de um ônibus. Anos se passaram e ele quase chegou a ter problemas com a Justiça por causa do uso que os ladrões fizeram com seus documentos. ORAS!! O cenário atual é propício para a ação dos punguistas, cheio de tontos com as mochilas nas costas como se fossem cascos de tartarugas. Mas não acontece nada!!!? Vamos, meliantes, vamos trabalhar!! Essa época é de crise, não se pode deixar passarem as oportunidades.

É isso, queridos! Se desejavam um exemplo gritante do mau uso de dinheiro público, enfiado em ações de propaganda viajandonas, então vocês tiveram, sem dúvida nenhuma!!

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI:

“SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM SÃO PAULO!!”

outubro 26, 2008

Jaz São Paulo busão: ônibus entra em buraco e caminhão da SPTrans que iria rebocá-lo não tinha óleo. Precisou tirar do busão!!

Essa é sensacional!! Os grifos e destaques, como de praxe, são meus!!
Susto, confusão e trapalhadas: Ônibus cai em buraco na Vila Alpina
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ED. 856
Na manhã de ontem, por volta das 10h30, um ônibus da linha 476G Metrô Ana Rosa – Vila Industrial ficou entalado em um buraco na esquina da rua José Jeraissati com a rua Iguará, na Vila Alpina. O veículo permaneceu no local por cerca de duas horas e parte das duas vias foram interditadas atrapalhando o trânsito na redondeza. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foi acionada para coordenar o trânsito, mas a equipe de apoio chegou após duas horas do acidente, quando o ônibus já estava sendo rebocado.
No momento da queda, segundo o motorista José Lopes, cerca de 20 passageiros estavam sendo transportados. “Todas as pessoas saíram tranqüilamente. Graças a Deus que não aconteceu na minha primeira viagem do dia, quando o veículo levava cerca de 100 pessoas. [ Vocês viram? Um ônibus transportando 100 pessoas!! ] Nesse horário poderia ter ocorrido algo pior”, declara Lopes, que passa pelo local diariamente há quase quatro anos. “Quando parei na esquina o buraco não existia. Ele se abriu quando eu passei devido ao peso do ônibus”, acredita.

Veículo permaneceu “entalado” por cerca de duas horas

Caminhão rebocador, sem óleo diesel, precisou ser “ajudado” pelo ônibus acidentado
Por volta das 12h um caminhão rebocador ligado a São Paulo Transportes (SPTrans) chegou para retirar o veículo do buraco, mas o mesmo apresentou problemas e precisou ser “ajudado” pelo ônibus entalado. Funcionários da SPTrans tiveram que retirar óleo diesel do ônibus para o funcionamento do rebocador.

Após remoção do veículo, funcionários da Sabesp iniciaram os trabalhos de reparo no local

Com a retirada do veículo, equipes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciaram os trabalhos para o conserto do buraco. Segundo funcionários da Companhia, a cratera se formou devido ao rompimento de uma tubulação da rede de água. A previsão é que o problema seja sanado até hoje. Também duas horas após o incidente, um funcionário da Subprefeitura de Vila Prudente / Sapopemba (SUB-VP) compareceu ao local. Ao tomar conhecimento que o problema não era de responsabilidade da SUB-VP, o funcionário foi embora.

outubro 21, 2008

"Socorram-me, subi no ônibus em São Paulo!! Assinado:KAFKA"

Antes de tudo, convém informar, aos mais avoados, que a SPTrans [ que acolhe queixas e ( tá bom! ) elogios, além de sugestões sobre o serviço de ônibus na capital paulista ] não atende mais no 156. Se ligar para essa central, digitará as opções oferecidas e, depois, só depois, é que te dirão para contatar o 0800 da companhia. Você já estará desistindo, claro. Será intencional? A propósito: num daqueles milagres que só acontecem de dois em dois anos e, geralmente, em Setembro e Outubro, o 156 tá atendendo legal. Agora, nosso conto maldito do mês:
- SPTrans boa noite, em que posso ajudá-lo?
- É o seguinte: eu gostaria de fazer uma reclamação?
- Do que se trata?
- Bom, deixa eu ver se consigo explicar: na sexta-feira, eu aguardava o ônibus da linha 666P no Ipiranga, sentido Small River, lá pelas 13:50 ( mais ou menos ); o ônibus estava demorando muito; ele veio, a gente embarcou e a viagem começou. A certa altura do trajeto, eu meio que percebi que o veículo ia devagar, só que mais devagar que o recomendável. Parecia que o motorista estava muito tranquilo; alguns passageiros começaram a olhar toda hora no relógio, meio se impacientando. E a gente ia e não chegava.
- Sim…
- Aí, seguiamos pela avenida Ricardo Chafé e, quando estávamos nos aproximando de uma rua que dá acesso à avenida Bosque do Ataúde, um ônibus que faz a mesma linha emparelhou com o nosso…
- Sim…
- E aí a gente fica naquelas: o ônibus já tinha demorado pacas, e quando vem, o motorista guia parecendo que dirige um cágado. Aí não dava para saber direito se o ônibus que nos alcançou saiu logo depois que esse que nós pegamos, ou se nosso motorista enrolou tanto que esse outro carro conseguiu nos alcançar.
- E o senhor quer reclamar da demora, ou da velocidade, ou do quê?
- Calma. É que eu tô repassando o que ocorreu. Eu anotei os números dos dois veículos na memória, que eu não tinha caneta e papel; quando desembarquei e cheguei em meu destino, já anotei para não esquecer; só que eu não encontrava essa anotação, só fui achar hoje, dois dias depois.
- O que eu quero saber é se a empresa fica segurando o busão e depois libera dois em seqüência, ou o quê? E o motorista vinha muito devagar. Aí, quando entramos no Bosque do Ataúde, o outro ficou para trás. Uma mulher no ponto deu sinal para o nosso, e o motorista apontou para trás, com o polegar, tipo “vem um atrás…”; quando chegamos na Traça da Árvore, fomos ultrapassados,voltamos a ficar na frente, aí eu desci e não sei mais o que deu.
- Tá. O senhor tem cadastro na SPTrans?
- Sim, meu nome é Servílio Gentil Lavapés.
- Qual o telefone?
- Deixa eu ver… 63… ah não, mudou o prefixo: é 2345-0000.
- O endereço permanece Rua Doutor Sócrates…?
- … Isso, esse mesmo!
- Qual o prefixo do ônibus do qual deseja fazer a reclamação?
- São dois, né? O que estávamos e o que veio logo a seguir. Para referência…
- Pode falar…
- Então, foi mais ou menos às 13:50 de sexta-feira, no único ponto da rua Pavor, no Ipiranga. O ônibus em que eu estava era o 23225 e o de trás era o 23221.
- Sim, só um minuto, por favor ( … ) só um minuto, por favor ( … ) só mais um minuto, por favor…
- Tá, tudo bem.
- Senhor Servílio, há um problema: em nosso cadastro não consta o veículo de prefixo 23225…
- O quê?! Ixiii… então tenta o outro, o 23221.
- Só mais um minuto ( … ) Senhor Servílio, tem certeza? Com o número 23221 também não consta em nossos cadastros.
- Mas será!? ( olhando as anotações; olhando de novo; e de novo ) Mas tá aqui: 23225…23221… Olha, tenta 22235 e 22231!!
- Só mais um minuto, por favor… ( tempinho ) Sim, senhor, esses dois existem…
- Então eu devo ter me enganado. Acho que alterei as dezenas… Dá para fazer?
- Sinto muito, senhor Servílio, mas não podemos dar continuidade à sua reclamação. Vai constar que o cliente não tem certeza do número.
- Mas, viu, será possível que estes carros estejam circulando, sem registros e coisa e tal?
- Olha senhor, não dá, porque no sistema esse tipo de coisa não pode… as coisas não são assim.
- ( Se irritando ) É, só que diziam a mesma coisa daquela Viação Tiradentes ou sei-lá-qual, toda irregular. Os caras fecham a empresa, e depois abrem outra – os mesmos caras – e voltam a operar. Não é isso?
- Olhe, senhor Servílio, quanto a isso não dá para falar, mas é que é assim mesmo.
- ( Compreensivo ) É cê tem razão… Olha, viu, eu vou tentar me informar melhor e eu ainda volto a ligar, tá bom?
- Sim senhor. Mais alguma coisa?
- Não, obrigado. Por enquanto é só.
- A São Paulo Transportes agradece e tenha uma boa noite.
- Obrigado, igualmente.
Passam se algumas dezenas de minutos ( meia hora, mais ou menos ) , nosso amigo Servílio desencana e, de repente, um busão passa por seu campo de visão. Sim, é o que você imaginou: 23225!!! Rapidamente, o bom Servílio cata o telefone e liga novamente para a SPTrans:
- SPTrans, boa noite em que posso ajudá-lo?
- Olha, vai parecer meio estranho, mas eu liguei há cerca de meia hora praí, e ocorreu o seguinte… ( e conta toda a história, que vocês já sabem )… só que – incrível! – eu ACABEI de ver o carro!! Ele existe!! A moça disse que não, mas eu vi! Acabou de passar na minha frente!
- Senhor, eu não posso falar sobre o que a outra atendente disse, mas o senhor quer refazer a reclamação?
- Sim, OPA! Anota o número do ônibus: 23225!
- Um minuto, por favor…
- Tá.
- Senhor, o número é esse mesmo?
- É. Por quê?
- É que não consta mesmo em nosso cadastro…
- Quê?! Tenta o 23221.
- Mmm… Olha seu Servílio, só um minuto…
( “Mas eu não disse meu nome…!?”, pensa. )
- Olha senhor Servílio…
- Mas eu não disse meu nome!
- Olha, SENHOR, esse número também não existe.
- Mas eu falei para você, eu acabei de ver o busão!
- Sim. Mas o senhor tem a placa?
- Não, eu mal consegui anotar o prefixo. Eu não tinha nem papel, foi de memória. Não dá para achar pelo horário?

Ela solta uma longa explicação sobre a impossibilidade de localizar o veículo pelo roteiro, número da linha e horários. São dados imprecisos e insuficientes, sabe? Com essa capacidade sherlockiana de seguir pistas e informações, a pessoa que desenvolveu esse sistema pode trabalhar na vEJA, no jornalismo investigativo minucioso que, como sabemos, só a vEJA sabe fazer.

- Senhor Servílio, se o senhor tivesse o número da placa…
- Olha, eu não sabia que era necessário puxar isso também. Por quê não dizem: “Não anote o prefixo, que não serve de nada: vejam a placa” , que daí o peão já sabe como proceder?
- É que, com a placa…
- ( cortando ): Olha, eu nem imaginava que ia ter esses problemas, quanto mais andar poraí, com bloco de rascunho e caneta, só para ficar fiscalizando os ônibus. Não é meu papel. E nem ia dar conta, pra falar a verdade.
- Sim, mas é que… Sabe, é capaz dos veículos serem novos, e já liberados pelo Detran. Aí, nós teríamos a placa registrada. Só que a companhia pode ter demorado para mandar o cadastro com o prefixo. Então, nós só teríamos como localizar pela placa.
- Mas é disso que eu tou falando: eu não conheço o sistema de vocês. A empresa de ônibus recebe pelo prefixo cadastrado na SPTrans ou pelo registro no Detran? Porque, se for pela placa, para que, então dar-lhes prefixos que em nada servirão? Não é meio furado? E outra: jamais ouvi falar disso, que o cidadão lesado tem que ficar esperto e observar principalmente o plaqueamento dos ônibus que nos causam transtornos, já que os veículos podem ser novos ( não é muito comum, claro ) e podem não valem seus prefixos decorativos. Não acho que os passageiros saibam disso ( não que eles liguem, claro ). Bom, deixa para lá. Eu vou ficar de olho, pro caso de ver esses carros novamente, daí eu anoto as placas e volto a ligar ( Mentira: acabou desistindo ) , tá bom?
- Mais alguma coisa em que possa ajudá-lo?
- Não, não tem mais nada ( Mentira: ia reclamar também que, nesse mesmo dia, quando ia para seu destino, pegou o busão da linha irônicamente chamada “Paraíso”, o 666T, onde umas 5 pessoas no fundão ouviam música em alto volume, que dava para ouvir lá da frente e muito bem, além de cantarem junto e baterem palmas; Servílio ia argumentar com a atendente que, talvez, o motorista pudesse ter parado ao lado do posto policial que há no trajeto. Afinal, como se cria uma lei, mas não se diz a quem será dado o dever de fazer cumprí-la? Mas desistiu desta queixa, também ), obrigado.
- SPTrans agradece sua ligação, e tenha uma boa noite.
- Obrigado, igualmente.
Servílio olhou para suas anotações dobrou e guardou, que é para o caso de, um dia, se deparar novamente com os ônibus fantasmas que sua imaginação diz existirem. Será que são os consultores irmãos do Kassab aqueles que dão essas idéias para os formuladores do transporte público coletivo paulistano?

outubro 20, 2008

"Sorria?" Desculpe mas eu vou chorar: Falar sobre casamento do prefeito não pode, mas de seus irmãos que dão consultoria às empresas de ônibus pode?

O SP-URBANUSS (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) tem como finalidades principais defender e preservar os interesses das empresas de ônibus de São Paulo, além de desenvolver estudos técnicos de aperfeiçoamento na área de transporte, com enfoque nos desenvolvimento e na expansão tecnológica. ( Do site da entidade )
############
Site Cursos Interativos – FUNDATEC
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS:
Módulo A: “CÁLCULO DE CUSTOS E TARIFA DO TRANSPORTE COLETIVO URBANO, INTERURBANO E INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS”
Dia 16 / 08 / 2008 – das 8:00 às 13:00 h e 14:00 às 19:00
Incluso: 1 “CD” com Planilha Eletrônica para simular a Tarifa
Especialistas:
Marcos Kassab – Engenheiro e economista, especialista em custos, planejamento e controle de transporte de passageiros e de cargas.
Participante de comissões técnicas para cálculo de tarifas e remuneração de transporte público.
Alberto Lima – Engenheiro, Mestre em Engenharia de Transportes, especialização em Administração de Empresas e Gestão Estratégica, Coordenador da Comissão de Integração de Sistemas de Transporte da ANTP.
Objetivo:
Apresentar, de forma simples e objetiva, a metodologia para cálculo de custo e de remuneração do transporte coletivo de passageiros em linhas urbanas, interurbanas e intermunicipais.
Temas:
* A Metodologia de Avaliação dos custos dos transportes de passageiros (Critérios, Fórmulas, Custo Fixo e Variável)
* A Planilha de Custo de transporte coletivo por ônibus (classificação , análises da planilha e de fluxo de caixa).
* A Remuneração do transporte coletivo urbano, interurbano e intermunicipal (estudo de casos).
* Simulações com a Planilha de Cálculo de Custo e Tarifas. ;
Modulo D: “CURSO BÁSICO DE PROGRAMAÇÃO DE LINHAS DE ÔNIBUS”
Dia 20 / 09 / 2008 – das 8:00 às 13:00 h e 14:00 às 19:00
Especialistas:
Pedro Kassab - Engenheiro e economista com mestrado em transportes, diretor da IPK Engenharia e consultor do SPURBANUSS, SETCESP e ABRATI.
Cláudio Donizetti – Administrador de Empresas, pós graduado em logística, especializado em programação de linha de ônibus, orientador de exercício prático.
Objetivo:
Realizar, através de exercício escrito e prático, a programação de uma linha de ônibus com gráficos, diagramas de marcha e computador, para obter controle da operação, escalas, redução de custo e melhor qualidade de serviço.
Temas:
* Conceitos básicos: tempos de viagem, demanda, horários, fator de renovação e frota operacional.
* Elaboração de escala de operadores alocados junto à frota por dia tipo.
* Custos de operação e orçamento de mão de obra.
* Exercício prático com elaboração do diagrama de marcha e posterior simulação computador
############
- Empresa de ônibus visa elo na família Kassab -
Segunda-feira, 8 de novembro de 2004
Folha de S. Paulo
Empresa de ônibus visa elo na família Kassab
AGENDA DA TRANSIÇÃO
Viações vêem irmãos do vice de Serra, que atuam no setor, como alvos de aproximação com futuro governo
ALENCAR IZIDORO
DA REPORTAGEM LOCAL
Afinados com a gestão Marta Suplicy (PT) e depois de apostarem na reeleição da prefeita, empresários de ônibus de São Paulo vêem agora na família de Gilberto Kassab (PFL), vice de José Serra (PSDB), um possível elo de aproximação com a gestão tucana.
Dois irmãos do pefelista, que foi alvo de ataques do PT na campanha, são técnicos do setor de transporte coletivo que têm ou já tiveram relacionamento próximo com as viações paulistanas.
Pedro Kassab é dono de uma consultoria em transporte, a IPK Engenharia, que presta serviços há mais de 15 anos para empresários de ônibus de São Paulo. Também já foi consultor do Transurb, hoje SP Urbanuss, o sindicato patronal. A entidade diz que a IPK ainda trabalha para algumas viações, mas não revela quais.
Marcos Kassab, hoje na assessoria de planejamento e expansão do Metrô, já atuou na EMTU (empresa estadual de ônibus intermunicipais) e, nos dois últimos anos do governo Celso Pitta, manteve contato direto com os empresários de ônibus como assessor da presidência da SPTrans (empresa municipal que gerencia o setor).
Procurados pela Folha desde a última quarta, Marcos e Pedro não responderam aos pedidos de entrevista. O irmão deles e futuro vice-prefeito foi atacado pela candidatura Marta por ter sido secretário de Pitta e, como revelou a Folha, ter elevado seu patrimônio em 316% durante quatro anos.
Dois executivos de empresas de ônibus relataram à reportagem a preocupação do setor com mudança de rumos em um governo tucano, como a priorização de investimentos no Metrô em detrimento dos corredores de ônibus.
Eles citaram a família Kassab como possível alvo de aproximação, mas disseram não saber de nenhum contato feito.
Entre os obstáculos do governo Serra para 2005 estão os custos, com pressões para a elevação da tarifa (R$ 1,70 desde janeiro de 2003) ou elevação da subvenção.
A IPK, de Pedro Kassab, é especializada em estudo de definição de tarifas e custos. Também analisa contratos com estudos de reequilíbrio econômico-financeiro. Nos anos 90, ganhou espaço com programa de computador considerado inovador de programação das linhas. Atua também no Paraná e em Mato Grosso do Sul, controlando mais de 6.000 veículos.
Campanha
O futuro vice-prefeito Gilberto Kassab disse à Folha que seus irmãos “votaram no Serra e fizeram campanha”, mas não tiveram participação no programa de governo e não atuarão direta nem indiretamente na gestão tucana.
“Eles têm total liberdade, mas, se me consultassem, pelo fato de eu ser vice-prefeito, eu recomendaria que não”, afirmou Kassab em relação à possibilidade de eles ocuparem cargos na prefeitura.
Ele disse que os dois “são muito qualificados” e “estão felizes” com seus empregos e negou com veemência a possibilidade de intermediarem a aproximação das viações com o futuro governo.
“Eu afirmo e você pode me cobrar no futuro: não tem essa possibilidade. A atuação deles é técnica. A conversa do setor com a prefeitura é uma conversa técnica e política. Eles não têm perfil político algum”, disse Gilberto Kassab.
Segunda-feira, 8 de novembro de 2004
Agora S. Paulo
Empresas de ônibus tentam elo com os Kassab
IRMÃOS DO VICE DE SERRA TÊM LIGAÇÕES COM EMPRESAS DE ÔNIBUS E VIRAM ALVOS DE TENTATIVA DE APROXIMAÇÃO DE EMPRESÁRIOS COM GOVERNO DO PSDB
Empresários de ônibus de São Paulo vêem na família de Gilberto Kassab (PFL), vice de José Serra (PSDB), um possível elo de aproximação com a gestão tucana. Dois irmãos do pefelista são técnicos do setor de transporte coletivo que têm ou já tiveram relação com as viações paulistanas.
Pedro Kassab é dono de uma consultoria em transporte, a IPK Engenharia, que presta serviços há mais de 15 anos para empresários de ônibus de São Paulo. Ele já foi consultor do sindicato patronal. A IPK ainda trabalha para algumas viações.
Marcos Kassab, hoje na assessoria de planejamento e expansão do Metrô, já atuou na EMTU (empresa estadual de ônibus intermunicipais) e, nos dois últimos anos do governo Celso Pitta (1997-2000), foi assessor da presidência da SPTrans (empresa municipal que gerencia o setor).
Executivos de empresas de ônibus estão preocupados com mudança de rumos no governo Serra, com a priorização de investimentos no Metrô em detrimento dos corredores de ônibus. Eles citaram a família Kassab como possível alvo de aproximação, mas disseram não saber de nenhum contato feito. (FSP)
############
Bom, avisado você foi. Na próxima vez em que você estiver mofando no ponto de ônibus, sem perspectiva de que ele venha logo ( gestão logística ), ou acordar e ouvir no rádio que a tarifa será reajustada ( gestão de planilha de custos ), lembre que você pagou por um Kassab, e levou três.
Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.